Rui Cardoso

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Que escolas têm registo de casos positivos de Covid-19?

Covid-19. Saiba que escolas têm registo de casos positivos

Do ensino público ao privado, do básico ao superior, os estudantes enfrentam um cenário inédito, com novas regras para combater potenciais surtos nas instituições. O regresso às aulas em regime presencial pode estar condicionado e algumas escolas encerraram temporariamente. Acompanhe a resposta da comunidade escolar à pandemia do novo coronavírus.

[última atualização a 2 de outubro às 13h00]

 

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 Recomendações para a Melhoria das Aprendizagens dos Alunos em Matemática

 

O Grupo de Trabalho de Matemática (GTM), constituído pelo Despacho n.º 12530/2018, de 12 de dezembro, publicado em 28 de dezembro, alterado pelo Despacho n.º 7269/2019, de 16 de agosto, produziu o relatório Recomendações para a Melhoria das Aprendizagens dos Alunos em Matemática, que se publica na página eletrónica da Direção-Geral da Educação (DGE).

Mais se informa que a versão preliminar do presente relatório foi sujeita a audição pública entre o verão e o outono de 2019, tendo sido recebidos 85 pareceres e contributos, assinados em nome individual, por grupos de professores e por entidades. Foram realizadas seis reuniões com educadores e professores de Matemática de diversas regiões de Portugal Continental e, ainda, realizadas quinze reuniões presenciais, maioritariamente na DGE, tendo sido, para tal, convidadas diversas entidades, nas quais se incluem associações, sindicatos e sociedades científicas.

Para a elaboração da versão final do relatório, todos os contributos foram analisados e discutidos. Procurou-se considerar tantas sugestões quanto possível, mantendo a coerência do documento. A última secção do atual relatório apresenta as recomendações organizadas em quatro domínios: o currículo de Matemática, dinâmicas de desenvolvimento curricular, avaliação do desempenho dos alunos e formação de docentes.

 

 

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Perguntas e Respostas para dúvidas sobre a COVID-19 nas escolas

 

