Fenprof contra paralisação por tempo indeterminado e táticas utilizadas nesta paralização.
Greve dos professores abre conflito entre sindicatos
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) está a contestar a opção pela greve por tempo indeterminado, marcada pelo Sindicato de Todos os Professores (S.TO.P.) e em vigor desde quinta-feira.
“Não chegámos a um ponto de rutura para fazer greve por tempo indeterminado. Não contestamos a legitimidade da greve e percebemos quem adere, porque há muita insatisfação, mas a forma como está a ser concretizada.




24 comentários
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Mário Nogueira nO seu mandato como líder da maior federação sindical de professores coincide com o período mais negro da docência no regime democrático. Não é culpa dele? Claro que não é só dele, mas não pode eximir-se completamente de responsabilidades e achar que esteve bem, quando mesmo muitos dos seus camaradas de sindicato dizem abertamente que não. Poderia ter feito melhor? Acho que sim. Em especial nos anos iniciais da geringonça limitou-se a ser um absoluto zero à esquerda, completamente metido no bolso pelos acordos políticos da época.
Mário Nogueira tem razão para se sentir injustiçado? Talvez, mas ninguém o obrigou a ficar décadas a fio fora das salas de aula e quase 20 anos como líder da Fenprof. Com a distinta lata de, de quando em vez, aparecer a dizer que queria acabar a carreira a dar aulas, numa manifestação do que só posso classificar como hipocrisia.
O resultado das lutas “vitoriosas” da Fenprof, está mesmo à vista, basta ver o que nos querem impor. Se este foi o resultado coitadinho do Mário Nogueira, da Fenprof, e dos outros 7 da “aliança sindicalista” atual..
Numa altura em que a Unidade de todos os Professores é um elemento determinante na luta contra o atual estado de coisas na Educação e no que diz respeito às medidas que o ME com o ministro João Costa se preparara, assiste-se a este Triste Espetáculo de um sindicato através das declarações do seu dirigente máximo, numa clara aposta na divisão dos professores a contestar ainda que indiretamente o enorme sacrificio que os professores que estão em greve estão a dispender em prol de toda a classe. Confrontado com este Momento Histórico que Nunca esta Fenprof ousou, apesar dos muitos apelos ao longo dos muitos anos que passaram não ter sido capaz porque Não o Quis e Preferiu muitas das vezes negociar nas costas dos que diz representar, agora que estão a braços com a perda de poder de representação e também a nível económico devido à desvinculação de muitíssimos professores pagantes de chorudas cotas. Procura Virar Professores Contra Professores! Fenprof esquece uma coisa vital: são os professores que lhe dão razão de existir e sem eles desaparecem e têm que procurar outra ocupação ao mesmo tempo que têm que cumprir horários integrais nas escolas onde usam dos tempos auferidos enquanto representantes sindicais. Tristeza de Sindicalismo que Não Cumpre a sua função de Lutar Verdadeiramente pelos Interesses dos que dizem representar mas que se limitam ao cumprimento de agendas políticas e muitas das vezes com ligações partidárias! Juntos Somos Fortes e a Vitória Está Nas Mãos dos que Não Temem Lutar em Prol de TODOS!!! este é um Adeus com tristeza e nao vale a pena virem com os habituais discursos de vitimização que sem a Fenprof tudo estava pior, uma vez que o Muito Pior Está a Bater à Porta tal o bom serviço que a fenprof e os outros 7 da coligação sindical têm feito até agora!
Já chegamos a um ponto de ruptura há QUINZE (15) anos!!!!
Os vendidos da fenprof não acham que esperar QUINZE anos é suficiente?????
Que fique claro: O colega Mário Nogueira está há quase vinte anos como líder da Fenprof, aplicando as orientações emanadas pelo PCP sem nenhum problema. Retire-se como líder sindical e vá dar aulas ou então é um hipócrita.
Colega???? Desde quando o MN é nosso colega? Sabe lá ele o que é uma sala de aula!!! Tem de se reformar ainda dirigente, caso contrário, mete atestado.
O M. Nogueira partilha da ideia de que a passividade dos professores lhe dariam outra vez razão, mas desta vez enganou-se.
Não só está a assistir a uma vaga imparável de desvinculações do seu sindicato como a ver o STOP a liderar corajosamente um movimento com cada vez mais adeptos.
Tarde demais, Mário. Estás a ter o que mereces!
Tem vergonha, Mário!
MN está preocupado porque já percebeu que foi ultrapassado pelo movimento e ação de muitos professores que sentem que chegou o momento de se dizer BASTA! às intenções do ME e à situação insustentável que se vive na profissão docente. MN e Fenprof ainda estão a tempo de emendar a mão.
Que desilusão estes sindicatos… eu vou fazer a minha parte, não quero ficar com o peso na consciência e um dia pensar que tive uma oportunidade e não a usei… por mim, se forem precisos 1000 dias de greve é o que farei
Exactamente colega, já somos dois. Eu também vou fazer os dias necessários!
Um sindicato que não apresenta uma eficaz forma de luta, não tem legitimidade para criticar quem quer que seja. Até porque, está a criticar a ação de todos os professores que entenderam que fazer greve é um direito seu, alguns (talvez muitos) que inclusivamente são seus associados (talvez por pouco mais tempo).
Estas “justificações” quase diárias são para quê? Uma peneira não tapa o Sol.
O Mário Nogueira não tem feito nada pelos professores. Fala alguma coisa, mas não faz nada!… Está de que lado?
