Directores de escolas receberam garantia da tutela. Medida pretende que não faltem docentes para as aulas presenciais que recomeçam a 18 de Maio para os alunos do 11.º e 12.º anos. Lisboa terá mais dificuldades em conseguir contratar porque na região a procura é praticamente nula.
… não verá crianças brincar. Por momento pensará que a alegria do mundo se findou. As crianças já não brincam? Brincam. Não as transformarão em adultos antes do tempo. Não lhes tirarão a alegria de ser crianças, nem que para isso sejam obrigadas a reinventar as brincadeiras.
Quando as crianças deixarem de brincar, poderá o mundo acabar à vontade, não valerá a pena por cá andar.
Façamos contas: se cada máscara custar 0,5€ (que não custou) o investimento do governo foi de dois milhões de euros em máscaras para a comunidade escolar. Esse investimento deverá chegar e sobrar até ao final do ano letivo. Resta saber se os 850 milhões mal investidos a semana passada num banco também são considerados um grande esforço financeiro… (sr. primeiro ministro, pense na conta da luz, da água e dos consumíveis que não tem que pagar por professores e alunos estarem a gastar do seu bolso, faça as contas, acrescente-lhe os impostos que nos enfia nas faturas e verá o lucro surgir-lhe diante dos olhos)
O Governo distribuiu “mais de quatro milhões de máscaras por mais de 500 escolas”, num “esforço financeiro enorme”, e deixa mensagem de confiança: “Desejamos que a partir de segunda-feira entrem na escola com confiança para retomar presencialmente o processo de aprendizagem”.
As escolas podem completar horários de professores, pagar horas extra e até contratar docentes para garantir o regresso às aulas presenciais dos cerca de 160 mil alunos do 11.º e 12.º anos na segunda-feira.
A garantia foi dada pelo Ministério da Educação a diretores de escola, preocupados com a falta de professores para ensinar turmas desdobradas ou substituir quem pertence a grupos de risco.
As normas de regresso às aulas presenciais obrigam a deixar dois metros entre cada pessoa e os sindicatos insistem que o número de alunos por sala não deve ultrapassar os 10 ou 12. Se assim for, as turmas que hoje têm um professor serão desdobradas em duas ou em três. Além disso, os docentes que pertencem a grupos de risco continuarão em teletrabalho. Por isso, é de esperar que sejam precisos mais professores.
Aplicação eletrónica disponível entre o dia 12 de maio e as 18:00 horas do dia 18 de maio de 2020 (hora de Portugal continental), para efetuar a reclamação das candidaturas ao Concurso Externo/Contratação Inicial/Reserva de Recrutamento de 2020/2021.
Sentados no chão com espaçamento de 1,5m entre crianças… vão andar de fita métrica cada vez que uma criança se mexer…
Regras:
Existência de área de isolamento de casos suspeitos de Covid-19, com circuitos definidos e isoláveis
Não utilização de sistemas de ar condicionado em sistema de recirculação; arejamento noturno das instalações se possível.
Existência de um dispensador de gel desinfetante por sala
Utilização de espaços que estejam encerrados, se possível
Rigor na higiene de todos os espaços, com reforço de ações de limpeza e descontaminação, incluindo limpeza de mesas e cadeiras entre turnos nas “cantinas”
Distanciamento entre crianças nas pausas e espaços de refeição
Berços, camas ou catres sempre utilizados pela mesma criança e com espaçamento mínimo de 1,5mt entre si
Turmas fixas, ocupando diariamente o mesmo espaço, com o mesmo educador e com os mesmos circuitos de circulação
Mesas de trabalho orientadas no mesmo sentido (as creches trabalham habitualmente com mesas redonda ou dispostas em “U”)
Uso de “máscara cirúrgica” pelos profissionais e pelas crianças com idade superior a 6 anos (abaixo desta idade a máscara não é permitida)
Espaçamento de 1,5m entre crianças
Os brinquedos pessoais ficam em casa
Os pais devem disponibilizar calçado para uso exclusivo no interior das creches
Os pais não podem entrar nas creches, devendo a entrega e receção das crianças ser feita de forma individual
O momento de crise que vivemos atualmente, com a pandemia de Covid-19/ Coronavirus SARS-CoV-2, levou as instituições educativas por todo o mundo, a necessitar de, num curto período de tempo e de modo massificado, adotar práticas de ensino e aprendizagem a distância, mediadas pela tecnologia.
