Foram colocados 236 contratados, na Reserva de recrutamento 26, distribuídos de acordo com a tabela seguinte:

Mar 08 2024
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/236-contratados-na-rr25/
Mar 08 2024

O professor Rui Garcia, que ficou colocado em Elvas, a 430 quilómetros de casa (Ponte de Lima), e dorme na carrinha enquanto não arranja um quarto a um preço mais acessível, interpelou esta sexta-feira o secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, durante uma arruada em Moscavide, Lisboa. O docente foi retirado do local e registou-se uma troca de empurrões.
Rui Garcia recusou todas as ofertas de alojamento e já chegou a confrontar o primeiro-ministro demissionário, António Costa. Em outubro, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, pagou-lhe uma noite de alojamento numa pensão.
Na terça-feira, o comício do PS na Aula Magna foi interrompido por três vezes, duas das quais devido a protestos de dois ativistas climáticos. A outra, a primeira, partiu de uma presumível apoiante socialista.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/um-portugal-com-todos-inteiro-bla-bla-bla/
Mar 08 2024
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 25.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 11 de março, até às 23:59 horas de terça-feira dia 12 de março de 2024 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/reserva-de-recrutamento-2023-2024-n-o-25/
Mar 08 2024
A PSP registou mais de 3 800 ocorrências nas escolas no ano letivo 2022/2023, mais 299 em relação ao ano anterior. A maioria tiveram lugar dentro do recinto escolar.
As ofensas corporais, injúrias e ameaças e os furtos são os crimes mais registados. Atualmente, há 361 polícias que integram as esquipas do Programa Escola Segura.
De acordo com os dados da Polícia de Segurança Pública (PSP) adiantados ao JN, no ano letivo de 2022/2023 foram registadas 3824 ocorrências em ambiente escolar, das quais 2708 criminais e 1116 não criminais. Valores superiores ao do ano letivo anterior, com 3525 ocorrências (2.444 criminais e 1.081 não criminais).
A maioria (77,1%) dos episódios criminais tiveram lugar dentro da escola e 22,9% no exterior ou nas imediações dos estabelecimentos de ensino. Já quanto às ocorrências não criminais, “73,6% ocorreram dentro do recinto escolar e 26,4% no seu exterior ou imediações”. Contudo, a PSP realça que estes números continuam inferiores à média dos últimos 10 anos, que é de 4570 ocorrências por ano.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/crimes-nas-escolas-aumentaram-11-no-ultimo-ano-letivo/
Mar 08 2024
Em junho do ano passado, foram aprovadas as alterações às regras de conclusão do Ensino Secundário, que começaram a ser implementadas gradualmente no ano letivo 2023/2024. Este ano, nada muda para os alunos do 12.º ano, que realizam apenas os exames para efeitos de acesso ao Superior, ao contrário dos colegas do 11.º.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/o-que-muda-com-as-novas-regras-para-terminar-o-ensino-secundario/
Mar 08 2024
Ver neste link o FIlme “Sem Professores Não Há Políticos”
O jovem cineasta, já com vários filmes realizados, destacou, em declarações ao Novum Canal, que o seu mais recente projeto cinematográfico é um tributo aos docentes e dá a conhecer a dura realidade com que muitos professores se veem confrontados.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/o-filme-sem-professores-nao-ha-politicos/
Mar 07 2024

Profissionais da Educação fazem greve e participam na marcha feminista de dia 8 de Março, em reivindicação dos direitos das mulheres do sector.
Professores e trabalhadores das escolas vão estar em greve na sexta-feira (8), numa paralisação convocada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop) para assinalar o Dia Internacional das Mulheres. Além da greve nacional, o Stop vai participar na marcha organizada pela Plataforma Feminista e pela Rede 8 de Março, marcada para as 18h, que parte da Alameda Dom Afonso Henriques até ao Rossio, em Lisboa.
Ler aqui o esclarecimento do S.TO.P. sobre a greve de 8 de março.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/amanha-e-dia-de-greve-do-s-to-p/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/atriz-brasileira-provoca-histeria-em-escola-basica/
Mar 07 2024
CLICAR NA IMAGEM
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/estreia-sem-professores-nao-ha-politicos-hoje-as-20-horas/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/o-oficio-da-anpri/
Mar 07 2024

Associação de professores da disciplina garante que há violação de leis na atribuição de tarefas.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/professores-de-informatica-admitem-fazer-queixa-a-procuradoria-geral-da-republica/
Mar 07 2024
No aviso n.º 4194/2024/2 publicado hoje encontram-se mais 241 docentes que serão aposentados a 1 de abril.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/aposentados-mais-241-docentes-abril-2024/
Mar 07 2024
Centenas de alunos de escolas do 1º ciclo de Coimbra estão, desde o final do ano passado, impedidos de utilizar os respetivos campos de jogos. Por razões de segurança, e após uma vistoria externa decidida em março do ano passado pelo município de Coimbra, foi confirmado que 70 equipamentos desportivos escolares estão sem condições de serem utilizados, o que levou a autarquia a decidir a sua interdição.
O mesmo foi confirmado ao Diário de Coimbra por Ana Cortez Vaz, vereadora responsável pelo pelouro da Educação, confirmando que a vistoria externa foi decidida para o cumprimento do Regulamento das condições técnicas e de segurança a observar na conceção, instalação e manutenção das balizas de futebol, andebol, hóquei e de pólo aquático e dos equipamentos de basquetebol existentes nas instalações desportivas de uso público e, após a constatação de que, desde que as escolas são responsabilidade dos municípios – em 2003, há 20 anos – «nunca tinham sido vistoriados os equipamentos desportivos» escolares.