Estou, claramente, do lado do STOP.
Sente-se que algo já começou, não há retorno! Foi e é demasiado penoso o que vivemos até aqui, ou seja, não fomos defendidos de modo a obtermos a dignidade e direitos que nos assistem, falharam os nossos maiores sindicatos. Assim, só nos resta lutarmos ao lado dos corajosos e que nos dão esperança num novo mundo de respeito e dignidade pela nossa profissão. Esperar? Como assim? Se estou prestes a cair num abismo, vou esperar que me empurrem tranquilamente!? Não e não, algo escapa aqui ao comum dos mortais. A minha consciência continuará tranquila, farei toda a semana de greve. Perco dinheiro? Não, é a oportunidade de recuperamos tudo o que merecemos por direito, e de nós respeitarem.
A quantidade exarcebada de Sindicatos de Professores a representarem a classe, apenas existem para “Dividir para reinar”.
Os sindicatos são formados por Professores, logo estes colegas só devem ou deveriam se focar em lutar e melhorar as condições dos Docentes, em vez de fazerem acordos com o ME nas costas dos seus pares.
Está mais do que na hora de apoiar os novos Sindicatos que apoiam e auscultam os seus pares e sócios.
O enorme número de sindicatos de professores só serve a tutela e dão provas de que não estão para responder aos interesses dos docentes, mas dos seus!
Quanto M Nogueira, só não deve ir para a escola por causa dos alunos…
Não chegamos ao ponto de rutura????? Então o que é que temos???? Duas reuniões com sindicatos com a apresentação de um Powerpoint com uma dúzia de pontos soltos com intenções desastrosas para a colocação de docentes assentes na criação de um conselho local de diretores (não nos bastava a eleição de diretores não ser democrática quanto mais agora a prepotência de escolher/DISTRIBUIR docentes) e uma ameaça séria ao fim da graduação profissional como único critério de ordenação ecolocação de docentes, entre outros aspetos gravosos? Depois seguiu-se a conferência de imprensa do Ministro e do Secretário com a a tentativa de mandar areia para os olhos e desmobilizar os professores. Mente e desmente. E o que é que a Fenprof e a FNE estão a fazer???? À espera que venha em janeiro ou fevereiro a proposta escrita com tanta alteração extremamente penalizadora para os docentes (QA, QZP ou contratados) e depois e tal são foram 3 reuniões, já negociamos e como temos a maioria, toma lá a aprovação em conselho de ministro e siga para promulgação.
Temos sindicatos a mais, O tempo é de união não é de tentar arranjar maneira de assinar um acordo com o Ministério e continuarmos sem resolvermos problema nenhum e ainda piorarmos. Estamos fartos de sermos mal tratados, desvalorizados, humilhados, roubados.
O inimigo é o MINISTRO DA EDUCAÇÃO e não os sindicatos. Tenham vergonha na cara e unam-se ao invés de frações e tiros no pé.
Pergunto ao vento que passa
Notícias do meu país
E o vento cala a desgraça
O vento nada me diz.
O vento nada me diz
Pergunto aos rios que levam
Tanto sonho à flor das águas
E os rios não me sossegam
Levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
Ai rios do meu país
Minha pátria à flor das águas
Para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
Pede notícias e diz
Ao trevo de quatro folhas
Que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
Por que vai de olhos no chão.
Silêncio — é tudo o que tem
Quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
Direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
Vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
Ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
Nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
Dos rios que vão pró mar
Como quem ama a viagem
Mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(Minha pátria à flor das águas)
Vi minha pátria florir
(Verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
E fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
Nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
Só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à Beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
Se notícias vou pedindo
Nas mãos vazias do povo
Vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
Dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
E o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
Liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
Aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
Dentro da própria desgraça
Há sempre alguém que semeia
Canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
Em tempo de servidão
Há sempre alguém que resiste
Há sempre alguém que diz não.
O Nogueira considera-se o dono da luta. O actual secretário de estado é dirigente da FNE.
Temos de ser nós a arregaçar as mangas!
E somos forte, criativos, honestos, isentos, responsáveis, pois agora é a lutar que estamos a ensinar!
Em tempos de servilismo damos o exemplo !
Isto é que é Cidadania!🍒💕 Ficar em pé e sacudir os vendilhões do templo!
Com coragem e sem lamúrias, vamos em força!!!😃
Desta “vintena” de sindicatos de professores até já temos sindicatos do Ministério da Educação!!!
Deviam era abrir uma petição para que o Mário Nogueira “voltasse” a dar aulas,
Correção: O actual secretário de Estado, António Leite, foi dirigente do SPN, que faz parte da FENPROF.
O que se ganha com estes comentários, atitudes, ressabiamentos???? Façam as lutas que puderem, que quiserem, aqui não há heróis, neste ou naquele sindicato. Os sindicatos são precisos, seja qual for! O objetivo é igual para todos os professores! Faz greve, vai a manif agora ou depois, faz vigílias, abaixo assinados, cordões humanos, reuniões sindicais – e esta é a arma melhor que temos e declinamos a toda a hora, apesar de ser um direito e não ter descontos nenhuns – o que interessa é lutar continuamente, porque nada se consegue facilmente, se continuam a votar nos mesmos partidos em eleições. São anos, pois são. Fazer respeitar a profissão é o que é preciso. Não estraguem tudo, por favor.Estejam unidos, o silêncio é uma boa arma sim, aliado da ação. Boas lutas para todos nós!