Sim, voltemos à síntese sobre a educação:
“Não se trata de encher um balde, trata-se de acender um fogo.”
E sejamos, pois, directos e pragmáticos: não é possível acender um fogo em vez de encher um balde se o que se pede no final, nos exames, é que o balde cheio — o aluno que sabe a matéria — descarregue a água pedida na medida certa. Uma avaliação fechadíssima, de qualquer disciplina — que em vez de pensamento pede fechamento —, o que exige é o balde cheio de uma água concreta e bem definida e o que impede, violentamente, é o espantoso exercício da curiosidade. Mesmo que tal seja involuntário ou mesmo inconsciente, é isto que acontece. Toda a curiosidade será proibida, diz o exame fechado, logo no início do ano, aos alunos, em modo altifalante, para que nenhum ouvido escape; toda a curiosidade sobre assuntos laterais ao programa, mesmo que assuntos fascinantes, é curiosidade inútil, pois não enche o balde com a água fechadíssima que vem para a avaliação — esse autor e essa ideias são incríveis, sim, mas não vêm para o exame; peço desculpa, passemos à frente




5 comentários
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Já tinha lido.
Venha algo de novo.
Gostava de ouvir falar de todos os exames, do básico e secundário, feitos para 120%, ou 220/200. Acertar em 5, ou 2 perguntas é igual, só contam as certas…
Assim aproxima a excelência da mediania e se tem o falso sucesso a todas as disciplinas.
A avaliação por exames de caneta e papel é fruto do atraso do sistema educativo português..
O mundo global, para o qual preparamos os nossos alunos e filhos, requer múltiplas competências que não se comparecem com examezinhos “de balde”.
Como o colega diz: a maior parte dos professores portugueses gosta de encher o balde quando deveriam atear o fogo da curiosidade e do conhecimento.
São uns tristes provincianos a defender um sistema de avaliação anquilosado.
Mas convencidos de que são muito bons. Falta lhes conhecer o mundo. Viver noutras partes com outros sistemas.
Nisso o ministro da educação português tinha razão. Queria terminar com os exames e desenvolver outro tipo de provas que implicam mais competências por parte dos alunos mas perdeu para a ministra do superior( grande cientista mas uma quadradona de pensamento).
Se fosse eu tinha me demitido logo. Teve que engolir um Sapão.
O ministro da educação em Portugal necessita, é, de adquirir muitas competências, a todos os níveis!…
Até, na educação do próprio!….
Nisso tem completa razão. É um completo totó. Um académico das letras de bengala. Fechado na academia e no seu círculo de amigos.
Precisávamos de engenharia e de paixão . Como a do Guterres e a do Roberto Carneiro. Pessoas com preocupações sociais e com uma visão/ engenharia do mundo.