3 de Dezembro de 2025 archive

Reserva de Recrutamento 22

Como deixou de haver notas informativas não sabemos se esta é a última reserva do 1.º período ou se para a semana ainda haverá uma ou duas reservas.

Reserva de Recrutamento 22 2025/2026

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03/dez/2024 AJDF na AR, na Comissão de Educação e Ciência

A escola está doente e quem ensina paga a fatura. A Medicina do Trabalho é o remédio tardio que alguns diretores preferem manter proibido.

Há 1 ano, na Comissão de Educação e Ciência, a AJDF denunciou na Assembleia da República as falhas graves na aplicação da Medicina do Trabalho aos professores.

Hoje, depois de duas Notas Informativas do MECI, persistem os incumprimentos de muitos diretores: recusam consultas, ignoram as Fichas de Aptidão para o Trabalho e transformam o poder hierárquico em instrumento de assédio/mobbing para silenciar professores.
É do nosso conhecimento, devidamente documentado, que alguns diretores recorrem a práticas ilegais, atuando pro lubitu suo, como se a legalidade fosse opcional.

IGEC e ACT continuam sem garantir fiscalização eficaz nem responsabilização.
O resultado? Mais assédio/mobbing, mais baixas médicas, mais alunos sem aulas.

É urgente responsabilizar quem escolhe falhar.
A impunidade tem de acabar.

Os professores não podem continuar a ser tratados como peças descartáveis.

Há um discurso que inverte os papéis: o professor é tratado como entrave e a lei como capricho.
Falham os que recusam aplicar a lei e os que transformam um direito num incómodo.

A lei obriga, a dignidade impõe e o dever é de todos: o incumprimento não pode ficar impune.

Delegação da AJDF presente na Audiência:
• Paulo Ribeiro – Presidente
• Sofia Neves – Vice-Presidente
• André Fernandes – Secretário e Tesoureiro
• Carla Gomes – Presidente da Mesa da Assembleia Geral

🎥 Vídeo completo da intervenção na Assembleia da República:

🎥 Vídeo no Canal Parlamento:
https://canal.parlamento.pt/cid/8192/audiencia-a-associacao-juridica-pelos-direitos-fundamentais
📽️ Créditos de vídeo/imagem: @missaoescolapublica

 

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Professores do 1 Ciclo vão poder usufruir de formação em Didática da Leitura e Escrita

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Ministro da Educação anuncia mais 434 bibliotecas escolares

É de informar que isto já está em andamento nas escolas.

 

Fernando Alexandre garante que até final de 2026 haverá 50 mil alunos de 1.º ciclo que terão biblioteca nas escolas, num investimento de mais de 3 milhões de euros

Ministro da Educação anuncia mais 434 bibliotecas escolares

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A paixão pelas Bibliotecas

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação apresenta hoje um conjunto de medidas para o reforço da Leitura no 1.º Ciclo do Ensino Básico, designadamente:
 Expandir a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) no 1.º Ciclo;
 Implementar o Programa de Ensino, Didática e Aprendizagem da Leitura;
 Aplicar novamente o Diagnóstico de Fluência Leitora no 2.º ano em 2025/2026 em todas as escolas;
 Fornecer a escolas e professores materiais adicionais para o Diagnóstico de Fluência Leitora.
A Leitura é a base de uma boa aprendizagem e é determinante para o sucesso escolar dos alunos, sendo ainda fundamental para a construção de competências e para estimular o pensamento crítico e a curiosidade.

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Concurso Externo Extraordinário 2025/2026 – Aperfeiçoamento da Candidatura

 

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 3 de dezembro e as 23:59 horas do dia 5 de dezembro de 2025 (hora de Portugal continental) para efetuar o Aperfeiçoamento da candidatura ao Concurso Externo Extraordinário 2025/2026, destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

FAQ – Aperfeiçoamento da Candidatura ao Concurso Externo Extraordinário 2025/2026

SIGRHE – Aperfeiçoamento da Candidatura ao Concurso Externo Extraordinário 2025/2026

 

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O Guernica do Professor e a Urgência da Ação

Por: Lina Fernandes ( Professora de Educação Especial do Agrupamento de Escolas do Paião – Figueira da Foz)

Iniciemos este trabalho, não com uma celebração, mas com uma sensibilização, assumindo a data que nos convoca: o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Usamos este termo, muitas vezes camuflado e suavizado por eufemismos, porque a verdadeira mudança e a construção de uma escola inclusiva genuína não se fazem evitando os conceitos, mas confrontando a realidade que eles espelham. É essa realidade complexa e, por vezes, brutalmente caótica que nos remete para o famoso quadro de Pablo Picasso, Guernica .

