Esta frase foi proferida por um destacado Encarregado de Educação. Mas qual será o papel dele? Já nem falo de uma frase que ouvi de um aluno… “Você não é meu pai.”
Nov 22 2019
Esta frase foi proferida por um destacado Encarregado de Educação. Mas qual será o papel dele? Já nem falo de uma frase que ouvi de um aluno… “Você não é meu pai.”
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Nov 22 2019
As petições dos lesados da SS serão analisadas no Parlamento em janeiro. Entretanto o PCP e o BE entregaram dois projetos Lei para discussão na AR. Estão nas mãos do PSD e do PAN para a aprovação.
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Nov 21 2019
Segundo Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), principal organismo representativo nacional dos encarregados de educação, hoje em dia as principais preocupações dos pais são de duas ordens: as preocupações físicas e estruturais e as preocupações logísticas.
Ao nível da primeira, o representante da CONFAP destaca a falta de assistentes operacionais como uma preocupação dos pais. “Temos andado a tentar remediar com a contratação precária e temporária e agora as autarquias e a tutela têm que tentar remediar esta situação. É uma preocupação para que todos os serviços possam funcionar com o tempo e a qualidade necessárias para o apoio das crianças que frequentam a escola”, explica.
Para além desta falta de funcionários, Jorge Ascenção destaca ainda a necessidade de uma melhoria generalizada das instalações físicas das escolas, considerando que os pais “estão muito preocupados com a qualidade do tempo que as crianças passam na escola, pelo que é necessário repensar o projeto educativo”.
A verdade é que não é preciso recuar muito no tempo para relembrar alturas em que as maiores queixas da parte dos encarregados de educação eram a questão dos manuais escolares reutilizáveis, a qualidade das refeições escolares ou até as preocupações em torno dos edifícios com presença de amianto, que tem estado a mobilizar a comunidade escolar. Questões que entram e saem da agenda e muitas vezes permanecem por resolver.
Já ao nível logístico e pedagógico, o presidente da CONFAP aponta a questão da avaliação dos alunos e do seu currículo como algo a melhorar. O mesmo considera que hoje “os nossos filhos passam demasiado tempo em aula” e que hoje os pais “estão muito preocupados com a qualidade desse tempo”. “Queremos que se trabalhe no sentido de potenciar todas as capacidades e talentos das crianças e despertar neles o interesse pela escola, que é algo que hoje falta em muitos estudantes”, afirma. “Isto deve-se em grande parte ao facto da grande maioria dos professores estar mais preocupado em ensinar, do que em educar, sendo os resultados o principal objetivo”, acrescenta.
“Aqui há muito caminho a percorrer, desde logo pelas famílias, que têm que perceber que é importante que os nossos filhos tenham boas notas sim, mas que para além disso adquiram um conjunto de valências, humanidades, que nós estando com eles pouco tempo não conseguimos desenvolver”, alerta Jorge Ascenção.
Desta maior consideração pelos resultados em detrimento da cidadania e humanidade advêm outras consequências. Jorge Ascenção considera que hoje há cada vez mais uma aposta da parte dos encarregados de educação em explicações e no ATL, “consequência de algum fracasso da resposta que a escola consegue dar e da da perceção, nem sempre correta, que os pais têm da escola”.
Dá o exemplo do ensino secundário, onde o que “interessa é ter a melhor nota possível, independentemente da tipologia do aluno”, devido ao “excesso da importância dos exames para a entrada no ensino superior”, ou mesmo do pré-escolar, onde “a escola muitas vezes não está adaptada aos horários das pessoas”, o que leva as famílias a recorrer à oferta, paga, de ateliês de tempos livres.
Problemas levam a mudar de lado
Jorge Coutinho é pai de duas crianças, um rapaz de 10 anos e uma rapariga de sete anos. Assume-se como um “defensor da escola pública”, mas este ano decidiu passar o seu filho do ensino público para o privado. Explica que o seu filho frequentou o ensino público até ao 4º ano de escolaridade, mas que os problemas foram tantos ao longo dos anos que decidiu mesmo fazer esse “esforço financeiro por forma a dar estabilidade” ao filho. “Em três anos da pré-escola conseguiu ter sete educadoras, para além de várias auxiliares diferentes”, lamenta. “Isto é inconcebível, para uma criança é muito mau, porque não há estabilidade nenhuma, especialmente numa idade em que as crianças se agarram muito a estas pessoas”, considera.
Para além desta questão durante a pré-escolaridade, o filho de Jorge teve ainda três professores distintos no 3º ano “e no 4º ano, como a professora tinha isenção de horários, chegavam a não ter qualquer tipo de acompanhamento nalguns dias”, acrescenta. “É necessário uma continuidade e não havendo, eles não sentem que existe um porto de abrigo. Este tipo de situações não vão tendo solução ano após ano”, explica.
“É um esforço muito grande colocá-lo numa escola privada, mas nós, pais, temos que pensar em tudo, pensar na estabilidade. No privado não há greves, não faltam funcionários e respondem rapidamente às necessidades, por forma a criar essa estabilidade”, acrescenta.
Apesar da instabilidade referida na situação do seu filho, Jorge Coutinho vai mantendo a sua filha mais nova no ensino público e deixa mesmo elogios à docente que a acompanha: “A minha filha continua no ensino público porque, apesar da escola onde ela está ter falta de funcionários, a professora é excelente e falta raramente. Tem sido muito dedicada”.
Este encarregado de educação não coloca de lado a hipótese de voltar a ter o seu filho no ensino público. Deixa contudo a ressalva que o mesmo só acontecerá quando “existam condições para tal”. “Se verificar que há estabilidade e estas situações estão resolvidas, volto a colocá-lo no ensino público, até porque sou defensor desse ensino”, conclui.
Escola não está pronta para todos
Carlos Monteiro é pai de três filhas, uma com 25 anos, outra com 22 e a última com 18. Todas elas têm necessidades especiais educativas e todas elas passaram, ou estão, no ensino público português.
Para além de encarregado de educação, Carlos Monteiro é presidente das Associações de Pais de Gondomar, no distrito do Porto, e explica que atualmente as crianças com necessidades especiais educativas representam “cerca de 11% das crianças”. Diz, no entanto, que deviam ser muitas mais, uma vez que questões como a dislexia, por exemplo, não entram para estas contas.
O Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, estabelece os princípios e as normas que garantem a inclusão enquanto processo que visa responder à diversidade das necessidades e potencialidades de todos e de cada um dos alunos, através do aumento da participação nos processos de aprendizagem e na vida da comunidade educativa.