Uma equipa de investigadores do Departamento de Educação e Ensino a Distância da Universidade Aberta, interessada em compreender este processo de transição acelerada e numa escala sem precedentes, pede a sua colaboração na resposta a um breve questionário sobre a forma como se tem processado esta transição de emergência para a educação a distância, e como ela está a ser vivida e experimentada por diversos agentes educativos, incluindo os Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário.
A questão de partida a que nos propomos responder por meio do estudo, é a seguinte: Como está a ser vivenciado o processo de transição digital acelerada em contexto de Covid-19 nas escolas e nas universidades?
No mesmo espaço, estão também disponíveis os questionários dirigidos a outros agentes educativos (Concretamente, Pais e Encarregados de Educação de Crianças e Alunos do Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário; Docentes do Ensino Superior e Estudantes do Ensino Superior).
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As creches são “um sítio para brincar” e as crianças são “muito pequeninas e, portanto, não é possível” impor-lhes regras de comportamento, disse Graça Freitas na conferência de imprensa diária sobre a evolução da pandemia de Covid-19 em Portugal
No entanto, sublinhou, “devemos fazer tudo, mas tudo, que os adultos e o espaço permitirem para minimizar o risco das suas brincadeiras”.
Durante o fim de semana foram feitas quatro perguntas aos leitores do blog,
As questões foram propostas de forma independente o que fez com que o número de respostas fosse díspar. Optou-se por esta forma, porque uma das questões é apenas direcionada para quem tem filhos em idade para frequentar uma creche.
Os resultados foram esclarecedores sobre a opinião que os nossos leitores têm sobre o assunto, a reabertura das creches no dia 18 de maio.
A primeira questão tem a ver com a informação divulgada sobre a reabertura das creches. é visível que, mesmo com os esclarecimento que foram prestados na sexta-feira, os docentes não ficaram esclarecidos. A falta de noção da realidade que se vive nas creches do nosso país pode estar na origem das informações e regras que foram transmitidas pelos responsáveis escolhidos pelo governo.
Sobre a opinião dos professores sobre se as Creches e JI apenas abrirão por pressão economicista por parte das empresas para libertar os pais trabalhadores para regressarem aos postos de trabalho, as respostas foram no sentido do sim. Os docentes são da opinião que a economia está por de trás desta reabertura. A pressão vem de todos os lados, das empresas, do governo e das próprias creches.
A pergunta a que mais docentes responderam foi a da concordância ou não com a reabertura das creches no dia 18 de maio.
Os resultados mostram uma clara maioria de discordância com o governo sobre esta medida. Os docentes consideram que ainda não é tempo para esta abertura. As razões apontadas nos comentários apresentam várias razões, mas o ainda ser muito cedo e as creches não terem condições para cumprir as regras impostas são das mais apontadas.
A última pergunta foi a que menos respostas teve. A média de idade dos professores assim o dita, já não há muitos professores com filhos em idade de creche.
As respostas apontam para que muitas das crianças que frequentavam creches em março não vão aparecer em maio nas mesmas. O medo, a falta de confiança na exequibilidade das medidas anunciadas, não acalmaram os país. A imprensa, durante o fim de semana, focou bem o problema que pode ser a reabertura deste nível de ensino, os pais leram e ouviram os muitos responsáveis de creches e as suas dúvidas em relação às condições em que poderão executar as medidas propostas.
Não creio que esta reabertura vá surtir um grande efeito na reabertura da economia…
Enquanto a França se prepara para começar retomar a vida pública após oito semanas sob um bloqueio de coronavírus, muitos pais estão profundamente divididos sobre uma pergunta sem uma resposta clara ou correta: Devo mandar meu filho de volta à escola?
