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Jamais diga uma mentira que não possa provar”…

 

Ninguém está “imune” à mentira. Ocasionalmente, todos mentem, todos fingem…

Quem nunca mentiu?

Proferir determinadas mentiras, por vezes até “piedosas”, cometendo pequenas desonestidades, é algo natural e incontornável no comportamento humano…

O problema da mentira torna-se realmente grave e sério quando, porventura, um Governo a “institucionalize” e “despenalize”, tornando-a no pensamento oficial, com o objectivo de enganar e ludibriar os seus concidadãos…

O presente Governo parece estar a esforçar-se no sentido de tomar esse rumo, sendo exemplo disso algumas afirmações do 1º Ministro e do Ministro da Educação, comprovadamentesurpreendidos a efabular sobre a Realidade, tentando, talvez, substituí-la por várias realidades paralelas, factos alternativos e inverdades que, no fundo, são o mesmo que mentir, mas sem uma carga tão pejorativa…

Conforme veiculado pela Comunicação Social nos últimos tempos, a forma despreocupada como alguns elementos do actual Governo tendem a usar e abusar da desfaçatez, dispensando a frontalidade, a conduta ética, a transparência, a justiça e a lealdade institucional assume proporções alarmantes e envergonha a Democracia…

Os profissionais de Educação têm sido tratados pela Tutela com evidente desconsideração, bem patente pelos vieses de um pensamento oficial que teima em não reconhecer os muitos problemas que afectam a sua realidade laboral e os motivos que os levam a contestar e a reivindicar de forma visível e audível…

À vista de todos, esse pensamento oficial parece ter preferido a opção pela propaganda, pela sobranceria e pela manipulação…

Como se tudo isso não bastasse, temos também, agora, um Presidente da República aparentemente empenhado em “legitimar a mentira” e a “normalização da tirania”, tentando atemorizar os profissionais de Educação com a “opinião pública”:

Há um momento em que a simpatia que de facto há na opinião pública em relação aos professores pode virar-se contra eles” (Jornal Diário de Notícias, em 1 de Fevereiro de 2023)…

Pois que será verdadeira esta afirmação de Marcelo Rebelo de Sousa, mas o mesmo também poderá ser retorquido em relação ao Governo e ao próprio Presidente da República…

Pois que num determinado momento, a “opinião pública” também poderá “virar-se” contra o Governo e contra o Presidente da República…

Portanto, e com o devido respeito institucional, não pode deixar de se considerar que esta afirmação soa a “conversa de treta” e a uma tentativa velada de desvalorizar os motivos que levaram os profissionais de Educação à presente luta…

– Saberá a “opinião pública”, e o Presidente da República, que desde 2008, na Escola Pública, todos os Poderes estão concentrados nas mãos de uma única pessoa, fazendo com que a maior parte dos profissionais de Educação exerça a sua actividade profissional sob o jugo de factuais Ditaduras?

– Saberá a “opinião pública”, e o Presidente da República, que os profissionais de Educação, na condição de comum dos mortais, também adoecem, têm contas para pagar, famílias para apoiar e legítimos planos e expectativas relativos ao futuro?

– Saberá a “opinião pública”, e o Presidente da República, que os profissionais de Educação têm sido sucessivamente vilipendiados, desrespeitados e menosprezados?

– Saberá a “opinião pública”, e o Presidente da República, que os profissionais de Educação desempenham, muitas vezes, as suas funções em contextos físicos e materiais absolutamente medíocres e deploráveis?

– Saberá a “opinião pública”, e o Presidente da República, que a abnegação e o altruísmo dos profissionais de Educação têm contribuído de forma determinante para o adiamento do colapso da Escola Pública, apesar de tantas medidas educativas erráticas, emanadas pelo próprio Ministério da Educação?

Àqueles que se dedicam a tentar intoxicar a “opinião pública” com mentiras, com o objectivo de denegrir os profissionais de Educação e a injustificar a sua luta, deixa-se esta sugestão, não vá “o Diabo tecê-las”:

Jamais diga uma mentira que não possa provar” (Millôr Fernandes)…

Quem (ainda) tem medo do “lobo mau”?

“Domar o lobo mau” compete a todos e a cada um, dentro e fora de cada escola…

Não há quem nos cale. Não deixaremos que nos calem.

(Votei em Marcelo Rebelo de Sousa duas vezes. Neste momento, sinto-me defraudada).

