A maioria das 26 escolas “desalinhadas” identificadas pelo Jornal Público são de escolas privadas.
Estranho?
Claro que não.
Menos exigentes? Há 15 escolas que dão sempre notas acima do expectável
Ver informação das escolas aqui.
Ago 08 2015
A maioria das 26 escolas “desalinhadas” identificadas pelo Jornal Público são de escolas privadas.
Estranho?
Claro que não.
Ver informação das escolas aqui.
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9 comentários
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http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-08-07–15-escolas-repetem-se-no-top-da-inflacao-de-notas
Fonte: Jornal “Expresso”
Continua a cegueira do Ministério e da IGEC relativamente a um problema associado à “inflação das notas”.
Atentem na coluna da direita: as 3 escolas privadas pertencem ao grupo GPS, tão famosos que até rejeitaram a casa-mãe para não continuarem a sofrer os efeitos negativos dos escândalos sucessivos, envolvendo ilegalidades (provadas pela IGEC, como matrículas cobradas indevidamente e horários ilegais de docentes, e investigações do DCIAP relativas a corrupção, branqueamento de capitais e enriquecimento ilícito.
Numa primeira leitura da tabela abaixo, simplista e aquela que é feita pelos jornalistas, pode pensar-se que estes colégios dão “notas por baixo”, reflectindo qualidade do ensino.
Nada mais errado: esta ânsia de atribuir classificações baixas esgota-se nas disciplinas com exame nacional, para que os distraídos pensem que ali se trabalha com exigência e rigor.
A ser assim, como se explica que um aluno tenha 11 a História (disciplina de exame nacional) e 19 a Direito ou a Sociologia?
Como se explica que nas disciplinas que não têm exame nacional não sejam realizados testes de avaliação ao longo do ano, mas sim uns “trabalhos” e uns “projectos” (meio-caminho andado para os 18, 19 e 20 nas pautas)?
Como se explica que o número de alunos por turma que realiza exame nacional seja significativamente mais baixo que nas Escolas Públicas vizinhas?
Estratégia: levar apenas os melhores alunos a exame para que os resultados dos “mais fracos”, obviamente, não contem para o ranking.
Estratégia: compensar as notas dadas “por baixo” nas disciplinas com exame nacional com notas altíssimas nas disciplinas anuais (na prática, atribuir dois 10 e dois 20 a um aluno de 12.º é a mesma coisa que atribuir quatro 15). Assim, alunos e encarregados de educação ficam satisfeitos.
E é a este lamaçal de ilegalidades que o Ministério e a IGEC não prestam a mínima atenção, preocupados que estão só em comparar as notas internas e externas só nas disciplinas com exame nacional.
Se há prejudicados? Claro que sim! Todos os alunos que frequentam as Escolas Públicas e que se vêem ultrapassados nas médias de acesso à Universidade por estas estratégias nojentas e ilegais.
Muito bom
É claro que este estudo é para esquecer, não convém muito mexer nisto, muitos políticos e ex-políticos que estão a “comer” do colégios privados, alguns deles bem conhecidos, há que enterrar a cabeça na areia como a avestruz. Os governos vão passar sobre isto como cão em vinha vindimada, basta olhar para a investigação sobre os colégios GPS, quais os resultados dessa investigação???? Alguém ouviu algo sobre isso? Claro que não! A romaria vai passando e o povo a bater palmas.
políticos, ex-políticos e sindicalistas! Muitos trabalham nessas escolas tb!
Levante o dedo quem ficou surpreendido 🙂
Só se acabou de chegar de outro planeta!
A implementação do chamado cheque-ensino não deixou de estar nas prioridades do Governo. A ideia que parecia ter sido deixada em stand-by pela tutela, depois do debate que provocou no final do ano passado, volta a constar no documento “Um Estado melhor”, apresentada esta quinta-feira. O executivo aponta no sentido do reforço da “liberdade de escolha” das famílias, antevendo a introdução gradual da medida, através de projectos-piloto. A versão final do guião recupera também o projecto das escolas independente
Estou á espera que o ministro da educação, Nuno Crato, me entregue o Cheque Ensino, pois assim os meus filho terão notas elevadas, nas escolas privadas.