Rui Cardoso

Author's posts

Representantes dos pais demitiram-se contra atitudes do Conselho Geral da D. João II

Os membros da Associação de Pais e Encarregados do Agrupamento de Escolas D. João II (APEAFJ), eleitos em outubro doano passado para o Conselho Geral do Agrupamento, apresentaram no passado dia 13 a sua demissão devido “aos últimosacontecimentos no Conselho Geral” e por considerarem que este “não tem funcionado com a independência, transparência e rigor que […]

Representantes dos pais demitiram-se contra atitudes do Conselho Geral da D. João II

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/representantes-dos-pais-demitiram-se-contra-atitudes-do-conselho-geral-da-d-joao-ii/

Professores acampam em frente à Escola

Professores do Agrupamento de Escolas Silves Sul vão acampar, a partir deste domingo, 5 de Março, em frente à Escola EB 2,3 de Armação de Pêra, numa vigília em defesa da escola pública. 

A vigília arrancará às 18h00 deste domingo e durará até quarta-feira, dia 8.

Professores acampam em frente à Escola EB 2,3 de Armação de Pêra

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/professores-acampam-em-frente-a-escola/

80 mil Professores em Lisboa e no Porto

 

Manifestações em Lisboa e no Porto juntam 80 mil professores

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/80-mil-professores-em-lisboa-e-no-porto/

As Manifestações

IMG_8041

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/as-manifestacoes/

Professora de 65 anos forçada a dar aulas de cadeira de rodas

Maria Augusta Santos sofreu um acidente que a deixou incapacitada para trabalhar. No entanto, a Caixa Geral de Aposentações não a considerou incapaz para o exercício das funções.

Professora de 65 anos forçada a dar aulas de cadeira de rodas

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/professora-de-65-anos-forcada-a-dar-aulas-de-cadeira-de-rodas/

A Panela de Pressão

Os professores andaram, durante anos, a encher a sua capacidade de resiliência perante sucessivas injustiças e a serem vilipendiados no seu profissionalismo por diversos governos.

Perante o estado limite de toda uma classe que já não aguenta mais, como é que o ministro da Educação pretende resolver a falta de professores e a instabilidade constante de um corpo docente que nunca sabe onde irá lecionar no dia de «amanhã»?
Com uma proposta de concursos terrível e insultuosa para tantos profissionais que andam há décadas a correr as escolas do país, atirando-os definitivamente para longe das suas residências sem esperança de poderem regressar às suas famílias.

Com esta panela de pressão, pronta a explodir, o ministro opta pelo decretar de serviços mínimos, fechando a válvula de escape e, com a inflexibilidade de alterar as propostas de negociação, ateia-lhe ainda mais lume.
E a consequência é mais do que óbvia – a panela vai explodir.
E no dia em que isso acontecer, João Costa e António Costa, terão de se justificar perante os portugueses pelo que irá acontecer devido ao tratamento de terrorismo psicológico que estão a causar a uma classe que está a ser continuamente torturada por atitudes altamente desrespeitadoras e cujas reivindicações estão a ser completamente ignoradas.

Que não se atrevam a continuar a pressionar e a subestimar os professores pois, para defender uma escola pública de qualidade e a dignidade das suas vidas, estão dispostos a tudo. Desta vez, ninguém os conseguirá parar enquanto não forem tratados com a justiça que merecem.
Carlos Santos

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/a-panela-de-pressao/

Da solidariedade com os professores – Jorge Bento

Não, não venho proferir uma elegia. Sou realista: os professores não operam milagres, embora muitos esgotem o possível. Laboram e lançam a semente da esperança no terreno da incerteza, sem a garantia de que a sementeira alcance o propósito almejado. Ou seja, os semeadores não decidem inteiramente o decurso e o resultado do cultivo, mas são um fator importante da qualidade da colheita. Para tanto não bastam a paixão e o sentido de missão; carecem de condições propícias ao desempenho do mister. Entre elas contam-se a valorização e a estabilidade da carreira.
Ademais, a pedra relacional constitui o alicerce do ensino e da comunidade escolar. Ora, quando a moldura profissional é feita com tábuas de nomadismo e precariedade, não é possível criar relações sadias e frutuosas. O atual quadro circunstancial não concede aos professores tempo, ânimo e oportunidades para cuidar da melhoria da sua formação, competência e personalidade, para integrar grupos consistentes e produtivos, partilhar experiências e ideias, desenvolver projetos renovadores da instituição educativa. Não é desta feição que ela corresponde às exigências do nosso tempo.
Estou, pois, solidário com eles. É civicamente inaceitável e leva a escola para mau fim o descaso de que são alvo. Todavia, atrevo-me a fazer um pedido: não encarem o Estado como inimigo, nem se vejam como grupo ‘especial’, fechado em torno de si e à margem de quantos lutam pela dignidade que lhes é devida!

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/da-solidariedade-com-os-professores-jorge-bento/

Reserva de Recrutamento n.º 23

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 23.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 06 de março, até às 23:59 horas de terça-feira dia 07 de março de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 23

Listas – Reserva de recrutamento n.º 23

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/reserva-de-recrutamento-n-o-23-6/

Proposta final ou desastre final?

 

O Ministério da Educação divulgou, no passado dia 1 de Março, a sua proposta final relativa ao novo modelo de Concursos…

Dada a naupatia e a “mareação” sentidas logo no início da leitura, confesso que não tive a “coragem”, nem a disponibilidade mental, necessárias  para analisar detalhadamente as trinta e quatro páginas da referida proposta…

Mas pela “leitura na diagonal” que fiz, e pelas opiniões de terceiros, que entretanto fui lendo e ouvindo, parece que continuamos perante um prodigioso exercício de imaginação e de criatividade ou de um devaneio onírico, de quem, na verdade, nunca teve a intenção de ceder no que quer que fosse, para atender algumas das principais reivindicações dos profissionais de Educação…

A proposta de novos QZP, de Mobilidade Interna e de Vinculação Dinâmica, agora apresentada, permite concluir, de imediato, o seguinte:

– A “casa às costas” e a precariedade são, afinal, para manter.

Para manter será também a desconfiança e o cepticismo dos profissionais de Educação relativamente à actuação da Tutela em todo este processo negocial que, pela proposta final agora conhecida, permite aventar a existência de má-fé, entendida como:

– “Intenção de quem, de forma dissimulada e consciente, pretende causar dano”. (Dicionário Online Priberam de Português)…

Se assim não for, como compreender o teor da proposta final apresentada pelo Ministério da Educação?

Sem qualquer subtileza linguística, das duas uma: ou a referida proposta final não é para levar a sério e, nesse caso, não se compreenderá a sua divulgação; ou se é para levar a sério, fica-se incrédulo e atordoado perante todos os ardis, malvadezas e “espertezas”, aí constantes…

Há, até, nesta proposta final um certo maquiavelismo, absolutamente desrespeitoso, muito próximo do trocista…

Em termos dos seus efeitos práticos, esta proposta final parece ser a negação das declarações do próprio Ministro João Costa, em entrevista concedida à RTP em 3 de Novembro de 2022, onde se comprometeu a combater o problema da “casa às costas”, a aumentar a estabilidade e a reduzir a precariedade na vida dos Professores…

E perante tudo o anterior, resta perguntar:

– É preferível ratificar um mau acordo ou rejeitá-lo integralmente?

Se algum Sindicato legitimar esta proposta final do Ministério da Educação, não poderá deixar de ser considerado como cúmplice e comparsa da iniquidade e da perversidade…

Se se concretizarem todos os agravos constantes nesta proposta final, ficaremos num cenário de catástrofe iminente para todos os profissionais de Educação, rumo ao desastre final…

Urge contrariar, rápida e fortemente, por todas as vias, essa possibilidade…

O Ministro João Costa está a cometer um erro basilar de “cálculo”:

– Em vez de propor medidas justas e leais, como forma de apaziguar a revolta e o mal-estar generalizado dos profissionais de Educação, optou por apresentar uma proposta que contribuirá, ainda mais, para acentuar a aversão relativa à sua figura e para incentivar a resistência e a oposição ao Ministério que tutela…

Será caso para afirmar que João Costa nem para si próprio consegue ser bom…

 

(Paula Dias)

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/proposta-final-ou-desastre-final/

Pedida a negociação suplementar sobre o diploma dos concursos

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/pedida-a-negociacao-suplementar-sobre-o-diploma-dos-concursos/

A reposição do tempo de serviço docente acomodada pelo orçamento de estado

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/a-reposicao-do-tempo-de-servico-docente-acomodada-pelo-orcamento-de-estado/

O QUE FOI RESERVADO PARA FUTURO DOS PROFESSORES

 

Reporto-me, primeiramente, à situação que conheço de perto, da minha esposa, que é Quadro de Agrupamento a mais de 100km de casa.
Em Mobilidade Interna, tem conseguido colocação a cerca de 25km do seu domicílio.
Mas, com a nova proposta do governo, de apenas ser permitido concorrer na MI ao novo QZP onde está o seu Agrupamento, teria de lecionar a 1h30 de casa e em Agrupamentos a 51 e 59km (estrada regional) distando 1 hora entre eles.
Resultado: ao fim do dia, faria 330km e estaria mais de 5 horas ao volante, tantas ou mais do que na escola a trabalhar (ou seria obrigada a arrendar outra residência, atualmente, financeiramente incomportável).

