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Abr 08 2020
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5 comentários
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Julgo que deveriam ter colocado as seguintes questão ao Sr. 1º ministro
– Se tivesse um filho no 11º ou 12º ano permitiria que ele regressasse à escola na situação atual?
– Sabe que os professores do secundário têm média de idades superior a 50 anos e muitos com doenças crónicas?
– Sabe que estes professores e estes alunos têm familiares?
– Sabe que muitos alunos são transportados para as escolas em transportes coletivos e que estes recursos são limitados?
– Os alunos com familiares falecidos ou infetados também vão voltar às escolas?
-Sabe que os alunos só aprendem em ambientes calmos, sem preocupações de qualquer ordem e em tranquilidade emocional?
– Conhece os recursos de que as escolas dispõem para poderem garantir uma isenção de risco?
– Sabe qual o número de alunos por turma e a dimensão das salas?
– Os alunos e professores vão utilizar equipamento de proteção (p.e. máscaras)?
– Sabe que são cerca de 300 000 alunos que necessitarão de 600 000 máscaras por dia?
– Está preocupado com as aprendizagens ou apenas com os exames?
– Conhece o grau de dificuldade dos exames nacionais?
– Tem noção que uma preparação para um exame requer tempo de ensino e aprendizagem; tempo para se relacionarem e consolidarem conhecimentos; tempo de estudo sem qualquer instabilidade e com datas bem definidas e atempadamente programadas?
– Sabe que os exames incidem sobre conteúdos de 2 e 3 anos letivos?
– Sabe que existe um regime especial de acesso ao ensino superior que dispensa da realização de exames determinados públicos?
– Sabe que esses públicos são aqueles que menos preparados estão para frequentar o ensino superior?
– Tem consciência que irá utilizar estes alunos, professores e familiares como cobaias para verificar se estamos a entrar na normalidade?
– Pretende sobrepor os exames à vida e à saúde?
– Tem noção que os dados em que se baseia, relacionados com a COVID 19, poderão não ser reais?
Lá vais ter de sair de casa…
Tenho uma certa curiosidade em saber se os senhores professores Arlindo e Rui também irão sair de casa.
Ou serão eles uns rapazotes que estarão nessa altura a assobiar para o lado?
Como encarregado de educação de um aluno de 11º ano, recuso-me que o meu filho seja utilizado para fazer experiências sobre uma “pseudo” volta à normalidade. Os exames não se podem sobrepor à saúde.
Cancelaram toda a prática desportiva que envolve contacto entre os jovens, mas os alunos do secundário podem voltar a ter contacto com os seus pares, professores e auxiliares!! Das duas uma, ou lançaram este disparate do 4 de maio para tentar sentir a “voz” do povo antes de tomarem decisões, ou estão completamente desgovernados…..
Se estiverem à espera da concretização do nº2, então não haverá regresso à escola nos próximos meses ou 2 anos, porque este virus não desaparecerá da população humana. Seja em maio, em setembro ou dezembro, continuará a haver casos de contágio de gripe chinesa e provavelmente no próximo ano ou 2 anos (na gripe espanhola, que começou em março de 1918, continuaram a aparecerem surtos em 1920… e a gripe A de 2003 continua a contagiar pessoas atualmente…).
Portanto, pode ser um drama psico-emocional o regresso à escola este ano e no próximo, porque o virus continuará a contagiar pessoas, mas não há alternativa; nenhum governo nem nenhum país tem hipótese de esperar que aconteça o impossível, que é o virus desaparecer da população humana e nunca mais regressar. O regresso à escola tem de ocorrer, sabendo que a doença continua a existir, mas espera-se que não haja o problema de falta de resposta do SNS, que é isso unicamente o que se está a fazer agora: não aparecerem centenas de pessoas diariamente a precisarem de tratamento hospitalar. Portanto, o risco de contágio em maio é o mesmo em setembro ou dezembro, e quem pensa que esta reclusão vai exterminar o virus, não possui o conhecimento cientifico que demonstra essa impossibilidade (o diretor de infecciologia do hospital Curry Cabral disse taxativamente “a maioria da população será infetada” tal como a Merkel afirmou “que 70% da população alemã será infetada”).
Tal como o regresso ao trabalho vai ter de acontecer a partir de maio (que infelizmente já não vai existir para dezenas de milhares ou mais), porque se não acontecer, os efeitos sociais serão tão catastróficos quanto a doença, e este 2 efeitos cumulativos levarão ao colapso literal do país.
Ó Mario Silva és burro ou fazes-te?
Está-se a ganhar tempo para que apareça um fármaco qq que atenue pelo menos em 50% os danos do vírus.
Ainda não percebesse isso?
És mesmo…..