Apenas pré-escolas e escolas do 1.ºciclo estão programadas para começar no início, e as aulas serão limitadas a 10 alunos nas pré-escolas e 15 nos outros ciclos.
Alunos fazem teste na instituição mais próxima de casa e podem candidatar-se a todas as instituições da região. Três consórcios, no Norte, Centro e Sul, vão fazer as provas específicas da nova modalidade de acesso às licenciaturas.
Na sequência da Sessão Informativa realizada no dia 8-5-2020 para apresentação das Medidas para Reabertura das Creches pela Direção Geral de Saúde pela Secretaria De Estado da Acção Social, a ACPEEP reiterou a sua posição de que algumas das medidas propostas não são exequíveis nem adequadas para a resposta social de CRECHE, solicitando a respetiva revisão e adaptação.
Referimo-nos, em concreto às seguintes medidas:
1) As crianças não podem partilhar o seu brinquedo / os materiais didáticos com os colegas, os materiais devem ser unipessoais (funcionalmente impossível e pedagogicamente inaceitável);
2) As mesas devem estar viradas para o mesmo sentido, as crianças não devem estar em U (desapropriado, as crianças estão sentadas no chão/no tapete ou em pequeno grupo a imitar/repetir o que a educadora e os colegas fazem, é assim que aprendem, têm que se ver umas às outras, não se mantêm no mesmo lugar e na mesma posição por muito tempo, muito menos sentadas);
3) As crianças devem manter um distanciamento social entre elas, de cerca de 2m (não conseguimos, nem queremos restringir os movimentos das crianças e a sua aproximação dos colegas, não podemos impedir ou orientar as suas deslocações, as interações entre crianças são necessárias ao seu desenvolvimento);
4) Os catres e os berços devem estar a uma distância de 2m entre eles (as salas não têm dimensões suficientes para tal);
5) É preciso haver espaços, que não estejam a ser utilizados, para dividir ou reduzir turmas (na maioria das creches não existem espaços que não estejam a ser utilizados. Além disso, ao dividir os grupos, as crianças deixam de estar com os adultos de referência);
6) Cada bebé deve ter a sua própria espreguiçadeira (não há espaço na sala parque para colocar tantas espreguiçadeiras, mas mesmo se assim fosse, as crianças iriam gatinhar por cima das espreguiçadeiras, porque ficariam sem espaço para exploração);
7) A definição de circuitos de circulação com entradas e saídas distintas, para não haver cruzamento de pessoas, poderá obrigar as pessoas a percorrer mais espaços dentro da instituição. O ideal é não passarem das entradas.
Assumimos que estas medidas não são exequíveis, pelo que os diretores das creches não se podem responsabilizar pela sua implementação. Consideramos que, apesar de tudo, podem existir condições e procedimentos adequados para minimizar o risco de contágio do Covid19 nas creches, sendo que há riscos que nunca poderão ser eliminados, pelo que temos que aprender a conviver com eles.
Estar saudável não é o mesmo de ausência de doença. Ser saudável é viver em ambiente seguro e com equilíbrio físico, mental, emocional e social.
O artigo 31º da Declaração Internacional dos Direitos da Criança consagra que “os Estados Partes reconhecem à criança o direito ao repouso e aos tempos livres, o direito de participar em jogos e atividades recreativas próprias da sua idade ”
Os sindicatos de professores consideram “absolutamente irresponsável lançar o retorno proposto para 18 de maio”.
Unidade sindical. Algo incomum no País Basco. Mas, nesta ocasião, o anúncio da Secretaria de Educação do retorno à sala de aula a partir de 18 de maio para os alunos do secundário levou os sindicatos a unirem forças. Os sindicatos ELA, LAB, STEILAS, CCOO e UGT alertaram a Educação de que os professores não retornarão à sala de aula a menos que as condições de retorno “sejam negociadas e garantam a saúde”.
As centrais sindicais entrarão em contato com os diversos agentes educacionais nos próximos dias para discutir as possibilidades de dar uma resposta conjunta. Os sindicatos afirmam que o plano apresentado pelo Governo Basco para o retorno às escolas não foi “negociado ou elaborado com os representantes dos trabalhadores”. “Trata-se de uma decisão unilateral e imposta, como tem acontecido ao longo da gestão desta crise de saúde”, reclamam.