Ao todo foram, portanto, vistoriados os 223 equipamentos desportivos localizados nas escolas do concelho (todos os existentes) por uma entidade externa que, em dezembro do ano passado, deu conta da falta de condições em 70 deles, que «foram reprovados em matéria de segurança dos utilizadores», o que significa, como sublinha a vereadora, que as suas condições (ou falta delas) «colocavam em causa a segurança das crianças e jovens».
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/equipamentos-desportivos-de-escolas-em-coimbra-interditos-por-falta-de-seguranca/
Mar 07 2024
A três meses das provas digitais, Ministério lançou novo procedimento. Escolas com computadores disponíveis vão transferi-los para estabelecimentos onde há carências. Diretores apontam falta de equidade.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/a-historia-repete-se-4/
Mar 06 2024
Por este artigo do STOP, apenas o PSD concedeu audiência ao STOP (Síntese da reunião no fim do artigo), sendo que o LIVRE receberá ainda hoje o STOP.

OS NOSSOS ALUNOS PRECISAM DE UMA ESCOLA PÚBLICA VALORIZADA
Só a Escola Pública é que garante a todas as crianças e jovens, independentemente de serem filhos de ricos ou pobres, o seu direito a uma Educação de qualidade. No entanto, a Escola Pública e todos os seus Profissionais nos últimos governos, em particular desde 2008, têm sido intensamente atacados, o que tem degradado de forma significativa as suas condições de trabalho com graves consequências para o presente e futuro dos alunos.
O QUE FAZER PARA RESOLVER OS GRAVES PROBLEMAS/INJUSTIÇAS NA ESCOLA PÚBLICA?
O caminho para melhorar o acesso a uma Educação de qualidade para todos, não é voltar aos contratos de associação ou o cheque ensino (retirando ainda mais recursos da Escola Pública para os lucros de escolas privadas), ou acreditar que se resolve a falta de professores trazendo de volta os professores reformados ou, sem qualquer critério pedagógico e apenas critérios economicistas, acabar com o 2.º ciclo, prejudicando profundamente a qualidade e a exigência de ensino dos alunos do 5.º e 6.º ano nas diferentes disciplinas, ou dizer que temos uma escola inclusiva e segura sem mais pessoal docente e não docente que a possam assegurar.
SÓ HÁ EDUCAÇÃO DE QUALIDADE COM PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO DIGNIFICADOS
Para começar a resolver os problemas da Escola Pública, além das justas reivindicações específicas para cada sector, é fundamental melhorar as condições de trabalho de todos os seus profissionais, Assistentes Operacionais e Técnicos, Docentes e Técnicos Superiores e Especializados, nomeadamente com:
É HORA DE INVESTIR NOS SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS A FAVOR DAS POPULAÇÕES
Há muito dinheiro no nosso país, mas, infelizmente, está muito mal distribuído. Por exemplo, não podemos esquecer que quando os bancos apresentaram prejuízos, o Estado português injetou na banca mais de 20.000 milhões de euros, socializando dessa forma os seus prejuízos. No entanto, agora que os bancos apresentam lucros recorde (muito à custa de exorbitantes juros à habitação e de artificiais taxas/comissões), esses lucros enormes não estão a ser socializados para termos serviços públicos de qualidade para todos (Educação, Saúde, Justiça, Transportes, Informação, Cultura, etc). Por isso, nas próximas eleições, não se deixe enganar e não hipoteque o presente e o futuro do seu filho/neto:
X VOTE A FAVOR DA ESCOLA PÚBLICA e da valorização de todos os seus profissionais.
PROGRAMAS SOBRE EDUCAÇÃO DOS PARTIDOS CANDIDATOS ÀS LEGISLATIVAS 2024
O S.TO.P. compilou as medidas programáticas que os partidos com assento parlamentar apresentam sobre a educação que pode consultar aqui.
SÍNTESES DAS REUNIÕES DO S.TO.P. COM OS PARTIDOS POLÍTICOS
Ao convite para reuniões com o S.TO.P. acederam o PSD e o LIVRE, com o primeiro tivemos audiência no dia 16 de fevereiro e com o segundo será dia 6 de março. Consulte aqui o resumo dessas audiências:
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/vote-a-favor-da-escola-publica-e-da-valorizacao-de-todos-os-seus-profissionais/
Mar 06 2024
Constou-me que para não atrapalhar o fim da campanha eleitoral a lista de colocações em Mini QZP e as vagas do concurso interno/externo serão publicadas apenas depois das eleições do dia 10 de março.