Carlos considera que o ensino português não está preparado para crianças neste tipo de situações e que para elas funciona muito à base do “facilitismo”: “Fazem com que elas vão passando até aos 18 anos e assim passem da tutela do Ministério da Educação para o Ministério da Segurança Social. Apressam-nas e despacham-nas para que não sejam sua responsabilidade”.
As crianças com Necessidades Educativas Especiais são aquelas que podem necessitar de apoios e serviços de educação especial durante todo, ou parte, do seu percurso escolar, por forma a facilitar o seu desenvolvimento académico, pessoal e sócio emocional. É o caso de crianças com condições específicas como o autismo, a hiperatividade, as dificuldades de concentração, as dificuldades motoras, as dificuldades sensoriais, as dificuldades de aprendizagem e as dificuldades de compreensão e expressão, por exemplo.
No ano letivo de 2015/2016 existiam mais de 78 000 crianças e alunos com Necessidades Educativas Especiais, sendo que 99% dos quais se encontravam matriculadas em escolas regulares.
Este encarregado de educação, que foi diretor de um estabelecimento de ensino durante 17 anos, considera que o ensino português tenta generalizar cada criança, especialmente desde a implementação do Decreto-Lei n.º 54/2018 e desta questão da inclusão, quando “cada caso é um caso”.
Este é, de resto, um tópico com o qual Jorge Ascenção, presidente da CONFAP, concorda. “Temos hoje o defeito de achar que cada uma das crianças é que tem que se adaptar ao sistema, quando muitas vezes deve ser o sistema a adequar-se consoante as necessidades das crianças. Nós não vamos dizer a uma criança de cadeira de rodas para se adaptar às instalações da escola”. Um inquérito da Fenprof, divulgado ontem, mostra que o novo regime divide opiniões nas escolas: mais de dois terços dos professores considera que a resposta aos alunos com necessidades educativas especiais não melhorou com a nova lei, enquanto dois terços das direções escolares inquiridas tem a opinião contrária. Maior sensibilização foi um dos ganhos com o novo regime, mas carência de recursos humanos, falta de formação e maior burocracia são alguns dos pontos negativos.
Segurança não é consensual
A questão da segurança é um dos tópicos de maior relevância para um pai nos dias que correm. Especialmente se tivermos em conta que a escola é o espaço onde as crianças passam uma grande parte do seu tempo durante a semana e, ainda para mais, tendo em conta o conturbado início de ano letivo, onde foram relatados vários casos de violência na escola e onde a falta de funcionários tem sido notória.
Apesar dessa preocupação, Jorge Ascenção, Carlos Monteiro e Jorge Coutinho, têm perspetivas diferentes sobre este assunto. O presidente da CONFAP admite que se sabe que a “falta de assistentes operacionais aumenta a probabilidade haver conflito”, mas acredita que os pais ainda assim se sentem seguros em deixar os seus filhos nas escolas. “Existe sempre o risco de acontecer alguma coisa, não podemos correlacionar a falta de operacionais e o perigo, até porque as situações de violência que existiram neste início de ano foram ínfimas se tivermos em conta que estamos a falar de um universo de quase dois milhões de pessoas”
Por seu lado Carlos Monteiro considera que hoje a confiança depende do grau de conhecimento de um encarregado de educação do local onde vai deixar as suas crianças. Por último, Jorge Coutinho é mesmo o mais cético, admitindo mesmo não sentir essa segurança enquanto existir instabilidade e falta de profissionais.
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Nov 21 2019
O BE quer que o Governo avance com a contabilização de mais 3 anos, 8 meses e 24 dias para todos os professores e educadores, até 2023
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Nov 21 2019
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Nov 21 2019
O Hiper-Controle Da Hiper-Burocracia
Como é que querem que esta porcaria ande para a frente…15 dias antes a IGEC chegar, envia um email com uma lista de documentos e pastas que deseja numa sala exclusiva para eles.E uma outra datas de ficheiros em formato excel para se preencher!!!Dados que são todos exportados para o MISI, IGEFE… todos os meses!!!Nem se dão ao trabalho de virem acompanhados desses mapas!!! E andamos nós a apaparicar esta gente! No final, temos 30 dias para corrigir tretas de caracácá… sobre instruções que nunca chegaram à escola! E outras situações em que recebemos orientações via nota informativa & email do IGEFE que o IGEC diz que são ordens, mas não são válidas! Isto é engraçado…

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Nov 21 2019
Muito se tem falado em simplex, mas a verdade, é que nas escolas só têm complicadex.
Não sei qual vai ser o resultado desta medida, ou duas. Antecipar as necessidades de docentes pelas escolas só será útil se estiverem a pensar voltar a mexer no diploma de concursos (nós já sabemos que estão a pensar nisso). Identificar e caraterizar perfis do aluno, turma e escola será útil se quiserem ter uma real noção do país, da região… para que possam disponibilizar recursos para que a melhoria de resultados seja uma realidade.
Descrição da medida:
Antecipar necessidades de docentes, em cada novo ano letivo, em cada Unidade Orgânica (Agrupamento de Escolas ou Escola não Agrupada) e criar o dispositivo de visualização dos resultados para uso das entidades que têm por missão intervir em algum passo da gestão dos recursos docentes. Identificar e caracterizar perfis de alunos, turmas e escolas e criar o dispositivo de visualização dos resultados para uso das entidades que têm por missão intervir na melhoria do sucesso educativo e na redução do abandono escolar.
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Nov 20 2019
O PCP agendou hoje, em Conferência de Líderes da Assembleia da República, a discussão do Projeto de Lei 98/XIV – Contabilização integral de todo o tempo de serviço das carreiras e corpos especiais. O PCP foi, deste modo, o único grupo parlamentar a apresentar iniciativa para arrastar com a discussão da Petição Nº 607/XIII/4 – Solicitam a adoção de medidas com vista à negociação do modo e prazo para a recuperação de todo o tempo de serviço cumprido, promovida pela FENPROF, e que contou com mais de 60 mil assinaturas. A discussão em Plenário vai decorrer no dia 19 de Dezembro.
