Retomo um artigo meu com mais de uma década, ainda antes da publicação do Estatuto da Carreira Docente de 2012, e após estar em vigor o ECD que eliminava o índice 151 para quem entrasse na carreira.
Por vezes ainda penso nesta alternativa para recuperar algum tempo.
Pois é. Ando há bastante tempo a pensar nesta lógica da batata.
É uma lógica sem muito lógica, mas que no fundo pode ser uma alternativa ao travão imposto por MLR (Maria de Lurdes Rodrigues) e com continuidade em IA (Isabel Alçada) no que respeita à efectiva contagem de tempo para posicionamento na carreira.
Agora que temos o projecto de alteração ao ECD, bem como a portaria de vagas e o despacho do factor de compensação vou lançar esta minha lógica.
Iniciei funções em 1/9/93, congelei entre o dia 30 de Agosto de 2005 e o dia 31 de Dezembro de 2007, no fim do ano lectivo 2010 tenho contabilizados cerca de 14 anos e 8 meses de serviço.
Pelos sucessivos travões encontro-me no 3º escalão e só subirei ao 4º em 31 de Dezembro de 2011.
Se porventura todo este tempo fosse contabilizado estava situado no 4º escalão e no ciclo avaliativo contingentado.
A minha lógica é esta:
Renunciar ao meu lugar de quadro em 2011 e concorrer no concurso externo ao meu grupo de docência no concurso previsto para 2011/2012.
Caso obtenha lugar de quadro, ao abrigo do número 3 do artigo 36º saltaria para o 4º escalão adiantando 4 anos na carreira.
Valerá a pena o risco?




23 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Eu já ponderei fazer isso…
Muito interessante esta exposição, das famosas “idiossincrasias”, “é a vida”, “paciência”, “singularidades”, etc defendidas pelo ME e restantes instituições que abominavelmente compactuam com tudo isto
Que ocorre num sector, ironia das ironias, que tem como função formar os futuros cidadãos portugueses, potenciando a sua integridade, ética, consciência cívica, moral e coletiva.
As ultrapassagens resultam sempre de opções individuais. Cada um deve poder exercer a sua liberdade, fazendo as opções que entenda serem as melhores. Ninguém quer uma carneirada, toda igual, em fila, ordenados pela antiguidade.
Não. As ultrapassagens resultam de legislações mal feitas e que promovem as próprias ultrapassagens, como o Despacho 119/2018, que implementou a ultrapassagem de todos os que estavam na carreira há mais tempo por quem ainda não estava e entrou nesse ano, mesmo tendo menos tempo de serviço.
Mas não foi só aí.
Quando o índice 151 foi eliminado, nem todos foram automaticamente reposicionados no 167 ( o que passou a ser o primeiro indíce). Houve muitos que não o foram de imediato sendo expurgados de vários meses de salário pelo 167. Um nojo e uma roubalheira.
Mentira, eu e muitos outros fomos ultrapassados (ie, pior colocada que colegas com menos graduação) no passado à conta da verborreia legislativa que altera ciclicamente os procedimentos concursais.
O novo acelerador vai incrementar mais ultrapassagens. Os mais prejudicados serão sempre os que viram os seus nomes nas listas da vergonha.
A carreira dos professores é uma manta de injustiças criadas pela abundante legislação que ora avança ora retrocede desde a ministra Maria de Lurdes Rodrigues até aos nossos dias.Essa mulher só apareceu para estragar o que estava bem feito. Devia ser criminalizada. Não basta os políticos irem se embora depois da borrada feita. Deviam ser responsabilizados perante os tribunais pelos seus atos políticos com consequências civis. E ainda se atreve a comentar nas televisões. Falta de vergonha e de responsabilidade.
A legislação que é publicada deveria ser reparadora das injustiças e não passar lhes por cima como está a acontecer. Ou pior, gerar outras, como o último decreto que foi publicado.
Fico perplexo com o Professor Marcelo e com a sua falta de atenção para estas questões. Tão sagaz. Tão conhecedor dos problemas do Direito e deixa que estas situações coexistam!
Não há nenhum ilustre Constitucionalista que se disponibilize para nos ajudar a fazer a história destas leis e das suas incongruências e a reparar as injustiças causadas?
Cada professor é o resultado de uma lei diferente. Segundo o ano em que começou a ensinar ou entrou na carreira. No entanto temos as mesmas funções e as mesmas responsabilidades.
Os sindicatos deviam gastar dinheiro numa consulta de um constitucionalista sobre as injustiças/ anticonstitucionalidade da legislação publicada na educação. Por que esperam? Caravanas, acampamentos e tal. Perder tempo.
Nem mais.
Essa bovina deveria ser responsabilizada criminalmente pelo que fez à Educação deste país.
Um nojo!
