São vários os relatos de docentes que tendo concorrido na 1ª e na 2ª prioridade não tiveram colocação na 2ª prioridade quando outros docentes menos graduados da mesma escola conseguiram, porque foram retirados pela DGAE.
Não é fácil explicar esta situação mas vou tentar.
Existem 5 docentes enviados para ausência da componente lectiva, vou-lhes chamar docente 1, 2, 3, 4 e 5. Pela ordem de graduação o docente 1 é o mais graduado e o 5 o menos graduado.
Entretanto 2 docentes da mesma escola concorreram por sua iniciativa (apenas 2ª prioridade) à Mobilidade Interna, docentes 6 e 7.
Os docentes 1 e 2, fiados que estavam bem posicionados por concorrerem em 1ª prioridade pouco arriscam na segunda prioridade.
Os docentes 6 e 7 obtêm colocação em 2ª prioridade.
Há 5 docentes sem componente lectiva e não são colocados no concurso os docentes 1 e 2, pois as 5 vagas negativas deixaram de existir com a saída dos docentes 6 e 7, reduzindo-se para 3 as vagas negativas e por esse motivo os docentes 1 e 2 deixaram de estar em 1ª prioridade e passaram para a segunda.
E qual a regra para ser atribuída componente lectiva?
A graduação.
Por essa razão foram retirados da 1ª prioridade por atribuição de componente lectiva os docentes 1 e 2.
Espero ter-me feito entendido.




22 comentários
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Sim, tem razão quando diz que foram retirados da 1ª prioridade. Não podem é ser retirados da 2ª prioridade ( o que aconteceu) uma vez que também concorreram nessa prioridade e tem direito, tal como os outros que tem horário nas suas escolas de provimento, à mobilidade interna.
Sim, têm direito. Mas nesse caso ficam atrás de todos os docentes da 1ª prioridade.
Será que tinham colocação concorrendo em 2ª prioridade?
Se tinham têm direito a fazer o recurso hierárquico e ganhar esse recurso.
Mas também há casos de docentes que não concorreram à 2ª prioridade e sentem-se injustiçados de terem sido retirados pela DGAE. Neste caso é que não há nada a reclamar.
Sim, foi o que aconteceu comigo. Concorri à 1ª e 2ª prioridade. Apesar de ser retirado, por existência de horário na escola de provimento deveria ter-me mantido em 2ª e com essa ordenação entrava, porque para escolas que concorri, nessa mesma ordenação, uma vez que entraram colegas (tb em 2ª prioridade) que estão bem atrás na graduação.
Retirar “uma vez que” do texto.
Boa tarde Arlindo:
Depois de ler a sua exposição sobre os retirados, só gostaria que me explica-se o porquê da DGAE retirar o docente da 1ª Prioridade devido à atribuição de horário e ao mesmo tempo exclui-lo totalmente da 2ª Prioridade, mesmo que o docente tenha manifestado vontade continuar em concurso agora na 2º Prioridade.
Não o poderia fazer.
Os docentes 1 e 2 são voluntários…3, 4 e 5… continuam a ser obrigados ao concurso.
Ou seja quem quer ir a concurso é retirado…quem não quer …vai mesmo!
Erro1: não existência da prioridade de retirada.
Os docentes 1 e 2 são do GR 230 sem hab. para o 110;
Os docentes 5 e 6 são do GR 230 com hab para 110 e foi-lhes atribuído serviço docente no 110.
Assim, na prática criam-se 2 vagas anuais no 110 e, em simultâneo, 2 docentes do GR 230 a mais…
Erro2: Não se sabe se os docentes estão com serviço noutros GR
Problemas criados ao Agrupamento:
Requisitar horários anuais a partir de setembro
Ter docentes a mais
Resolução deste problema: não atribuir horários a docentes sem componente letiva, noutros GR?
“Erro1: não existência da prioridade de retirada.”
Sim, um enorme erro. O docente mais graduado pode ter demonstrado interesse por ser horário zero no ICL1 de forma voluntária e a DGAE devia respeitar essa vontade em qualquer fase.
É o que dá ter maus profissionais a elaborar concursos.
esse erro é na minha opinião muito grave…
se 1 e 2 são voluntários e os mais graduados têm que ser sempre estes a concorrer em 1ª prioridade… não deixam de ser voluntários a meio do processo…
Completamente de acordo, erro muito grave. Até pode haver um colega da mesma escola que não quis arriscar ser voluntário a horário zero e consegue colocação na 2ª prioridade, e outro que arriscou ser voluntário, não só é retirado da 1ª prioridade, como impedido de concorrer na 2ª! Isto não tem jeito nenhum…
Isso significa que os menos graduados e que concorrem na segunda prioridade têm vantagem sobre os docentes 1 e 2, o que não faz sentido.
