Foram colocados 319 Contratados na Reserva de recrutamento 13, distribuídos de acordo com a tabela seguinte:
Nov 24 2023
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Nov 24 2023
Deputados voltam a votar propostas já chumbadas esta quinta-feira em comissão. PS mostra-se “orgulhoso” do trabalho feito. Bancadas trocam acusações de eleitoralismo.
OE2024. Oposição insiste na recuperação do tempo dos professores e na saúde
As propostas foram chumbadas na tarde desta quinta-feira pela maioria absoluta do PS, mas a oposição não desiste: na manhã desta sexta-feira, os deputados voltam a votar, em plenário, as propostas para a reposição total do tempo de serviço congelado aos professores e outras carreiras especiais da função pública, assim como o reforço dos salários e de meios humanos na saúde e até a devolução aos contribuintes do dinheiro público injectado na TAP.
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Nov 24 2023
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa- 13.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 27 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 28 de novembro de 2023 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 13
Listas – Reserva de recrutamento n.º 13
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Nov 24 2023
Só os trabalhadores com decisões judiciais favoráveis e os que viram os pedidos aprovados antes de 26 de Outubro voltaram à CGA. Os funcionários com pedidos por validar continuam na Segurança Social.
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Nov 23 2023

Decreto-lei foi aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros
O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira (23 de novembro) um apoio extraordinário à renda, destinado aos professores que sejam colocados nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve e que tenham de suportar o custo de uma segunda habitação.
A medida, que estará em vigor até ao final de 2025, abrange os professores que sejam colocados nestas duas regiões, a mais de 70 quilómetros de casa.
Na conferência de imprensa após o final do Conselho de Ministros, o titular da Educação, João Costa, sublinhou que a medida se aplica nas “regiões que estão identificadas como tendo mais falta de professores” ou em que é “mais difícil a substituição, tendo em conta os valores do arrendamento”.
De acordo com João Costa, este mecanismo de apoio específico para os docentes é “semelhante ao instrumento de apoio à renda já existente, com a especificidade de, para o cálculo da taxa de esforço superior a 35%” não se considerar apenas o valor do arrendamento da habitação secundária, mas também o “encargo com a sua habitação permanente”.
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Nov 23 2023
Com a divulgação dos resultados do Estudo intitulado “Bem-estar e felicidade nas escolas portuguesas”, ficou a saber-se, entre outros, que:
– “O estudo inquiriu 5.038 professores e 3.130 alunos com idades entre 9 e 20 anos, tanto no ensino público quanto no privado.” (Jornal Sol, em 20 de Novembro de 2023)…
As percepções de Alunos e Professores acerca do bem-estar de cada um diferem entre si, deste modo:
– “Os alunos, em média, relatam níveis mais elevados de felicidade em comparação com os professores. A média de felicidade para os alunos é de 3,8 numa escala de um a cinco, enquanto para os professores é de 3,29.” (Jornal Sol, em 20 de Novembro de 2023)…
Que os Alunos revelem um nível mais elevado de felicidade do que os Professores, não causará, por certo, grande estranheza, nem se constituirá como uma novidade, podendo-se até considerar que essa diferença será perfeitamente normal e expectável, atendendo àquilo que costuma ser a “ordem natural das coisas”…
Independentemente de todas as questões que possam ser suscitadas por análises que recorram à comparação de “médias” e ao próprio conceito de “média”, o que, na verdade, não poderá deixar de ser surpreendente e inusitado é que a felicidade dos Professores se traduza num valor fracamente positivo numa Escala de 1 a 5, ou seja, 3.29…
Partindo do pressuposto de que a amostra do referido Estudo é significativa e representativa da Classe Docente, haverá, talvez, nessa felicidade, alguma coisa que ultrapassa os limites da compreensão e da razão humanas…
Sobretudo, se considerarmos a conjectura tumultuosa que sobreveio no último ano, de resto, reconhecida por quase todos os que trabalham em contexto educativo, estaremos, possivelmente, perante um monumental paradoxo:
– A escola que, muitas vezes, mantém com os Professores uma relação perturbada, conturbada e tóxica é a mesma escola que, alegadamente, contribui para a sua felicidade;
– A escola que, muitas vezes, não proporciona aos Professores tranquilidade nem apaziguamento, que os desrespeita e que os humilha é a mesma escola que, alegadamente, contribui para a sua felicidade;
– A escola que, muitas vezes, não estabelece com os Professores compromissos leais e justos e que frequentemente se constitui como agente potencialmente patogénico e abusador é a mesma escola que, alegadamente, contribui para a sua felicidade…
Como conseguem os Professores estabelecer um vínculo afectivo positivo, traduzido por felicidade, com uma escola que, no geral, os desrespeita, humilha, trai e ludibria?
Por outras palavras, no geral, os Professores inquiridos parecem sentir-se felizes, o que talvez contrarie a ideia enraizada de que os Professores se sentem maltratados e insatisfeitos com os principais aspectos relativos ao exercício da sua profissão e que isso os torna infelizes…
Contrariamente àquilo que seria de esperar, os Professores parecem, portanto, sentir-se razoavelmente felizes…
Que motivos poderão ter os Professores para não se sentirem infelizes?
O que será, afinal, a felicidade para os Professores?
Não havendo respostas cabais para as perguntas anteriormente colocadas, ficam algumas citações, que poderão servir de mote a algum tipo de reflexão sobre (in)felicidade e que talvez possam ajudar a explicar a desconcertante felicidade dos Professores:
– “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade” (Carlos Drummond de Andrade);
– “A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz” (Sigmund Freud);
– “A felicidade não é um ideal da razão, mas sim da imaginação” (Immanuel Kant);
– “Não há que ter vergonha de preferir a felicidade” (Albert Camus)…
O mais provável é que Carlos Drummond de Andrade, Sigmund Freud, Immanuel Kant e Albert Camus tenham todos razão…
O título deste texto é uma adaptação das palavras de Oscar Wilde, tomadas pelo cinismo mordaz e pela ironia:
– “Um homem pode ser feliz com qualquer mulher, desde que não a ame.” (Oscar Wilde)…
Perdoe-se, então, o “sacrilégio”, mas não resisti à tentação de adulterar a afirmação de Oscar Wilde, adaptando-a aos Professores:
– Um Professor pode ser feliz em qualquer escola, desde que não a ame?
Talvez a felicidade dos Professores não dependa do amor…
E será concebível a existência de felicidade sem amor?
A partir daqui, poderíamos entrar numa infindável lista de outras perguntas…
Desculpem a provocação, mas, às vezes, compreender os Professores torna-se tão difícil como tentar dobrar um lençol com elásticos…
Paula Dias
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Nov 23 2023
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Nov 23 2023
O presente decreto-lei aprova um regime especial de seleção e recrutamento de docentes das escolas portuguesas no estrangeiro da rede pública do Ministério da Educação e dos respetivos polos (EPERP) em concretização do previsto no artigo 53.º do Decreto-Lei n.º 32-A/2023, de 8 de maio.
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Nov 23 2023
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Nov 22 2023
Decorreu ontem uma apresentação da DGAE sobre o reposicionamento dos docentes.
Nada foi falado sobre a progressão na carreira e sobre a implicação do 74/2023 nas progressão dos docentes.
Este PowerPoint tem alguns alertas para os docentes abrangidos no reposicionamento ao 5 escalão não desperdiçarem módulos de tempo de serviço se já estiverem abrangidos pelo DL 74/2023.
Resta saber se os docentes que os usaram verão este tempo devolvido. Esse tempo e igualmente o tempo do faseaemento.
[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2023/11/ReuniAo-de-Trabalho-Reposicionamento.pdf”]
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Nov 22 2023
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Nov 22 2023
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Nov 22 2023
Artigo 4.º
Atualização das remunerações base na Administração Pública
1 – A remuneração base dos trabalhadores é atualizada nos termos da revisão constante do artigo anterior ou, em caso de falta de identidade da respetiva remuneração com um nível remuneratório da TRU, de acordo com as regras constantes dos números seguintes.