Espero que o motivo seja apenas para não criar ruído na campanha e não porque o número de vagas seja inferior ao anunciado.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/constou-me-que-as-listas-e-as-vagas-ficam-para-depois-das-eleicoes/
Mar 06 2024
Ao que parece, Pedro Nuno Santos, candidato a 1º Ministro pelo Partido Socialista, pretenderá cooptar Professores aposentados, providenciando incentivos (que incentivos?) para que regressem ao ensino, caso venha a vencer as próximas eleições legislativas (“cruzes, canhoto!”):
– “Enquanto nós não conseguirmos ter os professores que nós precisamos, nós vamos incentivar que quem já se aposentou possa ainda dar aulas para tentarmos dar resposta às necessidades que a nossa escola tem hoje em matéria de professores”, anunciou Pedro Nuno Santos. (Jornal Diário de Notícias, em 4 de Março de 2024)…
Defendendo, ainda, que:
– “A Educação deve continuar a ser uma paixão renovada para o PS.” (Jornal Diário de Notícias, em 4 de Março de 2024)…
Ao que parece, Pedro Nuno Santos, candidato a 1º Ministro pelo Partido Socialista, não terá consciência do “irrepreensível trabalho” realizado pelo seu próprio Partido, ao longo dos últimos oito anos, no sentido de obstaculizar uma Escola Pública digna e com qualidade e de maltratar a Classe Docente sem apelo nem agravo…
Pedro Nuno Santos parece que “não sabe nem sonha” a deterioração a que chegou a Escola Pública, consequência das políticas educativas concebidas por Socialistas, alegadamente muito “apaixonados” pela Educação… Afinal, há mesmo “paixões” absolutamente dispensáveis…
Esse “irrepreensível trabalho”, que resultou no afugentamento de muitos Professores e no desespero pela aposentação de tantos outros que ainda se encontram no activo, foi uma “obra memorável” do Partido Socialista…
Pedro Nuno Santos parece não ter consciência disso…
Ou, se a tem, hipocritamente, faz de conta que não teve qualquer responsabilidade por tal descalabro, apesar de, nos últimos anos, ter sido um destacado membro dos Governos do Partido Socialista, como Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares e como Ministro das Infraestruturas de António Costa…
Por outras palavras, os mesmos que, ao longo dos últimos oito anos, desrespeitaram, desvalorizaram e humilharam Professores, parecem pretender, agora, o regresso dos que, pela via da aposentação, já se conseguiram livrar desse jugo perverso e asfixiante, sentindo-se, por certo, muito aliviados por isso…
Pedir a esses Professores que regressem à desumanização, à desesperança, à frustração ou à exaustão física e mental, certamente experimentadas por muitos deles enquanto se encontravam no activo, será, no mínimo, cínico, risível, estapafúrdio e absolutamente ilógico e incongruente…
As trapalhadas de Pedro Nuno Santos continuam, assim como a sua falta de honestidade intelectual…
Só faltará a Pedro Nuno Santos dirigir-se aos Professores aposentados nestes termos:
– Professores aposentados: regressai, o País precisa de vós!
Perante tal apelo, se eu fosse Professora aposentada, a minha resposta a Pedro Nuno Santos incluiria, com certeza, vários impropérios, impossíveis de aqui serem reproduzidos, por motivos óbvios…
Deixo à imaginação de cada um…
Cuidado com as “paixões assolapadas” do Partido Socialista pela Educação, todos sabemos no que resultaram…
“Quão maravilhosas são as pessoas que não conhecemos bem.” (Millôr Fernandes)…
A desfaçatez com que Pedro Nuno Santos se referiu aos Professores aposentados, esperando deles algo inaudito, tendo em conta a forma como toda a Classe Docente foi tratada pelo Partido Socialista ao longo dos últimos anos, evidencia bem a sua impreparação para o cargo de 1º Ministro (“cruzes, canhoto!)…
Pedro Nuno Santos não fará, por certo, a menor ideia das exigências que se colocam diariamente aos Professores, em cada escola…
Nas condições actuais, muito dificilmente algum Professor, na posse das suas faculdades mentais, aceitará regressar às infernais “rodas de hamster”, às “gaiolas” de censura, em que se transformou a maior parte das escolas públicas…
Professores aposentados: gozai da vossa Liberdade!
Paula Dias
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/professores-aposentados-gozai-da-vossa-liberdade/
Mar 05 2024

O secretário-geral do Partido Socialista (PS), Pedro Nuno Santos, afirmou, esta segunda-feira, que quer incentivar os professores aposentados a darem aulas para responder às necessidades atuais da escola pública.
No fundo, fazer com os professores o que José Sócrates fez com os médicos.
“Enquanto nós não conseguirmos ter os professores que nós precisamos, nós vamos incentivar que quem já se aposentou possa ainda dar aulas para tentarmos dar resposta às necessidades que a nossa escola tem hoje em matéria de professores”, anunciou o secretário-geral do PS.
Num comício, esta segunda-feira, no Pavilhão dos Olivais, Pedro Nuno Santos defendeu que a Educação deve continuar a ser “uma paixão renovada para o PS”, considerando que é aí que se joga a “igualdade entre homens e mulheres, entre portugueses”.
“Começa também em quem se dedica à carreira docente, e nós queremos valorizar, dignificar, respeitar quem dedica a sua vida a ensinar os outros. É para nós fundamental termos professores que se sintam motivados, respeitados em Portugal”, salientou.
Para o líder do PS, “é assim em qualquer profissão: nós fazemos melhor o nosso trabalho em qualquer profissão quando nós nos sentimos valorizados, respeitados”.
“E se o Estado exige que o setor privado, que as empresas privadas – e bem -, cumpram o contrato que têm para com os seus trabalhadores, o Estado tem de ser o primeiro a dar o exemplo: o Estado tem cumprir o contrato que tem para com os seus próprios trabalhadores”, referiu, voltando a defender a reposição integral do tempo de serviço dos professores em quatro anos.
Por outro lado, o líder do PS disse também que quer a atividade docente mais atrativa, de forma a garantir que os jovens olham para a carreira docente “como uma carreira de futuro”.
“É por isso que nós queremos aumentar os índices remuneratórios nos escalões de entrada, para valorizar a carreira, para termos uma carreira mais atrativa, para que os mais jovens queiram entregar a sua vida a ensinar as nossas crianças, os nossos filhos, os nossos netos”, destacou Pedro Nuno Santos.
O secretário-geral do PS propõe agora recuperar os professores reformados, tal como acontece já com quase cerca de milhar os médicos: enquanto os “novos” não querem, a solução passa por incentivar os “velhos”.
A contratação de médicos reformados começou em 2010, durante o segundo governo de José Sócrates, e foi uma das medidas criadas para responder à carência de profissionais de saúde.
O regime excecional permitiu a reintegração de médicos reformados no Serviço Nacional de Saúde (SNS) com a autorização prévia do ministro da Saúde. O regime estipulava que estes médicos podiam receber um salário e, em alguns casos, acumular uma parcela do seu rendimento de reforma.
