Há 12 mil professores com doenças de risco que podem ter de faltar às aulas no próximo ano letivo

São cerca de 12 mil os professores que em Portugal têm doenças que são consideradas de risco e que poderão ter de ser afastados no próximo ano letivo por causa do novo coronavírus, avança esta sexta-feira o ‘Correio da Manhã’. (O Blog DeAr Lindo chamou à atenção deste facto ontem)

Há 12 mil professores com doenças de risco que podem ter de faltar às aulas no próximo ano letivo

 

O aviso chega através da Federação Nacional de Professores (Fenprof), que estima que a situação venha a afetar “todos os 811 agrupamentos escolares e escolas não agrupadas do País”.

“Estão em causa 10% dos professores, mais de 7 mil que estão em mobilidade devido a doenças incapacitantes, segundo números do Ministério da Educação, e outros que já estão em escolas perto das residências. Calculamos que no total sejam cerca de 12 mil professores”, afirmou o secretário-geral da Fenprof.

Segundo Mário Nogueira, em causa estão doenças oncológicas e cardiovasculares, doentes transplantados, entre outros considerados de risco.

“O que vamos ouvindo é que estes professores terão de meter baixa médica para não correrem riscos. Mas levarão um corte nos rendimentos, o que fará com que muitos prefiram arriscar dar aulas”, afirma Nogueira.

A maior estrutura sindical de docentes sugere que o Ministério da Educação recorra “aos milhares de professores que estão a trabalhar nas escolas nas atividades de enriquecimento curricular (AEC)”.

 

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11 comentários

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    • maria on 31 de Julho de 2020 at 11:27
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    Como diria o outro, “prognósticos só no fim ” . Contudo, arrisco : vamos assistir a uma espécie de êxodo docente em Setembro e meses imediatos – 12 000 doenças de risco ; 8200 em MpD ; pior ainda, logo, logo , no no início daquele mês (e seguintes) a habitual revoada de horários temporários (baixas médicas) . Muitos milhares de professores “adoecem ” subitamente mal tem começado o ano lectivo, como se pode constatar através das RR semanais pré- covid . Este ano, aposto, será pior.

      • maria on 31 de Julho de 2020 at 16:32
      • Responder

      Um dos factores que potencia a “doença” é a geografia.
      Explico : o docente – de sua livre vontade – concorre para uma determinada localidade ou zona. Colocado, consulta o mapa de Portugal , descobre que está a uns quilómetros de casa e… “adoece”.
      ( ver RR semanais 2019/20 e anteriores)

    • Martins on 31 de Julho de 2020 at 12:36
    • Responder

    E o que dizer dos pais q tbm possuem doenças de risco q ficaram expostos ?

    • Maria Silva on 31 de Julho de 2020 at 12:59
    • Responder

    Oh Martins
    É que os professores também são pais

    • Apache on 31 de Julho de 2020 at 13:58
    • Responder

    O ser humano é mesmo complicado, se ele tem, eu também quero. Que mundo/ sociedade, não interessa se a pessoa sofreu ou lotou muito para o ter, o importante é, se ele tem um também quero…

    • beck1111 on 31 de Julho de 2020 at 14:19
    • Responder

    1 ou 2 irao meter atestado …poucos vao perder 45% do salario sabendo que de um momento para o outro a escola fica em teletrabalho

    • Luluzinha on 31 de Julho de 2020 at 16:00
    • Responder

    Há muita gente bastante limitada, de facto. Estes Velhos do Restelo e profetas da desgraça tão tipicamente plebeus, vaticinavam a catástrofe, o drama, o horror do regresso às aulas presenciais para 11º, 12º e vigilâncias dos exames nacionais. Tudo já ocorreu. Onde está a tragédia, a hecatombe, a grande desgraça? Enfim… Mentes pequenas, limitadas, circunscritas a meros interesses pessoais!

    • Lídia Sofia Lopes Ferrão on 31 de Julho de 2020 at 18:24
    • Responder

    Só os professores das AEC’s?!!!!!
    É os professores contratados que não têm lugar nas AEC’s?!?!?!?!?

    • Margarida on 1 de Agosto de 2020 at 23:32
    • Responder

    Os docentes com mais de 60% de incapacidade não descontam esse montante. E é claro que esses, não vão dar aulas. E por mim falo, como pena. Preferia que me deixassem trabalhar remotamente. enfim, espero que tudo seja repensado,

      • Margarida on 1 de Agosto de 2020 at 23:51
      • Responder

      Leia-se *com pena. E a maiúscula, aqui reposta e a vírgula, é um ponto. O meu cão precisou de mim e premi ‘enter’ sem rever.
      Aproveito para dizer que não pretendi falar por todos, nada disso. Mas, quem tem mais de 60% não deve facilitar, apenas isso. No meu caso, também pelo meu Pai. E então, oxalá me deixem trabalhar como neste ano, prefiro, sinto-me útil e faço o que gosto e não ficarei mais cara ao estado e sempre ajudarei a escola e alunos. Estou destacada pelo que se imagina e não roubo o lugar a ninguém.
      Força para todos e Arlindo e equipa, obrigada por continuarem.

    • Mario João on 3 de Agosto de 2020 at 14:18
    • Responder

    E eu também partilho da mesma opinião. Gosto do que faço mas não gosto de brincar com a saúde.

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