Novembro 2025 archive

Luc Julia diz que não tem a certeza que queira falar com o seu frigorífico – Paulo Prudêncio

Há muito que se percebeu que a sociedade que aí vem informatizará tudo o que for para informatizar, automatizará tudo o que for para automatizar e que as aplicações digitais usadas para controle e vigilância serão usadas para controle e vigilância. É o nível 4 da transição digital. O nível 5, que será longo e incerto, inclui a inteligência artificial (IA) e a robotização (já usei estes argumentos noutros textos).

Luc Julia diz que não tem a certeza que queira falar com o seu frigorífico

E escute-se um dos criadores da Siri (“a Siri é um assistente virtual da Apple que ajuda a realizar tarefas com comandos de voz: fazer chamadas, enviar mensagens, definir lembretes, procurar informações na internet e controlar dispositivos domésticos inteligentes”. Para interagir com a Siri, pode-se, portanto, falar ou digitar os comandos. A Siri foi criada pela SRI International e adquirida pela Apple em 2010).

Um dos criadores da Siri, Luc Julia, e a exemplo de outros criadores deste universo que se afastam com mais ou menos humor, diz que não tem a certeza que queira falar com o seu frigorífico e afastou-se. Além disso, os dissidentes são muito críticos dos algoritmos que varrem instantaneamente toda a internet e produzem (IA-Generativa) informação sem distinguir o que é verdadeiro ou falso. Agrava-se porque o algoritmo privilegia, na exibição aos utilizadores de todas as idades, os conteúdos que geram ódio e irritação, e que viciam, e que têm privilegiado os políticos que banalizam o mal, as mentiras constantes e a violência.

No universo escolar, também é muito questionável que se queira falar com um robô como se fosse um professor que ensina e ajuda a formar a personalidade (as redes sociais, tão caras à demagogia estridente, já o estão a fazer, até com as crianças e pre-adolescentes, há quase uma década, mas o intelectualismo vintage estava tão inebriado com as tecnologia que nada via).

 

 

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A “excelência” não é coerência…..

 

Uma das coisas mais divertidas nas contradições ideológicas das escolas é ver os que defendem que os alunos “excelentes” devem ter as notas exibidas ao mundo”para seu bem” (e elas não são obtidas com comparação), em quadros de emulação, que, ao mesmo tempo, acham que as notas dos “excelentes professores” devem ser altamente secretas….

E, nem com a Comissão Nacional de Proteção de Dados, a dizer que as devem entregar aos outros avaliados, o fazem…..

E dizem e teimam, contra a lei e pareceres feitos por Juízes Conselheiros do Supremo Trinunal Administrativo, que não devem ser publicadas, divulgadas, ou sequer comunicadas, aos que são puxados para baixo por esses “ilustres profissionais” terem excelente ou muito bom.

Os argumentos peregrinos para exibir quadros de mérito dos alunos não justificariam fazer quadros de mérito dos “celentes” docentes do percentil?

Eu gostava de saber quem são os excelentes professores da minha escola e, por exemplo, se, entre eles estão os que apoiaram o plágio do diretor anterior, em apatia na participação nos órgãos.

Como alguém pode ter 10 na sua avaliação (ou excelente), que implica nota alta no item participação, a atuar anos com comportamentos que levaram à dissolução dos órgãos em que (não) agiu?

A nota dos alunos não é privada (mas só a eles diz respeito porque não afeta outros), mas a dos professores, que lha atribuem (que afeta a de outros por comparação em quotas com efeitos na carreira e salário), é secreta.

Não é, mas as escolas incumprem a lei.

O desvalor de menores de idade é público, o de adultos responsáveis é secreto e impenetrável, até para reclamar ou recorrer na defesa de direitos.

E nem se comunica a quem tem prejuízo com ela…..

Os quadros de mérito supostamente são coisa boa, mas para os professores, que defendem tal coisa, o “mérito” é segredo….

Portugal medíocre no seu melhor…..

Há excelências que pensam tão mal….

Luís Sottomaior Braga

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Estamos a criar monstros, em vez de seres humanos?

É praticamente impossível não se ficar atordoado com notícias como as que vieram a público nos últimos dias, dando conta de certos actos bárbaros, ilustrativos da bestialidade humana,completamente desprovida de empatia pelo outro:

Onze elementos dos Bombeiros Voluntários do Fundão estão acusados de várias agressões, entre as quais, violação sexualcolectiva e coacção sexual. Essas agressões, gravadas porcâmaras de vigilância e pelos próprios agressores, terão sido perpetradas contra um jovem de dezanove anos de idade da mesma corporação. Alegadamente, um dos agressores desempenhava inclusive o cargo de “Chefe” na citada instituição;

Dez militares da GNR e um agente da PSP estão acusados de exploração/escravização de imigrantes. Segundo um relatório publicado pela Polícia Judiciária em 25 de Novembro passado:

Em causa está uma organização criminosa que controlava centenas de trabalhadores estrangeiros, a maioria em situação irregular em Portugal.

Através de empresas de trabalho temporário, criadas para o efeito, aproveitava-se da vulnerabilidade dos mesmos, explorando-os, cobrando alojamentos e alimentação e mantendo-os sob coação através de ameaças, havendo mesmo vários episódios de ofensas à integridade física.

Ao longo de vários meses, a PJ realizou inúmeras diligências investigatórias que permitiram obter indícios e elementos incriminatórios, bem como traçar o quadro geral do funcionamento deste grupo violento, de estilo mafioso.”

Tanto no primeiro caso, como no segundo, dominam a maldade, a crueldade, a violência e as agressões, praticadas contra seres humanos em situação de incapacidade de defesa e/ou de fragilidade, o que torna a cobardia e o sadismo destes agressores em algo absolutamente monstruoso e repugnante.

No caso dos bombeiros do Fundão, e ao que tudo indica, a maldade e a crueldade terão sido praticadas de forma gratuita,para gáudio e divertimento dos agressores.

No caso dos militares da GNR e do agente da PSP, terão sido praticadas, sobretudo, com o objectivo de enriquecimento ilícito, à custa da escravização de seres humanos.

Em ambos os casos, os alegados agressores não são crianças ou jovens, eventualmente sem noção das consequências ou da gravidade dos actos praticados. São adultos. Adultos.

São adultos, em quem, à partida, se deveria poder confiar e com responsabilidades sociais acrescidas, uns enquanto bombeiros, os outros enquanto agentes de autoridade.

Estes dois acontecimentos, onde estão bem espelhadas a monstruosidade e a perversidade de alguns pretensos seres humanos, não pode deixar de nos preocupar, mas, tambémenvergonhar, a todos, enquanto cidadãos, enquanto agentes educativos e enquanto mães ou pais…

No sentido anterior, não podemos ignorar nem escamotear nenhuma das bárbaras agressões recentemente conhecidas, sob pena de nos tornarmos potenciais cúmplices, coniventes com manifestações de abominável violência.

Admitindo que, em ambos os casos, alguns dos alegados agressores possam ser pais, que exemplo estarão a dar aos seus próprios filhos?

Como conseguirão encarar os seus próprios filhos?

Subjugar, agredir e/ou humilhar costuma ser típico de criaturas monstruosas, más, cruéis, selvagens, que não são dignas de serem apelidadas de “humanas”.