Embora tenha sido originalmente concebido para durar apenas três anos, o regime foi prorrogado por vários governos e tornou-se cada vez mais popular.
Agora, Pedro Nuno Santos pode fazer o mesmo com os professores.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/a-paixao-renovada-para-o-ps/
Mar 04 2024
Entre nós, o debate de questões importantes em matéria de Educação, raramente se faz de forma informada ou transparente. A questão da reformulação dos ciclos de escolaridade, relançada pelo Conselho Nacional de Educação, é uma questão importante e deveria ser tratada como tal, preparando-se uma eventual mudança do que existe sem ser no modo “na Europa é assim e devemos fazer igual”.
Começando pelo princípio: se a ideia é estender a duração do pré-escolar, a melhor opção talvez não seja juntar mais dois anos ao 1º ciclo. Se na Europa a “regra” é um primeiro ciclo de seis anos? Acredito, mas há muita coisa padronizada que nem sempre é a melhor e seria interessante ver porque foi feita essa opção, quando e em que contextos.
Igualmente problemático é ler ou ouvir “especialistas” a dissertar sobre matérias acerca das quais parecem desconhecer detalhes importantes. A mais óbvia é a da alegada passagem de um 1º ciclo com um docente para um 2º ciclo com dez ou doze. Outra é a mistificadora afirmação de que a transição entre estes dois ciclos é “traumática” para as crianças.
Vejamos: a petizada já não tem só um@ professor@ no 1º ciclo, apesar da monodocência oficial. Já existe o Inglês, a Educação Física e não apenas as AEC para eles terem mudanças n@s “professor@s”. No 2º ciclo organizado com alguma lógica, os alunos terão 6 ou 7 docentes, se a turma tiver alunos com Educação Moral e Religiosa.
As contas são simples: Português/Inglês, um docente; História e Geografia de Portugal/Cidadania e Desenvolvimento, um docente; Matemática/Ciências, um docente; Educ. Visual/Educ. Tecnológica, um docente, Educação Musical, um docente; Educação Física, um docente. A Formação Pessoal Social é atribuída a quem for Director de Turma e não acrescenta mais ninguém. Se conseguirem fazer esta complicada soma, encontrarão seis (6) docentes e não o dobro.
Algo diferente é o número de elementos de um Conselho de Turma, se tivermos em conta a Educação Especial, os serviços de Psicologia, se há alunos com Português Língua Não Materna (mas nesse caso não têm Português) ou se existem alguns apoios específicos, com docentes diferentes dos “regulares”. Mas a turma em si, pode ter aulas com apenas seis docentes e turmas com uma dezena de docentes serão excepções mesmo excepcionais.
Se os leitores ainda não perceberam, no nosso actual contexto, o que está em causa num ciclo de escolaridade de 6 anos com um@ professor@ “polivalente” não é o interesse dos alunos, mas o 1 (um@) docente para seis anos de escolaridade. Porque, mesmo no cenário de 6 professores a leccionar uma turma, isso significa uma poupança de mais de 80% em recursos humanos. Se a isso se juntar a ideia de agregar no 3º ciclo várias disciplinas em “áreas” já se percebeu o que está em causa: “emagrecer” a necessidade de docentes, mesmo que isso signifique que o Ensino Básico se torna apenas “Básico”.
Quanto ao pretenso “trauma” da transição dos alunos do 1.º para o 2.º ciclo, seria de esperar que, para além de considerandos na base do “acho que” ou “o meu filho/neto/primo da vizinha diz que”, se apresentassem dados que fundamentassem afirmação tão dramática. Por exemplo, os números do insucesso escolar. De acordo com a tese, esses números deveriam ser no 5.º ano os mais elevados de todo o Ensino Básico.
Mas isso não acontece. Consultando a Pordata, verifica-se que o insucesso no 5.º ano é bem inferior ao verificado em todo o 3.º ciclo, com destaque para o 7.º ano. Remontando a 2001, o insucesso era de 12,8% no 5.º ano e de 21,2% no 7.º; em 2011 os valores eram, respectivamente, de 7,4% e 15,4; em 2021 e 2022, de 3% e 5,7%. Ou seja, a transição para o 7.º ano parece bem mais problemática. Aos especialistas que falam nestes temas não parece óbvio que, se as mudanças a fazer são no interesse dos alunos, provavelmente, a junção entre os 2.º e 3.º ciclos faria mais sentido.
