“Professores vão ter de fazer reset daquilo que achavam que era ensinar”

Investigadora avisa que “professores vão ter de fazer reset daquilo que achavam que era ensinar”

Esta quinta-feira, o Governo vai revelar como irá decorrer o terceiro período do ano letivo. Em contagem decrescente para um novo paradigma no ensino, a TSF escutou Ilídia Cabral, professora da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa.

“Para mim este assunto está a ser abordado do prisma errado. O problema centra-se não na forma, mas no conteúdo. E o conteúdo tem a ver com o que é que nós queremos fazer com que os nossos alunos aprendam e como é que nós queremos fazer com que eles aprendam. Ou seja, o problema não fica resolvido escolhendo a plataforma A, B ou C para trabalhar com os alunos e aprendendo tecnicamente a trabalhar com essa plataforma. Esta questão do ensino à distância vai obrigar os professores a fazerem reset daquilo que a vida toda acharam que era ensinar”, explicou à TSF Ilídia Cabral.

“Os alunos terão que ter menos aulas online e terão que se usar outras ferramentas de trabalho autónomo, de projetos integradores que os alunos possam fazer, que integrem, por exemplo, conteúdos disciplinares de várias áreas do saber e que possam fazer com que os alunos realizem aprendizagens integradas em vez de espartilhadas”, aconselha a professora.

“Quando queremos motivar os professores para um tipo de trabalho diferente, ou quando os próprios professores até sentem necessidade de trabalhar de um modo diferente, mais integrado, eles próprios estão sempre a colocar este obstáculo e esta barreira que os leva ao ensino para o exame, ou seja, sentem a responsabilidade de preparar os seus alunos para os exames nacionais e são normalmente muito avessos a ensaiar novas formas de fazer aprender, que não as mais tradicionais”, alerta Ilídia Cabral.

in TSF

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36 comentários

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    • Adilia Lopes on 8 de Abril de 2020 at 9:21
    • Responder

    Teóricos da bosta!

      • Lurdes on 8 de Abril de 2020 at 10:48
      • Responder

      Concordo!

  1. Segundo António Lobo Antunes , o termo clínico mentecapto – usado em linguagem de psiquiatria – corresponde a coronel na linguagem militar. Eu acrescentaria : e a ” teórico” das “ciências ” da educação.

    ( Não estou a referir-me a esta senhora. Antes a alguns directores e aos muitos “teóricos” arianistas e davidrodriguistas de meia-tigela que por aí pululam. )

    • Zaratrusta on 8 de Abril de 2020 at 10:18
    • Responder

    Os maiores mentecaptos deste momento são os elementos do governo e os seus conselheiros que continuam a achar que os alunos, nestas condições, conseguem aprender para realizarem exames.

      • jonas on 8 de Abril de 2020 at 12:55
      • Responder

      Esse é que é de facto o problema!
      Tenho vários alunos, sobretudo os “melhores”, no sentido de melhores resultados académicos e alguns verdadeiramente melhores a todos os níveis, que estão, necessariamente muito stressados. Já tive alguns com quem conversei que CHORAVAM, completamente desequilibrados emocionalmente. Porquê? porque a pressão sobre eles é maior do que sobre todos os outros. Esses são os conscientes das coisas os que entendem, pensam, têm opinião e estão por dentro de tudo!
      Esses alunos mereciam de facto um saber fazer deste governo!

    • fernandasobralinho on 8 de Abril de 2020 at 11:01
    • Responder

    Finalmente, agora fiquei feliz. É que ainda não tinha lido nada das mentes sábias do ensino superior a debitarem teorias do alto das suas sapiências.

    • Rui Pedro on 8 de Abril de 2020 at 11:40
    • Responder

    Este país está cheio de “génios”, de “treinadores de bancada” que, se no futebol até podem fazer parte do “espetáculo e ter alguma piada, na vida real, de pessoas crescidas, é só estúpido.
    Claro que os tempos mudaram, as tecnologias são outras e atingiram níveis que, se calhar, muitos não julgaram possível, mas, e este mas é bastante importante, o nosso parque escolar não tem condições!! É tão simples e singelo como isto. Esta malta que advoga que os professores estão ultrapassados na sua forma de ensinar, que este modelo de escola é do séc XIX, blá, blá, blá, pura e simplesmente não conhece a realidade, e a que conhece é muito gira. Não conhece a realidade das escolas das aldeias, sem condições, sem conforto, sem material.
    Para que a nossa forma de ensinar mude, primeiro temos que ter as condições para tal, físicas e não só. E os alunos também.
    Se eu gostava de utilizar as tecnologias com os meus alunos? CLARO!!! Mas para isso necessito de ter internet nas salas de aula a funcionar, sem falhas. Preciso de computadores que funcionem, e, em algumas salas de aula, PRECISO DE COMPUTADORES. Era muito mais agradável que os alunos pudessem fazer trabalho autónomo com tablets? ERA! Mas preciso de os ter…
    Em vez de andarmos a “pensar”, a “refletir”, a fazer “formações” da treta em que que lá vai falar não sabe nada de educação, nunca deu uma aula ou é uma nulidade, concentrem-se em equipar as escolas com material, dar as condições aos professores (físicas, materiais, de trabalho), respeitem-nos e vão ver que tudo melhora.
    Vais demorar? MUITO!
    Mas é assim que se conseguem resultados. Não é com estes génios da lâmpada