Semanas depois de milhares de crianças regressarem às aulas ainda existem procedimentos que deixam dúvidas. Quais são os conselhos dos especialistas e das autoridades para casos de febre? E de contactos com infectados?
O PÚBLICO reuniu perguntas (e respostas) sobre a covid-19 e as escolas.
Semanas depois de milhares de crianças regressarem às aulas ainda existem procedimentos que deixam dúvidas. Quais são os conselhos dos especialistas e das autoridades para casos de febre? E de contactos com infectados?
O PÚBLICO reuniu perguntas (e respostas) sobre a covid-19 e as escolas.
Num ano lectivo diferente dos outros em muitas coisas (e com o país em situação de contingência pelo menos até 14 de Outubro), há regras que alunos, professores, pais e funcionários já sabem que têm de seguir — há que respeitar o distanciamento, a utilização de máscara no recinto escolar e as regras de higiene já conhecidas. Mas se há coisas que a comunidade escolar sabe de cor, existem alguns procedimentos que ainda deixam dúvidas. Se uma criança tiver sintomas quem liga para a linha SNS24? São os pais ou é alguém da escola? E se o aluno esteve com alguém infectado a escola deve ser avisada? O PÚBLICO reuniu conselhos de um especialista em saúde pública e da autoridade da saúde para responder a algumas destas dúvidas.
Esta semana, a directora-geral da Saúde avançou que existem 12 escolas com surtos identificados do novo coronavírus: cinco no Norte, uma no Centro, seis em Lisboa e Vale do Tejo e nenhuma no Alentejo e Algarve. No total, estão “78 pessoas implicadas como casos positivos para SARS-Cov-2 que depois originaram contactos e pessoas em isolamento num número diferente deste”, revelou Graça Freitas em conferência de imprensa na segunda-feira, informação que voltou a reforçar esta quarta quando foi ouvida na Comissão de Saúde da Assembleia da República.
O que se deve fazer se um aluno tiver febre na escola?
Uma vez que a febre é um dos sintomas covid-19, os procedimentos são iguais aos de um caso suspeito. Se o aluno tiver uma temperatural corporal superior 38ºC deve ser contactado o encarregado de educação, a linha SNS 24 ou outras linhas telefónicas criadas especificamente para este efeito.
No guia de controlo de transmissão da covid-19 nas escolas da Direcção-Geral da Saúde (DGS) é feita, no entanto, uma ressalva: “Importa considerar que a febre é um sinal inespecífico, que faz parte do quadro clínico de outras doenças. Durante o período de inverno, é comum crianças e jovens apresentarem quadros respiratórios decorrentes de outras doenças.
E o que fazem os pais se o filho tiver febre?
A resposta a esta questão foi dada por Graça Freitas numa das conferências sobre a covid-19, uma semana antes do regresso às aulas. A directora-geral da Saúde deixou um apelo para que os encarregados de educação não levem para a escola uma criança “que apresente febre, tosse ou outros sintomas” de infecção.
O que devem fazer os encarregados de educação?
O primeiro passo é ligar para a linha SNS24, que fará a triagem à distância. Por aí, os pais serão informados quanto ao que devem fazer a seguir. “Até pode ser posta de parte a hipótese de ser uma doença por covid, e a criança ser encaminhada para outra situação. Se nesta triagem for considerado que é um caso suspeito, os pais têm de avisar a escola e a escola tem de avisar a autoridade de saúde”, explicou Graça Freitas. “É esta linha de comunicação que é muito importante.”
osto isto, a autoridade de saúde terá de tomar duas decisões: testar a criança com sintomas e fazer “um inquérito rápido à escola para perceber se alguns alunos, até se saber o resultado do teste, precisam de ficar em isolamento profiláctico apenas por precaução”.
Quem liga para a linha SNS24, a escola ou os pais em casa?
À partida são os pais que ligam para a linha SNS 24 nos dois casos. Se um aluno for identificado como caso suspeito enquanto está na escola deve ser acompanhado por um adulto até à área de isolamento. A seguir, o encarregado de educação deve ser contactado, informado sobre o estado de saúde do filho, e deve dirigir-se à escola, preferencialmente em veículo próprio. Já na área de isolamento, deve ser o encarregado de educação a contactar o SNS 24, mas, segundo o guia da DGS, o director ou outro funcionário pode realizar o contacto telefónico se tiver autorização prévia do encarregado de educação.
Se a criança ou o jovem apresentar sintomas da covid-19 quando estiver em casa também são os pais que contactam a linha e seguem as orientações que lhes forem dadas.
Se a criança tiver sintomas será automaticamente testada?
Não necessariamente. De acordo com Bernardo Gomes, especialista em saúde pública, a triagem clínica pode determinar que isso não é indicado por haver “explicação alternativa plausível e probabilisticamente mais indicada”. “Uma das questões que temos de evitar é a testagem sem indicação porque se gastam recursos importantes quando não são necessários”, explica ao PÚBLICO o também docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).
Segundo o guia da DGS, o teste é prescrito pela autoridade de saúde a todos os casos suspeitos e apenas aos contactos de alto risco, e deve ser realizado o mais rapidamente possível.
E se não for? Os pais podem tomar essa iniciativa?
Sim. De acordo com o especialista, essa iniciativa fica sempre “à liberdade da família. “No entanto, por uma questão de poupança de recursos, recomenda-se que seja feita apenas quando indicada por um profissional de saúde”, refere. Há ainda que ressalvar que o teste é gratuito apenas quando é prescrito através do Serviço nacional de Saúde (SNS) ou entidade que cubra o respectivo custo.
Se o aluno teve contacto com um caso infectado a escola deve ser informada?
No caso de a criança ter ficado em isolamento por causa desse contacto a resposta é sim. “A comunicação do isolamento profiláctico de uma criança, por ser contacto de um caso, deve ser feita à escola através do envio da declaração de isolamento, até para justificar faltas e accionar mecanismos que permitam a criança acompanhar, dentro do possível, a actividade escolar”, refere Bernardo Gomes.
Ainda assim, o especialista deixa um alerta: “Convém dizer que um dos equívocos comuns é considerar que existe risco imediato para contactos de contacto de caso, como seria o exemplo da turma em questão. O esclarecimento cabal da questão, para evitar equívocos, deve ser feito entre a direcção da escola e a unidade de saúde pública local. No limite, a criança até pode não ser considerada contacto de risco, avaliação que deve ser feita pela respectiva unidade de saúde pública”, diz.
Se os pais tiverem filhos em escolas diferentes e um deles estiver em isolamento devem avisar a outra escola?
Não. Segundo explica Bernardo Gomes, não se coloca essa obrigação no caso de ser um isolamento profiláctico (contacto de um caso infectado). “Se estivermos a falar de um caso enviado para casa para isolamento, possivelmente a irmã/irmão terá de ficar em isolamento profiláctico e aplica-se a circunstância descrita na situação anterior”.
O filho teve um teste laboratorial positivo. O que fazem os pais?
Um estudante que esteja infectado deve permanecer em isolamento, seguindo as indicações da autoridade de saúde, até cumprir “com os critérios de cura” e poder regressar ao recinto escolar, segundo descreve a DGS no seu guia.
Como é feita a substituição se um professor estiver infectado?
A substituição é feita tal como nos outros anos, através da chamada reserva de recrutamento, uma espécie de bolsa para professores sem contrato que não foram colocados. As escolas devem comunicar, numa plataforma, quais as necessidades de substituição de professores que têm. As escolas indicam essas necessidades até a um dia específico da semana, normalmente à quarta-feira e a tutela responde à sexta — o professor tem 48 horas para se apresentar na nova escola.
A única novidade neste ano é que, nessa plataforma, existe um campo específico para a covid-19, ou seja, para assinalar os docentes que se tenham de ausentar por motivos relacionados com a doença. Quanto ao tempo que demora um docente a ser substituído, idealmente uma semana, mas basta que o professor apresente, por exemplo, um atestado médico a uma quinta-feira para que o processo de substituição só avance na quarta-feira seguinte.
Como é feito o acompanhamento escolar a um aluno se este for o único em isolamento?
Tanto o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, como o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, explicam que a solução apresentada pode variar de escola para a escola. Mas, de uma forma geral, explica também o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, se for apenas um aluno para casa (ou um grupo minoritário da turma), e já que os professores não podem duplicar os seus encargos, serão os directores de turma a orientar o trabalho com o encarregado de educação em casa em articulação com os professores da turma — esta solução funciona no 2.º e 3.º ciclos e secundário.
No caso do primeiro ciclo, a articulação é entre o professor titular de turma, o encarregado de educação e o aluno. No pré-escolar, a articulação é entre o educador de infância e o encarregado de educação, no sentido de se fazerem algumas actividades em casa. Já se for a turma toda para casa, ou a maioria da turma, diz Manuel Pereira, aí os professores darão aulas à distância. Mário Nogueira afirma que, por norma, o aluno em casa recebe o apoio que é possível aos professores darem, tendo em conta que estão a dar aulas presenciais ao resto da turma. Mas vão sendo enviados textos e actividades para que aquele aluno vá estudando em casa e não fique fora da actividade curricular durante aquelas duas semanas. Quando vai a turma inteira para casa, o docente trabalha com a turma à distância durante aquele período.
Algumas excepções podem prever que um professor com horário incompleto dê apoio a alguns dos alunos que tenham de ir para casa. Filinto Lima acrescenta que pode haver uma articulação entre o Estudo em Casa, a telescola, a escola e os alunos em quarentena. Mas ressalva que cada escola tem o seu plano de ensino à distância para responder a esses constrangimentos.
Vai ser feita medição da temperatura nas escolas?
Não. A medição de temperatura não é obrigatória nem é uma medida recomendada, segundo a DGS. “Qualquer pessoa, aluno ou pessoal docente ou não docente que frequente o estabelecimento de educação ou ensino deve vigiar o estado de saúde e não se deve dirigir para a escola se verificar o aparecimento de sintomatologia”.
Além disso, segundo a Comissão Nacional de Protecção de Dados, a recolha de dados de saúde nas escolas só pode ocorrer se houver manifestação explícita de vontade por parte do aluno ou do encarregado de educação. Ainda assim, as escolas têm autonomia para tomar algumas decisões e podem determinar que a medição da temperatura seja feita à entrada do estabelecimento de ensino.
As crianças têm menor risco de contrair a doença?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos em crianças e jovens até aos 18 anos representam apenas cerca de 1 a 3% das infecções mundiais. Ainda assim, estes parecem ser tão susceptíveis à infecção quanto os adultos, apesar de apresentarem formas ligeiras ou assintomáticas (sem sintomas) da doença. Sabe-se, no entanto, que o período de incubação (que se estima ser entre 1 e 14 dias) é igual em crianças e adultos.
Qual é o papel das crianças na transmissão?
A DGS refere, no seu guia, que o contributo das crianças na transmissão de SARS-CoV-2 não é ainda bem conhecido, pelo que são necessários mais estudos. “Embora os menores possam ser menos afectados, importa considerar o elevado número de contactos que estes podem ter no contexto escolar e na comunidade. Até hoje, foram relatados poucos surtos envolvendo crianças ou estabelecimentos de educação ou ensino. Contudo, o baixo número de casos entre pessoal docente e não docente sugere que a disseminação de covid-19 em contexto escolar limitada”.

 

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Os CG funcionam a bel-prazer…

Este órgão tem de ser repensado de forma a devolver a real democracia às escolas…

Os Conselhos Gerais das Escolas

…

Voltando ao regime de autonomia, administração e gestão das escolas, cumpre-me aqui informar que, tal como previsto para o ensino superior, também as escolas secundárias e os agrupamentos de escolas passaram a ter um conselho geral – que desempenharia as funções da administração, substituindo em muito, pelo menos teoricamente, a administração central. Seria (e é) composto por um número relativo de professores e pessoal não docente eleitos, encarregados de educação auto-designados, membros designados pela autarquia e membros designados por organizações da comunidade local. As escolas secundárias também elegem alunos para o CG. O seu presidente é eleito pelos seus membros (num máximo de 21) não sendo obrigatório que seja escolhido um professor.

As competências do CG são essencialmente de eleição e supervisão do diretor (nome já de si de má memória e muito mal escolhido) podendo demiti-lo, e de supervisão geral do(s) estabelecimento(s) de educação e ensino.