Há que ter a coragem e a frontalidade de reconhecer a existência de tais criaturas e de defender que tudo deverá ser feito para as erradicar do mundo onde vivemos, desde logo, afastando-as, para sempre, de todas as funções públicas ou de interesse público que exerciam e punindo-as legalmente por todos os crimes praticados.

Convirá não esquecer que a credibilidade e a idoneidade das instituições onde militam os acusados também dependem do anterior.

O pior que poderá acontecer a estas vítimas é serem duplamente penalizadas:

– Penalizadas por a sua dignidade ter sido vilipendiada e penalizadas por não verem a Justiça ser aplicada…

Da dor já ninguém as poderá livrar, mas que, pelo menos, consigam ver punidos os seus brutais agressores…

Não podemos deixar que o mal triunfe, não podemos deixar que o mesmo se “normalize”. Não é possível ficar em silêncio perante tamanhas aberrações comportamentais, opostas à racionalidade e à humanidade.

Hoje as vítimas são as que se conhecem, amanhã poderemos ser nós ou algum dos nossos… O mal não acontece só aos outros…

Afinal, o “homem das cavernas” não desapareceu. Anda por aí e pode revelar-se nas mais variadas circunstâncias…

A civilização ainda não conseguiu anular a perversidade e a maldade patentes em algumas mentes ditas “humanas”…

Afinal, a natureza humana nem sempre é naturalmente boa, como defendia Rousseau:O homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe”…

Ainda que todos os acusados possam gozar do princípio jurídico da presunção de inocência, à luz do que já se conhece, torna-se praticamente impossível acreditar que nestes dois episódiospossam existir efectivos “inocentes”…

Inocentes só mesmo as vítimas…

A “normalidade” não pode ser isto…

Estamos a criar monstros, em vez de seres humanos?

Paula Dias 

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O Desgaste Oculto e o Engano da Idade Cronológica na Reforma dos Professores

A discussão sobre o aumento da idade legal para a reforma tem ignorado um factor crucial e cientificamente comprovado a idade biológica da população que trabalha. Enquanto os critérios actuais se baseiam estritamente na esperança média de vida e na consequente idade cronológica o corpo humano está a apresentar um envelhecimento acelerado em comparação com os anos que celebramos o que torna o adiamento contínuo da reforma insustentável e injusto.

O caso dos professores serve como um exemplo paradigmático deste desfasamento. Estes profissionais estão sujeitos a um stress cognitivo e emocional elevado ao longo de décadas de serviço que se manifesta não só em problemas de saúde mental mas também num desgaste físico evidente. A idade biológica destes indivíduos muitas vezes ultrapassa significativamente a idade cronológica devido a fatores como as longas horas de trabalho a correção noturna de testes o esforço vocal constante e o ambiente de trabalho por vezes exigente. Forçar um professor a prolongar o seu tempo de serviço apenas porque a idade cronológica legal aumentou ignora a realidade da sua capacidade funcional e o esgotamento acumulado.

Estudos recentes na área da epigenética utilizando ferramentas como os relógios epigenéticos têm demonstrado que o ritmo a que as células envelhecem é altamente variável. Estes relógios que medem a metilação do ADN um marcador molecular do envelhecimento fornecem uma estimativa mais precisa da idade biológica de um indivíduo do que o simples número de aniversários. A investigação aponta para o facto de que fatores como o stress crónico a exposição ambiental e o estilo de vida aceleram este relógio biológico. O prolongamento da vida útil da população não significa necessariamente um aumento de anos saudáveis. Viver mais tempo com mais doenças e menor capacidade funcional é o que a ciência está a indicar para muitos profissionais. Por exemplo artigos científicos demonstram que altos níveis de stress ocupacional têm um impacto negativo direto nos biomarcadores de envelhecimento celular.

Defender que a idade da reforma deve ser revista tendo como referência a diminuição da idade biológica em vez do aumento da idade cronológica é uma questão de justiça social e racionalidade económica. Manter trabalhadores altamente desgastados em funções por mais tempo conduz a uma diminuição da produtividade a um aumento do absentismo e a custos significativos para o Serviço Nacional de Saúde devido ao agravamento de doenças crónicas. A lei deveria reconhecer o desgaste diferenciado de cada profissão e de cada indivíduo. A introdução de um Fator de Desgaste Biológico no cálculo da idade de acesso à reforma seria um mecanismo justo que permitiria a reforma antecipada sem penalização para aqueles cujo corpo já atingiu um nível de envelhecimento biológico que compromete a sua qualidade de vida e capacidade de trabalho. A reforma deve ser uma recompensa pelo serviço prestado e pelo desgaste inerente não um alvo móvel ditado por uma estatística cega.

Venham mais uns anos… Quem tem, hoje, 50 anos, se fizer uma simulação simples no site da CGA, descobrirá que só se poderá reformar aos 68,5 anos… por agora!

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FNE Exige Resposta Urgente do MECI Sobre a Falta de Vagas para a Profissionalização em Serviço

Falta de vagas na Profissionalização em Serviço exige resposta urgente do MECI

 

A Federação Nacional da Educação (FNE) tem recebido várias manifestações de preocupação de professores candidatos à Profissionalização em Serviço, que se deparam com a ausência de vagas suficientes para darem continuidade ao seu percurso profissional. Esta situação está a gerar compreensível apreensão e incerteza num conjunto de docentes que, de boa-fé e cumprindo todos os requisitos, se vê agora sem respostas claras sobre o seu futuro.

A falta de vagas deixa os candidatos sem saber quais os passos seguintes, sem informação sobre alternativas e sem garantias quanto à sua situação profissional imediata e futura. Para a FNE, esta ausência de orientação é inaceitável e contraria os princípios de transparência, previsibilidade e estabilidade que devem nortear a política de recursos humanos na educação.

A FNE considera urgente e indispensável que o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) esclareça, com carácter de urgência, como pretende resolver este problema e quais as medidas previstas para garantir a abertura das vagas necessárias para assegurar a profissionalização de todos os candidatos que reúnem as condições exigidas, a definição de um calendário claro e público, que permita aos interessados tomar decisões informadas, e a garantia de que nenhum docente será prejudicado pela insuficiência de resposta administrativa.

Estes docentes têm desempenhado funções nas escolas, contribuindo diariamente para o funcionamento do sistema educativo e para a aprendizagem dos alunos. Não podem agora ser confrontados com um vazio de informação e com o risco de ficarem numa situação profissional indefinida.

A FNE reitera a sua total disponibilidade para colaborar na construção de uma solução que respeite os direitos destes profissionais e assegure a estabilidade necessária ao sistema educativo. O MECI deve, sem demora, prestar uma resposta cabal e responsável que dê segurança aos docentes e garanta que nenhum fica para trás.

Porto, 28 de novembro de 2025

A Comissão Executiva
Federação Nacional da Educação

Ofício enviado ao MECI – PDF 

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Às vezes esqueces-te todos os dias do porquê de ser professor – João André Costa

 

Por ser Sexta-feira à tarde e à Sexta-feira à tarde a Directora pega na pastinha e vai para casa toda laroca à hora de almoço.

Diz ser o seu dia livre, o dia de ir ao mercado e, por conseguinte, a sua mera presença na escola é em si um grande e excelso favor pelo qual o povo e os súbditos devem estar eternamente agradecidos, incluindo o Luís.

O Luís ao fim do dia por sua conta e sozinho de vigia à paragem de autocarro e a razão é simples quando se quer garantir um fim-de-semana com um mínimo de paz, a começar logo pela Sexta-feira.

