Maria de Lurdes Rodrigues
PISA 2015: qualidade e equidade na educação
Nuno Crato
Melhorámos! Podemos ainda melhorar!
Dez 07 2016
Maria de Lurdes Rodrigues
Nuno Crato
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1 comentário
O problema é que há um problema: os alunos portugueses que integraram a amostra do PISA, ao frequentarem em 2014/15 entre o 7º e o 11º ano de escolaridade, não poderiam ter «beneficiado» dos «exames finais» do 4º e 6º ano nem das «novas metas curriculares» de Nuno Crato. De facto, o exame do 4º ano foi introduzido em 2012/13 (quando os alunos, na melhor das hipóteses, frequentaram este ano de escolaridade em 2007/08) e o exame do 6º ano foi introduzido em 2011/12 (quando os alunos abrangidos pela amostra, na melhor das hipóteses, frequentaram o 6º ano em 2009/10). Ou seja, os «muitíssimo bons» resultados do PISA podem refletir muita coisa, mas seguramente não refletem – nem poderiam refletir – o impacto pretensamente positivo dos exames precoces instituídos pelo anterior Governo.lgo semelhante ocorre com as «novas metas curriculares». De acordo com a calendarização estabelecida no Despacho n.º 15971/2012, é apenas em 2013/14 e 2014/15 que entram em vigor as metas curriculares do ensino básico, prevendo-se que as do secundário fossem implementadas nos anos letivos de 2015/16 a 2017/18. Ou seja, o impacto desta medida nos «muitíssimo bons» resultados do PISA 2015 é, na melhor das hipóteses, francamente residual (não só pelo facto de esse efeito, pretensamente positivo, ser necessariamente tardio, mas também por implicar apenas alunos do 3º ciclo do básico, que representam somente cerca de 30% da amostra). FONTE: http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2016/12/as-tentacoes-de-crato-e-da-direita.html