O que explica por exemplo o professor 1 ter vaga na escola que escolheu na mobilidade interna, essa vaga é ocupada por outro colega menos graduado e o professor é retirado porque o 5 teve colocação na 2 Prioridade?
Parece que o concurso é feito a começar pelos menos graduados e pela segunda prioridade.
No meu caso fiz um requerimento para ficar com horário zero, foi deferido , o colega que está logo a seguir só concorre na 2 prioridade, nas minhas escolhas da 1 prioridade existem vagas que são ocupadas por professores com graduação inferior, pois eu fui retirado porque o colega da escola ficou colocado na 2 prioridade???
Errado. O mais graduado é que decide em que prioridade vai… PERCEBEU?!?
Anda ai muitos velhinhos que ainda não perceberam isto.
Mas neste caso o menos graduado é que ficou colocado é o mais graduado mesmo tendo vaga nas escolhas que fez, foi retirado do concurso, percebeu!!!
Sou quadro de escola, de uma escola de S.J. Madeira e concorri em 2ª prioridade para ficar mais perto de casa, em Vila nova de Gaia. Claro está que, como os quadros de zona ocuparam todos os horários, eu não consegui a minha colocação. Verifica-se agora que muitos quadros de zona que ficaram nas escolas de Gaia para onde concorri, estão no site das permutas, à procura de uma troca para a zona de S. J. Madeira. Tal situação não aconteceria se se respeitasse a graduação profissional, uma vez que dessa forma eu passaria para uma escola de Gaia e deixaria vago o meu horário para algum quadro de zona, que agora anda desesperado para permutar para S. J. Madeira ou arredores. Como o meu caso muitos devem haver por esse país fora, e isto tudo por não se respeitar a graduação profissional. Grande palhaçada.
A “luta” devia ser essa – a graduação profissional. O alvo de contestação devia ser o Ministério de Educação e não os colegas de profissão.
Este asno, como outros tantos que andam por ai, não percebeu o artigo do arlindo.
Não percebeu que no caso do artigo é sempre a graduação a lei…
Asno deve ser você que nem sequer percebeu que o que escrevi não tem a ver com o artigo do Arlindo, mas é uma situação que acontece devido ao facto dos qzps concorrerem a frente de mais graduados.
pois… quem é que não percebeu o quê?
Peço desculpa se vou dizer um disparate, mas há uma coisa que me está a fazer confusão em relação a este exemplo que foi dado: então os da 2ª prioridade não são colocados depois dos da 1ª? Ou seja, quando os docentes 6 e 7 são colocados em 2ª prioridade e saem da escola, os docentes 1 e 2 ou já teriam sido colocados em 1ª prioridade ou estariam sem escola por não terem conseguido na 1ª prioridade e, nesse caso, seria difícil os da 2ª prioridade, menos graduados conseguirem. Talvez eu não esteja a ver como se processam as colocações, mas parece-me que este caso seria possível apenas se os docentes 6 e 7 tivessem sido colocados antes, em mobilidade especial.
Parece que já respondi a mim mesma: já teriam sido colocados mas são depois retirados quando os docentes 6 e 7 são colocados em 2ª prioridade, será isso?
E se continuassem em concurso na 2ª prioridade, quer dizer que as escolas das suas preferências podiam já ter sido ocupadas por colegas menos graduados, em 2ª prioridade? Gostava de entender isto, parece-me bastante confuso. Se assim é, realmente as graduações não são nada respeitadas
1 e 2 tem pref. pelo norte 6 e 7 pelo sul
norte sem vagas, sul com vagas.
6 e 7 mudam de escola e abrem-se vagas na escola
Compensam-se as saídas retirando 1 e 2 da MI que poderão ser os únicos voluntários, logo os últimos que seriam retirados…
Fase 2
Os docentes 1 e 2 são do GR 230 sem hab. para o 110; são voluntários e querem aproximar-se de casa distante a 200Km
Os docentes 5 e 6 são do GR 230 com hab para 110 e foi-lhes atribuído serviço docente no 110 e querem tentar mudar para o AE contíguo para lecionarem no 230…
Resumindo não há vagas no GR230 … mas como saíram 2 do GR230 (que iriam lecionar no 1CEB) retiram-se dois docentes que os irão substituir no 230 lecionando no 1CEB. Mas….estes docentes não têm habilitações para o 110!
LOGO a escola fica com dois prof a mais no 230 a 200KM de casa e dois a menos no 110…
Logo…as vozes levantam-se quando a partir de setembro surgirem 2horários completos para o 110. Dirão: diretor incompetente!
Conclusão: para o ano o diretor não volta a atribuir componente letiva noutro GR e ouvirá vozes a dizer que não cumpre a circular: diretor prepotente!
Se isto corresponder à realidade, é urgente repensar a aplicação colocando as prioridades de retirada de docentes (de acordo com circular 1º os não voluntários e dp os voluntários) e colocar se foi atribuído funções noutro GR e respetivas cargas horárias…