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A União Faz a Força! – Dia 17 Todos a Lisboa!

 

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Apelo à mobilização dos professores: manifestem-se!

O que está em causa é demasiado grave para que continuemos na apatia, amarrados a um sindicalismo bacoco. Felizmente são cada vez mais aqueles que publicamente demonstram o seu apoio aos professores.

Apelo à mobilização dos professores: manifestem-se!

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Professor do Ano 2022 ensina Biologia e Geologia em Peniche

Francisco Félix Dias é professor de Biologia e Geologia na Escola Secundária de Peniche e o facto de levar os alunos a visitar a natureza terá sido uma das razões que o levou a ganhar o prémio Professor do Ano 2022 da Casa das Ciências. “Como a minha escola está muito próxima da zona litoral, tudo o que for possível fazer em aula de campo, nomeadamente no que respeita à geologia, é a principal estratégia”, contou o premiado ao JN.

Professor do Ano 2022 ensina Biologia e Geologia em Peniche

 

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Análise da votação de 30 de novembro para o CGS da ADSE

Análise da votação de 30 de novembro para o CGS da ADSE com os resultados apurados por faixa etária e tipo de beneficiário.

Apesar de existirem cerca de 900 mil beneficiários, apenas votaram 4%, sendo que do total de votantes perto de 30% foram de aposentados.

 

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Há cada vez mais professores em greve por todo o país, garante sindicato

Adesão à greve por tempo indeterminado convocada pelo Stop tem sido particularmente forte nas regiões do Grande Porto, Grande Lisboa e Algarve, informa dirigente sindical.

Há cada vez mais professores em greve por todo o país, garante sindicato

“Não aceitamos que nos atropelem mais.” O desabafo é de uma professora da Escola Secundária de Alpendurada, Estela Freitas, que cumpre nesta quarta-feira o seu quarto dia de greve, em conjunto com muitos dos docentes do agrupamento situado no concelho de Marco de Canaveses.

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Não Sei se Sabiam Mas Os Professores Já Foram Vendidos Como Escravos

Perguntem lá à Fenprof e à FNE o que é que andam a fazer, vendidos, desta vez, por meia dúzia de tacos?

Já Está !? – O Meu Quintal

 

Não abram a Pestana que não é preciso, não se mexam, fiquem paradinhos à espera dos mesmos do costume…

 

 

 

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A Ética de (IR)Responsabilidade Política O Mal-Estar Docente

Semen est verbum. (A semente é a palavra).

“Mágoa é maior que toda a paciência”. (Carta à rainha de Inglaterra, D. Catarina, Roma, 1669, Padre António Vieira).

“Porque raciocinar sobre as causas e sobre os efeitos é algo de árduo (…), nós temos muita dificuldade (…), então ir para trás nos encadeamentos, por vezes muito longos, de causas e efeitos parece-me tão louco como procurar construir uma torre que chegue ao céu”. (O Nome da Rosa, Umberto Eco, 1980).

“A iliteracia do século XXI não será a dos que não conseguem ler e escrever, será a dos que não conseguem aprender, desaprender e voltar a aprender”. (Alvin Toffler).

As organizações são as pessoas. A organização escola vai de mal a pior. As interações entre os profissionais da Educação e Ensino, educadores e professores e o ME (Ministério da Educação), pautam-se por um mal-estar permanente provocado pela tutela, em virtude de falta de sensus intelectual, higiéne mental e equilíbrio nas decisões. Mudanças/viradeira, governos/ministros da Educação, novas experiências e projetos, digital fartante; tudo em demasia. Trabalhador feliz produz mais e melhor. A produtividade docente com Felicidade é igual a acréscimo de produtividade e melhores resultados dos alunos. A angústia garroteia o desempenho docente. “O clima de escola determina a qualidade de vida e a produtividade dos docentes e dos alunos. O clima é um fator crítico para a saúde e para a eficácia de uma escola”. (Fox, R., 1973, pp 5-6, School climate improvement: A challenge to the school administrator, Charles F. Kettering Ltd, Denver).

A motivação para a profissão docente traz à colação um maior e absoluto investimento político e financeiro na educação escolar e na escola pública, com as valências de prioridade nacional e de valorização do trabalho do professor, reconhecido em termos estatutários, societais, identitários e remuneratórios. O mal-estar docente é um fenómeno/facto central que está a afetar negativamente e na plenitude, os professores portugueses. Multiplicam-se a intensidade e a frequência das situações de mal-estar grave dos professores, sendo determinante a componente política do problema. “A crise na profissão docente arrasta-se há longos anos e não se vislumbram perspetivas de superação a curto prazo. As consequências da situação de mal-estar que atinge o professorado estão à vista de todos: desmotivação pessoal e elevados índices de absentismo e de abandono”. (Nóvoa, A.,1991, p. 20, O passado e o presente dos professores, in A. Nóvoa (Ed.), Profissão Professor, Porto Editora, Porto).

Para estancar o agravamento das situações de mal-estar docente, as propostas e medidas de intervenção no plano  sociopolítico “(…) Poderiam contribuir para prevenir e resolver muitas destas situações, nomeadamente a revalorização da imagem social dos professores,(…) a delimitação clara e coerente das funções dos professores e um maior investimento na Educação, traduzido em salários mais consonantes com as habilitações académicas e as responsabilidades dos professores (…); não obstante o mal-estar docente ter muito a ver com o contexto ou ambiente de trabalho do professor, sendo necessário introduzir diversas alterações no plano sociopolítico (…)”. (de Jesus, S.N., 1997, pp 12-13, Bem-Estar dos Professores – Estratégias para realização e desenvolvimento profissional, Ed. do Autor, Coimbra).

O mal-estar docente também passa pelo facto de serem exigidas ao professor novas responsabilidades e funções, sobrecarga de trabalho e exaustão. O professorado é especializado, sendo que o sistema de ensino, a escola, depois adultera tudo isto e o professor acaba um faz tudo, “(…) o que contribui para a desvalorização de profissões mal pagas, como é o caso da profissão docente, pois a desvalorização social está ligada à desvalorização salarial. Estudos revelaram que, em Portugal, quer os professores quer a opinião pública, consideram que a profissão docente possui um baixo estatuto (Cruz Et al. 1988, idem, p 20).