Na iniciativa hoje agendada, o PCP propõe, mais uma vez, a contabilização integral do tempo de serviço prestado pelos trabalhadores das carreiras, cargos ou categorias integrados em corpos especiais, definindo os termos e a forma como se procede à sua recuperação. No caso específico dos professores e educadores, o PCP propõe a possibilidade de o tempo a ser recuperado poder ser utilizado para efeitos de aposentação ou dispensa da obtenção de vaga para acesso ao 5.º e 7.º escalões. Além disso, o Projeto de Lei apresenta ainda uma proposta que determina que todos os professores que, por pressão do Governo, tenham optado por um ou outro regime (previstos nos Decretos-Leis n.º 36/2019, e 65/2019) possam recuperar em 2020 os 1027 dias e correspondentes efeitos em matéria de progressão e remuneração, evitando ultrapassagens por professores e educadores com menos tempo de serviço.
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Nov 20 2019
Este ano ainda não tive conhecimento de nenhum deferimento…
Às vezes basta uma palavra estar mal grafada num dos documentos exigidos para a mobilidade por doença para que esta seja indeferida pelo Ministério da Educação, acusa Fenprof.
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Nov 20 2019
Na sexta-feira, alguns professores que, por via do faseamento dos 2,9,18, já subiram de escalão, vão ver a cor do dinheiro.
Há quem diga que mais vale tarde que nunca, mas ainda há que permaneça no nunca e ainda não seja “cabimentado”. Ainda há muita confusão por “desconfundir” em relação a avaliações e tempo de serviço mal contabilizado. O tempo de serviço mal contabilizado, por muito que custe a crer, e com centenas de reclamações ainda permanece mal contabilizado, por inoperância dos diretores e por falta de resposta da DGAE (dizem esses diretores).
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Nov 19 2019
Os encerramentos de escolas por falta de funcionários marcaram o início do ano letivo. De norte a sul do país, são muitas as queixas daqueles que diariamente abrem os portões aos alunos e os acompanham nas várias fases do dia-a-dia. E a avaliação é clara: continuam a faltar auxiliares e o desgaste dos que seguram a escola pública é grande.
Artur Sequeira, presidente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, traça o ponto da situação: “As últimas estatísticas mostram que houve um abaixamento substancial do número de alunos em todas as escolas e a justificação que é muitas vezes dada pelo Ministério da Educação é o facto de estarmos com níveis de crescimento demográfico baixo”, diz. Aqui começa o problema: há o risco de se pensar que são precisos menos funcionários, quando trabalho não falta. “Não se pode esquecer nunca que as escolas não encolhem, pelo contrário, como foi o caso das escolas que tiveram a intervenção da Parque Escolar, que aumentaram todas a sua área”, acrescenta.
Os últimos dados disponibilizados pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) mostram que desde o ano letivo 2010/11 até 2017/18, as escolas portuguesas perderam quase 300 mil alunos. Já o número de funcionários baixou de 83 mil para 82 mil, mas o dirigente sindical explica que as tarefas se multiplicam. As funções do pessoal não docente são muito variadas, indo desde o “apoio direto aos professores à segurança da escola e à portaria, entre outras”. E incluem também a limpeza das escolas. “Essa é uma função que os funcionários têm de fazer sempre ao final do dia, independentemente das outras funções que possam ter ou de, por exemplo, estarem a tomar conta de crianças com necessidades educativas especiais (…) Muitas vezes até limpam com as crianças de que têm de tomar conta ao lado. Este é o panorama que existe nas escolas portuguesas”, explica, estimando que atualmente faltem nas escolas cerca de 6 mil funcionários, mesmo com o reforço de mais de mil auxiliares a tempo inteiro garantido pela tutela para este ano letivo. “É ilusório porque alguns eram já funcionários das escolas com contratos precários”.
Ainda durante o dia de ontem, por exemplo, a Escola Básica 2,3 José Saraiva, em Leiria, encerrou devido à falta de funcionários. Segundo André Pestana, coordenador do S.TO.P. – Sindicato de Todos os Professores, esta escola “não fechava devido a uma greve há pelo menos 20 anos”. Disse ainda que nesta escola existiam apenas 19 funcionários para 923 alunos, o que dá um rácio de 48,5 alunos por funcionário. O coordenador do S.TO.P. convidou mesmo o ministro da Educação “a vir ao país real e ver o que se passa”.
A situação chegou a um tal ponto de rutura que a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais convocou uma greve nacional dos funcionários das escolas para o dia 29 de novembro. Artur Sequeira refere que em causa está uma luta “pelos direitos dos trabalhadores, mas também pela escola pública e pela sua qualidade, que se enquadra na sociedade em que vivemos”.
Entre as principais reivindicações da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais constam “o fim da precariedade e a integração dos atuais trabalhadores precários e a contratação imediata de mais 6 mil trabalhadores para os quadros”. Para além disso, reivindicam ainda “uma nova portaria de rácios e dignificação salarial e funcional, o fim do processo de desresponsabilização do Estado central e de descentralização/municipalização da escola pública” e ainda uma “escola pública universal, inclusiva e de qualidade”. O presidente da federação refere estar à espera de uma adesão a rondar os 85%.
Quanto à atual portaria de rácios, defende, não tem em conta uma série de aspetos que hoje em dia fazem parte do quotidiano das escolas, como é o caso da sua tipologia, o número de salas que o estabelecimento tem ou mesmo os alunos com necessidades educativas especiais, que por vezes chegam a precisar de acompanhamento constante de um auxiliar operacional, como são hoje designados.
Apesar de todas as queixas e do elevado número de escolas a fechar neste ano letivo devido à falta de funcionários, Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, disse à agência Lusa no início do mês que este é um problema antigo e que tem vindo a ser corrigido, reforçando que hoje “as escolas têm mais assistentes operacionais”. Recordou ainda o reforço de cerca de 4300 funcionários na última legislatura.
O problema continua sem solução e, na semana passada, os deputados da comissão parlamentar de Educação aprovaram por unanimidade a audição de Tiago Brandão Rodrigues, tal como do sindicato dos funcionários não docentes, por forma a darem explicações no Parlamento sobre o tema. Para além da falta de funcionários, o ministro da Educação terá também de explicar outro dos temas que tem aquecido a agenda política nos últimos tempos, o plano do Governo para acabar com os chumbos até ao 9.o ano.
