Andamos a infetar-nos uns aos outros? Sejamos claros!

Há testemunhos que nos deixam preocupados, principalmente, depois de ouvir as declarações dos responsáveis políticos.

A sorte é que há pessoas responsáveis e que, acima de tudo, não querem disseminar a doença pela sociedade. Fica um testemunho encontrado numa página de facebook de uma colega nossa que está a experimentar as dúvidas de todos nós em relação à gestão desta crise.

Sejamos claros!
No dia 28-10-2020 os meus dois filhos testaram positivo à doença Covid 19.
Desde então ficámos em isolamento e sobre vigilância do nosso médico de família.
Passado alguns dias eu e o marido também fomos testados, dando resultado negativo à doença.
Os nossos dias têm sido passados em casa e em isolamento, com os nossos filhos sempre no interior dos seus quartos, visto que nós os dois não temos vírus e eles os dois têm.
A mim a um dos meus filhos, que trabalhamos, foi dada uma baixa de 10 dias.
Após a baixa terminar não foi passada qualquer tipo de credencial para repetir o teste à Covid 19 a nenhum dos elementos familiares.
Sejamos claros!
Em Portugal temos apenas 3 hipóteses. O nosso médico de família está impedido de prescrever qualquer credencial para podermos ser testados, mas sem ter qualquer tipo de certeza ele pode dar-nos alta, ou seja, podemos estar infetados e ir trabalhar na mesma? O nosso médico de família informou-nos que estas indicações são provenientes da DGS (Direção Geral de Saúde).
Com isto perguntamos:
Os meus filhos podem sair do seu quarto, estar connosco, ir trabalhar, nós todos irmos trabalhar, com que garantia? Com que garantia é que podemos sair de casa, sem saber se vamos ou não propagar o vírus?
Voltando às três hipóteses, após a baixa ou os 10 dias de isolamento, que temos em Portugal:
1 Hipótese
Nós somos responsáveis e temos algumas possibilidades, podendo assim despender uma média de 200€ para testar os meus filhos, de forma a saber se eles podem ou não sair de casa e se nós podemos estar com eles e também se podemos ir trabalhar.
2 Hipótese
Somos responsáveis, mas não temos dinheiro para pagar os testes e como tal, pelas indicações da DGS voltamos ao trabalho, sem qualquer noção se temos ou não o vírus.
3 Hipótese
Seguimos exatamente as recomendações da DGS. Ao fim da baixa e sem sintomas, a mesma não é renovada e não é disponibilizado qualquer teste para despistar o vírus.
Como tal, pela DGS, podemos voltar ao trabalho e esperar que não estejamos doentes e que só por um milagre não infetemos ninguém.
Sejamos claros!
O Sr. 1º Ministro António Costa, a DGS e o Presidente da República Dr. Marcelo Rebelo Sousa, vêm para os meios de comunicação informar que nós portugueses é que somos os culpados de sermos relaxados e propagar rapidamente o vírus, quando por de trás da cortina isto acontece a esta (nossa) e outras famílias por este Portugal.
Para nós aqui em casa a maior qualidade que um ser humano pode ter é a de ser verdadeiro, pois é a essa pessoa que todos se unem e têm como exemplo a seguir.
Por isso sejam verdadeiros e ao menos digam que não conseguem ajudar todos, que não conseguem voltar a testar aqueles que já deram positivo. Assumam que não conseguem controlar tudo, porque não estão a conseguir de todo.
Acima de tudo não nos culpem apenas a nós, Povo Português! Olhem também para os vossos umbigos e Sejam Claros!

 

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9 comentários

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    • Rosinha on 8 de Novembro de 2020 at 20:36
    • Responder

    Estamos tramados e entregues a políticos e medidas sem medida…

    • PROFET on 8 de Novembro de 2020 at 21:03
    • Responder

    trump’s, bolsonaro’s e costa’s: egocêntricos, mentirosos, retardados e negligentes, que querem é poleiros e encher a barriga e a carteira… e mentem descaradamente ou tentam fazer de burros a população que governam.