No meu caso, QA (que, na MI, ultimamente tenho conseguido ficar perto da minha residência), futuramente, devido às novas propostas condicionantes na MI, teria de me deslocar para o meu Agrupamento (a 1h de viagem) e, por motivo de insuficiência horária, seria obrigado a deslocar-me entre agrupamentos desse QZP (alguns deles distando 1h entre si). Poderia ter de me deslocar perto de 4h diárias, o que, acrescido a problemas de saúde atestados, me proporcionaria uma qualidade de vida extraordinária!

Após 30 anos como professores QA, com vagas na MI perto da residência, por decreto, ao termos de nos sujeitar a isto, representaria a tal melhoria na estabilidade da vida dos professores, como o ministro da Educação pomposamente anuncia?

A situação dos professores QZP (com fortes limitações de se poderem aproximar do seu domicílio) e dos contratados (que ficarão colocados em zonas onde o valor das rendas os sujeitará a miséria e fome), representará um futuro digno para os profissionais de Educação?

Muitos QA, que atualmente trabalhavam “à porta de casa” (na maioria, gente longe da juventude), voltarão à estrada com deslocações que poderão chegar às 2 horas diárias.

Uma visão do governo que não pretende que os professores possam trabalhar perto de onde moram, mas que passem definitivamente a residir perto de onde trabalham (que, no caso de o cônjuge não poder acompanhar essa mudança geográfica, causará a separação definitiva de muitas famílias).

Tudo isto, que este governo pretende fazer com a vida de muitos professores e respetivas famílias, é criminoso!
Para quem ainda não entendeu as razões da revolta dos docentes, aqui está um dos muitos motivos que os mobilizou para a luta.

Carlos Santos

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/o-que-foi-reservado-para-futuro-dos-professores/

COMPILAÇÃO DOS PARECERES SOBRE DIPLOMAS DE CONCURSOS – Luís Sottomaior Braga

 

Como, por dever de ofício, tenho de estar bem informado sobre o regime de concursos, fui ler a última proposta do governo e os pareceres sindicais disponíveis.
Tomei notas para mim, que com todos os defeitos óbvios, partilho aqui.
Incluo a visão focada nos casos da amostra de casos tipo (de que falei em texto anterior).
Explico as razões que me levam a concordar que este assunto tem de ser incluído num acordo global com os outros assuntos e que qualquer acordo deve ser referendado (até para a conciliação de interesses ser feita pelo voto).
Esse referendo fortalecia os sindicatos e legitimava posições.
Na linha do acordo global, refiro ainda algumas ideias a que chamo “estratégicas” de assuntos conexos a este e que cuja solução tem influência nos concursos.
Espero que o texto seja útil. Para o meu uso pessoal foi instrutivo.

Compilação dos pareceres sobre diplomas de concursos com mais umas ideias tiradas da cabeça do autor da dita

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/compilacao-dos-pareceres-sobre-diplomas-de-concursos-luis-sottomaior-braga/

Greve de trabalhadores não docentes sem Serviços Mínimos

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/greve-de-trabalhadores-nao-docentes-sem-servicos-minimos/

Se todos os docentes subissem um escalão custaria 156 milhões de euros

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/se-todos-os-docentes-subissem-um-escalao-custaria-156-milhoes-de-euros/

As mercês pouco sérias de João Costa – Santana Castilho

 

António Costa disse que quando o ministro da Educação fala é ele que está a falar. Ora quando o António afirma que a recuperação do tempo de serviço dos professores custa 1300 milhões ao ano e o João diz que essas contas estão agora a ser feitas, em qual Costa devemos acreditar? Por outro lado, quando, há dias, o Ministério das Finanças disse que a recuperação custava 331 milhões, fê-lo sem antes ter feito contas?
Quando, na última entrevista ao Jornal das 8 da TVI, António Costa disse não ter sido ele nem um governo dele que congelou a carreira dos professores, apenas jogou com as palavras. Com efeito, era ministro do Governo durante cuja vigência foi determinado o primeiro congelamento da carreira dos professores (Lei 43/2005, de 29/08). Formalmente foi a Assembleia da República. De facto, a AR apenas obedeceu aos ditames de um Governo de maioria absoluta do PS.
Uma negociação séria e um entendimento justo não é um jogo de manipulação da verdade e dos factos.
É sério apontar a “queda” do Conselho Local de Directores como uma cedência, quando se propõe, a seguir, a criação do Conselho de Quadros de Zona Pedagógica, constituído pelos mesmíssimos directores, agora apenas referidos a áreas geográficas diferentes?
É sério anunciar como progresso que os quadros de zona pedagógica passam de dez a 63, diminuindo-lhes a extensão, quando os parágrafos sete e oito do artigo 55º do anteprojecto do DL, que estabelece o novo regime de gestão e recrutamento do pessoal docente, acaba por manter tudo como antes?
É sério o ministro e o primeiro-ministro apregoarem que querem acabar com os professores de “casa às costas”, quando os professores dos quadros de agrupamento, até agora inamovíveis dos seus agrupamentos, passam a poder ser deslocados para qualquer local dentro da sua zona pedagógica, para completarem horas lectivas?
É sério exigir aos que venham a adquirir vínculo que concorram a todo o país no concurso seguinte?
É sério o ministro da Educação dizer que a graduação profissional persiste como indicador universal para colocar professores, quando o normativo que propõe continua a dar mandato aos directores para a ignorarem?
Na peugada da miserável visão estratégica de Maria de Lurdes Rodrigues, de dividir para vencer, foi mais uma vez desastrosa a ideia, do ministro da Educação, de recuperar o tempo de serviço apenas para os professores colocados nos primeiros escalões da carreira. Sempre que João Costa fala, a chama da discórdia aumenta.
É minha convicção que a maioria dos professores actua diarimente ao contrário daquilo em que acredita. Sociologicamente, este comportamento paradoxal explica-se porque os professores foram simplesmente instruídos a fazer de determinado modo e estão condicionados pela propaganda e pelo medo. Sucede, neste quadro, que a sua obediência à autoridade tem limites.
Duas sondagens acabam de mostrar que os portugueses apoiam esmagadoramente a luta dos professores, enquanto o PS cai 9% nas intenções de voto. As continuadas mentiras e iniciativas pouco sérias do Governo para desacreditar a luta dos professores junto da opinião pública falharam.
Todavia, o Governo continua a fugir a uma negociação séria, pelo que é necessário, agora, produzir documentos com propostas de resolução do contencioso, que demonstrem, a par da firmeza, maturidade e sensatez. Do mesmo passo, devem os professores ser protagonistas de iniciativas arrojadas e inéditas, que respondam às tentativas governamentais de anular o direito à greve.
Dou um exemplo: aos serviços mínimos pode responder-se com serviços máximos. Que quero dizer com isto? Recusa absoluta de fazer em casa seja o que for. Permanência integral de 35 horas por semana nas escolas, sendo apenas e só no local de trabalho que os professores passam a cumprir as tarefas a que por lei estão obrigados. Notificação aos directores para que indiquem aos professores os espaços onde passam a preparar lições, corrigir testes e satisfazer todos os compromissos. Fim de utilização dos computadores pessoais e de Internet privada para aceder às plataformas do sistema. Fim de utilização de carro próprio para deslocação entre as escolas do agrupamento. Tudo legal, sem qualquer ónus possível para os professores.
A novilíngua, a do século da paixão de João Costa, o XXI, chama a isto “quiet quitting”.
In “Público” de 1.3.23

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/as-merces-pouco-serias-de-joao-costa-santana-castilho/

Todos dizem que querem negociar, mas…

 

Quero ler as atas das reuniões onde foi ou não negociado o suposto futuro diploma dos concursos para ter a certeza.