Para Artur Sequeira, a carreira do funcionário não docente é fundamental no dinamismo das escolas portuguesas e na vivência dos alunos. “O funcionário de apoio à educação é o ouvido dos alunos. Os alunos muitas vezes não conversam da mesma forma com um professor como falam com um auxiliar e um auxiliar acaba por saber sempre quando um aluno tem problemas em casa, por exemplo se tem problemas de alimentação. É o primeiro ouvido do aluno, tem um trabalho de proximidade. Tem de estar dotado de uma formação muito específica para desempenhar a função”, explica. “É o funcionário que garante a segurança na escola, é ele que a abre e a fecha, garante a cantina, a secretaria, a papelaria. Esta questão está desvalorizada. Não olham para a real importância destes trabalhadores. A escola não é só os professores e os alunos”, conclui.
vinte anos a receber o salário mínimo Francelina Pereira é funcionária do agrupamento de escolas Fernando Pessoa, nos Olivais, há 24 anos e dirigente sindical há 12, pelo que conhece bem a situação do pessoal não docente nas escolas. “Nunca se viveu, desde que me lembro, um período tão negro nas escolas pela falta de pessoal não docente. Daí advêm outros problemas dentro das escolas, como a insegurança, o bullying, a falta de acompanhamento”, considera a sindicalista.
Francelina Pereira refere que o papel principal de um auxiliar de ação educativa nos dias de hoje deveria ser a vigilância das crianças e a higienização do espaço; contudo, “neste momento não é possível fazer nenhum dos dois devido à falta de pessoal”, diz. “As escolas estão em rutura após vários anos de más políticas, e enquanto os governantes andarem anualmente a tapar buracos nas escolas, nada se irá resolver”, explica.
A escola onde Francelina trabalha tem de fechar à tarde em dias alternados para que os poucos trabalhadores limpem zonas à vez, visto que não há pessoal suficiente para limpar o espaço e fazer o acompanhamento dos alunos simultaneamente, exemplifica a auxiliar de educação educativa, de 53 anos, que considera que a falta de atratividade e o envelhecimento da profissão são as principais causas de uma gritante falta de funcionários a nível nacional. “Basta ver que um assistente operacional que está em funções há mais de 20 anos, como é o meu caso, neste momento está a ganhar o salário mínimo nacional. Quem entra agora ganha o mesmo. Além disso há ainda as situações de stresse e de excesso de trabalho que esta profissão tem. Não há qualquer tipo de reconhecimento e só ganhamos o salário mínimo porque não é possível ser mais baixo”.
Este é, de resto, um ponto com o qual Armando Ferreira concorda. Tem 30 anos e é funcionário no agrupamento de escolas de Canelas, no concelho de Vila Nova de Gaia. É o funcionário mais novo do agrupamento – a grande maioria dos seus colegas chega a ter o dobro da sua idade.
A escola onde Armando trabalha é recente, tendo apenas sete anos, pelo que não tem problemas ao nível das condições que oferece aos alunos. Contudo, há uma grande carência ao nível de pessoal devido às grandes dimensões da escola, uma das que foram remodeladas pelo Programa de Modernização do Parque Escolar.
“A escola já abriu no início deste ano letivo com essa carência, porque achávamos que conseguiríamos aguentar e que o ministério faria algo em prol disso, mas entretanto vimos que não era possível, que era demais, e acabámos mesmo por fechar a escola durante um dia no mês de outubro”, explica este jovem funcionário.
Armando Ferreira conta que em todo o agrupamento existem 80 crianças com necessidades educativas especiais, “umas mais carentes de acompanhamento do que outras”. Na escola-sede, onde trabalha, há dois alunos que precisam de ter permanentemente alguém com eles. “Quem vai estando com eles são os funcionários todos, rotativamente, ao longo do dia e enquanto fazem as suas restantes tarefas. Isto não resulta, não devia passar tanta gente por aquelas crianças todos os dias, nem é bom para elas”.
A falta de funcionários neste agrupamento de escolas de Canelas é tal que Armando diz não se sentir nada seguro no seu próprio local de trabalho, relatando problemas de indisciplina e vários episódios de violência verbal. “Se houvesse mais gente, haveria mais vigilância e poderíamos controlar melhor esse tipo de situações, mas somos tão poucos que eu chego a estar sozinho desde as 8h até às 13h. Se me acontecer alguma coisa, ninguém sabe de nada”, afirma o auxiliar.
Quando a vontade de abandonar é maior que a de ficar Carlos Santos tem 56 anos e é funcionário há 25, enquanto Maria Suzeta tem 62 anos e é funcionária há 27. Para além de partilharem a experiência e a profissão, trabalham ambos em Queluz, na Escola D. Pedro IV e na Escola Galopim de Carvalho, sendo também delegados sindicais.
Maria Suzeta trabalha na mesma escola onde há cerca de um mês, no dia 22 de outubro, um professor foi agredido pelo irmão de um aluno após um conflito entre dois jovens. A violência é, assim, aquele que vê como o maior problema da escola. “Estamos já avisados para a possibilidade de este tipo de situações acontecerem”, explica. Já Carlos confessa nunca ter sentido na pele a insegurança, mas reconhece que as colegas muitas vezes até têm medo de falar sobre os episódios que vivem na escola. “As crianças tratam-nas muito mal, parece que hoje em dia não têm respeito nenhum”.
Já o cansaço é comum. Carlos Santos diz que a situação chegou a um ponto de saturação tal que neste momento só está à espera de chegar aos 60 anos para se ir embora, farto de ser maltratado e “tratado abaixo de cão”. “A falta de funcionários é gritante, o que leva a que os episódios de violência sejam frequentes. As escolas, hoje, já não providenciam educação”, refere. “Há cada vez mais um desinteresse. Já não sinto que vou trabalhar, sinto que vou cumprir uma pena, o que é algo triste. Como delegado sindical, posso dizer que isto é algo que acontece em todas as escolas”, acrescenta.
Estes dois funcionários deixam ainda duras críticas ao processo de municipalização de que as suas escolas foram alvo, tal como à falta de apoio das direções e da tutela. “A Câmara de Sintra também não faz nada por nós e delega no diretor. As escolas deveriam ter mais autonomia e mais funcionários, senão tudo irá continuar a piorar”, aponta Maria Suzeta.
“A câmara sabe que há falta de funcionários, mas não coloca nenhum porque sabe que terá de pagar. É assim que estamos. Parece que estamos num jogo de pingue-pongue entre as câmaras e o ministério e quem vai acabar por pagar são os alunos e os pais”, conclui Carlos Santos.
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Nov 19 2019
“O elevador fora de serviço.
Não é da Escola Pública – dos professores – a responsabilidade pela falha no seu papel de elevador social, como muitos indivíduos com responsabilidades no nosso país dizem ou insinuam com palavras mais ou menos coloridas e com maior ou menor frequência. E não entender que esse discurso manipulador e demagógico procura fazer da classe docente uma das principais culpadas pela estagnação social e pelos perigos que essa acarreta, é deixar-se enganar pelos que apenas pretendem fugir à responsabilidade das suas políticas fiscais e do desinvestimento nos sistemas de protecção ao desemprego.