Só que, infelizmente, a discussão das “reformas” na Educação se faz na base de “mitos” úteis para consumo mediático e não tanto em factos demonstráveis.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/mitos-uteis/
Mar 04 2024
Encontra-se disponível, na plataforma SIGRHE, de 4 a 12 de março (18h de Portugal Continental), a aplicação eletrónica Reposicionamento 2023 – Indicação de Docentes Fase 2, destinada, em exclusivo, aos docentes que à luz do n.º 17 do artigo 31.º do ECD, na redação dada pelo artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro, se encontram dispensados do cumprimento do Período Probatório 2023/2024.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/portaria-n-o-119-2018-de-4-de-maio-reposicionamento-na-carreira-docente-2023-fase-2/
Mar 04 2024
Encontra-se disponível, na plataforma SIGRHE, de 4 a 12 de março (18h de Portugal Continental), a aplicação eletrónica Reposicionamento 2023 – Indicação de Docentes Fase 2, destinada, em exclusivo, aos docentes que à luz do n.º 17 do artigo 31.º do ECD, na redação dada pelo artigo 25.º do Decreto-Lei n.º 139-B/2023, de 29 de dezembro, se encontram dispensados do cumprimento do Período Probatório 2023/2024.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/reposicionamento-na-carreira-docente-2023-fase-2/
Mar 04 2024
Enquanto não se consumar a recuperação integral do tempo de serviço dos Professores não haverá paz, nem justiça, nem equidade na Classe Docente…
É impossível haver paz e justiça sem a recuperação integral dos 6 anos, 6 meses e 23 dias do tempo de serviço, ainda em falta…
Enquanto não for contabilizado esse tempo de serviço continuarão a indignação, a insatisfação e a frustração…
O roubo ignóbil de 6 anos, 6 meses e 23 dias do tempo de serviço, constitui-se como o principal mal, entre todos os males, que assolam a Carreira Docente…
Como se não bastasse a “manta de retalhos” em que se transformou a Carreira Docente, constituída por muitos pedaços desalinhados e incombináveis, executada de forma atabalhoada, sem preocupações de coesão ou de harmonia entre as partes que a compõem, e o roubo ignóbil de 6 anos, 6 meses e 23 dias de tempo de serviço, parece que também existirão interpretações e orientações oriundas de estruturas do Ministério da Educação que apenas não se estranhariam se vivêssemos num país à margem do Direito…
Relembrando o significado da expressão “Estado de Direito”:
“Não existe, portanto, a ideia de poder legítimo sem a ideia de direito, pois o direito legitima o exercício do poder, na medida em que o controla e modera. Por isso, a expressão “Estado de direito” significa que o exercício do poder público está submetido a normas e procedimentos jurídicos (procedimentos legislativos, administrativos, judiciais) que permitem ao cidadão acompanhar e eventualmente contestar a legitimidade (i.e, a constitucionalidade, a legalidade, a regularidade) das decisões tomadas pelas autoridades públicas.” (Diário da República, definição de Estado de Direito Democrático)…
Enquanto as estruturas do Ministério da Educação continuarem na senda das “interpretações livres”, e potencialmente abusivas, acerca da Legislação existente, continuarão a discricionariedade, o desrespeito e a sujeição…
O caso denunciado por Arlindo Ferreira e por Ana Valente será um exemplo flagrante dessa discricionariedade, plausivelmente assente em interpretações que carecem do devido enquadramento legal e que contrariam a legislação actualmente existente… (https://www.arlindovsky.net/2024/03/a-minha-reclamacao-para-a-dgae-seguiu-ainda-hoje/#google_vignette)
Quantos mais Docentes se encontrarão em situações semelhantes, que resultam em claros prejuízos, inaceitáveis sob todos os aspectos, mas ainda mais do ponto de vista legal?
Enquanto as estruturas do Ministério da Educação, como a DGAE, continuarem a proceder a interpretações incompreensíveis e inaceitáveis da Legislação existente muito dificilmente haverá paz, justiça ou equidade na Classe Docente…
Perante as manigâncias e os malabarismos concebidos pela Tutela, não restará outra alternativa que não seja a de reclamar formalmente…
Reclamar, reclamar, reclamar, até onde for necessário…
Sei, por experiência própria, quão difícil pode ser agir contra os padrões convencionados, contra aquilo que se espera, contra a “corrente”, contra o poder discricionário ou contra atitudes persecutórias e retaliativas… Mas remeter ao silêncio seria ainda pior…
Inspirada em Fernando Pessoa e em Caetano Veloso, atrevo-me mesmo a afirmar:
Reclamar é preciso, viver não é preciso…
E os Sindicatos? O que fazem os Sindicatos, perante mais um atropelo gritante à Classe Docente?
Paula Dias
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/reclamar-reclamar-reclamar/
Mar 03 2024
Prevejo que durante esta semana as listas definitivas do concurso de transição para os novos QZP sejam publicadas, possivelmente na quarta ou na quinta-feira.
Também prevejo que durante esta semana sejam publicadas as vagas do concurso interno, possivelmente na sexta-feira. E quem sabe também o aviso de abertura do concurso interno.
É apenas uma previsão minha que faz sentido tendo em conta que o Ministro da Educação referiu em tempos que gostava de deixar o concurso interno preparado antes de sair do governo.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/a-minha-aposta-para-esta-semana/
Mar 03 2024

Pedro Abrantes, in Público
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/faz-mais-sentido-melhorar-o-2-o-ciclo-do-que-tentar-fundi-lo-com-um-dos-outros/
Mar 03 2024
A AD propõe a reintrodução de provas de aferição no 4.º e 6.º anos que poderá dar lugar, a prazo, a um regresso dos exames no fim de cada ciclo.
Se a outra proposta da mesma força política for em frente, a junção do 1.º e 2.ºciclos, o exame só será realizado no 6.º ano, mas voltemos à questão.
Para que servem as Provas de Aferição e os Exames. Umas aferem aprendizagens, os outros contam para a nota final.
O que será mais útil para os alunos?
As Provas de Aferição podem ser usadas para fazer face à recuperação de aprendizagens, mas para isso será necessário a sua individualização através de uma análise das necessidades de cada aluno. Eu sei que vão dizer que isso já se faz, mas não passa disso. A escola não tem meios para fazer nada mais do que uma análise. Não consegue avançar com medidas concretas porque está limitada ao nível de recursos humanos, da vontade dos responsáveis, os horários das turmas e até os horários dos transportes limitam, de certa forma, a implementação da recuperação das aprendizagens. Os fatores que têm de ter sidos em conta são tantos que nos remetem para medidas de organização escolar impossíveis de serem aplicadas no atual sistema de ensino, muito por causa das políticas de educação seguidas pelos governos.