2 – A remuneração base mensal dos trabalhadores que auferem uma remuneração entre (euro) 769,20 e (euro) 1754,49 é atualizada em (euro) 52,63.
3 – A remuneração base mensal dos trabalhadores que auferem uma remuneração igual ou superior a (euro) 1754,50, é atualizada em 3 %.
4 – Sempre que, nos termos do regime aplicável, a remuneração base do trabalhador seja determinada em percentagem de um valor padrão ou de referência, a sua atualização é aquela que resulta da atualização do referido valor padrão ou de referência efetuada nos termos dos números anteriores.
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Nov 22 2023
Por decisões judiciais, os docentes puderam reingressar na Caixa Geral de Aposentações (CGA), depois de terem sido retirados pelo Governo. Mas o regresso à CGA foi, entretanto, suspenso, deixando os docentes sem direito a baixa médica ou apoios sociais. Sindicatos vão avançar para tribunal.
Em setembro, os professores puderam reinscrever-se na Caixa Geral de Aposentações (CGA), desde que manifestassem essa vontade. A possibilidade de regresso surgiu após decisões judiciais, que deram razão aos docentes transferidos para a Segurança Social (SS) contra a sua vontade. Para entender o problema, é necessário voltar aos anos anteriores a 2006, altura em que os professores contratados colocados nas escolas descontavam para a CGA e não para a SS. Por decisão do Governo da altura, liderado por José Sócrates, esses docentes passaram para a SS o que os levou a avançar com queixas judiciais. As ações acabaram por ser ganhas em 2022, o que possibilitou, este ano letivo, o regresso à CGA. Em setembro, no arranque do ano letivo, foram informados da possibilidade de reingresso, levando milhares de docentes a fazerem o pedido. Há pouco mais de uma semana, foram informados de que, afinal, esse reingresso estava suspenso.
Segundo apurou o DN, as secretarias não conseguiram fazer descontos, nem para a CGA, nem para a SS, deixando milhares de docentes, segundo as contas dos sindicatos, sem apoios sociais ou proteção na doença. Foi o que aconteceu com Rita Grilo, professora de Inglês, surpreendida com a decisão comunicada há dias. “Neste momento, o dinheiro da CGA está retido nas escolas e não se consegue fazer descontos nem na CGA, nem na SS. Isto é grave, principalmente para nós, que andamos na estrada. No meu caso, estou a 65 quilómetros de casa e, se tiver um acidente, não há quem me pague a baixa médica. Pode acontecer qualquer coisa, a qualquer momento, e não temos direito a nada”, lamenta.
A professora recorda ter feito o pedido de reingresso em setembro, não havendo, na altura, qualquer problema na reinscrição. Há professores com pedidos feitos em igual período que foram reintegrados, e outros não, não se sabendo o que levou a decisões contrárias, segundo os sindicatos e os docentes contactados pelo DN.
O caso de Rita Grilo assume contornos mais graves, pois a docente não só poderá ficar sem apoio na doença em caso de necessidade, como também perdeu os Abonos de Família e um apoio social que recebia por ter uma filha com uma incapacidade. “O meu sentimento é de revolta. Obviamente, sinto-me indignada porque os meus filhos também perderam as proteções sociais que tinham”, sublinha.
Em situação idêntica está Florbela Ribeiro, cujo pedido de reingresso remonta a agosto. “Descobri que, apenas no dia 3 de outubro, os Serviços Administrativos da minha escola formalizaram o meu pedido à CGA. O recibo do mês de outubro contempla descontos para a CGA, mas, no entanto, ainda não estou afeta à CGA. Fui esta semana pedir esclarecimento nos Serviços Administrativos da minha escola, que me informaram de que irão corrigir o recibo de outubro com descontos para a SS, devido ao comunicado que receberam do IGEFE (Instituto de Gestão Financeira da Educação)”, relata. Foi este instituto que informou as escolas que os docentes cuja reinscrição não foi validada pela CGA deveriam ser inscritos na SS “até nova orientação”. Florbela Ribeiro confessa-se “injustiçada” e “transtornada” com a situação em que se encontra.
A questão das datas apontadas pelas professoras levanta ainda mais dúvidas, pois, apurou o DN, os docentes que fizeram os pedidos antes do mês de outubro, e cujas secretarias deram andamento aos requerimentos nesse período, puderam reingressar na CGA – já os que só tiveram os requerimentos submetidos posteriormente, encontram-se “suspensos”, não sabendo quando a situação irá resolver-se. O que sabem, sim, é que sem inscrição na CGA ou na SS, em caso de doença, não poderão pedir qualquer apoio.
Filinto Lima, Presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), considera o problema “inadmissível” e pede uma resolução rápida. “Urge solucionar um problema que não foi criado nem pelos professores, nem pelas escolas e que está a prejudicar os docentes, trazendo um grande prejuízo às suas vidas. Não protege os professores na doença e isso é inadmissível. Eu diria mesmo que a solução é para ontem. As entidades competentes têm de resolver já esta situação”, afirma.
O responsável diz ainda que a situação política atual não deve servir de “desculpa” para não resolver o problema, até porque “o Governo ainda está em funções”. “Não há motivo para isto se arrastar e tem de se resolver rapidamente. Os professores não podem correr o risco de não ter proteção na doença. São muitos nessa situação, mas mesmo que fosse só um era gravíssimo”, considera.
Também Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, na Póvoa de Varzim, pede resolução rápida para que os professores não fiquem “desprotegidos”. “Devem rapidamente resolver esta situação que até pode configurar em irregularidades, mas sem culpa das escolas. É mais um constrangimento para os professores a somar a muitos outros. Urge sinalizar as situações em que se está a prejudicar professores e dar solução a este problema para que não se agudize mais”, salienta. O responsável diz ainda desconhecer a origem deste “imbróglio”, de legalidade questionável por se tratar de uma decisão da justiça.
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Nov 21 2023
Uma petição lançada por um grupo de pais e encarregados de educação
O Estado Português não está a cumprir com o preconizado na Constituição da República Portuguesa no que concerne à educação. Constata-se que o ano letivo (2023/2024) iniciou com mais de 100 mil alunos sem professores.
Devido ao não cumprimento dos direitos de milhares de alunos, o movimento cívico Pais Em Luta Pela Educação (PELPE) assume-se como um movimento cívico de pais e Encarregados de Educação de todo o país, cujo objetivo é iniciar um processo junto do parlamento português, que vise debater a resolução da problemática (recorrente) dos alunos sem professores e aulas a várias disciplinas por todo o país.
BASE LEGAL:
A Constituição Portuguesa, Artigo 74.º, n.º 2 refere:
1. Todos têm direito ao ensino com garantia do direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar;
2. Na realização da política de ensino incumbe ao Estado:
a) Assegurar o ensino básico universal, obrigatório e gratuito;
c) Garantir a educação permanente e eliminar o analfabetismo;
d) Garantir a todos os cidadãos, segundo as suas capacidades, o acesso aos graus mais elevados do ensino, da investigação científica e da criação artística;
g) Promover e apoiar o acesso dos cidadãos portadores de deficiência ao ensino e apoiar o ensino especial, quando necessário.
CONSEQUÊNCIAS:
A situação atual, além de inconstitucional, tem implicações graves em várias áreas:
a) – Aprendizagens comprometidas por incumprimento dos programas curriculares;
b) – Dificuldade de recuperação das aprendizagens no caso da contratação tardia de professores por questões de exequibilidade temporal;
c) – Avaliações externas (Exames Nacionais) sem ter em conta essas aprendizagens comprometidas que, a médio/longo prazo, criarão injustiças a nível da classificação final dos estudantes e no consequente acesso ao Ensino Superior;
d) – Discriminação dos estudantes prejudicados em relação a outros alunos do Ensino público e privado que tenham todos os professores;
e) – Dupla discriminação dos alunos de Educação Especial por falta de técnicos especializados nas diferentes problemáticas: neurodivergência e incapacidades motoras;
f) – Tempo desperdiçado nas escolas sem atividades letivas programadas, o que pode resultar em atividades não benéficas para o desenvolvimento dos alunos, resultando em violência escolar;
g) – Surgimento ou agravamento de sintomas de stress emocional, sobretudo nos alunos com dificuldades de aprendizagem.