Abordando a questão do mal-estar docente, impõe-se a gestão do mal-estar docente, através de estratégias de coping, enquanto formas de lidar com o problema. “É importante o estudo das estratégias de coping (significa lidar, reagir a uma situação) utilizadas pelos professores, uma vez que o grau de mal-estar (…) que estes apresentam depende da forma como lidam com as potenciais fontes desse mal-estar. (de Jesus, S.N., 1996, p 131, A Motivação para a Profissão Docente – Contributo para a clarificação de situações de mal-estar, Estante Editora, Aveiro).

Todos os governos têm intenções de fazer reformas na Educação. Legislam medidas que em tese, supostamente iriam mudar para melhor a Educação. Os professores nas escolas levam com todas as mudanças, “moda após moda”, sem que o ME tenha a noção e a medida exata do que se vai passando no quotidiano da escola. No dia a dia são apresentadas medidas, publicada   legislação, aplicada operacionalização e desiderato político “mal/bem sucedido”. Donde, “Não havendo uma cultura de avaliação das medidas de política educativa, as decisões tomadas, sem um adequado acompanhamento, acabam, muitas vezes, por produzir efeitos bastante diversos dos que foram anunciados. As discrepâncias entre a filosofia dos preâmbulos dos diplomas legais e as consequências do articulado desses diplomas no terreno – bem conhecidas dos atores reais da escola – acabam, muitas vezes, por ser desconhecidas de muitos e, em particular, dos autores das medidas legislativas”. (O estado da Educação pela voz dos seus profissionais – Análise dos resultados da consulta nacional da FNE, 2002, p 7, Ed. ISET – Instituto Superior de Educação e Trabalho).

Emmanuel Lévinas, “Ética e Infinito”, (Ed. 70). Ser responsável pelo outro, o ficar face a face. A filosofia da “Alteridade, Outro e Mesmo”. Não o cogito ergo sum de Descartes, o “Penso logo existo” do Eu, do ego individual, do lado a lado, numa visão distorcida, reduzida e egocêntrica. O que Lévinas propõe é uma nova relação de responsabilidade entre Totalidade e Alteridade (do latim alteritas, “outro”, e que parte do pressuposto de que todo o ser humano social interage e é interdependente do outro, que é diferente, e que eu tenho de perceber, colocar-me no lugar do outro e entender a sua idiossincrasia, razões, dor e sofrimento, numa relação que não seja excludente e destrutiva do outro, mas integradora, de abertura e aceitação mútua. Donde, eu tenho de ver o sofrimento do outro, do meu interlocutor, tenho de ver o seu rosto. Entrar no humanum do outro e percecionar a sua humanitas. Só assim, vivenciando axiologicamente a deontologia moral, tu, eu, nós, somos totalidade, ética e infinito. Magíster dixit.

Acabou o politicamente (in)correto. O professorado, fénix de força e coragem, sabe o que quer, com a total, absoluta e abrangente razão que temos e nos assiste. É urgente e pedra de esquina, o Ministério da Educação ter esta relação afetiva e de mimo, de catarse em família, de proximidade com os educadores e professores portugueses e de negociações de boa fé e proposição assertiva com os sindicatos e federações da Educação. Os professores andam ansiosos, vivem em sobressalto e medo permanente com as políticas e “maldades” que o ME vai rebuscando e querendo implementar/aplicar contra a classe. Os docentes merecem mimo, memória e gratidão. Não nos revemos  num ECD cada vez mais violentado, desfigurado e alterado. Os professores estão para além do limite!  Estamos indignados e não toleramos mais a disrupção ME/Professorado. Os professores exigem Justiça e Ser Respeitados e Felizes. Obrigado Professor!  

Fechamos este artigo de opinião com uma abordagem sucinta sobre as matérias que preocupam o professorado neste momento e para as quais o ME tarda em abrir processos negociais, e que muito decisivamente contribuem para o mal-estar docente. Donde, ser prioritário   o ME   ouvir os professores, dialogar e negociar com os sindicatos: Atualização salarial e recuperação do poder de compra contra o empobrecimento; recuperação e contagem integral do tempo de serviço para efeitos de progressão em carreira versus propositura compensatória; regularização do horário de trabalho com a definição/especificação clara do que é componente letiva, componente de estabelecimento e componente individual de trabalho; alteração do atual modelo de avaliação de desempenho docente, eliminando as cernelhas no 5º e 7º escalões, pondo fim às vagas na progressão e quotas na avaliação; abertura e aumento de vagas e lugares de quadro nas escolas e agrupamentos de escola; fim/eliminação da precariedade docente e mão de obra barata; alteração do atual regime de mobilidade por doença, digno e humanista, solidário e altruísta, respeitador da saúde e dignitas dos colegas; reposição da paridade entre a carreira docente e a carreira técnica superior do Estado (topo); aprovação de um regime de aposentação ad hoc (fim específico) que permita a possibilidade de rejuvenescimento da/na profissão docente; não à ideia/“tentativa” de verter em normativo legal algumas alterações absurdas/aberrantes ao novo diploma   de contratação de professores, alocados diretores (“leiloar” professores não); afirmação do critério do Concurso Nacional e da Lista Graduada Nacional; não à gestão/municipalização do Professorado.

“Ninguém  mais  que  eu deseja a paz, mas há-de ser como convém”. (Carta ao Marquês de Niza, Haia, 1648, Padre António Vieira).

“A maior pena a que fui condenado é a do silêncio”. (Carta ao Duque de Cadaval, Coimbra, 1668, Padre António Vieira).

Carlos Calixto – Dirigente sindical Beja/Professor secundária   Almodôvar.

 

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O Que as CCDR Recebem de Competências

Foi publicado hoje a Resolução do Conselho de Ministros n.º 123/2022, que determina a transferência, a partilha e a articulação das atribuições dos serviços periféricos da administração direta e indireta do Estado nas comissões de coordenação e desenvolvimento regional.

O calendário para esta transferência/partilha está mais ou menos assim definido:

 

6 — Estabelecer o seguinte cronograma, para cumprimento do disposto nos números anteriores:
a) Até ao final de janeiro de 2023, proceder-se-á à reestruturação das CCDR, nos termos do
previsto no número anterior;
b) Até ao final de março de 2023, proceder-se -á à restruturação dos serviços elencados no n.º 3;
c) Até ao final do 1.º trimestre de 2024, deve ser concluído todo o processo previsto na presente resolução.

 

Eis as competências que por agora serão transferidas/partilhadas com as CCDR.

 

 

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Mas Não Houve Uma Revolução com o 54/2018?