Penso exactamente nisso. Fui professora contratada desde Setembto de 1999. Vinculei em 2017. O tempo de serviço congelado entre 2005-2007 e 2011-2017 esteve nos mesmos moldes. Mas com uma agravante. Como vinculei em Setembro de 2017 estive como muitos a aguardar instruções sobre o que fazer. A nota de reposicionamento dos docentes apenas saiu em Maio de 2018 e como a única coisa que me faltava era ter aulas assistidas para ir para o 3 escalão, apressei-me a requerer as mesmas (tinha o tempo de serviço em Março, tinha as 100 horas de formação contabilizadas). A escola não me providencou aulas assistidas. O ano terminou. E mudei de escola e de grupo de recrutamento, sem sequer saber a minha avaliação (mas como se falava que devido ao orçamento de Estado todos teriam bom administrativo, sempre pensei que me incluísse nessa situação). Acabei por ter aulas assistidas em Novembro. E pronto. A nova escola colocou-me no 3 escalão a contar a partir de Março de 2018. Entretanto, com novo concurso em 2021, mudei de escola. A escola nova alertou-me referindo que a minha situação estava irregular, que nunca poderia ter ido para o 3 escalão em Março de 2018, quando nem avaliação tinha e as aulas assistidas ao abrigo da portaria do reposicionamento não se aplicavam na minha situação. Como desde que entrei no quadro, só tinha tido avaliação em Julho de 2020, era essa a data que deveria ser contabilizada para o 3 escalão. Resumindo, cumpri tempo de serviço e formação em Março de 2018, mas por questões que me ultrapassavam não tinha aulas assistidas e só as consegui em Novembro de 2018, sendo que a primeira avaliação foi em Julho de 2020. Mesmo tendo pedido aulas assistidas em Maio, nada disso me valeu. E o facto de não ter tido avaliação em Julho de 2018, também me ultrapassou, porque entreguei o relatório de avaliação, como anualmente, e não valeu de nada. Após apontar a injustiça de me descontarem 2 anos e meio de tempo de serviço, estando já eu na carreira, e não correspondendo a período de congelamento, a secretaria colocou o problema ao ministério e tentaram resolve-lo, sendo que as duas instituições concordaram que era injusto mas que nada se podia fazer porque o decreto lei é claro, só se pogride depois de cumpridos os requisitos (tempo+formação +aulas assistidas+avaliação). E eu não tive aulas assistidas antes de Novembro de 2019 nem avaliação antes de Julho de 2020. Depois de muita pressão, o ministério lá concordou em solicitar a escola que me avaliasse extraordinariamente para o período referente a Julho de 2019 (porque as aulas foram em Novembro de 2018). Sempre insisti na avaliação de Julho de 2018 – para não perder ano e meio- mas sempre alegaram não ser possivel, escudando-se no facto de que ter pedido aulas assistidas em Maio e concretizadas em Novembro não era para a minha circunstância. Eu e outros como eu fomos vitimas de uma omissão do sistema e tudo seria mais fácil se só tivesse vinculado em 2018.Tendo percorrido o pais durante 9 anos, sido contratada 18 sem nunca ter ficado um ano desempregada, realizado uma licenciatura e mestrado pré bolonha (que nunca me foi contabilizado por ter sido concluído enquanto contratada) sou mais uma das desencantadas com o sistema. O sindicato nem se interessou, agarrando-se cegamente à legislação e não admitindo a injustiça (e nisto tenho que parabenizar o ME que pelas suas técnicas mostraram maior empatia e vontade de resolver minimizando os danos). Estou com 48 anos e ainda ne interrogo se valeria a pena avançar para um advogado particular; mas depois de tanto desgaste, resolvi reorientar a vida e sou mais uma prestes a abandonar o ensino e a emigrar daqui a um ano. Quem ficar, que feche a porta, mas como vêm aí as parcerias CPLP isto vai ficar bem melhor!
Também a mim não me contaram o mestrado pré-bolonha que fiz, porque não estava na carreira.
Mais um nojo!
Fico chocado quando oiço nos comentários referir a escola pública portuguesa como a escola dos pobrezinhos.
Como é possível fazer se a apologia da discriminação numa sociedade democrática?
Ou não tem um pingo de humanidade ou é nazi. Ou é tonto.
Espero que não seja dirigente escolar. Não gostava de estar na escola dele.
Talvez também acrescente a escola dos pretos e dos estrangeiros.
Talvez também tenha um pobrezinho de estimação como no antigo regime. Pratique a caridade.
Xenófobo, fascista e nazi são os adjetivos que se aplicam a quem faz comentários destes.
E têm liberadde de escolha, Tavaresinho medíocre e mentiroso.
Desde que paguem, como qualquer um de nós professores do público paga 3,5% do seu ordenado bruto para a ADSE.
O que pedes já existe desde sempre.
Vai enganar outro, ranhoso mentiroso.
Já ficámos a perceber que tens interesse pessoal neste assunto. Deves ser dono de algum colégio GPS ou tens quóta nessas empresas da treta, propriedade de chulagem partidária.
Ai querias ter a adse? Estudasses para ser prof na escola publica!
Tens cara de narcisista daí os teus comentários!