Teoricamente muito bem! Lembro-me de ter estudado esta partição de poderes – administração/gestão, a primeira para a comunidade educativa, a segunda para o diretor – quando fiz a minha primeira Pós-graduação em Administração Escolar na Universidade de Aveiro em inícios de 90. Influências da governação das escolas nos países da Europa do Norte.

A aplicação veio quase vinte anos mais tarde. Mas, tal como a Professora aponta para a relação de autêntica manipulação do CG pelos Reitores, o mesmo – ou pior – acontece no geral das escolas e agrupamentos: Os diretores “mandam” nos CG, manipulam-nos para a sua eleição ou continuidade no cargo, os membros do dito CG estão completamente desinteressados das suas funções e competências e as reuniões são praticamente reduzidas a carradas de informações dadas pelos diretores. [Fico a saber que, infelizmente, os Conselhos Pedagógicos – órgão da máxima importância nos regimes jurídicos anteriores – limitam-se agora também a ouvir infindáveis informações dos diretores… ]

Quem disse, quem pensou, quem acreditou que este povo, amarfanhado na sua maioria pela ignorância rural e eclesiástica e pela desinstrução instituída ao longo de séculos, estaria já pronto para responder aos desafios da democracia representativa, da cidadania ativa, da intervenção dinâmica nas instituições?

Que me desculpem, mas vão ter de passar décadas antes que isso aconteça. E, por favor, não me venham com exemplos esporádicos, que esses, embora muito apreciáveis, não contam para a generalidade de um país que se quer moderno e interventivo.

Graça Sampaio, in picosderoseirabrava

 

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Fraco é o lider que sacode a água do capote…

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Nós continuamos a descontar todos os meses

 

ADSE promete reembolsar beneficiários em menos de 60 dias

Beneficiários esperam mais de cinco meses para reaver o dinheiro das consultas do regime livre. Em 2021, a ADSE exige 56,1 milhões ao Estado para pagar despesas com aposentado isentos de contribuir.

No próximo ano, a ADSE compromete-se a resolver os atrasos no reembolso do dinheiro adiantado pelos beneficiários que recorrem a médicos sem convenção com o sistema de protecção na doença da função pública. O conselho directivo assegura que, em 2021, os reembolsos do regime livre serão pagos em menos de 60 dias após o envio das facturas, respondendo a uma das principais queixas dos beneficiários que, em média, têm de esperar pelo menos cinco meses para reaver o dinheiro.

 

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As medidas de distanciamento que (des)cumprem…

Nas escolas aplicamos medidas ao centímetro, porque até já há quem queira levar a tribunal diretores, professores e funcionários. A caminho da escola é isto e ninguém fala em levar a empresa de transportes seja para onde for… Regras… nós cumprimos.

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E o 4G nas escolas? Demora?

Os computadores estão atrasados, mas da internet 4G já nem se fala…

 

Em 2018, segundo o estudo divulgado, apenas 32% dos estudantes portugueses frequentavam estabelecimentos de ensino onde velocidade da internet poderia ser considerada “suficiente”, muito abaixo da média da OCDE que então se situava em 67,5%.

Estes resultados constam do relatório “Políticas Eficazes, Escolas de Sucesso”, feito com base em inquéritos realizados em 2018, durante os últimos testes do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) da OCDE.

Em Portugal, apenas 15% dos computadores existentes nas escolas eram portáteis, um valor novamente abaixo da média de 40% registada entre os países membros da OCDE.

Sobre a existência de plataformas de ensino online eficazes, apenas 35% dos diretores de escolas portuguesas responderam afirmativamente, numa altura em que mais de metade dos diretores da OCDE diziam já ter esse equipamento

 

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Professores de AEC com perdas de rendimentos de mais de 100€

As municipalizações e outras que tais dão nisto…

Tondela: professores queixam-se de quebra de rendimentos. Câmara passou gestão das AEC para empresa privada

Os professores das atividades extracurriculares (AEC) em Tondela sentem-se injustiçados por o município ter transferido a gestão para uma instituição de solidariedade social. Dizem que estão a perder rendimentos e queixam-se de não terem sido devidamente esclarecidos. Na tarde desta quarta-feira, cerca de 15 docentes concentraram-se frente à Câmara para obterem respostas. Afirmam que a situação ainda é “mais precária” da que já têm por ainda não estarem integrados.

Daniel Fernandes fez as contas e diz que, por exemplo, quem antes recebia 500 euros, agora, com o novo protocolo e com os valores que lhes foram apresentados, aquilo que levam para casa será “menos que 400 euros”. Já outro colega, que há 14 anos anda de contrato em contrato, fala numa perda anual de dois mil euros. Tudo porque o valor da hora até aumentou três cêntimos, mas os professores sustentam que deixou de ser pago, como até então era feito, o subsídio de natal, de férias e a indemnização pelo fim de contrato ao fim de nove anos.

“Não temos uma justificação, mas com este protocolo com a empresa, o município vai poupar 30 mil euros”, sublinha, ainda, Daniela Fernandes.

Já Isabel Lopes lamenta que as regras do jogo tenham sido dadas a conhecer, já quando se encontravam a trabalhar. “Esta foi uma notícia que recebemos quando já estávamos a trabalhar há duas semanas. Contas feitas, vamos ter um corte em cerca de 20 por cento”, desabafa. Na opinião da professora, cabe agora à autarquia negociar com a IPSS que ficou com a gestão da atividades extracurriculares. A colega Catarina Almeida sente que foi enganada pela autarquia de Tondela.

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A Saúde24 aconselha 3 dias em casa por “sintomas gripais”, mas…

Um conselho vale o que vale, cada um é livre de aceitar segui-lo ou não, mas o que acontece a quem o seguir?

A Saúde 24 aconselha a permanência em casa durante um período de três dias, mas quem justifica essas faltas?

Como estão a proceder os agrupamentos? Quem passa o atestado médico? A Saúde 24 assegura a informação ao médico de família e o “doente” vai buscar o atestado à Unidade de Saúde Familiar, ou é o “doente” com “sintomas gripais” que tem que marcar uma consulta?

Há procedimentos que ficaram com a “solução” a meio…

Como estão a proceder nos vossos Agrupamentos? Deixem os vossos comentários…

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Já não bastava o COVID, agora aparece a Legionela…

 

Detetada legionela em dois centros escolares de Paredes

 

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Começaram as promessas aos mesmos de sempre…

Nada que não se estivesse à espera, mas ainda são só promessas…

 

OE2021: FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NÃO DEVERÃO SER AUMENTADOS NO PRÓXIMO ANO

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Envelhecimento e falta de docentes, proposta por Manuel Queirós

 

A comunicação social noticiou no últimos dias que a maioria dos professores tem idade superior a 50 anos e que haverá falta de docentes durante o presente ano letivo.
Estes dois problemas estão completamente ligados entre si. Por um lado é necessário rejuvenescer a classe docente, por outro lado, se permitirem um aposentação mais cedo haverá problemas na sua substituição, em algumas disciplinas.
A solução é fácil? Não. É possível resolver o problema? Sim.
A questão toda está no “Como?”. A resposta é de uma simplicidade admirável: Tornar a profissão docente mais atrativa.
No curto prazo é necessário fazer regressar ao concurso os muitos professores profissionalizados que enveredaram por outras profissões durante a crise anterior. Modificar os intervalos de horários, subindo para umas 12h semanais o horário mais pequeno. Abrir todas as vagas possíveis no quadro definitivo.
A longo prazo será necessário trabalhar com as Universidades para reabrir os cursos específicos para a docência. Reabilitar a imagem dos professores (talvez a parte mais difícil depois de anos a fazerem o contrário). Repensar o concurso nacional e o tamanho dos QZPs.
Obviamente que será necessário algum dinheiro para realizar estas propostas, mas se não se fizer nada vamos regressar ao tempo dos anos 80 e ter pessoas a lecionar sem formação própria para o efeito.