MEDIDAS PROPOSTAS:
Para enfrentar esta situação, propomos algumas medidas a curto e médio prazo.
Curto prazo:
a) – Completar horários incompletos de professores com aulas de recuperação das aprendizagens;
b) – Criar programas ocupacionais para os períodos sem aulas bem como reforçar a vigilância – PSP Escola Segura e Assistentes Operacionais, que deverão cumprir os rácios definidos legalmente por escola;
c) – Flexibilizar em termos de burocracia a colocação de professores desde que qualificados a nível científico-pedagógico;
d) – Pagar subsídios de deslocação e alojamento para professores, minimizando a recusa de horários, nos mesmos moldes de outras classes sociais/profissionais, nomeadamente políticos, médicos e oficiais de justiça;
e) – Envolver os Conselhos Gerais das escolas e câmaras municipais com o objetivo de proporcionar alojamento acessível para os professores;
f) – Criar outras políticas de incentivo urgente para que professores de outras zonas do país aceitem deslocar-se;
g) – Criar outras políticas de incentivo urgente, para que professores que abandonaram a profissão, a reintegrem.
Médio Prazo:
a) – Elaborar turmas e horários mais cedo, permitindo a colocação atempada de professores, considerando o mês de julho para o efeito;
b) – Criar um sistema de quotas para que alunos prejudicados, em disciplinas sem professores, possam ser avaliados e concorrer em pé de igualdade com os pares, a quem nunca faltou professores;
c) – Reforçar a contratação de técnicos especializados (terapeutas, psicólogos, assistentes sociais, professores da educação especial…) para apoiar os alunos prejudicados com a falta de professores;
d) – Aumentar o investimento na educação, destinando pelo menos 6% do Orçamento de Estado em 2024, de acordo com padrões internacionais, nomeadamente no seu contributo para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento sustentável, promovida pela ONU, visando o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável n.º 4 – Educação de Qualidade, pelo nosso país;
e) – Proporcionar a desburocratização da atividade docente, para que o professor privilegie a sua prática pedagógica e não abandone a profissão;
f) – Valorizar a carreira docente para haver atratividade de jovens nesta profissão.
Apelamos aos governantes o cumprimento urgente da Constituição Portuguesa, no que concerne ao direito à educação dos nossos filhos em idade escolar. O futuro da nossa nação depende de uma educação de qualidade e do respeito aos direitos fundamentais dos estudantes.
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Nov 21 2023
Para o efeito, a DGAE disponibiliza a partir de hoje e até às 18:00 horas (Portugal Continental) do dia 27 de
novembro, a aplicação Reposicionamento 2023 destinada ao carregamento dos dados dos docentes que:
a) Ingressaram na carreira em 01.09.2023 e que dispensaram da realização do Período Probatório;
b) Concluíram o Período Probatório no ano escolar de 2022/2023;
c) Realizaram a profissionalização em 2023 e que dispensaram do Período Probatório.
Podem ainda ser inseridos, pelas escolas, docentes que deveriam ter sido reposicionados em anos
anteriores e que, por motivos diversos, não o foram.
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Nov 21 2023
A média de felicidade para os alunos é de 3,8 numa escala de um a cinco, enquanto para os professores é de 3,29. Além disso, os alunos têm uma visão mais otimista sobre o futuro, mostrando uma diferença substancial entre o bem-estar atual e o esperado daqui a cinco anos.
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Nov 20 2023
A manete das mudanças na educação não parece querer sair do ponto morto. O problema não está na caixa. Está fora da caixa. Pode ter o motor engripado. Não se sabe ainda muito bem o que é mas os mecânicos da mudança escolar já têm o diagnóstico preliminar. Parece que o problema está no paradigma. Aquilo vai ter de levar uma peça nova. E não é barata.
A obra é avultada. O orçamento não é meigo e vai obrigar a bastante tempo de imobilização da viatura, o que nunca é bom. O pior é que não há direito a veículo de substituição. A apólice não prevê. O seguro é daqueles baratinhos. Não abrange cobertura a terceiros. Os mecânicos, esfregando as mãos em desperdício, também já nos avisaram que isto não vai lá com peças da concorrência. Têm de ser de origem. De marca. É melhor não arriscar.
Muitas vezes o barato sai caro. Se não gastarmos agora algum, depois é que vão ser elas. Vai-nos sair da carteira. Desta vez, vai ser mesmo necessário investir. Se o não fizermos hoje, imediatamente, pode resultar em custos de reparação muito mais elevados, amanhã.
Aliás, nota-se no roncar. Quando se mete a primeira, percebe-se logo que o motor sacode todo. Curiosamente, funciona bem quando se mete a marcha atrás. Há quem ache que é assim que os problemas se resolvem. Acham que, vistas as coisas, o melhor é seguir em frente de marcha atrás. Que também nos leva lá. O problema é que conduzir com uma mão, e sempre a olhar por cima do ombro é muito arriscado. Ainda batemos de frente contra uma parede qualquer. Já outros o tentaram. É melhor não. Já experimentámos tudo e as mudanças não entram. Já mandámos vir peças do estrangeiro e não resultou. Pusemos vários condutores ao volante e não mudou nada. Mudámos de oficina e de mecânico várias vezes, mas nada feito. Não anda para a frente, pronto.
Aqui há uns anos esteve envolvido num grave acidente muito sério. Bateram-lhe até com bastante força. Bateram e fugiram. Resignados e indignados, lá o levámos ao bate-chapas, levou betume, foi à pintura, saiu polidinho e lavadinho mas a verdade é que nunca mais ficou na mesma. Perdeu força. Perdeu garra. Não é o mesmo. Há quem diga que é da cabeça do motor. Mas a realidade é que isto parece mais uma panne generalizada.
Empanou, foi isso. Aliás, não é só o motor que está comprometido. O sistema eléctrico também apresenta falhas. Não passa sinal. Está sem energia. Parece que anda tudo de fusíveis queimados. Isto vai ter de se desmontar o motor, bloco e cabeça, mudar o óleo porque está velho e queimado, mudar os filtros todos; do ar, principalmente que está visivelmente saturado, estofos gastos, pneus carecas. É preciso mudar muita coisa.
Mas, afinal, o que é que se percebe quando se abre o capô? Percebe-se, logo num primeiríssimo olhar, que se fala muito de mudar isto e aquilo e depois, vai-se a ver e ninguém muda verdadeiramente nada. Por todo lado só se vêem peças velhas a precisar de reforma, as borrachas todas gastas e as juntas secas. Muita ferrugem e corrosão nas tubagens que ligam umas coisas às outras. E isto já se sabe, com a idade, começa a meter água. Como há muito atrito dentro do motor, as peças enferrujadas podem triturar e causar danos no funcionamento geral da máquina. Há muito motor partido por causa disso. Entra-se rapidamente em sobreaquecimento. É preciso muito lubrificante para que as peças do motor não aqueçam. É preciso que se mantenham frias, pois há muito atrito interno.
Para cúmulo, percebe-se que há mesmo falta de peças no mercado. Se houvesse, podíamos mandar as peças velhas para uma muito merecida reforma e pôr novas. Mas não há. Já não se fazem. Deve ser por causa das guerras lá fora. O mercado está em convulsão e vamos ter de esperar anos até que a indústria produza peças de substituição em quantidade suficiente.
