Crato Corta 70% de Contratados

O título pode ter duas leituras.

  • Como negativo se não existissem entradas no quadro.
  • Como positivo se a redução dos contratados fosse por entrarem no quadro.

 

E aconteceu algo misto, com maior incidência para a leitura negativa.

 

 

Crato corta 70% dos contratados

 

 

Número de contratados caiu acentuadamente nos últimos quatro anos. Este ano ficaram 23 mil por colocar.

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O cenário não é animador para os professores contratados e para os alunos que estão a terminar os cursos e que querem um dia vir a dar aulas. Cada vez mais tem vindo a ser mais difícil que um professor contratado consiga um lugar numa escola pública.

 

 

O cenário não é animador para os professores contratados e para os alunos que estão a terminar os cursos e que querem um dia vir a dar aulas. Cada vez mais tem vindo a ser mais difícil que um professor contratado consiga um lugar numa escola pública.

Este ano o Ministério da Educação contratou 3.782 docentes através do concurso anual de colocação destes professores. Menos cerca de 70% face aos 12.747 professores que foram contratados no mesmo concurso, em 2011/2012, quando Nuno Crato assumiu a pasta da Educação.

E embora o número de professores contratados para este ano lectivo ainda possa vir a subir – há ainda 2.132 horários por preencher – o universo de contratados deverá ficar bem longe da realidade de há quatro anos.

Ou seja, de futuro o panorama não deve melhorar para os contratados. Hoje há menos disciplinas nas escolas, aumentou o número de alunos por turma e prevê-se que até 2017/2018 entrem menos 40 mil crianças nas escolas, para o 1º ciclo. Tudo isto leva a que sejam necessárias menos contratações.

Em Junho de 2012, no final do primeiro ano lectivo de Nuno Crato, as escolas contavam com 28.658 professores contratados. Mais cerca de 18 mil face a Junho de 2014, o último ano em que se conseguiram apurar os totais das contratações, de acordo com o site especialista em estatísticas da educação, o blogue DeArLindo.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2015/08/crato-corta-70-de-contratados/

8 comentários

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    • Diogo Da Veiga on 31 de Agosto de 2015 at 14:51
    • Responder

    No Bravio: “Os precários”.

    http://diogodaveigabravio.blogspot.pt/2015/08/os-precarios.html

    • semcunha on 31 de Agosto de 2015 at 14:55
    • Responder

    Cortou no n.º de escolas públicas “normais”; aumentou ao n.º de escolas autónomas cujas contratações se processam cortando às graduações de cada docente a importância que tem, criando um questionário à medida de cada amigo. Inventou a norma travão através da qual os docentes que vincularam são os que têm ainda de fazer a PACC.

    Já tantos nos queixamos…há tantos anos alertamos para estas injustiças…já Santana Castilho salientou esta situação anómala demais para se tratar de um concurso público, sindicatos sabem disto, Arlindo sabe disto…Sócrates deu início a estas injustiças para fazer favor aos filhos dos amigos. Passos governou no seu tempo e manteve a situação pq os amigos de Sócrates tb devem ser dele. Vem aí o Costa que nem uma palavra diz sobre esta situação que de certeza vai manter e agravar. OS INTERESSES SÃO MUITOS EM MANTER esta autonomia: A MAMA DEVE SER MUITO BOA. Só é pena que só o Sócrates esteja no lugar merecido.

    • Emigrante on 31 de Agosto de 2015 at 15:36
    • Responder

    Ser Um Indigente versus Ser Um Professor

    Dada a situação demográfica do País é óbvia a inexistência de necessidade de Professores.

    Quem vai para um Curso vocacionado para o Ensino sabe perfeitamente que na melhor das hipóteses vai parar a um “call center” ou à “caixa de um hipermercado”.

    Qualquer tasca (digo, estabelecimentos de ensino superior) forma professores às centenas.

    Mesmo que alguém habilitado para a docência consiga lugar como contratado numa Escola (seja ela pública ou privada) é preferível emigrar para o norte da Europa (Inglaterra, França…) e ter um trabalho (mesmo que indiferenciado), na medida em que terá um salário superior a um professor em portugal.

    Ser professor em portugal é ter um nível de vida muito inferior a qualquer indiferenciado a trabalhar em países do norte da Europa.

    Ser, hoje, professor em Portugal é mais ou menos Ser um Indigente.

      • Goncalo Vale on 31 de Agosto de 2015 at 16:55
      • Responder

      Emigrante… …quanta ignorância…
      Não! És mesmo estúpido

        • Emigrante on 1 de Setembro de 2015 at 0:28
        • Responder

        Proféssô Gonçalinhu afinal tem toda a razão. O seu desempenho como palhaço (digo, docente pago pelo estado) é muito bem pago.

        Não me restam duvidas sobre o elevado QI de Vª. Exa

        Proféssô Gonçalinhu! Se não sabe fazer mais nada, temos pena!

    • zaratrusta on 31 de Agosto de 2015 at 17:58
    • Responder

    E a Un Aberta abre mais cursos de profissionalização em serviço. Extraordinário! Não existe legislação que refere que a única habilitação profissional para a docência é o mestrado?

    • gago on 31 de Agosto de 2015 at 20:22
    • Responder

    Crato corta a corda do cardume que crepita no crepúsculo castrejo. (repetir 10 vezes, cada vez mais rápido)

  1. – “Nuno Crato abateu 11.000 professores ao quadro” – Diário de Notícias – 30/08/2015
    > Resposta do Arlindo: “Os Números Podem Ter Várias
    Formas de Ser Lidos”.

    – “Crato corta 70% dos contratados” – “O Ministério da Educação contratou 3.782 docentes (…) menos cerca de 70% face aos 12.747 professores que foram contratados no mesmo concurso, em 2011/2012, quando Nuno Crato assumiu a pasta da Educação.” – Económico – 30/08/2015
    > Resposta do Arlindo: “O título pode ter duas leituras.”

    Como alguém disse: “Há várias possibilidades de interpretar um texto, mas há limites.”

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