Isto de cavalgar o descontentamento dos Professores na rua e estar calado ou não apresentar propostas nas negociações, pode ser interpretado de várias formas: falta de competência técnica, aproveitamento do descontentamento da classe, violação de confiança, defraudar expetativas…

Quero ler, com os meus olhos, as atas das três últimas reuniões. Não quero ser instrumentalizado para outros fins que não seja a valorização da Classe Docente. Quero saber o que aconteceu e foi dito nas reuniões.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/03/todos-dizem-que-querem-negociar-mas/

Novas datas para Manifestações de Professores

 

Dia 4 de março no Porto e em Lisboa

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/novas-datas-para-manifestacoes-de-professores/

Guião de leitura individual da negociação que aí vem  – Luís Sottomaior Braga

IMAGEM
Penso que a negociação vai fluir melhor nos próximos tempos. E o barulho que fizemos ajuda a esse quadro ser mais sólido do que parece.
Muita gente acha que o movimento foi criado por uma pessoa que iluminou o caminho. Mas não foi.
Foi um movimento de professores, auto organizado e disseminado
Há muita confusão, em certos discursos salvificos, sobre o papel de um único indivíduo na História.
É a confusão entre o catalisador e o combustível.
Se os professores conseguiram pôr a opinião pública ao seu lado, isso não foi fruto dos grandes méritos de uma liderança carismática.
No domínio da imagem pública houve 2 coisas fundamentais: quebrou-se o monopólio “o Mário Nogueira fala pelos professores”. E houve muitos professores a falar e a falar bem. E isso funcionou.
As entrevistas recorrentes de anónimos à porta da escola foram mais importantes que certos discursos de má retórica e choraminguice a confundir assuntos.
Professores, tenham auto-estima: não foi nenhum líder que nos pôs perto da vitória Fomos nós.
E essa imagem passou. O PS perdeu 9% nas sondagens e os portugueses estão connosco e querem a reposição do tempo de serviço, o tema essencial e grande fiel da balança da negociação porque todos ganham nele.
COORDENAÇÃO
As negociações precisam foco. Devia haver uma cimeira de todos os sindicatos e ser definido um guião comum de “linhas vermelhas” que até podia ser secreto.
Há um problema: há um sindicato que está desfocado dos temas e que tem um trabalho de preparação técnica inferior aos outros.
Alguns acham que é logística. Eu acho que é intencional, porque é ideológico. E já sei que vêm aí os trolls.
Mas as propostas do governo deviam ter respostas coordenadas, alinhadas, padronizadas e integradas de todos. No fundo, antecipar propostas para ensaiar respostas e cenários. Isso implica debate prévio e mais estudo em comum.
A unidade não interessa muito nas ruas, mas é essencial nas negociações (por razões técnicas de como uma negociação funciona). Que implica alinhamento em cada lado do par de interesses.
E irem em 3 vias, do nosso lado, a 1 só, do outro, não é bom (hoje, na negociação, do nosso lado, temos a “via fofa” , a “via aberta que parece falar grosso” e a “via ao lado que,ideologicamente se sabe nem quer realmente negociar”).
Devia haver uma via única contra a posição de quem pode impor. Para isso, há uma negociação de parte interessada a fazer entre as 3 vias.
A tal cimeira, que devia ser feita nos próximos dias.
Mário Nogueira ganhava pontos se promovesse isso e entalasse os que querem fugir. É o mais velho e devia preocupar-se com o legado.
Até porque pode hoje conseguir um bom acordo e correr o risco de não o poder assinar por ser atacado à esquerda por ideias mirabolantes sobre o que se pode conseguir.
E não precisamos de lérias mas de um bom acordo.
LIGAÇÃO E CONSULTA AOS INTERESSADOS
Nessa cimeira, os sindicatos deviam assumir o compromisso da “consulta geral, mesmo que atrase.”
Hoje a tecnologia permite consultar em horas.
Nunca repetir 2010 e assinar à pressa, só por ser o “acordo possível” .
A teoria do mal menor é de moralidade duvidosa.
Vamos fazer o melhor acordo possível ainda que demore?
E sem trocar uns pelos outros? Daí a necessidade de conciliação.
VINCULAÇÃO AO ACORDO
Todos se deviam vincular ao princípio “só assinamos ou recusamos a versão final depois de consulta transparente aos interessados”. A meu ver um referendo, que não é assim tão difícil.
A DECISÃO PESSOAL DEVE SER INDIVIDUAL MAS A PENSAR NO PREJUÍZO DOS OUTROS
Quando houver uma proposta final de acordo vou olhar para ela de 2 ângulos e acho que todos devíamos fazer isso:
O que ganho? Quem se prejudica com o meu ganho?
Para isso, eu vou ter um método pessoal simplificado e concreto, já que não consigo pensar a diversidade de todos os prejuízos de dezenas de milhares de professores.
Fiz uma lista de 10 pessoas muito diversas que são professores e professoras, amigos recentes e muito antigos, e/ou colegas próximos ou com situações especiais, estimados por mim, e que têm , na diversidade, a particularidade de estarem hoje “pior” que eu. Serão os meus tipos ideais de análise à Weber.
E vou ponderar o meu voto no dito referendo a olhar para o meu ganho (eu, professor de quadro de escola que não precisa de mobilidade, não tem de concorrer e que é subdiretor, mas está no 4º escalão à espera de vaga) mas, também, a ver se o meu ganho no acordo os prejudica.
E, na altura, falarei disso depois de estudar os efeitos em cada caso (e preservando quem são os membros da amostra). Talvez ajude porque na minha amostra está uma grande diversidade de situações profissionais.
Não faria nunca a lista das pessoas pelos nomes porque, ter a minha consideração e estima ou até ser meu amigo como alguns são, estes dias, em certos setores, é cadastro, mas ficam as siglas dos 10 nomes da minha amostra por ordem alfabética (acho que nem os próprios vão descobrir quem são e alguns talvez achem graça saber).
AMFS, CAVB, CAPL, HL, JCMPL, LML, LTG, ML, RP e SM.
Com esta amostra cobrirei a análise concreta de todo o universo de casos de QZP, contratados e deslocados.
Sobre a parte da negociação que já anda agora nas bocas do mundo tenho a dizer que é tudo péssimo, mas a proposta, a ser aceite, é particularmente muito má para QZP vinculados há pouco (porque obriga a voltar à “salada geral”, sem ganho) e péssima para quem tenha questões de saúde que realmente justifiquem mobilidade.
Mesmo, sem prejuízo meu, não votaria sim.
Unidade ética prática é isto, não são proclamações unitárias ocas e só bonitas. É pensar nos problemas que o meu ganho cria aos outros (uma coisa do género do Mandarim do Eça).
O prejuízo de uns, descompensado, não pode basear o ganho de outros. Foi isso que falhou na negociação dos titulares.
E não pode falhar de novo.
O governo tem muito má fé, mas isso não deve ser a base na nossa atitude.
Lá porque os outros mentem e nos tratam mal não devemos fazer o mesmo.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/guiao-de-leitura-individual-da-negociacao-que-ai-vem-luis-sottomaior-braga/

Estão ser feitas contas para avaliar recuperação do tempo de serviço dos professores

O ministro da Educação, João Costa, afirmou hoje que estão a ser feitos estudos e contas para avaliar em que termos o tempo de serviço congelado aos professores pode ser recuperado, para que possam ser apresentadas propostas.

Ministro da Educação diz que estão ser feitas contas para avaliar recuperação do tempo de serviço dos professores

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/estao-ser-feitas-contas-para-avaliar-recuperacao-do-tempo-de-servico-dos-professores/

Carta aberta de dirigentes escolares a Sua Excelência o Ministro da Educação

Se concordar, subscreva.

Carta aberta de dirigentes escolares a Sua Excelência o Ministro da Educação

Os subscritores desta carta são de diversas origens, professores de múltiplas disciplinas e em diversos locais, e que se situam em diferentes momentos da carreira docente.

Em comum: todos nós exercemos funções que incluem uma componente de gestão e administração das escolas.

Nesse sentido, somos segmentos de sustentação da chamada administração educativa que são, também, e principalmente, as escolas.

