A Greve da ANPRI/Fenprof Fica Esvaziada?

A greve marcada em conjunto pela ANPRI e pela Fenprof para as funções de apoio e manutenção dos equipamentos tecnológicos e ao suporte técnico de provas digitais pode ficar esvaziada com a Nota Informativa do MECI que atribui até 5 horas extraordinárias a cada professor com essas funções.

 

Um professor que recuse as horas extraordinárias poderá fazer greve?

 

Hoje mesmo foi enviada a seguinte informação às escolas e o máximo de 5 horas extraordinárias são por docente com funções atribuídas na escola e não é o máximo que cada agrupamento pode distribuir aos docentes dentro da escola.

 

 

Exmo. Sr./a

Diretor/a de AE/EnA

Presidente de CAP,

Na sequência da Nota Informativa, “Orientação sobre a atribuição de horas extraordinárias no âmbito do Plano Escola Digital”, que se anexa, remetida no passado dia 2 de maio, e tendo a DGEstE ficado responsável pela monitorização do processo, em articulação com o IGeFE, I.P., é necessário, desde já, proceder à recolha de informação rigorosa sobre a implementação da medida pelos AE/ENA.

Assim, remetemos em anexo um ficheiro, para o qual solicitamos preenchimento e devolução, para o email [email protected], onde, para cada caso de atribuição de horas extraordinárias devem registar os dados nele enunciados, por docente (deverá ser criada uma linha para cada docente).

Esta informação deve ser reportada doravante e sempre que ocorra atribuição de HE no âmbito desta nota informativa, até ao final deste ano letivo.

 

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8 comentários

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    • Anónimo on 6 de Maio de 2024 at 21:23
    • Responder

    O problema desta greve é que muitas escolas colocaram no horários dos docentes horas para este efeito.
    Durante o ano estas horas são aproveitadas para manutenção informática de outros equipamentos, ou outras tarefas que não são responsabilidade de professores.
    Agora têm de ser aproveitadas para os exames / provas.
    Pode alguém fazer greve a estas horas?
    A lei é pouco clara.
    Aliás, a lei é pouco clara no que respeita a manutenção informática, porque esta tarefa não é de professores, mas sim de técnicos informáticos que não existem nas escolas.
    O ministério tem andado a brincar com esta situação, há muitos anos.
    Mas os colegas têm feito tudo por carolice, ou porque há diretores que usam “chantagem”, dizendo que se não fizeram acabam cursos e fecham vagas.
    É isto o sistema educativo que temos.

    • Unknown on 6 de Maio de 2024 at 21:57
    • Responder

    O que é que a manutenção informática tem a ver a preparação das provas?
    Preparar PC e Internet para as provas é uma tarefa específica que só em certa medida tem a ver com a manutenção de equipamentos informáticos. Isto terá mais a ver com os secretariados de exames, não?!

      • Anónimo on 6 de Maio de 2024 at 22:20
      • Responder

      Não sei se sabe, mas as provas são online.
      Para serem feitas online tem de haver equipamentos informáticos. E estes têm de ser mantidos.
      Para que as provas se efetuem é preciso inserir dados no programa PAEB (um software que o ministério tem para que as escolas registem presenças, faltas, coloquem notas, emitam documentos necessários para os registos de presneças e envio das provas se forem em papel ou em formato eletrónico, etc.).
      Para que estas aplicações informáticas funcionem, os professores têm de as instalar e inserir dados nos dias das provas, antes, e depois.
      É um trabalho que leva muitas horas, e se prolonga durante as aulas e para além delas.
      Quem achas que faz isto? Maioritariamente os professores de Informática. Nalguns casos outros professores “carolas” que, por amor à camisola, há anos passam os dias, feriados, fins-de-semana e fisn do dia a colocarem dados nestas plataformas para que os exames e provas decorram com normalidade.
      Isto não é trabalho docente. É trabalho técnico.
      As 5 horas que agora querem ser pagas não servem para isto Apenas para a manutenção informática.
      Esta situação vai provocar mais injustiças, porque a maior parte dos professores que prepara os programas para as provs e exames não vai receber esta verba. Apenas os que fazem manutenção.
      Todo este trabalho não deveria ser feito por professores. É trabalho técnico, que caberá a técnicos informáticos fazer. Ou trabalho administrativo que cabe às secretarias realizar.
      Mais uma vez, o ministério quer tapar o sol com a peneira e criará mais disparidades entre professores.

  1. Peço desculpa… Mas os professores são inimigos deles próprios..

    Se disserem que não sabem fazer esse trabalho? E se fizerem esse trabalho de forma defeituosa? Alguém vos despede?

    Abram os olhos ou então não se queixem

    • Cada macaco no seu galho A mulher de césar não basta ser é preciso parecer Quem não quer ser lobo não on 7 de Maio de 2024 at 14:04
    • Responder

    Pois, o que tem lixado mesmo os professores são os “carolas”. No outro dia vi um com um sorriso seráfico a puxar um carrinho de lixo à vista da comunidade. Será que se voluntariam para esconder lacunas que têm? Ou é mesmo para se flagelarem em tarefas que não lhes pertencem? Ridículo puxa sacos! Será graxa, será gente? Gente não é, certamente.

    • CARLOS VASCONCELLOS on 7 de Maio de 2024 at 19:52
    • Responder

    PONTO 1 – As horas extraordinárias decorrentes de necessidades ocorridas durante o ano lectivo são de aceitação obrigatoria (N.º 3 do Artigo 83º do ECD).
    PONTO 2 – Está em vigor, desde o início do Ano Lectivo, um pré-aviso de greve às horas extraordinárias, subscrito por TODOS os Sindicatos que integram a Plataforma Sindical de Professores (FENPROF, FNE, ASPL, SIPE, PRÓ-ORDEM, SPLIU, SPLEU, SINAPE e SINDEP).
    Portanto, não há qulquer “esvaziamento” da Greve. Quem a quizer fazer está ao abrigo do pré-aviso de Greve referente às horas extraordinárias.

    1. Claro.
      Quem quiser pode fazer greve à vontade.
      Vamos ver quem realmente faz.
      É que há muitos que, anrando-se em grandes “sindicalistas”, depois voltam com a palavra atrás.

    • Fernando on 8 de Maio de 2024 at 23:55
    • Responder

    Felizmente o meu agrupamento tem um técnico superior especializado ao abrigo de um programa e que está com todo este projeto também e que retira muito…mas muito trabalho ao professor de informática…
    Infelizmente esses técnicos superiores e outros estão com contratos a termos há mais de 3 anos!
    Os agrupamentos que os tem já não sabem viver sem eles!

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