Não me admira que os professores não adiram

Depois de anos a ser maltratados, difamados, humilhados, caluniados… queriam voluntariado?

Já muito voltários somos nós. do dia para a noite transformamo-nos em professores a distância. Demos resposta a uma crise que ninguém esperava. Formamo-nos em plataformas, videoconferência, TIC e afins. Usamos o nosso material (computadores e outros) para continuar a dar resposta ao ensino dos nossos alunos. Perdemos dezenas de horas a preparar material de apoio. Estamos a trabalhar para lá das 35 horas semanais para organizarmos uma escola em cada casa. E ainda íamos ser “vedetas” da Tv? Quem foi convidado? Eu não, não sou de excelência, sou mais um que tem andado a trabalhar noite dentro…

Não me admira que os professores do ensino público não adiram, estão preocupados com o futuro dos seus alunos a quem não têm como chegar tecnologicamente,  com os que pura e simplesmente não conseguem contactar, com as crianças que… nem todos têm alunos de “topo”.

Governo recorre ao ensino particular e cooperativo para telescola

Com tantos professores de excelência ( e agora sem cinismo) que o ensino público tem, foi necessário recorrer aos professores do particular? Quais serão as contrapartidas?

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30 comentários

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    • Rio Mondego on 15 de Abril de 2020 at 9:20
    • Responder

    Alguma vez vamos saber a verdade? Quanto está a receber cada professor para dar aulas na ensino por televisão? Os professores do Excelente do público que vão servir de vedetas, alguns durante estes anos até têm servido de palhaços.

    • maria on 15 de Abril de 2020 at 10:38
    • Responder

    Num universo de 100.000 (cem mil) profissionais não há um punhado deles que se ofereça para tão nobre tarefa ? A classe profissional melhor apetrechada a-ca-de-mi-ca-men-te não possui uma dúzia de membros que se disponha a realizar o que quotidianamente faz . Estranho, não ? Insegurança?
    Tanto licenciado, tanto mestre ( embora talvez a maior parte de “vão de escada”) e nada? Tantos “Muitos Bons”, tantos “Xalentes” e nada? Significa que tudo isso é falso, não? Se for um aumentozinho ou uma subidinha de escalão , ah! , aí temos gente !

    Que dirão os alunos e o cidadão em geral? Que vergonha !Depois queixem-se.

      • Roberto Paulo on 15 de Abril de 2020 at 12:14
      • Responder

      Com a tua inteligência não vais longe. 100 mil? E então, estás à espera que os de Bragança se ofereçam? Ou da Guarda? Ou Beja?

      É esse o teu contributo? Ressabiamento? Vai pela sombra e não te percas.

      • Miguek Neiva on 15 de Abril de 2020 at 13:53
      • Responder

      Candidate-se a professora.
      Há muitas vagas por preencher. Há muitos professores que para além do seu horário, asseguram horários para os quais não houve candidatos.
      Candidate-se… tem aqui uma excelente oportunidade para também usufruir de um aumentozinho ou uma subidinha de escalão.
      É gente como esta, que permite que o país continue na lama!

      • Raju on 15 de Abril de 2020 at 21:14
      • Responder

      Gostava que me dissesse onde está publicado esse “convite” para os professores (todos, os do público e os do privado) prestarem esse serviço. Eu não recebi nada, nem da parte da escola, nem na página do ministério. Estava à espera que adivinhassemos que tínhamos de ser nós a telefonar para o Sr. Ministro a dizer que estamos à sua inteira disposição para todo e qualquer serviço…
      Tenha juízo!!
      A recompensa deve ser boa, por isso não é para os professores do público, é para os “boys” dos privados.

        • aldrabões on 15 de Abril de 2020 at 22:13
        • Responder

        Concordo, plenamente, consigo. Quando o ME provar que convidou os professores ou que lhes solicitou ajuda para tal tarefa conversaremos. É que aos meus institucionais nada chegou e ao pessoal também, não. Por correio, idem. Assim sendo, vão ser aldrabões para aquele sítio que todos nós sabemos…

      • Sr. Prof. Zé on 15 de Abril de 2020 at 23:47
      • Responder

      Cara Maria

      Não houve qualquer convite global aos 100.000 Professores para fazer os vídeos para a nova tele-escola. Apenas alguns escolhidos e nomeados pelo ministério da educação ficaram com essa tarefa. A única insegurança aqui é mesmo a sua.

