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Category: Rui Cardoso

Dez 10 2019

Aumentos salariais? 10 anos depois, quais?

  • By Rui Cardoso
  • 10 de Dezembro de 2019

A ultima vez que os funcionários públicos que não ganham o salário mínimo foram aumentados foi em 2009. Nesse ano viram os salários aumentar 2,9%, aumento superior à inflação e o maior desde o inicio da década. Entretanto, nunca mais viram os salários atualizados.

Para o próximo ano, para já, há promessas de aumentos, mas nada mais do que isso.

Do governo já houve umas mensagens, entre linhas, que estariam a preparar um aumento com base na inflação de 2019 em vez da prevista para 2020. Para que saibam, até hoje, o cálculo dos aumentos salariais sempre se fizeram com base na inflação prevista para o ano em que entram em vigor, neste caso 2020. Como a inflação de 2019 é inferior à prevista para 2020, vai que ao governo lhe convém que as regras sejam quebradas a favor das contas públicas contra as magras contas dos funcionários.

Da parte dos sindicato existem três propostas:

STE – 3%

FESAP – 3,5%

Frente Comum – 90 euros para todos.

A ministra, ontem, não negociou, apenas intencionou. Apresentou o que está disposta a fazer nesta legislatura. Quarta-feira há mais um episódio de novela mexicana que, esperemos, não seja deprimente.

  • 3 comentários

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Dez 10 2019

Cartoon do Dia – O sofá de 10€ – Paulo Serra

  • By Rui Cardoso
  • 10 de Dezembro de 2019

 

 

  • 2 comentários

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Dez 09 2019

Comunicado – 1.ª Ronda Negocial com os Sindicatos (nem palavra de aumentos)

  • By Rui Cardoso
  • 9 de Dezembro de 2019

Ficamos a saber que durante esta semana a “coisa” ficará resolvida. Se quarta-feira não se entenderem e os sindicatos requerem negociação suplementar, sexta-feira sará o dia escolhido. Ou vai ou racha, que isto é para despachar e aviar o senhor que é de longe, sem grande tempo para haver barulho.

Entretanto, falou-se, monocordicamente,  de umas “coisas” que vão levantando o véu sobre o que nos espera.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/12/comunic.pdf”]

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Dez 09 2019

Quem não acredita que a carreira docente vai sofrer alterações?

  • By Rui Cardoso
  • 9 de Dezembro de 2019

O Arlindo já tinha avisado, até elaborou uma proposta em que esclareceu a sua visão do que podia acontecer. Esperem pela proposta da Alexandra Leitão para ver se é melhor, mas esperem sentados…

Durante a reunião de hoje entre a ministra Alexandra Leitão e os sindicatos foi apresentadas as linhas gerais para um “programa plurianual”.

A discussão da proposta do governo para aumentos salariais na função pública fica adiada para quarta-feira, com o governo a dar prioridade à exposição de linhas gerais para um “programa plurianual” de medidas que passarão pelo acesso a pré-reformas, regime de avaliação de trabalhadores, investimento em serviços públicos, revisão das carreiras especiais, entre outras matérias do que expõe como um “quadro estratégico para a Administração Pública”.

“O que fizemos nesta primeira reunião foi entregar a proposta de articulado da Administração Pública, que tem um quadro estratégico que pretendemos desenvolver já a partir do primeiro trimestre de 2020, negociando com as estruturas sindicais um acordo plurianual que engloba uma apreciação mais estrutural da área da Administração Pública, com aspetos como um programa plurianual de saídas e entradas na Administração Pública, como a conciliação da vida pessoal, profissional e familiar, a saúde e segurança no trabalho e outros”, explicou Alexandra Leitão.

Em relação à discussão de possíveis aumentos para o ano de 2020 dos funcionários públicos, o governo chegou à conclusão que é coisa secundária e que pode, muito bem, esperar…

O adiamento da discussão de aumentos desapontou as estruturas sindicais, que dão prioridade à atualização de vencimentos e que não viram também ainda um calendário para a negociação das restantes matérias.

A expectativa dos sindicatos para a valorização de salários em 2020 parte nos 3%, pedidos pelo STE, e dos 3,5% reivindicados pela Fesap, indo até uma proposta de aumento em 90 euros, uma proposta da Frente Comum, para todos os trabalhadores.

 

  • 12 comentários

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Dez 09 2019

Quantas horas trabalha um Professor?

  • By Rui Cardoso
  • 9 de Dezembro de 2019

Vejamos quantas horas, de facto, um professor trabalha.

Vou tomar como exemplo o horário de um colega meu, que está a meio da carreira e que lecciona 6 turmas: uma do 7.º ano (2 tempos semanais), uma do 8.º (3 tempos semanais), três do 9.º (3 tempos semanais em cada turma) e uma turma do 11.º (6 tempos semanais). Este docente lecciona, portanto, 4 níveis. Vamos considerar que, em média, cada turma tem 28 alunos (como se sabe, há muitas turmas com 32 alunos).
Passemos às contas.

1. Preparação de aulas. Semanalmente, este professor precisa de preparar aulas para 4 níveis. Vou considerar que, em média, a preparação semanal das aulas, para cada um dos níveis, consome uma hora e meia (para as turmas do ensino secundário consome-se bastante mais, mas adiante). Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 13 semanas (como foi o caso do 1.º período do presente ano lectivo) o professor gasta (gastou) um total de 78 horas, nesta tarefa.

2. Elaboração de testes. Imaginemos que este professor realiza, em média, por período, 4 testes (entre testes de diagnóstico, formativos e sumativos) em cada turma. Significa que tem de elaborar 20 testes (suponhamos: 12 testes sumativos, mais 4 testes de diagnóstico e mais 4 testes formativos — considerando que dá o mesmo teste diagnóstico e o mesmo teste formativo às três turmas do 9.º ano…). Vamos imaginar agora que ele gasta, em média, uma hora para conceber e redigir cada teste. Quer dizer que consome, num período lectivo, 20 horas, neste trabalho.

3. Correcção de testes. Este professor tem 168 alunos. Isto implica que ele corrige, num período, 672 testes (entre testes de diagnóstico, formativos e sumativos). Os tempos de correcção destes testes variam muitíssimo (em função do tipo de teste e do nível de ensino), mas vamos supor que ele consome, em média, 15 minutos para corrigir cada prova (o que, em algumas disciplinas, seria um autêntico milagre, mas vamos aceitar que sim, que é este o tempo médio, admitindo que os testes de diagnóstico são bastante mais rápidos de corrigir e os restantes mais demorados, em particular, os sumativos), no total gastará 168 horas, para a correcção de todos os testes, durante um período lectivo (672 testes x 15 minutos = 10080 minutos = 168 horas).

4. Correcção de trabalhos de casa. Consideremos que este professor manda realizar trabalhos para casa, em média, duas vezes por mês, e que demora, em média, 5 minutos, a corrigir cada trabalho. Num período com 13 semanas, corrigirá seis trabalhos de cada aluno. No total, consumirá 84 horas nessa correcção (168 trabalhos x 6 x 5 minutos = 5040 minutos = 84 horas).

5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo. Vamos supor que este professor manda realizar, em média, um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 4 alunos, o professor terá de corrigir 42 trabalhos. Vamos imaginar que demora cerca de 30 minutos a corrigir cada um deles, teremos então um total de 21 horas.

6. Investigação. Consideremos que o professor dedica, em média, 2 horas por semana a investigar. Dá, no período, 26 horas (2h x 13 semanas).

7. Acções de formação contínua. Todos os professores têm a obrigatoriedade de frequentar acções de formação. Isto significa que, no mínimo, cada professor consome, por ano lectivo, 25 horas mais as horas de elaboração do trabalho para essa formação (vou considerar 5 horas para esse efeito). Estas 30 horas distribuídas pelo ano, significam, em média, 10 horas de trabalho, por período lectivo.

Vamos agora somar: 78h+20h+168h+84h+21h+26h+10h = 407 horas.