O contrário mais a sua ausência de plantão à paragem de autocarro não é senão o catalisador para a pancadaria geral da populaça estudantil, resultado directo da aridez vocabular quando as emoções estão à flor da pele.

E com a pancadaria e pela pancadaria a certeza de ficar para trás a trabalhar na escola até às tantas enquanto se separam alunos e contendas mais os primeiros-socorros da praxe e os telefonemas para os pais imediatamente acusatórios da falta de vigilância da escola e a culpa é do Luís.

E, portanto, lá vai o Luís feito emplastro para a paragem de autocarro, uma delas pelo menos, até porque os alunos não moram todos no mesmo lugar e essa é a ordem natural das coisas.

O pior é tentar explicar isto à Directora já em casa de pantufas e vinho branco na mão, e não literalmente na mão caso contrário era para sorver mas no copo e o copo na mão, enquanto vê as tardes da Tânia e a vida é bela.

Isto porque a porrada pode mesmo ser o verbo do dia, ou da tarde, na outra paragem distante de oitocentos metros e a obrigação do Luís é a de ser omnipresente ou então partir-se em dois enquanto corre de uma paragem para a outra com a mesma celeridade das mensagens de texto enviadas para o telemóvel da Directora.

Hoje a missão do Luís é simples: garantir a ida para casa de dois alunos desavindos em autocarros separados e já lá vem o primeiro cachopo a atravessar a estrada a caminho da paragem mais distante.

O segundo aluno ainda está na escola e tudo estaria bem caso o Luís soubesse de cor onde cada aluno mora e como o primeiro já vai a caminho, o Luís indica por telefone à Luísa na escola estar o caminho não apenas livre mas seguro.

Sete minutos depois chega o segundo cachopo e o galo do Luís ao vê-lo atravessar a mesma estrada em direção à paragem mais distante.

E o Luís no seu encalço enquanto no telemóvel chovem ameaças e condenações e a certeza de um processo disciplinar na Segunda-feira.

A culpa é do Luís e o Luís devia saber de cor cada morada, cada rua, cada porta, a cor de cada casa e se tem um cão ou um gato.

E sim, o fim-de-semana inevitavelmente perdido enquanto o Luís deita os bofes pela boca mesmo a tempo de chegar à outra paragem onde os dois rapazes não só estão juntos como se preparam para entrar no mesmo autocarro daqui por dois minutos.

A ordem no telefone é só uma e aqui vai o Luís para dentro do autocarro a caminho da Picheleira.

Mas o autocarro está à pinha e o Luís não tem onde se agarrar, a porta não fecha, o motorista tenta uma, duas, três vezes, o Luís empurra uma, duas, três caneladas e o Luís aos pulinhos de dor para fora do autocarro mesmo a tempo de ver fechar as portas e o Luís para trás a chuchar de dedo na boca.

E agora explicar isto à Directora? De paralítico do cérebro para baixo, a Directora chamou-lhe de tudo entre raios, relâmpagos e trovões, e não só os raios, relâmpagos e trovões do lado de lá do telefone mas deste lado também numa daquelas bátegas de água impossíveis, e como o Luís não trouxe o guarda-chuva a certeza é só uma e esta é, definitivamente, uma Sexta-feira memorável.

E se a vontade de chegar ao fim da semana já era pouca, ainda para mais quando se tem o emprego de pai e a catraiada toda em casa à espera, agora é zero.

A pancadaria a bordo do autocarro foi épica, rapidamente alastrando-se pelo bairro da Picheleira fora mais os bombeiros, policia e jornalistas e a tromba do Luís no Pasquim da Manhã do dia seguinte: “Professor tresloucado incita batalha campal”.

O Luís acorda de repente, ainda a suar e como de costume a suar quando o Luís se esquece de tirar as meias.

E quando o Luís se esquece de tirar as meias, a noite é como o dia e recheada de pesadelos.

O Luís pega no jornal.

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Projeto C.A.F.E. – Procedimento concursal 2026 – Listas definitivas

 

Publicação das Listas Definitivas dos candidatos admitidos, selecionados e excluídos ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2026.

Listas Definitivas dos candidatos admitidos, selecionados e excluídos – Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste em 2026

 

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Um cidadão forma-se em casa através do exemplo dos pais

Desde há muitos anos que se repete a ideia de que a escola é responsável por formar cidadãos, mas a verdade é bem mais simples e muito menos confortável. A educação não começa no portão da escola e muito menos termina nos horários letivos. Começa em casa, entre rotinas apressadas, conversas à mesa e atitudes que as crianças absorvem antes mesmo de perceberem o significado das palavras. São esses pequenos gestos que moldam a pessoa que irão ser muito antes de aprenderem as capitais da Europa ou o ciclo da água.

A escola esforça-se, cria projetos, promove campanhas e inventa formas de explicar civismo, empatia e respeito. No entanto, o que uma criança vê em casa supera qualquer manual ou projeto. Uma criança que cresce a observar boas atitudes acabará por entender a importância do diálogo. Uma criança que presencia gritos como método de resolução de conflitos aprende a gritar ainda antes de saber argumentar. Uma criança que vê portas a serem fechadas com violência acabará por crescer com a mesma incapacidade de lidar com frustrações. Não é magia, é repetição.

Muitos pais continuam a acreditar que basta deixarem os filhos na escola para que esta corrija o que não se faz em casa. Como se o simples facto de a frequentar fosse garantia de se tornar uma boa pessoa. A escola faz o que pode e, por vezes, tenta fazer o que não pode. Mas nenhum professor consegue desfazer em algumas horas diárias o que se constrói em anos e anos de rotinas familiares de todo o tipo.

Os adultos que hoje criticam o mundo e a vida que levam raramente percebem que grande parte dos seus comportamentos são reflexos diretos da infância que tiveram. Repetem relações falhadas, atitudes destrutivas, vícios herdados e padrões de vida que lhes estão colados à pele. Crescem à espera que o futuro seja diferente, mas continuam a percorrer os mesmos caminhos que os pais lhes mostraram e nada fazem para o alterar.

Se queremos realmente uma sociedade mais justa e humana, a mudança não começa na escola. Começa no seio familiar. É aí que se aprende a partilhar, a pedir desculpa, a ouvir, a esperar, a cuidar e a respeitar. É aí que se forma o carácter. A escola pode reforçar valores e ensinar a viver em comunidade, mas não substitui o exemplo diário dos pais. A cidadania nasce muito antes de se aprender a conjugar verbos ou a resolver equações, vem do berço.

Chegou o momento de muitos pais reconhecerem que o futuro dos filhos depende menos do que eles exigem à escola e mais do que fazem em casa. Se quiserem filhos adultos diferentes daqueles que hoje criticam, terão de começar por ser diferentes enquanto pais. Porque o verdadeiro ciclo que vale a pena quebrar é o que transforma erros antigos em heranças inevitáveis.

A sociedade constrói-se com professores dedicados, sim, mas sobretudo com famílias que assumem a sua parte do trabalho de educar os seus filhos dentro de padrões de aceitáveis pela sociedade e para a sociedade. É na soma desses dois mundos que se forma um cidadão capaz de pensar, sentir e agir com consciência e bom senso. E é essa responsabilidade partilhada que decide o tipo de pessoas que deixamos para o futuro.