Adolescentes gostam menos da escola e acham a matéria demasiado aborrecida. Professores não estão surpreendidos

 

“Este valor tem vindo sempre a agravar e comparando com outros países (…) este é sempre aquele indicador que nós temos menos bom”, considerou a coordenadora do estudo, Tânia Gaspar.

O gosto pela escola diminuiu nos alunos do 6.º, 8.º e 10.º anos, que continuam a achar a matéria demasiada aborrecida e difícil, segundo os resultados e um estudo em 51 países que serão apresentados esta quarta-feira.

Este valor tem vindo sempre a agravar e comparando com outros países (…) este é sempre aquele indicador que nós temos menos bom”, considerou a coordenadora do estudo, Tânia Gaspar, sublinhando a necessidade de a escola “fazer uma aproximação à realidade dos jovens”.

Esta investigação – Health Behaviour in School-aged Children (HBSC/OMS) 2022 – feita em colaboração com Organização Mundial de Saúde, indica que a pressão com os trabalhos de casa (muita pressão) aumentou (de 13,7% em 2018 para 22,4% em 2022) e que o que os alunos menos gostam na escola é a comida nos refeitórios.

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Imagens da Greve de Hoje

Realizou-se hoje, dia 14 de dezembro pelas 8.20h, uma Manifestação de Professores em frente à Escola Básica e Secundária de Castelo de Paiva que reuniu várias dezenas de professores que reivindicaram os seus direitos em defesa de uma Escola Pública de Qualidade. Foi a manifestação e greve com maior impacto de sempre neste concelho.

Quarto dia de greve na Escola Secundária de Paços de Ferreira.

 

 

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Listas Definitivas – Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste

 

Publicam-se as Listas Definitivas dos candidatos admitidos, excluídos e selecionados referentes ao Procedimento Concursal com vista à constituição de uma bolsa anual de docentes para o exercício de funções no Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste, em 2023.

Listas Definitivas dos candidatos admitidos, excluídos e selecionados – Projeto C.A.F.E. em Timor-Leste em 2023

 

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Manifestação Hoje das 13h30 às 15h30 à Porta da Escola Básica e Secundária de Gama Barros – Cacém – Sintra

Colegas,

Hoje, quarta-feira, das 13h30 às 15h30, dia 14 de dezembro, está marcado um protesto junto à porta da Escola Básica e Secundária de Gama Barros, no Cacém, em Sintra.

Pelas 15h30 começa uma reunião sindical.

Apareçam!

Aqui deixamos fotos de protestos anteriores à porta da mesma escola:

 

 

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Professores, por vós, não sejais “anjinhos”!

 

O Ministro da Educação, quiçá, deveras preocupado com os Professores, indivíduos, plausivelmente, tidos por si como influenciáveis, vulneráveis, indefesos e tolos, afirmou recentemente que:

Os professores estão a ser vítimas de uma campanha de manipulação por parte dos sindicatos que nós obviamente rejeitamos!” (João Costa no Twitter, em 12 de Dezembro de 2022)…

Professores, confiais nas palavras do Ministro que tutela a vossa actividade profissional?

Professores, acreditais na pretensa preocupação do Ministro que tutela a vossa actividade profissional?

Professores, considerais esta afirmação do Ministro que tutela a vossa actividade profissional como genuína e sincera ou, até mesmo, como comovente e enternecedora?

Professores, conseguistes evitar um esgar sarcástico ou um sorrisinho maroto, após a leitura da referida afirmação do Ministro que tutela a vossa actividade profissional?

Os Professores que, em remota hipótese, possam ter respondido “Sim” a todas as questões anteriores, correrão o risco sério de serem considerados como uns “anjinhos” e não se espera deles que façam qualquer tipo de Greve, nem que contestem o que quer que seja que o Ministro decrete…

Os Professores que tenham respondido “Não” a todas as questões anteriores, não poderão ser considerados como “vítimas” por ninguém, estarão bem “acordados” e parecem dispostos a lutar por aquilo em que acreditam, nomeadamente através da adesão à Greve por tempo indeterminado…

Os Professores que tenham respondido “Não” a todas as questões anteriores, acreditarão na luta pelos seus direitos e pretensões e não vão em balelas, destinadas a disfarçar o medo da contestação e o seu êxito…

Os Professores que tenham respondido “Não” a todas as questões anteriores, não “atiram a toalha ao chão”, não desistem da luta e não se resignam…

Professores, por vós, não sejais “anjinhos”!

 

(Paula Dias)

 

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Comunicado de Pedro Abrunhosa sobre a Luta dos Professores

 

 

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Noticiário – Parte 2

Noticiário – Parte 2 – O Meu Quintal

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“Está na Hora, Está na Hora, do Costa ir Embora!” – Ministro da Educação visita sexta-feira Escola Serafim Leite

Ministro da Educação visita sexta-feira Escola Serafim Leite – O Regional

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Não tirem a Cor à Educação

 

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Escolas “forçadas” a cortar aulas práticas

 

Desdobramento de turmas só é possível se as unidades tiverem um parecer favorável da Anqep. Diretores criticam documento enviado já depois da aprovação de horários.

Escolas “forçadas” a cortar aulas práticas

Há diretores e professores aflitos por considerarem não ter outra solução senão cortar nas aulas práticas dos cursos profissionais. Alertam que os milhões da “bazuca” destinados aos centros tecnológicos vão acabar por não ser devidamente aproveitados pelos alunos, que passarão a ter mais horas teóricas em salas normais por muitas unidades não terem desdobramento de turma. É uma troca de acusações entre escolas e tutela, que já levou um grupo de pais a lançar uma carta de repúdio.

O Ministério da Educação garante que não aprovou novas regras. Até ao ano letivo anterior, as escolas tinham de indicar e solicitar autorização para as disciplinas que queriam lecionar com as turmas divididas, mas, em agosto passado, receberam um documento que já lista as unidades com parecer favorável para o desdobramento e só algumas obtiveram esse aval.

A intenção era “agilizar” o processo e evitar que os diretores pedissem desdobramentos para unidades com parecer desfavorável, depois de, no ano letivo passado, o número de pedidos ter “disparado”, explicou o ministério ao JN, sem revelar valores. Diretores e professores garantem que a avaliação feita pela Agência Nacional de Qualificação (Anqep) é “incoerente” e vai ter consequências na qualidade do ensino.