      Os Professores obtiveram a sua formação para lecionar nas Instituições do Ensino Superior. Mas se a Maria gosta mais de “formações de vão de escada” espero bem que estas a satisfaçam.
      No passado conheci pessoas que não sabiam ler nem escrever mas tinham Grande Formação o que obviamente não é o seu caso.

      De facto o “aumentozinho ou uma subidinha de escalão ” permitia-me ter melhores meios para trabalhar com os alunos à distância, poderia adquirir uma mesa digitalizadora para fazer os esquemas para os alunos compreenderem melhor a matéria.

      Como não posso adquiri-la os alunos também não beneficiam. Espero que fique feliz.

      No seu caso o aumentozinho é subir no aparelho partidário, talvez chegar a assessora?

      E se fosse fazer alguma coisa útil para a sociedade?

    • Cris on 15 de Abril de 2020 at 10:39
    • Responder

    “Demos resposta a uma crise que ninguém esperava. Formamo-nos em plataformas, videoconferência, TIC e afins. Usamos o nosso material (computadores e outros) para continuar a dar resposta ao ensino dos nossos alunos. Perdemos dezenas de horas a preparar material de apoio. Estamos a trabalhar para lá das 35 horas semanais para organizarmos uma escola em cada casa.”

    Na verdade vejo todo um país que teve de se adaptar. Não uma única classe profissional. Eu não sendo professora também tive de fazer adaptações tanto a nível profissional como pessoal com 2 filhos na escola. Eu também uso o meu material pessoal para os meus filhos terem aulas. Querem ser levados a sério? Sejam sérios! É lamentável continuarem a olhar só para o próprio umbigo. Revela uma total falta de noção do que se passa no país e com todas e cada uma das classes profissionais. Felizmente há outros exemplos. Ainda bem que também vejo Professores que não têm “óculos de Alcanena”.

    • Cris on 15 de Abril de 2020 at 10:49
    • Responder

    Tudo dito Maria.
    Quando só se vê € à frente do nariz é o resultado que há.
    Os Professores de vocação que também os há são muitas vezes preteridos pelos mestres vão de escada apenas e só porque olham primeiro para os alunos e só em segundo para os benditos escalões.

    • Manuel on 15 de Abril de 2020 at 10:58
    • Responder

    Infelizmente e mais uma vez, os professores puseram-se a jeito!!!

    • Mário on 15 de Abril de 2020 at 11:23
    • Responder

    Hoje, os professores reclamam por causa desta nova situação no ensino e com a telescola. Amanhã, ou seja, no próximo ano letivo, reclamarão porque ficarão sem emprego e já não serem precisas, porque as aulas pela tv e pela net as foram substituir.
    Nessa altura, quem sabe, vão lembrar-se que o amanhã de hoje e que será o presente de amanhã, é bem pior que o hoje, mas as lágrimas já nada resolverão!

      • Margarida on 15 de Abril de 2020 at 11:58
      • Responder

      Com esse pessimismo não vai longe!

      • Roberto Paulo on 15 de Abril de 2020 at 12:21
      • Responder

      Primeiro, vai aprender a escrever.

      Depois, há um par de anos havia aí uns teóricos que tb defendiam que os sistemas nacionais de saúde, graças à robótica, dispensaria grande parte dos médicos.

      Dito isto, estou comovido com a tua felicidade por ver outros em apuros.

    • Roberto Paulo on 15 de Abril de 2020 at 12:18
    • Responder

    Querias usar com os teus filhos o quê? Comutadores oferecidos pelo Estado? Não, oferecido pelos professores dos teus filhos. Isso é que era.

    E tu tb tens de comprar o teu material de trabalho, ou a empresa para a qual trabalhas dá-te a ferramenta com que ganhas o pão?

    Não passas de outra ressabiada.

      • Cris on 15 de Abril de 2020 at 18:13
      • Responder

      Lá está. Foi um exemplo. Felizmente tenho PC em casa para as aulas dos meus filhos. E sim tivemos de nos adaptar para uma mãe a trabalhar fora de casa, um pai em teletrabalho e 2 miúdos com aulas. A minha questão é que os profs não são as vítimas do covid. Todo um país teve e tem de se adaptar. Há milhares de empresas em grandes dificuldades porque os nossos ministros são lentos a ver as consequências das más decisões. mas o que vejo Todos os dias são pequenas empresas a lutar por se manterem à tona com um grande esforço e muitas dificuldades. Vejo empresários a fazer um esforço hercúleo para não falhar com os ordenados aos funcionários. Vejo funcionários que diariamente continuam a sair de casa porque nem todos os trabalhos permitem teletrabalho.
      E depois vejo os tristes que vêm para aqui lamentar-se sem a mínima noção do que é ter dificuldades. Afinal de contas ao dia 20 têm os € na conta quer sejam medíocres ou não.
      E há muitas famílias que precisam de apoio até para ter acesso a PC para os filhos. O problema é que no nosso país primeiro vêm as necessidades dos funcionários públicos e os outros que se desenmerdem!