(Paula Dias)

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A alínea b) do Ponto 4

O ME, num simulacro de convergência com as pretensões dos professores, vem agora apresentar uma nova proposta de vinculação. 
“ACORDO DE PRINCÍPIOS PARA A REVISÃO DO REGIME DE RECRUTAMENTO E GESTÃO DE EDUCADORES DE INFÂNCIA E DE PROFESSORES DOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO.
(…)

4 – Vinculação dinâmica

Introduzir fatores de estabilidade reforçada no acesso à carreira, encurtando o tempo necessário ao ingresso num quadro de AE/EnA. Assim, a sucessão de contratos de trabalho a termo resolutivo celebrados com o Ministério da Educação, não pode exceder um dos seguintes limites:
a) o limite de três anos ou duas renovações em horários anuais e completos, na sequência de colocação obtida em horário anual e completo no mesmo grupo de recrutamento ou em grupos de recrutamento diferentes, ou;
b) o limite de 1095 dias, desde que docente se encontre a exercer funções a 31 de dezembro e, em cada um dos dois anos anteriores, tenha prestado, pelo menos, 180 dias de tempo de serviço.
(…)”

Assim, da leitura, observa-se a manutenção da atual norma travão e o acrescento de outra. Ora, perante esta nova norma (alínea b)), todos os professores, alguns com mais de 10 e 15 anos de serviço, que estejam a prestar serviço em horário inferior a 11 horas, mesmo que em horário anual, não conseguirão efectivar nos próximos dois anos. É isto uma vinculação dinâmica?

O ministério quer que os professores garantam as aulas constantes dos horários inferiores a 11h, mas depois penaliza o seu trabalho desta forma! É isto honesto?

O ME está claramente a borrifar-se para a motivação dos professores e se estes vão ou não ter estabilidade. O que o ME quer são números, pelo que não tem problema em apresentar uma proposta desde que esta, à partida, possa receber simpatia mas que seja uma farsa.
Números! Números e a continuação da desigualdade que garante o “normal” funcionamento do sistema, ou se preferiremdo anormal, mas comum, funcionamento do sistema.
Claramente, o ME não quer estabilidade e qualidade na escola pública, o que o ME quer é que a escola-depósito esteja aberta, nem que para isso se comprometa a qualidade da aprendizagem.

Nuno Domingues

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Veja como está a Educação em seis gráficos

 

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Possível distribuição das 10700 vagas por concelho

 

Clicando na imagem abaixo terão acesso a um mapa interativo onde é feito um exercício de análise, para tentar perceber como e onde se encontrarão as 10700 vagas. Não serão os valores exatos, mas acredito que não estejam muito longe da realidade.

Para isso foram considerados os horários ANUAIS (completos e incompletos acima de 15 horas) (até à RR3).

Em cada concelho, são apresentadas as vagas por grupo de recrutamento.

O surgimento destas vagas não representa um ato de boa-fé do ministério, mas uma necessidade absoluta e estas alterações a meio do jogo, depois dos professores fazerem o concurso, são sempre geradoras de injustiças.

Porque não ter como único critério os 1095 dias prestados no ensino público para poder concorrer a estas vagas? É que há pessoas que arriscaram o completo anual para entrarem ao abrigo da norma-travão e neste momento ainda não estão colocadas…

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Análise ao Ponto 1 da Proposta de Acordo

1 – Redimensionamentos geográfico dos atuais QZP

Reorganizar os atuais quadros de zona, por via de uma forte redução da área geográfica que possibilite uma gestão integrada e próxima dos docentes em exercício de funções (vinculados e contratados). Os atuais 10 QZP são subdivididos em 63 novos QZP, contidos nos seus atuais limites (vd. Mapa). O mapa dos novos QZP será aprovado por Portaria.

 

 

Reduzir o número de 10 QZP para 63 é um a boa medida se nela não estiverem incluídos os docentes QA/QE.

Estando estes docentes incluídos é uma enorme armadilha para que poderá ser horário “zero” (neste caso horário-8), pois obriga que estes docentes possam ficar em mais do que uma escola até uma distância de 50km uma da outra.

Apenas se deve aceitar este ponto aplicando-se apenas aos docentes QZP e contratados.

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Acordo De Princípios (Proposta do ME)

Onde já tem espaço para todos assinarem, datado de dia 2 de fevereiro.