A tela, com as suas figuras retorcidas, bocas abertas num grito mudo e a sensação de desmembramento, simboliza o estado de angústia e asfixia de muitos alunos e, também de inúmeros professores, perante o novo e nobre paradigma da escola inclusiva. O ideal é luminoso, mas a prática é sombria: queremos e tentamos corresponder às necessidades daqueles que nos são “entregues”, corresponder à imensa diversidade dos alunos, incluindo aqueles com necessidades que o termo “deficiência” tão inequivocamente define, mas mesmo conseguindo recarregar diariamente a bateria da empatia, sentimo-nos esmagados pela falta de apoios e sufocados numa espiral de burocracia que nos impede de ser quem devíamos ser.

A escola, transformada num espaço aberto à “total diversidade”, como defende o jurista Laborinho Lúcio (2018), exige do docente uma postura de permanente reinvenção. O desafio não reside na vontade de incluir – que é inegável – mas nas condições sistémicas para o fazer. Como Laborinho Lúcio alerta: “Aos professores pode pedir-se muito. E pede-se. Mas não pode pedir-se tudo” (2021). O nosso grito de Guernica nasce da exaustão em tentar dar tudo sem ter as ferramentas necessárias. A realidade dos professores, perante este novo paradigma, não é linear. O foco na diferença e na individualidade pressupõe tempo, recursos e autonomia, elementos que escasseiam. A burocracia excessiva faz-nos sentir como as figuras fragmentadas da tela, desprovidas de foco e de força para a ação transformadora.

É neste contexto de complexidade que o professor é urgentemente chamado a adotar uma postura dinâmica e a integrar as mais variadas metodologias ativas. Não podemos continuar a ser meros transmissores de conteúdos; a inclusão exige que sejamos orientadores e facilitadores da aprendizagem.

As metodologias ativas – como o trabalho por projetos, a aprendizagem cooperativa ou a diferenciação pedagógica – são as chaves para responder à diversidade. Contudo, esta mudança de paradigma choca de frente com as restrições impostas e com a dura realidade vivida pela nossa sociedade em geral e pelos nossos alunos em particular.

António Sampaio da Nóvoa alerta precisamente para o perigo do professor ver o seu “espaço vital de ação” diminuído, correndo o risco de se tornar no “professor micro-ondas, ‘aquecendo’ e ‘servindo’ a pedagogia e os conteúdos preparados por outros” (2025). O paradoxo é cruel: somos impelidos a ser dinâmicos e facilitadores, mas o sistema confina-nos a um papel de executantes burocráticos. A energia que deveria ser canalizada para a diferenciação e para o desenho de caminhos ativos para o aluno com deficiência (e para todos os outros) é gasta a preencher relatórios e a lutar por recursos básicos.

O ideal da inclusão, segundo Luís de Miranda Correia, exige que a escola seja um guia para educadores e professores, munindo-os de estratégias para que o aluno se sinta verdadeiramente incluído (2016). Mas como implementar estratégias eficazes de diferenciação sem tempo para planear, refletir e cooperar? Conclusão: Da Denúncia de Guernica à Construção da Paz O quadro Guernica é uma denúncia. O nosso ensaio é uma denúncia. Não podemos construir uma escola inclusiva fingindo que o desafio da deficiência e da diversidade se resolve com a suavização da linguagem ou com normativos sem sustentação real. A verdadeira escola inclusiva passará por reconhecer e valorizar a postura dinâmica do professor enquanto orientador. Passará por investir na formação e na redução da burocracia que nos retorce o espírito. O fim da angústia do professor – o fim do nosso Guernica – só será possível quando o sistema sair da inércia, protegendo o tempo e a autonomia dos docentes para que possam, de facto, ser os arquitetos da inclusão que os nossos alunos merecem.

É tempo de dar forma à paz e à esperança que, mesmo no caos da tela, se insinua. É tempo de transformar a denúncia da dor (o Guernica) na ação concertada que tornará o princípio inclusivo numa realidade escolar sustentável

Lúcio, J. H. L. (2018). O Lugar do Não-Saber: Ensaios sobre a Escola, a Família e a Cidadania. Edições Afrontamento.

Lúcio, J. H. L. (2021). A Escola e a Construção da Confiança. Edições Afrontamento.

Nóvoa, A. S. (2025). Professores: Imagens do Futuro Presente. Edições Educa.

Correia, L. de M. (2016). Inclusão e Necessidades Educativas Específicas: Um Guia para Educadores. Porto Editora.

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