A estas 407 horas têm de ser adicionadas as horas lectivas mais as horas de estabelecimento. No caso concreto deste professor, significa 20 horas lectivas mais 5 horas de estabelecimento (sala de estudo, apoio pedagógico, etc.), o que corresponde a 22 horas (de 60 minutos), por semana. No total do período (13 semanas), perfaz 286 horas.
Somando 407+286h, obtemos o total de 693 horas.
No final de cada período, realizam-se conselhos de turma de avaliação. No mínimo, este professor, que temos estado a seguir, consumiu, em reuniões, onze horas e meia (duas horas em cada conselho de turma do ensino básico e uma hora e meia no conselho turma do ensino secundário). Como também esteve na equipa de conferência dos documentos de avaliação, trabalhou ainda mais quatro horas.
Temos pois de adicionar às 693 horas mais 15 horas — o resultado é de 708 horas.
A estas 708 horas têm de ser acrescentadas, no mínimo, 6 horas relativas a conselhos de turma intermédios (realizados entre Outubro e Novembro) e, no mínimo, cerca de 16 horas relativas a conselhos de turma iniciais e/ou extraordinários, a reuniões de directores de turma e/ou reuniões de grupo disciplinar, realizadas no início do ano escolar e durante o período, e a trabalhos de planificação de médio e longo prazo.
Para ficarmos com um número redondo, vou considerar que este professor trabalhou 730 horas no período passado, isto é, de 1 de Setembro a 31 de Dezembro.
Ora este período de tempo corresponde a 17 semanas de trabalho, o que é o equivalente a 595 horas (35 horas x 17 semanas).
595 horas é portanto o número de horas que um professor teria de trabalhar desde o dia 1 de Setembro até ao dia 31 de Dezembro, todavia, um professor, em média, trabalha/trabalhou, no mínimo, cerca de 730 horas!!
A diferença é de 135 horas a mais, o que significa quase 4 semanas de trabalho suplementar, num só período lectivo!

Contudo, nestas contas, que foram trabalhadas com tempos reduzidos, não entraram as horas suplementares que um professor trabalha quando realiza um visita de estudo, nem as aulas suplementares que voluntariamente lecciona de preparação dos alunos para exame, nem o apoio que voluntariamente presta a alunos e pais, nem os intervalos que deixa de ter para falar com os alunos, nem actividades extracurriculares que desenvolve, nem…
Evidentemente que estes são resultados médios. Evidentemente que há professores que têm um horário ainda mais sobrecarregado (os que estão no início da carreira) e professores que não têm um horário tão sobrecarregado (os que estão no fim da carreira). Contudo, seja qual for a situação, qualquer professor, para cumprir com competência os seus deveres profissionais, trabalha muitas mais horas do que aquelas a que está obrigado e em função das quais recebe o seu vencimento. Os professores são credores de muitos horas de trabalho ao Estado.

Se tivéssemos um governo e um ministro da Educação possuídos de competência e de decência mínimas, teriam feito as contas e saberiam demonstrar que o Estado já tem uma colossal dívida para com os professores e que não é legítimo nem avisado aumentá-la.

 Mário Carneiro

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Dez 09 2019

As AECs são uma praga?

  • By Rui Cardoso
  • 9 de Dezembro de 2019

“São a alternativa pública um centro de estudo ou ATL privado.

A Escola a tempo inteiro é uma derrota para as crianças e para as suas famílias. Em vez de brincarem, as crianças levam com Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC)… mas sairão delas mais ricas? Não me parece. Este modelo das aulas depois das aulas serviu para aliviar as famílias, e reforçar a ideia da Escola como depósito de crianças. Deixem as crianças ir para casa estar com as suas famílias e brincar!”

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Dez 08 2019

Cartoon do Dia – Roubaram- me a Reforma.

  • By Rui Cardoso
  • 8 de Dezembro de 2019

 

 

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Dez 08 2019

“Ser professor nos dias de hoje é um acto de heroicidade e de sacerdócio” – Joaquim Jorge

  • By Rui Cardoso
  • 8 de Dezembro de 2019

“Ser professor nos dias de hoje é um acto de heroicidade e de sacerdócio”

Joaquim Jorge começa por recordar o caso de um professor, no País de Gales, que foi encontrado morto depois de ter sido agredido por um aluno com uma cadeira. Perante este incidente, o também biólogo diz que a vida de um professor “é algo surreal para o comum dos cidadãos” pois “para além de ter que aturar os filhos dos outros, ainda pode ser agredido e maltratado”.

“Hoje em dia, ninguém quer ser professor, os professores que continuam, estão mortos que chegue o dia para se reformarem. Não me admira nada, que já haja falta de professores em Portugal. Qualquer pessoa fala de quanto ganha um professor, o que faz ou deixa de fazer numa escola. Todos dão palpites e falam do ensino sem perceberem nada do assunto”, declara, acrescentando que o “Big Brother docente é incrível comparado com outras profissões”.

“Por exemplo, os juízes que pouco se sabe do que fazem ou deixam de fazer e é sempre difícil serem questionados, ao contrário, dos professores que são ‘pau para toda a colher’ , estão por tudo, servem para tudo e são capaz de executar o que for preciso. Os professores são usados para os mais diversos trabalhos numa escola”, assevera.

Antes de concluir o artigo de opinião, Joaquim Jorge recorda uma notícia que saiu recentemente sobre algumas câmaras terem pedido os nomes de funcionários escolares que fizeram greve. De acordo com o fundador do Matosinhos Independente, “este tipo de coacção e pressão é um sinal que se vai acentuar com a municipalização, quer para funcionários, quer para professores” e este, ainda segundo Joaquim Jorge, “é um dos maiores problemas da democracia.

“Um dos maiores problemas na democracia é o poder local e o controlo que uma Câmara procura exercer a todos os níveis na sociedade: controlo da imprensa; controlo dos subsídios; controlo das nomeações; entre outros. É sempre muito difícil combater um poder, que se confunde com a câmara. A municipalização será muito má para o ensino e para os professores”, reflete.

Em jeito de conclusão, Joaquim Jorge garante que a “municipalização do ensino é um processo que porá em causa direitos como o da igualdade de oportunidades, reduzirá a autonomia das escolas, abrindo portas à ingerência na sua organização interna pelos presidentes de câmara e potenciará vias de privatização da Escola Pública”.

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Dez 08 2019

Os Assistentes Sociais não vinculam nas Escolas Portuguesas porquê?

  • By Rui Cardoso
  • 8 de Dezembro de 2019

 

Até 1998 quase todas as escolas portuguesas tinham um assistente social a trabalhar lá e era necessário? Será que desde essa altura, agora em 2019, os problemas sociais e económicos dos alunos nas escolas desapareceram?

Nos quadros das Escolas não existem assistentes sociais, porquê?

Todos os anos são contratados apenas por uns meses, porquê?

Porque não pode sair dinheiro do Orçamento do Estado para lhes pagar?

Porque são pagos com dinheiro que vêm dos Fundos da União Europeia?

Porque só algumas Escolas Portuguesas se podem candidatar a um projeto para terem assistentes sociais?

A resposta para esta série de perguntas é:

Porque seria admitir que em Portugal as escolas precisavam do trabalho dos Assistentes Sociais, que estes tinham de ser pagos através do Orçamento de Estado Português e que portanto os Assistentes Sociais eram necessários, por isso justificaria a sua efetivação, necessidade permanente!! E que isso poderia abrir precedente para abrir concursos não apenas para as escolas apelidadas de “Teip” e onde existem projetos para “Turmas Pief”, mas para todas as outras escolas do país.

Entretanto, vai-se empurrando com a barriga… para o ano logo se vê.

 

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Dez 07 2019

“O ministro que vá dar aulas”

  • By Rui Cardoso
  • 7 de Dezembro de 2019

Clique na imagem para ver e ouvir.

 

  • 10 comentários

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Dez 07 2019

Professora aluga sofá por 10 euros para poder dar aulas

  • By Rui Cardoso
  • 7 de Dezembro de 2019

 

As condições que o Estado oferece aos seus professores habitualmente são transferidas para o contribuinte com a mesma qualidade.