 

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Dia Mundial dos Professores e os Professores na linha da frente – Webinar

 

 

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Audiências caíram mais de 70%?

Não é de admirar. Já todos estávamos à espera, afinal de contas o ensino presencial está de regresso e veio para ficar (dê por onde der).

Não me entendam mal, eu sou a favor que a emissão continue. Pode ser que alguns dos alunos que cumprem ou terão de cumprir quarentena aproveitem (pelo menos os interessados ou com pais responsáveis). Sempre pode ser que evitemos de construir uns quantos planos de recuperação de aprendizagens por via das quarentenas que por aí proliferam.

#EstudoEmCasa voltou, mas as audiências caíram mais de 70%

 

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O Medo – Santana Castilho

O Medo

Começou um ano lectivo marcado pelo sacrifício de boa parte das necessidades de crescimento de crianças e jovens à decantada segurança sanitária. Os alunos regressados à escola tiveram certamente dificuldade em reconhecer os rostos dos colegas e dos professores, parcialmente tapados por máscaras sanitárias. A comunicação verbal, elemento essencial em aula, sairá fortemente limitada pelas máscaras, dificultando as aprendizagens. A quase supressão dos recreios, as limitações de todo o tipo de convívio e de contacto físico, as restrições ao uso das casas de banho, bares e refeitórios, não contribuirão para o bem-estar dos alunos.
A perturbação angustiante da nossa vida social e das nossas emoções, causada pelo cemitério de números e dados estatísticos sobre a covid-19, pobremente contextualizados e explicados, em que se transformaram os noticiários televisivos, terá consequências de caráter permanente.
Uma informação séria relacionaria sempre o aumento do número de infectados com o incremento do número de testes aplicados. Com efeito, a duplicação desse número não quer dizer, necessariamente, que tenha aumentado a disseminação do vírus. Uma informação séria daria mais importância à evolução do número de mortos e internados que ao número de infectados. Com efeito, se este número aumenta e aqueles diminuem, uma leitura possível é que o vírus esteja a perder perigosidade. Uma informação séria alarmaria menos e relativizaria mais. Por exemplo, poderia recordar-nos dados fornecidos por Graça Freitas (30.1.19), sobre a epidemia de gripe de então: taxa de incidência de 89,3 casos por 100 mil habitantes, quando hoje 20 por 100 mil nos atiram para o índex de país perigoso; 12.380 óbitos no mês de Janeiro; 23 pessoas internadas em cuidados intensivos numa só semana.
Muita informação do mesmo tipo, despejada continuamente sobre as pessoas, acaba desempenhando o papel de trolls perniciosos, apostados em moldar as nossas emoções e fomentar o medo, para nos dispor a aceitar regras, sem lhes questionar a validade.
As zaragatoas nas ventas de quem não tem sintomas, procurando um coronavírus em cada esquina, trouxeram aos trabalhadores com piores salários (restaurantes e zonas turísticas) desemprego e layoff e às empresas com crónicas fragilidades financeiras (a maioria) uma espiral de falências. Já em finais de Abril, os números divulgados pelo Banco de Portugal eram assustadores e ainda a procissão ia no adro. O medo transformou os lares dos velhos em prisões e condenou-os a penas que não podem entender. O medo encerrou os parques infantis ao ar livre, castrando imbecilmente as crianças do direito de brincarem. As múltiplas proibições e obrigações, redefinidas hora-a-hora por catadupas de informações inúteis, incoerentes e contraditórias, são impostas pelas novas brigadas dos costumes sanitários, que despejam álcool-gel na inteligência dos cidadãos, enquanto o vírus comtempla o esplendor da desumanização que os humanos criaram e o pivot da pátria é expulso da comissão de honra de Luí Filipe Vieira.
Poucos parecem reflectir sobre o preocupante modo de governar pelo medo, a pretexto da segurança sanitária, aceitando as constantes restrições à liberdade, decididas sem respeito pela legalidade constitucional, num apagar sistemático das interacções sociais fundadoras do relacionamento humano.
O medo é um fenómeno psicológico caracterizado pela tomada de consciência de que estamos expostos a um perigo, seja ele real ou imaginário. Quem não se lembra do papão e do escuro, ameaças da nossa infância, ou dos espectros recentes dos vários fins do mundo, dos choques apocalípticos dos meteoros com a terra, do terrível bug informático, que sorveria toda a organização da nossa sociedade no virar do milénio, ou dos sucessivos anúncios da iminente terceira guerra mundial?
Só a inteligência e a análise serena dos factos nos pode ajudar a distinguir o medo legítimo e razoável do medo despropositado e exagerado, originado por coisas que acabam por nunca acontecer. O medo favorece a ascensão dos piores, corrói a lucidez e é terreno fértil para demonizar os que não vão na onda da histeria colectiva. A continuarmos assim, não me surpreenderá que eu ainda viva para lutar contra vacinações obrigatórias, impostas a sociedades sem vontade própria e alimentadas por sistemas de ensino meramente utilitários.
In Público de 30.9.20

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Alunos portugueses são únicos da OCDE com cada vez melhores resultados

Alunos portugueses são únicos da OCDE com cada vez melhores resultados

Os alunos portugueses foram os únicos da OCDE que têm vindo a melhorar significativamente os seus desempenhos a Leitura, Matemática e Ciências, segundo uma análise que compara o desempenho académico de jovens de 15 anos desde 2010.

Esta é uma das conclusões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) com base nos resultados que os alunos de 15 anos têm nos testes PISA (Programme for International Student Assessment), desde 2010.

Na última década, os gastos médios por aluno nos países da OCDE aumentaram mais de 15% mas este investimento não se traduziu em grandes melhorias de desempenhos escolares, revela o relatório divulgado esta terça-feira.

A única exceção é Portugal. O país destaca-se por ser o único país da OCDE que conseguiu que os seus alunos “melhorassem significativamente” os seus conhecimentos ao longo dos anos a Leitura, Matemática e Ciências.

Os resultados foram divulgados esta terça-feira na publicação “Effective Policies, Successful Schools” (Políticas Efectivas, Escolas de Sucesso), que constitui o quinto e último volume de série PISA 2018, que agrega dados de 79 países e economias.

Nesta comparação entre o dinheiro investido e os resultados académicos, o secretário-geral da OCDE, Angek Gurría, chama também a atenção para o caso de sucesso registado em quatro províncias da China: Pequim, Xangai, Jiansgsu e Zheijiang.