        • Sr. Prof. Zé on 16 de Abril de 2020 at 0:19
        • Responder

        Cara Cris

        Então tem computador em casa para as aulas dos seus filhos. Você é uma privilegiada!
        Ainda hoje retirei uma televisão da escola para dar a uma mãe solteira com dois filhos que não tem nem computadores, nem internet, nem televisão. O patrão paga uma miséria.
        Os privados onde estão? Os empresários/empreendedores onde estão? A sacar o subsídio ao estado para pagar o lay-off?
        Alguns, muito poucos, ainda são honestos e tem o meu respeito e consideração, mas a maioria vive à grande por conta da contabilidade paralela.
        Alunos que têm subsídio escalão A com telemóveis de 1200 euros e os papás a levarem-nos à escola de mercedes?
        Passassem os ditos privados as faturas que deviam e pagassem os correspondentes impostos que o País era muito melhor. Mais de 15 mil milhões de euros foram comidos pelos bancos privados.

        Quem está na frente colocando em risco a própria vida? São os Enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde que tão maltratados foram quando reivindicaram melhores condições de trabalho.
        Lembra-se o que disse deles quando fizeram greve?
        Mas são eles que salvam vidas!
        E são os professores que mesmo à distância asseguram o ensino das crianças.

        Quanto a si trate mas é de fazer alguma coisa útil para a sociedade.

      1. E já pensarm que as novas medidas vão favorecer ,e de cada maneira ,os alunos dos privados… sem controlo , e por motivos economicos e de fama… os alunos dos privados vão ser favorecidos nas notas finais das disciplinas do 12 ano , poi este ano não haverá controlo nem avaliação de instituicoes e professores!!!, ainda não ouvi ,de como se vai fazer justiça das notas entre privado e publico…. toda a gente sabe que alguns privados até contratam com os encarregados de educação as medias finais de cada ano escolar… não há que ter vergonha de dizer… tem haver algum controlo para filtrar estas notas que vão influciar a não entrada de alunos do ensino publico que tanto trabalharam e por uma medida correcta mas incompleta lhes vai hipotecar o futuro….

    • Matilde on 15 de Abril de 2020 at 12:40
    • Responder

    Não deturpem a realidade…não acreditem em notícias falsas..
    NÃO RESPONDAM A PROVOCAÇÕES.
    NINGUÉM SABIA DO PROJECTO TELESCOLA…
    OS PROFESSORES FORAM APANHADOS DE SURPRESA..
    OS PROFESSORES ESTÃO A ADERIR SIM.. ATÉ PARA ALÉM DO QUE É DEVIDO…
    NÃO FAÇAM OUTRA VEZ DOS PROFESSORES BODES EXPIATÓRIOS…..
    JÁ CHEGA DE VÍRUS……
    NÃO SE CONTAMINEM MAIS……….

    • Costa on 15 de Abril de 2020 at 14:11
    • Responder

    Nenhum dos muitos professores que tem “Excelente” nas nossas escola públicas aceitou trabalhar na nova “teleescola”? Foi preciso recorrer a professores do privado? Dá uma má imagem da escola pública estas notícias sem dúvida.

      • aldrabões on 15 de Abril de 2020 at 22:16
      • Responder

      Por acaso alguém recebeu algum convite ou pedido de ajuda para tal função?! É que quando é assim, recebe-se do ME emails e não chegou nada. Por isso, não fale do que não sabe.

      • Joana on 16 de Abril de 2020 at 12:55
      • Responder

      “Nenhum dos muitos professores que tem “Excelente” nas nossas escola públicas aceitou trabalhar na nova “teleescola”? Foi preciso recorrer a professores do privado? Dá uma má imagem da escola pública estas notícias sem dúvida.”

      Caro colega SR, Costa, não sei se viu as mesmas notícias que eu… mas ninguém recusou! Quem foi convidado aceitou logo!
      Em que é que os professores do privado são menos que os do público?

      TIRARAM O CURSO NUM SÍTIO INFERIOR?
      GOSTAM MENOS DOS ALUNOS QUE OS DO PÚBLICO?
      SÃO MAUS PROFESSORES PORQUE TÊM EMPREGO NUMA ESCOLA PRIVADA?