 

ACORDO DE PRINCÍPIOS PARA A REVISÃO DO REGIME DE RECRUTAMENTO E GESTÃO DE EDUCADORES DE INFÂNCIA E DE PROFESSO

 

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Comunicado da Pró-Ordem

A Pró-Ordem reuniu com o Governo em Mesa Única

 

Na sequência do pedido apresentado pela Pró Ordem/Federação Portuguesa de Professores e por um conjunto de sindicatos de âmbito nacional reunimos em Mesa Única com o Secretário de Estado da Educação, Prof. António Leite. A reunião durou cerca de seis horas, tendo sido acompanhada à porta do Ministério por uma grande concentração de professores, vindos especialmente da Greve por Distritos, neste caso do Distrito de Setúbal, e que manteve bem audível dentro do local onde decorria a reunião negocial as reivindicações gritadas pelos milhares de professores aí presentes.
Para além dos aspetos positivos que já vinham da reunião anterior, como seja o facto de prevalecer como critério único a graduação profissional, os docentes contratados passarem a ser remunerados por índices correspondentes até ao 3o escalão (mas nós exigimos mais) e a passagem de 10 para 63 QZPs, constitui uma aproximação positiva às reivindicações desta federação e do movimento sindical no seu conjunto o facto de poderem vincular em QZP os professores contratados desde que possuam 1095 dias de serviço (três anos), que estejam colocados, ainda que em horário incompleto, e tenham cumprido no mínimo 180 dias de serviço em cada um dos dois anos letivos anteriores; deste modo, segundo aquele governante, passarão a vincular no próximo dia 1 de Setembro cerca de 10.700 docentes.
No momento da passagem dos atuais 10 para 63 QZPs, o professor de QZP vai ser obrigado a concorrer ao seu QZP e a mais três, na reunião anterior seriam 6; A colocação será realizada mediante a respetiva graduação profissional.
A vinculação em QA e QE não sofre alterações, haverá concurso em 2024/25 e poderão ir concurso todos os professores do quadro, mesmo os recém vinculados.
Quanto ao p.2 da O.T., embora não nos tenha sido entregue nenhum documento, parece que a ideia é permitir que as ações de formação contínua possam ser realizadas por via remota, em ambiente digital, tal como têm sido desde o tempo da pandemia.

As dimensões positivas que sinalizamos neste procedimento negocial devem-se essencialmente à grandiosa luta que os professores e os seus sindicatos têm vindo a desenvolver de forma abnegada por todo o país e que irá ter de continuar, pois nesta reunião a Pró-Ordem voltou a reclamar a abertura de outros processos negociais, nomeadamente, a recuperação do tempo de serviço com efeitos na subida de escalão e/ou na antecipação da aposentação, bem como, a revisão do regime jurídico da avaliação de desempenho com a eliminação das quotas, mas sem qualquer recetividade da parte do Ministério. Também voltámos a insistir para que seja retirada da proposta do ME de criação do Conselho Local de Diretores.
Nestas circunstâncias e nesta fase da negociação a Pró-Ordem não está em condições de dar o seu Acordo global, além de que até ao momento o ME ainda não nos entregou o articulado do respetivo projeto de Decreto-Lei. Por esta e por outras razões, estamos a mobilizar os nossos sócios e os colegas em geral para que façam do próximo dia 11, em Lisboa, mais uma grandiosa jornada reivindicativa Pelo Respeito e Pela Valorização da Profissão Docente!

Lisboa, 3 de Fevereiro de 2023

Pela Direção Nacional

O Presidente
Filipe do Paulo

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Não bastará já de abnegação e de altruísmo?

 

À saída de mais uma ronda negocial com o Ministério da Educação, eis que Mário Nogueira vem agora defender o seguinte:

Reconhecemos a situação em que o país vive”, diz o secretário-geral da Fenprof, admitindo que não se possa “resolver de um momento para o outro os problemas todos”. Por isso, estamos disponíveis para ter um protocolo de legislatura com prioridades e faseamentos.” (Notícias SAPO/ECO, em 2 de Fevereiro de 2023)…

Não se pode “resolver de um momento para o outro os problemas todos”?

 

Com o devido respeito institucional, é preciso “ter muita lata” para proferir a afirmação anterior…

 

Mas os problemas de agora já existem há, pelo menos, 7 anos… O que fez Mário Nogueira ao longo desse tempo para os resolver?