Os alunos chineses obtiveram melhores resultados a Matemática e Ciências, quando comparados com os restantes alunos dos outros 78 sistemas de ensino analisados.

Além disso, numa análise comparativa entre estudantes de diferentes meios sócio-económicos, os chineses mais carenciados conseguiram ter melhores resultados do que o aluno médio da OCDE. O grupo de 10% de alunos desfavorecidos chineses estão ao mesmo nível de desempenho que o grupo dos 10% de alunos favorecidos de alguns países da OCDE.

 

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Há idiotas no “recreio” das redes sociais…

Os alunos portugueses não andam ao molho, mas também não andam separados e sem qualquer contato com os colegas de turma. São as tais “bolhas”. No recreio os alunos brincam e sociabilizam com os colegas de turma por uma questão de controle no caso de contágio. As regras assim o definem. As escolas tudo fazem para que assim seja e não se tornem fontes de surtos para a sociedade. (O que se passa fora dos portões da escola já são outros quinhentos…)

Mas, há sempre quem tente denegrir, da pior forma, a imagem das escolas… para isso já temos os políticos, não necessitamos de “idiotas”.

Escola portuguesa afasta crianças no recreio?

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O que falha em Portugal para termos uma Educação de sucesso?

 

Uma distribuição mais equilibrada dos recursos materiais entre escolas desfavorecidas e favorecidas ou, existindo diferença, é a favor das primeiras; uma menor diferença de recursos educacionais entre alunos favorecidos e desfavorecidos; um maior e melhor acesso às novas tecnologias e à internet e a existência de programas de promoção de um uso correto e responsável das mesmas; frequência do pré-escolar por dois ou mais anos; um menor número de retenções; mais professores qualificados; menos alunos por turma; um número adequado de pessoal não docente; horários letivos equilibrados, nem horas a mais nem horas a menos (o ideal é entre 24 a 27 horas por semana. Menos de 20 e mais de 39 são nocivas); existência de espaços na escola para os estudantes fazerem os seus trabalhos de casa, com funcionários que os ajudem e supervisionem nessa tarefa; disponibilização de atividades extracurriculares culturais, desportivas ou musicais; programas de tutoria para os alunos; comunicação assídua com os pais e um maior envolvimento destes na comunidade escolar. Em traços gerais, estes são os pontos fortes de um bom sistema de educação.

 

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Portugal no 3.º lugar na falta de Assistentes Operacionais

É o tal problema dos rácios… 1 para 21, mas esquecem-se de ter como critério o horário das escolas…

 

Portugal é o terceiro país onde os diretores de escolas sentem mais falta de funcionários

Portugal surge depois do Japão e Marrocos como o terceiro país onde os diretores mais sentem a carência de profissionais.

s diretores das escolas portuguesas são dos que mais sentem a falta de recursos humanos e consideram que isso influencia negativamente o desempenho escolar dos alunos, segundo um estudo da OCDE que coloca o país em terceiro lugar.

Logo a seguir ao Japão e a Marrocos surge Portugal como o país onde os diretores mais lamentaram a falta de recursos humanos, revela o inquérito divulgado esta terça-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), realizado em 2018, durante a realização dos testes PISA (Programe for Internacional Student Assessment).

Além dos testes PISA feitos por estudantes de 15 anos, a OCDE realizou inquéritos a alunos e diretores e um dos temas abordados foi precisamente a perceção sobre a falta de professores e restantes funcionários assim como as suas qualificações.

Quando se analisa todos os funcionários – professores, assistentes técnicos e operacionais – Portugal surge depois do Japão e Marrocos como o terceiro país onde os diretores mais sentem a carência de profissionais.

Já os diretores da Bulgária, Montenegro e Polónia são os que menos relatam este problema, segundo o estudo Effective Policies, Successful Schools (Políticas Efetivas, Escolas de Sucesso), que analisa dados de 79 países e economias.

Alguns diretores sentem que o maior problema é a falta de professores enquanto outros se queixam da falta de funcionários. Em Portugal, os diretores apontam mais o dedo à escassez de assistentes técnicos e operacionais, considerando que prejudica o ensino.

 

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Plenário Sindical online  30 de setembro de 2020 – 18:00 h  – SPZC

 

Plenário Sindical online

 30 de setembro de 2020 – 18:00 h 

ORDEM DE TRABALHOS
  1. Análise Político Sindical;
  2. Impacto da Pandemia (COVID 19) na vida das escolas;
  3. Progressões na carreira e Avaliação de Desempenho;
  4. Concursos de Professores

Inscrição obrigatória 

Plataforma zoom: 

Como requisito técnico necessário, terá que instalar a aplicação ZOOM

Em alternativa pode aceder à reunião online no site do Zoom.us, colocando o ID que vai receber no seu e-mail após a inscrição.

Para esclarecimentos adicionais e personalizados podem utilizar os nossos contactos que pode consultar em www.spzc.pt

Inscreva-se aqui até às 12:00 h do dia 29 de setembro

 

Com a confirmação da inscrição serão enviadas credenciais e instruções para participar no Plenário

Saudações sindicais

 

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Falta de professores nas escolas. Reservas de recrutamento estão a esgotar-se

O Arlindo referiu todos os números aqui no Blog.

A Zona de Lisboa e Algarve vão ser as primeiras a sentir, mas não as únicas…

 

Falta de professores nas escolas. Reservas de recrutamento estão a esgotar-se

Na semana passada, havia mais de três mil vagas para preencher nas escolas portuguesas. O vice-presidente da Associação Nacional de Professores, Manuel Oliveira, diz que a tendência é para piorar e que as reservas de recrutamento estão a esgotar-se. Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos, assegura que o problema é estrutural e não se resolve a “apagar fogos”.

A contabilidade não está feita, mas serão muitos os alunos portugueses, sobretudo das regiões de Lisboa e vale do Tejo e do Algarve, que começaram as aulas com furos no horário. Filosofia, Matemática, Geografia, Inglês e Informática/TIC são as disciplinas com mais falta de docentes.

Todas as segundas-feiras chegam às escolas novos professores contratados para suprir as faltas ou substituir os colegas de atestado ou baixa médica, que entregaram a declaração por pertencerem a grupo de risco da covid-19 ou, ainda, que se reformaram.

Até agora, nas três reservas de recrutamento realizadas, já foram colocados 18 335 professores, o que corresponde a mais do dobro do ano passado pela mesma altura (em que tinham sido colocados 7204) e a mais de metade dos professores que concorreram neste ano e fazem parte das listas de contratação inicial.

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O que é ser professor? É ter uma tarefa de grande nobreza.

 

 

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Regulamentação da contratação de mais 1500 assistentes operacionais

 

Está publicada em Diário da República a portaria que regulamenta a contratação de mais 1500 assistentes operacionais para as escolas.
Tal como anunciado, trata-se de um procedimento que visa implementar um processo de contratação mais célere.
No recrutamento poderá recorrer-se a trabalhadores que já constam das reservas de recrutamento internas.
Estes 1500 assistentes operacionais vão reforçar o corpo de pessoal não docente em escolas de todo o país, incluindo nos municípios já abrangidos pela transferência de competências na área da Educação, no âmbito da descentralização.
A esta contratação acrescerá a revisão da portaria de rácios, que comportará um aumento adicional de assistentes operacionais nas escolas, com vinculação à Administração Pública.

