Mais uma vitória da nossa seleção.

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Yes!!!… Sou o Mourinho do Teatro com alunos com NEEl!!.. Pensei eu babado depois do último espetáculo.

Ao fim de 5 meses de ensaios estava tudo preparado para  apresentarmos o nosso teatro “O Regresso da Malta da Naus”. Uma peça que retrata a coragem dos portugueses que partiram numa casca de noz para descobrir o mundo.

Sala cheia, nervos ao rubro, tudo a postos e…..pufsss. O projetor do auditório da junta de Louredo fundiu. É impossível… Isto não está a acontecer….E o jogo que ia passar na tela com o qual íamos viver intensamente as emoções da nossa seleção num desafio contra Espanha??? Sim porque a peça também brincava um bocadinho com a nossa obsessão pelo futebol.

Adultos e alunos num corre corre em pânico, ponteiros feitos de vassouras amarradas com cachecóis da seleção, escadas improvisadas com mesas e cadeiras amontoadas, tira pilhas, mete pilhas, liga, desliga e nada, o diabo do projetor não funcionava.

Os alunos espelhavam a desilusão sentados no chão do palco, já se falava em cancelamento quando pedimos para toda a gente parar com aquele frenesim e esquecerem o projetor.

Dirigimos-nos aos alunos e explicamos-lhes a situação dizendo que não havia projetor para ver o jogo e que a única forma de darmos a volta a esta crise era convencermos o público que estava a ver um jogo. Para isso tínhamos que representar com tanta garra… mas com tanta garra… como nunca o tínhamos feito até hoje.

Já sabem porque me senti o Mourinho. A cortina abriu e….senti-me tão orgulhoso.

Barreiras, dificuldades, limitações???…

Era vemo-los a dominar por completo as emoções e a admiração do público. Claro que eu e os colegas que entravámos na peça ao ver isto ganhamos inspiração e “toca a seguir o exemplo”.

A fasquia estava muito alta e foi pura magia.

Uma oportunidade na crise???…

Temos tanto a aprender…que pena só valorizarmos o futebol.

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15 comentários

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  1. muito fixe! eu nunca ti-ve uma experiência dessas, gosta-va de ter alunos assim. para-béns

      • Luis Baiao on 14 de Junho de 2015 at 16:20
      • Responder

      Aconselho vivamente um voluntariado numa instituição de pessoas com deficiência. É uma experiência única. Uma aprendizagem. Fica aqui um vídeo dos “Mente Aberta” uma banda onde sou mentor e voluntário. https://www.youtube.com/watch?v=J9bvIXKAHOQ
      Obrigado.

    • Angela on 13 de Junho de 2015 at 21:54
    • Responder

    Caro “Stôr Saco Cheio”
    Todas as atividades realizadas em benefício dos alunos nomeadamente dos mais necessitados, são de louvar. No entanto, quando fizer questão de a(s) anunciar, tenha cuidado com os erros de redação.

      • Luis Baiao on 13 de Junho de 2015 at 22:34
      • Responder

      Obrigado. Estão “apresenta-das” as minhas desculpas pelos “cascóis”. Isto de andar a escrever artigos entre relatórios de avaliação dá nisto. Fica mal a um professor- 😉
      Se notar mais algum erro por favor avise.

        • Trolha on 14 de Junho de 2015 at 11:00
        • Responder

        http://www.conjuga-me.net/verbo-convencer

          • Luis Baiao on 14 de Junho de 2015 at 12:40

          Obrigado. É muito útil.

        • luísa on 14 de Junho de 2015 at 15:11
        • Responder

        Adorei e deve ter sido uma experiência única. Já agora, colega, emende o erro de sintaxe: Claro que eu e os colegas que entravámOS (eu+eles= nós)

          • Luis Baiao on 14 de Junho de 2015 at 15:28

          Obrigado Luísa.

      • Luísa on 14 de Junho de 2015 at 13:16
      • Responder

      É de lamentar quem não é capaz de se deixar enlevar pelo conteúdo do que está escrito e imaginar aquele acontecimento. Felizmente eu consigo e os erros ortográficos só os deteto se estiver preocupada em fazê-lo. Mesmo quando “esbarro” em alguns parece-me de uma mesquinhez atroz fazer o reparo a quem está bem mais preocupado com as pessoas do que com as letras.

        • luísa on 14 de Junho de 2015 at 15:10
        • Responder

        Pois, por isso a crítica aos profs que fizeram a PAAC.É por não repararem que depois se “enganam” e enganam os alunos. Não custa nada fazer bem, leva o mesmo tempo.

        • Luis Baiao on 14 de Junho de 2015 at 15:24
        • Responder

        Obrigado Luísa,
        Claro que nos blogs, assim como no teatro, na música, e em todo o lado há os que se preocupam mais em ver os erros do que apreciar. No entanto temos que ter abertura para ouvir as críticas. Prefiro pensar que as pessoas que criticaram, estavam atentas e corrigiram-me para que eu possa aprender e por isso tenho que lhes agradecer. Felizmente não é um livro, é um blog e dá para corrigir. Por isso agradeço que o continuem a fazer.
        A escrita não é a minha praia (desde muito cedo), mas é algo que tento meditar e corrigir, em tempo de avaliações é que é mais difícil.
        Obrigado sincero a todos.

          • luísa on 14 de Junho de 2015 at 20:08

          Não me leve a mal, Luís, não tive qualquer intenção em criticar por criticar. Ontem quando li, tentei enviar um mail pessoal, mas como não percebo nada de blogs, não consegui. Hoje apercebi-me que já tinha editado o texto. Não gosto que nos critiquem, por isso não gosto de lhes dar aso a isso. Agora pode estar certo que o trabalho que fez emocionou-me por vários motivos, alguns pessoais.
          Cumprimentos

          • Luis Baiao on 14 de Junho de 2015 at 23:12

          Luísa.
          Descobri que o meu nome tinha acento no i quando estava no 10º ano por isso pode imaginar o que foi (é) a língua portuguesa para mim.
          A melhor maneira de superar os nossos medos é enfrentá-los (está bem conjugado? ;-)).
          Não tenho qualquer vergonha ou complexo do que fui e do que sou. É preciso ter mente aberta para aceitar as críticas. Tal como dizia Samuel B. “Tenta. Fracassa. Não importa. tenta outra vez. Fracassa de novo. Fracassa melhor”.
          Escrever para mim continua a ser um desafio e não tenho que ter medo ou esconder. Só escrevi uns erros num blog numa altura de avaliações, mais nada. Vale o que vale.
          A mensagem que me enviou era pessoal mas ao responder a agradecer automaticamente se tornou pública.
          Obrigado sincero (mesmo) Luísa.

    • Maria Martins on 14 de Junho de 2015 at 8:51
    • Responder

    Caro colega, obrigada por partilhar um sentimento com o qual me identifico porque provém de “inventar” ou reinventar a essência da nossa profissão. Num contexto tão desgastante em que tantas vezes me sinto completamente cilindrada com o que não tem nada a ver com ensinar, é no “fazer diferente” que está a energia para salvar os 11, 15, sei lá quantos anos que ainda estarei a trabalhar. Bem haja.

      • Luis Baiao on 14 de Junho de 2015 at 12:39
      • Responder

      E cada vez vai ser pior, não tenhamos ilusões. Temos pensar cada vez mais positivo num mundo cada vez mais negativo. É um exercício. Obrigado colega.

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