“O vólei tem parecer favorável, mas o basquetebol não; o futebol tem, o râguebi não. Não faz sentido e há exemplos em todas as áreas”, aponta Luís Samuel Fabião, subdiretor da Secundária Rocha Peixoto, na Póvoa do Varzim, que tem 17 turmas em cursos profissionais. “Como é possível Higiene e Segurança no Trabalho, uma unidade teórica, ter parecer favorável [para desdobramento] e todas as unidades de Eletrónica Digital, que são aulas práticas, não? Máquinas Elétricas de Corrente Contínua não têm e de Corrente Alternada sim”, critica Ricardo Pereira. Para o professor de Eletrónica, o objetivo é a “redução” de docentes.

 

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Não são os professores que devem ser escolhidos pelos “notáveis”,

Há uns anos a professora de matemática dos meus filhos (com a qual ninguém na turma precisava de explicações privadas ) encontrou-me no supermercado e disse-me que tinha pedido a reforma antecipada. Não se podia fazer nada inovador, “interessante com os miúdos”, não por causa dos miúdos! – ela tinha sido transformada numa “máquina de preparação para exames”, “deixou de ter pachorra” – “o director até me chamou para perguntar porque eu tinha ido para o pátio, onde havia um pequeno lago redondo”, explicar, se me lembro bem, algo como cálculo de formas geométricas. Com cada vez menos autonomia, imposta pelos directores nomeados e pela padronização “por baixo” dos exames, ela, cuja função era ensinar matemática a toda a turma, de forma apaixonante, desistiu.

Estávamos então a fazer o inquérito às condições de trabalho dos professores, em que 19 mil responderam a 158 questões (uma taxa muito superior a qualquer sondagem realizada em Portugal), a taxa dos que desejavam reformar-se era mais de 80% bem como de exaustão emocional – mais de 70%. Uma professora escreveu-nos, está publicado no livro do estudo, que saiu há 2 meses, que se sentiu mais acarinhada no IPO, onde tratava um cancro, do que na escola…Temos dezenas de testemunhos de professores que preferiram sair com menos dinheiro do que continuar a exercer “uma mentira”, em péssimas condições, depois das reformas Crato/Lurdes Rodrigues. Uma delas foi minha professora de história, cuja paixão e seriedade com que ensinou na escola pública foram determinantes para a minha vida. Agradeço-lhe, para sempre.

Não há progressão na carreira e isso acabou com a carreira – os professores de facto ficam toda a vida a ganhar o mesmo (1200 ou 1400 euros, hoje um salário mínimo em Lisboa ou Porto), porque através da avaliação individual de desempenho com quotas apenas um ou dois – e de acordo com a pontuação da escola ( o que inflaciona as notas, obrigando-os a mentir nas avaliações, segundo os testemunhos que recolhemos) – progredirem. Pode haver 20 excelentes, mas só um pode passar. Imaginem eu dizer isto aos meus alunos, vão fazer um teste, todos podem ter 20, mas só um terá direito a passar com 20. Uma criança de 6 anos acharia uma injustiça, o Ministério e o Governo não.
Acresce que a reforma agora é calculada de acordo com média dos 14 melhores anos – ou seja, vão ter uma vida triste sem acesso a bens de lazer na reforma.

À falta de autonomia, aos directores nomeados em vez de eleitos pelos pares, à ausência de cooperação imposta pela avaliação de desempenho, aos programas de “aprendizagens essenciais” (pressionados pelos empresários que querem trabalho barato) que retiram toda a paixão do conhecimento, ficando “tarefas” e “competências” desinteressantes, para alunos e professores, que aumentam a indisciplina, junta-se a cereja no bolo – a municipalização das escolas, em que deixa de haver um concurso onde são colocados pelas notas e passam a ser escolhidos, por um grupo de “notáveis” – sabe-se o futuro, a passar esta lei, os municípios mais ricos vão escolher e pagar mais a alguns professores, os outros vão sendo colocados em escolas piores, no fundo aquilo que já se fazia com as turmas – A para os melhores até ao J – para os desgraçados – passar a ser o modelo nacional. A isto vai-se juntar o apadrinhamento político, a perseguição, os favores, o assédio, como vão estes professores, na mão de empresários/municípios, que decidem os seus destinos, fazer greve ou contestar seja o que for?

O que está em causa nas escolas não é mais um retrocesso social imposto aos professores. É a destruição completa do que resta da escola pública onde ainda havia nichos de qualidade – os professores serão uma espécie de ubers da educação, levados de vila para vila, serão prestadores de serviços. Daí a importância, para todos nós, desta greve. Como mãe usei todas as estratégias individuais e privadas para dar a melhor educação aos meus filhos e “safei-os”, em parte, da degradação a que fui assistindo como investigadora. Mas como cidadã deste país digo-vos que as nossas soluções individuais – recorrer as explicações ou colocá-los em escolas privadas muito boas – além de caríssimas, não resolvem a questão fundamental do país. E por isso não resolvem os problemas dos nossos filhos. Que país queremos para eles?

A escola precisa de olhar os professores como intelectuais (sim, é uma profissão intelectual), com autonomia, recuperar a noção de currículo contra as “competências”, dar espaço pedagógico para que as aulas sejam apaixonantes, isso só se faz com conhecimento denso e profundo, precisa de ser uma escola que não desiste nem nivela por baixo, mas que ensina o melhor de tudo a todos (qualidade massificada, sim!); precisa de voltar a ter gestão democrática, eleição entre pares, avaliação colectiva, progressão sem quotas, cursos superiores com componente científica de 5 anos (e não de 3), e é preciso discutir de uma vez por todas se queremos ou não dar o melhor de qualidade a todos ou nivelamos sempre por baixo adaptando o currículo ao mercado de trabalho, pobre e desinteressante. Os notáveis, e os municípios, na sua maioria, são empresários que querem trabalho barato e pouco qualificado e os professores, com a municipalização, são uma peça deste jogo.
A escola tem que debater e combater (é isso que esta greve faz!) a transformação dos professores em ubers digitais que formam alunos ubers digitais. A escola, afirmou-se, contra Deus e o Mercado, em defesa do Conhecimento, não pode servir o Mercado, tem que servir o conhecimento.

Este é um debate por se fazer em Portugal, a greve que está em curso coloca o dedo na ferida de algumas destas questões e demonstra que, ao contrário de uma parte do país dirigente, contente com este rumo, os professores querem transformar e questionar decisões, tomadas sem os ouvir, sem os compreender, sem os escutar. Têm o meu apoio. A escola serve para dar aos alunos o melhor do conhecimento produzido pela humanidade, não serve, não pode servir, o Mercado. O Mercado tem que ser dominado pela democracia e pelo conhecimento.