      Antes de vir falar… veja se as notícias que anda a espalhar são verdadeiras. É um professor tão bom e não verifica as suas fontes? olhe que estão erradas.

        • Costa on 16 de Abril de 2020 at 17:16
        • Responder

        Li um artigo de imprensa que referia que os vários professores convidados no público se recusaram a dar aulas na “telescola” . Achei isso estranho , com base nessa notícia comentei, com tristeza que isso dá má imagem para o ensino público , se calhar quem lançou a noticia fez de propósito para denegrir o público (será um dos fanáticos do ensino privado “amarelos”) . Já lecionei no público e privado e sempre defendo o ensino público.

    • Pedro on 15 de Abril de 2020 at 18:01
    • Responder

    Ai agora os professores do particular já são considerados professores? Que giro! Será que esses professores vão poder concorrer em primeira prioridade? Ou mantém-se a última prioridade? Vivemos tempos engraçados…

      • Anti Pedro on 16 de Abril de 2020 at 12:52
      • Responder

      E os professores do público são de alguma forma superiores aos do ensino particular? O que é para si um professor? Meu Deus, que ignorância! Toda a minha vida fui aluno de escolas públicas, e acredite, vi muitos monos que não sabiam dar aulas. O sr. deve ser cá um espécime de professor! Você é uma boa representação de como está a classe, uma cambada de dinossauros, com pensamento de século XIX, sempre a reclamarem com o tempo de serviço e as prioridades, e a grande maioria com avaliação boa e muito boa (Eu não sei com base em quê…). Mais de 50% dos alunos estão em casa sem lhes chegar nada da escola e vocês querem é acabar já o ano letivo e continuar a falar dos direitos. A maior parte de vocês está a adorar isto, está de férias! NÃO QUEREM VOLTAR!

        • Sr. Prof. Zé on 16 de Abril de 2020 at 17:36
        • Responder

        Boa Tarde Sr. Anti Pedro

        Foi aluno de escolas públicas e viu muitos monos que não sabiam dar aulas? Você devia ser daqueles engraçadinhos que não compreendem que não se deve jogar à bola na sala de aula, como o professor não deixou, o menino faz birrinha, chama mono ao professor e vai fazer queixinha à mamã. Está tudo dito!

        Relativamente ao pensamento de século XIX, dou-lhe os parabéns por conhecer tão bem os magníficos pensadores desse século. Foram brilhantes. Ainda hoje são referências, nomeadamente os franceses. Veja lá que até há teoremas com milénios que ainda hoje são dados, como o de Pitágoras ou de Tales. Na sua opinião devemos substituir estes conhecimentos por algo mais novo… tipo último tipo êxito tipo da Maria Leal? Estamos entendidos!

        Quanto às férias, você que estará porventura no sofá a coçar as micoses é que deve ser especialista. Eu estou ao computador desde as 8:15, a trabalhar para os meus alunos e devo ainda ter pela frente mais 4 ou 5 horas.

        Fala você em dinossauros, deixe de ter atitudes de Cro-Magnon e faça alguma coisa útil para a sociedade.

