Um longo desabafo de quem se viu excluída de todos os concursos do MEC por não comprovação de dados.
Lembro que a Provedoria de Justiça recomendou ao MEC a existência de uma fase de aperfeiçoamento da BCE que não chegou a acontecer.
Pretendo relatar/denunciar um assunto que penso que seja pertinente , o qual pode ilustrar muito bem os efeitos desastrosos do Concurso BCE ( Bolsa de Contratação de Escola) .
Sou professora desde 1995 e no dia 05 de outubro fiquei excluída do concurso BCE , RR (Reserva de Recrutamento) e CE (Contratação de Escola), durante um ano , por não ter feito prova de dados. Isto deve ter acontecido para comemorar o Dia Mundial do Professor !!!!
De facto, esta situação parece que está recheada de normalidade, porque aparentemente ao não serem confirmados os dados, não estou dentro do perfil requerido e a penalização é demasiada pesada, dando a ideia de que prestei na sua essência dados falsos…
A verdade é que fui excluída fundamentalmente porque aquando da candidatura me enganei a colocar dados.
Com efeito, e de uma forma mais simples este concurso está “virado de patas ao ar” e tem “efeitos-granada”.
Vejamos se me entendem e consigo concretizar o que pretendo ou seja o que está realmente a acontecer. É um assunto complexo.
Primeiramente, qualquer pessoa pode concorrer para o concurso BCE, desde que se tenha inscrito na aplicação do ME e tenha um n.º de candidato. A partir dai, para este concurso e a seu tempo, basta preencher os dados, colocar as preferências e responder ao questionário (respostas aos parâmetros). É de referir que os dados inseridos não são validados por ninguém. Posteriormente saem as listas de graduação baseadas numa fórmula em que os seus valores variam de escola para escola… Caso surja um horário numa escola é selecionado o 1.º candidato da lista . Este, caso ainda não esteja colocado é obrigado a aceitar, caso contrário sai da BCE , da RR e CE, ou então tal como me aconteceu a mim se não fizer prova da dados , isto de acordo com as respostas ao inquérito /parâmetros acontece-lhe o mesmo.
Deste modo, eu só dei conta que errei , precisamente no momento em que entreguei os meus dados numa escola que me selecionou, constatando que os dados do inquérito/ parâmetros não condiziam com a verdade, nunca tendo havido qualquer ponta de má fé nesta situação, pois sabia bem o que poderia acontecer. É também importante salientar que este concurso tem um formato novo e todas as suas regras saíram em cima da hora , no final do ano letivo e muitas dúvidas ficaram por esclarecer.
Assim, por causa daquilo não pude celebrar contrato. Isto parece justo (os dados não conferiram), mas não haja ilusões, este concurso está arquitetado para eliminar quem quer que seja sem dó nem piedade.
Seria simples se a consequência por ter errado nas respostas ao inquérito/parâmetros fosse apenas ser eliminada da BCE , ou até dessa escola mas não é a única . Outra das consequências, é sair da RR, pois isto aconteceu automaticamente quando aceitei o horário BCE (era obrigada a aceitar porque ainda não estava colocada numa outra escola) . É de salientar que são concursos distintos, com verbetes distintos, sujeitos a regras diferentes mas interligados , embora os dados para a RR tivessem sido validados (antes de serem feitas as listas ou de qualquer colocação)e estão corretos. Lá está o efeito-granada do concurso BCE, retirou-me da RR, mesmo estando tudo confirmado e validado … retira-me a possibilidade de obter trabalho. Trabalho que iniciei há vinte anos … Mas parece que isto não interessa nada!!!!
