Calendário Escolar para 2015-2016 repete erros do passado
A FNE deslocou-se na manhã do dia 22 de junho de 2015 ao Ministério da Educação e Ciência para uma reunião de apresentação do Calendário Escolar para o ano letivo 2015-2016.
No breve encontro com a tutela a FNE teve oportunidade de sublinhar a sua oposição à realização das provas finais do 4º e 6º anos no decurso do 3º período.
Consideramos ainda como negativo o facto de as datas previstas para afixação dos resultados dos processos de reapreciação de provas e exames finais dificilmente permitirem que professores que intervenham nestas reapreciações possam gozar do direito às férias legalmente estabelecidas.
A FNE contestou igualmente o facto de os docentes do pré-escolar continuarem em situação de desvantagem relativamente aos colegas dos outros níveis de ensino, no que se refere à falta de uniformização das interrupções letivas entre os diferentes níveis de ensino.





15 comentários
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O período de acompanhamento será revogado pelo próximo governo. No meu agrupamento este ano já não há, graças a excelentes profissionais que souberam fazer o trabalho no tempo certo. Até na hora da despedida, este ministro é uma desilusão.
E os alunos no 4.º ano não vão fazer exames nacionais????
Vão, mas no mesmo dia que os de 6º e da parte da tarde!!!
Os resultados vão ser lindos, alunos de 9/10 anos a fazerem exames às 14h…
Mas pronto, para o ano já não é ano de eleições, então os resultados dos exames já podem piorar… O MEC no seu melhor!
Parece que não percebem nada disto, toda a gente que trabalha com crianças e adolescentes sabe que a atenção/concentração/disponibilidade para o trabalho piora claramente da parte da tarde. E ainda por cima para alunos que vão fazer pela primeira vez um exame nacional…
E eu nem sou contra os exames, acho é que é importante dar boas condições aos alunos para os realizarem e mostrarem aquilo que aprenderam…
Os alunos do 4ano fazem exames mas não há interrupção letiva, fazem em maio
Qualquer dia temos as aulas a acabar em maio!!!!!!
Espero bem que sim!
Muita gente fala para mudar o calendário escolar e os alunos ficarem de férias mais tarde, terem um período menor de férias. Mas, vocês não sabem o que dizem pois não têm aulas e apenas querem igualdade perante os alunos,pois, acham uma injustiça os alunos terem 3 meses de férias enquanto vocês têm 1 mês ou menos.
A sério!?????
PROCESSO N.º 1416/15.3T9CBR e PROCESSO N.º 1306/15.0T9CBR :
Um país nunca poderá ser uma Democracia sem ser também um “Estado de Direito”. Ora, Portugal não é um “Estado de Direito”, logo também não é uma Democracia.
– Em Portugal existem, de facto, pessoas e empresas ACIMA da Lei.
– A violação da Lei faz-se às claras e pela mão dos próprios magistrados, causando milhares de tratamentos DESIGUAIS, em que se favorece SEMPRE os mesmos: quem mais poder tem.
No link está um exemplo, claro e indesmentível… que dura há 20 anos: http://lenocinio169.blogspot.pt
Olha o termo do ano letivo a “entrar de fininho” em 12 de julho e ninguém nota nada….(Ah, pois!… Por enquanto, é só para alguns…)
Isso é para complemento extraordinário para quem não passa no exame
Na minha opinião, e enquanto mãe, considero que é vergonhoso e inadmissível, as crianças terem tanto tempo de férias por todos os motivos já indicados. Para o ministério da educação eu deixo aqui uma dica. No meu tempo, tenho hoje 44 anos, eu ficava no quarteirão da minha freguesia, como todas as crianças, os 3 meses de férias. Não havia ATL mas também não era necessário pois as mães, a grande maioria eram domésticas. Hoje, para podermos ir para o emprego, ganhar 505€ temos que abdicar de metade do nosso salario para pagar ao ATL esses 3 meses de férias por cada filho. Eu tenho dois…E já agora, o que é que os miúdos mais graúdos fazem, claro aqueles que já não têm idades para frequentar ATL, porque na verdade eu penso que os meus filhos não iram para estes espaços até aos 18 anos, dizia eu o que é que estes miúdos vão fazer durante este taaaannnnnto tempo de férias? Será que não é uma preocupação para os pais. E depois até imagino como será todas as manhãs quando os pais se levantam . Mãe dá-me dinheiro…..E andamos nós desgraçados a trabalhar, trabalhar, trabalhar para nunca chegar a lado nenhum. Claro não temos governantes á altura para ver a realidade da vida. Só sabem inventar.
Ivone Castro
Acho muito triste ,os comentários dos pais que dizem que os miudos deviam ter mais aulas…enfim!!!Dizem que a carga de estudo é muito pesada mas ainda querem carregar mais os pequenos…As escolas têm complementos à família,peçam apoio.As juntas de freguesia têm férias ativas,há soluções ,as pessoas gostam muito de se encostar e queixar.Os mais crescidos já podem ficar em casa tal como nós em adolescentes ficávamos ,depois queixam-se que os miúdos são muito dependentes dos pais,deixem-nos crescer!!Eu também tenho dois filhos,uns dias vão para as férias ativas,outros ficam comigo,outros com as avós…
No seu tempo teve 3 meses de férias e isso permitiu-lhe descansar da rotina escolar, permitiu-lhe crescer na rua , junto dos seus amigos, permitiu-lhe ser criança , que é o mais importante de tudo!!!!!!!!!!!
Falamos de crianças e não de robots!!! As crianças precisam de brincar, explorar a imaginação ao máximo isso só irá enriquecer o seu desenvolvimento!!!!
A escola hoje em dia já exige demasiado das crianças as férias são necessárias para elas não digam absudos !!! compreendo a dificuldade de arranjar um sitio para eles ficarem nas férias….mas existem várias opções, informem-se e pensem no melhor para os vossos filhos POR FAVOR!!!
Como Encarregado de Educação preocupa-me a forma com vêm sendo definidos os calendários escolares que sucessivamente não têm respeitado a legislação em vigor ( nº2 do artº 4, que estipula como número de dias mínimo de leccionação 180). Os calendários escolares têm tido uma média de 164 dias.
No meu entender a definição dos calendários escolares como tem sido feita até à data, não contribuiu para o cumprimento das metas/programas escolares e para o sucesso dos alunos.
A definição de calendários escolares mais alargados, contribuiria sem dúvida para o atenuar das enormes desigualdades que existem entre a escola pública e a escola privada e entre as crianças cujos pais podem suportar explicações e os que não podem.
Assim para além das preocupações que vejo aqui demonstradas, para que as crianças tenham 3 meses de férias para brincar (não sei bem com quem, pois se os pais estão a trabalhar), acresce a preocupação de que a escola não se torne cada vez mais uma local de pressão onde só aprendem os que têm meios, em vez de ser um local onde todos têm direito ao conhecimento e à possibilidade de o adquirirem.
Sandra Borges