Não são os professores que devem ser escolhidos pelos “notáveis”, são os notáveis que devem ser escolhidos pelos professores. E assim deixariam de ser notáveis, que no fundo, é a Democracia.

 

Raquel Varela

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Governo concede tolerância de ponto nos próximos dias 23 e 30

Governo concede tolerância de ponto nos próximos dias 23 e 30

 

Os funcionários públicos podem escolher não trabalhar nas antevésperas de Natal e de Ano Novo. O Governo deu tolerância de ponto para os dias 23 e 30.

O Governo decidiu conceder tolerância de ponto nos dias 23 e 30 de dezembro aos trabalhadores que exercem funções públicas no Estado, segundo um despacho já assinado pelo primeiro-ministro, António Costa.

“É concedida tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos nos próximos dias 23 e 30 de dezembro de 2022”, refere-se no despacho.

Neste despacho, o primeiro-ministro justifica as tolerâncias de ponto pelo facto de ser “tradicional a deslocação de muitas pessoas para fora dos seus locais de residência no período natalício e de ano novo tendo em vista a realização de reuniões familiares”.

António Costa refere depois “a prática que tem sido seguida ao longo dos anos” e “a tradição existente no sentido da concessão de tolerância de ponto, nesta época, nos serviços públicos não essenciais”.

Em relação a estes dois dias de tolerância de ponto, no diploma salienta-se que se “excetuam os serviços e organismos que, por razões de interesse público, devam manter-se em funcionamento naquele período, em termos a definir pelo membro do Governo competente”.

“Sem prejuízo da continuidade e da qualidade do serviço a prestar, os dirigentes máximos dos serviços e organismos referidos no número anterior devem promover a equivalente dispensa do dever de assiduidade dos respetivos trabalhadores, em dia a fixar oportunamente”, acrescenta-se.

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Da caminhada dos professores e das palavras vãs – Paulo Prudêncio

 

Da caminhada dos professores e das palavras vãs

Os professores têm quase duas décadas de devassa mediática da sua profissionalidade e de acção contra as políticas aplicadas pela primeira maioria do PS (2006) com consequências graves e indesmentíveis. E estão também cansados de palavras inconsequentes.

Para além disso, a repetida crítica a blogues e movimentos já tem história desde 2008; e olhe-se para onde estão agora os diversos protagonistas para se perceber como eram infundadas a maioria das críticas à cidadania dos professores.

Por outro lado, depois da tal maioria do PS governou uma coligação PSD e CDS (com muitos dos novos partidos mais à direita como dirigentes ou fervorosos apoiantes), seguiu-se uma coligação PS, BE e PCP e voltámos a outra maioria PS. E nada mudou: pelo contrário.

Por isso, é crucial a resposta à interrogação: onde estavas em 2009, 2013, 2018 e 2022? Depois, a objectividade exige a publicação de opinião sobre a recuperação do tempo de serviço, a carreira, a avaliação, a gestão das escolas e os concursos.

 

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“Mas Governo Diz que Continuará Igual”: Ó João, mentir é feio!

Professores contra novo modelo de colocação, mas Governo diz que continuará igual – SIC Notícias

 

Ó João, mentir é feio!

Incompreensível – O Meu Quintal

Domingo – O Meu Quintal

Repor Que Verdade? – O Meu Quintal

Já É Dado Como Adquirido – O Meu Quintal

 

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Isto está mesmo mal… já chegamos ao ponto de termos rusgas nas escolas.

Estão envolvidas nas buscas equipas de investigação criminal, patrulhas cinotécnicas e Escola Segura.

GNR realiza buscas em escola de Águeda para detetar armas ilegais na posse de alunos

A GNR realizou buscas, no âmbito da fiscalização e prevenção de crimes, na escola Adolfo Portela, em Águeda, desde o início desta manhã de segunda-feira.

A operação teve como objetivo principal a deteção de armas ilegais na posse de alunos.

Estiveram envolvidos nas buscas 24 operacionais e oito binómios, conjunto formado por dois elementos, neste caso o homem e o cão

Não foram detetadas armas nas buscas.  Um aluno tinha na sua posse 10 gramas de estupefacientes, uma quantidade que não é considerada crime, pelo que o aluno foi, apenas, identificado. 

 

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João Escuta, os Professores Estão em Luta! – 2

Segundo dia de greve dos professores – SIC Notícias

 

Greve de professores: nesta escola, a paralisação é quase total – CNN Portugal

 

Professores do Agrupamento de Almodôvar em protesto – Correio Alentejo

 

″Em luta por nós e pelos alunos.″ Greve de professores decretada pelo S.TO.P com adesão elevada

 

Professores concentrados junto a escola de Ourém onde Marcelo vai dar aula debate – Observador

 

Protesto professores. Marcelo entende as preocupações

 

“Eles queixam-se e queixam-se e queixam-se” e “muitas vezes têm razão”: o que Marcelo diz sobre os professores – CNN Portugal

 

Expresso | Marcelo na rua solidário com protestos dos professores: “Queixam-se com razão e com a Saúde são do mais importante da nossa Função Pública”

 

Pré-aviso de greve no Agrupamento de Escolas de Castelo de Paiva a partir de 9 de dezembro e por tempo indeterminado – Discurso Directo

 

Marco: Professores do Agrupamento de Escolas de Alpendorada exigem “mais respeito e justiça”  | A Verdade

 

Professores lutam pelos direitos à chuva e ao vento em Celorico de Basto

 

VALENÇA: Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho com dezenas de docentes em greve | Rádio Alto Minho

 

Jornal de Leiria – Professores em greve por melhores condições manifestam-se em Colmeias

 

VIANA: Professores hoje em protesto em frente à Câmara | Rádio Alto Minho

 

Professores continuam em greve nas escolas de todo o Algarve

 

Professores em greve em várias escolas do concelho

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João, Escuta, os Professores estão em Luta!

Manifestação de professores junto da Câmara Municipal de Sintra

12/12/2022

“João, Escuta, os Professores estão em Luta!”

 

Ó João, escusas é de chamar a policia:

“Está na hora, está na hora, do Costa ir embora!”

 

 

 

 

 

 

 

 

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Professores queixam-se muitas vezes com razão das suas condições

 

 

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou hoje que os professores se queixam “muitas vezes com razão das suas condições”, ao ser recebido em Ourém com um protesto de docentes.