Uma vez que o plano foi conhecido, consideram que não há condições de implementar o retorno a partir de 18 de maio garantindo a saúde dos trabalhadores e estudantes. A sua opinião é que, a Educação apenas coleta critérios gerais de segurança que estão aquém e estabelece medidas “sem ter trabalhado com as escolas e sem fornecer recursos para poder implementá-los, carregando as escolas com um nível desproporcional de responsabilidade”.
Ou seja, “o plano de retorno é caracterizado pela improvisação e precipitação”. “Seria uma irresponsabilidade absoluta lançar o retorno proposto para 18 de maio.”
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Considera a reabertura das creches e JI uma atitude economicista?
As Creches e JI apenas abrirão por pressão economicista por parte das empresas para libertar os pais trabalhadores para regressarem aos postos de trabalho?
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Tenho refletido, por estes dias, sobre as formas como se poderá iniciar o próximo ano letivo. Esta será a altura própria para pensarmos nisso!
Sim, porque não podemos esperar que em setembro a situação da pandemia esteja resolvida. Os problemas criados pela pandemia nas escolas não passam com as férias do verão e muito menos se resolvem sozinhos.
Parece-me por isso necessário que se comece a pensar em alternativas que sejam viáveis e que não coloquem em causa a saúde pública, será assim até que se encontre um tratamento ou uma vacina.
Perante a continuidade da pandemia em setembro impõe-se as seguintes questões:
Qual o número de alunos por turma?
Quantos professores a mais serão necessários?
Quais as perspetivas relativas à migração de alunos do ensino privado para o ensino estatal?
Perspetiva-se que devido à situação económica do país no pós-covid, haja uma migração de alunos do ensino privado para o ensino estatal, pelo que um aumento de turmas em algumas escolas poderá ser uma realidade.
Pretende o Estado apoiar as famílias para evitar possível migração?
Como se prevê fazer a monitorização da temperatura a alunos e professores?
Quem fornece as máscaras? Serão de uso obrigatório em contexto escolar?
Qual o número de turmas em simultâneo que cada equipamento escolar alberga, para que se cumpra com as regras básicas de distanciamento social?
De que forma poderá a escola recuperar a confiança dos pais?
Qual a responsabilidade de cada organismo, M.E. e câmaras no processo de implementação de medidas?
Como pretendem monitorizar a reabertura de maio e junho para que melhor planear setembro?
Pode até parecer precoce estarmos já a pensar nestas questões todas, mas uma vez que este período, e por sua vez ano letivo, será concluído no formato atual, é importante levantar certas questões que preocupam a comunidade social e escolar.
Ao final das matrículas do ensino público, 26 de junho, junta-se o concurso de professores 2020/2021, que está a decorrer, e obtemos o número de alunos existentes e o número de professores necessários para iniciar o próximo ano letivo.
Não podemos esperar muito mais tempo para decidir, teremos de enfrentar o próximo ano letivo com a certeza de que a situação continuará a ser extraordinária. Agir em vez de reagir!
Contudo, parece-me óbvio que não podemos mandar os alunos de volta à escola com 28 ou 30 alunos por turma. Sempre fui contra as “turmas galinheiro”, mas infelizmente o desinvestimento na educação a isso tem obrigado.
Esta situação poderá ser mitigada caso o ME e o governo desencadeiem medidas excecionais para resolver o problema na ajuda às famílias. Ao não o fazer irão aumentar a despesa pública, tendo de contratar mais professores, sobrando sempre para os contribuintes. Haveria também muita dificuldade de encontrar professores em grande quantidade para o registo de substituição das escolas não agrupadas e agrupamentos.
O facto de o Estado não ter resposta para as creches até aos 3 anos, assim como não ter resposta para um grande número de alunos na educação pré-escolar, sobretudo nas zonas urbanas, seria “obrigado” a apoiar as famílias, através das diferentes formas da resposta social que o país tem.
