Os Interessados na BCE Disseram…

Directores acusam ministério de não ter em conta “os interesses das escolas”

 

 

Conselho das Escolas não poupa críticas ao projecto de revisão do diploma dos concursos para a colocação de professores, apresentado pelo Ministério da Educação.

 

 

 

Depois dos sindicatos dos professores, é a vez de os directores dos estabelecimentos de ensino criticarem o projecto para a revisão do diploma dos concursos de colocação de docentes apresentado pelo Ministério da Educação (ME). Consideram que este não tem em conta “os interesses das escolas”.

Num parecer aprovado nesta quinta-feira, o Conselho das Escolas, que é o órgão que representa os directores junto do ME, frisa que “as escolas, os alunos, as comunidades educativas e os seus interesses têm vindo a ficar cada vez mais arredadas do sistema de recrutamento e mobilidade do pessoal docente, como se lhes fosse indiferente os professores que nela trabalham”.

Em causa está, para o Conselho das Escolas, a manutenção na proposta do ME de um modelo no qual as escolas “deixaram de poder definir qualquer critério para selecção do pessoal docente”. A última vez que tal sucedeu foi com a chamada Bolsa de Contratação de Escola, que foi abolida pelo actual ministro da Educação pouco após a sua tomada de posse.

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6 comentários

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    • Anonimo on 23 de Dezembro de 2016 at 17:33
    • Responder

    A «cunha», o «compadrio», o «amiguismo». o «favorecimento»…. é a continuidade deste estado de coisas que os denominados “diretores” gostavam de ver no diploma sobre concursos.

    Felizmente, as pessoas tem os olhos bem abertos e já perceberam como funcionam estes mecanismos manhosos que reinaram nas escolas com autonomia, escolas TEIP e outros esgotos que ainda vão sobrevivendo.

    Espero que a figura de “diretor” termine o mais rápido possível, pois muitos deles nem para gerirem uma mercearia serviam, são de uma mediocridade atroz.

      • Nuno Barata on 23 de Dezembro de 2016 at 17:44
      • Responder

      Concordo plenamente. Há 3 anos no meu agrupamento foi selecionado um contratado porque era giro, tinha olhos azuis e agradou à sra diretora. Um incompetente que não sabia nada de educação especial. Sabia era ter o carro parado durante a noite à porta dela. E os contratos foram sendo renovados. E mais não digo…

    • Nuno Barata on 23 de Dezembro de 2016 at 17:39
    • Responder

    Os diretores não têm de definir critérios nenhuns para recrutar pessoal docente. Se assim fosse não faltariam critérios manhosos definidos propositadamente para os amigos e os bajuladores. Uma grande parte dos diretores não são imparciais. A maioria não é isenta. Têm preferências. Têm queridos e queridas que lhes lambem as botas e outros que punham a andar se tivessem poder para tal. Os diretores não devem ter poder para recrutar professores!!! Aliás ninguém deveria poder ser diretor ou exercer qualquer cargo num órgão de gestão sem estar devidamente habilitado para tal com formação especializada em gestão e administração escolar. Muitos não a têm. Espero que o novo modelo de gestão das escolas que anda a ser preparado devolva a democraticidade às escolas e que muitos srs. diretores e diretoras voltem às salas de aula. Estamos fartos de ver sempre os mesmos há décadas na gestão.

      • Anonimo on 23 de Dezembro de 2016 at 19:26
      • Responder

      Quando aqueles que até agora tem sido «diretores» forem mandados para as Salas de Aula, muitos aposentação e outros colocam as mãos à cabeça por não saberem o que fazer.

      Há um conjunto de «borra botas» que exercem o atual cargo de «diretor» sendo que muitos deles nunca conseguiriam montar e gerir um negócio próprio…mas, prontos (com dinheiro do estado -i.e., de todos nós) são chamados de “diretores” e dão largas à sua incompetência, prepotência, compadrio, negligência….. UMA VERGONHA

      Tadinhos e tadinhas dos diretores(as)….

      • Rosa on 23 de Dezembro de 2016 at 19:45
      • Responder

      Nuno, se pensa que a formação dá competência para gerir a escola pública, está muito enganado, porque muitos têm formação tirada no “tasco da esquina”. O que lhes falta é ética.
      Os Srs Diretores nunca deveriam ter poder para recrutar. O que se passou nos últimos anos é vergonhoso. Todos temos conhecimento dos abusos que foram efetuados por esses Srs. Julgam-se donos duma escola que é pública e de serviço público. É aqui que reside o grande problema.
      Vêm agora dizer que o Ministério não tem em conta os “interesse da escola”? Não teve foi em conta os seus” próprios interesses”.
      Coitadinhos estão chateados.

    • Ginbras on 23 de Dezembro de 2016 at 22:35
    • Responder

    Deviam era publicar uma notícia em letras garrafais nos meios de comunicação ” Diretores acusam ministério de não ter em conta os interesses da escola apesar de 99% dos docentes serem de opinião contrária”.

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