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Dez 07 2019

Há alunos que não vão ter aulas a uma ou mais disciplinas todo o 1º período

  • By Rui Cardoso
  • 7 de Dezembro de 2019

Há alunos que não vão ter aulas a uma ou mais disciplinas todo o 1º período

Situação acontece em escolas de Lisboa e no Algarve. Há muitos anos que não havia tantas dificuldades na colocação, asseguram professores

Oano letivo começou há três meses e falta pouco mais de uma semana para acabar o 1º período. Mas há alunos de várias turmas, em particular em Lisboa e no Algarve, que ainda não conseguiram ter qualquer aula a uma ou várias disciplinas nem sabem se e quando virão a ter, segundo diretores e professores ouvidos pelo Expresso.

No Agrupamento de Escolas Mouzinho da Silveira, na Baixa da Banheira, desde o início do ano letivo que duas turmas do 8º ano estão sem professor de Geografia e de Francês, conta Paulo Guinote, professor naquele agrupamento. No Agrupamento da Moita, também na margem sul, falta um docente de História desde o início do ano, afetando turmas do 8º que já em 2018/19 tinham estado sem professor durante dois períodos. Esta semana foi colocado o de Geografia que também estava em falta desde setembro. Alunos do 2º ciclo aguardam ainda que lhes deem Tecnologias da Informação e Comunicação. Na secundária artística António Arroio, em Lisboa, as dificuldades têm existido a várias disciplinas, reconhece a subdiretora Benedita Salema: Filosofia, Educação Física, Geometria Descritiva, Português. Para esta disciplina sujeita a exame nacional, só no final de novembro chegou um docente para uma turma do 12º.

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Dez 07 2019

Os edutubers, uma nova forma de lecionar

  • By Rui Cardoso
  • 7 de Dezembro de 2019

 

Se pesquisarmos no youtube, não faltarão vídeos de professores a falar de matérias que normalmente são lecionadas em sala de aula. São as novas formas de “dar explicações”.

O mercado de explicações pode estar a mudar, não será para todos, mas alguns podem ganhar muito dinheiro com este novo tipo de prestação de serviços.

A receita é fácil, basta estar registado na rede social Youtube e criar um canal. O processo é muito idêntico ao Facebook. Com a câmara do próprio computador ou smartphone, filmamos uma espécie de aula, carregamos para o canal e já está, temos uma aula online.

Como ser pago por “dar” aulas no youtube?

Isso são outros quinhentos, mas, dependendo das visualizações, não é difícil. Entrar no “Programa de parceiros” obedece aos seguintes passos:

Começamos por criar uma conta no AdSense associada ao canal, através do qual seremos pagos.

A partir daqui há que conseguir 1000 subscrições e 4000 horas de visualização nos últimos 12 meses. Com estes dois critérios conseguidos, o dinheiro começará a aparecer.

A entrada no “Programa de parceiros” trará algumas vantagens em relação às contas normais de youtyube.

  • Acesso às equipas de apoio técnico para criadores
  • Acesso à Copyright Match Tool
  • Acesso às funcionalidades de rentabilização

Isto tornará o trabalho do, agora, edutuber muito mais fácil e criativo.

As condições para entrar no Programa de parceiros podem ser encontradas AQUI.

Podemos ganhar dinheiro através de:

  • Anúncios
  • Apoio ao canal
  • Merchandise
  • Super Chat e Super Stickers
  • YouTube Premium

É só escolher e obedecer aos critérios para cada uma das modalidades.

Para sabermos mais sobre como ganhar dinheiro como edutubers, basta consulta

Ganhe dinheiro no YouTube

 

Fica aqui uma parte de uma notícia de um canal brasileiro onde esta prática se tornou comum e podem ler que este tipo de prática é um sucesso.

“Professores youtubers – já chamados de edutubers – fazem sucesso aproveitando-se justamente do que os jovens sentem falta na educação formal: agilidade, linguagem fácil e próxima dos adolescentes, estratégias para entreter o aluno. Os canais com vídeo-aulas chegam a ter 5 milhões de visualizações por mês.”

Bons vídeos para quem se tornar edutuber.

Deixo-vos uma explicação sobre o que é um edutuber:

 

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Dez 07 2019

Cartoon do Dia – O ilusionismo na Educação

  • By Rui Cardoso
  • 7 de Dezembro de 2019

 

 

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Dez 06 2019

Manifestação de Interesse para o cargo de Coordenador Centro de Língua Portuguesa – Instituto Português do Oriente (IPOR) – Macau

  • By Rui Cardoso
  • 6 de Dezembro de 2019

 

Informam-se todos os interessados que se encontra a decorrer até dia 10 de janeiro de 2020 o período para apresentação de candidaturas para Manifestação de Interesse para o cargo de Coordenador Centro de Língua Portuguesa – Instituto Português do Oriente (IPOR) – Macau.

As candidaturas deverão ser enviadas por email para: [email protected]

  • Manifestação de interesse

 

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Dez 06 2019

Relatório da Consulta Nacional sobre Educação Inclusiva – FNE

  • By Rui Cardoso
  • 6 de Dezembro de 2019

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/12/documento_1575631457_1855.pdf”]

 

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Dez 06 2019

O “transporte escolar” vai deixar de ser um Porche

  • By Rui Cardoso
  • 6 de Dezembro de 2019

Escola profissional com participação pública quer trocar Porsche por outro carro de luxo

Segundo o caderno de encargos assinado pelo gestor da sociedade Val d’Ensino, João Nogueira, a escola pretende adquirir uma viatura de seis lugares com 265 cavalos, de cor cinza, novo ou usado, mas que não tenha mais de 11 mil quilómetros. Volante desportivo e acabamentos do painel de instrumentos em pele, bancos dianteiros aquecidos e com sistema de massagem, controlo por gestos, estribos em alumínio e serviços digitais “professional” são alguns dos requisitos.

Para retoma, João Nogueira quer deixar, por não menos de 40 mil euros, o Porsche que adquiriu logo após ter assumido a gestão da escola profissional, em 2013. Tem 147 mil quilómetros, diz o documento.

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Dez 06 2019

Os problemas da Educação Inclusiva em Portugal

  • By Rui Cardoso
  • 6 de Dezembro de 2019

A FNE realizou um estudo sobre a Educação Inclusiva em Portugal e a aplicação do novo diploma. Fica a notícia com as principais conclusões.

Mais de metade dos professores não compreendem conceitos do diploma da educação inclusiva

“Como pode uma lei estar em vigor se os princípios estruturantes da mesma ainda não estão compreendidos e assimilados por aqueles que a vão aplicar no terreno?”, questiona a FNE, a propósito dos resultados do inquérito que promoveu sobre o novo regime de educção inclusiva, que substituiu o da educação especial.

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Dez 05 2019

“Quem não é visto não é lembrado.” O que é feito da Susana?

  • By Rui Cardoso
  • 5 de Dezembro de 2019

Do ministro ninguém sabe. Entre um jogo de futebol e uma qualquer corrida de bairro, de vez em quando, lá aparece a fazer de “figura presente” ou demonstrar que pouco percebe da pasta. Ninguém dá pela sua falta, nem pela sua presença.

Mas agora põe-se uma questão. Por onde andará a SE Susana Amador? Sabemos que o SE João Costa anda no seu périplo pelo país, aparece aqui, ali e além. É ativo nas redes sociais e, de vez em quando, escreve nuns jornais. Mas da Susana Amador, sim Amador, porque anda por aí outra Susana que só fala quando quer, que andará ela a fazer.

Até hoje, ouvimos a senhora por duas ocasiões: a primeira, quando se veio apresentar ao “povo” num video elucidativo (podem visualizar aqui): a segunda vez quando interveio na sessão de abertura do seminário internacional «Apostar na Inovação – Construir Futuros». Entre uma e outra aparição passou mais de um mês. Será que esta Susana vai seguir os passos do Tiago? Será que ainda nenhum programa da manhã, tarde ou noite, daqueles para desocupados, a convidou para dar umas opiniões?

Sabe de uma coisa Susana?

“Quem não é visto não é lembrado” 

PS: será que anda ocupada a preparar a preconização do que defende às escondidas do “pessoal”?

“È preciso mais ambição nesta matéria e uma nova geração de políticas municipais mais depuradas e imateriais na área da Educação, assim o exigem. Descentralizar, regionalizar e municipalizar são palavras-chave, que deram ser corporizadas em reformas dignas desse nome. Era esse o caminho que estava (e bem) a ser trilhado. E hoje onde estamos, para onde vamos, o que queremos da escola, dos professores, das autarquias e da comunidade educativa?”