Assim, quando afirmo que o concurso BCE está de “patas ao ar”, quero dizer que segundo aquilo que se faz passar , foi criado para tornar mais célere a colocação de professores. Isto não tem qualquer ponta de verdade porque qualquer um pode concorrer, desde que tenha um n.º de candidato e pode efetivamente responder aos parâmetros alegando o que entender, pois quando isto acontece ninguém superior valida tais dados e portanto este candidato será graduado consoante as suas respostas, sejam elas verdadeiras ou totalmente falsas do principio ao fim. No caso de serem falsas o candidato “empenará” a lista … ninguém saltará sua posição , pelo menos até uma verificação de dados, quando uma escola o selecionar …
Esta situação irá fazer com que este candidato seja graduado em tantas listas quantas o n.º de escolas ou preferências que fez e caso alguma destas escolas tenha necessidade de preencher um horário e ele esteja nessa lista, então se chegar a sua vez será selecionado automaticamente e terá que apresentar os dados que se confirmam ou não ( que se provam através de minutas , tendo este assunto muito que se lhe diga !!!). Caso não se confirmem os respetivos dados, mesmo que por detrás disto não esteja qualquer ponta de má fé por parte do candidato quando inseriu os dados, enganando-se , então ficará sujeito a tudo o que já referi. No entanto, também pode acontecer que chegue a vez de um candidato que não assinalou experiência nenhuma em qualquer parâmetro, não tendo motivo para se enganar , nem minutas para recolher de modo a provar dados , então este candidato ao ser selecionado e fazendo-se a confirmação de dados ocupará o horário, tendo trabalho, passando literalmente a perna a quem tem trabalhado mas que se enganou a preencher um simples parâmetro.
Inerente a todas estas situações há prazos, e presos a isto estão alunos sem professor , o que condicionará para sempre as suas vidas … e quando o professor chegar, este terá um “perfil” que não é bem aquele que este esquema ou “desenho” de concurso tenta passar e idealiza , será aquele que teve a sorte de não errar nas respostas ao inquérito/parâmetros e pode muito bem ser aquele que não tem experiência nenhuma, não havendo margem para erros…. Claro que a procura é superior à oferta …
Não há dúvidas que quem criou este concurso, suportou-o num principio de pura má fé, sendo até anti natural, para além de todos os aspetos falsos e maquiavélicos do economicismo que lhe estão associados, pois não está previsto que se erre, quando errar é humano , ( porque não é dada a hipótese ao candidato de corrigir esse erro, a não ser que o veja , tomando consciência do mesmo antes de alguma vez ser selecionado e ai desiste do concurso BCE na totalidade, ou então das escolas que englobem o parâmetro em que as respostas não estejam corretas, para se manter na RR, isto para candidatos que não tenham qualquer colocação).Tudo isto para reafirmar que os dados inseridos na plataforma aquando da candidatura são da total responsabilidade do candidato, não sendo validados por um superior e portanto quando “não bate a bota com a perdigota”, aquando da apresentação/confirmação de dados não importa se a informação foi lá colocada por má fé ou erro inconsciente. As consequências são as mesmas, ou pelo menos deveriam ser …
Ora, o que me aconteceu foi que devido à inserção incorreta de dados aquando da candidatura, não tendo consciência do mesmos ( e mesmo que tivesse) , fiquei penalizada saindo do concurso BCE , RR e CE durante todo este ano letivo. Desculpem a repetição… O mais ingrato disto tudo, é que tomei consciência do erro, no momento em que me apresentei numa escola aquando da confirmação de dados . Foi terrível e terá consequências para sempre na minha vida profissional e pessoal. Só para terem uma ideia , nestes últimos três anos tenho estado a mais ou menos 400 kms de casa, levando comigo a minha filha , pelo que frequentou três escolas diferentes ,logo teve também professores e amigos diferentes… Vivemos em lugares diferentes longe de casa. No ano passado, comprei-lhe duas vezes os livros devido à colocação tardia dos professores e aos erros que houve e este ano ainda não os tem.
“Felizmente” devido à colocação de dados errados no meu concurso, saem duas certezas , não levarei durante este ano a minha filha para longe de casa, e já lhe posso comprar os livros.