As origens sócio-económicas e o capital humano das famílias – dos pais – são dos principais factores a condicionar uma carreira de sucesso aos nossos jovens, apesar de hoje em dia as habilitações académicas já não serem uma garantia para a mobilidade ascensional tal como eram há décadas atrás.
Daí a importância de compreender que os responsáveis pela proletarização da nossa sociedade são muitas vezes os mesmos que procuram responsabilizar os outros pelos seus pretensos erros, ocultando dessa forma a intencionalidade ou a ignorância das suas acções.
Ser demagogo é ser um mestre da manipulação. Resta saber quem aceita servir de fantoche.”

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Nov 19 2019
Tal como o mandato de 2015 começou com a eliminação demagógica das provas finais de 4.º e 6.º ano, o mandato de 2019 começa com a promessa demagógica de um plano de não-retenções que só fará sentido se, como culminar do processo, forem eliminadas as provas finais do 9.º ano.
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Nov 19 2019
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Nov 19 2019
Exmo. Sr. Diretor(a)/Presidente de CAP:
Informa-se V.Ex.ª que está disponível no SIGRHE e até as 18:00 horas do dia 29 de novembro a aplicação eletrónica Reposicionamento 2019 destinada a reposicionar os docentes que:
O reposicionamento dos docentes, nos termos da Portaria n.º 119/2018, de 4 de maio, constitui um ato administrativo da responsabilidade dos Srs. Diretores/Presidentes de CAP, devendo esta aplicação ser entendida como uma ferramenta facilitadora e não vinculativa. Assim, após o carregamento dos dados e a submissão de cada registo, por parte dos Srs. Diretores/Presidentes de CAP, é facultada a informação do escalão onde o docente poderá vir a ser reposicionado, provisória ou definitivamente, de acordo com a informação inserida.
Enviam-se, como anexo ao presente email, a Nota Informativa – Reposicionamento 2019, bem como um conjunto de Perguntas Frequentes, que vão igualmente constar da página Web da DGAE em:
https://www.dgae.mec.pt/gestrechumanos/pessoal-docente/carreira/carreira-docente/#ingresso
Com os melhores cumprimentos,
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Nov 19 2019
O cálculo dos aumentos salariais, quando existem, costumam ser calculados com base na perspetiva de inflação do ano a que se referem e que entram em vigor. Pelo menos era assim até agora.
O que vai acontecer este ano, segundo o que se tem andado a alvitrar não é o que sempre aconteceu. Para o ano parece que vamos ter como base de aumento a inflação do ano anterior, ou seja, 2019, em vez da inflação que se prevê para 2020.
Porquê?
Porque a inflação de 2019 parece que vai ser de 0,3% ou 0,4%, enquanto a que se prevê para 2020 será de 1,6%. Mudaram as regras…
Vamos a contas. Tendo por base o vencimento auferido no 1º escalão, índice 167 de 1518,63€ brutos, se o aumento for de 0,3 será de 4,56€. Se for de 0,4, será de 6,07€. Uma fartura que não chega para comprar mais um papo seco por dia.
Se a regra que tem existido até agora se mantivesse e o aumento fosse de 1,6% o aumento seria de 24,3€.
Tirem as vossas conclusões. Seja que formula os percentagem que queira aplicar, depois de 10 anos sem qualquer aumento que não tenha sido em impostos, um aumento inferior a 2,5% é um insulto aos funcionários públicos e a prova que as contas certas não andam tão acertadas como se quer passar ao público.
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Nov 18 2019
Menos alunos, menos professores, menos funcionários, menos escolas, menos chumbos, professores mais velhos, mais escolas privadas… isto e muito mais. Certas retóricas só se desmancham com números e se bem esfregados…
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Nov 18 2019
Bernardo Ferrão da SIC e Filipe Santos Costa do Expresso moderam o debate com: Maria Emília Brederode Santos, Presidente do Conselho Nacional de Educação, Nuno Mantas, diretor do Agrupamento de Escolas Boa Água, Paulo Guinote, professor do 2.º ciclo do ensino básico, e Alexandre Homem de Cristo, do Observador.
Clica na imagem para ver video
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Nov 18 2019
O educador de infância tem um papel fundamental na formação pessoal e social das crianças pelas quais é responsável mas não pode “descurar” a parte técnica e prática do dia-a-dia.
Usar o termo ‘pré-escolar’ quando nos referimos ao jardim-de-infância é polémico! Enquanto uns defendem que nessa idade há que aproveitar a curiosidade inata das crianças e prepará-las para a escola; outros consideram que não só isso é prejudicial ao desenvolvimento e inadequado à faixa etária mas também que se devia adiar a entrada no 1.º ciclo para os sete anos. Generalizar é, a priori, incorrecto!
No pré-escolar da escola pública, as turmas são mistas e isso traz mais desvantagens do que vantagens. Aliás, tenho alguma dificuldade em perceber quais as vantagens! Considero que uma “preparação” para o 1.º ciclo não é antónimo de falta de brincadeira. Tenho um exemplo em casa de alguém que aprendeu a ler e a escrever aos 5 anos e nem por isso foi menos feliz que os outros meninos da mesma idade, nem por isso deixou de brincar, nem por isso deixou de ser criança.
Aliás, muito do que conseguiu deveu-se à constante e inata vontade de aprender, curiosidade própria da infância! As crianças são curiosas por natureza, basta que lhes criemos as condições, lhes proporcionemos experiências diversificadas e elas, por si só, quererão mais e mais e absorverão tudo. Quando se diz que eles aprendem a ler sozinhos, é verdade, acontece, mas sempre porque lhes criamos as oportunidades, lhes proporcionamos o contacto, por exemplo, com as letras móveis que compramos lá para casa.
O educador de infância tem um papel fundamental na formação pessoal e social das crianças pelas quais é responsável mas não pode “descurar” a parte técnica e prática do dia-a-dia. Para isso é preciso que lhe dêem condições, ou seja, que acabem com as turmas mistas no pré-escolar, pois torna-se impossível/impraticável trabalhar com crianças de 5 e 6 anos, na sua componente mais preparatória para o 1.º ciclo, ao lado de outras crianças com idade inferiores e que também elas necessitam de outro tipo de atenção e de trabalho.