 

Não fez praticamente nada porque as suas preocupações maiores talvez fossem outras, nomeadamente a de seguir uma determinada cartilha política, plausivelmente vinculada a agendas e a fretes partidários, que expectavelmente não teriam qualquer interesse em afrontar o Governo pela “Geringonça”…

Os problemas não teriam que ser todos resolvidos de uma só vez, se Mário Nogueira e a FENPROF, ao longo dos últimos 7 anos, tivessem encetado acções efectivamente consequentes ou de ruptura, como lhes competia…

Com o devido respeito institucional, Mário Nogueira parece estar disponível para voltar a “vender” os Professores e concretizar mais uma traição aos mesmos, à semelhança do que sucedeu em 2010, quando a FENPROF cedeu a um trágico acordo com o Ministério da Educação…

Mário Nogueira e a FENPROF não podem agora “assobiar para o lado” e fazer de conta que não contribuíram para o estado comatoso em que se encontra a Carreira Docente…

Mário Nogueira e a FENPROF não podem agora fazer de conta que não estiveram “hibernados” ao longo dos últimos 7 anos e que a sua actuação não foi dominada pela cedência e pela inércia, expressas por “pactos de não-agressão” face às políticas educativas do Ministério da Educação…

A Classe Docente sofreu o maior vilipêndio de que há memória em 2017, com implicações definitivas e prejuízos irrecuperáveis em termos salariais e, como se isso não bastasse, tem-se visto obrigada a executar um ininterrupto trabalho insano, principal consequência de um prolixo “pensamento iluminado”, que tem dominado as políticas educativas…

No geral, as escolas funcionam num regime ditatorial, como se fossem infernais “rodas de hamster”, sem consciência, sem senso e sem pensamento crítico e, nos últimos 7 anos de Legislatura, nunca o Governo encetou qualquer diligência no sentido de revogar o actual modelo de gestão…

não há como escamotear ou ignorar que em 2008 (instauração da Ditadura nas escolas) e em 2017 (subtracção de mais de 9 anos de tempo de serviço à Classe Docente) estavam em funções Governos apoiados pelo PS, ambos pautados pela obstinação, arrogância e prepotência políticas… E aqui não há lugar para interpretações subjectivas, trata-se de uma constatação factual…

As “agressões” infligidas pelo PS aos profissionais de Educação não costumam ser metafóricas… As sucessivas bordoadas aplicadas por esse Partido Político têm sido muito reais e concretas, com consequências desastrosas e danos irreparáveis…

Acresce-se que, em 2019, António Costa, que já era 1º Ministro, fez uma inadmissível chantagem, ameaçando com a demissão do Governo, se a Assembleia da República aprovasse o Diploma que previa a recuperação integral do tempo de serviço dos Professores…

A presente Legislatura está apenas no início, mas, e pelo que se viu no passado e que continua a ver-se no presente, não se auspicia nada de bom, no futuro próximo para os profissionais de Educação…

Assim sendo, importa perguntar:

– Os profissionais de Educação estarão dispostos a continuarem a aceitar a condição de “párias”, que lhes foi atribuída e imposta por António Costa e pelos seus Ministros da Educação?

– Os profissionais de Educação estarão dispostos a contentar-se, mais uma vez, com as “migalhas” que o Governo lhes queira dar?

– Os profissionais de Educação deixarão que tudo volte a ser como era antes da presente luta, aceitando remeterem-se ao silêncio e à resignação, retomando a “normalidade” tão desejada pelo Governo e pelo Presidente da República?

A Escola Pública já teria colapsado há muito tempo, não fosse a abnegação e o altruísmo de muitos profissionais de Educação que, em troca, têm sido “agraciados” com injustiça e com discriminação…

Está mais do que na hora dos profissionais de Educação exigirem o que é seu por direito, de serem ressarcidos e de não aceitarem, entre outros, o ignóbil roubo de tempo de serviço…

Aceitar “faseamentos”, e outras patetices, é deixar que se repitam os erros do passado…

E nem valerá a pena considerar aqueles argumentos que referem a falta de dinheiro como justificação para não melhorar as condições de trabalho dos profissionais de Educação…

Um colossal erro cometido em 2017 ainda não foi reparado por falta de dinheiro?