 

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Reserva de Recrutamento 21 2025/2026

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 21.ª Reserva de Recrutamento 2025/2026.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de sexta-feira, dia 28 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 2 de dezembro de 2025 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento nº21 – 2025/2026

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Grupo de professores de Escola Portuguesa de Díli em greve

 

“O não cumprimento da legislação por parte da tutela relativamente ao pagamento do subsídio de instalação [ao qual consideramos ter direito] levou a esta paralisação”, referem os professores em nota.

Grupo de professores de Escola Portuguesa de Díli em greve

Um grupo de professores da Escola Portuguesa de Díli realizou esta quinta-feira uma greve para exigir o pagamento de subsídio de instalação, que lhes foi inicialmente atribuído e terão agora de devolver.

“O não cumprimento da legislação por parte da tutela relativamente ao pagamento do subsídio de instalação [ao qual consideramos ter direito] levou a esta paralisação e resulta da necessidade de manifestar preocupação e descontentamento face à situação laboral que nos tem afetado nos últimos meses, bem como defender os direitos e garantias que a legislação portuguesa consagra para os trabalhadores em funções públicas“, referem os professores numa nota à imprensa.

O grupo de 31 professores esteve a dar aulas na Escola Portuguesa de Díli em mobilidade estatuária, tendo terminado funções a 31 de agosto de 2025.

Os professores concorreram ao concurso interno, realizado em julho de 2025, mas o resultado e a respetiva aceitação só aconteceu, quando já estavam de férias em Portugal.

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O Peso do Silêncio e da Cumplicidade na Escola – José Pereira da Silva

 

O poder, quando é mal usado, tem um sabor frio. Não se mede pelo que se constrói, mas pelo que destrói: reputações, confiança e dignidade. Há quem o use para ferir, manipular a verdade, para tornar a mentira realidade. Pergunto-me muitas vezes que prazer encontra quem segue esse caminho… Que ganho há em tentar esmagar um colega, em distorcer o que é evidente, em humilhar e dominar?
E depois estão os que observam. Que veem, sabem, mas escolhem não agir. Alguns passam ao lado, indiferentes, como se nada lhes dissesse respeito. Outros, pior ainda, decidem apoiar quem abusa, ajudando a perpetuar injustiças, compactuando com mentiras, colaborando com a perseguição. O silêncio e a cumplicidade transformam-se em armas poderosas, que fortalecem o opressor e prolongam o sofrimento e a injustiça.
Mas nem tudo se perde. No meio do medo, da mentira e da conveniência, há quem resiste, não se curva, não desiste, mesmo quando está só, porque sabe que a verdade e a razão estão do seu lado. A coragem é ausência de medo, é decidir agir, permanecer firme, defender o que é justo, mesmo quando é difícil e não se tem apoio dos pares.
A escola não pode ser apenas um lugar de transmissão de conhecimentos. Deve ser um espaço de valores, de exemplo, de cidadania e de resiliência. Cada gesto, escolha, silêncio, cumplicidade, transmite uma lição invisível, mas real. A responsabilidade é de todos nós: o que toleramos, defendemos, compactuamos, molda o ambiente que deixamos aos que aprendem conosco.
No fim, ser educador é, sobretudo, viver aquilo que se ensina. É ter coragem quando é mais fácil silenciar. É resistir quando tudo parece inclinar-se para o erro. E confiar que, mesmo no meio de injustiças e cumplicidades, a integridade, a verdade e a razão continuam a existir, e que é nelas que reside a esperança de uma escola justa e humana.

José Pereira da Silva

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66 anos e 11 meses é a idade da reforma em 2027

Em 2027, a idade da reforma em Portugal vai subir para 66 anos e 11 meses, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

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A escola a tempo inteiro e o país a tempo parcial

Sempre defendi que o modelo pedagógico ideal para o primeiro ciclo era simples. As aulas acontecem de manhã, quando o cérebro das crianças está acordado, pronto para aprender, e a tarde fica reservada para outras actividades (AEC), de preferência com sentido. Mas, em Portugal tem-se uma capacidade espantosa de complicar. Em vez de pensar nas aprendizagens, pensa-se no depósito de crianças. A escola a tempo inteiro não serve as crianças nem os professores, serve sobretudo a logística familiar e uma espécie de repouso social. A escola passa a ser o prolongamento de casa, a incubadora pós-moderna onde as crianças são estacionadas até que alguém as venha recolher ao fim do dia.

O problema é, que continuam a confundir a escola com um abrigo infantil. Como se uma escola pudesse substituir aquilo que se constrói na sala de estar, ao jantar, numa conversa sobre o mundo, ou num não na hora certa. Depois admiram-se quando os resultados não acompanham as elevadas expectativas. Não percebem que não se trata de quantidade de horas, mas da qualidade da relação com o saber e da segurança do ambiente familiar.

Mas se isto fosse, apenas, uma questão pedagógica, seria fácil. A coisa torna-se verdadeiramente surreal quando olhamos para as Atividades de Enriquecimento Curricular. Querem música, dança, karaté, mandarim e robótica, tudo por valores simbólicos, mas depois espantam-se quando não conseguem contratar técnicos. Há quem pense que um profissional da área vai abandonar tudo para ganhar umas horas avulsas que mal dão para pagar o combustível. Municípios e empresas de AEC andam numa caça ao tesouro que, obviamente, não tem frutos. O mercado de trabalho não se rege por voluntariado. Há quem tenha contas para pagar.

E é aqui que entra a ironia do costume. Portugal congratula-se por ter a escola a tempo inteiro, mas esquece-se de que funciona num país a tempo parcial. A exigência é grande, mas a remuneração é pequena. A procura é alta, mas a estabilidade não existe. Depois perguntam por que razão não há técnicos interessados. Talvez porque ninguém consegue viver com salários que parecem calculados por quem nunca fez um orçamento doméstico.

A cereja no topo do bolo é acreditar que tudo isto acontece em nome das crianças. As crianças ficam saturadas, passam dez horas, ou mais, na escola e aprendem menos do que poderiam aprender. Criámos um sistema que serve mais os adultos que os alunos. Um sistema que empurra profissionais para horários impossíveis e famílias para a ilusão de que tudo se resolve com mais tempo na escola.

O país gosta de se convencer de que tem uma educação moderna e virada para o futuro. Mas modernizar não é esticar horários até ao limite e chamar-lhe evolução. Modernizar é respeitar ritmos, contratar com dignidade, evitar que as escolas funcionem como armazéns de crianças e ter a coragem de assumir que a pedagogia não deve ser construída em função das necessidades da agenda dos pais e encarregados de educação.

Enquanto insistirmos na fantasia de escola a tempo inteiro, nos moldes atuais, continuaremos a formar alunos cansados, professores exaustos e técnicos inexistentes. E depois admiramo-nos que o sistema falhe. Talvez seja porque anda a funcionar a tempo inteiro, mas sempre em esforço, e com recursos a tempo parcial.

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Antes de abrir a boca deve-se confirmar qualquer denúncia

Diretora e Associação de Estudantes da Escola Secundária Gil Vicente garantem que a informação veiculada pela deputada do Chega “é falsa”. A deputada diz que recebeu uma “denúncia” de um encarregado de educação.

Escola de Lisboa desmente Rita Matias e a proibição de uma festa de Natal

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Sobre a Finalização dos Contratos no Mês de Dezembro

A DGAE desde 2023 tem notificado as escolas, no fim da primeira semana de dezembro, que estariam impedidas de finalizar os contratos dos docentes até ao início de janeiro sem efeitos retroativos.

