O que é referido no artigo tem o valor que cada um lhe poderá dar. Mas uma coisa é certa, no 3.º período a organização das escolas e dos professores já é bastante notória e o período ainda não teve início.
As escolas, como todas as organizações, foram apanhadas de surpresa necessitavam de tempo para se organizar, o ministério também.
Quanto aos casos específicos do 1.º ciclo e do Pré-escolar, nem tudo terá sido bem como é referido no artigo e pelos que nele tiveram voz. Até porque nenhum será de qualquer um desses grupos de ensino. outra das razões terá sido a idade das crianças envolvidas e da disponibilidade dos encarregados de educação para os acompanhar , mas isso já sou eu a divagar, não sei que questões foram colocadas no estudo. Mas é necessário afirmar: Ninguém esteve de férias.
Quase metade dos alunos do 1.º ciclo não tiveram ensino à distância
Impedidos de ir à escola desde o dia 16 de Março, 45% dos alunos do 1.º ciclo não iniciaram qualquer processo de ensino à distância durante as duas últimas semanas do segundo período, segundo inquérito feito pela Universidade Católica. No pré-escolar, a percentagem sobe para os 72%.




13 comentários
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Não é novidade. A idade dos professores primários mais a iliteracia digital, onde só usam e-mail e mesmo assim… UPA UPA.
Fazem desses números uma normalidade esperada.
Iliteracia digital?
Você não sabe o que diz.
Foram esses professores “da ileteracia digital” que lhe permitiram tirar um cursito ,que por sua vez o faz “pensar” dessa forma.
Você deve ser da geração rasca que não conseguiu aprender a ler e a escrever mas à qual foi dado todo o facilitismo para transitar com muita ignorância e arrogância.
Toda a gente sabe que as babás sao guardas de criancas. Mais do que isso? Está quieto…
E viva a carreira única, unica nos paises do mundo…
Ora, nada como uma catástrofe global para os instintos mais primários virem à superfície.
Carapuça bem enfiada e de forma bem primária. Mas é alguma mentira o que se disse?
Carapuça? Dou aulas ao secundário de uma das disciplinas consideradas nucleares.
Este não é o momento para esse tipo de discussões. Há prioridades.
Nós que damos profissionais, também não somos muito diferentes disso, a única diferença é que em alguns casos somos guardas de animais.
Na minha opinião o primeiro ministro deveria ter dado como concluído este ano letivo, como fizeram outros países. As desigualdades entre professores e alunos vão ser muitas, por mais esforços que estejam a ser feitos para que tudo corra bem até ao final.
Se desse o ano lectivo por concluído e por isso entrasses em layoff aceitavas?
Ah, percebi: é uma questão financeira.
Que bom.que o Costacenteno não se lembrou disso.
é uma questão de “nao trabalhas.. nao recebes por inteiro”
Bem!
Posso dizer que no agrupamento onde leciono, os professores do primeiro ciclo tiveram aulas síncronas com os alunos e desenvolveram atividades utilizando nomeadamente tecnologias móveis (telemóveis no caso) para produção de conteúdo, designadamente vídeos. Trabalharam, tal como os restantes colegas, na plataforma moodle do agrupamento. Lembro-me particularmente do vídeo de uma colega que utilizou os azulejos da cozinha para explicar como se desenhava o Z enquanto contava a história da Letra!
O problema do 1º ciclo e ainda mais premente no pré, não será tanto a impossibilidade dos professores mas a dificuldade de alguns alunos acederem aos conteúdos, quer por falta de equipamentos, quer por ainda não os saberem utilizar convenientemente, necessitando dos seus pais.
A ideia que uns são melhores do que outros na área das TIC e em educação é um discurso parvo e sem qualquer sentido (há Bons e maus profissionais como em todo o lado e não é uma questão de CICLO)!
É a tal questão… olha para o que eu digo mas olhes para o que eu faço (ou no caso concreto, digo)!
Na escola do meu filho no último dia de aulas a professora (1.° ciclo) enviou os manuais e livros de fichas para casa e marcou um catrafada delas para fazer. De lá até agora só contactou por email para perguntar se tínhamos meios tecnológicos e para enviar a avaliação.
Amanhã começa o período e não voltou a dar a cavaco, nem se dignou a responder a mensagens.
Se é para não fazer nada ou se somos nós os pais que temos de fazer tudo, então que distribua pelos pais dos seus alunos o salário é que fique em layoff.
Nem um gesto de carinho teve, bastava pedir para fazerem um desenho para lhe enviar como fotografia, ou dar os parabéns aos meninos que fizeram anos. Os miúdos ficaram esquecidos. A ligação à escola é importantíssima.