Onde para a autonomia? Está a um metro de distância!

 

No dia 29 de junho, não há muito tempo, sai esta noticia num jornal nacional “Diretores querem autonomia para decidir próximo ano”, outros se lhe seguiram na retórica há muito anunciada, publicitada, usada em campanhas eleitorais e momentos eleitoralistas, desejada nuns momentos e nem tanto noutros, por uns e por outros…

Depois surgem os sindicatos a anunciar que as medidas emanadas pela tutela não são claras, suficientes, etc e coisa e tal. Muito dirão que, lá se foi a retórica da autonomia e já querem instruções detalhadas de como se deve e não deve fazer. Mas o problema é um e só um, é um metro de problema. Os diretores já o afirmaram, os sindicatos reclamaram e os professores, por muito que tentem, não organizaram.

A DGS e o ME terão muito que explicar se o recomeço do ensino presencial der para o torto.

Uma turma de 24 a 28 alunos, numa sala com 48 metros quadrados, equipada com mesas duplas, como a maioria das existentes nas nossas escolas? Tentem lá distanciar os alunos um metro uns dos outros, melhor que isso. Ó Dona Graça! Venha cá a uma escolinha, arregace as mangas, traga em metro de madeira, como aqueles que ainda se usam em algumas lojas de tecido ao metro, e organize uma sala de aula de forma a que todos se mantenham à distância mínima e a mesma continue funcional. Ainda gostava de ver…

Tentem lá fazer este exercício:

Têm uma sala com 8 m de comprimento e 6 m de largura. Um círculo com um metro de diâmetro, uma mesa de 1,2 m por 0,4 m e uma cadeira onde o aluno se vai sentar. Tentem colocar círculos à volta da cadeira e verão o espaço necessário para manter a tal distância recomendada. Divirtam-se… se o conseguirem têm entrada direta num curso superior de design de interiores, numa universidade de renome com emprego garantido à saída. Vá lá, esforcem-se.

Entretanto, senhores diretores, batam o pé ou com a porta.

 

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16 comentários

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    • Matilde on 14 de Julho de 2020 at 9:51
    • Responder

    “Entretanto, senhores diretores, batam o pé ou com a porta.”

    Às vezes fingem que “batem o pé”, agora “bater com a porta” é que jamais, em tempo algum…

    Antes “engolir sapos vivos” do que demitirem-se em protesto… 🙂

    E qual protesto? Se muitos deles até concordam sempre e com tudo o que é emanado pelo Ministério?… Portanto, objectivamente, muitos não terão qualquer motivo para protestar, muito menos para se demitirem… Para esses, está sempre tudo muito bem e as ordens do Ministério são para cumprir briosa e rigorosamente. Se possível, até, com um pouco mais de “intensidade” do que aquela prevista pela própria tutela…

    Se algo não correr bem, poderão sempre responsabilizar outros… Essa é uma das vertentes da tão almejada autonomia…

    (O exercício proposto é desafiante, mas dadas as minhas muito modestas competências em Geometria, não me atrevo a tentar encontrar soluções para o mesmo… 🙂 ).

    • maria on 14 de Julho de 2020 at 10:05
    • Responder

    MpD

    Dos 8200 docentes “mobilizados”, 40 foram parar ao #EstudoNaVenda que, como sabemos, faz parte do Agrupamento de Traseiras- de -Judas.

    O Coxa anda perplexo! “Mobilizados por doença” ? ” Porra! Mas se nenhum deles está doente , por que raio deixaram a sua escolinha em Traseiras- de-Trás – que fica a 500 metros – tão perto que até o Rosmaninho vai duas vezes por dia beber água ao fontenário ?”
    E vocifera, o bom do Coxa : “agora a canalha ficou sem professores, eu não tenho trabalho no #EstudoNaVenda para dar sequer a um e a Junta de Freguesia é que se fo . e pois tem de lhe pagar a jorna sem nada fazerem”.
    Disseram-lhe os “excursionistas” que se deslocaram 500 metros para melhor darem apoio a uns familiares : metade alegaram que tinham os pais no lar de idosos de Traseiras e assim tornava-se mais fácil visitá-los pois ficava a 100 metros, 5 vezes mais perto, portanto ; umas esganiçadas asseveraram que os maridos tinham bicos-de-papagaio e a piscina quedava-se a uns 250 metros ( metade do anterior trajecto).
    O Coxa, que tem os impostos em dia, anda desesperado.