 

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Dez 05 2019

O Curso de Marketing Digital da Master D Portugal abre-lhe as portas para o futuro

  • By Rui Cardoso
  • 5 de Dezembro de 2019

O Curso de Marketing Digital da Master D Portugal abre-lhe as portas para o futuro

Sabia que, com a atual evolução tecnológica, 65% das crianças que hoje estão na escola primária terão empregos que ainda não existem? Isto prova que, cada vez mais, estamos a utilizar os meios digitais como parte do nosso quotidiano. Portanto, é claro que trabalhar com estas tecnologias e aprimorá-las são funções cada vez mais necessárias.

Neste âmbito, destacam-se os trabalhos relacionados as áreas das Tecnologias da Informação e do Marketing Digital. Estabelecer uma presença online para as empresas e aumentar as vendas têm-se tornado objetivos de muitos profissionais e agências. Portanto, apresentamos algumas opiniões sobre o Curso de Marketing Digital da Master D Portugal – uma oportunidade única de investir na profissão de sucesso do presente e que lhe abre portas para o futuro.

Este é um curso cada vez mais procurado na Master D, um centro espanhol que há 17 anos faz a diferença no mercado de trabalho em Portugal, com formações cujas modalidades de ensino dividem-se entre o e-learning, ou seja, o ensino a distância, e o b-learning, semi-presencial. As opiniões sobre a Master D e sobre o Curso de Marketing Digital são das melhores e podem ser facilmente encontradas através das suas redes sociais e dos seus sites.

 

As opiniões sobre a Master D Portugal

A ex-formanda Noélia, por exemplo, concluiu o curso e, com os conhecimentos adquiridos, pôde investir na divulgação e nos lucros do seu novo empreendimento, que é um misto entre um espaço de restauração e de consultas nutricionais. “Eu antes fazia tudo intuitivamente e agora já sei o caminho certo para realizar os planeamentos e organizar a gestão do meu negócio para ter sucesso”, conta.

Já a Flor Guerreiro dedicou-se aos estudos de tal forma que conseguiu terminar o curso em apenas seis meses e inclusive foi admitida para realizar estágio numa empresa de Lisboa. Na sua opinião, a Master D é uma excelente opção para aqueles que queiram fazer os seus horários de estudo: “Principalmente para quem quer ter o controle do que está a fazer. Para quem esteja a trabalhar, queira estar em casa ou vir às instalações, aconselho a Master D”.

Gostava de saber que conhecimentos pode adquirir durante o curso e em que áreas pode atuar depois de formado?

 

Conhecimentos e saídas profissionais – Curso de Marketing Digital da Master D Portugal

Este curso da Master D recebe ótimas opiniões dos formandos, porque tem como objetivo dotá-los de conhecimentos que os tornem capazes de utilizar os principais meios digitais disponíveis para o desenvolvimento de estratégias e campanhas de marketing. Portanto, os objetivos desta formação incluem: compreender o conceito de marketing digital; saber definir, coordenar, implementar e acompanhar estratégias de marketing; aprender a gerir comunidades online em redes sociais como o Facebook, Twitter, Youtube, Instagram etc.; conhecer as principais funcionalidades do Google Adwords; reconhecer a importância da reputação online de uma marca; entre outras.

Após concluído o curso, os formandos podem desempenhar várias funções nos mais diversos locais. Por exemplo, podem atuar como analistas e gestores de redes sociais, de marcas, de conteúdos online, de marketing de afiliados, entre outros. Poderão efetuar essas funções em agências de marketing digital e empresas ou organizações com departamento de marketing que já utilizem ou queiram utilizar a internet para gerar oportunidades de negócio.

Se quer construir uma carreira no Marketing Digital e abrir portas ao futuro, então tem de conhecer as opiniões dos formandos da Master D sobre este curso. Acompanhe as redes sociais deste centro de formação e descubra a sua maior oportunidade profissional!

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Dez 04 2019

Professora perde bebé após ser agredida pela mãe de aluno

  • By Rui Cardoso
  • 4 de Dezembro de 2019

“…o meu, não chegou a ver a luz do dia.” “Participei da mãe, a mãe foi a tribunal e a mãe foi ilibada.”

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Dez 04 2019

PROFESSORA GRÁVIDA AGREDIDA POR MÃE DE ALUNO

  • By Rui Cardoso
  • 4 de Dezembro de 2019

 

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Dez 04 2019

Questão: Concorda, ou não, com a unificação de todas as vagas a concurso

  • By Rui Cardoso
  • 4 de Dezembro de 2019

Nos moldes em que o concurso de docentes se faz, hoje em dia, os docentes do quadro não podem aceder às vagas abertas ao abrigo da Norma Travão e do Concurso Externo e vice-versa. A questão de hoje é para saber a opinião dos docentes em se se deve, ou não, juntar as vagas atribuídas aos diferentes tipos de concurso (Concurso Interno, Concurso Extraordinário e Concurso Externo) para que sejam atribuídas por uma única lista de graduação.

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Dez 04 2019

Cartoon do Dia – De pequenino se torce o pepino – Paulo Serra

  • By Rui Cardoso
  • 4 de Dezembro de 2019

 

 

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Dez 04 2019

Frase do Dia – Resultados dos alunos no PISA

  • By Rui Cardoso
  • 4 de Dezembro de 2019

 

Ora, se sem ministro conseguimos tais resultados, como seria com um ministro!!

Carlos Quaresma

 

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Dez 03 2019

O professor morreu

  • By Rui Cardoso
  • 3 de Dezembro de 2019

O professor morreu

De facto, o título é bastante conclusivo, deu-se a morte de um professor. Professor, de 31 anos, marido e pai de três filhos, era considerado por todos como uma pessoa impecável, um verdadeiro senhor.

O professor morreu. Morreu uns dias a seguir a ter sido agredido por um aluno com uma cadeira. Não foram relatados os factos que levaram à agressão e o professor não morreu na escola, morreu em sua casa. As autoridades estão a investigar a causa da morte, mas as notícias à volta do caso estão a ligar a morte à agressão. As autoridades não excluem esse cenário.

Este caso não se passou em Portugal, aconteceu no Reino Unido. Mas até quando? A sorte tem ditado que, ainda, não tenha acontecido por cá. Sorte, sim, mera sorte. No meio de tantos casos de agressão que acontecem todos os dias, o pior ainda não aconteceu por intervenção divina.

Um dia o azar vai bater à porta de alguém. Não me estou a referir unicamente a professores, mas sim a qualquer membro da comunidade educativa. Um destes dias, no meio de empurrões, alguém vai cair e embater com a cabeça no sítio errado, com a violência suficiente para lhe causar a morte. Alguém vai sofrer o impacto de um punho no sítio errado do corpo e vai cair inanimado. Um dia destes alguém vai “levar” com uma cadeira ou com uma mesa e morre. Pode também sofrer um corte, provocado por um objeto metálico e afiado, que tantas vezes entram nas escolas, que lhe atingirá uma artéria principal e morre. Não vai ser nenhum acidente, vai ser azar. Estava no lugar errado à hora errada. Vão ser ditas e escritas palavras bonitas de pesar e consolo, mas alguém vai estar morto. Falo em morte como podia falar em lesões graves, para toda a vida, ou não. Escolhi chocar.

Este tipo de azar pode ser prevenido. Este tipo de azar deve ser prevenido. O contador de agressões a professores do Blog Comregras já contabiliza 23 agressões desde que começou a contabilização. Até agora, ouvimos intenções. O secretário de estado João Costa admitiu que as agressões a professores podem vir a tornar-se crime público. Mas, em vez de ser só a professores se fossem todas aquelas que ocorrem em espaço escolar ou relacionadas à atividade escolar de qualquer membro da comunidade educativa, seria uma medida mais completa e abrangente. Seria muito mais completa e dissuasora.

Um destes dias o AZAR vai bater à porta de alguém, não por estar no lugar errado à hora errada, mas por estar onde devia estar e por não existirem ou não se aplicarem as medidas que há muito deviam estar a ser tomadas e aplicadas no terreno.

