Até hoje, tenho evitado falar da relação professor de 1º ciclo/encarregados de educação e/ou pais. Entenda-se, desde já, que também sou pai e o que aqui escrevo, com certeza, não “servirá” a todos.
Como professor “primário”, cada vez mais, me sinto professor das crianças e educador dos encarregados de educação. Já me vi em todo o tipo de situações e tive de as resolver conforme soube e pude.
Deparamo-nos com várias “espécies” de pais, na nossa profissão e nos tempos que correm… Há, os interessados, os desinteressados, os protetores e os que não querem saber, os progenitores e os “outros”, aqueles que “criam” e os que são “criadores”, e muitos mais espécimes…nós, professores, temos que lidar com todos eles.
Como já “disse”, nesta profissão, já vi um pouco de tudo. Vi a criança que almoçava uma fatia de piza, a meias com a irmã. A mãe que, no supermercado, confundia os pacotes de leite para a filha com os de vinho ou seja, lá em casa, leite não entrava. A mãe que deixava a filha ir passar o fim de semana a casa das funcionárias da escola, onde a mesma, era devidamente alimentada e higienicamente tratada. A que, no dia 26 de dezembro, deixou 3 filhos à porta dos avós, com as roupas embrulhadas nuns lençóis e foi viver a vida. A criança a quem o professor, de segunda a sexta, providenciava o jantar, uma vez que, em casa, essa refeição era coisa rara. O pai que, se esqueceu do filho na escola e só se lembrou do rebento quando as autoridades lhe bateram à porta acompanhando o mesmo (telefones não se atendem). Mas, no dia seguinte foi à escola acusar as professoras de lhe quererem estragar a vida. A mãe que telefonou ao professor a pedir opinião se levava a filha, com 38 graus de febre, à escola ou ao hospital”. A outra, que quando deparava com a informação telefónica, por parte do professor, de que o filho tinha partido um braço, enquanto brincava no recreio, informou o mesmo que não iria com ele ao hospital, “se ele tinha partido o braço na escola, a escola que fosse ao hospital com o rapaz”. Os pais que que não se apercebiam que o filho, ao almoço, “bebia bebidas alcoólicas”, mas estavam todos juntos ao almoço. Aquele pai que, às 14h30m, apareceu na escola para levar o filho com ele porque… “preciso dele para ir às vacas”. A criança que quando questionada se tinha andado a lutar com gatos respondeu… “foi a minha avó que me arranhou a cara toda…”. A mãe que me dizia que a filha não lhe tinha mostrado os recados que o Sr. Professor escrevia na caderneta, desconhecendo completamente o que se passava com a filha. A que, não lê os avisos e acusa sem ver se andavam perdidos na mochila da mesma. As muitas coisas que já me disseram… O pai que, se dirige à escola para saber o porquê do filho, que frequentava o 1º ano não ter direito ao cheque dentista, e a quem tinha sido explicado que só no ano seguinte, o aluno, teria direito a tal. Mesmo assim, deixou no ar que a professora os guardava para os seus próprios filhos. A mãe que, queria casas de banho aquecidas, para que o filho não se constipasse quando lá se deslocasse para fazer o seu “chichi”. A que, quando confrontada pela birra do seu petiz para ficar na escola, lhe promete um “tablet” para a hora do intervalo, desse mesmo dia. O pai que, não concorda com as interrupções letivas, porque não tem onde, nem a quem, deixar o seu filho. A mãe que diz à filha, depois de uma conversa com o professor, “quando o teu pai chegar a casa vai falar contigo. Já te tinha avisado que não tens de mexer no que é dos outros” (quando, infelizmente, o exemplo vinha dele por estar preso por furto). Os pais que, em setembro, aparecem na escola sem saber que os filhos tinham sido retidos no ano anterior, ficando muito revoltados, porque até já tinham comprado os livros (atender telefones, ler cartas da escola e aparecer às reuniões para “conhecimento” da performance académica dos filhos, não é muito a “onda” em que “surfam”). E os que me tiram do sério são os que me dizem, “Sr. Professor, já não sei que lhe faça”, (queres ver que eu tenho, mesmo, de lhes dizer o que fazer)… Podia escrever um livro se continuasse a enumerar os tantos exemplos que vi e vivenciei…
Durante os anos de exercício na minha profissão, cheguei à conclusão que, há pais e pais… há até aqueles que, se pudessem, iriam à escola dar um “beijinho” no rebento ao domingo, depois da missa, e, lhes telefonariam um dia, a meio da semana, se tivessem tempo!…
Pelo 1º ciclo é assim… há que ser professor, há que ser “pai”, “avô”, conselheiro… de alguns encarregados de educação!…




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Rui, muito bom texto e como professora “primária” entendo-o tão bem! Realmente há pais e pais, mas ao longo dos anos (e já são bastantes) vejo que os pais estão cada vez mais distanciados da realidade, dos filhos e da escola. Uma vergonha!