Professores queixam-se muitas vezes com razão das suas condições

“Eles são fundamentais e queixam-se e queixam-se e queixam-se muitas vezes com razão das suas condições. E, naturalmente, que essa é uma preocupação que eu, como professor, acompanho desde sempre”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em Ourém, onde hoje foi recebido junto à Escola Básica e Secundária por professores em protesto no segundo dia de greve por tempo indeterminado convocada pelo Sindicato de Todos os Professores (S.TO.P.).

O chefe de Estado adiantou que os docentes “estão a pensar, sobretudo nos professores do básico e do secundário”, mas o problema é geral “a todos os graus de ensino”.

“É uma preocupação, em muitos casos, muito justa”, declarou, considerando que “os professores são do mais importante” que o país tem, “conjuntamente com o pessoal de saúde, dentro da função pública, porque tudo começa na saúde e depois continua na educação”.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, as duas áreas “estão muito ligadas e são fundamentais para garantir a justiça, a igualdade e o progresso do país”.

À chegada, professores e alunos cantaram os parabéns ao Presidente da República, que completa hoje 74 anos, e uma professora em protesto entregou ao Presidente da República livros escritos por um aluno da escola.

“Esses são os méritos da escola”, declarou a docente ao chefe de Estado, ao que Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou: “Em particular da escola pública”.

Sobre a oferta, disse que “é o melhor presente” que lhe podiam dar.

“Eu adoro livros, sou professor, e um livro de um aluno quer dizer muito sobre aquilo que os professores fazem todos os dias e, muitas vezes, em condições dificílimas”, referiu, apontando, por exemplo, a pandemia de covid-19 ou os problemas que têm no seu estatuto.

Cerca de 40 professores concentraram-se hoje junto à Escola Básica e Secundária de Ourém, no distrito de Santarém, onde o Presidente da República está a dar uma aula debate.

O S.TO.P. convocou uma greve por tempo indeterminado, desde 09 de dezembro, em protesto contra as propostas de alteração aos concursos e para exigir respostas a problemas antigos.

Em comunicado, o sindicato, que representa cerca de 1.300 docentes, refere que a “forma de luta inédita” resulta de uma sondagem realizada no blogue ArLindo, em que 1.720 pessoas apoiaram a realização de uma greve por tempo indeterminado.

Entre as principais reivindicações, o S.TO.P. aponta “questões fundamentais do passado não resolvidas”, defendendo, desde logo, a contabilização de todo o tempo de serviço, o fim das vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões e a possibilidade de aposentação sem penalização após 36 anos de serviço.

Critica também as alterações recentes ao regime de mobilidade por doença, as ultrapassagens na progressão da carreira docente e reivindica soluções para os professores em monodocência e uma avaliação sem quotas.

A greve é igualmente uma resposta às propostas do Ministério da Educação para a revisão do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente, que está a ser negociada entre a tutela e os sindicatos do setor.

 

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Marcelo também foi presenteado com uma manifestação de professores

 

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MINISTRO recebido ruidosamente no Fórum Cultural de Alcochete

 

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Comunicado e Esclarecimentos – Greve Semana 12-17 Dezembro

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Os Técnicos do Ministério da Educação continuam em luta!

 Os técnicos especializados da educação que exercem funções nas escolas, sob alçada do Ministério da Educação, continuam a exercer as suas intervenções em condições precárias, sujeitos a mecanismos de contratação completamente desajustadas das reais necessidades das escolas.Por sua vez, centenas de técnicos superioresficaram vinculados em escolas muito distantes da sua residência e família, estando também sujeitos a condições de trabalho e vida ainda muito difíceis, sendo mesmo considerado um atentado aos direitos fundamentais contemplados na diretiva comunitária de 2 de agosto, que promove a conciliação entre a vida familiar e profissional.  

Apesar das inúmeras tentativas de comunicação com as várias entidades responsáveis, apelando ao bom senso, e mesmo depois de os técnicos manifestarem ao Ministério da Educação a sua abertura para a negociação de formas de contratação e vinculação e para a possibilidade de consolidarem mais perto da área de residência, continuam a ser ignorados e maltratados por um ministro que se diz preocupado com a saúde mental dos alunos e da comunidade educativa.

Como forma de demonstrar o seu descontentamento, os técnicos da educação,  nomeadamente psicólogos, terapeutas da fala, assistentes sociais, intérpretes de língua gestual portuguesa, educadores sociais, entre outros, agendaram uma manifestação para dia 17 de dezembro, às 11h00 , em frente à câmara municipal do Porto, tendo subjacente o fim da precariedade, a conclusão do PREVPAP, o direito à consolidação perto da zona de residência, o direito a uma mais rápida progressão e à criação de uma carreira especial na qual esteja salvaguardada o acesso a uma profissão condigna.

Para além disso, são autores de duas petições públicas nas quais podem ser percebidas as verdadeiras razões pelas quais os técnicos estão insatisfeitos, começando a verificar-se a sua saída do Ministério da Educação para outros ministérios, ficando os alunos com graves lacunas a nível da intervenção especializada.

Apelamos à solidariedade de toda a comunidade educativa para que assine as petições e para que nos ajudem a divulgá-las.

 

Para o Direito à Consolidação da Mobilidade Geográfica

https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT114380

 

Pela não inclusão dos técnicos no processo de municipalização

https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT114381

Juntos podemos contribuir para mudar o rumo do estado atual da Educação em Portugal.

 

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O silêncio costumava ser de ouro

Fenprof contra paralisação por tempo indeterminado e táticas utilizadas nesta paralização.

Greve dos professores abre conflito entre sindicatos

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) está a contestar a opção pela greve por tempo indeterminado, marcada pelo Sindicato de Todos os Professores (S.TO.P.) e em vigor desde quinta-feira. 

“Não chegámos a um ponto de rutura para fazer greve por tempo indeterminado. Não contestamos a legitimidade da greve e percebemos quem adere, porque há muita insatisfação, mas a forma como está a ser concretizada.

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Professores, temos e teremos aquilo que merecemos! – Alberto Veronesi

A classe docente tem sido, sucessivamente, sobretudo durante as duas últimas décadas, altamente atacada e desprestigiada, pelos diversos governos, sem que tenha podido contar com ajuda significativa dos sindicatos na defesa dos seus interesses. Nas grandes manifestações de 2008, os sindicatos foram apenas arrastados , pois foram incapazes de, com firmeza, indicar o caminho. Bem sabemos que o core da sua existência são os problemas não resolvidos. Mas é demasiado evidente a letargia em que caíram, que visa garantir os próprios lugares atuais dos seus dirigentes e as suas possíveis ambições futuras.