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Dez 03 2019

Professores de substituição com o subsídio de Natal em atraso

  • By Rui Cardoso
  • 3 de Dezembro de 2019

Há professores que não receberam subsídio de Natal

Erro das escolas fez com que não fosse pago o subsídio a pelo menos uma dezena de docentes contratados. Ministério garante que situação será regularizada.

 

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Dez 03 2019

Tiago falou… sobre politicas educativas do Crato, Alçada, MLR…

  • By Rui Cardoso
  • 3 de Dezembro de 2019

 

Ministério da Educação diz que Portugal é o único com melhorias significativas desde primeira edição do PISA

O Ministério da Educação (ME) considerou hoje que o sistema educativo português “é o único da OCDE que apresenta melhorias significativas” em leitura, matemática e ciências, desde a primeira edição do PISA, no ano 2000.

(Mas ainda não refletem qualquer medida significativa do anterior e atual ministério)

 

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Dez 03 2019

O relatório PISA 2018

  • By Rui Cardoso
  • 3 de Dezembro de 2019

 

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Dez 03 2019

Os dados do PISA

  • By Rui Cardoso
  • 3 de Dezembro de 2019

 

Como estamos a preparar os jovens de 15 anos?

O PISA (Programme for International Student Assessment) avalia se os alunos de 15 anos conseguem mobilizar os seus conhecimentos e competências de leitura, matemática ou ciências na resolução de situações relacionadas com o dia-a-dia.

 

 

 

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Dez 03 2019

Jovens portugueses reforçam resultados acima da média da OCDE

  • By Rui Cardoso
  • 3 de Dezembro de 2019

Jovens portugueses reforçam resultados acima da média da OCDE

 

starão os jovens portugueses preparados para utilizar no dia-a-dia o que aprendem dentro da sala de aula? O título já ninguém tira. Depois de ter sido apelidado de “a maior história de sucesso na Europa”, Portugal volta a consolidar os resultados obtidos em 2015 no relatório PISA – Program in International Student Assessment (em tradução livre, Programa Internacional de Avaliação de Alunos), quando superou pela primeira vez a média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico). A edição 2018 mostra que, apesar de os jovens portugueses de 15 anos (amostra do estudo) terem descido ligeiramente no ranking que avalia a sua literacia (na leitura, na ciência e na matemática), continuam a ser daqueles que registam uma maior evolução positiva, num ranking liderado pelos países do sudeste asiático. O PISA 2018 foi divulgado esta terça-feira.

O estudo internacional, divulgado de três em três anos desde o ano 2000, traça um retrato sobre o desempenho dos alunos de 15 anos de 79 países e economias diferentes. Ao todo, a nível mundial, contou com a colaboração de cerca de 600 mil estudantes, representando cerca de 32 milhões de jovens nesta faixa etária. Em Portugal, foram 5932 alunos e 5452 professores, entre 276 escolas de todas as regiões do país.

Cada um participou numa série de questionários que avaliaram os seus conhecimentos em três áreas-chave – Leitura, Ciência e Matemática, sendo a Leitura a área principal desta edição – e a sua relação com a escola. A grande maioria dos alunos de 15 anos participantes no estudo (57,4) encontrava-se no 10.º ano de escolaridade – um número superior ao registados nos últimos anos, em que havia uma maior distribuição por outros anos. Já 17,2% ainda estava no 9.º ano, 7,2% no 8.º ano e 2,4% no 7.º ano. Há ainda 15,7% destes que se encontravam em em áreas de formação e educação vocacionais ou profissionais.

Portugueses ainda estão acima da OCDE, mas desceram

São várias as conclusões que este relatório permite retirar quanto àquilo que pode ser o retrato da educação em Portugal, que aparece nos vigésimos lugares da lista nas três áreas avaliadas. Em traços gerais, as notícias continuam a ser positivas para o país, que mantém médias acima da OCDE. Mas, desta vez, desceu ligeiramente nos conhecimentos de Leitura e significativamente em Ciência.

 

relatório Pisa
Infogram

Na Leitura, a área de eleição desta edição do PISA, os resultados de 2018 (492) ficaram ligeiramente acima da média obtida em 2000 (mais 22 pontos percentuais), mas a seis pontos de diferença em relação a 2015. Uma diferença que os especialistas do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), organismo que coordena a versão portuguesa do estudo, consideram ser “não estatisticamente significativa”. O país mantém-se, assim, ao lado de nações como a Alemanha (498 pontos), pela Eslovénia (495 pontos), pela Bélgica (493 pontos), pela França (493 pontos), pela República Checa (490 pontos) e pela Holanda (485 pontos) – presenças cativas nos rankings mundiais.

Segundo o PISA, cerca de 80% dos jovens portugueses conseguiram alcançar, pelo menos, o nível 2 (numa escala de 6) de conhecimento na leitura. Este nível supõe que os alunos são capazes de “identificar a ideia principal de um texto de extensão moderada, localizar informação assente em critérios explícitos e, por vezes, critérios complexos”, refletindo sobre “os objetivos e a forma dos textos quando lhes é explicitamente solicitado para o fazerem”, lê-se no documento. Na OCDE, esta média é de 77%, abaixo da portuguesa. Contudo, apenas 7% dos alunos portugueses atingiram níveis superiores da escala (5 e 6, por exemplo), quando na OCDE, em média, são 9%.

Melhores resultados PISA
Infogram

Foi na Ciência que se sentiram as maiores diferenças face aos restantes países e economias. Na mais recente edição, a média entre todos os jovens portugueses foi de 492 pontos, “uma diferença significativa de menos 9 pontos” em relação a 2015, embora se mantenha acima da média da OCDE por três pontos. Portugal retoma, assim, resultados próximos do nível observado em 2009 e 2012. Segundo o IAVE, não é mais do que um espelho da “tendência decrescente da pontuação média da OCDE na avaliação das ciências que já em 2015 apresentou uma quebra de quatro pontos em relação a 2006”. Assim sendo, “quando se analisa a variação média em ciclos de três anos, Portugal é um dos 13 países que apresenta uma variação positiva e significativa de mais 4,3 pontos na avaliação das ciências”.

Na literacia científica, o nível de proficiência dos alunos assemelha-se ao encontrado na área da Leitura: 80% alcançou pelo menos o nível 2 (na OCDE, situa-se nos 78%), através do qual demonstrar saber “utilizar conhecimentos do dia-a-dia acerca de conhecimentos e procedimentos elementares para identificar uma explicação científica apropriada, interpretar dados e identificar a questão investigada num delineamento experimental simples”. Quando analisado o quadro superior de conhecimentos, nos níveis 5 e 6 da escala, os resultados também são inferiores à media da OCDE, com apenas 6% a atingi-los (na OCDE, 7%).

Só na área de Matemática é que Portugal conseguiu manter a linha, situando-se novamente os 492 pontos alcançados já na última edição do PISA, três pontos acima da média da OCDE (489 pontos). Numa análise mais generalizada, segundo o IAVE, desde 2003 verifica-se um crescimento significativo de seis pontos. Por outro lado, “no mesmo período, a OCDE registou uma tendência negativa evidenciando um ligeiro decréscimo (menos 0,6 pontos)”.

No ranking mundial da literacia matemática, são as economias de Pequim, Xangai, Jiangsu, Zheijang (B-S-J-Z) na China (591 pontos), Singapura (569 pontos), Macau (558 pontos), Hong Kong (China) (551 pontos) e Taiwan (531 pontos) que ocupam o topo.

Um pouco mais abaixo do registado nas áreas de Leitura e Ciências, 77% dos alunos em Portugal alcançaram pelo menos o nível 2 de conhecimento em Matemática – semelhante ao panorama da OCDE (76%). Mas há cerca de 12% que chegam a níveis superiores.

Ciência Melhores resultados PISA

O género conta

Apesar de semelhantes entre si, os resultados referentes às áreas-chave escondem diferenças, umas mais significativas do que outras, no que toca ao género do aluno avaliado. Regra geral, as raparigas obtém melhores resultados na leitura do que os rapazes, enquanto estes se saem melhor na Ciência e na Matemática.