A importância da função administrativa na atividade das escolas

A autonomia das escolas é muito insuficiente, mas os cargos que o modelo de gestão define são essenciais para o funcionamento do sistema educativo e são desempenhados por professores que partilham do quadro profissional e de carreira de todos os restantes e que vêm, por este meio, manifestá-lo junto de Vossa Excelência. E fazemo-lo, porque é um dever funcional, além de ato de cidadania, apontar o que está
mal, na expetativa de que haja reflexão e ação para resolver. Isso é exercer autonomia cívica e é criar Democracia.

Somos Presidentes e vogais de Conselhos Gerais, Diretores/as, Subdiretores/as, Adjuntos/as, Coordenadores/as de Ciclo, Departamento ou Estabelecimento. Muitos de nós têm décadas de dedicação à função docente e podemos invocar percursos mais ou menos longos, reconhecidos pelos colegas e pelas comunidades, no exercício dos cargos referidos.

A urgência de agir num momento crítico.

Vimos dizer de viva voz e com a explicitação que a urgência exige: temos muita preocupação com o rumo negativo e dissolvente da Escola Pública que as políticas educativas estão a tomar, desde há mais de uma década e, com premência, nesta legislatura. A nossa preocupação é tão profunda que, muitos de nós, ponderam abandonar funções, se não houver solução em prazo razoável, mesmo com custo pessoal e das escolas em que trabalhamos, que, não é vergonha dizer, amamos, como comunidades de estudantes e como
trabalho socialmente relevante. Do ponto de vista legal, pelo menos, uma escola não pode funcionar se o seu órgão máximo (Conselho Geral), o único com representatividade eletiva, não estiver integralmente
eleito. Do mesmo modo, do ponto de vista prático, a saída voluntária, por exaustão ou protesto, de muitos dirigentes ou coordenadores, colocará graves problemas ao funcionamento e, neste momento do ano, à sua conclusão de forma adequada e à preparação do próximo. Mas, muitas vezes, deixar de improvisar ou de suportar o insustentável pode ser só um ato honesto, mesmo custoso, de transparência com a sociedade e de consciencialização para os problemas.

No nosso ponto de vista, é necessário que os responsáveis políticos assumam o momento crítico histórico que estamos a viver na Educação e tirem as consequências para a sua ação.

O significado profundo do descontentamento e as questões a resolver

O descontentamento dos professores e outros trabalhadores das escolas não é birra, nem fruto de táticas políticas ocultas. É sinal da vida e autonomia das escolas e seus profissionais. É a manifestação da consciência do estado a que a situação chegou, depois de 15 anos de desatenção, e, até, por vezes, desprezo político pelas pessoas que fazem a escola. Apelamos, por isso, à consciência cívica e política de Vossa Excelência para que aceite mudar a forma de gestão dos problemas que estão colocados a debate na opinião pública. E isso passa por mostrar sinais de efetiva compreensão estratégica dos problemas dos professores e dos profissionais e realizar efetiva negociação e debate com os agentes do sistema educativo para reduzir a justa insatisfação e produzir mudanças reais e de melhoria. Assim, enumeramos o conjunto de questões no âmbito docente, que precisam de negociação urgente e soluções incisivas, que só podem ser construídas em diálogo e com abertura do Governo e do Ministério das Finanças a também negociar e resolver o problema
da falta de recursos para cumprir os objetivos e tarefas da escola pública:

1. Resolver as questões de colocação dos professores, com um sistema justo e transparente, que atenda aos casos em que é necessária equidade e compensação de injustiças passadas. Negociar um sistema que facilite a estabilidade territorial e a liberdade de trabalho dos professores e a ligação destes às suas famílias e comunidades, para evitar os problemas atuais. A questão da transparência e a imunidade do sistema a manipulações e potenciais tentações de favoritismos é consensual.

2. Resolver as questões curriculares e de avaliação dos alunos, em que têm sido impostos modelos que não geram consenso, e criam perturbações e dificuldades, mesmo sob a alegada capa de autonomia e boas intenções. A mudança curricular tem de ser mais debatida e não pode ser imposta pelo topo, com puras visões abstratas, contra as visões práticas, por vezes contrárias, mas ignoradas, dos executores nas
escolas.

3. Resolver as questões de indisciplina e a retirada de autoridade pedagógica e relacional aos professores, face aos alunos e também a alguns pais. Bater ou injuriar um professor tem de ser um ato grave e punido como atentado ao Estado Democrático, de que a Educação é pilar.

4. Resolver as questões de excesso de burocracia, desorganização, induzida por via dos organismos centrais, e disfuncionalidade processual, que sobrecarregam as escolas e professores, desviando-os das funções primordiais e retirando tempo às tarefas educativas e aos alunos.

5. Resolver as questões de falta de recursos em equipamento e instalações, além de tempo de profissionais para apoios, dotando as escolas com os recursos e não fazendo propaganda com supostas entregas de meios que muitas vezes são ilusórias e só convencem quem não conheça a realidade vivida.

6. Resolver as questões salariais e de carreira dos professores, repondo a justiça do tempo de progressão de carreira congelado e nunca reposto. Uma reposição que só tem efeitos futuros, que não custa todo o dinheiro que por via dela foi retirado aos salários, mas que gerará o efeito positivo que tem na motivação e qualidade de trabalho qualquer correção de injustiças.

7. Resolver, com uma reflexão séria de aplicação da justiça como equidade, questões conexas como a Avaliação de Desempenho e quotas e vagas de progressão.

8. As questões salariais e de carreira e avaliação de desempenho também têm de ser encaradas para os outros profissionais das escolas, que agem connosco, no quotidiano, para as construir.

9. Resolver os problemas que fazem da “autonomia” e “democracia escolar” palavras com conteúdo vago e pouco realista no contexto atual das escolas: evitar que a municipalização possa retirar autonomia de gestão e ação às escolas, reforçar a participação e peso dos docentes na sua gestão, reduzindo o centralismo e os
mecanismos que diminuem e rebaixam o papel da participação dos que são científica e tecnicamente formados para conhecer e exercer a atividade educativa.

10. E este último ponto leva-nos à questão da confiança que tem a ver com o método político de ação. E esse é talvez o primeiro passo: negociar abertamente tudo o que faz falta para criar confiança e evitar a instabilidade.

Estes pontos podem ser concretizados ao detalhe, mas é neles que estão as questões que bloqueiam a paz e serenidade, de que as escolas precisam e que fizeram solidificar o justo descontentamento dos trabalhadores das escolas.

Liderar é participar das preocupações daqueles que, pelos cargos, temos de coordenar e orientar e atender nos seus anseios.

É isso que este documento visa fazer: apelar à sua liderança, para atender à necessidade de ouvir e dialogar, com profundidade e reflexo na ação, sobre as justas preocupações dos agentes educativos.

Nas manifestações tem-se dito que a luta que vem acontecendo é uma lição. Mas pode Vossa Excelência deixar uma marca política e dar também uma lição política: numas das maiores crises da educação, a atitude democrática e de abertura à participação e negociação pode resolver os problemas em nome do interesse nacional.

Basta, para isso, que negoceie com abertura e vontade efetiva de resolver os problemas que tantos detetam e concordam que existem e são prementes.

SUBSCREVER

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/carta-aberta-de-dirigentes-escolares-a-sua-excelencia-o-ministro-da-educacao/

Quem foi o único sindicato de Professores que não se mostrou contra a invasão da Ucrânia por parte da Rússia?

 

Um ano após a invasão da Ucrânia por um país agressor, neste caso a Rússia, quem se lembra da onda de solidariedade que atravessou o país?

Quem se lembra da estupefação com que recebeu a notícia que a guerra tinha regressado à Europa?

Milhões de portugueses fizeram doações para ajudar o povo ucraniano que se via envolvido numa guerra e fugia das zonas de combate.

Mais de 300 mil mortes depois, ainda há quem negue que qualquer agressão a um país livre é um crime por si só.

Ainda há quem não demonstre a solidariedade natural perante a agressão seres humanos inocentes.

E os nossos sindicatos, aqueles que dizem à boca cheia que representam os Professores, mostraram-se solidários?

É só fazer uma pesquisa pelas suas páginas na internet…

Mas os Professores, essa classe profissional, organizaram-se nas escolas e voluntariaram-se, para ajudar o Povo Ucraniano em tempos tão difíceis. Demonstraram que são solidários e deram o exemplo. Bem hajam.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/quem-foi-o-unico-sindicato-de-professores-que-nao-se-mostrou-contra-a-invasao-da-ucrania-por-parte-da-russia/

Professores ameaçam com greve às avaliações

Sindicatos chumbam propostas e admitem novas formas de luta.

