Nunca se sabe até onde o PET irá…
A medida foi anunciada esta quarta-feira pelo ministro da Educação. Serão as escolas a decidir qual o peso do teste na avaliação do aluno.
A partir do ano letivo 2015/2016, o teste de diagnóstico de proficiência em língua inglesa Preliminary English Test (PET), concebido pelo Cambridge English Language Assessment, da Universidade de Cambridge, vai passar a contar para a avaliação final de todos os alunos do 9º ano de escolaridade.




5 comentários
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Pelo exemplo destes dois anos, as reuniões de avaliação serão em Agosto, pois antes os elementos de avaliação não estarão todos disponíveis.
Onde andam os “resultados” deste ano???
Hoje, no bravio, uma verdadeira “fairy tale” de amor europeu: “Like a Game”:
http://diogodaveigabravio.blogspot.pt/2015/07/like-game.html
O pioneirismo deste país é de uma aberração verdadeiramente pioneira.
Faz-me lembrar o pioneirismo da classificação funcional de adultos aplicada aos alunos (NEE) em idade escolar, deixando muitas crianças e jovens sem qualquer apoio à supressão de inúmeras dificuldade de aprendizagem… tempo de maria de lurdes… em tempos de conferência europeia em Lisboa, consideraram-se pioneiros, eram-no de facto que mais nenhum país aplicava tal coisa e julgo continuarem a sê-lo pioneiros sós na matéria que mais ninguém lhes quis seguir o exemplo…
Ora os fracos desempenhos dão menos créditos horários para apoios aos alunos, logo… é um círculo vicioso em que a escola pública vai sendo (intencionalmente) transformada… algumas, poucas, escolas públicas de elite – onde os jovens maioritariamente provenientes de estratos sociais mais favorecidos, com pais com capacidade económica para pagar explicações e com elevadas expectativas de ascensão social, têm melhores resultados, terão mais apoios e as outras escolas públicas “tipo americana da ralé” onde ficam os remediados e indesejados… associe-se ainda, entre outras coisas e por exemplo, os aumentos dos apoios às privadas e coisas como cheques-ensino ou afins… e a dinâmica da coisa corre sobre rodas…
Volte-se à coisa do PET e sem se entrar quer em considerações de lei, em considerações pedagógicas ou ainda, de orgulho e brio de uma nação ou tão só de clientelismos/interesses (a que o país está mais que habituado e parece, infelizmente, já estar imune) repare-se na profunda HIPOCRISIA de tudo isto: o MEC, IGEC, DGEST´s e similares permitem (e pretendem quando inviabilizam níveis de iniciação que sai mais “carito”) a integração de alunos em níveis de língua estrangeira para a qual não têm os requisitos necessários… por exemplo, integração de miúdos no 3º ano de uma língua quando não tiveram qualquer ano de aprendizagem dessa mesma língua… no mínimo, aberrante!
Não há horas para apoios a miúdos com dificuldades de aprendizagem (nomeadamente nas línguas estrangeiras e para falar só nestas disciplinas), não há horas para a integração de alunos que são aceites neste país no nível adequado de língua, … mas o PET, o PET… o PET é toda uma outra dimensão de vaidades, subjugações e de deslumbramento bacoco que não avalia, sequer, o currículo nacional vai passar a contar na avaliação das aprendizagens dos miúdos e em consequência, também, na retenção ou transição do aluno…
(não há horas/dinheiro para apoios, …, pois… decretar-se-á, então, a passagem dos alunos independentemente das aprendizagens realizadas – baratinho e rápido… as poucas escolas públicas de elite que conseguirem subsistir (que com os agrupamentos vão-se tornando cada vez mais escassas) e as escolinhas privadas formarão as elites e a mão de obra qualificada de amanhã! As outras fazem entretenimento, coisas alternativas enquanto guardam as criancinhas até atingirem a idade limite da escolaridade obrigatória (18 anos ou 12º… quão caro, isto irá ficar no futuro!!!… mas, claro, já saíram e estarão a léguas de qualquer responsabilidade!)
Isto não é apenas uma forma de subjugar os professores… é sobretudo a indiferença perante a qualidade das aprendizagens na escola pública, perante os alunos, perante os contribuintes…
Se fosse só isto… mas é isto e muito mais!
Admira-me os sindicatos (para que servem, afinal?), que não conseguem acabar com a patetice do Pet. Mais um ano??? Por amor da santa. É por isso que me descindicalizei.