26 de Novembro de 2020 archive
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Nov 26 2020
Ata do Estado da Educação
Ordem de trabalhos:
1 – Surto que não se vê é surto «não registado»
2 – Conferência de 7 de novembro
3 – Método «Costa»
4 – Títulos falsos
5 – Lista secreta do ministério maior que a da fenprof
6 – Reavivar o ódio a professores
7 – Esconder ao máximo o mérito do seu trabalho
– Os surtos invisíveis e silenciosos nas escolas, que «não se detetam» ou «não se registam», podem ser milhares neste momento.
Sem rastreios na comunidade escolar (assintomática, mas potencialmente portadora e “contagiadora”) como haviam de detetar-se?
Surtos são muito mais do que 477 (número tão falso como 68)
A narrativa sonsa do «não detetamos», «não registamos», deu lugar a percentagens de contágio e número atirados ao ar ao estilo de poker. Os surtos registados não representam o número real. Um rastreio sério multiplicaria o número.
– Conferência de imprensa de 7 de novembro desmentida
Contexto familiar e de coabitação 68%; contexto laboral 12%; Lares 8%; contexto escolar 3%; contexto social 3%; Serviços de saúde 1% (percentagens alcançadas pela aplicação do método «Costa»)
«A percentagem de contágio nas escolas é muito superior»
Afinal mais de 80% de «origem desconhecida»
– O método «Costa» resumido
– É um método de recolha, análise, gestão e envio de informação;
– É requerido ao utilizador do método “mente aberta” em todas as fases do processo (da recolha ao envio de informação);
– Títulos curtos em letras grandes (o resto do texto é irrelevante, ninguém lê);
– Não há certo ou errado, não há verdadeiro ou falso;
– É fundamental saber embarretar partidos, sindicatos, jornais, rádios e televisões.
– O mestre do método é um embarretador exímio. O processo de embarretamento começa frequentemente por um estender de mão ao embarretado.
– Em testes americanos baseados no método «Costa» qualquer resolução deve poder justificar a atribuição de nota máxima e passagem com distinção; ou chumbo sem hipótese de recurso.
– Títulos falsos em grande quantidade
– Visam uma espécie de imunidade de grupo (contra o incómodo causado ao cidadão pela mentira);
– A “vacina” é administrada em “doses” diárias deste género:
«Escolas só representam 3% de contágio»; «Afinal 80% de origem desconhecida»; «OMS defende escolas abertas»; «Abertas, ninguém falou em alunos lá»; «Devemos assegurar a educação das crianças, foi a declaração de um diretor da OMS»; «há 477 surtos em escolas»; «afinal são 68»; «Não, atenção 477 x 68.»
Ao fim de umas semanas a maioria das pessoas já começa a sentir melhoras. Só é pena as reações adversas verificadas em alguns casos.
O vírus do conhecimento pode provocar intolerância ao tratamento. Daí o grande esforço em livrar a população desse vírus.
– A lista secreta do ministério é muito maior do que a lista da fenprof
«Publicar? Nem pensar nisso Tiaguito.» «-E se descobrem a verdade carago António? estou com muito medo disto.» «Ok, dizemos que há 477 surtos. E no dia seguinte 68. Mesmo que sejam milhares, não é mentira dizer 477 (não estarás a dizer só 477). Aprende comigo.»
– Nestes tempos é essencial manter a chama – do ódio aos professores – acesa.
….. Não vão «os portugueses» começar a gostar um bocadinho dos professores; isso seria o pior que a pandemia podia fazer.
Fizeram passar a ideia que os professores estão no segundo local mais seguro do país. Só os profissionais de saúde teriam mais sorte (nos serviços de saúde a probabilidade de contágio seria de 1%) de acordo com os dados da conferencia de imprensa de 7 de novembro.
E esses privilegiados professores e enfermeiros (no oásis da pandemia) a falar de greves. Perigo a sério é em casa (68%).
– Reconhecer que os professores também estão na linha da frente, privados da proteção que se assegura ao cidadão comum?
Nunca. Isso seria reconhecer-lhes demasiada utilidade e, pior do que isso, reconhecer-lhes nobreza e altruísmo no desempenho das suas funções.
Os professores devem ser vistos como formigas, quais térmitas em missão suicida para salvar o formigueiro sem que lhes seja reconhecido qualquer ato nobre ou heroico. Apenas formigas, programadas pela natureza para agir daquela maneira.
Rui Araújo
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Nov 26 2020
30 mil alunos sem aulas a uma ou mais disciplinas
Como mais do que previsto, a falta de professores agudiza-se, mas do ministério só se ouve o silêncio.
Falta de professores deixa quase 30 mil alunos sem aulas a uma ou mais disciplinas
Nas escolas, faltam professores. Há mais de 400 horários por preencher, nesta altura, quando faltam poucas semanas para o fim do 1º período. No total, quase 30 mil alunos estão sem aulas a uma ou mais disciplinas, sendo que as mais afetadas são Português e Matemática. Há até escolas onde faltam mais de uma dezena de docentes.
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Nov 26 2020
66 anos e sete meses para se reformar em 2022
A idade de acesso à reforma vai subir para 66 anos e sete meses em 2022, mais um mês do que a que vigorou durante este ano. Esta evolução é explicada pelo aumento da esperança média de vida aos 65 anos, que foi divulgada, esta quinta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
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Nov 26 2020
Quantos são professores?
Mais de 500 funcionários públicos vão ajudar SNS
A ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou que mais de 500 funcionários públicos vão ter formação para ajudar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) nos inquéritos
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Nov 26 2020
O preço da incompetência- Alexandre Homem Cristo
Houve um tempo nesta pandemia em que a desorientação do Governo o encaminhou para medidas vistosas, mas discutivelmente ineficazes, com o propósito de mostrar serviço. Agora, a orientação ascendeu a um novo patamar: o da introdução de medidas inequivocamente sem eficácia, cujo propósito já apenas consiste no encobrimento da incompetência acumulada. A proibição de ensino à distância nos próximos dias 30 de Novembro e 7 de Dezembro é disso um exemplo gritante: o Governo impede as escolas privadas de darem aulas online nesses dias, não por motivos sanitários (os alunos estariam em casa), mas (presume-se) porque não poderia garantir igual continuidade educativa nas escolas públicas. Será esta uma defesa da igualdade? Não, é um nivelamento por baixo e uma manobra política: se os miúdos matriculados no privado tivessem aulas, o país perguntar-se-ia o porquê de o mesmo não acontecer no público — uma pergunta incómoda a evitar, uma vez que a resposta é simples: porque o Governo falhou. Ou seja, esta proibição prejudica os alunos, mas beneficia o Governo. Fica claro o que, na balança, pesou mais.
Recapitulemos. Nas próximas duas segundas-feiras não haverá actividades escolares presenciais. A decisão surge no seguimento da renovação do estado de emergência e das medidas para os fins-de-semana e feriados de Dezembro, com vista a impedir a circulação de pessoas nos dias de ponte. Percebe-se o objectivo de confinar nessas segundas-feiras, mesmo que seja fácil discordar da necessidade de fechar escolas ou desconfiar da eficácia da medida — de resto, o próprio Governo tinha adoptado a boa prática de evitar a todo o custo o encerramento escolar, precisamente por saber que a medida não justifica o dano causado aos alunos. Mas o problema maior revelou-se na tarde desta terça-feira: quando as escolas privadas anunciaram planos para manter actividades à distância nesses dois dias, o Governo apressou-se a agitar o texto do decreto e alertar para a proibição.
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