Neste momento, arrisco-me a dizer que, quanto mais novo é o aluno mais dificuldades estará a ter com este método de Ensino à Distância. As crianças do 1.º ciclo, por exemplo, precisam voltar à escola, porque é uma altura muito delicada da sua vida de aluno é quando aprendem a ler e a escrever e isso faz-se também através do afeto, da proximidade entre professor e aluno. Que seja com máscara e com todas as outras medidas necessárias de segurança, o importante é que voltem!
Todas estas decisões/planificações devem ser elaboradas em estreita colaboração com os organismos responsáveis pela saúde, por forma a acautelarem vários cenários que devem ter em consideração o superior interesse do Aluno.
Neste sentido e no intuito de promover o debate deixo algumas ideias que poderão vir a ser princípio de soluções e de responder às questões levantadas, nomeadamente:
Reduzir as turmas a pelo menos metade do estipulado no pré-covid;
Aumentar proporcionalmente o número de professores;
Desencadear medidas excecionais de apoio às famílias com filhos no ensino privado/cooperativo;
Criar turnos duplos em todas as escolas; (manhã / tarde);
Complementar o presencial com o ensino à distância com turnos semanais;
Garantir a distribuição de máscaras à comunidade;
Garantir a existência e reposição de produtos de higiene (sabão líquido, papel higiénico, papel de secagem de mãos);
Criar sistema de monitorização periódica da temperatura corporal;
Definir bem o papel de cada entidade no que toca à responsabilidade no cumprimento do estabelecido (M.E., câmaras);
Recolher e analisar todos os dados relativos à reabertura de alguns graus de ensino em maio.
Regressar é imperioso! É agora o tempo de planear!
Em resumo, são estes os desafios que se colocam à educação em Portugal a partir do próximo mês de setembro:
Reforçar radicalmente a autonomia nas escolas.
Assegurar que cada escola ou agrupamento constitui uma infraestrutura tecnológica sustentável e um padrão de práticas que a prolongue de forma permanente para o espaço online.
Desenvolver de forma gradual a competência dos professores para a educação online.
Iniciar um percurso gradual de apropriação cultural do telemóvel para a prática pedagógica.
Manter um serviço público, pedagógico, televisivo de alta qualidade para as populações que pretendam aprender mas não têm alternativas e assegurar, desde já, através desse serviço, um programa de alfabetização e de literacia digital.
Apesar de algumas das medidas anunciadas esta sexta-feira já estarem contempladas nos planos de contingência das creches, outras, agora anunciadas e que serão formalizadas nos próximos dias, são um autêntico desafio para educadores, crianças e pais.
No essencial, as medidas detalhadas pela DGS são as seguintes, para todas as creches:
Existência de área de isolamento de casos suspeitos de Covid-19, com circuitos definidos e isoláveis
Garantia de substituição de funcionários doentes
Não utilização de sistemas de ar condicionado em sistema de recirculação
Existência de um dispensador de gel desinfetante por sala
Encerramento de espaços não utilizados
Arejamento dos espaços com abertura de portas e janelas
Rigor na higiene de todos os espaços, com reforço de ações de limpeza e descontaminação, incluindo limpeza de mesas e cadeiras entre turnos nas “cantinas”
Distanciamento entre crianças nas pausas e espaços de refeição
Berços, camas ou catres sempre utilizados pela mesma criança e com espaçamento mínimo de 2m entre si (há creches que se queixam de falta de espaço para implementar esta medida)
Divisão de turmas, tornando-as mais pequenas
Turmas fixas, ocupando diariamente o mesmo espaço, com o mesmo educador e com os mesmos circuitos de circulação
Mesas de trabalho orientadas no mesmo sentido (as creches trabalham habitualmente com mesas redonda ou dispostas em “U”)
Uso de “máscara cirúrgica” pelos profissionais e pelas crianças com idade superior a 6 anos (abaixo desta idade a máscara não é permitida)
Espaçamento de 2m entre crianças (medida que a própria DGS reconhece não ser de fácil aplicação)
Material didático não deve ser partilhado entre as crianças
Os brinquedos pessoais ficam em casa
Os pais devem disponibilizar calçado para uso exclusivo no interior das creches
Os pais não podem entrar nas creches, devendo a entrega e receção das crianças ser feita de forma individual
No caso do transporte das crianças em viaturas disponibilizadas pelas creches, ou empresas prestadoras desse tipo de serviço, serão aplicadas as mesmas regras em vigor para os transportes públicos.