Gostaria muito de ter percebido atempadamente que não preenchi bem os meus dados no concurso BCE e teria com certeza desistido, mantendo-me na RR e CE, garantindo assim alguma probabilidade de obter trabalho, ainda que precário , não esquecendo que comecei a trabalhar para o ME em 1995 e este livra-se de mim desta forma, sem dó nem piedade. Ou então, gostaria que estivesse prevista a hipótese que alguém superior tivesse visto os erros, evitando uma exclusão.
Resta-me pedir desculpa à minha filha e ao meu marido, por tanto sacrifício que temos feito, e que parece que foi em vão, pois cai neste abismo que é o desemprego.
Desta situação ou seja do impacto deste erro, e da sua penalização no meu caso em particular, sai também a certeza que o concurso BCE está a prejudicar muita gente, especialmente os alunos , dando a ilusão que cada escola anda à procura de um professor com um perfil especial ,mas isso também nunca saberemos porque os dados ficam arquivados em cada escola, não estando muitos deles devidamente apontados nos registos biográficos , nem nos processos, bastando uma simples minuta para aferir isso … Até porque os nossos processos são um amontoado de folhas ,são verdadeiramente obsoletos. Enfim, qual é o diretor que vai contradizer outro diretor, perante aquilo que está nas imensas minutas que estão a ser entregues?
Apelo também que para já, cada candidato tem direito a ir às escolas, aonde um horário for preenchido e fazer o mesmo que o director fez , ou seja ver se afinal os dados se confirmam e caso isso não aconteça o horário foi mal atribuído e portanto não poderia ter sido submetido para a DGAE, pois aqui apenas chega uma resposta “confirmam-se os dados ou não “ , nunca chegando a documentação ao pormenor e portanto temos que ser verdadeiramente crentes , acreditando piamente que os diretores jamais cometerão erros , não é assim ?
Percebi muito bem o “desenho” deste malfadado concurso e estou a aprender da pior maneira .
Deixo aqui mais um apelo : há uma forma de acabar com ele (Concurso BCE) sem guerrearmos muito , mas será apenas numa próxima oportunidade , é só colocar nos malfadados inquéritos/ parâmetros apenas os dados que colocamos na RR e assim evitamos toda esta panóplia de minutas , que no meu entender têm muito de duvidoso. Assim, não é preciso provar nada, pois o que queremos é trabalhar … Ou então, toda essa informação deve ser validada e informatizada e de acesso geral, tal como é o tempo de serviço . Haja luz , transparência naquilo que se faz.
Há um ano atrás, houve quem tivesse feito um pedido de desculpa, neste caso “um pedido de desculpa parlamentar”, supostamente porque houve algum erro.Ah, e como sei o quanto isso me custou … Creio que matematicamente o erro está previsto e portanto ao desfazê-lo encontramos o caminho para aprender. Assim, o meu erro, deu-me hipótese de compreender muito bem os contornos deste concurso insólito, injusto, pouco transparente e burocrático, o qual está neste momento a prejudicar principalmente os alunos que ainda não têm professor, pois tem que se percorrer cada lista até se encontrar um docente disponível que tenha respondido corretamente às respostas do inquérito/ parâmetros e que estejam de acordo com as ditas minutas.
Queria que o meu caso chegasse ao conhecimento do maior numero de pessoas , especialmente professores e encarregados de educação, para evitar que àqueles não lhes aconteça o mesmo e para melhor perceberem os contornos do concurso BCE, lutando por um concurso transparente e que valorize efetivamente o trabalho de cada professor e a sua experiência profissional, sendo que as condições para se concorrer sejam bem visíveis e de conhecimento geral.
Enfim, preciso que alguém leia isto, e entenda que é urgente dar a conhecer o “desenho” deste concurso e as suas consequências / efeitos negativos para um país , para os professores e para tantos e tantos alunos .
Mas dizem que está tudo bem !!!! Há muitos mais detalhes sobre esta situação e nos detalhes está a diferença.
Ah, resta-me dizer que o centro de emprego me chamou para uma formação, nisto não há nada de mal, mas aos olhos do sistema não estou desempregada… um sistema que não quer ver os problemas como é que os resolve? Não se pode “tapar o sol com a peneira” e desta vez o maleficio é tão devastador que alguém tem que me ouvir e ajudar a fazer chegar isto a todos, quanto mais não seja para perceberem como este concurso funciona e os efeitos que está a deixar.