É no 1º ciclo e no JI. Revi-me em muitas situações descritas…
Rui sou mãe e não sou professora. Adorei o seu texto… Ainda hoje tinha pensado nisto. Se calhar faço parte das hiper protetoras. Houve uma situação aborrecida no meu agrupamento por causa dos exames e eu tive que me “mexer”. Ainda pensei ainda dizem que eu sou uma chata… mas não quero saber. Pelo menos o esclarecimento todos merecemos. Se eu me queixo de algo na vida escolar do meu filho a minha obrigação é ir tentar perceber o que se passa. E como eu o entendo… Pais que se estão borrifando para a vida escolar dos filhos, não metem os pés nas reuniões, não conversam com as crianças, não dão a tal volta à mochila. Os professores estão na escola para ensinar, a educação e o resto tem que vir de casa. Tive situações em que o meu filho mais novo foi humilhado por colegas dentro da sala, às 9 da manhã estava à porta para falar com a professora. Responde-me a mãe de um dos atores do “massacre”: ai não sei porque ele é assim, eu e o pai damos-lhe tudo! Pois o problema se calhar está aí… Parabéns Rui pela sua dedicação a estes casos e tantos outros, já que o professor da primária nunca se esquece!
Olhe Rui, o seu texto está fantástico, e como educadora de infância à 28 anos tenho histórias também muito interessantes para si caso resolva fazer o tal livro…incluindo a de um pai que me deixou a criança às 9 da manhã do dia 23 de dezembro no JI e só apareceu na minha casa às 11 da noite desse dia para a ir buscar, A criança foi para minha casa após visita da escola segura e eu ter a devida autorização dos agentes e ter deixado os contactos na esquadra. A desculpa que me deu foi que estava no Shopping com a mulher a fazer as ultimas compras e nem deu pelo tempo passar, pensava que era mais cedo .
Este “à” é com “h”, verbo haver!!
Grata Zelem, já corrigi o erro.
Caro colega, parabéns pelo seu fantástico texto. Também sou professora “primária” e consegui ver todas as situações descritas pois, infelizmente, também já passei por elas. 99% da população e metade dos colegas nem sabe e nem sonha o que é trabalhar no 1º ciclo. Bem haja pela sua capacidade em relatar tudo isto de um modo simples…
Mais um texto fantástico!
Pois, isso é tudo verdade. também sou professora e mãe de uma menino que foi a primeira vez este ano para o primeiro ciclo e posso dizer que tenho uma experiência ao contrário: cá no nosso agrupamento atendimento aos pais não existe – disse-me a professora do meu filho na 1.ª vez que pedi para falar com ela. Surgiram alguns problemas com ele durante o ano letivo e o que a professora disse na sala depois de eu tentar falar com ela sobre isso foi: os problemas não se resolvem com as mães mas sim na sala de aula. Tive que me calar sempre que o meu filho levava no focinho dos outros e não reclamar muito pois aqui os pais só vão à escola numa reunião intercalar ou quando “se passar alguma coisa”. Pois é tive que me calar e não fazer muitas perguntas pois “estava sempre tudo bem” (APARENTEMENTE) – na vila de Cucujães é assim…
Carla, lá está o que eu digo..não nos podemos calar nunca, muito menos quando vemos os nossos filhos a levar no “focinho” seja de que maneira for.Eu sou menina para escrever para a Direcção do Agrupamento ou para a Direcção Regional de Educação, até para o Ministro se for preciso. Assim como há pais e pais há professores e professores..E não sei se o atendimento não é obrigatório, penso que há horas destinadas para isso no horário de professor, é questão de se informar.