Professores ameaçam com greve às avaliações

Os sindicatos de professores chumbaram esta quinta-feira as propostas para o novo regime de concursos e ameaçam com novos protestos. Mário Nogueira, da Fenprof, anunciou que até terça-feira haverá um milhar de reuniões para os docentes decidirem as formas de luta, que podem passar por greves às avaliações do segundo período, mais greves por distrito ou apenas um abaixo-assinado.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/professores-ameacam-com-greve-as-avaliacoes/

Reserva de Recrutamento n.º 22

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 22.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 27 de fevereiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 28 de fevereiro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 22

Listas – Reserva de recrutamento n.º 22

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/reserva-de-recrutamento-n-o-22-6/

Professores do ensino do português na Alemanha denunciam situação “desesperante”

Com vencimentos baixos e sem escalões, os professores no Ensino do Português no Estrangeiro denunciam uma situação “desesperante”, afirmando não haver disponibilidade das tutelas para dialogar.

Professores do ensino do português na Alemanha denunciam situação “desesperante”

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/professores-do-ensino-do-portugues-na-alemanha-denunciam-situacao-desesperante/

Professores portugueses ganham abaixo da média da União Europeia?

Um dos grandes focos de contestação vem dos professores. Há vários temas na mesa das negociações, um deles é o aumento dos salários. Mas sabendo-se que ganham em média cerca de perto de 2000 euros será que mesmo assim os os professores portugueses ganham abaixo da média da União Europeia?

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/professores-portugueses-ganham-abaixo-da-media-da-uniao-europeia/

Balanço de mais uma ronda negocial sobre o diploma de concursos

 

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/balanco-de-mais-uma-ronda-negocial-sobre-o-diploma-de-concursos/

Candidaturas para Assistentes de Português em França – ano letivo 2023/2024


Candidaturas para Assistentes de Português em França – ano letivo 2023/2024

As candidaturas para Assistentes de Português em França, promovidas pela Éducation international, visam apoiar as aulas dos professores de língua portuguesa em estabelecimentos de ensino básico e secundário em França e destinam-se a estudantes de licenciatura a partir do 2º ano, alunos de estudos pós-graduados, ou recém-diplomados de diferentes áreas, com competências linguísticas em francês de nível B1 (Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas).
As candidaturas decorrem até ao dia 28 de fevereiro, na plataforma ADELE.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/candidaturas-para-assistentes-de-portugues-em-franca-ano-letivo-2023-2024/

Professores interrompem debate no Parlamento e exigem “justiça”

 

O debate de novas medidas urgentes para o setor da Educação que decorre, esta quarta-feira, na Assembleia da República, foi interrompido por um grupo de professores que estava sentado nas galerias.

Imagens mostram o momento em que estas docentes abandonam o local em protesto com a palavra “Justiça” escrita nas costas de alguns.

Professores interrompem debate no Parlamento e exigem “justiça”

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/professores-interrompem-debate-no-parlamento-e-exigem-justica/

Sempre quero ver se chegados ao poleiro continuam a pensar da mesma forma…

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/sempre-quero-ver-se-chegados-ao-poleiro-continuam-a-pensar-da-mesma-forma/

Ainda vão culpar os professores por esta queda…

PS cai 9 pontos percentuais em relação aos resultados eleitorais…

Habituem-se…

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/ainda-vao-culpar-os-professores-por-esta-queda/

O mito do fim da casa às costas – Paulo Anjo Santos

 

Nos últimos tempos tem-se falado bastante de que acabou a «casa às costas» para milhares de professores, supostamente porque o Ministério da Educação (ME) aumentou de 10 para 63 o número de quadros de zona pedagógica (QZP).
Pois eu estou disposto a apostar, com quem quiser, como nos próximos anos letivos o número de professores deslocados será, mais coisa menos coisa, o mesmo que seria se não se alterassem os QZP. As contas são simples, os professores não «nascem» em lado nenhum porque se alteram o número de QZP. Por exemplo, no Algarve faltam milhares de professores, das várias disciplinas, podem dar as voltas que quiserem, no final eles terão de vir de fora, muitos deles, do norte do país, onde reside o maior número de docentes do país. E este raciocínio é válido para todas as regiões do país onde faltam professores.
A questão da vinculação, reduzindo-se drasticamente o número de professores contratados, poderá ter mais efeitos na redução dos professores deslocados que o aumento dos QZP. Mas aqui mais por permitir que professores que são colocados longe da sua residência, possam optar, com mais conforto, por mudar de residência, sendo certo que a grande maioria deverá optar por tentar aproximar-se da sua área de residência nos anos seguintes.
Nesta questão parece-me que não há grande volta a dar, de uma forma ou de outra será necessário apoiar os professores que estão deslocados da sua área de residência, que já são suficientemente penalizados por estarem longe das suas famílias e ainda têm atualmente de suportar custos de deslocação e alojamento. As câmaras municipais poderão localmente disponibilizar residências para os professores deslocados, há já algumas que o fazem, mas com tantos problemas de habitação no pais parece-me difícil que muitas o passam fazer, pelo que me parece que poderiam funcionar um sistema misto, alojamento garantido ou subsídio para o mesmo.
Enquanto este problema subsistir dificilmente se resolverá a falta de professores nas escolas públicas, quem é que hoje quer começar uma carreira em que sabe que  vai ter de andar uma década a pagar para trabalhar? Mesmo que aprovassem estas medidas hoje, já iriamos com uns anos de atraso e eu não estou a ver o governo com vontade de alterar o que quer que seja nesta área!
Paulo Anjo Santos

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/o-mito-do-fim-da-casa-as-costas-paulo-anjo-santos/

Os professores

As últimas semanas têm sido agitadas nas escolas do ensino público, fruto das diversas greves desencadeadas por uma percentagem bastante elevada da classe de docentes.

Os professores

Várias têm sido as causas da contestação, nomeadamente o congelamento do tempo de serviço, o sistema de quotas para progressão na carreira e a baixa remuneração, mas há uma que é particularmente grave e sintomática da descredibilização do ensino pelo qual o Estado é o primeiro responsável, e que tem a ver com a gradual falta de autoridade dos professores.

A minha geração cresceu a ter no professor uma referência, respeitando-o e temendo-o, consciente de que os nossos deslizes, tanto ao nível do estudo como do comportamento, teriam consequências bem gravosas na nossa progressão nos anos escolares.

Hoje, os alunos, numa maioria demasiado considerável, não evidenciam qualquer tipo de respeito e deferência pelo seu professor e não acatam a sua autoridade, enfrentando-o sem nenhum receio.

Esta realidade é uma das principais causas, se não mesmo a principal, da degradação da qualidade do ensino público.

E todos os intervenientes no processo de aprendizagem são culpados pelo constante desrespeito de que os professores são vítimas.

Em primeiro lugar, os pais.

Ao contrário do que muitos apregoam, o papel de educar os alunos não está atribuído à Escola, mas sim à Família.

O dever do professor é o de instruir o seu aluno e não o de o educar!

O próprio ministério que tutela esta área ostenta um nome errado, facto que origina confusões desnecessárias, porque deveria ser da instrução e não da educação.

Acontece, no entanto, que a educação que se ministra em casa, mas, há que o reconhecer, com honrosas excepções, é estupidamente permissiva e complacente com o mau comportamento das crianças.

Estas crescem a fazer praticamente apenas o que querem e a colocarem em causa a autoridade dos pais, questionando a toda a hora as ordens que deles recebem e desobedecendo amiúde ao que lhes foi ordenado, sem que daí resultem castigos que visem a correcção da sua maneira de estar.
Continua AQUI

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/os-professores/

Greve dia 2 de março no Norte e dia 3 no Sul

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/greve-dia-2-de-marco-no-norte-e-dia-3-no-sul/

Será que sou de Extrema-Esquerda e nunca tinha dado por isso?

 

Ultimamente, tem-se gerado alguma celeuma e controvérsia em torno da militância partidária de André Pestana, o que leva a colocar a seguinte pergunta, relativa a qualquer líder sindical:

– Um líder sindical poderá ser militante de um Partido Político?