 

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12 escolas com surtos ativos de Covid-19

E muitas mais com “surtos inativos” ou casos isolados… Porque não dão as informações completas?

 

Há doze escolas com surtos ativos de Covid-19

a conferência de imprensa de atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus em Portugal, Graça Freitas afirmou que a Direção-Geral da Saúde (DGS) foi notificada, até à data, de 12 surtos de covid-19 em escolas.

Segundo a diretora-geral da Saúde, cinco escolas com surtos estão localizadas na região Norte, uma no Centro e seis em Lisboa e Vale do Tejo.

“No total temos nestes surtos 78 pessoas implicadas com casos positivos para SARS-coV-2”, disse Graça Freitas, esclarecendo que não estão incluídos nestes números as pessoas que têm de estar em isolamento.

A diretora-geral da Saúde disse ainda que estes dados dizem apenas respeito aos surtos que foram reportados, podendo ter aparecido em várias escolas um caso isolado, que habitualmente vêm da comunidade.

 

 

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63% dos Professores do quadro têm mais de 50 anos

Professores do quadro com 50 ou mais anos já são mais de 60%

Últimos dados da DGEEC confirmam a entrada no ensino público de milhares de contratados não está a contribuir para o rejuvenescimento da carreira.

Cerca de 63% dos professores que estavam no quadro em 2018/2019, último ano para o qual há informação, tinham idades iguais ou superiores a 50 anos, segundo mostram dados da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) a que o PÚBLICO teve acesso

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Perguntas e respostas aos trabalhadores em caso de isolamento profilático

 

Isolamento profilático por covid-19

Clique na imagem

 

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No caso dos professores não há lugar a teletrabalho quando em isolamento profilático

 

Qualquer trabalhador que a autoridade de saúde determine que deve permanecer em casa, seja por estar doente com covid-19, seja por haver uma probabilidade de ter sido exposto a um foco de infeção, tem direito a um subsídio de doença que não está sujeito a período de espera e cujo valor corresponde a 100% da remuneração de referência.

Sempre que o trabalhador fique impedido de exercer a sua atividade profissional no período indicado para o isolamento, quer esteja ou não doente, e não possa exercer a sua atividade no regime de teletrabalho, o isolamento profilático é equiparado a situação de doença. Mas tem de ser decretado por uma autoridade de saúde e motivado por uma situação de grave risco para a saúde pública.

No caso dos professores não há lugar a teletrabalho, porque as aulas estão a acontecer em regime presencial, mas não só. Para que tal acontecesse a entidade patronal teria que pôr ao dispor de cada docente em isolamento os meios para que tal acontecesse. Como bem sabemos as escolas não dispõe desses meios (computadores, internet portátil…).

Se algum diretor, mais zeloso, vos tentar impingir a continuidade do que aconteceu no terceiro período, recorram aos vossos sindicatos

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Só 16 estabelecimentos com casos positivos?

Não é esse número que nos chega via email e msn… por exemplo, ontem chegou-nos uma mensagem a alertar para casos em 3 agrupamentos em V. N. de Gaia… verdade ou não? Não temos confirmação.

Há (pelo menos) 16 escolas com casos de covid-19, mas não há dados oficiais

Nem o Ministério da Educação, nem a Direcção Geral de Saúde (DGS) revelam o número de casos de covid-19 nas escolas, depois da reabertura do ano lectivo. Mesmo sem dados oficiais, é possível contabilizar, pelo menos, 16 estabelecimentos com casos positivos.

Esta contagem foi feita pela Rádio Renascença junto das instituições de ensino público e privado que reportaram infecções do novo coronavírus. No total, são 16 as escolas assinaladas com casos de covid-19 entre alunos, professores e funcionários, considerando dados contabilizados até sexta-feira às 16 horas.

Começando a norte, o Agrupamento de Escolas António Feijó, em Ponte de Lima, reportou um aluno infectado que deixou a sua turma de quarentena em casa, mas a escola continua aberta.

No Centro Escolar da Lixa e na Escola Secundária da Lixa, em Felgueiras, há uma pessoa infectada que deixou 21 alunos e dois profissionais do Agrupamento em isolamento.

No Colégio Eurythmia no Porto, há quatro profissionais infectados. Mas depois de ter encerrado inicialmente para reforço de higienização, a escola já está a funcionar.

O Liceu Francês Internacional no Porto reportou dois casos que colocaram 161 alunos a ter aulas à distância, mas que já voltaram às aulas.

No Colégio de Nossa Senhora do Rosário, também no Porto, três alunos da mesma família testaram positivo na primeira semana de aulas, levando três turmas ao isolamento.

No Jardim de Infância da Escola Básica Nº 3 de Espinho, há 20 pessoas em quarentena depois de uma funcionária e de uma criança terem sido diagnosticadas com covid-19, mas o estabelecimento não fechou.

Em Viseu, a Escola Básica 2,3 de Penedono encerrou por falta de funcionários depois de uma ter testado positivo à covid-19 e continua sem abrir.

Na Guarda, a Escola Secundária Afonso Albuquerque tem um aluno infectado, mas as aulas seguem normalmente e nenhuma turma ficou de quarentena.

Em Leiria, na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira, um aluno infectado foi à aula de apresentação do ano lectivo, mas usava máscara e nenhuma turma ficou isolada, continuando a funcionar normalmente.

Na Escola Profissional de Leiria, foi reportado um caso positivo de covid-19, mas nenhuma turma ficou em isolamento.

O Politécnico de Leiria também continua a funcionar depois de dois casos positivos, um na Escola Superior de Tecnologia e Gestão e outro na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar que funciona em Peniche.

O Colégio do Planalto em Lisboa colocou 59 estudantes em quarentena depois de dois alunos terem testado positivo, mas não encerrou.

A Escola Secundária Básica 1 / Jardim de Infância das Laranjeiras, em Lisboa, encontra-se encerrada por tempo indeterminado depois de funcionários terem testado positivo. É a falta de funcionários que mantém o espaço fechado.

No Colégio Saint Julian’s em Lisboa, três alunos da mesma família testaram positivo, deixando três turmas em isolamento, mas continua a funcionar.

A Escola Secundária de Palmela colocou 21 turmas no regime de aulas à distância, depois de ter sido confirmado um caso positivo num assistente operacional. A escola encerrou inicialmente por falta de funcionários, mas já está a funcionar.

Finalmente, a Escola Secundária Pinheiro e Rosa, em Faro, tem uma turma em isolamento após uma aluna ter testado positivo.

 

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O martírio, dos professores, de andar com a casa às costas

 

“Às vezes, acho que vou andar com a casa às costas até me reformar”

São 18 586 os professores contratados colocados até ao momento. Quantos deles foram colocados, e aceitaram a colocação, longe de casa não se sabe ao certo, mas estima-se que sejam alguns milhares. Que vida levam e como é que a pandemia veio afetá-la?

É de Mirandela e há 12 anos que o seu futuro profissional tem o prazo de validade de um ano letivo, que só conhece em finais de agosto, princípios de setembro, e que é diferente a cada ano.

