MINISTRO NÃO QUER CONSIDERAR RECUPERAÇÃO DOTEMPO DE SERVIÇO EM SEDE DE APOSENTAÇÃO

Após uma anterior reunião de apresentação, a Pró-Ordem e a Federação Portuguesa de Professores e de que faz parte, reuniram hoje com o Ministro da Educação, Ciência e Inovação e com os seus dois Secretários de Estado, bem como com a Secretária de Estado da Administração Pública, com vista ao inicio de negociações para a recuperação do tempo de serviço.
Na proposta escrita que este conjunto de membros do Governo nos apresentou nada consta sobre medidas compensatórias para os professores que estando no topo da carreira também perderam tempo de serviço congelado e que estarão mais ou menos próximos do momento de aposentação.
A este propósito, a Pró-Ordem teve ocasião de suscitar um pedido de esclarecimento ao Sr. Ministro perguntado se se trataria de um lapso involuntário ou se era propositado, tendo o mesmo respondido que é propositado e que não está prevista qualquer majoração para efeitos de aposentação, facto que não pode merecer o nosso acordo.
Também não pode merecer o acordo da Pró-Ordem a, ora proposta, revogação do Decreto-Lei no 74/2023, de 25 de Agosto que implementou alguns mecanismos em sede de progressão de carreira. De igual modo, os colegas que iriam recuperar o tempo de serviço perdido em lista de espera para progressão ao 5o ou ao 7o escalão já não o recuperam e se já o recuperaram ele ser-lhes-á agora descontado.
O Ministério propõe a recuperação anual de apenas 20% do tempo de serviço, o que perfaz 5 anos, mas no Caderno Reivindicativo que a nossa Federação entregou na primeira reunião realizada com esta equipa ministerial propusemos a recuperação em 3 anos.
Nós e o restante movimento sindical docente voltamos a reunir com a Tutela nos próximos dias 13 e 21 do corrente, pelo que, com o apoio do Corpo Docente, tudo iremos fazer para que o Governo se aproxime das suas justas aspirações.

Lisboa, 3 de maio de 2024
Pela Direção Nacional O Presidente da Direção Filipe do Paulo

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13 comentários

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    • Vasco Manuel on 4 de Maio de 2024 at 14:25
    • Responder

    Não devíamos aceitar continuar a ser uma classe mal tratada e sem o respeito dos sucessivos governos, 20% é um insulto
    para quem já esperou tanto tempo, devem os sindicatos lutar por 30% e não aceitar sermos sempre os coitadinhos…aos médicos não vão aumentar por fases…somos inferiores?

    • Docente critica on 4 de Maio de 2024 at 14:30
    • Responder

    Dado que o governo não prevê qualquer compensação para os docentes posicionados no décimo escalão, seria de ponderar uma negociação que eventualmente os dispensasse do cumprimento da componente não letiva. A mitigação não seria monetária, nem na aposentação, mas sim no horário de trabalho.

      • Mainada on 4 de Maio de 2024 at 15:35
      • Responder

      A componente não letiva, uma invenção da Lurdes Rodrigues, que também nos queria nas escolas durante as paragens letivas, já devia ter sido eliminada desde que foi inventada. Os professores a partir de umadada idade deveriam funcionar como uma espécie de tutores dos professores mais jovens. E tempos não letivos para ninguém! ECD anterior à anarquista Lurdes Rodrigues já!

      • Anónimo on 4 de Maio de 2024 at 17:44
      • Responder

      Seria interessante, sim.

    • vergonha on 4 de Maio de 2024 at 14:43
    • Responder

    Cada vez que se “mexe” neste assunto criam-se cada vez mais injustiças .
    Não isentar de vaga para transição ao 5º e ao 7º escalão, quem teve todo o tempo congelado, cria uma dupla injustiça. Esses docentes estão há muitos anos sem estar no devido escalão, mas parece que isso não interessa.

  1. Pareceu-me que os professores se deveriam manifestar contra esta proposta. É uma vergonha, uma trafulhice! Ou é para recuperar ou não. Não tem nada que revogar o DL 74 nem descontar o tempo roubado nas listas.

    • Filhos da mãe! on 4 de Maio de 2024 at 16:55
    • Responder

    Filhos da mãe! Não têm outro nome!

    • Anónimo on 4 de Maio de 2024 at 17:51
    • Responder

    Quem entrou ao serviço em 2005, e tem por isso quase 19 anos de serviço, está tramado.
    Perdeu 6 anos 6 meses e 21 dias (o total são 23 dias, porque o congelamento começou em 29/08 em vez de 01/09).
    Está no 3.º escalão ou 4.º (o mais provável é estar no 3.º porque não teve as benesses dadas aos colegas que vincularam em 2018 e foram automaticamente para o 2.º escalão, graças à porcaria 119/20218 (das ultrapassagens).
    E só passará ao 5.º e ao 7.º se tiver vagas para isso. Como só há uma ou duas vagas por agrupamento, estará “congelado” efetivamente.
    Agradeçam aos nossos políticos pulhíticos. A todos. Não excluo nenhum.

  2. Já agora, se a recuperação começar já em junho, como ficarão os docentes que estão a ser avaliados este ano?
    A avaliação deste ano vai ao ar e passam para o escalão seguinte esquecendo-se o esforço dos que tiveram mais do que isso?
    Ou essa avaliação tem repercussões no escalão seguinte? Seria o justo, claro.
    Convinha percebermos todos o que isto significa, antes de propormos algo que nos pode dar tiros nos pés, já que parece dar-se mais importância a começar a recuperação em junho em vez do que é proposto pelo governo de ser em setembro, do que a que essa recuperação se dê em menos anos.

    • Paulo Mesquita on 4 de Maio de 2024 at 21:46
    • Responder

    O problema está na nossa classe, nem todos remam para o mesmo lado. Quando podemos resolver isto há sempre uns que e cortam e depois é que se queixam!? Se a maioria dos professores não fossem uns “totós” … GREVE às avaliações e exames!

    • JaSemFígados on 5 de Maio de 2024 at 0:34
    • Responder

    No 8° estou e no 8° vou.
    Injustiças sobre injustiças. Venha o fim do ano letivo para sair de vez desta bandalheira.

    Há que anos me roubam mensalmente e irão continuar a roubar numa futura reforma!

    Saudades não levarei. A contar os dias para sair desta podridão.

      • Anónimo on 5 de Maio de 2024 at 9:24
      • Responder

      Nunca chegarei ao 8.º.
      Graças às más escolhas que os tugas foram fazendo votando em Sócrates, Passos e Costa.
      Obrigado a todos os que consideraram estes “grandes e queridos líderes” uns patriótas e uns génios.

    1. exatamente como eu – no 8º estou e no 8º vou, mal acabem as aulas – final do mês de junho inicio o processo – já nem quero saber das férias de verão a que tenho direito
      … a contar os dias para sair da ‘prisão’
      saúde & felicidades, colega 🙂

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