      • fernandasobralinho on 8 de Abril de 2020 at 12:14
      • Responder

      Concordo plenamente e, como diria o outro, sai mais uma tese de mestrado ou doutoramento para a mesa 8…é fácil falar sobre os outros, creio que a senhora sumidade estava a referir-se aos professores do básico e secundário, pois eles, do superior, já sabem tudo…

        • jonas on 8 de Abril de 2020 at 13:21
        • Responder

        Bom dia.
        Mas conhece a entrevistada em questão?
        Tem ideia que é formada em línguas e literaturas modernas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto? A tal universidade que tinha na década de 90 as maiores médias de entrada e as menores de saída? O alunos entravam lá e “emburreciam”!
        É na essência uma professora do Básico e Secundário que, por opção, tirou mestrado e doutoramento na área da educação. A única menos valia que posso apontar em alguns casos é o facto de os alunos agora serem muito diferentes dos dos anos 90 e mais do que isso, os professores em muitos casos serem os mesmos!
        Cópias erradas de modelos há, mas a “colega” apenas se limitou a constatar o óbvio em muitas situações. Pecou na conclusão final de facto! A preparação para o exame tem de ocorrer e face às questões e forma de exame os métodos expositivos (sobretudo em disciplinas “marronisticas” é a melhor via, designadamente pela falta de tempo, pois o que acontece é que: se pensarmos em colocar os alunos a construir conteúdo a morosidade vai ocorrer e por certo alguns aspetos ficam por falar… e ainda… alguns nada sistematizariam e implicaria trabalho de recuperação dos conteúdos não abordados, e aí… o tempo! O mesmo se passa se me lembrasse de dar Bocage (ou Eça) dramatizando a sua obra e vida mas isso… demoraria TEMPO que face ao que se exige (estupidamente a meu ver em muitos casos da disciplina de Português) o docente consciente não tem! Aí errou, sim, na conclusão!

      • jonas on 8 de Abril de 2020 at 12:49
      • Responder

      Bom dia.
      Concordo parcialmente.
      Já dei aulas com salas super equipadas a nível de equipamento técnico. Já dei aulas escrevendo no chão de um caminho, felizmente de terra batida, por onde me deslocava com os meus alunos numa saída de campo. Sabe onde eles aprenderam mais? Na altura e momento em que estavam mais interessados, estavam motivados, queriam saber o que lhes estava a ensinar e eu lhes respondi às questões naquela hora!
      O problema não será tanto a falta de recursos, o que assisto e mais uma vez vou levar porrada, é a muita falta de produção de conteúdo, muita oferta de papa pré digerida aos alunos (muitos powerpoint(s), vídeos, fichas, etc. produzidos por editoras). Se for para isso a tecnologia?!
      Pior do que essa questão é a sistemática crença de que o docente tem de ter o seu equipamento e que a empresa/escola não tem de fornecer ao trabalhador esse mesmo equipamento. As escolas necessitam de ser equipadas, mas é esse o maior problema das escolas? Não será uma sistemática desmotivação colectiva de alunos e professores? Não nos estaremos a transformar naquilo que criticávamos nos nossos colegas mais velhos quando entramos na profissão? Mais do que a tecnologia, acho que o que precisamos é do interesse dos alunos da sua vontade em aprender o que lhe queremos/temos que ensinar e pasme-se ensinar-lhes a pesquisar, construir, e não serem apenas comedores de papa. Cidadãos no fundo.

      • Ana Tavares on 8 de Abril de 2020 at 14:43
      • Responder

      Concordo plenamente.