Ilda Cristina Contins, 40 anos, professora de Matemática e Ciências Naturais, já passou pelo Laranjeiro, em Almada, por Odivelas e Amadora, na Grande Lisboa, por Pias e Amareleja, no Alentejo, por Faro, Silves e agora Loulé, no Algarve. A cada ano, volta à casa de partida, que é a da família, e de lá sai rumo a sul, à procura de casa adotiva. Já perdeu a conta àquelas por onde passou, mas são uma das maiores dificuldades que um professor deslocado enfrenta. Em poucas semanas, há que encontrar alojamento e os preços raramente são de feição.

“Na região de Lisboa e arredores são incompatíveis com o salário de um professor contratado, a maioria divide casa ou aluga quarto. No Algarve, os preços são um bocadinho melhores, mas em junho, julho, os senhorios querem as casas para alugar aos turistas. É complicado”, diz.

Este ano, a pandemia jogou a favor de Cristina, no que à casa diz respeito, porque permitiu-lhe manter a que tinha. “Com a quebra no turismo, os senhorios preferiram jogar pelo seguro e eu fiquei. Com os anos, os contratados vão conseguindo fazer alguns cálculos que lhes permitem antecipar em que zona serão colocados e com que horários. Esta vida requer jogo de cintura”.

Requer. E Cristina parece tê-lo. Assim como dedicação à causa. Em março, quando as escolas fecharam, não pôs sequer a hipótese de voltar para Mirandela e fazer de lá a base para o ensino à distância. A dar aulas ao primeiro ciclo do ensino básico num meio desfavorecido e a uma turma em que a maioria não tinha computador ou acesso às tecnologias, a professora ficou por perto, para garantir que não deixava ninguém para trás. “Todas as semanas ia entregar fichas e trabalhos ao agrupamento, que os encarregados de educação iam buscar e depois traziam. Assim, os meus meninos não perderam o contacto com a escola”.

A 700 quilómetros de casa, que permitem apenas visitas em período de férias letivas, este ano nem na Páscoa pôde matar saudades da família, devido ao confinamento.

Em todos os concursos, “por descargo de consciência”, candidata-se a colocações na sua região, mas sem qualquer esperança de conseguir vaga. “A maioria dos professores são do norte e a maioria das vagas está no sul. Seria preciso que um elevado número de professores lá em cima se reformasse para existir uma hipótese de ficar lá e mesmo assim as vagas que vão surgindo vão para os mais graduados e efetivos que pedem mobilidade. Às vezes acho que vou andar com a casa às costas até me reformar”, diz Cristina, que tem o Algarve e o Alentejo como alternativas de eleição.

Apesar de este ser o seu terceiro ano na região algarvia, o que pode dar ideia de alguma estabilidade, a verdade é que quando o ano acaba, nunca sabe, com certeza, o que o próximo lhe reserva. Este ano, foi colocada na terceira reserva de recrutamento, no agrupamento de escolas Duarte Pacheco, em Loulé, com turmas de 5.º e 6.º anos, a dias de o novo ano letivo arrancar. “Ainda fui a tempo da receção aos alunos e da reunião de pais da minha direção de turma”.

Não é fácil estar longe da família, não é fácil manter um relacionamento amoroso estável nem tantas vezes adiar a vida pessoal (e os filhos) à espera que a carreira assente, não é fácil a solidão e o isolamento dos lugares novos, que pesam (e desmotivam) mais à medida que o tempo passa, mas Cristina não desiste de ser professora. Nem em tempos de pandemia, que levou muitos colegas a não concorrerem (ou aceitarem colocação) a lugares muito longe de casa. “Para quem tem filhos e família constituída é mais complicado sempre, mas acho que este ano ainda mais. Por não quererem estar longe neste contexto, mas também porque não estão para se deslocar, com tudo o que isso implica, por um horário incompleto e temporário, que pode deixar de existir se se passar a teletrabalho, por exemplo”.

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Que dirá, agora, a Graça em relação a esta informação?

Que medidas serão aplicadas? Quando? Continuarão a passar a mensagem que a escola é o lugar mais seguro para se estar? O uso de máscara passará a ser obrigatório para todos os alunos? A resposta a estas e mais perguntas durante os próximos capítulos diários…

“Crianças com sintomas transmitem o vírus como os adultos”

Perito da organização encarregado de vigiar e controlar as ameaças para a saúde dos europeus, o italiano Bruno Ciancio tem uma certeza: nunca vamos estar totalmente preparados para os ataques da Natureza e o que é verdade num momento pode deixar de o ser logo a seguir.

Ao contrário do que aconteceu há seis meses, agora parece assente que o confinamento deve ser a última opção. O responsável do ECDC garante que o foco na covid-19 não fez aumentar as mortes por outras doenças, está preocupado com as sequelas deixadas pelo vírus nos doentes ligeiros e assegura que as crianças com sintomas, sobretudo as mais pequenas, transmitem o vírus até mais do que os adultos.

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Alunos limpam secretárias devido à falta de funcionários

Mas devia tornar-se uma prática corrente…

Alunos limpam secretárias devido à falta de funcionários

A falta crónica de assistentes operacionais pode tornar-se uma ameaça às aulas presenciais. As escolas só na próxima semana devem receber a autorização para contratar os 1500 funcionários prometidos pelo primeiro-ministro. Uma semana após o arranque do ano letivo, o balanço é “positivo”. Mas o disparar das baixas pode determinar o fecho das escolas, alerta o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte.

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Escolas poderão ir buscar assistentes em falta sem abrirem novos concursos de contratação

Escolas poderão ir buscar assistentes em falta sem abrirem novos concursos de contratação

Para garantir mais rapidez na colocação, os novos 1500 assistentes operacionais prometidos esta semana pelo Governo poderão ser retirados das bolsas que se destinavam apenas à substituição de funcionários de baixa. Processo deve iniciar-se na próxima semana.

Ministério garante que, no total, há mais 2200 funcionários a caminho das escolas

Ministério garante que, no total, há mais 2200 funcionários a caminho das escolas 

A partir da próxima semana, os directores das escolas poderão ir buscar assistentes operacionais que estão em lista de espera para assegurarem funções permanentes nos seus estabelecimentos. Esta será uma das formas através das quais o Ministério da Educação (ME) tentará assegurar um processo mais rápido de contratação dos assistentes operacionais, cuja escassez tem vindo de novo a ser denunciada por directores e pais neste início do ano lectivo.

 

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Turma fica de quarentena profilática, mas os professores não?!!!

Tudo assenta no “presume-se”. Presume-se que o professor não circula pela sala de aula. Presume-se que as salas de aula têm espaço para que o afastamento de 2 metros seja cumprido entre o professor e os alunos. Presume-se que o professor não tocou em nenhum objeto tocado pelos alunos. Presume-se que nenhum aluo foi ao quadro resolver um exercício e ficou durante algum tempo a ma distância inferior à recomendada do professor. Presume-se que no final da aula nenhum aluno se aproximou do professor para tirar uma dúvida. Presume-se… Julga-se segundo certas probabilidades. Conjetura-se. Supõe-se e tem-se suspeitas…

Se isto dá para o torto lavam-se as mãos, porque os critérios que estão a ser usados pelos delegados de saúde no que diz respeito a casos que surgem nas escolas não são de conhecimento público. Ou seja, do que não sabes, não podes reclamar. Mas podes sempre reclamar por não saber.