Atendimento aos encarregados de educação uma hora por mês, podendo ser distribuída por 30 m de quinze em quinze dias. Esta hora faz parte da componente não letiva do professor e é obrigatória.
Boa noite. Há que repor a verdade dos factos. Sou professora de quadro do agrupamento em causa e também sou mãe de um aluno que frequenta uma das escolas deste mesmo agrupamento. Só queria informar que o atendimento aos Encarregados de Educação dos alunos do primeiro ciclo tem lugar na primeira terça feira de cada mês.
Isso é verdade no ensino pré-escolar. No 1º ciclo não.
No 2º e 3º ciclo é igual…. ou não acreditam?!
Exatamente o que comentei!
As diferenças são praticamente nulas.
Carla:
O atendimento aos pais é obrigatório e faz parte do horário dos professores.
Tente informar-se melhor.
E também há os pais que também são professores de outros ciclos de ensino que são humilhados cada vez que têm que pedir autorização para ir às reuniões de EE dos filhos que frequentam o 1.º ciclo. Tudo na escola pública! Aconteceu-me ontem. A Subdirectora disse-me que a dispensa ou sequer a troca ao serviço de vigilância dos exames nacionais para ir às reuniões dos meus filhos (1.º e 2º ano do 1.º ciclo) não é com ela! Será com quem, então?
Muito bem dito! É preciso dizer as verdades para que os portugueses tenham noção do que se passa.
E aquela mãe, que preenche mal o pedido de subsídio, que lhe é devolvido e diz ao filho :
– ela (que sou eu, a professora) anda a brincar comigo.
O atendimento é mesmo obrigatório…consultei a lei e tive uma reuião com o sr diretor que me disse que não podia dizer que não havia atendimento…mas não está marcado no horário do professsor pois as horas foram canalizadas para reuniões. Mas … por aqui pais quanto mais longe da escola melhor.. só se houver algum problema e formos chamados à escola. Há realidades e realidades. Soube na última semana as notas do meu filho, pois a tal dita reunião intercalar não aconteceu pois a professora adoeceu. De resto este período não tive qualquer outra informação do seu aproveitamento/comportamento….pois tudo se resolve portas adentro…
Carla este ano escreva uma cartinha registada… solicitando informação por escrito do horário de atendimento. Há prazos para responder. Se o Sr. Diretor não responder envie a mesma cartinha para a sua Direção Regional de Educação ( não sei se é a denominação atual). O pior disto tudo é que nós temos medo de dar a cara pensando sempre nas represálias que os nossos filhos possam sofrer e vamos calando e cada um vai fazendo o que bem lhe apetece.
Desculpe mas tem de haver um atendimento aos pais, sou professora de 3º ciclo e secundário e esse atendimento está marcado no meu horário.. Logo, deve apresentar queixa da professora e do agrupamento. Olhe que eu cheguei a receber pais em horários que lhes convinha a eles (se me fosse possível),por não poderem ir à hora que eu tinha marcada. Combinávamos por email.
Eu, como sou do contra, acho este texto um autoelogio barato que, ainda por cima, podia ter sido mais bem escrito. Pretende, na minha leitura, distinguir os professores do 1.º CEB dos seus pares.
Este texto, mais do que tudo, é sobre a vida e essa é transversal a todas as áreas laborais (e demais). Ao longo da nossa vida, já nos cruzamos com seres humanos distintos, com as suas idiossincrasias, comportamentos e valores ímpares. Logo, não vejo necessidade de sublinhar tudo isto no 1.º CEB.
Ok, agora venham a críticas, o ressabiamento e, porventura, o insulto. Batam palminhas ao texto e ao seu autor. Eu tenho as costas largas e aguento bem…
Podes ter as costas largas… Mas tens as vistas bem curtas.
Eu vejo a curtas distâncias porque outros, cheios de si, veem tudo e tão bem que não deixam nada para os outros.