Para que as Provas de Aferição possam dar os frutos que delas se quer o sistema de ensino tem que mudar. Os programas, a organização de aulas, a carga horária, o número de alunos por turma, a formação de professores, a dedicação parental ao futuro académico dos alunos, o aumento da motivação de docentes e não docentes, o aumento de técnicos superiores nas escolas, a melhoria de condições físicas das escolas… e poderia continuar por mais dois parágrafos a enumerar razões, mas, por agora, chega para ter uma ideia do porquê da aplicação das ditas, nada mais seja que um pôr a carroça à frente dos bois. A única consequência prática que causam é o barulho mediático à sua volta, na semana da divulgação dos resultados e, disso não passa.
Por sua vez, os exames, têm pelo menos uma consequência prática, baixar as notas dos alunos. Não será esse o objetivo, mas este é o primeiro pensamento que passa pela cabeça dos alunos, dos pais e dos professores quando se fala dos mesmos. Só depois de muito refletirem, veem que poderá valorizar o esforço dos alunos e depende dele, que a própria ideia de ser submetido a um exame leva a uma atitude diferente perante as disciplinas a que vão ter que os realizar, já para não falar da responsabilização dos alunos pelos resultados obtidos. Essa mudança de atitude será, certamente, um ganho, mas para isso é necessário aplicar os exames durante alguns anos para se ver resultados positivos. Como no nosso país se mudam as políticas educativas conforme a mudança de governo tem sido difícil constatar este resultado.
Depois temos a percentagem a aplicar ao exame na nota final. O exame só por si não avaliará nenhum aluno. A nota de exame vai ter que ser “somada” à nota final interna para que possa fazer uma média final. Essa percentagem nunca poderá ser superior a 30%, ou cairia no erro de desvirtuar o trabalho, esforço e estudo dos alunos de um ciclo de estudos inteiro. Logo, não teria o poder de “reprovar” um aluno. Para reprovar, o aluno tem que ser acometido por uma amnésia digna de um traumatismo craniano gravíssimo.
Se se vai gastar milhares de horas de trabalho docente, centenas de milhares de euros e sujeitar os alunos ao stress inerente à realização de uma prova de conhecimentos, que seja para que os alunos possam tirar algum partido de tal operação. Ao ter plasmado na nota final uma pequena influência de um exame, a seriedade que o mesmo traria a sistema de ensino não seria a mesma que uma prova sem consequência imediata afere na vida futura de um aluno.
Só tem medo dos exames quem teme as consequências das suas próprias escolhas ou ações.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/quem-tem-medo-dos-exames/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/andamos-ao-contrario-do-que-se-exige-a-nivel-mundial/
Mar 03 2024
As chamadas de atenção na sala de aula, a necessidade de atenção dentro da sala de aula e fora, em casa ou na rua e sempre quando ler é preciso ou necessário seja por fazer parte do currículo ou porque se quer apanhar o autocarro certo e o destino a dançar entre letras irrequietas, esbatidas ou numa montanha russa e numa montanha russa está esta criança e todos nós ao redor.
E esta criança não é estúpida nem burra apesar das letras trocadas ou ausentes mais os números invertidos e os comentários dos colegas e por aqui se explica o mau comportamento em resposta, resposta não, em defesa e a melhor defesa é o ataque entre insultos e chapadas, murros e pontapés mais as devidas suspensões e reuniões com os pais a anos-luz da raiz do problema: dislexia.
Dislexia ou a individualidade cerebral no processamento da linguagem em cada criança diagnosticada.
E com cada diagnóstico, um plano de apoio específico para aquela criança e o mesmo se aplica a adultos quando muitos anos mais tarde e depois de todas as frustrações, humilhações e desafios finalmente a resposta.
Nunca foi um atestado de ignorância ou preguiça apesar da escola, apesar dos pais ainda hoje desiludidos a atirar a culpa um para o outro e os dois para ti.
E como a história não tem de se repetir, nem deve, cabe ao professor e às famílias ajudar como aliás sempre ajudaram todas as crianças a crescer.
E no caso da dislexia, o primeiro passo é o mais fundamental no apoio emocional e na valorização de tudo quanto a criança faz bem ou se evidencia.
Quando se aprendem novas palavras, as mesmas devem ser impressas não só em moldes de letras grandes mas com fundos de várias cores, cabendo à criança a escolha da cor com a qual a leitura é mais fácil.
O uso de micas coloridas sobrepostas aos textos ou de réguas de leitura são igualmente essenciais, dando ao aluno a liberdade para escolher e a liberdade para ler.
Os textos devem ser impressos com a fonte em tamanho 14 e espaçamento duplo dos parágrafos.
Os novos conceitos devem ser leccionados aos poucos, dando tempo ao aluno para trabalhar a informação, compreender a informação e aprender a informação.
Mais uma vez, o uso da cor através de marcadores fluorescentes ajudam o aluno não só a evidenciar mas a ler a informação escrita.
O uso de computadores e respectivos processadores de texto permite reproduzir todas estas estratégias.
As palavras-chave devem estar afixadas e acessíveis para o aluno, cabendo ao professor chamar a atenção para as mesmas ao longo da aula.
Evitar a cópia do quadro ou os ditados do século anterior ao século passado e partilhar com os alunos a informação já resumida, escrita e devidamente evidenciada entre tamanhos e cores diferentes de acordo com a sua importância.
O uso de imagens é primordial como exemplos para o texto escrito e quanto mais imagens melhor.Os critérios de avaliação não devem prejudicar o aluno no caso de erros ortográficos e as razões são óbvias.
E por razões óbvias, evitar a leitura em voz alta.
Mais exemplos? É preciso fazer o trabalho de casa e para fazer o trabalho de casa tomo a liberdade de partilhar este pequeno guia em inglês, com votos de bom trabalho e esta chamada de atenção para a dislexia:
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/nos-e-a-dislexia-joao-andre-costa/
Mar 02 2024
Neste artigo dei contra da minha discordância com a não consideração da devolução de parte do tempo faseado para quem ficou preso nas listas de acesso ao escalões com vagas e da minha decisão de seguir para tribunal contra o ME.