O último trimestre de 2022 será recordado para sempre como sendo o período em que, mais uma vez, os professores se acobardaram, por serem seguidistas dos sindicatos do sistema, manietados aos partidos.

Mais do que falar das atitudes do ministro, que num dia diz uma coisa e no outro o seu contrário, quero focar-me na atitude dos meus colegas professores.

Sobre a gravidade da situação já aqui comentei, sobre a postura dos professores fá-lo-ei nas próximas linhas, como forma de autocrítica e dando conta de que de uma maneira geral cada um tem aquilo que merece.

O enraizamento na classe docente à postura a que costuma chamar de “professor missionário” tem ajudado à degradação e ao próprio desprestígio da classe docente. A transformação profissional que nos foi sendo incutida com as políticas públicas da escola a tempo inteiro, da escola como suporte socioeconómico, como cuidadora ou mesmo guardadora dos alunos, têm-nos feito caminhar para a proletarização da profissão. Deixámos de ser professores para ser missionários, deixámos de ser intelectuais para sermos executadores de fim de linha. Uma transformação consumada, sem que tivesse havido sobressaltos de estranheza e resistência.

Quando o ministro da Educação tem afirmações que colocam em causa a idoneidade e seriedade dos professores, numa ação concertada para os espezinhar, poucos são os que se revoltam, poucos são os que chegam a sentir. E como diz o ditado, quem não sente não é filho de boa gente. Perante tal apatia, cresce a arrogância e a prepotência em forma de continuadas afirmações, que diminuem a nossa imagem social. Como dizia a malograda Maria de Lurdes Rodrigues, perdendo os professores mas ganhando os pais, para, enfim, poder delapidar a profissão.

Perante as atrocidades que o ministro pretende fazer à carreira docente, com consequências de gravidade máxima na vida de milhares de professores, e constatando que os sindicatos do sistema se acobardam de agir assertivamente, o que fazem os professores?

Acobardam-se igualmente! Ao invés de, corajosamente, agirem em concordância com tamanhas intenções maliciosas, ajudados pelos pré-avisos de greve por tempo indeterminado do irreverente e menosprezado sindicato S.TO.P, preferem fingir que o problema não é deles. Descosem-se em desculpas do mais caricato que possa existir e ainda acusam os sindicatos de nada fazerem.

Todos os governos percecionam esta apatia globalizada na classe e só por isso se sentem poderosos o suficiente para fazerem de nós aquilo que quiserem. Mal sabemos a força que poderíamos ter se assim quiséssemos, se conseguíssemos ser livres e informados, como convinha que fossemos. Pela profissão que desempenhamos, poderíamos parar o país e obrigar qualquer governo, com ou sem maioria, a ouvir e atender as nossas reivindicações.

Deixemos as missões para os missionários, assumamos a nossa condição de professor, encaremos a nobreza da nossa profissão, respeitando-a.

Durante décadas, a ideia de professor missionário foi passando e agora até temos colegas que vêem com algum desdém aqueles que tentam, aqui ou ali, acordá-los da letargia em que se encontram e com eles todo o ensino!

O prestígio de uma classe constrói-se mostrando caráter. Constrói-se de dentro para fora, somos nós que temos de mostrar que respeitamos a profissão e por isso exigimos ter uma palavra a dizer. Mesmo que o caráter tenha faltado vezes de mais aos dirigentes sindicais, que deram por estes dias mais um sinal disso mesmo, exceção feita ao S.TO.P., que tem tentado fazer aquilo que ainda não foi feito, mas que se vê boicotado pelos demais, devemos ser nós a agir. Não podemos ser carneiros seguidistas de um qualquer sindicalista manietado.

Soltemo-nos, libertemo-nos das amarras que tão pouco ou nada têm feito por nós.

Custa-me muito perceber que a culpa de estarmos onde estamos é sobretudo nossa, dos professores. Dos apáticos, dos que se descosem em desculpas para se manterem inertes, dos missionários, dos executadores.

É de forma consciente que afirmo que a culpa de estarmos nesta situação é dos professores. Porque acham que, dando um exemplo, somos a única classe profissional que não viu recuperado o tempo de serviço? A hora de agir é agora, não em março, numa qualquer manifestação primaveril, com o folclore habitual.

Se não agirmos agora, se não mostrarmos que estamos efetivamente contra todas as alterações que o ministro quer impor, teremos aquilo que merecemos.

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TODOS, PROFESSORES E SINDICATOS, A UMA SÓ VOZ!

 

TODOS, PROFESSORES E SINDICATOS, A UMA SÓ VOZ!

Para: Todos os Sindicatos de Professores

Atendendo às novas propostas apresentadas pelo atual Ministério da Educação que atentam, mais uma vez, contra os direitos dos professores, pondo em causa uma EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, os Professores exigem a intervenção, musculada, célere e conjunta, de todos os Sindicatos pela defesa da Escola Pública e da Educação.

“Educação não transforma o mundo. Educação muda Pessoas. Pessoas transformam o mundo.” (Paulo Freire)

“É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós.” (José Saramago)

 

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A Educação DEU À(O) COSTA

 

 

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A Ler – Nogueira Em Modo De Guerra

Nogueira Em Modo De Guerra – O Meu Quintal

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Demagogia em “estado puro”: ensinar emoções aos Professores…

Na Educação parece que existem duas realidades: a “realidade imaginária” e a “realidade real”…

 A “realidade imaginária”, aquela onde parece viver uma certa “elite iluminada” de pretensos Especialistas, uma espécie de “leais conselheiros” do Ministério da Educação que terá como principais funções:

– Por um lado, apoiar e defender as interpretações, muitas vezes enviesadas, de determinadas circunstâncias, feitas pelo Ministério da Educação, abdicando de as contrariar;

– Por outro lado, apoiar e defender as decisões e as medidas educativas decretadas pela Tutela, muitas vezes absolutamente erráticas, abdicando de as contrariar…

Não raras vezes, essa defesa da “realidade imaginária” costuma ser dominada por “factos alternativos”, pela ficção e pela propaganda, conduzindo à obstinação de não querer percepcionar a realidade existente nas escolas, tal qual ela é…