Esta medida é devido à necessidade do docente para ser candidato à vinculação dinâmica ter contrato ativo no dia 31 de dezembro. E como as reservas são suspensas em grande parte do mês de dezembro, os contratos, mesmo que finalizados, são prolongados até ao primeiro dia útil de janeiro.

Em 2023 a informação foi dada no dia 6 de dezembro e em 2024 no dia 7 de dezembro.

O que prevjo é que a mesma informação seja dada por essa altura e semelhante aos anos anteriores.

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Inverteu-se a lógica do Ensino Profissional?

Muito dificilmente alguém com responsabilidades na área da Educação poderá deixar de reconhecer a importância do Ensino Profissional nas escolas públicas, desde logo pela sua natureza essencialmente prática e predominantemente orientada para a inserção no mercado de trabalho.

Os “doutores e engenheiros” fazem falta ao país, mas não bastam para satisfazer as necessidades do mercado de trabalho, em todas as suas vertentes.

O Ensino Profissional deve ser reconhecido e valorizado? Deve.

O Ensino Profissional permitiu reduzir o abandono escolar? Permitiu.

Permitiu reduzir o abandono escolar, mas…

Ao mesmo tempo que o Ensino Profissional tem permitido reduzir o abandono escolar nas escolas públicas, também se foi tornando no “parente pobre” das vias de ensino, frequentemente olhado como a derradeira alternativa/oportunidade para conseguir manter muitos alunos na escola, tendo como principal objectivo o cumprimento da escolaridade obrigatória.

Para muitos alunos, a frequência de um determinado Curso Profissional não é uma questão de vocação ou sequer uma escolha consciente, mas antes a única forma de continuarem na escola até aos 18 anos de idade e, se possível, concluírem o Ensino Secundário.

Dadas as incontornáveis dificuldades de aprendizagem experimentadas no Ensino Básico, um número significativo de alunos acaba por enveredar por Cursos Profissionais, muitas vezes convictos de que os mesmos serão mais fáceis do que as alternativas existentes no dito “Ensino Regular”.

O principal resultado do anterior costumam ser Turmas repletas de alunos, mas nem sempre os próprios saberão bem o que ali estão a fazer.

Muitos desses alunos têm, à entrada para o 10º Ano de Escolaridade, 16, 17 anos de idade, consequência mais óbvia do insucesso escolar ocorrido ao longo do Ensino Básico.
O Ensino Profissional acaba, assim, por ser encarado como uma escapatória, sobretudo para os alunos que, à saída do Ensino Básico, apresentam um perfil plausivelmente incompatível com a frequência de Cursos Científico-Humanísticos.

Por vários motivos, poderá ser difícil assumir o anterior e reconhecê-lo, mas na prática, no quotidiano das escolas, acaba por ser essa a crença vigente.

Mas o Ensino Profissional existente nas Escolas Públicas não pode continuar a ser visto como uma via de ensino “enjeitada”, sobretudo destinada aos “perdedores”.

Enquanto subsistir essa convicção, muito dificilmente se poderá valorizar, de forma efectiva, o Ensino Profissional e promover a dignificação que o mesmo merece, sem esquecer que, diariamente, muitos alunos e profissionais de Educação dão o seu melhor, na prossecução de bons resultados.

Sobretudo pela especificidade inerente a qualquer Curso Profissional, não fará qualquer sentido deixar de lado ou ignorar a necessária vocação/aptidão, para a respectiva área de actividade.

No momento actual, e já há vários anos, parece que se inverteu a lógica do Ensino Profissional:

– As imprescindíveis vocações/aptidões tendem, cada vez mais, a serem desvirtuadas e substituídas por outros factores que, na maior parte dos casos, nada têm a ver com escolhas conscientes e intencionais, por parte dos alunos.

O Ensino Profissional não deveria ser isso. A mentalidade não pode ser essa.

Reduzir o Ensino Profissional a um meio pelo qual se cumpre a escolaridade obrigatória e se diminui, artificialmente, o abandono escolar, como muitas vezes acontece, é subverter a sua essência e a sua finalidade…

Há alunos francamente empenhados e motivados nos respectivos Cursos Profissionais e que conseguem obter resultados escolares consonantes com a sua dedicação, mas esses estão muito longe de ser a maioria.

A maioria vai-se arrastando pelos corredores das escolas, uns à espera que chegue a maioridade, outros à espera de alcançar “o mínimos dos mínimos”, comummente designado por “sucesso escolar”…
Mas no fim o que realmente conta e importa serão os dados fornecidos pelas estatísticas oficiais, tantas vezes irreais e enganadoras, traduzidas por taxas de sucesso a rondar os 100%…

O que poderá estar mal nos Cursos Profissionais quando as respectivas taxas de sucesso rondam a plenitude?

Certamente, tudo estará bem quando uma taxa de sucesso ronda a plenitude…

Ou será que não?

Paula Dias

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Nota Explicativa do MECI Sobre o OE 2026

Clicar na imagem para abrir a Nota Explicativa do MECI sobre o Orçamento de Estado de 2026 na Educação.
 

 

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School Advisor – Uma Ferramenta para Avaliar Escolas

Divulgo esta aplicação de um docente de Informática para uma avaliação de escolas feita pela sua comunidade.
Estou a contactá-lo porque, recentemente, desenvolvi uma plataforma online que permite a avaliação das escolas portuguesas.
É um sistema semelhante a muitos outros, que possibilitam a avaliação de serviços, mas orientado para as escolas.
A plataforma não tem qualquer fim lucrativo (antes pelo contrário, só perco tempo e dinheiro) mas como sou do grupo 550, achei que faltava um verdadeiro sistema de avaliação das nossas escolas, baseado nas opiniões das pessoas que por lá passam, e não aquelas avaliações “tendenciosas” que por aí vemos.
Em relação à avaliação, propriamente dita, pode ser feita na perspetiva dos professores, dos alunos, dos assistentes operacionais e dos encarregados de educação, permitindo desta forma obter uma avaliação transversal e, consequentemente, mais fidedigna.
Para finalizar, como qualquer sistema de avaliação online, este sistema será tão fidedigno quão mais avaliações as escolas tiverem.
O link da plataforma é o seguinte: https://schooladvisor.pt

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Aluna corta-se em vidro partido durante troca de agressões na escola

A frequentar aquele estabelecimento de ensino há cerca de dois meses, a aluna já se terá envolvida noutros desacatos, no final do mês de outubro

Aluna corta-se em vidro partido durante troca de agressões na escola 

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COMUNICADO OFICIAL – Movimento PEV – Professores pela Equidade e Valorização

 

O Movimento PEV vem, por este meio, reafirmar a sua missão, princípios e objetivos, bem como informar a comunidade educativa e a sociedade em geral sobre o trabalho desenvolvido até ao momento em defesa da justiça e da dignidade da carreira docente.

1. Quem somos

O Movimento PEV é um grupo nacional de professores, totalmente independente de sindicatos, partidos políticos ou outras estruturas formais. Surgiu da união de docentes que, desde 2018, têm sido prejudicados pelas ultrapassagens e desigualdades no reposicionamento docente.

A nossa ação assenta em princípios de equidade, transparência, rigor legal, participação democrática e valorização da profissão docente.

2. A razão da nossa luta

Milhares de professores foram afetados por injustiças profundas no reposicionamento na carreira. As regras aplicadas desde 2018 criaram desigualdades, permitindo que professores com menos tempo de serviço ultrapassassem colegas mais antigos.