Creio que na chegada ao 1.º ano, os alunos deveriam ter adquirido determinadas competências, nomeadamente no que toca ao domínio da motricidade fina. Saber pintar em vez de riscar; saber manusear materiais didácticos da Matemática como as varas de Cuisenaire, os Dons de Froëbel, as Calculadores Multibásicos ou o Tangram; ter trabalhado a picotagem, o recorte e a colagem; conseguir ouvir e recontar uma história; saber ordenar com sequência lógica imagens de uma determinada história que ouviram; ou construir puzzles. É igualmente importante saber ouvir, saber esperar pela sua vez, saber estar sentado num período de tempo igual ao necessário para elaborar qualquer uma das actividades referidas anteriormente.
Mas isto, meus caros, só se consegue quando acabarem com as turmas mistas, só assim os educadores de infância conseguirão!
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Nov 18 2019
É engraçado ler um “pai” da inclusão verificar que a interpretação do DL 54 é diferente de um agrupamento para outro, não era para ser?
É curioso ler a constatação de falta de recursos, falta de formação, turmas sobrelotadas, etc., etc…
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Nov 18 2019
Uma fartura que repõem poder de compra perdido durante 10 anos…
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Nov 18 2019
As autarquias já se começam a movimentar…
Lisboa, Oeiras e Faro são três câmaras com moções aprovadas sobre o alojamento dos professores. As dificuldades das escolas em preencher os horários começa a preocupar as autarquias que pedem apoio ao Governo na disponibilização de imóveis a custos controlados.
A um mês do final do primeiro período, estavam por preencher, no final desta semana, 244 horários em contratação de escola – “são entre 750 e 800 turmas, o que pode penalizar entre 19 e 20 mil alunos”,
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Nov 16 2019
As noticias dão enfase ao trabalho feito pela equipa do Blog DeAr Lindo e mais uma vez vemos os problemas dos docentes serem discutidos.
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Nov 15 2019
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 11.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 18 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 19 de novembro de 2019 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
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Nov 15 2019
Será esta a solução que a equipa ministerial tem em mente? Não haverá derrapagens orçamentais se tal for levado a cabo? O Centeno sabe disto? Se assim for…
Ou será de outra forma?
Não haverá “eliminação administrativa” de chumbos, mas haverá aplicação exaustiva de medidas universais e especificas até ao limite (testes com consulta, testes de “cruzinhas” com, apenas, uma hipótese de resposta…). Será ter imaginação!
Fica uma dica:
O 1.º ciclo é o ciclo crucial das aprendizagens, se os alunos não apreenderem os conceitos essenciais nunca conseguirão prosseguir os seus estudos de uma forma pró-ativa e autónoma. O investimento nos dois primeiros anos deste ciclo é crucial. Se querem optar pela coadjuvação, que seja nesses dois anos, principalmente no 1.º ano, quando se adquire os conceitos da leitura, da escrita, do cálculo…
Sem umas boas fundações, nunca uma casa poderá crescer de uma forma uniforme.
Mais professores, menos chumbos. Esta é a lógica de Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, quando ao futuro do ensino. “Temos de encontrar medidas que possam coadjuvar o trabalho dos professores e, sempre que necessário, que possam robustecer o corpo docente, mas, acima de tudo, também (queremos) poder estabilizar esse corpo docente”, disse, em entrevista à agência Lusa, na quinta-feira.
Segundo o ministro, a medida prevista no Programa do Governo – de eliminar os chumbos até ao nono ano – não é uma “eliminação administrativa das retenções”.
“Não queremos administrativamente diminuir as retenções. Queremos fazer aquilo que é mais difícil, que é agarrar em cada um dos nossos alunos, principalmente aqueles que estão em meios sócio-economicamente mais desfavorecidos, com famílias com menos capacidade, para os ajudar no seu trabalho”, explicou.
Tiago Brandão Rodrigues considera que “as retenções nunca levam esses alunos a bom porto. Muito provavelmente levam ao abandono escolar ou uma nova repetição de ano”.
As taxas de retenção – quase 35% dos alunos com 15 anos contam com pelo menos um “chumbo” no seu currículo – fazem com que Portugal seja “um dos grandes totalistas em percentagem de retenções” da Europa.
É entre as famílias com menos recursos e menos qualificações académicas que se encontram mais problemas de insucesso escolar. Por isso, será dada prioridade às escolas de “meios sociais e economicamente marginalizados ou mais complexos”.
Para ver e ouvir:
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Nov 15 2019
Encontra-se aberto o concurso de contratação de escola para a Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra com o horário de substituição para contrato de trabalho a termo resolutivo certo, de duração temporária de D01-Dança Clássica.
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Nov 15 2019
O aluno não sabe e passa? A responsabilidade é do professor
Infelizmente, é verdade. A responsabilidade é do professor. Mas almejar que o aluno adquira as competências básicas, ano após ano, num sistema de ensino onde os professores não têm condições para trabalhar equivale a querer construir uma casa pelo telhado.
Num mundo ideal, não haveria chumbos. Ao longo da história, nunca um aluno repetiria um ano por não saber; se não sabe, o professor ajuda e o professor explica, promove-se um ensino prático, visual, desenvolvem-se actividades de grupo, fazem-se pequenos intervalos a meio da aula, incentiva-se o debate, promove-se a aprendizagem individual onde o professor é apenas o guia, muda-se a disposição das mesas e cadeiras, livramo-nos das mesas e cadeiras, livramo-nos da escola, saímos da escola, vamos aprender lá para fora.
Num mundo ideal, um professor teria a liberdade de dar asas à imaginação e ensinar como lhe ensinaram a ensinar, discutindo os grandes temas da actualidade, promovendo debates políticos, levando os alunos a manifestações, a usar a sua voz e os seus direitos, o direito de voto e a cor do sangue para lá chegar, a fazer parte da sociedade, a melhorar a sociedade como futuros adultos, como adultos.
Num mundo ideal, um professor não teria de pagar as fotocópias do seu bolso, nas salas de aula não morreríamos de frio durante o Inverno e de calor no Verão, os professores não teriam medo de entrar na sala sob risco de serem agredidos pelos alunos e respectivos pais, isto para não falar dos insultos diários, o pneu do carro furado e a colega de Ciências que ainda na semana passada acabou no hospital.