O que é lamentável é que não substituímos nada a tempo e depois fica tudo à espera que as peças velhas funcionem como se fossem novas. É inútil. Não é assim que a coisa funciona. Podemos recauchutar um pneu vezes sem conta mas nunca vai ter a mesma aderência e estabilidade de um pneu novo. Isto não há nada como cuidar bem das peças para que durem o mais possível. Acontece que aqui houve muita negligência do proprietário do veículo. Deixou correr tudo desmazeladamente e desprezou a saúde do motor. As peças lá vão aguentando enquanto podem. Mas há um limite.
O dono achou que estas coisas se cuidam a si mesmas. Não cuidam. Tudo na vida precisa de atenção e de estima. É simples: se não estimamos a máquina, perdemo-la.
A verdadeira mudança reside aqui: estimar a máquina. Mimá-la. Polir por fora e olear por dentro. Garantir que todas as peças estão em condições. E quando não estão, investir na sua reparação ou na sua substituição. A tempo e horas. Programar as revisões e não faltar a nenhuma inspecção periódica. Multar as infracções, pois claro, porque não pode pagar o justo pelo pecador.
Aquilo que não pode ser é fingir que o motor tem uma quilometragem menor do que aquela que tem. Mexer no conta-quilómetros e reduzir-lhe a quilometragem para dar a ideia de que não andou tanto quanto andou, isso é que não. A quilometragem do odómetro pode ser manipulada e adulterada no mostrador, mas qualquer concessionário oficial detecta facilmente a patranha. Afinal, qualquer mau estacionamento dá direito a multa. A verdade não é sucata para abate.
Agora com os novos motores eléctricos e a hidrogénio percebe-se que a coisa vai levar uma grande volta. É inevitável. Andam sem ruído e poluem pouquíssimo. Pelo menos assim argumentam. Mas também há quem diga que as baterias custam caríssimo e que em termos ambientais não trazem assim grande melhoria. Mas estão na moda e vieram para ficar. O futuro pertence-lhes. É o tal do paradigma.
Resta aos calhambeques tornarem-se artigos de colecção. Peças de museu. Mas teremos sempre aquele prazer de os rever, nostalgicamente, e de os escutar. Sentir os assentos de pele verdadeira. De rodar a chave de um motor com muita rodagem e muitos cavalos de potência e eriçar a pele com aquele bramido sólido, mecânico, de quem soube sempre levar alguém de um lugar para outro, com segurança, com vagar e com muita, muita classe.
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Nov 20 2023
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Nov 20 2023
Publicam-se as Listas Provisórias dos candidatos selecionados e excluídos na fase de entrevista no Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2024.
Listas Provisórias de seleção e exclusão
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Nov 20 2023
No Ministério da Educação decorrem hoje negociações e o ministro fez questão de aparecer, apesar de as reuniões estarem a ser lideradas pelo seu secretário de Estado. Em direto na RTP, João Costa justifica a sua presença com o facto de serem muito provavelmente as últimas reuniões e querer despedir-se dos sindicalistas e agradecer o empenho de todos.
“Esta será uma das últimas rondas negociais que temos, senão mesmo a última e, por isso, fiz questão de passar um bocadinho por todas as reuniões para agradecer os sindicatos os passos que conseguimos dar, umas vezes com acordo, outras vezes sem acordo”, diz o ministro, considerando que “foram dados muitos passos” no último ano.
As rondas negociais de hoje estão relacionadas com as carreiras dos professores de escolas portuguesas com estrangeiros e com a redução do período probatório dos professores recentemente vinculados.
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Nov 20 2023
2023 foi mais um ano em que os trabalhadores das Administrações Públicas mais uma vez perderam poder de compra. Segundo o INE, em out.2023 a inflação anual foi de 5,73% (a de produtos alimentares atingiu 12,1%), e este governo pretende aumentar a remuneração base mensal dos trabalhadores de todas as Administrações Públicas, em 2024, em 52,63€ até 1754€ e, a partir deste valor subir em apenas 3%. O aumento que consta da proposta deste governo ainda funções nem compensa o aumento de preços verificado em 2023 e muito menos se adicionar a inflação que se registará em 2024 (o governo prevê 2,9%, mas será superior como acontecerá em 2023 que a previsão será ultrapassada).
Por Eugénio Rosa – economista
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Nov 19 2023
De uma assentada, a FENPROF lançou quatro Petições, conforme se pode constatar no site oficial dessa Federação Sindical…
Em linhas gerais, essas Petições versam sobre a recuperação do tempo de serviço, o combate à precariedade, o regime específico de aposentação e os horários de trabalho, todos relativos à Classe Docente…
Apresentar Petições será sempre uma forma válida de exercer a cidadania, que muitas vezes se justifica… Obviamente que só as subscreverá quem concorde com o que nelas se defende…
Ainda que as temáticas expressas nas quatro Petições lançadas pela FENPROF possam ser pertinentes, não pode deixar de se estranhar, e questionar, o “timing” da sua apresentação:
– O 1º Ministro António Costa viu-se forçado a pedir a demissão do Governo e, face a isso, o Presidente da República optou por decretar a realização de Eleições Legislativas, agendando-as para o dia 10 de Março de 2024…
– Apesar do anterior, o Governo demissionário e o Parlamento continuarão em funções e só em 15 de Janeiro de 2024 será formalmente dissolvida a Assembleia da República…
– Já se percebeu que o Governo, no tempo que ainda tem disponível, estará francamente empenhado em decretar medidas que permitam cooptar votos para o Partido Socialista…
– Como parte dessa estratégia do Governo, assinala-se a cedência a várias pretensões de uma parte significativa da Função Pública, nomeadamente a determinadas classes profissionais, decretando medidas que não podem deixar de se considerar como favoráveis a esses grupos profissionais…
– Obviamente que se tratam de medidas inequivocamente desesperadas, eleitoralistas e populistas, mas que, plausivelmente, acabarão por gerar alguns resultados positivos, para alguma Função Pública…
A FENPROF parece ignorar a existência dessa “janela de oportunidade”:
– Em vez de decretar formas de protesto consonantes com a gravidade dos problemas que afectam a Classe Docente, que permitam obrigar o Governo a ceder às principais pretensões dos Professores, lança Petições, que resultarão numa espécie de entretenimento, a fazer de conta que se luta por alguma coisa…
– A FENPROF não parece disponível para aproveitar a “fragilidade” do Governo vigente, mas que, para todos os efeitos, continuará em funções ainda por alguns meses, e mobilizar a Classe Docente para uma luta do “tudo ou nada”…
Uma luta séria e consequente poderia dar muito trabalho e contrariaria, por certo, o modus operandi dos “Sindicatos do Sistema” que, na verdade, não estão habituados a implementar contestações que conduzam a efectivas rupturas com a Tutela…
Mas o principal problema na atitude da FENPROF consistirá sempre no que não foi feito antes da presente conjectura…
Na verdade, os “Sindicatos do Sistema” passaram vários meses a empatar e a entreterem-se com “negociações” com o ME que, como muitos antecipavam, não dariam qualquer resultado positivo…
Na primeira reacção à Greve por tempo indeterminado convocada pelo STOP em Novembro de 2022, a maior Federação de Sindicatos da Educação, a FENPROF, considerou que aquele não era o momento adequado para se convocar uma Greve, com a justificação de que ainda estavam a decorrer negociações com o Ministério da Educação…
Contudo, e passado pouco tempo, os mesmos Sindicatos que tinham considerado a Greve convocada pelo STOP como intempestiva e injustificada, acabaram por também convocar Greves parciais por Distrito e até anteciparam para Fevereiro de 2023 uma Manifestação, inicialmente prevista somente para o mês de Março…
Mário Nogueira que, com o aparecimento do STOP, começou a esforçar-se por se fazer ouvir, esteve remetido ao quase silêncio, praticamente sete anos, correspondentes à vigência do Governo pela Geringonça… Porque terá sido?
