PLIP, O Projeto de Leitura Inclusiva Partilhada

O Projeto de Leitura Inclusiva Partilhada (PLIP)

O PLIP visa dar vida a livros que se encontram nas estantes das bibliotecas, oferecendo-os a novos leitores. Tal dá-se através da adaptação de obras originais ou já publicadas para que públicos com necessidades específicas possam chegar a elas através de versões em novos formatos: Livros em Braille e em alto-relevo (para pessoas cegas ou com baixa visão); audiolivros (para quem prefere ouvir); vídeo-livros em Língua Gestual Portuguesa (para os Surdos) e em formatos adaptados – pictogramas e versões simplificadas (para pessoas com incapacidade intelectual ou limitações de outra natureza).

Os kits criados trazem o cunho das equipas que neles trabalharam e refletem as competências – profissionais ou amadoras – de quem voluntariamente dá de si para que outros possam chegar à leitura. Mais importante do que a qualidade técnica dos materiais produzidos é a fidelidade aos autores e aos livros que lhes deram origem e o respeito pelos novos leitores que só assim os poderão passar a ler.

Os KITS PLIP apresentam-se em ficheiros em formato eletrónico que são disponibilizados gratuitamente para serem materializados através da impressão (normal ou em equipamentos específicos – ex. impressora braille ou de relevo) ou utilizados diretamente nos computadores (através de leitores de ecrã).

Para além de DESENVOLVER KITS MULTIFORMATO para leitores com necessidades específicas, o PLIP pretende promover e DINAMIZAR AÇÕES DE LEITURA que levem os livros a TODOS, incluindo pessoas com incapacidade ou necessidades especiais; estimular a partilha de experiências; desenvolver uma cidadania participada e dinamizar os espaços públicos dos distritos, cidades, vilas e municípios, enquanto enriquece o acervo das bibliotecas/instituições promotoras. É ainda objetivo deste Projeto PARTILHAR BOAS PRÁTICAS e DICAS na área da leitura acessível.

É um projeto desenvolvido em comunidade, criando laços entre gerações, lugares, e diferentes áreas do saber e do viver. Assume-se como um agregador de boas práticas, levando mais longe e dando visibilidade ao bom trabalho que se vem desenvolvendo, um pouco por todo o lado, de forma isolada. É uma oportunidade para os mais novos deleitarem os mais velhos; para os mais experientes transmitirem saberes únicos e deixarem marcas no meio onde vivem; para os artistas se exprimirem; para todos nos alimentarmos da nossa cultura.

Acreditamos que a LER + vamos + LONGE.

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1 comentário

    • EnsinoProfissional on 16 de Abril de 2020 at 21:49
    • Responder

    No Ensino Profissional há muitos alunos com carisma e perfil para as componentes mais técnicas e práticas da nossa sociedade.
    Preocupam-se por aprender a ser gente e que querem aprender o que lhe possam ensinar!
    Valorizam e respeitam quem os compreende!

    Muitos não têm recursos nem famílias abonadas. O que os move é a entrada no mercado de trabalho. Sabem que terão de dar o seu melhor, apesar de um horizonte com um ordenado mínimo. A sua motivação está no alívio financeiro das famílias, o mais rápido que lhes for possível- mas, até lá, têm de cumprir a escolaridade obrigatória.

    Os seus muitos desencantamentos com tudo e com todos têm de ser entendidos. Muitas vezes sem dinheiro para comprar o básico, quanto mais computadores ou pagar acessos à Internet.

    Cá vamos compreendendo e tentando responder a todos eles! Meus senhores… Computadores… são uma miragem para muita gente neste país…acessos a plataformas idem… idem…. aspas!
    Mesmo assim os professores vão chegando a quase… quase…todos! Felizmente que muitos dos alunos, apesar dos seus telemóveis obsoletos com minúsculos ecrãs vão acedendo, intermitentemente às contas de email onde podem abrir as mensagens com pequenos guiões das aulas… evitando-se o carregamento de anexos nos emails porque tais recursos “TELEMÁTICOS” desses alunos não os suportariam.

    Sim … estamos por cá e a cumprir!
    Efetivamente, o ensino profissional é realisticamente semelhante ao parente pobre da educação em Portugal.
    Há que não perder a esperança e que os nossos governantes consigam enxergar o óbvio! Que não demorem…
    QUE NENHUM ALUNO FIQUE PARA TRÁS!!!!

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