A Ana Valente que encontra-se na mesma situação que eu deixou o seguinte comentário nesse artigo:
A legislação da recuperação do tempo de serviço é clara: o tempo é recuperado para progressão na carreira.
A legislação do acelerador também é clara: recuperar o tempo de permanência no 4º ou no 7º escalão a aguardar vaga.
Temos que usar a legislação que está claramente a nosso favor e ver quem é “a pedra na engrenagem” – DGAE.
A DGAE deturpa a legislação e é contra a DGAE que teremos que lutar, porque os partidos vão e vêm e a DGAE permanece!
Temos que nos organizar e lutar em grupo.Como 1.º passo, deveríamos, na minha opinião, reclamar estes dias junto da DGAE.
Também me enviou minuta que deve ser adaptada à situação individual de cada um para ser enviada à DGAE, via E72.
A minha reclamação já seguiu hoje e podem usá-la e adaptá-la ao vosso caso.
Este é o primeiro passo que faço antes de dar entrada em tribunal.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/a-minha-reclamacao-para-a-dgae-seguiu-ainda-hoje/
Mar 02 2024
Transformaria o horário de 14 horas em horário completo. E assim com toda a certeza teria o problema resolvido.

O filho de Pedro Gomes está no 5º ano, na Escola Maria Manuela de Sá em Matosinhos. Não tem professor de Português desde novembro. A professora meteu baixa por doença e a substituição não tem sido fácil. Os sucessivos concursos não tiveram candidatos e nem nas contratações de escola tem sido possível arranjar um professor para lecionar as 14 horas semanais de Português às três turmas do 5º ano.
“Continua sem professor e acho que este ano não deve haver mais professor”, lamenta Pedro Gomes.
A situação preocupa o encarregado de educação, até porque se trata de uma “disciplina crucial”, necessária para o sucesso de outras disciplinas. “E não nos esqueçamos que são miúdos da Covid, que já vêm coxos da primária e ainda levam com estas situações no quinto ano”, sublinha Pedro Gomes, em declarações telefónicas à CNN Portugal.
A 25 de janeiro, houve uma reunião com os pais e encarregados de educação de duas das turmas que estão sem professor de Português e o email da diretora com os pontos chave dessa reunião deixaram Pedro Gomes ainda mais preocupado. A diretora justificava a ausência de docente a Português e informava que “a escola não dispõe de crédito horário que permita colmatar a ausência de aulas recorrendo a professores da casa”. Na sequência desta explicação, vem a sugestão aos pais para que trabalhem os conteúdos com os filhos.
“Sugiro as seguintes estratégias para os pais/EE trabalharem com os alunos: com base na planificação da disciplina desde o princípio do ano letivo até agora, trabalhar os conteúdos gramaticais com recurso ao caderno de atividades e ao manual e leitura integral das obras trabalhadas em aula até ao momento. Para este acompanhamento, envio em anexo o material necessário (planificação e PDF das obras. Se alguns alunos não possuírem caderno de atividades, os que tiverem poderão partilhar por email)”, pode ler-se no email a que a CNN Portugal teve acesso.
“Eu até sei as coisas. Mas não sei como explicar ao meu filho! Para mim é fácil. Para ele não é. Não tenho formação de como lhe fazer chegar a informação da melhor forma”, lamenta o encarregado de educação, frisando que não culpa “a escola ou os professores”. “A culpa é da burocracia que é tão grande que a máquina não mexe.”
O filho de Pedro frequenta um centro de estudos, que vai procurando colmatar as falhas. Mas o encarregado de educação pensa em “quem não pode frequentar” explicações e centros de estudo sublinha que a avaliação dos alunos fica comprometida.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/ha-uma-solucao-simples-e-eu-nao-hesitava-nela/
Mar 02 2024
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/lista-colorida-rr24-8/
Mar 01 2024
A resposta dos partidos com assento parlamentar começa com a voz entediante de PNS, que quase tira a vontade de ouvir os seguintes.
Se descobrirem que é preciso ligar o som apenas no fim do discurso de PNS não perdem muita coisa.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/que-resposta-vai-dar-aos-professores-que-pedem-a-recuperacao-do-tempo-de-servico-seis-anos-seis-meses-e-23-dias/
Mar 01 2024
Recebi hoje a efetivação da Progressão Docente que confirma aquilo que já suspeitava e que me vai fazer levar e intentar uma ação nos tribunais contra o Ministério da Educação.
Como já fui dando conta, entrei na lista de acesso ao 5.º escalão no ano 2021, obtendo vaga nessa mesma lista por levar tempo faseado para ordenação dessa lista, mais precisamente 339 dias atribuídos em 1 de junho de 2021, que acresceram aos 317 dias que separaram a minha data de progressão em 18/02/2021 até 31/12/2021. A avaliação interna desse ano foi de 9,755, mas por falta de quotas baixou para Bom.
Assim, na lista de acesso ao 5.º escalão, para além de ter os 1460 dias do 4.º escalão, acresceram 656 dias. Para subir ao 5.º escalão usei 2116 dias de serviço.
E estes 656 dias ficam perdidos, mesmo reunindo as condições do acelerador na carreira.
Conheço vários casos de docentes que também reunindo as condições do acelerador receberam tranches de 365 dias pela permanência nessa lista. Até validei uma situação de um@ docente que mudando ao dia 31 de dezembro do mesmo ano que eu, passou dois anos na lista e foi buscar 730 dias de serviço para o escalão seguinte e irá buscar agora os 1018 dias da recuperação do tempo de serviço.