O plano do Ministério da Educação para o regresso às aulas presenciais para os alunos do 11.ª e os 12.ª anos de escolaridade não será perfeito. Mas classificá-lo como irresponsável e absurdo, como fez o líder do maior sindicato dos professores, é passar um atestado de incompetência aos diretores de escolas, aos professores e também aos alunos.
É certo que o cumprimento das regras anunciadas vai depender em grande parte da capacidade das escolas e dos recursos técnicos e humanos disponíveis. Todos os estabelecimentos de ensino têm as suas particularidades, quer em dimensão quer em contexto social e económico. Todos são diferentes, como o são professores e alunos.
O que é importante é minimizar as desigualdades no ensino. É bom não esquecer que a presença dos alunos não será obrigatória e, portanto, adivinha-se que os estudantes com melhores condições económicas vão socorrer-se de mais explicações, recurso que já seria frequente nesta fase do calendário escolar, independentemente das circunstâncias atuais. Portanto, é necessário garantir aos outros alguma justiça nas condições em que serão avaliados.
Duvidar ainda que os alunos serão capazes de se comportarem dignamente durante os intervalos que terão de permanecer dentro das salas de aulas é tratar, por exemplo, os mesmos jovens que estão na vanguarda da consciencialização ambiental como irresponsáveis.
Os professores estão neste momento à beira de um ataque de nervos. À custa do ensino à distância estão exaustos. Precisam de preparar aulas na Internet, enviar trabalhos, corrigir e responder aos alunos e aos encarregados de educação. E muitos são ao mesmo tempo pais e mães de filhos iguais aos seus alunos.
Argumentar que as escolas não são capazes de garantir o bem-estar e segurança de toda a comunidade é contribuir para a degradação da imagem dos professores construída muitas vezes por quem os representa.
A professora Cláudia recebeu um convite de videochamada de um aluno, para acabar insultada na praça pública. Paula diz que o peso dos pais no ensino à distância deixa-a mais perto de desistir. Os docentes estão à beira de um ataque de nervos e as baixas psicológicas e psiquiátricas não param de chegar.
Professores apontam a intervenção dos pais como um dos maiores motivos de stress. Ora comentam o que está a lecionar durante uma aula, ora dão as respostas aos filhos enquanto assistem à mesma, ora pedem aos educandos para a interromper com determinadas perguntas, ora exigem menos trabalhos, ora exigem mais.
As ferramentas utilizadas entre professores e alunos vieram “abrir a porta a muita gente com falta de princípios”, escondidos “cobardemente” atrás das mesmas.
“Em 26 anos de trabalho, pela primeira vez, fui insultada.” As aulas corriam normalmente, em formato de videoconferência, para garantir que a matéria fluía da mesma forma para todos. Um dia, depois de ter dado por terminada a aula síncrona, Cláudia recebe um pedido para atender uma nova videochamada de um aluno. Do outro lado, ouviu ser-lhe repetido vezes sem conta o mesmo insulto, “porca”.
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De acordo com as declarações recentes (7 de maio) do Secretário de Estado da Educação, João Costa, os alunos dos 11º e 12º anos deverão frequentar as aulas em disciplinas nas quais não pretendam realizar exame.
Pensava que o critério era o da «realização dos exames», contudo o Secretário de Estado da Educação respondeu que a escola não visa apenas preparar os alunos para exames, mas também gerar aprendizagens.
Foi então que reformulei a ideia inicial: «então, o critério é o das aprendizagens».
Mas se este é o critério, então porque não têm aulas em todas as disciplinas, mesmo naquelas em que não se realizarão exames?
E já roçando o limite do disparate ainda procurei responder: «porque o critério é o dos exames».