O Movimento PEV luta por:

Uma lista nacional única de reposicionamento por tempo de serviço;

Eliminação das ultrapassagens entre docentes;

Aplicação uniforme e clara das normas;

Reconhecimento integral do tempo de serviço;

Valorização efetiva da carreira docente.

3. O nosso percurso

Desde a sua criação, em 1 de agosto de 2024, o Movimento PEV tem vindo a crescer de forma contínua, reunindo milhares de professores de todo o país.

Principais marcos:

Organização de 3 concentrações nacionais
A primeira em 6 de setembro de 2024 e a última em 5 de setembro de 2025, frente ao Ministério da Educação;

Entrega de uma petição com mais de 10.000 assinaturas na Assembleia da República que originou projetos de resolução da direita à esquerda e todos aprovados na Assembleia da República;

Recolha e entrega de 24.608 assinaturas para uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos a aguardar discussão na AR e com grande possibilidade de se tornar lei;

Acompanhamento permanente da evolução política, jurídica e institucional do tema;

Mobilização e esclarecimento diário da classe docente.

4. Independência e colaboração

O PEV afirma a sua total independência organizativa. O movimento é composto exclusivamente por professores e coordena-se de forma horizontal, democrática e transparente.

Destacamos o contributo fundamental de vários docentes que têm assegurado a mobilização, esclarecimento e organização interna desde o início. A força do PEV assenta no compromisso, dedicação e sentido de justiça dos seus membros.

5. A nossa visão

O Movimento PEV defende uma carreira docente:

Justa e equitativa;

Respeitada e valorizada;

Livre de interpretações arbitrárias;

Sustentada por políticas educativas que reforcem a autoridade do professor e a qualidade do ensino.

Para além do reposicionamento, o Movimento PEV pretende contribuir para uma discussão séria sobre condições de trabalho, indisciplina, estabilidade profissional e respeito pelo papel do professor na sociedade.

6. Próximos passos

O Movimento PEV continuará a acompanhar todos os desenvolvimentos junto da Assembleia da República, dos partidos políticos e das entidades competentes, até ver o problema resolvido, ser feita justiça.

7. Conclusão

O Movimento PEV representa a união e a determinação de milhares de professores que exigem dignidade, respeito e justiça. A nossa força vem da verdade, da transparência e do compromisso com todos aqueles que foram injustiçados.

🔗 Junta-te ao grupo PEV (escolhe apenas um dos dois):
🟢 Grupo 1: https://chat.whatsapp.com/ET7xPMJZinU0QEVSWlREtg?mode=ac_t
🔵 Grupo 2: https://chat.whatsapp.com/Ebdx9ZdMC4qAwkhDJ0qmcN?mode=ac_t

Continuaremos firmes, unidos e mobilizados.

José Pereira da Silva,
Porta voz do Movimento PEV🫂💪

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Validação do CEE Entre 24 de Novembro e 2 de Dezembro

Concurso Externo Extraordinário 2025/2026 – 1.ª Validação

 

Aplicação eletrónica disponível entre o dia 24 de novembro e as 23:59 horas do dia 2 de dezembro de 2025 (hora de Portugal continental) para efetuar a validação das candidaturas ao Concurso Externo Extraordinário, destinado a Educadores de Infância e a Professores dos Ensinos Básico e Secundário.

 

SIGRHE – Concurso Externo Extraordinário 2025/2026 – 1.ª Validação

FAQ – Concurso Externo Extraordinário 2025/2026 – 1.ª Validação

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361 Pedidos de Subsídio à Deslocação Invalidados

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As Normas Que Andam à Deriva

… porque ninguém sabe se está em vigor ou não a reinscrição de docentes na CGA.

Ao que parece por este comunicado estamos na fase de não estar em vigor.

 

FENPROF pede declaração de inconstitucionalidade da norma que impede reinscrição de docentes na CGA

 

 

A FENPROF requereu ao Procurador-Geral da República (junto do Tribunal Constitucional – TC) que promovesse, junto daquele Tribunal, a declaração de inconstitucionalidade da norma constante do artigo 2.º, n.ºs 1 e 2, da Lei n.º 45/2024, de 27 de dezembro, que visa impedir a reinscrição de trabalhadores, maioritariamente professores, na Caixa Geral de Aposentações (CGA), na sequência do que o TC já decidiu favoravelmente em mais de uma dezena de processos interpostos por docentes apoiados pela FENPROF. Esta iniciativa foi tomada em defesa dos direitos dos associados e da generalidade dos docentes, que vinham sendo diretamente prejudicados pela incorreta aplicação do disposto no n.º 2 do artigo 2.º da Lei n.º 60/2005, de 29 de dezembro, e poderiam continuar a sê-lo pela manutenção em vigor da citada norma da Lei n.º 45/2024.

Como organização sindical representativa dos professores, a FENPROF tem o dever constitucional e legal de intervir sempre que estejam em causa os direitos, garantias e legítimas expectativas dos trabalhadores que representa. É isso que decorre dos artigos 55.º e 56.º da Constituição da República Portuguesa e dos artigos 338.º e 339.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.

Ao longo dos últimos anos, dezenas de professores viram os seus processos, em diferentes instâncias, afetados por interpretações e decisões contraditórias sobre a reinscrição na CGA. A situação criada pela nova lei veio agravar este cenário, violando princípios fundamentais, como a proteção da confiança e a estabilidade jurídica e profissional dos trabalhadores.

Perante esta realidade, a FENPROF considerou indispensável agir. O pedido apresentado ao Procurador-Geral da República junto do Tribunal Constitucional visa repor a justiça, garantir o respeito pelos direitos legais dos professores e pôr fim à insegurança jurídica que afeta milhares de trabalhadores.

A posição da FENPROF é clara: não aceitaremos que normas que prejudiquem os docentes e contrariem a Constituição se mantenham em vigor. A defesa dos trabalhadores da Educação é, e continuará a ser, a razão primeira da nossa intervenção sindical.

 

Lisboa, 24 de novembro de 2025

O Secretariado Nacional da FENPROF

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Reserva de Recrutamento 20 2025/2026

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 20.ª Reserva de Recrutamento 2025/2026.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de terça-feira, dia 25 de novembro, até às 23:59 horas de quarta-feira, dia 26 de novembro de 2025 (hora de Portugal continental).

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Listas – Reserva de Recrutamento n.º 20

 

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A escola pública está em queda e o país resignou-se – Paulo Prudêncio

A escola pública está em queda e o país resignou-se (edição impressa)

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Professores queixam-se de perder apoio pelo cálculo das distâncias

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Já que Maomé não vai à montanha…


A notícia é, obviamente, falsa, mas retrata bem o problema.

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Fumar à Porta da Escola: A Arte Nacional da Inoperância Oficial

É de manhã e o cenário começa sempre da mesma forma. Antes de o sino tocar já um pequeno nevoeiro se ergue à porta da escola, não vindo do clima mas dos cigarros que alunos de 13 ou 14 anos seguram com a mesma naturalidade com que deviam segurar um caderno. A imagem está tão banalizada que parece quase uma tradição local, como se fumar à porta da escola fizesse parte do currículo nacional.