À semelhança do que tem sido verificado em anos anteriores, as raparigas registaram um melhor desempenho na Leitura, com mais 24 pontos do que os rapazes, em média – de 504 para 480 pontos. Ainda que a distância entre os dois sexos seja inferior à verificada em 2009, continua semelhante à do ano 2000. De acordo com o IAVE, “Portugal seguiu a tendência internacional, embora a diferença de pontuação entre rapazes e raparigas portugueses seja menor do que a observada para a maioria dos países/economias”.

O cenário é outro quando o assunto é Ciência ou mesmo Matemática. Em Portugal, são os rapazes aqueles que registam melhores resultados na literacia científica (494 pontos contra 489). Ainda que a diferença não seja tão significativa, continua a ser dos países com diferenças mais acentuadas. Os resultados médios da OCDE mostram menores distâncias entre género e “sobretudo favoráveis às raparigas em 2018”.

Onde a diferença é significativa é na Matemática, em que os rapazes (497) se distanciam do sexo feminino por nove pontos (488). E embora a diferença tenha diminuído em 2018, face aos restantes ano, continua a ser superior à verificada no conjunto de países da OCDE.

E a questão do género parece estar longe de ser um fator determinante na vida dos portugueses avaliados. Quando questionados sobre as expectativas de carreira, os estudantes de 15 anos com os melhores resultados mostra decisões fortemente estereotipadas. “Entre os alunos de alto desempenho em Matemática ou Ciência, cerca de um em cada dois rapazes em Portugal espera trabalhar como engenheiro ou profissional de ciências aos 30 anos, enquanto apenas uma em cada sete meninas espera fazê-lo”, divulga o relatório. Por outro lado, “quase uma em cada duas raparigas de alto desempenho espera trabalhar em profissões relacionadas à saúde, enquanto apenas um em cada sete rapazes de alto desempenho o espera”.

Jovens mais pobres com menor propensão para o sucesso

Em todas as áreas analisadas, o estatuto socioeconómico do aluno foi considerado um forte fator de desempenho. Em Portugal, “a probabilidade de um aluno que se situe entre os 25% mais desfavorecidos obter uma pontuação abaixo do nível 2 de conhecimento é aproximadamente três vezes maior do que a de um aluno com estatuto socioeconómico superior obter esta pontuação”, alerta o IAVE. Aliás, “o efeito do estatuto socioeconómico e cultural em Leitura é maior em Portugal do que no conjunto dos países da OCDE”.

Os dados do relatório PISA 2018 mostram que os alunos favorecidos superaram os alunos desfavorecidos na literacia da leitura em 95 pontos. Na OCDE, esta diferença é de 89 pontos. E a linha parece estar em sentido crescente, sendo que em 2009 a diferença era de 87 pontos, em Portugal, e 87 na média da OCDE.

Apenas 2% dos estudantes desfavorecidos alcançaram os melhores resultados na Leitura em 2018, contrastando com os 16% mais favorecidos que atingiram as mesmas pontuações. Em média nos países da OCDE, 17% dos estudantes mais favorecidos e 3% dos estudantes mais desfavorecidos foram os melhores em leitura.

Os resultados parecem ter reflexão nas ambições a longo prazo, uma vez que mutos destes estudantes desfavorecidos que atingiram alto desempenho “mantêm ambições mais baixas do que seria esperado”. Feitas as contas, “apenas três em cada quatro estudantes desfavorecidos de alto desempenho – mas quase todos os estudantes desfavorecidos de alto desempenho – esperam concluir o ensino superior”, por exemplo. Portugal é mesmo um dos países em que a diferença entre os alunos mais e menos favorecidos quanto à expectativa de concluir o ensino superior é mais expressiva (43%).

A questão socioeconómica tem sido um fator determinante também para a população imigrante em Portugal, que tem vindo a crescer: em 2009 eram 5% dos estudantes em Portugal e em 2018 eram já cerca de 7%. Entre estes, cerca de um em cada quatro encontrava-se em desvantagem socioeconómica à data da avaliação. O que influencia o seu desempenho escolar: de acordo com o PISA, “a diferença média no desempenho da Leitura [área em foco nesta versão] entre estudantes imigrantes e não imigrantes em Portugal foi de 32 pontos a favor de estudantes não imigrantes. Após contabilizar o perfil socioeconómico dos alunos e das escolas, a diferença diminuiu para 26 pontos.”

Contudo, ao longo dos anos, Portugal tem conseguido reduzir as diferenças entre a população imigrante e a não imigrante. Em nove anos, registou o maior decréscimo quando comparado com todo os países participantes no estudo da OCDE.

Escolas reclamam falta de professores e de material

No estudo, participaram ainda professores e diretores de escolas, que relataram escassez de pessoal e de material nas escolas, mais do que a média da OCDE.

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) estima que haja, atualmente, 20 600 estudantes afetados, em disciplinas como Inglês, Geografia, mas principalmente Informática – sendo este último o grupo de recrutamento mais afetado. Apesar das dificuldades enfrentadas atualmente pelo corpo docente, a nível nacional, o relatório PISA mostra que cerca de 83% dos alunos avaliados em Portugal concorda que o professor mostra prazer em ensinar. E, na maioria dos países e economias que integram o estudo, os alunos obtiveram uma pontuação mais alta na literacia em Leitura quando perceberam que os seus professores estavam mais entusiasmados.

Mas não só de recursos humanos se faz uma escola. Por isso, a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas tem reforçado as queixas sobre a falta de computadores, atualmente obsoletos, bem uma rede de internet limitada.

Os resultados do PISA foram oficialmente divulgados esta terça-feira e dizem respeito a uma avaliação feita em 2018. O estudo é financiado pelo governo de cada país que escolha participar e, dependendo da economia e tamanho do país, o valor pode oscilar entre 75 mil euros e 900 mil euros. Pela primeira vez, nesta edição participaram países como a Bielorrússia, Bósnia e Herzegovina, Brunei Darussalam, Marrocos, Filipinas, Arábia Saudita e Ucrânia.

Em média, são os estudantes de Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang (China) e Singapura aqueles que superam todos os outros países em Leitura, Matemática e Ciência. Todas economias influentes, não pertencentes à OCDE. Aliás, como lembra João Maroco, especialista do IAVE, “dos 79 sistemas educativos que participaram no PISA, apenas sete (Albânia, Colômbia, Macau, República da Moldávia, Peru, Portugal e Qatar) revelaram uma melhoria significativa do desempenho dos seus alunos simultaneamente a leitura, matemática e ciências na história do PISA” e “destes sete, apenas um é membro da OCDE: Portugal”.

O estudo lembra ainda que, “embora um sistema educacional com recursos insuficientes não possa fornecer bons resultados, a Estónia, com um nível de gastos com educação cerca de 30% inferior à média da OCDE, é, no entanto, um dos países com melhor desempenho” nas três áreas

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Dez 03 2019

Cartoon do Dia – Na sala de Professores…

  • By Rui Cardoso
  • 3 de Dezembro de 2019

 

 

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Dez 02 2019

Concorda com uma lista unica de ordenação e colocação no Concurso de Professores?

  • By Rui Cardoso
  • 2 de Dezembro de 2019

Com vista a saber a opinião dos professores relativamente a um futuro diploma de concursos, vamos questionar-vos sobre o tema. Este questionário vai-se prolongar por alguns dias para que possam refletir devidamente sobre cada questão e mediante as vossas respostas possamos ir incluindo novas questões. No final apresentaremos os resultados para vossa informação e dos demais intervenientes.

Esta é a primeira questão:

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Dez 02 2019

“É uma clara violação da Lei da Greve”

  • By Rui Cardoso
  • 2 de Dezembro de 2019

Que a Câmara Municipal queira saber quem fez greve, até porque era o ultimo dia útil do mês, dou por barato. Agora, enviarem mensagens aos “grevistas” para se apresentarem ao serviço, isso sim, não é admissível. É um ato, se não de outra coisa, de falta de respeito pela liberdade…

Câmaras pedem nomes de funcionários em greve

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Dez 02 2019

Grande balda – João Atanásio

  • By Rui Cardoso
  • 2 de Dezembro de 2019

Grande balda

Num mundo cada vez mais exigente, onde os cidadãos têm que lutar diariamente por um lugar ao sol, os nossos jovens são desde muito novos incentivados pelos poderes públicos a fazerem o mínimo possível, criando-lhes a ideia de que tudo são facilidades, não tendo que ser avaliados pelo seu mérito escolar e sendo tratados como se estivessem imunes a uma pressão que lhes irá mais tarde tornar a vida num inferno.