    • Investigador não certificado on 8 de Abril de 2020 at 11:54
    • Responder

    Colega Rui Pedro,no essencial concordo consigo. No entanto, e para sermos justos, esta sra referia-se sobretudo à E@D.
    No resto, andamos todos nós a tentar cumprir as metas definidas pelas direções no combate ao insucesso escolar e nos rankings nacionais e ,depois, vem esta,eventual e suposta, sumidade achar que andamos enganados e é tempo de abrir os olhos.
    As críticas não deverão ser direcionadas aos muitos ministros da educação que vão emanando as suas políticas educacionais?

    • Tenicu on 8 de Abril de 2020 at 12:08
    • Responder

    A distância entre o que nos une e o que nos separa.

    Quanto maior for aquela distância maior o impacto desta tretas tecnológicas.

    Quem vai ao mar aviasse em terra. Ou seja, quando todos poderiam unir as suas fraquezas e invocar de uma só voz o direito a serem profissionais dignos desse nome não o fizeram. Ilustres mentecaptos tomam sempre em mão as mais merdosas teorias e assimilam-nas.

    O problema nunca foi ensinar e sim o aprender. Há quem nunca queira aprender nem que seja ensinado.

      • Explicador on 8 de Abril de 2020 at 12:58
      • Responder

      Avia-se.
      Espero que,depois de ensinado, tenhas vontade de aprender. 😉

        • Tenicu on 8 de Abril de 2020 at 13:23
        • Responder

        Aviasse
        Avia-se
        Tem mais lógica – se todos aviassem

    • jonas on 8 de Abril de 2020 at 12:30
    • Responder

    Bom dia.

    O artigo indica, de facto, muito do que é a metodologia do ensino em regime de e-learning ou b-learning. A verdade é que as metodologias assentam em períodos online reduzidos, quer no tempo, i.e. poucos minutos, quer na frequência, i.e. os contactos presenciais não são os mesmos das ditas aulas clássicas. A questão que se coloca é o outro reverso, pelo que passo a explicar.
    No caso destes regimes, o aluno assume um papel preponderante e autónomo no seu trabalho, tem de estar bem motivado, capacitado, mas sobretudo ser autónomo, questionar, indagar, no fundo estar interessado. Será que os nossos alunos têm este grau de autonomia e diria ainda maturidade? Será que o acompanhamento dos mais novos ocorrerá?
    Pelo que tenho lido, fico algo triste com o que por aqui vejo, insulto fácil às ideias dos outros e um saber aparentemente cristalizado e centrado no EU. EU é que sei, EU é que mando, EU é que tenho razão! Não será hora de mudar?
    Enfim, não querendo defender a autora do documento, já tendo apontado onde irá residir a dificuldade, não na parte técnica, nem na parte metodológica, (isso o professor com vontade, sem tiques de tudo saber foçando o patamar ditatorial e independentemente da idade e grau de conhecimento tecnológico) conseguirá!
    Quanto a preparar para exames, sim, é verdade, não se preparam só para exames os alunos, mas há que os preparar, sob pena de serem prejudicados. Não sou apologista de exames nos moldes atuais, mas apologista de exames específicos para áreas específicas, pois terão de haver!
    Concluiria dizendo…
    Há aqui comentários que pela facilidade de língua e trato, duvido que os tivessem presencialmente, se houvesse mudança não seria mau. Nesta e no que o B-learning e E-Lenarning diz respeito, o problema não será o estar mais ao menos “à vontade” mas sim se “há vontade”!

    • ENsight on 8 de Abril de 2020 at 12:36
    • Responder

    Quando todos poderiam unir as suas fraquezas e invocar de uma só voz o direito a serem profissionais dignos desse nome não o fizeram. Ilustres mentecaptos tomam sempre em mão as mais merdosas teorias e assimilam-nas.

    O problema nunca foi ensinar e sim o aprender. Há quem nunca queira aprender nem que seja ensinado.

    • Antunes on 8 de Abril de 2020 at 13:08
    • Responder

    Estou a pensar na Matemática, na Física… projetos envolvendo várias disciplinas…

    Mostrem ou vão bugiar…

      • jonas on 8 de Abril de 2020 at 15:47
      • Responder

      Colega,
      A questão não é a impossibilidade, é o tempo que demoram e os conteúdos (a sua extensão)!

    • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 8 de Abril de 2020 at 14:20
    • Responder

    Tudo o que vem ali dos lados da Católica nem sequer leio… Como não li o que a senhora tem para dizer… Não passa de uma ideologia , perniciosa, do que deve ser a Escola Pública… Não li mas deve ficar sempre um remoque os professores e da mudança a que são renitentes… Ensinar como a Drª Ilídia , e seus parceiros ideológicos é mau.. E claro , aposto, que nunca colocou os pés numa sala de aula… mas pensa que pode ensinar professores com dezenas de anos de experiência e, alguns, com qualificações académicas equivalentes ou superiores às da drª Ilídia..