Portugal não tem falta de leis sobre o tabaco. Pelo contrário, a legislação é clara e abundante. A chamada Lei do Tabaco, a Lei n.º 37/2007 e respetivas alterações, proíbe fumar não só dentro dos recintos escolares, mas também nos seus espaços exteriores. A venda de tabaco a menores de 18 anos é igualmente proibida. Existem ainda regimes contraordenacionais que preveem coimas tanto para quem vende como para quem permite ou não fiscaliza. No papel, o sistema é sólido. Falta apenas a parte mais simples e difícil: aplicá-lo.

Quando se olha para a realidade, percebe-se que a fiscalização é praticamente inexistente. A pergunta costuma ser quem está a controlar estas situações. A resposta, observando o quotidiano, parece ser ninguém. As autoridades, que poderiam atuar, teimam em manter uma presença discreta, quase ausente, como se tivessem recebido instruções para não perturbar o ritual matinal dos cigarros à porta da escola.

As consequências previstas pela lei, que incluem multas, ações de sensibilização e até alguma responsabilização dos encarregados de educação em casos repetidos, raramente saem do papel. São intenções bem escritas mas pouco praticadas. A sensação geral é de que se criou um entendimento informal: os jovens fumam como se fossem adultos, as autoridades fingem que não veem e todos seguem a vida como se esta normalização não tivesse efeitos reais.

O resultado é a transformação de um comportamento ilegal em rotina quotidiana. Quando um aluno do primeiro ciclo acende um cigarro diante da escola e ninguém intervém, a mensagem transmitida é simples: as regras servem para existir, não necessariamente para ser cumpridas. E assim se educa, ainda que involuntariamente, para a ideia de que a legislação é algo decorativo e de que a autoridade existe mais para ser citada do que para ser exercida.

No fim de tudo, é evidente que há falhas generalizadas, mas a falha maior recai sobre quem tinha meios e dever para agir e optou por não o fazer. Não é a lei que falta, não é o conhecimento do problema que escasseia, nem é a inexistência de queixas que explica o fenómeno. É a ausência de presença, de fiscalização, de prioridade. Enquanto os alunos fumam cigarros, parece que as instituições continuam a fumar tempo.

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Funcionária agredida por mãe de aluna por causa das saídas e entradas da escola

Uma auxiliar de ação educativa foi agredida de forma violenta e teve de receber assistência hospitalar, na quinta-feira à tarde, numa escola em Setúbal. A agressora é mãe de uma aluna e foi identificada pela PSP.

Funcionária agredida por mãe de aluna por causa das saídas e entradas da escola

As agressões ocorreram à porta da Escola Básica 2/3 Luísa Todi, no Bairro da Camarinha, na cidade de Setúbal. Na sua origem esteve um desentendimento entre uma auxiliar de ação de educativa e a mãe de uma aluna sobre as saídas e entradas na escola.

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Ministro da Educação diz que desvalorizar ensino profissional foi um erro

Ministro defende o investimento no ensino profissional, já que “permite a obtenção de competências muito importantes para o mercado de trabalho”. Fernando Alexandre relembra que este caminho escolar conseguiu “reduzir muito o abandono escolar em Portugal”.

Ministro da Educação diz que desvalorizar ensino profissional foi um erro

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Hoje Também Houve Greve (com serviços mínimos???)

Perdoe-me a ignorância, mas que eu ainda saiba não existem serviços mínimos na área da educação, com exceção nos dias de exames nacionais.

Deixei assinalado a vermelho o que o representante sindical da FESINAP referiu nesta entrevista.

 

Greve na função pública com adesão de cerca de 80% nos setores da Educação e Saúde

 

 

A greve da função pública estava, às 09h00 desta sexta-feira, a registar uma adesão de cerca de 60 por cento nos setores da Educação e Saúde, com uma maior expressão na zona norte. Ao fim da manhã, os sindicatos já indicavam que chegava aos 80 por cento.

A greve da função pública registava às 11h15 uma adesão de cerca de 80 por cento em todos os serviços.

“Temos 80 por cento [de adesão] em todos os serviços da administração pública”, afirmou o dirigente da Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesinap).

Os setores da saúde e da educação são os mais afetados.

No hospital de São João, no Porto, as cirurgias programadas são as que estão a ser mais afetadas devido a esta paralisação. Até às 10h00 da manhã ainda não tinha havido nenhuma cirurgia.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e Identidades com Fins Públicos afirma estar contra o pacote laboral, alegando que as medidas “não são as ideais para os trabalhadores”.

Em Oeiras, na escola básica Conde de Oeiras, não há aulas. A escola está encerrada, como confirmou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Estado.

Apesar de ainda ser cedo para fazer um balanço à adesão, Carlos Machado assumiu que se prevê que a “paralisação seja elevada, na ordem dos 80 por cento”.

“A adesão à greve ronda os cerca de 60% sobretudo na saúde, nas escolas e nas IPSS, mas está a ter maior expressão no norte do país. Ainda estamos a recolher dados de todos os setores”, disse o secretário-geral da Federação Nacional de Sindicatos Independentes da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (Fesinap), Mário Rui.

A greve, convocada pela Fesinap, e que tem serviços mínimos, abrange os trabalhadores de todas as carreiras da administração pública sejam gerais ou especiais.

Mário Rui remeteu para mais tarde dados mais concretos sobre a adesão à greve contra o pacote laboral apresentado pelo Governo.

A retirada imediata da proposta de reforma laboral, pedir uma reunião urgente com o Governo sobre a reforma “Trabalho XXI”, o fim da discriminação sindical praticada pelo executivo e participação efetiva da Fesinap nas negociações laborais são os motivos da greve, de 24 horas.

Em declarações à agência Lusa na quinta-feira, o secretário-geral da Fesinap, Mário Rui, disse que a educação, incluindo professores e pessoal não docente, e a saúde, incluindo médicos e enfermeiros “poderão ser os setores mais afetados na sequência da paralisação”.

Mário Rui adiantou também que a greve visa igualmente denunciar a discriminação sindical praticada pelos consecutivos governos, acrescentando que foram decretados serviços mínimos para todas as instituições públicas.

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Professores contestam adiamento da carreira

Nos últimos meses, os professores têm reiterado que a estrutura da carreira docente deve ser o primeiro ponto de discussão no processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente. Esta posição foi apresentada ao Ministro da Educação, Ciência e Inovação, aos grupos parlamentares e às organizações sindicais por movimentos que mobilizam milhares de docentes.

Os docentes lamentam que este pedido, legitimamente sustentado e formalizado numa carta aberta que reuniu mais de 2.000 assinaturas em menos de oito dias, não tenha sido acolhido. Tal facto é sentido como um sinal de desatenção a uma matéria estrutural para a profissão e para a Escola Pública.

Numa altura em que Ministério e sindicatos evocam conceitos como “valorização”, “atratividade” e “dignificação” da profissão docente, causa preocupação que a carreira se mantenha remetida para o 6.º lugar numa lista de 7 prioridades apresentadas pelo MECI, sem alteração face ao protocolo negocial inicial.

Por outro lado, a forma célere como determinadas estruturas sindicais subscreveram o protocolo – incluindo as mesmas que tinham colocado publicamente a carreira como primeiro ponto a negociar – é vista pelos professores como incoerente e gera apreensão pelo afastamento da posição antes defendida.

Os docentes avisam: quando a carreira chegar finalmente à mesa das negociações, esperam medidas concretas, e não promessas vagas nem manobras de calendário. Querem respostas que enfrentem as necessidades urgentes da Escola Pública — hoje incapaz de atrair novos profissionais, exausta para quem nela permanece e marcada por um desgaste acelerado da profissão.

