A greve marcada em conjunto pela ANPRI e pela Fenprof para as funções de apoio e manutenção dos equipamentos tecnológicos e ao suporte técnico de provas digitais pode ficar esvaziada com a Nota Informativa do MECI que atribui até 5 horas extraordinárias a cada professor com essas funções.

Um professor que recuse as horas extraordinárias poderá fazer greve?
Hoje mesmo foi enviada a seguinte informação às escolas e o máximo de 5 horas extraordinárias são por docente com funções atribuídas na escola e não é o máximo que cada agrupamento pode distribuir aos docentes dentro da escola.
Exmo. Sr./a
Diretor/a de AE/EnA
Presidente de CAP,
Na sequência da Nota Informativa, “Orientação sobre a atribuição de horas extraordinárias no âmbito do Plano Escola Digital”, que se anexa, remetida no passado dia 2 de maio, e tendo a DGEstE ficado responsável pela monitorização do processo, em articulação com o IGeFE, I.P., é necessário, desde já, proceder à recolha de informação rigorosa sobre a implementação da medida pelos AE/ENA.
Assim, remetemos em anexo um ficheiro, para o qual solicitamos preenchimento e devolução, para o email xxx.xxx@dgeste.mec.pt, onde, para cada caso de atribuição de horas extraordinárias devem registar os dados nele enunciados, por docente (deverá ser criada uma linha para cada docente).
Esta informação deve ser reportada doravante e sempre que ocorra atribuição de HE no âmbito desta nota informativa, até ao final deste ano letivo.

8 comentários
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O problema desta greve é que muitas escolas colocaram no horários dos docentes horas para este efeito.
Durante o ano estas horas são aproveitadas para manutenção informática de outros equipamentos, ou outras tarefas que não são responsabilidade de professores.
Agora têm de ser aproveitadas para os exames / provas.
Pode alguém fazer greve a estas horas?
A lei é pouco clara.
Aliás, a lei é pouco clara no que respeita a manutenção informática, porque esta tarefa não é de professores, mas sim de técnicos informáticos que não existem nas escolas.
O ministério tem andado a brincar com esta situação, há muitos anos.
Mas os colegas têm feito tudo por carolice, ou porque há diretores que usam “chantagem”, dizendo que se não fizeram acabam cursos e fecham vagas.
É isto o sistema educativo que temos.
O que é que a manutenção informática tem a ver a preparação das provas?
Preparar PC e Internet para as provas é uma tarefa específica que só em certa medida tem a ver com a manutenção de equipamentos informáticos. Isto terá mais a ver com os secretariados de exames, não?!
Não sei se sabe, mas as provas são online.
Para serem feitas online tem de haver equipamentos informáticos. E estes têm de ser mantidos.
Para que as provas se efetuem é preciso inserir dados no programa PAEB (um software que o ministério tem para que as escolas registem presenças, faltas, coloquem notas, emitam documentos necessários para os registos de presneças e envio das provas se forem em papel ou em formato eletrónico, etc.).
Para que estas aplicações informáticas funcionem, os professores têm de as instalar e inserir dados nos dias das provas, antes, e depois.
É um trabalho que leva muitas horas, e se prolonga durante as aulas e para além delas.
Quem achas que faz isto? Maioritariamente os professores de Informática. Nalguns casos outros professores “carolas” que, por amor à camisola, há anos passam os dias, feriados, fins-de-semana e fisn do dia a colocarem dados nestas plataformas para que os exames e provas decorram com normalidade.
Isto não é trabalho docente. É trabalho técnico.
As 5 horas que agora querem ser pagas não servem para isto Apenas para a manutenção informática.
Esta situação vai provocar mais injustiças, porque a maior parte dos professores que prepara os programas para as provs e exames não vai receber esta verba. Apenas os que fazem manutenção.
Todo este trabalho não deveria ser feito por professores. É trabalho técnico, que caberá a técnicos informáticos fazer. Ou trabalho administrativo que cabe às secretarias realizar.
Mais uma vez, o ministério quer tapar o sol com a peneira e criará mais disparidades entre professores.
Peço desculpa… Mas os professores são inimigos deles próprios..
Se disserem que não sabem fazer esse trabalho? E se fizerem esse trabalho de forma defeituosa? Alguém vos despede?
Abram os olhos ou então não se queixem
Pois, o que tem lixado mesmo os professores são os “carolas”. No outro dia vi um com um sorriso seráfico a puxar um carrinho de lixo à vista da comunidade. Será que se voluntariam para esconder lacunas que têm? Ou é mesmo para se flagelarem em tarefas que não lhes pertencem? Ridículo puxa sacos! Será graxa, será gente? Gente não é, certamente.
PONTO 1 – As horas extraordinárias decorrentes de necessidades ocorridas durante o ano lectivo são de aceitação obrigatoria (N.º 3 do Artigo 83º do ECD).
PONTO 2 – Está em vigor, desde o início do Ano Lectivo, um pré-aviso de greve às horas extraordinárias, subscrito por TODOS os Sindicatos que integram a Plataforma Sindical de Professores (FENPROF, FNE, ASPL, SIPE, PRÓ-ORDEM, SPLIU, SPLEU, SINAPE e SINDEP).
Portanto, não há qulquer “esvaziamento” da Greve. Quem a quizer fazer está ao abrigo do pré-aviso de Greve referente às horas extraordinárias.
Claro.
Quem quiser pode fazer greve à vontade.
Vamos ver quem realmente faz.
É que há muitos que, anrando-se em grandes “sindicalistas”, depois voltam com a palavra atrás.
Felizmente o meu agrupamento tem um técnico superior especializado ao abrigo de um programa e que está com todo este projeto também e que retira muito…mas muito trabalho ao professor de informática…
Infelizmente esses técnicos superiores e outros estão com contratos a termos há mais de 3 anos!
Os agrupamentos que os tem já não sabem viver sem eles!