    • Zararusta on 8 de Novembro de 2020 at 22:21
    • Responder

    Não, não estamos loucos nem a imaginar coisas. António Diniz do gabinete de crise da ordem dos médicos, hoje na SIC notícias, deu a entender e não o disse claramente porque o jornalista não lhe deu oportunidade para isso, que as informações veiculadas pelo Governo, pela DGS e pelo professor Marcelo sobre a pandemia nas escolas são um enorme embuste. Não vai ter oportunidade de esclarecer o que queria dizer, pois o lápis azul vai atuar. Novos tempos, mas os mesmos métodos do Estado Novo.

    • Falcão on 8 de Novembro de 2020 at 23:10
    • Responder

    Este relato é a prova provada de que estamos completamente perdidos neste tsunami pandémico que agora está a atingir proporções nunca vistas. É uma vergonha esta lei da rolha, este manto de silêncio sobre a total incapacidade do governo em atuar perante o avolumar dos casos positivos. Posso testemunhar que no infantário do meu sobrinho, surgiu um caso positivo na sua sala, a criança testou positivo, esteve ainda assim 2 dias em contacto com os restantes colegas e sem máscara (sala dos 2 anos) e na linha SNS 24 a minha irmã obteve a seguinte resposta: se o seu filho não tem sintomas não há motivo para não ir à escola! Entretanto os responsáveis do colégio têm tentado por todos os meios contactar o delegado de saúde que, pura e simplesmente, ao fim de 2 dias ainda não apareceu nem deu notícias. É a direção do colégio que está a enviar as crianças para casa, mas os pais não têm qualquer declaração dos serviços de saúde que comprove que um deles necessita de ficar em assistência à família. O delegado de saúde ainda não deu a cara, estamos assim, é o salve-se quem puder, a lei do desenrasca!
    Uma vergonha!

    • Prof Possível (aka Maria Indignada) on 9 de Novembro de 2020 at 3:14
    • Responder

    Ouvi a mesma peça da Sic que o Zaratrusta refere.

    Não é a primeira vez que a atuação do governo relativamente às escolas é criticada e depois desaparece miraculosamente do alinhamento dos programas, conforme aconteceu com um autarca de uma localidade de Viseu, que referi neste blog.

    Creio que o governo sabe muito bem o que está a fazer, bem como sindicatos e demais instituições.

    A meu ver, para o governo e seus padrinhos, a opção está a ser deixar o vírus circular, mantendo o SNS operacional no limite, e com articulação/contratações pontuais com os privados e afins quando o SNS estiver na eminência de colapsar.

    É um jogo arriscado, e pode correr muito mal.

    Não adotaram outra abordagem por total incompetência.

    A sua incompetência está a ser amenizada nos media, por comparações e referências falaciosas com a restante europa, quando atualmente os valores percentuais de Portugal são muito piores do que na esmagadora maioria dos restante países europeus, USA, Canadá, etc.

    Basicamente, na minha opinião, parece-me que eles sabem que as escolas e transportes escolares são uma fonte de propagação significativa, mas pretendem mantê-las abertas enquanto a resposta dos serviços de saúde for aguentando.

    • Rosinha on 9 de Novembro de 2020 at 12:18
    • Responder

    Querem encher os bolsos às instituições de saúde privada.

    • Alecrom on 9 de Novembro de 2020 at 17:00
    • Responder

    É assim num grande espaço:

    https://www.publico.pt/2020/11/09/infografia/caso-fabrica-calcado-desenrolou-surtos-covid19-portugal-519

    As escolas têm a vantagem de tudo se passar em salas pequenas, sobrelotadas e fechadas: o vírus não entra nem cabe.

    • fernandasobralinho on 9 de Novembro de 2020 at 17:41
    • Responder

    A comunicação social abafa porque na 1ª fase da epidemia, se é que esta é a 2ª fase ou a continuação da 1ª, recebeu uns bons milhões do governo para ser controlada e calar quem levanta a voz com a verdade em vez de a esconder e mentir aos portugueses.
    A meio de outubro mandaram-me para confinamento pois estive em trabalho escolar com um caso positivo…até hoje ainda não fui contactada por ninguém dos sns e paguei 100 € para fazer o teste particularmente…

    • ilda on 9 de Novembro de 2020 at 21:07
    • Responder

    ninguem deveria fazer o teste via particular
    mas é como as formações … os profs podem tudo

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