Depois de ter desabafado isto tudo, resta-me dizer que este concurso é um verdadeiro “rascunho”.




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Acho isto inadmissível. Lamento muito pelo que a colega está a passar e acredito que não deverá ser a única. Também ando nesta luta e quando fui colocada pela BCE tive receio que algo não estivesse bem. Concordo consigo e assino por baixo. É lamentável que isto ainda aconteça, mas no nosso país “tudo pode acontecer”. Também eu fiquei excluída do concurso nacional por coisas que me são alheias e ninguém quis saber. Oxalá que o Crato desande e que venha alguém com olhos de ver, com cabeça que saiba pensar e sobretudo com tudo no sítio para se saber impor e mudar este sistema. Uma palavra amiga para a colega, desejando-lhe o melhor que for possível para este ano. Coragem!
demoraram as bce,,quem ficou colocado nas ultimas rr com horários temporários ficou penalizada,pois as bce não apareceram,demoraram as colocações,os 15 estão a acabar para alguns e os com menos tempo entraram em rr posteriores em horários completos e agora nas bce.a culpa e do mecos directores pertencem ao mec,.os profs contratados merecem mais respeito, é inadmissível ficar-se numa zona com horário temporário e na mesma zona existirem anuais que vao ser preenchidos posteriormente por pessoas com menos tempo e graduação..as colocações não podem ser um jogo de sorte ou azar.por favor ,abram os olhos e acabem com injustiças.
A principal luta de TODOS os sindicatos para o próximo concurso tem de ser o FIM desta aberração que á a BCE. O que lhe aconteceu é vergonhoso. Eu também ando nisto desde 1996 e o que vejo na BCE causa-me asco.
A mim aconteceu o mesmo.Concorri de sem maldade.Perguntei ao sindicato e respondi conforme, ele me disse.Afinal,fiquei de fora de tudo! Assim,se estraga a vida às pessoas.E, eu, nem queria o horário.Queria denunciar e excluíram-me de tudo.
Quero dizer: concorri sem maldade.
Susana
Venho acrescentar alguma informação que ainda lhe vai dar mais razão na avaliação que fez desta tão “eficaz” BCE. Também eu estou excluída de todos os concursos e a minha exclusão revela a incompetência destes senhores que decidem as nossaa vidas. Após validar a minha candidatura na BCE e depois de conversar com alguns colegas sobre, constatei que também tinha preenchido ma um dos parâmetros pois tinha feito uma interpretação diferente do mesmo. Esperei que abrisse o prazo para aperfeiçoamento para corrigir o referido parâmetro, o que não aconteceu. Percebi de imediato que quando saíssem as listas tinha que desistir da BCE, para não sofrer penalizações por estar a prestar uma falsa declaração. Espanto meu, quando as listas saem, mas na plataforma a opção de desistência não existe!!! Sou selecionada dia 3 de setembro, sem ainda abrir a possibilidade de desistir na plataforma. Tenho 24h para aceitar/não aceitar, e fico sem saber o que fazer. Se aceito, arrisco a ficar penalizada por prestar uma falsa declaração, se não aceito, como ainda não fui colocada na RR, fico igualmente penalizada. Então para meu grande alivio eis que no dia 4 de setembro surge na plataforma a hipótese de desistir ao qual procedo de imediato! Conclusão desta história, fiquei igualmente penalizada pois já tinha sido selecionada. Esqueceram-se foi da nota informativa que colocaram na plataforma onde referia a posibilidada de desistir a qualquer momento, eu nao tive essa hipótese!!!! É claro que fiz recurso hierárquico e que até hoje aguardo resposta! Sou professora à 11 anos e sempre obtive colocação. Em todas as RR teria ficado colocada!! Sinto-me uma criminosa, excluída! Tanta incompetência e falta de ética….
Há anos!
