
Dez 29 2024
Literacia: Estamos na cauda da Europa
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/12/literacia-estamos-na-cauda-da-europa/
Dez 29 2024

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15 comentários
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Olha… A Lurdinhas ainda é viva? A principal coveira da educação vem agora mandar umas postas de pescada.
Rui, importa se de publicar a fonte deste artigo de jornal?
O Público está preocupado com a fraca literacia dos portugueses e foi consultar alguns dos responsáveis pela situação, mas enquanto “especialistas”, não enquanto responsáveis. Temos Joaquim Azevedo, Maria de Lourdes Rodrigues e Nuno Crato, entre os ex-governantes. Parece que alguns acham ser urgente um “plano”, apesar de terem estado décadas em posições de influência ou decisão. Entretanto, já acedi à notícia e percebi que nem a própria responsável pela medida, fala nas Novas Oportunidades, essa fraude certificadora, que quase nada contribuiu para acrescentar fosse o que fosse à literacia dos adultos. Azevedo fala em Casas de Aprender e nas Universidades séniores, o que só me pode suscitar sorrisos de tão caricata que parece ser cada vez mais a sua ligação à realidade concreta do país. Crato empurra tudo para o que parecem ter sido ganhos exclusivos dos seus mandatos em matéria de PISA, desviando-se do problema em apreço. Mas, não desesperem, a menos que mudem os critérios, daqui a 20 anos, apesar da geração mais “qualificada” de sempre, não estaremos muito melhor. E não adianta virem com inúmeras literacias, se desprezam as mais básicas de todas, porque as acham anacrónicas, ultrapassadas, tradicionais. Pouco divertidas, trabalhosas.
Há mesmo um especialista que perante a baixa literacia dos adultos vem falar nos PISA feitos a alunos de 15 anos e das vias de estudos no Secundário. Sim, se for para prever que as coisas não irão melhorar, porque o problema não é apenas o caminho que se segue, mas como é feito e se chega à “meta” e o que se entende por isso. Fala em “paradoxos”, mas só pode achar isso quem não sabe como progrediu muita da “certificação” académica em Portugal. Outra especialista (Isabel Flores) adianta a explicação científica (?) da vida dos adultos ser “aborrecida” e de “assim como o corpo enfraquece sem exercício, o cérebro mirra sem estímulo”, o que deverá ser um fenómeno quase exclusivamente nacional, pelos resultados.
Uma das razões para este permanente atraso? Consultarem os responsáveis pelo fracasso como especialistas em soluções. E especialistas em não compreenderem a realidade como capazes de a alterar. Darem-lhes a possibilidade de fazer novamente asneira ou de aconselharem, depois de se perceber que não perceberam grande coisa no passado recente. De serem eminências pardas ou conselheir@s do “modelo”, do “paradigma” que criaram e mantêm, apesar de falarem muito em “inovação”. Há quem acredite que é errando que se aprende. O problema é que por cá ninguém acha que errou. Incluindo quem abdicou de informar de modo crítico, na hora certa, preferindo colaborar, nem que fosse por inacção, na diabolização de quem ia dizendo que o caminho estava errado. Ou então modela as suas opiniões especializadas ao ambiente do momento, farejando o aroma dos tempos e o sentido do vento que pode transportar encomendas de estudos.
Não é assim?
Disse tudo.
Quem fala assim nas ex-Novas Oportunidades (vulgo RVCC – ok, discutível, mas não descartável – e EFA) é porque: a) Se está a baldar para os adultos; b) Tem zero experiência na educação de adultos ou só sabe lidar com a garotada insurreta e hiperprotegida, isto é, com a escolinha.
Concordo inteiramente consigo.
Pode não se ter experiência como professor ou conhecimento do que são cursos EFAS e RVCC. Mas vai se conhecer. . Ler. Não é pelo que dizem. Percepções. Boatos.
Agora falta de sensibilidade e respeito pela educação de adultos é o pior de tudo.
Há profs que estão formatados pelo ensino formal de jovens e crianças. Não conhecem
outras modalidades. E em vez de reconhecer a sua ignorância, tornam se arrogantes.
Não podemos esquecer que nos últimos anos, Portugal tem recebido muitos imigrantes e refugiados.
O primeiro passo era colocar essa “senhora” que está na primeira fotografia, a baloiçar pendurada numa árvore.
E já vai tarde.
O resultado das más políticas da Educação. Mas ainda vai ser pior.
Os que entram agora, e andaram a trabalhar em empresas privadas durante os piores anos da Educação, só vêm para “mamar”. Dizem-se melhores do que os que lá estão (que passaram e passarão as passas do Algarve), porque tiraram uns mestrados via ensino (que foram tirados sabe-se lá como, porque não sabem nada de pedagogia nem querem saber).
O futuro da Educação é negro. Muito negro.
Quem fez bem foi quem saíu na Troika e já não volta.
Fizeram muito bem.
abram a pestana…!!!
Pobre país que tem como ilustres especialistas, seja do que for, a Maria de Lurdes Rodrigues e o Nuno Crato. E ainda há quem lhes dê ouvidos? Estamos fritos!
As aulas expositivas fazem muita falta.
A leitura acompanhada,reflexão também.
Por isso é que eu não leio esse jornal, o público. Como já aí disseram, só pode ser uma piada (de muito mau gosto) chamarem os responsáveis pelo péssimo estado da educação para fazerem, agora, o seu diagnóstico e quiçá mandarem mais uns bitaites. Que fotos mais nojentas – mentes perversas, pessoas sinistras – não se aproveita um.
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