      • Rui Filipe on 14 de Julho de 2020 at 17:00
      • Responder

      A sua autonomia, ninguém a pode tirar.Faz-se como os burros: quando não se pode arreia-se.

  1. A solução, que têm que ser imposta, é o desdobramento das turmas ou a criação de turmas com dimensões adequadas (14-18 alunos).

    Como a Tutela não mostra real interesse pela Educação e actua mais como uma sub-secretaria das Finanças, com miopia estratégica a longo prazo, talvez a solução seja apelar ao egoísmo e medo de quem manda: assustá-los com a possibilidade de serem acusados de negligência grosseira em processos judiciais por cada professor, aluno e funcionário que morrer, ou que ficar com sequelas advindas do Covid-19.

    Claro que, enquanto os Governos actuarem de forma manhosa, idiota e desonesta, sendo secundados por lacaios que seguem o princípio de “recebi ordens!” e multiplicam o impacto da sua aplicação com um fervor servil, a Sociedade, porque amputada de uma Educação, afundar-se-á nos círculos mais baixos do Inferno da Ignorância, Incultura e Incapacidade,.. mas talvez seja isso o objectivo de algumas pessoas.

      • Matilde on 14 de Julho de 2020 at 10:32
      • Responder

      “A solução, que têm que ser imposta, é o desdobramento das turmas ou a criação de turmas com dimensões adequadas (14-18 alunos).”

      Concordo. Há alguns dias atrás foi isso que também aqui defendi…

    • Cris on 14 de Julho de 2020 at 13:26
    • Responder

    O problema vai muito para além do número de alunos por turma.
    Falam tanto da irresponsabilidade de pais e alunos e temos de acreditar que os professores não têm comportamentos de risco fora das aulas?
    Já vos explicaram que a distância de segurança se deve aplicar em todo o lado?
    Ou quando vão em bando tomar o cafezinho da manhã mantêm a distância de segurança?
    Pois… Talvez pensem que o vírus só infecta professores quando vem dos alunos. É isso?
    Tanta indignação! Quando vão ao supermercado, por exemplo, reparam que são atendidos por pessoas muito mais expostas ao vírus do que vocês? Ouvem-nas lamentarem-se tanto? Levantem o rabo do sofá, tomem as devidas precauções e olhem para além do vosso umbiguinho!

      • Pirilau on 14 de Julho de 2020 at 13:44
      • Responder

      Ó avencada/o : quanto te pagam para vires aqui constantemente destilar veneno contra os docentes? E quem te paga? É o partido, o Brandão, o Costa ou a velha Lurdes?

        • Cris on 14 de Julho de 2020 at 20:49
        • Responder

        Ao contrário de si e de muitos que aqui pousam tenho “capacidade crítica”. Já ouviu falar?
        Bastam 2 dedinhos de testa! 😉

      • sfgg on 14 de Julho de 2020 at 15:04
      • Responder

      Menina Cris, desde 14 de março que não saio de casa. Assim sendo, vá pregar para outra freguesia.

      • Luluzinha! on 14 de Julho de 2020 at 15:56
      • Responder

      Muito bem, Cris. Subscrevo, na íntegra.

        • Tó Costa on 14 de Julho de 2020 at 19:21
        • Responder

        Cris, Lulazinha e o defunto Pardal são filhos da mesma mãe!

    • Adriano Silva on 14 de Julho de 2020 at 13:30
    • Responder

    Eu se ficar infetado vou processar a escola e o ministério. No código de trabalho constam vários artigos em relação a higiene e segurança no trabalho. Coisa que estes srs descartam. Por isso podem ter a certeza que serão processados .

    • Matilde on 14 de Julho de 2020 at 16:07
    • Responder

    Dupont et Dupont…

    (Só me ocorrem estas personagens de banda desenhada)… 🙂

    • Xuxu on 14 de Julho de 2020 at 20:04
    • Responder

    Tenho visto muito disso.
    Até profs sem máscara dentro de salas a trabalhar sem máscara já vi. Mas se entra um contratado, este é questionado por onde anda, mas mantém a máscara. Esqueceu_se é que além de infetadas… Podem infetar!!

    • Xuxu on 14 de Julho de 2020 at 20:06
    • Responder

    Esqueci-me de referir é que é apenas o contratado que fica de mascara.

      • Luluzinha! on 14 de Julho de 2020 at 20:50
      • Responder

      Também se esqueceu de referir que a sua expressão escrita é deplorável.
      Coitados dos supostos alunos!
      Gente desta a “ensinar”, meu Deus!

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