Agora, e como sempre, lá vem a “velha cantiga” da FENPROF:
– “Dêem-se por muito felizes e fiquem muito contentes porque, afinal, poderia ter sido muito pior”…
Basta ler o comunicado emitido em 17 de Novembro passado pelo Secretariado Nacional da FENPROF, acerca das vagas de progressão na Carreira Docente, para se comprovar o anterior…
Na realidade, os “Sindicatos do Sistema” tornaram-se peritos em correr atrás dos prejuízos, mas nunca conseguiram evitar os prejuízos…
Exige-se muito mais, e melhor, daqueles que se arrogam como “a maior e mais representativa organização sindical de professores em Portugal”…
E que não se caia na patética tentação de afirmar que, afinal, o STOP também não conseguiu fazer melhor e que acabou caído em desgraça… Isso é verdade, mas não foi por isso que a luta fracassou…
A principal responsabilidade do fracasso da contestação da Classe Docente nunca poderá deixar de ser atribuída à FENPROF, quanto mais não seja por ser “a maior e mais representativa organização sindical de professores em Portugal”, e por isso, teoricamente, a mais capacitada para enfrentar o Ministério da Educação…
Pelo que se viu, só teoricamente…
As quatro Petições já mencionadas parecem enquadrar-se perfeitamente no modus operandi da maior Federação Sindical de Professores, que é como quem diz:
– “Tomai lá quatro Petições e não se fala mais nisso”…
Claro está que daqui a pouco tempo “se mete o Natal e o Ano Novo” e isso também é sempre uma excelente desculpa para ficar tudo parado…
O maior problema é que quando se trata de “Sindicalismo do Sistema” parece haver, frequentemente, “alguma coisa que se mete”, justificando que a luta nunca avance para onde deveria ir…
(Paula Dias)
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Nov 18 2023
A história que se segue não é aconselhável a pessoas sensíveis:
Sentado na beira de um caminho, um homem prostrado, chorava convulsivamente…
Nisto, Deus, que por ali passava, estranhando tal situação, resolveu averiguar… Aproximou-se do homem e perguntou-lhe:
– Homem, porque choras?
Por momentos, o homem parou de soluçar, limpou a baba e o ranho, levantou a cabeça e respondeu:
– Este meu país está sem Governo… Ou melhor, está e não está… Em oito anos de governação, o meu país foi transformado num lodaçal, o António Costa… Não sei se sabe quem é o António Costa…
Deus acenou afirmativamente com a cabeça e pensou para consigo: “Pronto, lá vamos nós”…
O homem prosseguiu:
– O António Costa, que sempre foi muito fanfarrão e arrogante, parece que teve uma epifania, ou lá como é que isso se chama, e agora é vê-lo muito delicodoce, cândido e gentil e, veja lá, que até já pede desculpa ao Povo…
– O Povo nem sabe o que há-de pensar, o António Costa está irreconhecível… O Povo está confuso e atordoado com este novo António Costa… O Povo viu muitos casos, difíceis de aceitar, e muitas situações embaraçosas para a nossa Democracia durante o Governo de António Costa… Não sei se sabe o que é uma Democracia…
Deus acenou afirmativamente com a cabeça e pensou para consigo: “Umm, pelo andar da carruagem, desconfio que estes tipos ainda não sabem bem o que é uma Democracia”…
O homem prosseguiu:
– Os embaraços foram tantos, que deram em muitas demissões: ele foi Carla Alves, ele foi Pedro Nuno Santos, ele foi Hugo Santos Mendes, ele foi Alexandra Reis, ele foi Miguel Alves, ele foi Marta Temido, ele foi João Galamba e, até, o próprio António Costa, veja bem… Não lhe disse todos, mas olhe que foram muitos e saíram em desgraça…
Nova crise de choro convulsivo e muita baba e ranho à mistura…
Entretanto, o homem recompôs-se e continuou:
– Veja bem, agora o António Costa até diz que tem vergonha daquele que era o seu Chefe de Gabinete e, como se isso não bastasse, também renegou o seu melhor amigo… Diga-me lá, como será isso possível, se foi ele que os escolheu e os conhecia há um ror de anos? Sim, porque os Chefes de Gabinete e os amigos escolhem-se, não são impingidos por ninguém, não acha?
Deus acenou afirmativamente com a cabeça e o homem prosseguiu:
– O Povo não percebe se foi uma epifania, ou lá como é que isso se chama, que se apoderou de António Costa ou se foi o desespero… Seja como for, de certeza, que ele tem um novo “Eu”, como dizem lá naquelas coisas do “Coaching”…
– O Povo acha que o António Costa deve andar metido naquelas coisas do “Coaching”, à procura de um novo “Eu”, e a ser aconselhado por aquilo do “Marketing Político”… O que lhe parece?
Deus acenou afirmativamente com a cabeça, revirou os olhos e pensou para consigo: “O que havia de me calhar hoje”…
Entretanto, o homem prosseguiu:
– O Povo acha que António Costa se deixou enredar numa teia que ele próprio criou, pela sua teimosia e arrogância… Mas, agora, por estar encurralado e sem opções, viu-se obrigado a pedir a demissão de 1º Ministro…
– António Costa parece que tem uma certa tendência para se relacionar com pessoas que acabam em arguidos e muitas dificuldades para percepcionar certas tropelias cometidas pelos companheiros de Partido ou pelos “amigos”, veja bem, que já são muitos:
José Sócrates, principal arguido na “Operação Marquês”, 1º Ministro de um Governo, onde António Costa foi Ministro de Estado e da Administração Interna;
João Galamba, Nuno Lacerda Machado e Vítor Escária, todos arguidos na “Operação Influencer”; Miguel Alves, arguido na “Operação Teia” e Carla Alves, com contas e património arrestados, foram escolhidos por António Costa para cargos muito importantes no Governo e na TAP… Não sei se sabe o que é a TAP…
Deus acenou afirmativamente com a cabeça e pensou para consigo: “Oh, se não sei”…
O homem prosseguiu:
– António Costa parece que é sempre o último a saber das tropelias, mas quando as coisas são descobertas é vê-lo “saltar do barco”… Percebe o que quero dizer?
Deus acenou afirmativamente com a cabeça e pensou para consigo: “Este António Costa saiu-me cá uma peça”…
O homem continuou:
– O Povo pergunta-se o que faria António Costa se as tropelias existissem, mas não fossem descobertas…
– O Povo também estranha que só no fim de oito anos é que António Costa se tenha lembrado que “o 1º Ministro não tem amigos” e não compreende que tenha traído, há uns anos atrás, António José Seguro, que era seu companheiro de Partido, motivado pela ganância do Poder…
Deus pensou para consigo: “Ai a ganância, sempre a ganância do Poder… Estes meus filhos não têm emenda”…
Depois de mais uma crise de choro convulsivo e muita baba e ranho à mistura, o homem, ainda, afirmou:
– Veja bem, em quase oito anos, António Costa e os seus Ministros muito se empenharam em destruir o Serviço Nacional de Saúde e a Escola Pública… Estamos à beira de ter um Povo doente e ignorante, sem os devidos cuidados de saúde e com uma Escola Pública que engana todos os que se cruzam consigo, desde as crianças e os jovens, até aos Professores… Estarei certo?
Deus acenou afirmativamente com a cabeça, revirou os olhos e pensou para consigo: “Tão depressa não passo por este caminho… Devia ter ido pelo caminho de baixo”…
No meio de mais uma crise de choro convulsivo, misturado com muita baba e ranho, o homem perguntou, suplicando por uma solução:
– O que havemos de fazer com este imbróglio?
