“Dizem-nos nas escolas que não devemos prejudicar qualquer aluno por causa desta pandemia no entanto, os miúdos do Secundário que estão a fazer melhoria às disciplinas que são obrigados a fazer por exame e não por frequência, não verão as notas dos exames contar para melhoria de classificação interna mas apenas como ingresso na faculdade ( disciplina especifica). Ora, esses serão muito prejudicados, um ano de trabalho deitado ao lixo. Dou o exemplo do filho, doente oncológico em recuperação que está por sua escolha a repetir o 11° ano com intuito de melhorar as médias , após anos a trabalhar e a fazer quimioterapia em simultâneo , com muito esforço, vai ser impedido de o fazer. Mudaram as regras do “jogo” a meio e a permissa de que “não vamos prejudicar os nossos alunos” só serve para alguns alunos.
É muito triste…é desolador acautelarmos alguns alunos e outros não. Uns são filhos…outros enteados.
Mãe e professora desiludida”




6 comentários
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Recomenda-se uma melhor leitura do DL 14-G/2020.
Art. 8º
5 — Sem prejuízo do disposto nos n.os 3 e 4, os alunos autopropostos, incluindo os que se encontram na modalidade de ensino individual e doméstico, realizam provas de equivalência à frequência, para a aprovação de disciplinas e conclusão do ensino secundário, as quais são substituídas por exames finais nacionais quando exista essa oferta.
Quem é considerado autoporposto?
e) Pretendam melhorar a classificação final de disciplina, nas situações em que nos termos da lei, os alunos não reúnam condições para realizar a melhoria na qualidade de internos;
Infelizmente não é a única minoria excluída pelas medidas do governo.
Mesmo em escolas da capital, existem alunos que ainda não acederam uma única vez a este ensino a distância. E pedem-nos para empurrar com a barriga para a frente, por que o que interessa é entreter os outros 90% dos alunos e fingir que está tudo bem. Não sou jurista, mas não é preciso o ser para perceber que é anticonstitucional. Este tipo de ensino está longe de ser universal e justo para as classes economicamente mais desfavorecidas.
“Este tipo de ensino está longe de ser universal e justo para as classes economicamente mais desfavorecidas”.
Injusto,querias dizer.
Pode ser que seja possível em julho ou Setembro marcar aulas de recuperação.
É uma situação especial.
O projeto https://www.studentkeep.org/ poderá ajudar.
Temos que os focar nas soluções!
Penso que será possível usar o exame da disciplina a realizar como melhoria da nota , se assim não é deve ser alterado.
SR PRIMEIRO MINISTRO, SR SECRETÁRIO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ponham mão nisto…
A CAP da minha escola, sem qualquer pré-aviso, alterou a carga letiva (disciplina de matemática) em 3 turmas, conforme horário ao qual tive acesso na sexta à noite (dia 17 abril) … enviou-me um horário com a fusão de 2 turmas de CEF, desfasadas em matérias e nº de sumários e acrescentou-lhe 120 min – as 3 aulas semanais passaram para 5 aulas semanais de 60 min cada – note-se que a grande maioria dos alunos não tem computador.
Numa outra turma do 12º ano – curso profissional, onde só 3 alunos informaram ter computador, fomos igualmente confrontados com a alteração de 4 horas (60min cada) semanais para 6 horas semanais… alguns dos alunos, ainda nem sequer conseguiram encerrar completamente as tarefas anteriores à Páscoa; não são tarefas complicadas mas exigem algum tempo para corresponderem, nesta disciplina e nas restantes. Da minha parte, eu e alunos, precisamos de tempo para partilha de dificuldades, de sugestões e feedbacks [com pedidos de reformulações, para melhorar trabalhos e facilitar novas aprendizagens, sem pressões e dar tempo a quem dele precisa!].
Mas tudo mudou, sem qualquer pré-aviso de tal intenção – A CAP decide unilateralmente fundir duas turmas de CEF de ritmos completamente diferentes, com 5 alunos a usufruir de medidas seletivas; numa outra turma do 12ºano- curso profissional também acrescenta mais 120 min a carga letiva dos alunos passa de 4 aulas de 60 min para 6 aulas de 60 min semanais (360 min semanais de matemática). Sinto que fui raptada e largada num trapézio sem rede aonde já estava grande parte dos meus alunos!!!!
A CAP da minha escola parece que se esqueceu que o ano letivo termina a 26 de junho!!!!
APELO AO SR PRIMEIRO MINISTRO PARA COLOCAR NOS ÓRGÃOS DIRETIVOS PESSOAS QUE SEJAM PARTE DA SOLUÇÃO.
Como docente sinto-me ultrajada e considero que todos, (sem exceção!) – docentes, alunos e pais encarregados de educação, devem ser respeitados!
Colegas docentes, alunos e pais/encarregados de educação, contarão, sempre , com a minha solidariedade!!!!!!!!!
FICA O DESABAFO. OBRIGADO!