E não se chega lá facilmente, muito menos no nosso país.
Investigador diz que professores deviam ser remunerados de acordo com as suas competências
O economista Eric Hanushek defendeu hoje em Lisboa que a qualidade dos professores é essencial para o sucesso dos alunos e, por isso, docentes e diretores escolares deviam ser remunerados de acordo com as competências.
Estudioso da área da educação há várias décadas, o professor e investigador na Universidade de Stanford esteve hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, onde afirmou que a qualidade do ensino tem efeitos diretos no crescimento económico de um país e que os bons professores podem fazer a diferença.
A sua tese baseia-se nos resultados dos alunos no Pisa (os maiores exames internacionais realizados de três em três anos pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) que, segundo Eric, revelam que países mais bem classificados têm taxas maiores de crescimento económico.
Para o investigador, o importante não são os anos de escolaridade obrigatória ou o número de horas de aulas mas sim a qualidade de ensino e essa está muito dependente da qualidade dos docentes.
Eric Hanushek acredita que os docentes têm influência direta no sucesso académico dos alunos e defende que devem ser remunerados de acordo com as suas competências.
No mesmo sentido, Hanushek entende que também os diretores deveriam ser premiados quando os seus alunos obtêm bons resultados, num cenário em que os diretores seriam responsabilizados pelos sucessos e fracassos dos alunos.
“A qualidade de um diretor é muito importante na qualidade da escola”, defendeu o autor ou co-editor de 23 livros e cerca de duzentos artigos científicos, entre os quais o estudo que relaciona a educação ao crescimento económico – “The Knowledge Capital of Nations: Education and the Economics of Growth.
Eric Hanushek defende que alunos e professores devem ser avaliados para se poder perceber a evolução de desempenho dos estudantes mas também que “os diretores escolares conseguem identificar muito bem quem são os seus melhores e os piores professores”.
Em declarações aos jornalistas à margem da conferência “Educação e Desenvolvimento – Escola e Sociedade”, o investigador reconheceu que este é um caminho que “é difícil de chegar lá. Não se chega lá facilmente“.




3 comentários
Claro que sim! Contordo plenamente e acho que seria justo. É uma idiotice o único fator na progressão ser a idade. É uma estupidez.
E isto também se deveria aplicar:
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/e-se-4-dos-piores-professores-fossem-afastados-das-escolas-1712433
Os professores são uma classe cheia de incompetentes, efeminada e barulhenta e que provoca medo em falar nisto. Isto porque os incompetentes, gerados nas privadas e paraquedistas da educação, são aqueles que mais barulho fazem nas salas dos professores, nas redes sociais e em blogs como este.
Basta ver a PACC. Aposto que a maioria é a favor mas como a minoria barulhenta não se cala e os parasitas dos sindicalistas querem essa gente nas suas fileiras continuamos com a valorização da incompetência.
Venham cá com teorias. Essa é boa. Os professores trabalham até aos 66 anos porque a isso são obrigados. Digam-me lá onde estão as capacidades com essa idade.
Vão-se lixar.
O mecânico por cada peça mal colocada, cada anomalia deveríamos pedir um valor no seu ordenado.