É verdade que no 1º ciclo, supostamente a relação com os pais é mais próxima, pois por um lado as crianças são mais pequenas e por outro têm apenas um professor titular de turma. Penso que o texto se refere mais à atitude dos pais perante a paternidade e inerentes responsabilidades do que à profissão em si ou às diferenças entre os ciclos de ensino. Sou professora do 1º ciclo e, felizmente, tenho encontrado, ao longo dos meus 30 e coisa anos de exercício docente, muitos e muitos pais esforçados e que querem o melhor para os seus filhos: ricos, pobres e assim assim. Também existem aqueles que são maus pais porque não sabem ser de outra maneira, e outros que não merecem os filhos que têm. Procuro que estes últimos não me façam esquecer os primeiros.
E é assim…
Presunção e água benta…
…Tomas isso como se fosse um comprimido santo…
Há quem nada tome e tenha uma falta de chá, ui ui…
Não acho que seja do contra. Pessoalmente concordo que devia estar mais bem escrito, atendendo à dimensão do blogue em causa. De facto, enfatiza o 1.º CEB, como todas as publicações do autor, quando se trata de uma problema transversal. Pelo menos até ao 3.º CEB pois do ensino Secundário não tenho experiência.
Concordo Do Contra. Podiam-se insurgir contra a grave crise social que estamos a atravessar em vez de atirarem tudo para as costas dos pais. Há pais e pais, como há professores e professores, como há alunos e alunos. E este é um problema transversal a toda a sociedade. Cada vez que os professores me vêm com a lengalenga que “a culpa é dos pais que não dão educação” fico doente.
Tanto és do contra, que és anónimo e está tudo dito!!
E tu, que te identificas como Duarte Félix, também és um anónimo e o teu comentário transparece um raciocínio escatológico… E está tudo dito!
Não me digas que Contra é o sobrenome!!!Excremento é a tua linguagem!!
Atacar terceiros parece ser um ponto forte teu, mas ser atacado… Está quieto!
Volta para a cozinha porque, da minha parte, estás perdoado! Tipos como tu, Duarte Félix, que escrevem nome e sobrenome, que dão a cara e sei lá mais o quê em nome de uma qualquer verdade, que não aguentam ver uma opinião diferente, não merecem a minha atenção. Ponto.
Desprezo total em 3, 2, 1…
Enquanto a educação não saír de casa com as crianças, ou até mesmo entrar em casa para que os pais adquiram alguma, viveremos num país de anti-professores, que são constantemente chamados a fazer as vezes dos pais/encarregados de educação, quando a sua função é ENSINAR! Infelizmente não é preciso saber nada para ser pai/mãe, basta acontecer. Já o professor passa uma vida inteira a estudar sobre todos os temas que o ajudem até a educar.
No 2.º ciclo as diferenças não são muito significativas. Pelo menos quando se é DT ou professor mais preocupado.
Caros colegas,
Chamo a atenção, de que também há professores e professores!!!
Como pai, já senti na pele, que há tantos e tantos professores, que de professores não têm nada…
Se um pai (responsável) fizer um texto deste “género” sobre os professores que encontrou ao longo do percurso escolar dos filhos, desde o JI ao Secundário… era melhor nem ler…
Quantas escolas e quantos professores, são os primeiros a trabalhar a EXCLUSÃO em vez da INCLUSÃO???!!! Seja, nas pequenas ou nas grandes coisas… ao longo dos anos escolares.
Gostava muito de ler algo sobre a temática proposta. Mais, gostava de ver este “seguidismo” docente se esse texto fosse publicado. De facto, o inferno são mesmo os outros… Sempre eles!
Olá Rui. O texto está fantástico! Pode parecer uma anedota, mas infelizmente é a realidade das nossas escolas… Adorei aquela da casa de banho aquecida…. kkkkkk Abraço!
Infelizmente há de tudo… não só os pais como também os professores têm muito que se lhe diga!
Como aqueles que só lá estão para “picar o ponto”, aqueles que querem que sejam os pais a ensinar a matéria quando a função dos pais é auxiliar depois do professor a ensinar, aqueles que só gostam de quem lhes dá presentes, aqueles que deviam estar no lugar de aluno em vez de docente… também haveria, certamente, muito a dizer!