Deus fechou os olhos, respirou fundo e reflectiu um pouco…
De seguida, sentou-se ao lado do homem e chorou com ele…
Chorou, convulsivamente, com ele, mas sem baba e sem ranho, que esses fluidos corporais apenas acometem os filhos de Deus…
“Moral” desta história ligeiramente “ácida” e sarcástica:
– Com o Partido Socialista dos últimos anos não houve salvação possível para o país, começando por José Sócrates e acabando em António Costa…
Veremos o que se seguirá com Pedro Nuno Santos, que já contabilizou vários casos polémicos, desde os que envolvem a sua família e os contratos realizados com o Estado, até os que se referem à tutela política da TAP, enquanto Ministro das Infraestruturas, em particular tudo o que de inverosímil se passou com a indemnização concedida a Alexandra Reis…
Veremos com o que se comprometem todos os Partidos Políticos…
Desta vez, já não haverá desculpas: o Povo não poderá deixar de exigir o cumprimento integral das eventuais promessas eleitorais que vierem a ser formuladas…
Declaração de Interesses:
Não tenho qualquer filiação partidária e muito menos qualquer simpatia por radicalismos ou extremismos, sejam de Esquerda ou de Direita.
E abomino tudo o que me faça lembrar do Estado Novo, ou que o tente revalidar, como um Programa Eleitoral, de um qualquer Partido Político, que considere o lema “Deus, Pátria, Família e Trabalho” como parte intrínseca da sua identidade.
O “Deus” deste texto não deve ser confundido com o “Deus” do lema anteriormente referido.
O conteúdo desta Declaração de Interesses apenas me compromete a mim, que a escrevi.
(Paula Dias)
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Nov 17 2023
Em toda a minha vida, incluindo trinta anos de atividade profissional como docente, durante os quais desempenhei alguns cargos de gestão escolar, apenas recorri ao nosso sistema de justiça (tribunais) uma única vez. Foi na sequência de uma ilegalidade grosseira, ou fraude, cometida pelo atual Diretor do Agrupamento de Escolas de Lousada no decurso do processo eleitoral para Diretor daquele agrupamento, ao qual também me apresentei como candidato. O que me aconteceu foi perfeitamente kafkiano. Inimaginável. Durante o processo nos tribunais administrativos, houve uma sentença de um juiz na qual apareceu uma invenção pura e dura de factos que nunca existiram, perdoem-me a redundância, bem como uma interpretação capciosa dos factos que realmente foram apresentados a esse juiz. Ainda hoje não sei se esses erros aconteceram consciente ou inconscientemente. De qualquer das formas, a partir desse momento fiquei com uma certeza: ou temos juízes muito incompetentes ou juízes muito corruptos. Qualquer uma das hipóteses constitui um cenário tristíssimo e gravíssimo.
Serve este exemplo pessoal para a minha reflexão sobre as relações entre a política e a justiça, a propósito dos acontecimentos políticos e judiciais que têm marcado os nosso últimos dias.
Não vou perder muito tempo a justificar ou a exemplificar o nível de podridão e o nível de corrupção a que chegou a política no nosso país. António Costa, direta e indiretamente, conseguiu demonstrá-los muito bem nos últimos oito anos. Para além disso, já escrevi e publiquei muitos artigos de opinião sobre essas temáticas.
No entanto, a questão do mau funcionamento da justiça merece-me mais desenvolvimentos. Apesar de entender que António Costa é o melhor político no pior sentido, por ser politicamente dissimulado, hipócrita e cínico, também entendo que, pelo que hoje conhecemos da “operação Influencer”, o Ministério Público e os tribunais podem estar a prestar ao país um péssimo serviço de justiça, com repercussões na qualidade da nossa democracia, da nossa economia e até da nossa qualidade de vida no futuro. É evidente que o nosso sistema de justiça precisa de uma reforma profunda. A questão dos prazos é escandalosa, penalizando imenso as pessoas e as empresas que, muitas vezes, desistem dos processos por causa da sua excessiva morosidade. A questão dos preços da justiça é também escandalosa, tendo como efeito prático a criação de uma justiça para os mais ricos e de uma outra justiça para os mais pobres.
Pode ser que agora os políticos queiram pensar a sério em discutir e em implementar uma reforma profunda do nosso sistema de justiça. Agora que sentem o chão a fugir-lhes debaixo dos pés, não faltam socialistas, como Santos Silva, a exigir “esclarecimentos atempados” sobre tudo o que envolve a “operação Influencer”. O exigir esclarecimentos e que sejam atempados parece-me muito bem, até pelos impactos que está a ter e que pode vir a ter no futuro de todos nós. O que me parece muito hipócrita é só se lembrarem dos excessos temporais da nossa justiça quando é a casa deles que está a arder. Até à semana passada, o governo conviveu bem com o nosso sistema de justiça, de acordo com o princípio de Costa: “à justiça o que é da justiça e à política o que é da política”. Enquanto a justiça não os incomodou ou até os ajudava a alcançar os seus objetivos políticos, não havia problema nenhum. Agora, com toda a certeza, vão aparecer muitos problemas e muitos erros da justiça. Até a Procuradora Geral da República, que está no cargo com o apoio do PS e do Primeiro Ministro, vai ser criticada e encarada como um problema.
O cúmulo da hipocrisia é que vão ser os mesmos que durante oito anos não quiseram pensar na reforma da justiça que agora se vão queixar do seu mau funcionamento. Enquanto os erros da justiça só afetavam os outros não quiseram saber, nem pensar nisso. Portanto, quando alguém do PS se queixar do mau funcionamento do Ministério Público ou dos tribunais, nomeadamente dos “seus tempos”, a pergunta que lhe deve ser feita é: o que fez o PS nos últimos oito anos para melhorar o funcionamento do nosso sistema de justiça?
A pasta da justiça foi sempre entregue por António Costa a umas senhoras simpáticas para que não fizessem muitas ondas. Quantos portugueses sabem o nome da atual Ministra da Justiça? Quantos portugueses a conseguiriam identificar num conjunto de dez senhoras simpáticas com óculos? O PS, o Governo e o Primeiro Ministro podem estar a ser vítimas de alguns excessos do Ministério Público e da PGR. Acontece que o que os colocou a todos nessa posição foi a falta de vontade reformista de António Costa. De facto, preferiu governar, apesar de afirmar publicamente o contrário, sempre com uma única perspetiva: a manutenção do poder pelo poder e a qualquer preço, sem nunca pensar em resolver os verdadeiros e profundos problemas do país. Nem os da Justiça, nem os da Saúde, nem os da Educação, etc… Ora esse feitiço, que Costa achava infalível, virou-se agora contra o feiticeiro. António Costa é o verdadeiro responsável por termos chegado a esta situação. Sobretudo porque nunca quis resolver a sério nenhum dos nossos problemas estruturais do país, nem os da justiça.
Para além dessas responsabilidades de política geral, António Costa tem, ainda, muitas outras responsabilidades mais específicas e concretas, mas que ficam para uma próxima oportunidade. Quem será que escolheu o atual chefe de gabinete do PM? Lembram-se do episódio do autarca de Caminha? Tinha sido uma escolha pessoal de quem? Quem será o principal responsável pelo crescimento do Chega? O Ventura é que não é. Todos sabemos que o Chega é um voto de protesto. Protesto contra quem? Protesto contra o quê?
O que o meu caso pessoal, referido nos parágrafos introdutórios, e a “operação Influencer” demonstram, salvaguardando as devidas diferenças e proporções, é que o nosso país não terá o futuro que todos desejamos sem reformas profundas do nosso sistema político e do nosso sistema de justiça. Os momentos de sobreposição dos dois sistemas, como agora está a acontecer, só podiam acabar em desastre. Dois maus sistemas em interação direta é catástrofe pela certa. Os dois estão com disfunções gravíssimas, cujas causas urge identificar com profundidade, para que depois possam ser corrigidas. Espero sinceramente que este verdadeiro abanão da nossa democracia, do nosso “regime”, nos obrigue a todos a assumir as nossas responsabilidades de cidadania ativa e informada.
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Nov 17 2023
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Nov 17 2023
Já não é novidade que um diretor para aspirar a uma avaliação de mérito precisa de ter na sua avaliação o 10,000.
Também não é novidade que o 10,000 não chega para todas as avaliações de mérito.