      • jonas on 8 de Abril de 2020 at 15:35
      • Responder

      Boa tarde.
      Sabe, habitualmente quem tem aquilo que diz no último parágrafo, não se pronuncia dessa forma!
      Cumprimentos.

        • Emplastro on 8 de Abril de 2020 at 15:51
        • Responder

        Sr Jonas, você deverá ser um jovem apaixonado pela vossa senhoria. Portanto, uma heroína, para si.

          • jonas on 8 de Abril de 2020 at 15:55

          Boa tarde.
          Não, Sou um jovem de 47 anos, formado pela mesma faculdade da entrevistada em questão. Docente por opção do segundo ciclo e secundário, com mestrado na área da entrevistada, a lecionar desde 1991 (é verdade, entrei mais cedo para a escola e comecei a dar aulas ainda na faculdade), pertenci à TUNA, ao orfeão universitário e quanto mais leio e estudo, mais dúvidas tenho! Porém, não me agrada o diz que diz e o dizer mal porque sim!
          Apaixonado, sim sem dúvida, também pela educação!

          • Emplastro on 8 de Abril de 2020 at 18:02

          Os tais que se formaram nas ciências humanas… porque fugiram das Matemáticas e Física e Química nos liceus e depois no secundário, sabe-se lá porquê ;).
          Portanto, os teóricos são isso mesmo. Teóricos e sem substância alguma.

          • jonas on 8 de Abril de 2020 at 18:43

          Caro colega.

          Se se refere à minha pessoa, fui aluno do científico.
          Tive aulas de Matemática, Biologia e Física curiosamente no 12º
          E tive…
          Pasme-se Geografia como extra curricular.
          Sabe colega, nem todos são teóricos e se calhar não devemos achar que há disciplinas de primeira e segunda.
          Detesto essa forma de pensar.
          Há dias tentei explicar a uma colega que Português que essa disciplina não era mais importante que as outras, e agora digo-lhe o contrário, não é pior!
          Os Teóricos não são apenas teóricos colega!

        • Francesc Ferrer Y Guárdia Um Bocadinho Manco on 8 de Abril de 2020 at 22:02
        • Responder

        Não compreendi… Sou bacharel… Reformado, quase… Mas conheço vários que não recebem lições de pedagogia de nenhuma dessas sumidades da Católica… Já agora, de um simples bacharel, ainda me custa a engolir que de uma universidade de cariz confessional, viceje , nas Ciências da Educação um viveiro de marxistas pós-modernos , e inspirados dos no anarquismo pedagógico do século 19, supostamente sendo isto educação do século XXI, tudo isto polvilhado com o esoterismo da Psicologia Positiva. Não tenho paciência para ignorantes emplumados, como evidencia a sua afirmação, que faz da não ostentação um penacho… nem idade para os aturar!

          • jonas on 8 de Abril de 2020 at 23:58

          Boa noite.

          Já alguma vez ouviu ou leu o que a entrevistada no artigo diz e escreve?
          A entrevistada disse, no âmbito de uma metodologia e método de aprendizagem os princípios do mesmo!
          Claro que há que trabalhar de outra maneira, não se pode esperar que um aluno com metodologias deste tipo “assista a aulas” pois, ao contrário da aula, o aluno até pode nem lá estar e o colega nem percebe, mais, o nosso olhar para o que se passa, para a distração, a nossa pergunta, a nossa observação de expressões, a postura corporal, etc. tudo se perde. Daí, a entrevistada ter dito o que disse. Só funcionará se houver menos carga presencial e mais trabalho autónomo, omitiu a outra parte, com acompanhamento pontual do professor, com o tirar de dúvidas sobre as tarefas, a abertura de fóruns de discussão, etc. Ao dizer: “os docentes estão sempre a colocar este obstáculo e esta barreira que os leva ao ensino para o exame, ou seja, sentem a responsabilidade de preparar os seus alunos para os exames nacionais” não encaro como nada de errado, pois é a mais pura da verdade, pecou na conclusão final, os docentes fazem-no pois o Timming de preparação para os exames face aos programas torna muito complicado outro método mais moroso. Ninguém deu uma lição de pedagogia, e nem é isso que se pretende aqui, antes discutir, digo eu, não interessa se se é bacharel, licenciado, doutorado, ou se nenhuma licenciatura se apresenta, antes se ensina, no sentido de darmos aulas. Não sei se se aperceberam, mas a entrevista foi na TSF não para professores mas para que todos percebessem o que era a metodologia de aprendizagem assíncrona e a dificuldade de a implementar. Pecou ao dizer e concluir que “somos avessos a ensaiar” a questão é que não há tempo para ensaios! Discussões desta natureza já tive com “emplumados” se assim achar, que lecionam em Universidades, na Católica mas também noutras. Quando lá leccionei e mesmo agora que de lá saí faz tempo porque não concordava com alguns aspetos, a meu ver muito errados, na formação de professores nomeadamente. Mas, que fique bem claro que o B-Learning, E-Learning e aprendizagens assíncronas não são sinónimo de aprendizagem anárquica e esotérica, nem tão pouco a Psicologia Positiva é esotérica. O problema é que em muitos casos as pessoas quando são obrigadas a estudar “essas Psicologias” não se apercebem da época em que surgiram, em que contexto, com o que pretenderiam acabar… e, infelizmente, tal como na nossa profissão, não se aproveita o que está bem e remodela-se, não, deita-se a casa a baixo e faz-se de novo!