    • Maria on 15 de Abril de 2020 at 20:22
    • Responder

    ” A minha questão é que os profs não são as vítimas do covid. Todo um país teve e tem de se adaptar.” diz a Cris!
    Porquê sempre este rancor/invejazinha contra os professores? É que os professores são perigosos formam “seres pensantes”! será?!… Olhe que são seres que fazem muita falta ao progresso de uma nação, à mudança de mentalidades para uma sociedade evoluída! E, já agora, nos tempos modernos para se fazerem o que competiria às famílias, tantas vezes!…
    Pois fique sabendo que está completamente errada .! Tivemos que nos adaptar e de que maneira!
    Quantas vezes esteve numa reunião das 9h da manhã às 20h e depois em trabalho indivudual até às 2h? pois tem sido este o cenário, ultimamente!… gostava? eu não!…
    Sou prof, tenho 6 turmas (130 alunos) sou DT, Coordenadora e outros cargos que eu gostaria de não ter!
    Nem toda a gente mora em Lisboa ou tem alunos todos equipados tecnologicamente!
    Tenho alunos cujos pais mal sabem ler, trabalham a terra, não têm net, nem computador…. e aqui entra o nº infindável de horas de trabalho que tal acarreta: são telefonemas para os pais, fichas para encaminhar para a Junta de freguesia, fichas para alunos com barreiras à aprendizagem, alunos de etnia cigana, chineses, moldavos, búlgaros… com os quais até o contacto telefónico é difícil! E isto significa adaptar cada tarefa a cada circunstância! Isto não é trabalho, pois não?
    E depois são os planos e a papelada do profissional, os planos para os restantes anos/alunos, as videoconferência preparatórias das tarefas!…Não tem a noção, mesmo, do trabalho que isto dá, do tempo que isto implica. E se eu lhe disser que todos os dias da pausa letiva, mas mesmo todos!… estive a trabalhar! Eu bem sei que são tempos excecionais e, dirá , é para isso que te pagam! Sim, mas não para trabalhar desta forma escrava, sempre! Espero que acabe rápido, senão vão ver a quantidade de profs a precisar de apoio !
    psicológico!
    E, claro, basta acrescentar que os profs também são gente e, como tal são pais/mães, com 2 pré-adolescentes cá em casa!…. Como vê… não são queixas, são factos!
    Não terá sido por este excesso de trabalho, cansaço enorme da cabeça que os professores do ensino público não se voluntariaram?
    Eu sei que em algumas escolas da região de Lisboa não se passa nada! tenho lá familiares e os miúdos nem na pausa letiva, nem ainda esta semana receberam qualquer trabalho! Incrível! Não é esta a minha experiência

    • Cris on 15 de Abril de 2020 at 21:22
    • Responder

    Maria não estou a por em causa o seu trabalho. Felizmente cá por casa o exemplo que tenho dos professores dos meus filhos é muito bom. Público ou Privado há bons e maus exemplos.
    O que quero dizer é que todos, mas todos tiveram de se adaptar. Todas as classes profissionais. Também tenho tido umas últimas semanas muito exigentes e difíceis a nível profissional. Depois de 12 horas diárias de trabalho passo as noites a fazer contas para assegurar os salários dos funcionários no fim mês. Ao ponto de estar a perder peso a olhos vistos (sem fazer por isso, o que não é bom).
    Não sou de Lisboa nem de nenhum centro urbano e conheço muitos exemplos de alunos carenciados. E concordo que todas as crianças deviam ter o mesmo acesso garantido à educação.
    Agora andarem tentar passar a imagem de classe profissional massacrada, isso não!
    Reflecte um total desconhecimento do que se passa em todo o país e com tantas áreas que não a educação.
    Porque infelizmente hoje em dia, o significado de professores não é formador de seres pensantes. Se fosse, estaríamos a discutir sobre as dificuldades de todos e não só de alguns!

  1. É por professores com muitos destes que os professores são desvalorizados. Em vez de apoiarem os colegas, FALAM MAL, e SÓ CRITICAM. É por isso que muitas escolas parecem lares de idosos, não pela idade, mas pela mentalidade mesquinha e velhaca.
    SOMOS TODOS PROFESSORES… o que interessa se são do público ou do privado??????

    • Catarina ALves on 16 de Abril de 2020 at 13:03
    • Responder

    Sr Rui Cardoso
    “Com tantos professores de excelência ( e agora sem cinismo) que o ensino público tem, foi necessário recorrer aos professores do particular? Quais serão as contrapartidas?”

    Você por acaso sabe o trabalho que estão a ter os professores convidados?
    Está tudo a fazer o seu melhor… quer seja na tele escola ou professores que estão em contacto direto com os seus alunos.
    O seu comentário é prejurativo… quer dizer que no privado não há professores de excelência?
    Pois lhe digo… maus e bons, há em todo o lado.

    TENHA VERGONHA DE FAZER ESTE TIPO DE COMENTÁRIOS. SÓ LHE FICA MAL!
    (a não ser que os deixe de os fazer se receber um convite para ser um boy de um partido ou sindicato)

    • Hélder Santos on 18 de Abril de 2020 at 0:44
    • Responder

    O trabalho que estão a realizar está plasmado nas proposta de trabalho! Apenas vi as do 1º/2º ano. Bem…sem comentários. Tanto papel gasto para tão pouco conteúdo. Se assim continuam… vai lá vai…
    Coisa mais sem graça, no que respeita ao grafismo. Faz lembrar os desenhos animados americanos tolos , que infelizmente abundam nos canais para crianças. e que são tudo menos educativos. Só faltava colocarem o estilo Manga. E depois, a inclusão do logótipo do colégio particular, diz tudo (publicidade camuflada)! As fichas apenas deveriam ter o logótipo do ministério da educação e da Republica Portuguesa.

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