A indisciplina em sala de aula era um fenómeno a que todos estávamos habituados e tínhamos as estratégias para a controlar bem presentes e exercitadas. Com o E@D este fenómeno não desapareceu, apenas se modificou, arriscando mesmo dizer que evoluiu.
A indisciplina surge de novas formas e com novos intervenientes. Não é de forma generalizada, mas se não se tomam medidas vai ter tendência a tornar-se vulgar. Além dos alunos, agora, alguns encarregados de educação tornaram-se, também, parte do problema. (Só dando razão ao velho ditado; “Quem sai aos seus não degenera”)
Ainda nos estamos a adaptar a esta modalidade de ensino, logo necessitamos de um pouco mais de tempo para compreendermos os novos fenómenos que vão surgir nestas salas de aula virtual para melhor lidarmos com eles.
Indisciplina de pais e alunos desespera professores
«Os alunos, usando as suas competências digitais boicotaram algumas sessões, com comportamentos que me escuso de qualificar», diz, acrescentando ainda que «alguns pais entraram nas sessões, deram opiniões sobre o que entenderam e classificaram o desempenho do docente».
«Não posso aceitar estas situações», desabafa a diretora, lembrando que «os alunos têm de ter um comportamento cívico e de participação correto e respeitador».
«Enquanto diretora, mas também enquanto mãe, não revejo nas atitudes que presenciámos aquilo a que estou habituada na relação encarregados de educação/escola».
«Não posso nem quero aceitar a interferência de alguns pais nas sessões», acrescenta ainda.
Concluindo que em causa não estão comportamentos generalizados, mas sim algumas exceções, a direção do agrupamento, termina o email pedindo a colaboração de todos para que não se repitam as interferências nas aulas à distância.




7 comentários
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“Enquanto diretora e enquanto mãe”.
Está tudo dito em relação aos comissári@s políticos que nos dirigem.
Professores…nunca mais.
Agora estão tem confortáveis com o regime SALAZARENTO que instituíram nas escolas, que até perderam a vergonha. Já assumem publicamente que deixaram da ser professores.
…andamos comemorar que 25 d abril?
Que foram fazer aqueles iníquos, liderados pelo PR , para a AR?
A diretora acordou agora foi?
Pedidos ???pedidos??
Aaaa se os pedidos resolvessem os problemas era o mundo perfeito.
Devia estar numa sala de aula para ver o que custava.
Parem com as videochamadas…acordem.
Concordo com o Rui. Se as videoaulas não tivessem começado, até antes da tutela ter emanado diretrizes, as quais tornaram obrigatórias aulas síncronas ( leia-se síncrono com “ao mesmo tempo”, não necessariamente com imagem!) nada disto tinha ido tão longe. Eu não as faço. Nem mesmo que me obrigassem! Podiam por-me um processo disciplinar, mas com base em quê? Desobediência?
Conheço muitos casos em que não corre bem, especialmente 1ciclo, onde os lindos papás estão ali a assistir ao que o professor fiz e, sabe-se lá, a divulgar. É o fim da credibilidade, que já era pouca. Acordem, por favor, acabem com esta palhaçada!
A diretora do nosso agrupamento é contra as aulas por videoconferência e referiu que não obriga nem impede qualquer professor de as fazer, mas alertou que, se os Enc. de Educação se queixassem, que proibiria essas aulas. Eu decidi não as fazer, pois nem me quero expor, nem quero expor os próprios alunos! Serão apenas tarefas assíncronas, assim, eles gerem o tempo como bem entenderem, desde que depois entreguem o trabalho feito! E dentro do prazo, de preferência!
Cumpriu-se a profecia de Lurdes Rodrigues.,
após a maior manifestação de professores
PERDI OS PROFESSORES, MAS GANHEI OS PAIS…..durante longos doze anos a indisciplina, a desautorização dos professores, a instalação de comissários políticos nas direções das escolas , foi fazendo o seu caminho….agora é tarde.
A Escola Low cost veio para ficar.
Um vazio de ideias, a começar pelos Valores.
Escola low coast mas diretores em executiva com aumento de 100%, é a herança do famigerado bicho.
Essa mulher foi e é o covid da educação, dos professores e da democracia nas escolas.
Mais de uma década depois ainda não encontramos a vacina…
Só esvaziando S. Bento.
Mas como as famílias dos boys permanecem por lá há anos… Não me parece.