A resposta à pergunta anterior, não poderá deixar de ser esta:

– Os líderes sindicais podem, como qualquer outra pessoa, ter convicções políticas e partidárias e serem militantes de Partidos Políticos, aliás esse é um Direito conferido pela Constituição da República Portuguesa a todos os cidadãos…

Da relação entre a militância partidária de um líder sindical e a acção do Sindicato por si dirigido, poderão surgir alguns cenários, em particular os que se seguem:

– As convicções partidárias do líder permanecem na esfera pessoal e não têm influência directa nas acções da estrutura sindical…

– As convicções partidárias do líder também são adoptadas pelo próprio Sindicato e têm influência directa nas acções da estrutura sindical, por obedecerem às linhas programáticas e ideológicas e às orientações do Partido Político onde milita o respectivo dirigente, e isso é assumindo publicamente, de forma frontal e transparente…

Neste caso, só aderirá a esse Sindicato, e às acções por si promovidas, quem concordar e se identificar com a ideologia política e partidária subjacente às convicções do respectivo líder e, assim sendo, ninguém poderá afirmar que “foi enganado”…

– As convicções partidárias do líder também são adoptadas pelo próprio Sindicato e têm influência directa nas acções da estrutura sindical, por obedecerem às linhas programáticas e ideológicas e às orientações do Partido Político onde milita o respectivo dirigente, mas isso não é assumindo publicamente, de forma frontal e transparente…

Neste caso, não é aceitável, nem legítimo, que o líder sindical vincule ou subordine as acções do Sindicato que dirige às suas próprias convicções partidárias ou a algum tipo de “agenda” que, nessas condições, será sempre considerada como encapotada e viciada pelo ludíbrio…

Se ocorrer o anterior, o líder sindical estará a enganar, deliberadamente, terceiros, nomeadamente os seus eventuais representados, o que não poderá deixar de ser considerado como uma evidência de má-fé…

Os líderes dos dois Sindicatos da Educação mais relevantes no momento actual, Mário Nogueira e André Pestana, militam em Partidos Políticos, como é do conhecimento geral e do domínio público:

– Mário Nogueira, líder da FENPROF, é há muitos anos militante do Partido Comunista Português (PCP);

– André Pestana, líder do STOP, depois de ter passado pela Juventude Comunista Portuguesa (JCP) e pelo Bloco de Esquerda, dos quais saiu em dissidência, é co-fundador do Movimento Alternativo Socialista (MAS)…

Quanto à FENPROF, que nunca assumiu o Comunismo como a sua ideologia de referência, parece plausível que, pelo menos, de forma encapotada, tenha agido, nos últimos anos, em concordância com a “agenda” partidária do PCP, e talvez também do Bloco de Esquerda, pois só assim se compreenderá a sua inércia perante tantos atropelos cometidos pelo Governo da Geringonça contra os profissionais de Educação…

Ainda para mais, tratando-se de um Governo sem maioria absoluta parlamentar e, portanto, à partida, mais susceptível e permeável a protestos e reivindicações, desde que os mesmos fossem realizados de forma convicta e contundente…

A ter sido assim, poderemos conjecturar que o líder Mário Nogueira possa ter exercido sobre a FENPROF uma influência partidária inapropriada, sobretudo por a mesma nunca ter sido assumida de forma frontal e transparente…

Enquanto ideologia política, não tenho nada contra o Comunismo que, na sua origem, considero como válido, mas basta-me saber que o PCP advoga, há muito tempo, a existência de regimes democráticos em países como a China, a Rússia, Cuba ou a Coreia do Norte, para rejeitar, liminarmente, a identificação com tal Partido Político…

Contudo, isso também não me impediu de participar, sem qualquer tipo de preconceito, em algumas Manifestações convocadas pela FENPROF, tendo Mário Nogueira como líder e assumido militante do PCP, como as que se realizaramem 8 de Março e em 8 de Novembro de 2008, nessa altura, absolutamente imperiosas para todos os profissionais de Educação…

Por seu lado, o S.T.O.P. auto-intitula-se como um Sindicato de todos os profissionais de Educação e apartidário…

De resto, essa auto-denominação tem contribuído para agregar milhares de profissionais de Educação, que se têm mostrado crentes nas palavras e nas acções desse Sindicato…

André Pestana e o STOP tiveram o mérito, inegável e reconhecido, de conseguir despertar e agregar os profissionais de Educação, ajudando-os a abandonar a letargia que os dominava há vários anos…

André Pestana e o STOP tiveram o mérito, inegável e reconhecido, de devolver a Esperança aos profissionais de Educação, mas isso também não significa que estejam imunes a erros…

Decorrente daí, os profissionais de Educação já demonstraram que estão unidos e dispostos a lutar e isso tem-se comprovado pela sua capacidade de mobilização e pela adesão massiva às iniciativas propostas pelos vários Sindicatos, incluindo as da FENPROF…

Até agora, André Pestana e o STOP não evidenciaram sinais de que a sua acção fosse subordinada a “agendas” ou a “fretes” partidários, apesar de muitos dos seus membros serem militantes do MAS, como é do conhecimento público há já algum tempo, ainda que alguns queiram fazer parecer que só agora o descobriram, manifestando uma duvidosa indignação…

Os profissionais de Educação esperam, obviamente, que André Pestana e o STOP continuem desapegados de “agendas” e de “fretes” partidários e que não se deixem deslumbrar pelo êxito até aqui alcançado ou por algum tipo de crença “messiânica”, falaciosa e irracional, tomando decisões precipitadas, acabando por induzir a sensação de abandono ou de traição…

Os profissionais de Educação esperam poder continuar a confiar na força mobilizadora de André Pestana e do STOP e numa conduta honesta, sem objectivos subreptícios ou “agendas escondidas”…

Os profissionais de Educação esperam poder continuar a confiar nas acções futuras do STOP e que a celeuma e a controvérsia, criadas em torno da militância partidária de André Pestana, não passem de uma artificialidade momentânea, com fins nada ingénuos e nada insuspeitos…

O STOP já foi conotado com o Anarquismo, por uns e com a Extrema-Esquerda, por outros…

No que me diz respeito, não me identifico nem como anarquista, nem como radical de Extrema-Esquerda, e até prova em contrário, continuarei a acreditar na capacidade mobilizadora de André Pestana e do S.T.O.P., assim como no seu sentido de responsabilidade e maturidade democrática…

Se alguém quiser qualificar como “anarquistas” ou como “radicais de Esquerda”, aqueles que reconhecem o mérito e a coragem de André Pestana/STOP, da minha parte, afirmo, com toda a certeza, que jamais apoiarei qualquer tipo de Radicalismo, sempre anti-democrático, de ExtremaDireita ou de Extrema-Esquerda…

Neste momento crucial, espera-se que as acções de todos os Sindicatos, independentemente das respectivas convicções políticas e partidárias, respeitem, acima de tudo, o interesse dos profissionais de Educação, cansados e fustigados por tantos vitupérios, desferidos pela Tutela…

Declaração de Interesses:

Não tenho qualquer filiação partidária.

Passei grande parte da minha vida a acreditar que era de Direita, mas já desfiz esse equívoco. As minhas convicções não são subordinadas a nenhum “credo” partidário, mas tenho fortes convicções políticas, que não é o mesmo que partidárias, umas vezes tendencialmente de Esquerda, outras vezes tendencialmente de Direita.

Não suporto estratégias obscuras, potencialmente destituídas de lealdade e de honestidade.

Não acredito na bondade natural de nenhum ego inflado.

Acredito, de forma genuína e convicta, na defesa incondicional da Democracia e é isso que verdadeiramente me move.

Winston Churchill lá teria a sua razão: “A Democracia é a pior forma de governo, à excepção de todas as outras”.

(Paula Dias)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/sera-que-sou-de-extrema-esquerda-e-nunca-tinha-dado-por-isso/

“Docente velho é um problema, mas ser prejudicado ainda é pior” – Joaquim Jorge

 

“Docente velho é um problema, mas ser prejudicado ainda é pior”

“O ministro da Educação mostrou abertura para negociar parte da recuperação do tempo de serviço, no caso dos docentes que foram mais prejudicados.

Naturalmente que é diferente estar no 10.º escalão, ou estar no 4.º escalão. Quando a carreira docente foi descongelada houve docentes que já estavam na parte superior da carreira, no 8.º ou 9.º escalões, que não recuperaram a totalidade dos 2 anos 9 meses e 18 dias.