Ou seja, essa “realidade”, na verdade, não existe, mas é a que se quer ver…

A “realidade real”, por vezes dolorosa e frustrante, de difícil admissão para muitos, não costuma ser reconhecida pela Tutela, nem pela “elite iluminada”, sobretudo por alguns “ungidos da intelligentsia” (Thomas Sowell) que, arrogantemente, não sabem, nem querem saber, como se chegou ao estado calamitoso em se encontra a Escola Pública…

A “solução” encontrada, por uns e por outros, é negar obstinadamente essa “realidade real”, enredando-se numa espiral de dogmatismo, de afastamento das vivências tangíveis e de auto-desculpabilização, parecendo acreditar que, por esses “passes de mágica”, seja possível eliminá-la…

Mas a “realidade real”, sobejamente conhecida de todos aqueles que passam a maior parte do seu dia numa escola, “não perdoa”, “não procrastina” e não é sensível a “efeitos especiais”, na verdade, incapazes de a fazer desaparecer…

Essa realidade, existe todos os dias e todos os dias se manifesta:

– Os alunos são reais, têm problemas e dificuldades reais, têm vidas reais e frequentam escolas reais…

– Os profissionais de Educação são reais, têm problemas e dificuldades reais, têm vidas reais e trabalham em escolas reais…

Com um esgar sarcástico, que bom seria se se reconhecesse a existência de pessoas reais e de escolas reais!

Em vez desse reconhecimento e do enfrentamento da “realidade real”, o Ministério da Educação, convenientemente, parece preferir “desconversar” e divagar, por exemplo, estabelecendo parcerias para determinados Programas de Formação, com certas entidades…

É o caso do Programa de Formação firmado entre o Ministério da Educação e a Gulbenkian, que arrancará em Janeiro de 2023, e que, alegadamente, visará ensinar as emoções aos Professores, em particular “aprender a identificar sinais de burnout em si próprios e nos alunos” (Jornal Público, em 7 de Dezembro de 2022)…

Incompreensivelmente, esse é o mesmo Ministério que tem desrespeitado a dignidade profissional dos Professores, mostrando-se incapaz de lhes providenciar condições de trabalho susceptíveis de gerar emoções positivas no contexto laboral…

Incompreensivelmente, esse também é o Ministério que parece ignorar, ostensivamente, a importância e a contribuição das condições de trabalho para a satisfação Docente e a relação desses aspectos com os níveis de stress, angústia, ansiedade ou de motivação evidenciados pelos Professores em contexto laboral…

Incompreensivelmente, as sensações de pertença, de segurança e de proteção, assim como a concretização de ambientes de trabalho onde seja possível o desenvolvimento de emoções positivas, não têm sido devidamente acauteladas por esse Ministério, antes pelo contrário…

Com um esgar sarcástico, o Ministério que não tem tratado bem os Professores, desconsiderando-os frequentemente, e que também não tem conseguido satisfazer as suas legítimas pretensões em termos de salários dignos ou de progressão efectiva na Carreira, é o mesmo que, agora, os quer ensinar a lidar com emoções…

Com um esgar sarcástico, talvez, quiçá, para os dotar de uma infalível capacidade de resiliência e de inteligência emocional, que lhes permita suportar todos os atropelos perpetrados contra si, de preferência calados e sem alvoroço…

Com um esgar sarcástico, virá aí mais uma “capacitação”, desta vez, emocional…

Com um esgar sarcástico, talvez venha a ser essa a “fórmula mágica” que permitirá aos Professores Portugueses alcançarem a felicidade suprema e reconhecer, de vez, que o seu mundo profissional se constitui, afinal, como uma benesse de valor inestimável, que deverá ser lembrada, todos os dias, com uma enorme gratidão…

No fundo, parece ser este o pensamento subliminar:

 Vamos ajudar os Professores a conseguirem suportar o mal que lhes causamos, em vez de eliminarmos esse mal

Se isto não é absurdo e perverso, o que será absurdo e perverso?

Se isto não é demagogia “em estado puro”, o que será demagogia?

As dificuldades em distinguir entre o que é real e o que é imaginário ou fantasia têm vindo a transformar a Escola Pública numa escola “postiça” e “travestida”, sem credibilidade, pervertida pela manipulação…

Na Escola Pública, cada vez mais, se finge que está tudo bem, cedendo-se à toxicidade da “ditadura” dos afectos positivos e à falácia das aparências optimistas…

Mas uma escola que engana, é uma escola que acabará por incentivar a fuga à realidade, promover o alheamento das dificuldades existentes na vida real e restringir a capacidade de auto-controle e de gerir a frustração, a ansiedade e a angústia, conduzindo a uma certa alienação…

A quem serve uma escola que fomenta a “realidade imaginária”? Aos alunos e aos profissionais de Educação não será, com certeza…

É urgente “descer à Terra” e enfrentar determinadas ideias delirantes, decorrentes de crenças incompatíveis com a realidade ou de percepções alteradas da mesma que, em vez de resolverem problemas, costumam criar ainda mais problemas…

E a presente Greve por tempo indeterminado também poderá convir para se alcançar essa finalidade…

(Paula Dias)

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289 Docentes Aposentados em Janeiro de 2023

Em janeiro de 2023 são aposentados 289 docentes da rede pública do ME de Portugal Continental.

A previsão para 2023 é que se aposentem 3515 docentes e vinculem pela norma travão 2346 docentes.

Ao longo de 2023 irei dar continuidade a este calculo mensal de docentes aposentados.

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Faz Hoje Dois Anos Que Apresentei Recurso Hierárquico ao Ministério da Educação e Até Hoje Nem Sinal de Resposta

Já pouco importa saber a resposta ao recurso hierárquico que apresentei ao membro do governo responsável, faz hoje dois anos, sobre a minha avaliação de desempenho após receber a resposta da Comissão de Avaliação à reclamação apresentada.

Fica apenas confirmado a enorme falta de respeito por quem está a frente do Ministério da Educação nestes últimos anos. E já são dois Ministros os responsáveis por esta ausência de resposta.

 

 

 

 

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Governo admite partilha de QA entre escolas

 

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Uma lição de cidadania!

Que grande exemplo de cidadania, de organização e de união. Ver inúmeras escolas fechadas, milhares de professores em greve é fruto da enorme onda de descontentamento que grassa entre os professores. Saibamos aproveitar este espírito para valorizar aquilo que somos e o que representamos! Parabéns!

 

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