É tempo de pôr fim ao adiamento permanente e recentrar o processo no essencial: a valorização real da carreira docente. Os professores deixam claro que estão organizados, atentos e preparados para defender a sua carreira com determinação, firmeza e responsabilidade.

Com consideração, os signatários,

Movimento PEV – Professores pela Equidade e Valorização

. José Pereira da Silva

. João Almeida

. Ester Salgueiro

. Antonio José Dias

. Luísa Amaral

. Teresa Carvalho

MPM- Movimento de Professores em Monodocência

. Paula Costa Gomes

. Luísa Brandão

. Teresa Serrão

AJDF- Associação Jurídica pelos Direitos Fundamentais

. Paulo Ribeiro

. Sofia Neves

. André Fernandes

. Carla Gomes

. Branca Célia Dias

. Ana Coutinho

. Luísa Brandão

. Sandra Lobo

. Sandra Charrua

SOS Escola Pública

. Cidália Luís

. Goretti Da Costa

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Para a Greve de Dia 11/12…

…quem Fenprof, quer FNE já anunciaram a sua adesão.

Em breve os restantes sindicatos de professores deverão anunciar a sua adesão à greve.

 

Professores avançam para a Greve Geral: FENPROF entrega pré-aviso no MECI

 

 

FNE: Motivos da adesão à Greve Geral de 11 de dezembro de 2025

 

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Aprovada proposta do Livre para ter um psicólogo por 500 alunos nas escolas públicas

O parlamento aprovou esta quinta-feira duas propostas de alteração do Livre, para a concretização do rácio de um psicólogo por 500 alunos nas escolas públicas e para garantir o financiamento das Equipas Comunitárias de Saúde Mental.

Aprovada proposta do Livre para ter um psicólogo por 500 alunos nas escolas públicas

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Greve. Governo quer impor serviços mínimos até ao 2º ciclo

Anteprojeto do pacote laboral do Governo quer aplicar esta regra entre o 1º e o 6º ano escolar, diz o Correio da Manhã.

Pacote laboral prevê serviços mínimos nas escolas do 1.º ao 6.º ano

Governo quer estabelecimentos de ensino abertos para alunos até aos 12 anos. Creches e lares também terão de funcionar com os trabalhadores indispensáveis.

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Reserva de Recrutamento 19

Reserva de Recrutamento 19

 

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E se as negociações com os sindicatos dos professores fossem como no setor privado?

A proposta de que as negociações com os sindicatos da função pública deveriam funcionar como no setor privado costuma parecer luminosa à primeira vista, daquelas ideias que brilham antes de percebermos que afinal o brilho vinha apenas do reflexo no vidro. Para testar o encanto, imagine-se a sua aplicação direta aos professores do setor público, transformando a escola num espelho das empresas típicas. Nesse cenário hipotético, os contratos seriam negociados individualmente, a mobilidade obedeceria às necessidades do “negócio”, a avaliação teria impacto imediato no salário e o despedimento seria uma possibilidade real quando as metas não fossem cumpridas. Antes de entusiasmos apressados, convém respirar fundo.

As vantagens teóricas são sedutoras. A flexibilidade salarial permitiria que quem produz mais ganhasse mais, convertendo resultados, projetos e inovação em euros ao fim do mês e premiando o mérito de forma mais visível do que acontece atualmente. A progressão deixaria de depender de quotas ou vagas, substituindo listas intermináveis por um simples mecanismo de “fez, justificou, sobe”. A gestão das necessidades seria mais ágil, permitindo ajustar salários e incentivos para atrair professores onde eles faltam, num ritmo que agradaria muito ao Excel.

Mas o Excel também chora, sobretudo quando chegamos às desvantagens. A instabilidade laboral tornar-se-ia uma realidade omnipresente. No privado, quando é preciso cortar custos, corta-se, reorganiza-se ou redesenha-se estruturas sem grande hesitação. Nas escolas, isso poderia criar professores deslocados, sem horário ou simplesmente dispensados, destruindo a estabilidade que mantém o ensino funcional. A avaliação baseada em métricas “objetivas” seria outro problema, já que a educação não tem um equivalente ao lucro. Notas podem inflacionar, a motivação é difícil de medir e turmas desafiantes não desaparecem porque o modelo o exige. A competição substituiria rapidamente a colaboração, convertendo colegas da mesma disciplina em concorrentes diretos numa corrida por bónus salariais, corroendo a cultura pedagógica construída sobre partilha e entreajuda. Além disso, a lógica de mercado não serve uma missão pública que exige garantir educação para todos, independentemente do contexto ou das dificuldades.

No fim, a ideia de copiar o modelo negocial do setor privado para a escola pública pode parecer moderna e eficaz, mas é pouco mais do que um exercício de “ctrl+c, ctrl+v” mal pensado. Uma escola não é uma start-up, os alunos não são clientes e os professores não são peças substituíveis num armazém de logística. Melhorar negociações, modernizar processos e valorizar desempenho é desejável, mas importar cegamente a lógica empresarial seria trocar problemas antigos por problemas maiores. E não tardaríamos a perguntar quem foi mesmo que achou que isto era uma boa ideia.

É preciso ter cuidado porque este modelo já se aplica lá fora…

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AVISO PRÉVIO DE GREVE – 21 DE NOVEMBRO DE 2025

AVISO PRÉVIO DE GREVE

21 DE NOVEMBRO DE 2025

FESINAP

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Maioria dos sindicatos assina protocolo negocial

Na última reunião para discutir o protocolo negocial, antes de arrancarem finalmente as negociações a partir do próximo mês, a proposta foi acolhida pela maioria dos sindicatos, ficando apenas de fora a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e o Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop), que ainda não tomou uma decisão.

Governo chega a acordo com sindicatos sobre termos para negociar carreira docente

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FENPROF não Assinou Protocolo Negocial

FENPROF não abdica de dar prioridade à valorização da carreira

 

O governo não aceitou nenhuma das propostas apresentadas pela FENPROF para o protocolo negocial para a negociação da revisão do Estatuto da Carreira Docente. Na segunda reunião sobre o protocolo, o governo apresentou um documento em tudo semelhante à minuta apresentada na reunião anterior, que não tinha em conta nenhum dos contributos e nenhuma das propostas que a FENPROF enviou ao MECI depois da primeira reunião e que tinham em vista dar prioridade à valorização da carreira docente. Por estes motivos, a FENPROF não assinou o protocolo negocial, explicou o Secretário-geral José Feliciano Costa aos jornalistas.

José Feliciano Costa afirmou que a revisão da estrutura da carreira e do estatuto remuneratório e o modelo de avaliação de desempenho são, para a FENPROF, as prioridades desta negociação, como forma de assegurar a valorização da carreira e a resolução do problema da falta de professores nas escolas. No entanto, na proposta do governo, estas matérias são relegadas para o final do processo negocial. Por outro lado, a FENPROF insiste na necessidade de que as alterações ao ECD possam entrar em vigor no ano letivo 2026/2027, mas o protocolo não define qualquer calendarização e o governo também não aceitou que ficasse estabelecido um prazo previsível para o final das negociações.

Ainda assim, a FENPROF irá participar nas negociações com a mesma postura colaborativa de sempre, apresentando propostas de melhorias ao documento, tendo em mente e como prioridades a valorização da carreira docente e o superior interesse dos professores.

 

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