Essa recuperação foi feita na totalidade ou de forma faseada:

1 – Os docentes recuperavam 340 dias no escalão em que estavam posicionados a 1/6/2019;

2 – Os docentes recuperavam 339 dias no escalão em que estavam posicionados a 1/6/2020;

3 – Os docentes recuperavam 339 dias no escalão em que estavam posicionados a 1/6/2021.

Os docentes que já estavam no cimo da carreira foram prejudicados, pois esse tempo não contou na totalidade. Quando se é mais velho, com 60 e tal anos, e se está no topo da carreira não adianta recuperar tempo de serviço.

Convém os sindicatos e o ministro da Educação não se esquecerem de quem está no topo da carreira.

A forma correta de o fazer seria encontrar uma solução exequível e sensata. O modo de compensar os docentes do topo da carreira que já não beneficiam de recuperação do tempo de serviço seria esse tempo contar para efeitos de aposentação.

Não tem efeitos na sua remuneração, mas tem efeitos no cálculo da sua pensão. É muito diferente um docente aposentar-se com 42 anos, ou 44 anos, ou 45 anos de serviço.

Docente velho é um problema, mas ser prejudicado ainda é pior. Claro que é legítimo os docentes novos e de meia-idade recuperarem o tempo de serviço, mas seria de bom senso darem aos docentes mais velhos que andaram com vários ministros às costas a possibilidade, para efeitos de aposentação, de um bónus do tempo que for recuperado.

Este país não é para velhos, acreditem: ter 65 anos e ainda ter de lecionar é violento. Muitos docentes velhos estão exaustos, outros de baixa médica à espera da hora de se aposentarem. Deixem-nos ir embora.”

Noticias ao Minuto

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/docente-velho-e-um-problema-mas-ser-prejudicado-ainda-e-pior-joaquim-jorge/

Não ter tempo para morrer…! Joaquim Forte

 

Olha, João, em Portugal, é mais difícil ser Engenheiro do que Professor! Já viu, as pontes a cair! Há mais responsabilidade!
É difícil, assim tão difícil, conversar com as pessoas? Ajudar pessoas? O Sr, é um Professor, explicar, conversar, dizer, contar, não está nomeado para construir uma ponte, com cálculos profundíssimos, ter a cadeira de Física feita, por exemplo, onde, em 100 alunos, a média era 11 valores, na cidade da Covilhã, em 1998. Naturalmente, depois de 3 reprovações semestrais! Faziam com 11 valores! É assim tão difícil, conversar?

“Nenhum homem é uma ilha, completo em si próprio; cada ser humano é uma parte do continente, uma parte de um todo”.
Foi John Donne que o disse! Num mundo onde não existe tempo para conversar, descer de si mesmo, acredite, João Costa, para compreender, narrar, contar, dizer, explicar, fica provado que a politica é um caminho de não realização humana. O Inferno é político! Dizem que é vermelho e laranja, amarelado! É contraditório, não é humanista. Frio, está frio, um Portugal que levou esperança, depois da Escola de Sagres, o navegador Infante Sagres, D. Henrique, nos promontórios da fé e da esperança, está comparado como a Roménia. Explorado! Portugal está como a Roménia!
As maiorias absolutas não deviam existir, sabe, o poder é uma doença para muitos homens, homens frágeis de amor e de diálogo. Homens, é certo, que de alguma forma, que tinham uma missão, na escatologia, tornaram-se materialistas de si próprios e dos outros. Metem medo, agem com medo, não andam seguros, andam incautos, sabe, chego à conclusão, João Costa, o senhor não tem tempo para morrer…
Esta narrativa, que à custa de muitos portugueses, que votaram por um mundo melhor, o Sr., ocupou um lugar missionário por uma carreira diplomática. Com que verdade? Com que destino? O Sr., à custa de muita gente humilde, serve-se do seu lugar, não dialoga, não vem ver os Portugueses, venha cá abaixo, converse, explique, conte, peça desculpa, oiça, sirva o país. Com que direito moral é que o Sr, e muita gente que votou PS, esperando um mundo melhor, seja nomeado você e sente-se na cadeira dos autistas?
Sabe, a politica é infernal, cometem-se muitos erros por pressões, são problemas de consciências.
A maioria dos políticos, em Portugal, tem problemas de consciência, a politica devia ser uma missão, melhorar o mundo, não torna-lo autista, difícil, exagerado, mórbido e arrogante.
Mas, uma coisa é certa, tudo passa, o Sr, não é um homem de diálogo, andar no meio do povo, explicar, a sua formação é a de professor. Sabe, depois do Estado Novo, para cá, foi a profissão mais fácil de ingresso. As engenharias são mais difíceis! Sabe, ir de viagem, e uma ponte cair! É mais difícil ser engenheiro do que professor, em Portugal, mas o Sr, não admite, acha que é um engenheiro da educação.
Fica, aqui, o apontamento!
Venha, venha conversar, ouvir os docentes, sentar-se, dialogar, dê um bom exemplo social.
Não vá para longe, venha cá, beba um café, ouça o povo, sente-se!

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/nao-ter-tempo-para-morrer-joaquim-forte/

Sindicatos da Educação: Deixem-se de tretas e lutem pelo bem comum!

 

A propósito da presente luta dos profissionais de Educação, o 1º Ministro António Costa, na entrevista concedida à TVI, no passado dia 16 de Fevereiro, afirmou que: “O país tem de fazer opções”…

Pois que sim, concordo que, em determinadas alturas, o país tenha que fazer opções e a primeira, desde logo, não poderá deixar de ser, livrar-se, o mais rapidamente possível, do Governo, “Poucochinho”, de António Costa…

António Costa, sobejamente conhecido pela sua habilidade em “rasteirar” adversários políticos, até mesmo os do próprio PS, parece agora também disposto a passar uma rasteira aos seus concidadãos, incluindo os que votaram em si, concedendo-lhe uma maioria absoluta parlamentar…

Afirmar que “o país tem de fazer opções” é passar uma monumental rasteira a todos os cidadãos, atribuindo-lhes um ónus ilegítimo:

– É, de forma implícita, atribuir “ao país” uma responsabilidade que ele não pode ter. É atribuir-lhe a responsabilidade pela tomada de determinadas decisões que, na verdade, só podem ser imputadas ao próprio 1º Ministro, enquanto principal decisor e primeiro dirigente da governação…

– A referência “ao país” indicia a prática de uma artimanha por parte de António Costa, que pretenderá escudar-se “no país”, para continuar a tomar certas decisões, relativas aos profissionais de Educação, potencialmente desleais e ardilosas…

António Costa foi mandatado para governar o país, mas não é “o país” que toma as decisões sobre a governação ou estabelece as prioridades da mesma, essa incumbência e essa responsabilidade são do 1º Ministro…

E é aqui que chegamos às medidas governativas direccionadas para a Escola Pública, da incumbência e da responsabilidade do 1º Ministro…

A presente Legislatura começou há pouco mais de 10 meses, mas já se percebeu o “martírio” que ainda estará para vir, se “o país” não se rebelar e não se manifestar…

Inequivocamente, António Costa cedeu à tentação de se considerar como um “Astro-Rei”, ao pensamento egocêntrico, à estratégia do “vale tudo” e à postura política pautada pela sobranceria, pela arrogância e pela vaidade patética, que desrespeitam o voto de todos os cidadãos e a Ética Republicana…

Do “país” também fazem parte os profissionais de Educação e a Escola Pública que, neste momento, têm como opositores declarados António Costa, 1º Ministro, e João Costa, Ministro da Educação…

A estratégia, plausivelmente concertada entre ambos, tem conduzido à, cada vez mais inevitável, deterioração da Escola Pública e a sucessivas tentativas de humilhar os profissionais de Educação…

As propostas, insanas, que têm sido sucessivamente apresentadas pelo Ministério da Educação nas rondas negociais com os Sindicatos são o exemplo paradigmático do desrespeito e da desfaçatez com que os profissionais de Educação são tratados…

Perante essa contenda, tem-se assistido à pretensa “neutralidade” do Presidente da República que, por contrastar, notoriamente, com a sua habitual conduta, não pode deixar de ser interpretada como uma desvalorização dos motivos que levaram os profissionais de Educação à presente contestação…

Por seu lado, os profissionais de Educação já conseguiram ultrapassar um dos maiores obstáculos com que se debatiam: vencer a inércia que os dominava há vários anos e iniciar um verdadeiro movimento de contestação…

Os profissionais de Educação já demonstraram que estão unidos e dispostos a lutar e isso tem-se comprovado pela sua capacidade de mobilização e pela adesão massiva às iniciativas propostas pelos vários Sindicatos…