Aqui na BCE há muita gente a concorrer “sem maldade”. Os critérios das escolas estavam divulgados há muito, disponíveis para consulta na aplicação a qualquer momento. As pessoas quando sabem que responderam errado a um critério podem anular a candidatura a essa escola. Mas muita gente tenta “atirar o barro à parede” e ganham com isso, pois muitas escolas não confirmam os dados. Isto de boas intenções está o inferno cheio.
Estou farto de ser ultrapassado na BCE por candidatos que dizem ter mundos e fundos em experiência profissional, pois que comprovem. Tiveram o mês de agosto todo e setembro para contactar as escolas e pedir as minutas.
AC, continuo á espera de mas de metade das minutas…..
Para além disso, em vez de experiência profissional consta o tempo de serviço!!!!!
Terei eu prestado falsas declarações em relação ao tempo de experiência profissional?
isso da experiencia profissional é tão engraçado, então um colega que trabalha 2 horas apenas todos os anos e já está nisto há 10 anos tem 10 anos de experiencia profissional?! é estupido… mas o mec tem culpa nestas confusões.
Então és dos coniventes com esta merda de concurso???
Eu estou é farto de colegas coniventes com isto, que quando, por exemplo, lhes pedem minutas, eles acham que é muito natural andar a pedir às escolas que lhes passem minutas e minutinhas e vão logo a correr feito paus mandados.
Este concurso da BCE é LAMENTÁVEL e DEPLORÁVEl e não se prevê que irá acabar. Tratam-nos como lixo. Nunca pensei um diz dizer isto, mas este ministro causa-me asco e repulsa. E quanto o admirava quando ele não estava ano poleiro!
Os critérios são uma bosta!! Participou no Projeto Fénix? Não, mas participei no Projeto do sumo da fruta e da bosta do cavalo. BCE = CUNHA.
Não sei até que ponto podem andar a excluir e a desrespeitar professores. O principal documento que um professor deve apresentar é o seu certificado de habilitações. Um outro documento tb importante é o seu registo biográfico, tb o bilhete de identidade. Isto para evitar que lhes apareça um eletricista, um picheleiro a querer dr aulas. No fundo na BCE, o documento mais importante é aquele que comprova que temos menos de 5 anos de serviço e aquele que comprova a nossa descendência do senhor fulano, aquele senhor influente que consegue arranjar colocações. Isto há-de acabar. Não deve tardar. Reclamem, mandem estas vossas experiencias para o email do primeiro ministro. É que ele não andou a vigiar o crato e ele fez tudo o q lhe apeteceu. Precisamos de entupir a sua caixa de e.mail a ver se refletem que isto é uma palhaçada que nos sai muito caro. Os sindicatos não fazem nada…sabem de tudo e nada fazem.
Os professores são inimputáveis!
É a conclusão que tiro após ler o texto e a maior parte dos comentários
Vejamos:
– “A verdade é que fui excluída fundamentalmente porque aquando da candidatura me enganei a colocar dados.”
A colega está a admitir que prestou falsas declaraçõers. Em qualquer concurso falsas declarações levam a exclusão do concurso;
– “Sou professora desde 1995 e no dia 05 de outubro fiquei excluída do concurso BCE , RR (Reserva de Recrutamento) e CE (Contratação de Escola), durante um ano , por não ter feito prova de dados. Isto deve ter acontecido para comemorar o Dia Mundial do Professor !!!!”