      1. Ò Jonas…vai dar graxa ao cão.

    • Vitor Lima Santos on 8 de Abril de 2020 at 17:58
    • Responder

    É MUITO SIMPLES, ACABEM COM OS EXAMES E OS PROFESSORES TRABALHAM EM TODAS AS INOVAÇÕES.

    • Matilde on 8 de Abril de 2020 at 18:19
    • Responder

    Queira-se ou não há uma verdade indesmentível, suscitada pela atual crise: nada vai voltar a ser como dantes!
    E escusamos de preconceitos em relação a opiniões vindas do Ensino Superior porque não é isso que vai fazer com que a necessidade de “reset” desapareça…

    Declaração de interesses: Não tenho qualquer interesse particular por tecnologias e as minhas habilidades a esse nível deixam mesmo muito a desejar (não gosto nem tenho jeito!). Tenho plena consciência disso. Portanto, longe de mim ser uma defensora das “causas tecnológicas”, apesar de reconhecer que na situação atual não existem vias alternativas de comunicação.

    Contudo, também me parece que o “reset” a que a autora alude diz sobretudo respeito à necessidade de se operarem mudanças nas formas de ensinar e não tanto a aspectos de natureza tecnológica em sentido estrito. E nesse ponto, tem razão. Termino como comecei: nada vai voltar a ser como dantes! E todos teremos que nos adaptar a esta nova realidade… Lamentavelmente…

      • jonas on 8 de Abril de 2020 at 18:46
      • Responder

      Colega.
      Concordo plenamente!

    • jorge lopes on 8 de Abril de 2020 at 18:30
    • Responder

    Já cá faltavam estas luminárias a debitarem umas tretas a que ninguém liga patavina !…..

    • Filipa on 8 de Abril de 2020 at 21:57
    • Responder

    Mais uma teórica que quase certo não tem experiência no básico. Já todos sabemos que temos o ensino à distância coloca muitos desafios no entanto a maior parte dos colegas está a trabalhar para encontrar a melhor forma de fazer os alunos aprender. Só treinadores de bancada , estas teóricas tem a mania que sabem tudo…..

    • Falcão on 9 de Abril de 2020 at 3:05
    • Responder

    E fazer um reset à estupidez, não se consegue? Dava imenso jeito nesta altura. Talvez o melhor fosse confiar no trabalho dos professores, no seu profissionalismo, e na sua dedicação ao ensino e aos seus alunos, ao longo de décadas. Isso sim seria um contributo. E exigir respeito de todos para com os professores! Isso resolveria 90% dos problemas. Os outros 10% dependeriam de colocar ar condicionado nas escolas, e computadores funcionais na sala de aula, e tablet’s com internet ilimitada e com os recursos de todas as editoras disponíveis nas mãos de alunos e professores. E, claro, no final disso, insistir de novo no respeito e na confiança nos professores e deixarem-se de merdas e palpites de quem está fora do sistema, de quem não sabe o que é uma sala de aula nos dias que correm. Deixem os professores em paz! Deixem-nos trabalhar! E agradeçam! Batam palmas à janela, que bem merecem!

    • Carlos SIMÕES on 9 de Abril de 2020 at 9:25
    • Responder

    Alguns “investigadores” vão ter que fazer reset daquilo que acham que é investigar!

    “Investigadores” de bolso!!!

  2. Se a notícia transcreve com rigor o que a senhora disse, então temos aqui para além de uma mente brilhante, sérias dificuldades de expressão…
    As ciências da educação que reflitam sobre a ação devastadora que tiveram no ensino nas últimas décadas!

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