O país tem assistido a várias Manifestações que reuniram milhares de profissionais de Educação; a várias modalidades de greve; a inúmeras rondas negociais absolutamente infrutíferas, entre a Tutela e os Sindicatos; e a alguns Pareceres e Recomendações dirigidos ao Ministério da Educação, oriundos de várias entidades, todos, na verdade, insuficientes para gerar os efeitos concretos pretendidos…

Por outras palavras, as principais pretensões dos profissionais de Educação continuam por satisfazer e, apesar de todas as acções já encetadas por si, o Governo continua a ignorar ostensivamente tais almejos…

Por tudo o que já se viu até agora, não será possível continuar a combater a arrogância e a obstinação deste Governo, sobretudo nas figuras do 1º Ministro e do Ministro da Educação, sem uma verdadeira união sindical…

E uma verdadeira união sindical só se poderá concretizar se todos os Sindicatos estiverem dispostos a abdicar de protagonismos vácuos e a ultrapassar divergências ou quezílias, aceitando lutar por aquilo que têm em comum: o interesse superior dos seus representados…

Independentemente de serem ou não sindicalizados, no geral, os profissionais de Educação aspiram a confiar nos Sindicatos e, com certeza, esperam deles a sensatez e a maturidade necessárias para se concretizar uma união sindical e uma luta uníssona, que respeite as suas reivindicações…

Se o que, efectivamente, move os Sindicatos é a defesa dos interesses dos profissionais de Educação, não se pode esperar, nem aceitar, que as estruturas sindicais desiludam e defraudem os seus representados, cedendo a acordos ruinosos, por não terem conseguido demonstrar, perante a Tutela, a força de uma verdadeira união sindical…

Espera-se, assim, que todos os Sindicatos se mostrem dignos da confiança dos profissionais de Educação e que não os abandonem num momento tão crucial como aquele que se vive, em prol de algum tipo de vaidade ou corporativismo…

Os profissionais de Educação continuam mobilizados, mas precisam de sentir que todos os Sindicatos os acompanham no enorme esforço de união que tem vindo a ser empreendido…

Espera-se que as acções de todos os Sindicatos, por oposição à má-fé patente em tantas malvadezas perpetradas pelo Governo, consigam incrementar o apaziguamento e a motivação, necessários à preservação da resiliência, por parte dos profissionais de Educação…

Espera-se que, perante a probabilidade, cada vez maior, de ser necessário robustecer as formas de luta, tal possa ser anuído e concertado entre todos os Sindicatos…

Quero acreditar, sem reservas, que ninguém nos pára, mas isso não pode ser apenas uma frase bonita exposta num cartaz, tem que significar muito mais…

E, já agora, que nenhuma estrutura sindical se constitua como mais um opositor aos profissionais de Educação ou como um factor de fragilização da presente luta…

Sindicatos da Educação, chegou o momento:

Deixem-se de tretas e lutem pelo bem comum!

 

Serão, ou não, capazes de o fazer?

Quem vos perdoará, se não o fizerem, correndo o risco de desbaratar toda a força da união que já foi conquistada?

(Paula Dias)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/sindicatos-da-educacao-deixem-se-de-tretas-e-lutem-pelo-bem-comum/

Entretanto a violência continua nas escolas

 

Jovem agredida por cerca de 30 colegas numa escola em Cascais

 

Socos e puxões de cabelo entre duas alunas de 13 e 15 anos numa escola básica em Albufeira

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/entretanto-a-violencia-continua-nas-escolas/

Professor, o empregado que financia o patrão – António Fernando Nabais

 


 
 As reivindicações dos professores têm custos, implicam aumento de despesa. Isso não pode ser iludido, até porque é necessário gastar dinheiro, não há resultados em Educação sem investimento. Gastar dinheiro em professores não é, no entanto, deitar dinheiro fora, é despesa virtuosa.

Ora, a verdade é que os professores são responsáveis por poupanças milionárias, dispensando o Estado, ou seja, o patrão, de gastar dinheiro que deveria ser da sua responsabilidade. Passemos a alguns exemplos.

Os professores pagam do seu bolso as deslocações e/ou o alojamento necessários ao desempenho das suas funções. O carro de um professor, quando o leva até à escola onde trabalha, está ao serviço do Estado sem que este desembolse um único tostão, algo que não acontece no privado ou, a acontecer, está errado. O quarto ou o apartamento que o professor arrenda, para suprir necessidades do Estado, é pago pelo empregado, sem o mínimo apoio do patrão.

No que se refere, ainda, a estas questões de alojamento e de deslocação, realce-se que são os professores contratados ou em início de carreira que estão mais sujeitos a estes gastos, por não conseguirem colocação perto de casa, o que não os torna, contudo, desnecessários ao sistema. Entre os professores, são os que menos ganham que ainda financiam mais o patrão.

Os professores pagam do seu bolso muitas despesas relacionadas com a formação contínua. Note-se que um professor nunca está completamente formado ou informado. Uma licenciatura e um estágio pedagógico são pontos de partida decerto fundamentais, mas não esgotam a formação que deve ser, exactamente, contínua. O professor, ao longo da sua vida profissional, será sempre um estudante, terá de comprar livros, frequentar eventos que, de modo mais ou menos directo, servirão para o tornar mais culto e, portanto, mais capaz.

O sistema de formação contínua formal, assente nos centros de formação espalhados pelo país, tem sido sujeito a uma pressão que sobrevaloriza o comoensinar, relegando para uma quase extinção a formação científica e as didácticas específicas. Os professores, preocupados em compensar esta enorme falha do sistema, ficam obrigados a recorrer a formação paga, quando essa formação deveria ser fornecida pelos centros de formação. Mais uma vez, são os professores a tirar do seu salário o que deveria ser investimento do patrão.

Entretanto, os professores que são artificialmente impedidos de progredir na carreira, mesmo quando reúnem as condições suficientes ou necessárias para tal, ficam a marcar passo, continuando a receber menos do que deveriam, o que permite ao patrão meter mais dinheiro ao bolso ou meter mais dinheiro nos bolsos errados. Ao mesmo tempo, todos os professores do continente continuam a aguardar a reposição de tempo de serviço sonegado, o que corresponde, na prática, a um empréstimo que o Estado não quer pagar.

Os professores que são chamados para classificar exames de secundário estão quase sempre a trabalhar para o ensino superior, desempenhando funções que não lhes pertencem. Esse facto foi reconhecido durante muito tempo, quando eram pagos para classificar os referidos exames. A dada altura, de um ano para o outro, o Estado decidiu deixar de pagar, recorrendo a um outsourcing sem necessidade de despesas, explorando os mesmos funcionários a quem dantes pagava. Relembre-se que este é um serviço de aceitação obrigatória.

Tal como os automóveis privados dos docentes, muito do material dos professores está ao serviço do Estado, sem que este contribua com um cêntimo. Foi, por exemplo, graças aos computadores dos professores que, durante a pandemia, foi possível, apesar de tudo, manter as escolas em funcionamento. Os gastos com diverso tipo de material mantêm-se, poupando ao patrão a simples obrigação de fornecer uma simples esferográfica ao funcionário.

Até há cerca de vinte anos, os cargos de coordenação ou de orientação de estágio implicavam a redução do horário lectivo, o que correspondia, claro, ao pagamento desses cargos. Neste momento, esses cargos obrigam os professores a dispor do seu tempo, mesmo que se recorra ao subterfúgio de usar horas não lectivas. Na prática, e mais uma vez, há professores que têm trabalho e responsabilidades acrescidas e que não são pagos para isso, poupando mais dinheiro ao patrão.

Os exemplos poderiam continuar, mas seria interessante fazer as contas relativamente àquilo que professores são coagidos a poupar a um Estado que é um péssimo patrão. Fica, no entanto, uma certeza: os professores são credores de muito dinheiro.

As escolas têm, ainda, muitos problemas para além destes e é frequente acusar-se os professores de corporativismo, mas, na verdade, o corporativismo está para as classes profissionais como o instinto de sobrevivência está para o indivíduo. A luta dos professores é justíssima e, de tão espoliados, talvez até seja branda. O Portugal democrático conseguiu criar um país em que os alunos e os encarregados de educação são respeitados. Falta fazer o mesmo com os professores e isso implica dinheiro, sem dúvida.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2023/02/professor-o-empregado-que-financia-o-patrao-antonio-fernando-nabais/

Load more