A colegc Concorre há 20 anos e não aprendeu que deve conhecer as regras dos mesmos. Uma das regras é a penalização aplicada em caso de não validação dos dados;
– “Deste modo, eu só dei conta que errei , precisamente no momento em que entreguei os meus dados numa escola que me selecionou, constatando que os dados do inquérito/ parâmetros não condiziam com a verdade, nunca tendo havido qualquer ponta de má fé nesta situação, pois sabia bem o que poderia acontecer. É também importante salientar que este concurso tem um formato novo e todas as suas regras saíram em cima da hora , no final do ano letivo e muitas dúvidas ficaram por esclarecer.” As regras da BCE são conhecidas desde 23 de maio de 2014, sendo este o 2º ano de aplicação das mesmas. A colega revela que esteve desatenta”;
– “É de referir que os dados inseridos não são validados por ninguém.” A colega desconhece que na BCE a validação dos dados é feita após a colocação;
– “Queria que o meu caso chegasse ao conhecimento do maior numero de pessoas , especialmente professores e encarregados de educação, para evitar que àqueles não lhes aconteça o mesmo e para melhor perceberem os contornos do concurso BCE”
Concordo. Todos devem conhecer este caso (e outros semelhantes), incluindo a identidade de quem:
– presta falsas declarações em concursos públicos;
– desconhece as regras, procedimentos e sanções dos concursos a que concorre.
É lamentável que um colega (se é que o é), responda deste modo.
Errar é humano e faz todo o sentido que esta colega tivesse tido a oportunidade de anular o seu concurso na BCE, como sempre temos num concurso que é feito de forma transparente.
Eu já percebi que se os diretores quiserem tramar um candidato, conseguem sempre.
Eu já trabalho há 18 anos e só coloquei os dados que constam do meu registo biográfico para não ter de pedir minutas e, ainda assim, no dia em que pude anular a minha candidatura na BCE, fi-lo logo.
Nunca mais concorrerei a estas escolas deste modo. Que se lixe este tipo de concurso.
Errar é humano. Mas os erros têm consequências, é o que digo sempre aos meus alunos, infelizmente.
Errar é humano, o que não é humano é a penalização ser tão abrangente. Além de que foi e é muito difícil adquirir as ditas minutas. Pedi a várias escolas e só recebi de duas. Até hoje estou à espera. Imagine que estas duas não mandavam as ditas minutas, como comprovaria eu os dados?! Já pensou nisto?! Parece que é infalível… Acabar com este sistema e já!!!!
Livro de reclamações nas escolas e vai ver como elas passam as minutas.
Tomara eu que a BCE acabe, mas não admito que colegas que prestaram falsas declarações possam passar impunes. Isto do “sem maldade” está o inferno cheio. Eu quando concorri, quando não tinha certeza ou não podia provar não coloquei e fui prejudicado por isso.
E tive todo o cuidado a ler as regras do concurso para não cometer falhas, não é só quando “cheguei à escola e vi que tinha concorrido mal”.
Estou farto de ser ultrapassado por colegas com 2, 3 … anos de tempo de serviço que dizem ter MMMUUUIIITTTAAA experiência profissional e olha que eu dei aulas em muitas TEIP por isso nem esse argumento vale para justificar. O problema é que poucas são as escolas que verificam as respostas dos candidatos quando se apresentam.
Sem falar que muitos horários que são lançados com 6 e 7h e agora já são de 20h ou completos.
AC concordo consigo! O problema é mesmo esse: muitas escolas não confirmarem critérios, outras passam minutas sem confirmar igualmente e há ainda colegas a falsificar minutas…. Ah pois é!
Isso é que é gravíssimo. Nunca pensei que professores fossem capazes disso.
Concordo plenamente. E não significa isto que concorde com a BCE. Mas tem toda a razão. Também eu me enganei na questão da formação, comuniquei à dgae ainda durante o concurso e responderam-me que não havia forma de alterar. Estava preparada para essa penalização. O erro tinha sido meu, não foi má fé, contudo assumi o erro. Relativamente às situações dúbias ou se os directores não passariam minutas, simplesmente não pedi, ainda que tenha sido prejudicada. Agora, se as respostas são verdadeiras, os directores não podem recusar as ditas minutas. Aí, temos de intervir reclamar, processar, exercer o nosso direito de cidadania. Apesar do meu erro tive sorte porque fiquei colocada noutro grupo, onde estava tudo certinho. Quem anda nisto há vinte anos , como eu também, é inacreditável que só tenha dado conta no dia da comprovação de dados.