Aquilo que há uns anos fazia com que os alunos se empenhassem desde cedo, a meritocracia, é hoje em dia demonizada pelos partidos da esquerda, que tentam a todo o transe evitar que as “criancinhas” tenham que conhecer, ainda em tenra idade, o sabor do insucesso, tenham que lidar com a pressão da avaliação, tenham que se confrontar com a possibilidade de reprovação.

O chumbo, esse, foi sendo progressivamente substituído pela reprovação, depois pelo não aproveitamento e, mais recentemente, pela retenção, palavra que procura suavizar a frustração de quem conheceu o insucesso escolar.

Mas, independentemente do jogo que se fizer com as palavras, o fracasso parece assustar aqueles que de há uns anos a esta parte assumiram os destinos do nosso país, não querendo sujeitar a juventude à pressão das avaliações, preferindo que estas adquiram competências e não conhecimentos, que estas não tenham que se confrontar com o drama da retenção, que, outrora, ainda há não muito tempo, se chamava “chumbo”.

É por isso que, sucessivamente, se foram eliminando do léxico escolar alguns termos hoje considerados perniciosos para os jovens, preferindo utilizar termos cada vez mais neutros, como aferição, em vez de exame ou avaliação, como retenção, em vez de reprovação, como competências, em vez de conhecimentos.

A batalha vai-se acentuando cada vez mais e agora no olho do furacão estão a abolição dos exames do 9.º ano e o fim dos exames nacionais de acesso ao ensino superior. A medida, de cariz economicista, pois permite poupar aos cofres públicos algumas centenas de milhões de euros, terá, ao contrário do que se poderia pensar, um impacto muito negativo na economia do país, pois significará, uma vez mais, a facilitação da vida dos alunos, que são levados a pensar que vivem no paraíso, que o empenho e a abnegação são defeitos e não virtudes, que nunca terão que lutar para alcançarem o futuro com que almejam.

A avaliação, esse papão, a retenção, essa maldição, passarão a fazer parte da história, não mais perseguindo os alunos, que poderão, independentemente dos conhecimentos (pelo desculpa, das competências), transitar de ano, um após o outro, fazendo lembrar a célebre frase “de vitória em vitória até à derrota final”.

Esta grande balda em que os alunos vão vivendo no nosso país, com a abolição, ano após ano, de provas, exames, avaliações, retenções, farão de Portugal, no futuro, um país ainda menos produtivo, ainda menos competitivo, atirando sucessivas gerações de jovens para a cauda da Europa, de uma forma cada vez mais consolidada.

O elevador social que o ensino representava, permitindo a famílias mais pobres verem os seus filhos alcançar, a custo, com muito mérito e sacrifício, posições que outrora estavam vedadas aos seus pais, estará definitivamente condenado, passando Portugal a viver uniformemente num rés-do-chão, onde todos passarão por provações, pois serão licenciados, mestres ou doutores, mas não conseguirão obter um emprego bem remunerado que lhes permita alcançar o bem-estar que perseguem. Nesta amálgama social, o mérito estará definitivamente atirado para um contentor, não sendo sequer passível de reciclagem.

 

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Dez 02 2019

Petição – Em resposta à falta de assistentes operacionais nas escolas – pela segurança das nossas crianças

  • By Rui Cardoso
  • 2 de Dezembro de 2019

Em resposta à falta de assistentes operacionais nas escolas – pela segurança das nossas crianças

No art. 73º, ponto 1, da Constituição da República Portuguesa diz-se que “Todos têm direito à educação e à cultura”.

Com a entrada em vigor do Decreto-Lei nº 54/2018, passou a existir uma diferenciação clara entre necessidade de saúde especial e o que anteriormente estava incluído nas necessidades educativas.

Em bom rigor, a própria Lei faz a destrinça, com o objetivo de tratar de forma diferente o que é efetivamente diferente, atribuindo à saúde o que é da Saúde e aos ensino o que é do Ensino.
Apesar de na alínea c) do nº 1 do artigo 11º do Decreto-Lei nº 54/2018 estar definido que os assistentes operacionais, preferencialmente com formação adequada, são uma necessidade de recurso específico e individual no quadro de recursos específicos de apoio à aprendizagem e à inclusão, a verdade é que, neste ano letivo, esses assistentes não foram colocados.

Como consequência, mesmo em escolas onde, alegadamente, os rácios de pessoal, definidos na Portaria nº272-A/2017, estão a ser cumpridos, de facto, não o estão, porque são atribuídos funcionários do quadro aos alunos com necessidades de saúde, ficando os restantes assistentes com muito mais do que 48 alunos/assistente. O resultado está à vista de todos!

Nunca existiram tantos problemas como neste ano letivo. Não há memória de tantas Escolas fechadas por falta de funcionários, mesmo, alegadamente, estando a ser cumpridos os rácios.

O que pretendemos é que a Lei seja clarificada nos pontos de conflito entre os dois diplomas, sendo assegurada a assistência às crianças com necessidades de saúde especiais, sem prejuízo do acompanhamento das restantes crianças.

Pretendemos ainda que seja definido um critério de pessoal mínimo, sem o qual uma escola não poderá funcionar, introduzindo-se um critério objetivo e sem colocar na figura do Diretor esse ónus injusto e subjetivo.

Por Escolas Em Segurança!

#ESCOLASEMSEGURANÇA

 

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Dez 02 2019

#escolasemsegurança Colocaria o seu filho nesta escola?

  • By Rui Cardoso
  • 2 de Dezembro de 2019

Quando os pais e encarregados de educação chegam ao ponto de mostrar o seu descontentamento desta forma… algo vai muito mal.

Da Secretária da Educação, nada se ouve, nada se lê, nada se sabe… ministro? Não há!

 

  • 4 comentários

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Dez 01 2019

Os professores voltam ao jogo dos concursos

  • By Rui Cardoso
  • 1 de Dezembro de 2019

Ser professor é como jogar poker, nunca se sabe que cartas tem o governo na manga. Mais valia ir ao Casino 888 Portugal…

No programa eleitoral, este governo não faz menção a qualquer alteração ao Dl dos concursos, diretamente. Indiretamente, faz menção à mudança da área territorial dos QZP, logo terá que existir um concurso específico para vinculação dos docentes providos dos atuais QZP para os que se formarão. Mas que concurso?

Está, agora, à vista de todos que o diploma de concursos docente vai sofrer alterações. O que nos leva a fazer essa afirmação? A consulta da ANPC sobre os concursos para que os seus associados se manifestem sobre a alteração ao diploma e o estudo do CNE que lhes foi encomendado pelo ME (segundo li algures).

O estudo do CNE aponta alguns cenários do que podem ser os concursos no futuro (o Arlindo já falou disso) e com a saída em massa de professores do quadro para a reforma vai ser necessária a revisão do diploma para que se tentem mitigar as injustiças que têm vindo a acontecer. Uma das mais evidentes é, em vez de um concurso onde todos os docentes estejam em igualdade de circunstâncias passaram a existir três concursos. Um concurso interno e dois externos. Três filas onde as vagas não se sobrepõem e as que estão disponíveis para uns não estão disponíveis para outros. Mas relembremos as propostas:

O Cenário A corresponde, genericamente, ao modelo vigente em Portugal. Este cenário caracteriza-se por recrutar com base numa lista graduada, por ser inteiramente definido e processado a nível central para todo o Continente, não permitindo o conhecimento do perfil dos candidatos.
O Cenário B recolhe inspiração nos sistemas adotados em outros países e caracteriza-se por uma maior aproximação ao contexto em que os candidatos poderão vir a exercer funções. Permite selecionar com base num melhor conhecimento do perfil dos candidatos e recrutar os que melhor se adequam aos projetos educativos municipais e dos agrupamentos de escolas.
O Cenário C, também inspirado em sistemas de outros países, aponta para uma seleção dos candidatos ao nível do agrupamento/escola, com recurso a instrumentos e critérios diversificados, de modo a contratar os que melhor se adequam ao contexto e ao projeto educativo que se pretende desenvolver.