Este ano fico a saber que para um diretor ter excelente precisou no mínimo de ter 24 anos de funções como diretor e para ter o Muito Bom precisou de ter entre 6 e 23 anos.
Todos os que têm menos de 6 anos de funções como Direto@ ficaram com Bom.
Chama-se a isto motivar gente nova para as funções de Direto@.

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Nov 17 2023
O número de designados em Diário da República cresce a cada dia, numa altura em que está anunciado o fim deste governo para o mês de Dezembro.
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Nov 17 2023
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 12.ª Reserva de Recrutamento 2023/2024.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 20 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 21 de novembro de 2023 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato
Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 12
Listas – Reserva de recrutamento n.º 12
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Nov 16 2023
Estes números de hoje do Ministério da Educação batem certo com os meus aqui e aqui de ontem e quase me atrevo a dizer que João Costa leu o artigo antes de fazer o comunicado de imprensa. Mas se o leu espero que tenha tomado nota da questão do tempo faseado e das tranches usadas pelos professores na lista de acesso.
Estes professores que, de outra forma, teriam de ficar a aguardar vaga, juntam-se aos perto de quatro mil colegas que progrediram na carreira através da disponibilização de vagas.

Os novos mecanismos de aceleração de progressão na carreira, aprovados este ano, garantiram, para já, a passagem aos 5.º e 7.º escalões de 4.500 professores, que ficaram isentos de vaga, anunciou esta quinta-feira o ministro da Educação.
Estes professores que, de outra forma, teriam de ficar a aguardar vaga, juntam-se aos perto de quatro mil colegas que progrediram na carreira através da disponibilização de vagas, totalizando cerca de 8.400 docentes.
O ministro da Educação explicou que, assim, ficam a aguardar vaga para o 5.º escalão 404 professores e 115 para o 7.º escalão, o que representa quase 10 vezes menos em virtude do mecanismo de aceleração.
As listas foram publicadas na página da internet da Direção-Geral da Administração Escolar.
“Ao longo dos próximos anos, o número dos docentes que ficam a aguardar vaga será sempre muito baixo”, disse João Costa.
De acordo com o Ministério da Educação, a passagem do 4.º para o 5.º escalão corresponde a um aumento salarial de 156,45 euros por mês e de 248,49 euros no caso daqueles que passam para o 7.º escalão, com efeitos retroativos a 1 de janeiro.
A isenção de vaga é um dos vários mecanismos criados este ano para compensar os professores que trabalharam durante os dois períodos de congelamento do tempo de serviço, entre 2005 e 2017, com um impacto orçamental de cerca de 13 milhões de euros.
“Este instrumento produz efeitos imediatos para muitos professores e, em 2024, prevê-se que vá afetar, nas várias medidas que comporta, cerca de 29 mil professores”, disse o ministro, considerando que “valeu a pena este esforço para conseguirmos valorizar a carreira dos professores”.
Além da isenção de vaga, está prevista a recuperação do tempo em que ficaram a aguardar vaga nos 4.º e 6.º escalões a partir do ano de descongelamento (2018) e a redução de um ano na duração do escalão para aqueles que também ficaram à espera de vaga, mas já estão acima do 6.º escalão.
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Nov 16 2023
Encontra-se disponível, de dia 16 e até às 18 h (Portugal Continental) do dia 23 de novembro, na plataforma SIGRHE, o separador Portaria n.º 29/2018 (2023) – Reclamação.
Mais se informa que, nos termos do n.º 4 do artigo 5.º da Portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro, os docentes podem reclamar dos seus dados constantes nas listas provisórias de acesso aos 5.º e 7.º escalões.
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Nov 16 2023

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Nov 16 2023
Mau tempo das últimas semanas mostrou fragilidades dos estabelecimentos de ensino. Ministério da Educação prometeu obras em 450 escolas até 2030, mas diretores escolares e pais pedem encurtamento do prazo.

Em janeiro de 2010, era Isabel Alçada ministra da Educação, 41 escolas encerraram devido ao mau tempo, apenas na zona Norte do país. A história tem-se repetido anos após ano e de Norte a Sul. Ao ponto de 13 anos depois, o mau tempo das últimas semanas ter voltado a mostrar as fragilidades dos estabelecimentos escolares, dos mais recentes aos mais antigos.
É o que Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim, tem feito para manter as portas abertas. Contudo, a “boa vontade” não conseguiu evitar o encerramento do estabelecimento de ensino na sequência da passagem da depressão Aline, em outubro. “Na minha escola nunca tivemos obras a sério, vamos fazendo alguma manutenção com dinheiro nosso. Pintei as salas todas em agosto, mas foi com poucas verbas da escola e não com fundos comunitários”, explica ao DN. O dirigente aponta várias necessidades urgentes, como a mudança de caixilharia para tornar as salas mais quentes e diz estar à espera das verbas do PRR. “Para isso há projetos e candidaturas e vai demorar tempo. Só depois saberemos se vamos ter direito a essas obras. Não há garantias. Foram definidas as prioridades. A minha escola foi classificada como urgente, mas há muitas à frente consideradas como muito prioritárias”, avança. Arlindo Ferreira exemplifica a urgência do problema da falta de condições dos estabelecimentos escolares em Portugal com a realidade do concelho da Póvoa de Varzim. “Há algumas escolas sem grandes constrangimentos, mas há muitas mais a precisar de obras. Na Póvoa, temos sete escolas (secundárias e EB2/3), duas foram requalificadas, as outras ainda estão como sempre estiveram desde que foram construídas. Ou seja, mais de 50% de escolas que não foram requalificadas e mesmo as que não estão em más condições, não estão adaptadas às exigências dos novos edifícios públicos”, sublinha. Uma realidade, diz, que se repete de Norte a Sul do País.

Em Setúbal, os problemas estruturais dos edifícios da Escola Secundária Sebastião da Gama (ESSG), foram debatidos numa reunião realizada entre a vice-presidente da autarquia, Carla Guerreiro, e representantes da Parque Escolar, entidade do Estado tutelada pelo Ministério da Educação (ME). Problemas que, segundo Rui Moreira, presidente da Associação de Pais da ESSG, se arrastam “há anos”.
A ESSG fechou duas vezes nas últimas semanas, totalizando quatro dias sem aulas, devido ao mau tempo, mas as intempéries apenas “puseram a nu problemas graves e estruturais com os quais os alunos e os pais lidam diariamente”. “Há coisas nesta escola inacreditáveis. O ano passado caiu uma janela em cima de uma aluna. A escola tem um pavilhão inutilizado há quase três anos porque o telhado está em risco de desabar. Chove na biblioteca desde o dia em que foi inaugurada, chove nas salas de aula e dentro do pavilhão novo. Há um esgoto a céu aberto na parte da frente da escola, há janelas que não abrem ou não fecham, há árvores podres a cair”, enumera Rui Moreira. O presidente da Associação de Pais da ESSG fala ainda em casas de banho inutilizadas e apenas uma sanita funcional para todos os alunos. Uma situação que se manteve ao longo de todo o ano letivo passado. “Havia alunos que ligavam aos pais para os irem buscar à escola para irem à casa de banho. Nos exames nacionais, em julho, não havia casa de banho a funcionar para todos os alunos. Toda a obra foi mal planeada e nunca houve manutenção”, conclui. O responsável afirma ainda que a escola paga “quase 15 mil euros mensais de renda à Parque Escolar” e diz não perceber “para onde vai o dinheiro e porque não é canalizado para as obras urgentes e necessárias”. Rui Moreira garante não se tratar de um problema circunscrito a Setúbal, mas “a nível nacional e na maioria das escolas da Parque Escolar”.