Lamentável é a BCE. Lista única nacional. As minutas de comprovação de dados existiram para isso mesmo. Se o director da escola A (onde estava) me validou os dados, da escola B (para onde vou) não me valida é mais uma prova que a BCE está errada. Se for colocado em BCE (e como respondi de acordo com os dados “minutados”) de certeza que se houver problemas são para se resolver em tribunal. Agora se a colega se “enganou” … a coisa está complicada.
Lamento imenso o que aconteceu à colega. Foi uma penalização muito dura… A BCE tem permitido que colegas com uma graduação profissional “confortável” sejam ultrapassados por outros que tenham menos experiência e, por isso, uma graduação mais baixa. Também a mim isto já me aconteceu. No entanto, parece-me que estão a esquecer-se de que são os nossos COLEGAS Diretores quem está a impor critérios dúbios na BCE quando lhes foi/é permitido optar por critérios mais objetivos, nomeadamente o tempo de serviço. Por isso, não podemos só condenar o Ministro e toda a corja que o rodeia já que entre os “nossos” há (muito!) quem goste de complicar para ficar bem na fotografia criando estas situações (como a da colega) que são autênticas aberrações .
Mas quem responde aos critérios e coloca sempre os limites máximos tendo apenas 1,2 ou 3 anos de tempo de serviço são os professores, por isso a violação das regras é por conta de quem mente a responder aos critérios. Só depois entram os diretores quando validam esses dados (ou nem os confirmam) no momento da apresentação.
O incumprimento está dos dois lados, mas o primeiro passo parte dos candidatos.
Realmente, isto é engraçado! Porquê?
Neste blog apareceram imensas “vozes” contra a BCE pois os colegas mentiam, passavam à frente dos mais graduados e não comprovavam as respostas dadas.
Este ano, tudo é visto ao pormenor! Qualquer um de nós deveria ter respondido apenas com os dados que tinha em seu poder.
Se a colega se enganou ou se respondeu porque quis, só ela saberá! Mas nós sabíamos o risco que corríamos se prestássemos falsas declarações (inocentemente ou não).
Se eu me apercebesse de algum erro tinha desistido da BCE.
Quanto aos critérios dúbios escolhidos pelos diretores (conforme refere a Ana), estes apenas escolheram critérios apresentados pelo MEC! Não vale a pena sacrificar toda a gente. Mas, é muito mais fácil culpar toda a gente ….
Lamento o sucedido, não te deixes ir abaixo! A solução existe: concurso único com regras iguais para todos!
Lamento imenso que tenha descoberto o erro tardiamente. A meio de setembro, quando finalmente tive acesso às declarações que solicitei a uma escola, fui informada pela diretora que afinal a escola não era TEIP no ano em que lá fui colocada. Loucura não??? Apesar de ter vários documentos que provem o contrário, não me foi passada a dita declaração! Que fazer caso ficasse colocada numa escola que pedisse esse critério, ao qual respondi que tinha experiência em TEIP?? Vi-me obrigada a anular todas as escolas que requeriam esse critério… e foram muitas!! Continuo a aguardar uma resposta da DGAE à minha reclamação! Se tivesse sido colocada antes de me ter apercebido que não me iam passar uma minuta que é minha por direito, porque lecionei naquela escola TEIP, nesse ano, ficaria de fora!!
Muita força colega, deve sentir um nojo imenso disto tudo!
Se existe uma plataforma devem colocar toda a informação do candidato. Qual minutas?! cada escola entendem os conceitos de forma diferentes. Esta falta de equidade é conhecida por todos. Nada se se vez. Fica aqui descrita a dor de uma docente com 20 anos, com uma filha e sem dar aulas. Isso porque o senhor crato criou uma formula de matemática que prejudicou milhares de professores, queimou dinheiro do honorário público na criação da tala BCE. Erros muito graves e nada aconteceu. Na docência a penalização é “não comer” durante um ano o professor e a família. Enfim pais “pequenino” nos procedimentos.
BCE = jogo de sorte ou azar. NÂO
Concurso único com regras iguais para todos!
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