O Cenário A necessita de um aperfeiçoamento de fundo. Como já mencionei em cima, a divisão dos professores em várias listas é um dos pontos a rever e resultaria na possibilidade de levar professores às zonas do país que neste momento estão com défice de docentes. As prioridades dos docentes a concurso também poderiam ser revistas no concurso interno para que levassem os docentes de Quadro de Zona pedagógica a obterem mais rapidamente Vaga em Quadro de agrupamento dentro do seu QZP. Embora mais difícil, seria a contabilização das vagas a concurso mais prematuramente, possibilitando, assim, aos QZP e QA uma maior mobilidade entre agrupamentos e grupos de recrutamento.

O Cenário B, tem obtido muitas críticas e contém muitos riscos. A eventual falta de rigor, transparência e imparcialidade no processo de seleção, podendo conduzir a favorecimentos indevidos, constitui um risco potencial. A falta de know-how por parte dos Municípios é um dos grandes riscos deste cenário.

O Cenário C já teve uma experiência no nosso país com as Bolsas de Contratação de Escola, conhecidas como BCE. Este governo terminou essa modalidade de concurso. Todos se lembram das injustiças a que a BCE levou. Para que este modelo funcionasse em pleno teria que implicar a adoção de mecanismos de prestação de contas à comunidade, ao município e ao Estado, uma vez que o agrupamento definiria as necessidades e as prioridades, utilizando os critérios de seleção que considerasse adequados e selecionava os candidatos que melhor pudessem responder às necessidades específicas das escolas. Mais uma vez estaríamos em presença da falta de Know-how por parte de alguns intervenientes na auditoria aos resultados deste modelo.

A melhoria do Cenário A parece a melhor alternativa para que os concursos de professores possam adquirir uma forma mais justa e equitativa para todos.

A Formação ao nível municipal ou de agrupamento de escolas seria uma das soluções para que pressupostos defendidos pelos dois outros cenários fossem adquiridos pelos docentes em exercício ao nível local.

Uma consulta pública no seio dos docentes seria uma boa forma de obter contributos válidos para que se obtivesse um diploma com o mínimo de consensualidade. Um diploma desta importância deveria ser submetido a uma discussão com todos os intervenientes muito antes de ser levado para a mesa das negociações com os representantes dos professores. A isso chama-se democracia participativa na essência da palavra.

Temos a noção que haverá sempre quem não fique satisfeito, mas pelo menos concretizava-se a liberdade e o direito de cada um em se expressar.

Os professores vão voltar a jogo com as cartas que lhes derem e lhes calharem na sorte. O problema é que há quem não jogue com o baralho todo…

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Dez 01 2019

A municipalização não muda as lâmpadas do WC, sr. presidente da Junta…

  • By Rui Cardoso
  • 1 de Dezembro de 2019

Se o que se espera fosse só uma questão de saber quem muda as lâmpadas fundidas, estávamos nós bem.

Sr. presidente da junta, quando vai ao WC deixa a porta aberta?

Andei naquela escola entre 1980 e 1986 e, na terceira e quarta classes (ainda era assim a designação), habituei-me a fazer ditados, declamar verbos e tabuadas com baldes pretos espalhados pela sala para apanhar a chuva que caía do tecto – junto ao quadro ou em cima da mesa da professora, nos corredores entre as nossas carteiras. Jogávamos futebol, ao “mata” ou à apanhada num campo de terra batida, com sulcos feitos pela chuva que deixavam a descoberto muitas pedras que nos deitavam abaixo os joelhos e os cotovelos.

Hoje, no lugar desses pavilhões pré-fabricados e do campo de terra há um enorme edifício de traça tradicional saloia, branco com barras amarelas nos cantos e empenas. Em vez de três salas de aulas tem sete, mais outra para a unidade de apoio aos alunos com necessidades educativas especiais, uma biblioteca e uma sala multiusos onde tanto decorrem as festas de Natal e fim do ano como as aulas de ginástica. Há outro edifício mais antigo, com quase 70 anos, de traça Estado Novo, com mais quatro salas.

É uma pacata escola básica com jardim infantil de aldeia cuja responsabilidade passou há uns anos da Câmara Municipal de Sintra para a junta de freguesia. A descentralização de competências trouxe um envelope, responsabilidades e problemas. Durante todo o ano lectivo de 2017/2018, as lâmpadas dos cubículos da casa de banho das meninas do edifício principal estiveram fundidas. Meninas entre os cinco e os nove anos tinham que se fechar totalmente às escuras quando iam usar a sanita. Ou deixavam a porta aberta – que era o que a maior parte fazia, umas vezes com uma colega a vigiar, outras sozinhas.

Quando descobri, no início do ano lectivo seguinte, percebi que as auxiliares não estão autorizadas a mudar lâmpadas por causa do seguro e que eu também não o poderia fazer apesar da minha boa vontade. Os problemas estavam reportados ao agrupamento. Refilei na sede do agrupamento e na junta de freguesia, que empurraram entre si a responsabilidade. Acabaram por mudar as lâmpadas uns tempos depois.

Agora, desde o início deste ano lectivo que estamos na mesma. Há dois meses e meio. Apesar de o agrupamento estar avisado há muito tempo, pela responsável da escola, sobre toda e cada lâmpada fundida; apesar de haver uma “plataforma” informática da junta de freguesia onde cada caso é registado. A 28 de Outubro liguei para a junta a explicar a situação das meninas. Vamos ver o que se passa e ligamos de volta, responderam. Durante um mês… nada. Na quarta-feira passada (dia 27) fui a um dos balcões da junta de freguesia reclamar. Meia hora depois, por telefone, diziam que a equipa de manutenção estava numa outra escola e seguiria, nos dias seguintes, para esta.

Sr. presidente, srs. membros do executivo e funcionários da junta de freguesia de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar: deixam a porta aberta quando vão à casa de banho? As meninas da escola de Sabugo e Vale de Lobos são obrigadas a deixá-la. A mesma escola que o sr. presidente frequentou nos anos 80.

ui consultar o orçamento da junta de freguesia para este ano, no valor total de 1,183 milhões de euros. Nas receitas, recebeu da Câmara de Sintra (sim, o município que no início deste ano tinha 30 milhões de euros em depósitos) 21.078,81 euros através do “protocolo de manutenção de escolas e jardins de infância (JI)”. Nas despesas prevê 18.500 euros para “manutenção de escolas e JI”, a que se somam 9000 euros para “expediente e limpeza para escolas e JI”. Fiquei também a saber que na manutenção das escolas básicas e JI da freguesia – e são 13 espaços ao todo – se gasta menos do que na factura da água para rega de “espaços ajardinados” da freguesia, que custa 25 mil euros. E que 53,8% da despesa da junta de freguesia é com salários dos 31 funcionários. Dinheiro parece não faltar no concelho de Sintra, o que faltam são prioridades na gestão.

O que é triste nesta história é que miúdas de sete ou oito anos já vejam o laxismo da falta de uma lâmpada durante tantos meses como algo normal e que não haja mais vozes a refilar junto de quem tem o dever de lhes dar condições na escola – e uma escola em condições. Esse desleixo é a face visível da descentralização de competências (neste caso, do município para a freguesia) sem que se crie o quadro de responsabilização efectiva delas decorrentes. E é também certo que, infelizmente, haverá muitas mais escolas por esse país fora onde mais meninas têm que deixar a porta da casa de banho aberta porque uma simples lâmpada está fundida.

Entretanto, soube que os funcionários da junta de freguesia estiveram lá ontem a começar a mudar as quase 40 lâmpadas fundidas. Por quais começaram? Pelas da rua. Só na segunda-feira as miúdas poderão fechar a porta.

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Nov 29 2019

Reserva de recrutamento n.º 13

  • By Rui Cardoso
  • 29 de Novembro de 2019

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 13.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 2 de dezembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 3 de dezembro de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

 Nota informativa

Listas

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