Para entender o que se passa nas escolas a nível de infraestruturas, Luís Sottomaior Braga, especialista em Gestão e Administração escolar, explica a necessidade de analisar e de olhar para três realidades diferentes no nosso país. “Temos as escolas de 1.º ciclo, na sua maioria propriedade municipal e, normalmente bem tratadas pelas câmaras, com responsabilidade na manutenção e conservação. Depois, há as escolas da Parque Escolar, que já têm problemas por erros de conceção e de manutenção e, finalmente, as escolas construídas entre a década de 80 e 90, propriedade do Estado e que passaram para os municípios e foram entregues, na sua maioria, sem nunca terem tido obras e com problemas graves. Escolas que em mais de 40 anos de vida, nunca foram requalificadas”, explica. Luís Sottomaior Braga afirma que, quando foi feita a transferência de competências na área da Educação para câmaras municipais, estas herdaram “monos”.
Recorde-se que, numa fase inicial, o decreto atribuía às autarquias a responsabilidade pelas obras a realizar. Uma obrigação muito contestada, levando a um passo atrás do Governo que resultou na transferência de verbas para a realização de obras (20 mil euros por cada estabelecimento). Contudo, a responsabilidade pelas obras de maior dimensão acabou por ficar nas mãos do Governo. “São escolas que estiveram sempre na posse do Estado e, nessas, houve desinvestimento por causa das finanças públicas. São a maioria das escolas do país e muitas foram transferidas para os municípios sem obras e na premissa que depois se candidatariam a fundos comunitários. Ou seja, foram recebidas sem o compromisso do Estado em fazer obras. Entregaram monos aos municípios e os municípios não têm capacidade para fazer as obras necessárias”, sublinha Luís Sottomaior Braga.
Com a descentralização da área da educação, em 2019, o então ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, adiantava haver 294 escolas do 2.º e 3.º ciclos e do ensino secundário a carecer de “obras de dimensão significativa”, o que representava um quarto do número total de estabelecimentos escolares (1167) transferidas para a gestão autárquica.
“O panorama nacional é muito mau. Há um problema com a municipalização, pois nem todos os municípios têm a mesma capacidade financeira e nem todos investem em educação de igual forma. Há câmaras que não se responsabilizam por problemas que já existiam e que, por isso, dizem que é o Estado que tem de os resolver. Há escolas em estado deplorável e a ironia é que são aquelas que estiveram na posse do Estado mais tempo”, assegura Luís Sottomaior Braga. O especialista em Gestão e Administração Escolar garante haver “muitas escolas para arranjar e pouco dinheiro para o fazer” e questiona “porque não se fez quando estavam no limiar de degradação”. “Criou-se um parque escolar que nunca foi bem mantido e as escolas estão em degradação acelerada porque os anos foram passando e os problemas agravam-se a cada dia. O país está cheio disto, de escolas em que durante anos o Estado não pregou lá um prego e se tornaram impossíveis de gerir. Os miúdos têm frio, chove nas salas de aula ou nos espaços comuns e as casas de banho não têm as condições mínimas a nível estrutural e de higiene”, conclui.
Filinto Lima, presidente da direção da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) admite alguns progressos nas condições das escolas “sobretudo nos últimos anos em que se passaram para a alçada das autarquias” e congratula-se pelo investimento em mais de 400 escolas, no âmbito do PRR. Contudo, pede o encurtamento do tempo para as obras dessas escolas, pois, relembra, “até 2030 ainda são muitos anos”. “Até lá, como ficam as escolas a precisar de obras urgentes? Sei que o dinheiro não cai do céu, mas o que nós pedimos é que este prazo seja encurtado. Há escolas com água a entrar e que se vão degradar ainda mais”, alerta. O presidente da ANDAEP pede ainda especial atenção numa altura em que o tempo frio está a chegar e existem muitas escolas sem aquecimento. “Não é admissível que um aluno ou um professor esteja na escola sem condições para aprender ou a trabalhar com frio. Até por questões de equidade. As escolas onde não há condições, não se pode usar a desculpa de falta de verba por parte da Tutela. As escolas precisam de verba suficiente para criar um ambiente confortável para a aprendizagem. Os responsáveis por essa situação, pelas verbas, têm de reverter este cenário porque não queremos voltar a ver imagens de alunos com mantas nas salas de aula”, conclui.
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Nov 16 2023
No Agrupamento de Escolas Cego do Maio, no Porto, estão armazenados “mais de 70 computadores avariados”.

As escolas estão a receber cada vez mais computadores avariados que se vão amontoando em espaços improvisados, porque já estão fora da garantia e faltam técnicos informáticos que os possam arranjar, alertaram diretores.
O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, garantiu que este é um problema nacional: “Todos nós temos computadores já fora da garantia e há cada vez mais a avariar. Os computadores são cedidos pelo ministério e, quando não funcionam, os pais dirigem-se às escolas”.
Manuel Pereira, que é também diretor do Agrupamento General Serpa Pinto, em Cinfães, estima ter entre “30 a 40 computadores guardados nos sítios mais caricatos”.
No Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia, há outras três dezenas, segundo uma estimativa do diretor Filinto Lima, que é também presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).
Muitos destes equipamentos já perderam a garantia, sublinharam os diretores com quem a Lusa falou, lembrando que os primeiros ‘kits’ entregues aos alunos tinham uma garantia de dois anos, que terminou em 2022 e “os equipamentos da Fase 2 tinham uma garantia que acabou em abril 2023”, disse Arlindo Ferreira.
Fora da garantia, o custo do arranjo passa para as famílias que, muitas vezes, se recusam a pagar. Uma professora contou à Lusa o caso de um aluno que recebeu um computador e, passados poucos dias, a bateria deixou de funcionar: “Não foi mau uso e o pai sentiu que não deveria ser ele a pagar, uma vez que o equipamento deixou de funcionar logo após lhe ter sido entregue”.
O presidente da ANDE, que fez questão de salientar a importância do projeto de digitalização das escolas, defende que as garantias dos equipamentos deveriam ser alargadas e as escolas deveriam ter mecanismos que permitissem resolver rapidamente estes problemas.
À Lusa, a presidente da Associação Nacional de Professores de Informática (ANPRI) corrobora que há “casos de portáteis avariados que neste momento já não estão no prazo de validade da garantia” e que “as escolas aguardam indicações sobre como proceder”.
Arlindo Ferreira garantiu que a situação já foi reportada ao Ministério da Educação, que prometeu “uma extensão das garantias, mas até hoje ainda não aconteceu nada”.
Para os diretores, a falta de técnicos informáticos nas escolas também agrava o problema. Filinto Lima defendeu que a solução deveria passar por ter “um técnico informático em cada escola, para despistar pequenas avarias e evitar enviar para arranjo numa empresa”.
Quando os computadores perderam a garantia e as famílias se recusam a pagar o arranjo, algumas escolas arriscam e abrem os equipamentos na esperança de os conseguir arranjar, contou à Lusa uma professora.
“A escola não tem técnicos e, muitas vezes, é graças à carolice de uns professores e funcionários que conseguimos arranjar alguns computadores”, disse, explicando que evitam enviar para as empresas porque depois “ficam lá presos, os orçamentos são volumosos e os pais acham que não se justificam”.
“Também existem casos de alguns computadores avariados que foram enviados para os fornecedores e demoram a ser devolvidos”, acrescentou a presidente da ANPRI, Fernanda Ledesma.
Questionado pela Lusa sobre a não renovação das garantias caducadas, o Ministério da Educação referiu apenas que “na medida em que os equipamentos foram adquiridos em diferentes momentos, a vigência das garantias também é variável”.
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Nov 16 2023
Os pedidos de certificação de tempo de serviço para efeitos de concurso de professores 2024/2025, têm de ser apresentados até ao dia 31 de dezembro de 2023.
A partir do dia 1 de janeiro de 2024, e até 30 de abril de 2024, só serão admitidos os pedidos de certificação que sejam instruídos para efeitos de aposentação e/ou de retificação administrativa dos previamente submetidos.
Os novos requerimentos de certificação de tempo de serviço para efeitos de concurso nacional voltarão a ser admitidos a partir de 1 de maio de 2024.
Consulte a nota informativa.
Nota informativa – Certificação do Tempo de Serviço
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