Vinculação dinâmica, segundo Raquel Varela

O governo anunciou a “vinculação dinâmica” de professores. Em vez de contratados ficam fixos na escola que escolhem no 1º ano, este, depois podem ser colocados em qualquer ponto do país, como a maioria são do norte e as vagas são em Lisboa e Algarve, tudo indica que a maioria sequer concorreu. Como o país está à venda, na forma de casas e titulos da dívida, os preços subiram e são incomportáveis para um médico, para um professor, aqui ao meu lado dois apartamentos sem garagem, T1, sim, sala e quarto, 500 mil euros. Só alguém milionário aceitaria concorrer numa vinculação que o obrigada de facto a calcorrear o país, sendo que o salário completo de um professor hoje não dá para pagar um T0 em Lisboa. Poupem-nos, a nós, pagantes de impostos como condenados, à conversa estafada das “greves” que prejudicam os alunos. Os alunos, bons, estão há 2 décadas com explicadores privados a matemática, física, biologia e português. E hoje quem pode paga para que os filhos frequentem escolas onde adquiram conhecimentos em vez de informações no Ipad e no telemóvel. Paga-se para que as crianças não usem tecnologia. A greve é o menor dos males neste cenário, há muito que a escola está abaixo dos serviços mínimos de uma educação a sério.

 

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7 comentários

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    • Peter on 5 de Junho de 2023 at 17:19
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    Pela base deste argumento o pessoal que tem vindo a vincular pela NT deve ser todo magnata… pois tem de concorrer a todos os QZPs para garantir vaga.

    • maria on 5 de Junho de 2023 at 18:41
    • Responder

    Resumindo

    1- O Estado não pode garantir a todos os professores ( milhares) – ou a qualquer outro funcionário público – um lugar à beira de casa. (compreende-se , não?)

    2- Também se compreende ( perfeitamente) o sacrifício que resulta para um funcionário – com família, 40 e mais anos de idade – ficar colocado a uma longa distância (muitos duplicando os gastos com habitação, gastos com transportes, alimentação, afastamento da família, etc. etc. )

    Pergunta : que fazer, então ? Receita para compatibilizar “isto” ?

      • TEmecanico on 5 de Junho de 2023 at 21:04
      • Responder

      Cara senhora. A si deve se aplicacar o velho ditado. Nem yodos podem estar bem… desde que voce esteja…. que se lixe o resto. Nao é?

    • Carlos Moreira on 5 de Junho de 2023 at 20:19
    • Responder

    Muito bem!!!

  1. O governo despendeu 3,2 mil milhões de euros na TAP, um verdadeiro desperdício, era melhor essa empresa falir e com parte dessa verba criar condições para a vinculação de professores e por analogia d médicos, através de subsídio de alojamento, de transporte e assim garantir a mobilidade dos profissionais necessários, porque não há dúvida que e uma quimera o desejo de ficarmos na nossa área de residência…por motivos vários, no meu caso por motivos de ordem familiar , por uns bons anos, restringi-me a minha área de residência ( raio de 25km) e nunca consegui horários completos, o que me obrigou a alargar a um raio maior 100km para conseguir horários completos, mas a situação familiar pouco se alterou, eu e que tive que fazer outros sacrifícios. Espero agora vincular, mas para isso fui a jogo, concorri a todos os QZPs, este ano e para o ano novamente…Portanto o governo da um presente envenenado

    • Luís Miguel Cravo on 6 de Junho de 2023 at 1:22
    • Responder

    A Raquel diz, em muito poucas palavras, TODA a verdade….. Simples e sem artifícios.
    Grato, Raquel!

    • Sérgio Pinheiro on 6 de Junho de 2023 at 14:44
    • Responder

    Mas afinal este texto é da Raquel Varela ou do Rui Cardoso? Ainda por cima está mal escrito, saltando de tema em tema como se nada fosse. Alguém me pode explicar a lógica da frase “E hoje quem pode paga para que os filhos frequentem escolas onde adquiram conhecimentos em vez de informações no Ipad e no telemóvel” num texto sobre a vinculação dinâmica? Dá a ideia de isto ter sido escrito em cima dos joelhos.

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