Turma do secundário fica de quarentena profilática, os professores não

 

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Cartoon do Dia – Espirrei!!!

 

 

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Dois casos de covid-19 deixam vinte pessoas de escola de Espinho em quarentena

Segundo o coordenador da Proteção Civil, Pedro Louro, apesar de terem sido apenas diagnosticados dois casos é possível que o número venha a “aumentar nos próximos dias“.

Dois casos de covid-19 deixam vinte pessoas de escola de Espinho em quarentena

Vinte pessoas do jardim-de-infância da Escola Básica N.º 3 de Espinho, em Aveiro, estão a cumprir um período de quarentena, depois de terem sido detetados dois casos de covid-19 no estabelecimento, entre os quais uma funcionária que se encontrava assintomática.

A funcionária realizou o teste após ter sido sinalizada como contacto de risco, depois de um dos seus familiares ter sido infetado com covid-19. A turma acabou por ser submetida a testes de despiste ao novo coronavírus e uma das crianças testou positivo ao vírus.

Segundo declarações do coordenador da Proteção Civil, Pedro Louro, à Lusa, apesar de existirem 500 pessoas que frequentam o estabelecimento escolar só uma sala é que foi encerrada. “A escola continua a funcionar porque só fechámos a sala da turma em questão e a cantina, já que todo o edifício estava com circuitos de circulação separados. Ao fim do dia já vamos fazer a desinfeção dos espaços do jardim-de-infância”, declarou.

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Cartoon do Dia – É apenas uma constipação!!

 

 

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ADSE: ATÉ 31 DE DEZEMBRO PODEM INSCREVER-SE COMO BENEFICIÁRIOS DA ADSE OS PREVPAP OU EM CASOS ANÁLOGOS

Até 31 de dezembro podem inscrever-se como beneficiários da ADSE os PREVPAP ou em casos análogos e não tenham renunciado expressamente à sua inscrição como beneficiários da ADSE 

 

Foi aberto um período excecional de inscrições na ADSE para os trabalhadores que tenham constituído novo vínculo de emprego público, no âmbito do programa de regularização extraordinária dos vínculos precários da Administração Pública (PREVPAP) ou em casos análogos e não tenham renunciado expressamente à sua inscrição como beneficiários da ADSE.

A inscrição deve ser requerida necessariamente até 31 de dezembro de 2020.

O modelo de requerimento encontra-se disponível na página da ADSE (aqui) e será igualmente enviado às entidades empregadoras que o devem facultar aos interessados, acompanhado do correspondente boletim de inscrição.

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Protestos por segurança nas escolas face à Covid

 

 

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Porque falham as nações com turmas numerosas, por Paulo Prudêncio

 

Porque falham as nações com turmas numerosas

O ensaio Porque Falham as Nações, de Daron Acemoglu e James Robinson, conclui sobre a história universal dos últimos três milénios: as nações não falham por causa da geografia, da cultura ou da ignorância, mas pela incapacidade em transformar políticas, instituições e empresas extractivas (que acumulam a riqueza em “elites” e oligarquias) em inclusivas (que distribuem a riqueza e diminuem as desigualdades). E sublinha que só a consolidação do modelo inclusivo durante décadas é que se repercute positivamente no crescimento económico, nas empresas, na cultura e na escolarização.

O Congo, que tem abundantes riquezas naturais, permanece há séculos nos lugares cimeiros dos países pobres porque vive subjugado à extracção. Mobutu é o exemplo recente. E é curioso: foram os portugueses que deram a conhecer a escrita aos congoleses, no século XVI, mas em pleno século XXI a nação de Camões e Pessoa ainda não erradicou o abandono escolar precoce nem a pobreza do seu território. O facto também se deve a “elites” extractivas. Foi assim com a escravatura, com o ouro, com as especiarias, com o colonialismo e com a recente crise de empresas parasitárias associadas ao sistema bancário, que resultou no desinvestimento nos últimos 15 anos em estruturas como a escola pública, depois de duas ou três décadas promissoras (sublinhe-se que os resultados em educação surgem duas décadas depois).

O excesso de alunos por turma é um indicador extractivo que a pandemia radiografa. E, nem por acaso, o parlamento reprovou, em Junho, a inclusiva redução de alunos por turma (é preferível uma lei que estabeleça turmas de 20 com excepções por inexequibilidade, do que turmas de 30 com as mesmas excepções). Foi Nuno Crato quem decretou o aumento das turmas e a extracção resiste a tudo: fim da troika, geringonça, superavit e pandemia. Explicou a sentença em 15 de Junho de 2013: “Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade.” O ex-ministro contrariou o sistema inclusivo relatado por William Golding, Nobel da literatura em 1983 e professor no 1º ciclo durante três décadas, numa entrevista à RTP2 nesse ano: “Com 30 alunos não há método de ensino que resulte, mas com 10 alunos todos os métodos podem ser eficazes.”

A epifania de Crato tornou-se imutável e não apenas por pragmatismo. É aconselhada e considerada madura por “gurus” da inclusão escolar, uma área muito prejudicada com as turmas numerosas. A educação tem este azar com políticas extractivas, suportadas por “gurus”, que a representação institucional não consegue transformar em inclusivas. Na educação até existem associações científicas de professores nas mais diversas áreas, só que não são ouvidas; também por culpa própria. E há 16 sindicatos.

Noutro exemplo da mesma família que explica a prevalência extractiva, os governos de Sócrates, e também de Barroso, impuseram um elenco de medidas reprovadas por todos, mas que continua vigente. Destacam-se: avaliação de profissionais assente numa burocracia impessoal que saturou os exercícios, sistemas de avaliação de alunos “amigos” da exclusão da educação especial ou daqueles de quem se espera fracos resultados académicos, e modelo extractivo de gestão das escolas públicas.

Até se criam instituições para alargar a representatividade, só que rapidamente passam a ilusões. Transformam-se em câmaras de eco mediático de quem governa. É assim nas nações que falham. Nesta fase, salientam-se as diligentes organizações de dirigentes escolares (é um exercício temporário que representa 0,8% dos professores e que, pasme-se, já vai em três espécies de associações) e de encarregados de educação. Têm a palavra mediática ajustada sobre tudo o que é didáctico, científico e organizacional. Para se perceber melhor, e pensando na actualidade, é como se na saúde, e quando se mediatizam actos médicos, infecções e epidemias, não se ouvissem especialistas, ordens e sindicatos, mas o dirigente hospitalar e o profissional dos utentes e amigos dos hospitais.

Acima de tudo, se o ensino tivesse representação institucional inclusiva, era difícil avançar com propostas destinadas ao insucesso, havendo soluções estruturais, exequíveis e sustentadas para o problema. A redução de alunos por turma foi reprovada no parlamento, mas os papéis partidários satisfizeram os desígnios populares e anularam um imperativo que é um indicador inclusivo para o sucesso das nações a médio e longo prazo, e uma componente crítica decisiva em tempos de pandemia.

 

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