Já o disse, e repito, o corpo docente nas escolas seria estável e os professores sempre os mesmos do 7.º ao 12º anos, de modo a promover a relação entre o professor e o aluno, entre o professor e os pais, entre a escola e a comunidade em redor. Estabilidade rima com continuidade, mas também com segurança, confiança, conforto, com ter alguém sempre presente com quem podemos partilhar as nossas vitórias e derrotas, os nossos anseios e preocupações, o passado e o futuro, alguém para nos levar pela mão, ano após ano até à conclusão do ensino secundário.
Os professores nunca estariam por sua conta enquanto a direcção se tranca a sete chaves, independentemente dos repetidos casos de polícia dentro das escolas a fazer manchete nos jornais. Ao invés, os professores seriam apoiados e ajudados a apoiar alunos e famílias, a ir mais além, para lá das paredes da escola.
Os salários seriam o reflexo das centenas de horas de trabalho levadas a cabo todos os meses por quem, longe de casa e dos seus, muitas vezes do lado de lá do país, nas ilhas ou em Timor, trabalha por carolice, para não dizer desespero, quando, ao fim de vinte ou mais anos, a precariedade é sempre a mesma.
Num mundo ideal, e voltando ao início, os professores seriam os motores do futuro, capazes de dotar os alunos, as crianças, os futuros adultos, a sociedade do amanhã, com as competências necessárias para a evolução da sociedade, eliminando para sempre os erros do passado e a toda a brida em direcção às estrelas. Os alunos nunca teriam de repetir um ano porque tudo quanto é necessário para a aprendizagem estaria garantido à partida.
Quando este dia chegar, não teremos problema nenhum em assumir as responsabilidades se um aluno repetir um ano. Mas sem estas premissas, implementar, pura e simplesmente, a progressão automática é criar uma mentira, uma fantasia, daquelas para mostrar lá fora, daquelas para inglês ver.
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Nov 14 2019
A propósito do artigo de opinião da Joana deixo aqui uma das muitas mensagens que nos têm chegado, consequência da falta de AO nas escolas e que o ministério tende a minimizar.
“Uma docente será obrigada a mudar a fralda a um aluno com mobilidade reduzida (cadeira de rodas) e a transferi-lo de sala para sala empurrando a cadeira de rodas?”
Se houvesse AO suficientes nas escolas os professores não seriam teriam de efetuar tarefas que nada têm a ver com a docência…
E mais não digo.
O rácio do desespero nas escolas
Uma escola sem funcionários não abre. E nem é preciso faltarem todos, basta faltarem os poucos que fazem a diferença entre o funcionamento normal e a rutura. O problema, demonstrado à exaustão nas últimas semanas, é que se o funcionamento “normal” já é um exercício de gestão de crise, a rutura está mesmo ao virar da esquina, para desespero de pais, alunos, diretores e trabalhadores.
“Normal” é um agrupamento não conseguir garantir a cada aluno com deficiência, ou necessidade educativa especial que o exija, um assistente operacional especializado para o acompanhar. “Normal” é a biblioteca não abrir nas horas em que o bar tem maior afluência, o ginásio fechar nos intervalos e os pavilhões ficarem desertos nos picos de entrada e saída. “Normal” é a mesma trabalhadora ser jardineira, porteira, empregada de limpeza, animadora social, responsável pelo bar e, às vezes, enfermeira.
Quando uma escola está em funcionamento “normal”, diz-se que cumpre o rácio. Ou seja, que está dentro da “fórmula de cálculo para a determinação da dotação máxima de referência do pessoal não docente”. Uma fórmula que, embora às vezes pareça indecifrável, peca sobretudo por ser insuficiente.
Esta fórmula contabiliza como 1,5 um aluno com necessidades educativas especiais, mesmo que este precise de uma assistente operacional dedicada; a fórmula ignora a existência de espaços verdes ou laboratórios que precisam de manutenção; a fórmula ignora a existência de refeitórios não concessionados a privados; a fórmula não conta os alunos do pré-escolar e 1.o ciclo para a atribuição de assistentes técnicos (pessoal de secretaria).
O problema, como está bom de ver, é que a diferença entre o “funcionamento normal” e a rutura é mínima. Num corpo não docente cansado e envelhecido, é preciso ter em conta que nem todos os funcionários estão aptos para todas as funções. Que 10% estão de baixa, o que agrava a sobrecarga dos que ficam. Que muitos saíram em mobilidade para outros serviços. Que 5 mil se reformaram nos últimos nove anos.
Há dezenas de exemplos. Mas tomemos o da Escola de São João da Madeira, 1400 alunos, três grandes blocos de vários pisos cada, área total de 40 mil metros quadrados. Mesmo que estivessem os 21 funcionários previstos, já seria necessário um grande malabarismo. Quando faltam quatro, a escola entra em rutura mesmo que o Ministério continue a teimar que “estão no rácio”.
Durante anos, e apesar de tantas propostas e insistências, o Ministério da Educação recusou-se a criar um sistema de substituição dos funcionários ausentes. Durante meses ignorou as queixas dos agrupamentos que diziam não ter capacidade técnica para lançar os poucos concursos autorizados. Ainda hoje recusa-se a admitir que a portaria de rácios está mal dimensionada.
Não ouviu os diretores quando disseram claramente que faltam 4 mil funcionários. Não ouviu os encarregados de educação, que protestaram no final do ano letivo anterior. Não ouviu os trabalhadores, que fizeram greve para exigir mais condições. Que oiça pelo menos os alunos da Escola José Afonso, do Seixal, que acabaram o primeiro período em protesto pelo direito a ter aulas. Eles poderiam com muita facilidade ensinar-lhe uma nova equação para atribuir às escolas os funcionários necessários, muito menos complexa do que a existente, mas que o ministro da Educação teima em não aprender.
Tudo se encaminhava para um primeiro período muito conturbado. Por muito que se faça de espantado ou se entretenha a atirar culpas como estilhaços, a perturbação do início deste ano letivo deve-se a Tiago Brandão Rodrigues. Com ou sem ordem de Centeno, preferiu fazer as contas do superávite e assobiar para o ar à espera da municipalização em vez de ouvir os avisos que chegavam. Irresponsabilidade sua, para desespero das escolas.
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Nov 14 2019
Neste discurso político falta muita explicação. Neste momento, anda-se a tentar convencer o público de medidas ainda incompletas com meios discursos.
O que se passará quando um aluno, no final do 9.° ano, não tiver adquirido todas as aprendizagens? Chumba? Encaminham-no para o ensino profissional, ou haverá outra solução?