Acho que esse assunto também seria digno de um post…
Caro senhor Rui, após a leitura do seu texto, sobre Pais e responsáveis da educação das nossas criancinhas, tenho de lhe dar os parabéns, por ter traduzido também o que hoje se passa nesta nossa Sociedade Civil, que após as garantias de rendimentos mínimos e de reinserção social, tornou.se numa sociedade muito ocupada, mas não para trabalhar seja em que for, mas nas deslocações aos cafés, aos locais da droga etc. por estes motivos a falta de tempo para os filhos, que por sinal, passaram a ser uma fonte de rendimento ( mais de três filhos, cerca de 800,00 E), enquanto um trabalhador que ganha 600,00 E leva um abono muito inferior. Por isto tudo as dificuldades em olhar pelos filhos, mas não podemos esquecer que o sistema também tem as suas culpas, porque a maioria dos que foram nomeados Directores das Escolas, não tem coragem de denunciar as várias situações, por covardia ou interesse próprio, porque grande parete delas não são por capacidade mas por cor politica ou simples amizade. Manuel Freitas
itica
E não falou que os profs do 1º Ciclo trabalham mais horas do que qq outro ciclo! E tendo em conta que se ficarem colocados num horário incompleto, têm um vencimento inferior, pq é calculado através da divisão por 25 ao invés de 22 dos outros ciclos. Assim como o tempo de serviço é calculado de outra forma, ficando o docente prejudicado em vários dias por causa da divisão por 25h.
Eu sou do 2ciclo e trabalhei 1 ano apenas no 1ºciclo por necessidade..e posso adiantar que é mt mais trabalhoso…mas nem se compara. Estes docentes continuam a ser olhados de lado por colegas de outros ciclos, mas deveria ser exatamente o contrário!
Concordo em 99% do texto. O exemplo de “A mãe que diz à filha, depois de uma conversa com o professor, “quando o teu pai chegar a casa vai falar contigo. Já te tinha avisado que não tens de mexer no que é dos outros” (quando, infelizmente, o exemplo vinha dele por estar preso por furto).”, não me parece que seja assim tão mau da parte da mãe. Ia dizer o quê à filha? “Tal filha, tal pai.”??
obrigada
Resumindo, o texto em questão está tão suficientemente bem construído que incomoda lê-lo. Obviamente, alguns não aguentam porque, como lhes é costume, preferem centrar-se no escriba!
Para quando o curso profissional de pais? Penso que o país tinha mt mais vantagens nem que fosse a longo prazo. Para mt gente tenho a certeza de séria mt útil e resolvia alguns problemas nomeadamente a geração futura. Pensem nisto a sério e com seriedade. Por favor.
Há 23 anos que afirmo que esse curso é absolutamente essencial, mas desisti: lamento confessar que a idade, a doença e as injustiças e mentiras pesaram mais e pedi a reforma depois de me dizerem que não estava a fazer o suficiente pelos meus alunos quando ia trabalhar sem forças e furiosa comigo própria por não as ter. Na realidade estava esgotada pelo esforço que me era exigido: comprovado por atestados médicos do médico de família, que foram postos em causa (mas não oficialmente…) porque não dava jeito administrativamente. Estive dos 2 lados da “barricada” e tenho tido a alegria, compensação de ser apreciada por filhos e ex-alunos que avaliaram o meu “trabalho” (para mim era uma carreira!) como extremamente positivo. Há pais e pais, há professores e professores, há alunos e alunos, mas não devíamos estar todos no mesmo barco, a remar no mesmo sentido…???
As “injustiças e mentiras ” que levam à doença 🙁
Lamento muito.
🙂 Falou pouco das patifarias dos alunos! Eu queria recordar tempos de estudante.
Já é quase o mesmo noi universitário
https://expresso.pt/sociedade/ensino/2023-11-11-Caramba-isto-parece-o-liceu-estao-sempre-irrequietos-universidades-queixam-se-da-imaturidade-dos-alunos-e-da-interferencia-dos-pais-b634e08f
[…] dos … pais “No” 1º Ciclo… Neste caso “No” 2º Ciclo. […]