O que aqui acontece é que para situações quase idênticas existem perdas consideráveis de tempo de serviço entre docentes. Se eu perdi 656 dias por não ter permanecido na lista, existe quem apenas perdeu 1 dia para uma situação semelhante.
E gostava muito que antes deste governo terminar, a ação contra o Ministério da Educação pudesse entrar nos tribunais.
E que seja a última semana de entre muitos anos que o PS governa.
Ide pela sombra e não mais voltem.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/a-efetivacao-da-minha-ida-a-tribunal-contra-o-me/
Mar 01 2024
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/243-contratados-na-rr24/
Mar 01 2024
O mais certo é dar barraca de vária ordem.
Pela aplicação do Decreto-Lei n.º 74/2023, milhares de professores aguardam a recuperação de muito pouco, mas que é, apesar de tudo, tempo de serviço das suas carreiras. Para esse efeito, o Ministério da Educação, com meses de atraso, divulgou e abriu a plataforma em que os diretores introduziram os dados, relativos a cada um dos docentes abrangidos, e estes verificaram a sua correção. Apesar do inexplicável e inaceitável atraso do aparelho do ME para erigir esta plataforma, o que acontece é que surge cheia de erros na sua própria conceção, ora, nuns casos, em benefício dos docentes (antecipando, também de forma errada, os efeitos retroativos), noutros, em claro prejuízo.
Em consequência disto, poderá ocorrer mais um atraso (na correção da “mecânica” da própria plataforma) a somar aos já existentes, quando há docentes que aguardam os efeitos do dito “acelerador” a fevereiro de 2023, ou seja, há um ano, precisamente. Até parece existir um qualquer instinto de malvadez nestes processos, de forma a que quanto mais tarde melhor. Prejuízos irrecuperáveis, pois, entretanto, os salários continuaram a ser desvalorizados e o valor do dinheiro, mesmo com retroativos, é cada vez menor.
A FENPROF considera inadmissível que o ME, já tendo, seguramente, conhecimento destes erros, não tenha procedido à sua correção, mantendo docentes e diretores das escolas/agrupamentos, para além de indignados, profundamente irritados com a falta de respeito que continua a grassar nos serviços do ME e na sua direção política.
Nesse sentido, a FENPROF dirigiu um ofício ao ministro da tutela, com conhecimento ao Secretário de Estado da Administração Educativa e à Diretora Geral de Administração Escolar, no sentido de que esta situação fique resolvida num curto espaço de tempo, garantindo as progressões ainda no mês de março, não sendo, por isso, toleráveis mais atrasos.
Lisboa, 29 de fevereiro de 2024
O Secretariado Nacional da FENPROF
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/nunca-vi-uma-plataforma-tao-fraca-e-muito-pouco-intuitiva/
Mar 01 2024
Aviso de mobilidade para o exercício de funções docentes na secção portuguesa das seguintes escolas:
Encontra-se aqui disponível o formulário* para manifestação de interesse na mobilidade.
A mobilidade para a lecionação na Escola Europeia, ao abrigo da alínea d) do art.º 68.º e do n.º 1 e n.º 2 do art.º 69.º, ambos do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensino Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, na versão atual, consiste no destacamento por um ano escolar – renovável até ao limite de 9 anos, contados a partir da data do seu início.
* O formulário deve ser descarregado para o seu computador antes do preenchimento.
Se estiver a utilizar o Google Chrome, para descarregar o ficheiro, deverá premir o botão direito do rato, selecionar Guardar link como e abrir o PDF a partir da pasta no seu disco.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/escolas-europeias-destacamento-para-o-exercicio-de-funcoes-docentes-bruxelas-e-luxemburgo/
Mar 01 2024
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 24.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 04 de março, até às 23:59 horas de terça-feira dia 05 de março de 2024 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/03/reserva-de-recrutamento-2023-2024-n-o-24/
Fev 29 2024
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/02/deve-ser-um-incentivo-maquiavelico-para-a-nao-mudanca-para-a-cga/
Fev 29 2024
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/02/errar-e-humano-jose-afonso-baptista/
Fev 28 2024
Para: EXMO. SENHOR PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA
OBJETIVO: reconhecer as funções específicas e valorizar os trabalhadores Assistentes Operacionais a exercer funções na rede escolar.
Premissas: todos os cidadãos que tiveram um percurso escolar – que se iniciou desde cedo, para alguns desde as creches até ao 12.º ano de escolaridade – , relevam a importância atribuída aos Não Docentes – assistentes operacionais – tem um valor universal.
A sua importância no acompanhamento e desenvolvimento de crianças e adolescentes é decisivo para o futuro de todas as gerações.
Há que criar condições para que o desempenho seja efetivo, alicerçando a profissão com uma designação que esteja adequada às tarefas, importantes e complementares, da Docência e a criação de conteúdos profissionais específicos.
Propõe-se que os ASSISTENTES OPERACIONAIS a exercer funções nas escolas tenham a designação de TÉCNICOS AUXILIARES DE EDUCAÇÃO.
Relembramos que a escola precisa cada vez mais de funcionários bem preparados pedagogicamente, com saber e pratica desde a pedagogia infantil, adolescente e pré adulto, saber em primeiros socorros e cuidados a crianças com necessidades especiais, saber no relacionamento interpessoal visando crianças, jovens e adultos, entre outros saberes.
Só com profissionais com qualificações e com um reconhecimento profissional teremos uma escola de qualidade.
SINAPE – SINDICATO NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO ( DOCENTES E NÃO DOCENTES )
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/02/criar-a-carreira-de-tecnico-auxiliar-de-educacao/
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2024/02/a-musica-do-blog-em-estreia-8/