Constroem casas a começar pelo telhado…
Tiago Brandão Rodrigues defendeu que o plano passa por fazer um maior acompanhamento dos estudantes que revelam mais dificuldades, não eliminar administrativamente a figura da “retenção”.
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Nov 13 2019
Ficamos à espera de um debate sobre a matéria.
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Nov 13 2019
“Temos mais assistentes operacionais nas nossas escolas do que tivemos no passado recente. Em 2011/2012 tínhamos cerca de 28 alunos por cada assistente operacional. Neste momento estamos com 22 alunos e meio por cada assistente operacional”.
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Nov 13 2019
Exmo.(a) Sr.(a) Diretor(a) / Presidente da CAP,
Informa-se V. Exa. de que para colmatar eventuais necessidades de pessoal em regime de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado da carreira e categoria de assistente operacional, que se encontrem ausentes do serviço por mais de 12 dias, devem as Unidades Orgânicas recorrer, obrigatoriamente, ao preenchimento do pedido de substituição disponibilizado eletronicamente no Sistema Interativo de Gestão de Recursos Humanos da Educação – SIGRHE > Situação Profissional > PND – Procedimentos concursais > Substituição, no portal da Direção Geral da Administração Escolar.
Remete-se em anexo o Aditamento à Nota Informativa anteriormente enviada sobre o assunto.
Com os melhores cumprimentos,
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/11/ADITAMENTO-À-NI-DE-7.11.-SUBSTITUIÇÃO-POR-DOENÇA_12-11-2019.pdf”]
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Nov 13 2019
Os “meninos” grunhos e os pedagogos do regime
1. Longe de ser exaustivo, recordo o que foi possível ler na imprensa dos últimos dias: uma estudante de 16 anos deu entrada no hospital de Portalegre, em estado grave, depois de ter sido agredida por um colega; aluno de 15 anos foi hospitalizado, em estado grave, depois de ter sido agredido à facada em escola de Matosinhos; homem de vinte anos foi detido por ter agredido um agente da PSP no interior de uma escola, em Viseu; pai agrediu professora no Entroncamento; duas alunas foram agredidas por um colega em Benavente; aluno agrediu três professoras em Coimbra. Tudo isto poderá ser estatisticamente residual. Mas é humanamente intolerável.
O programa Prós e Contras de 3 do corrente, supostamente sobre a indisciplina e a violência que reina nas escolas, mostrou que há muitos professores que aceitam como coisa sua aquilo que é coisa das famílias, dos políticos e do Estado. Quando o programa ia a meio e o objecto do debate se perdera nas retóricas retorcidas e nos egos inchados dos participantes (excepção feita à objectividade digna de Luís Sottomaior Braga), já o meu enjoo superava a dor da “barriguita” da filha do “professor do ano”, muito culto e erudito, mas com alguma dificuldade em distinguir a obra-prima do mestre da prima do mestre-de-obras.
Apesar da função dos professores ser promover o conhecimento, ensinando com independência, o programa mostrou ainda que a propaganda oficial os coloniza e leva demasiados a aceitarem que os “meninos” são grunhos e violentos porque as aulas não são motivadoras, “flexíveis” e as escolas não têm teatro.
2. A inutilidade dos “chumbos” voltou a ser tema (chumbar um aluno “não serve para nada”, disse em entrevista a presidente do CNE). A presidente do CNE ajudou a confundir planos de análise que não podem ser confundidos. Se as suas proclamações ficassem sem contraditório, a diletância poderia ser tomada por realidade. E a realidade é bem diferente. Maria Emília Brederode está certa na proposição (fácil é reprovar os alunos, difícil é criar condições para que aprendam) mas erra, com dolo, quanto à solução. Porque sabe bem que as condições não estão nas mãos dos professores mas nas decisões políticas de quem a elegeu. Porque sabe bem que acabar com os chumbos só se consegue baixando o nível de exigência ou criando medidas sociais de erradicação da pobreza e de apoio à destruturação das famílias e medidas educativas sérias (mais tutores, mais professores de apoio, mais psicólogos e técnicos especializados, redução do número de alunos por turma e mais meios e materiais de ensino). A alternativa que implícita e hipocritamente sugere é a primeira. Porque sabe bem que as outras, as sérias, são incompatíveis com as mentes captas dos seus prosélitos e com a limpeza do balanço do Novo Banco (mais 700 milhões).
A “escola-alfaiate” (chavão “neo-eduquês” do Governo) torna-se risível quando o dono do boteco quer que o costureiro faça fatos, sem linhas nem fazenda, a partir do mesmo molde, para 30 corpos diferentes.
O sistema de ensino, tal como está organizado, destina-se, a partir de determinada fase, a manter na escola jovens que lá não querem estar. Em vez de diabolizar as reprovações, seria mais interessante questionar a legitimidade do Estado para obrigar um cidadão de 16 anos a frequentar a escola contra sua vontade e a vontade dos pais. Porque, por muito que esperneiem os pedagogos do regime, sem mudança radical de políticas, a única alternativa ao chumbo é passar sem saber.
3. Na violência, como no insucesso, os pedagogos do regime escondem e desvalorizam as causas e persistem em apontar o dedo aos mesmos de sempre, os professores. Hipocritamente, em nome de uma “autonomia” superiormente autorizada, orientam-nos para uma flexibilidade insensata, uma inclusão forçada e um sucesso a qualquer preço.
Se nas escolas continuarmos a preterir o que verdadeiramente importa a favor de trivialidades aparentemente livres e avançadas, estaremos a breve trecho face a uma sociedade com duas escolas: uma, que valoriza o conhecimento e premeia o estudo e o esforço, para os que a possam pagar e para os filhos e netos dos governantes e dos pedagogos do regime; outra, para o povo, “flexível”, manicomial, carregada de planos e projectos, onde só chumbarão (e cada vez mais) os professores/escravos.
In “Público” de 13.11.19
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Nov 12 2019
“Depois de uma ausência de aumentos durante 10 anos, um aumento em linha com a inflação não faz qualquer sentido.”
Fesap reivindica atualização salarial no Estado de 3,5% em 2020
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Nov 12 2019
Sendo continental, dá-me vontade de rir e chorar ao ler este tipo de discurso. É pena que o governo PS do continente se limite a não ter dinheiro para acabar com as injustiças que o PS Madeira alvitra.
Olga Fernandes, do PS, questionou Jorge Carvalho sobre as quotas estabelecidas para o acesso dos professores aos 5° e 7° escalões. Uma situação que considera “injusta” e uma forma de “governar de costas para os professores”.
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