Só a “festa” realizada por José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues, paradigmaticamente ilustrada pelo Programa da Parque Escolar E.P.E., terá dilapidado ao erário público a astronómica quantia de 2,3 mil milhões de euros, para reabilitar pouco mais de 150 Escolas Secundárias, segundo dados divulgados pelo Tribunal de Contas, também em 2017…

Todos os dias se constacta que dinheiro há muito, dependendo apenas das prioridades… O que não há é vontade política para reparar injustiças que nunca deveriam ter acontecido…

Não bastará já de abnegação e de altruísmo? Reclame-se o que, por direito, pertence aos profissionais de Educação…

Há momentos em que existem apenas duas alternativas: ou agir ou “calar-se para sempre”… Este é o momento de agir…

E, com toda a certeza, será preferível não haver acordo do que ceder a um mau acordo…

Just saying…

 

(Paula Dias)

 

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Lista Colorida – RR19

Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR19.

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David Justino Sugere um Acordo Global e Dilatado no Tempo para Serenar a Escola Pública

 

 

 

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339 Contratados na RR19

Foram colocados 339 contratados na Reserva de recrutamento 19, distribuídos de acordo com a tabela seguinte:

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Não Abram os Olhos que Não é Preciso

Deste (Des)Governo não esperem nada a não ser a miséria económica e a indigência intelectual.

A ler – depois digam que não foram avisados:

6ª Feira – O Meu Quintal

 

Pistas – O Meu Quintal

 

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Ficha de Trabalho Para O Medina Lodaçal, Costa O Tangas e Costa 2.º O Sonso

Não sabemos de quem é a autoria…

 

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Reserva de Recrutamento n.º 19

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 19.ª Reserva de Recrutamento 2022/2023.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 06 de fevereiro, até às 23:59 horas de terça-feira dia 07 de fevereiro de 2023 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – Aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 19

Listas – Reserva de recrutamento n.º 19

 

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O Clamor dos Professores – Carlos Calixto

O CLAMOR DOS PROFESSORES

 

O discurso da revolta dos professores é feito aos gritos, veemente, contundente, um grito de socorro, um clamor lancinante de pessoas humanas exaustas, à beira do abismo. A classe docente caminha para duas décadas de sofrimento. Um descontentamento que é suplício em forma de protesto e reclamação. O clamor digno do mal-estar docente por justiça eRespeito!

“Quem fecha os ouvidos ao clamor (…) também clamará e não terá resposta”. (Bíblia Sagrada, Livro de Provérbios, capítulo 21, versículo 13).

Carlos Calixto

A razão do clamor e dor dos professores tem razões que só o professorado respira e sofre. Tem as cicatrizes e feridas do tempo, da traição, da mentira, da injustiça, ilegalidade, humilhação, empobrecimento, roubo, do abandono do ME, do autismo autoritário, do esmagamento burocrático, do medo do futuro sem futuro, sem horizontes para além do trabalho ao fim de semana, em vidas sem horizontes. Desvalorização, desmotivação, burnout. Assim não é viver, de todo.

A Educação em Portugal está sem Governo. É uma desorganização organizada. O professorado é maltratado, ostracizado, provocado e insultado pelo poder político. A docência vive num carrossel laboratorial permanente de modas e luminárias “maianas”. Não há visão política educativa de futuro, consistente, em permanência; não há pacto visionário. Apenas e só, só navegação à vista. “Vitória suja/ME” é mal sem honra, é derrota. É nada. É!

É necessário que a escola volte para os professores e educadores. É simples, é o poder político investir os docentes da Autoridade perdida e devolver a organização Escola aos seus profissionais, dar valor, condições de trabalho, estabilidade e mimo aos trabalhadores da Educação.

Os professores são os construtores da formação axiológica, ensino e educação dos seus alunos, em parceria com pais, encarregados de educação e famílias. A comunidade educativa. Não há futuro sem os professores. Só um poder político vesgo, cego ou alienado, não entende nem percebe o pedido desesperado de trabalhadores que tutela, agindo fora da lei. Está em causa a Escola pública de massas, inclusiva, humanista e de qualidade.

Dias 1 e 2 de fevereiro de 2023 são marcantes para o professorado português na conjuntura de luta em curso. Dia 1, o ministro das Finanças, Fernando Medina, disse na CNN Portugal: “Portugal não tem só professores. É preciso cuidar do futuro”.

Como? Como disse Sr. ministro? Fique sabendo quea conversa da falta de dinheiro é velha, está estafada e já não colhe. Para a banca/bancosmilhões a jorrar, há dinheiro. Para a TAP (problema resolvido com a privatização, pelo Governo de Pedro Passos Coelho durante a Troika, na sequência de mais uma bancarrota socialista, com José crates, António Costa e Teixeira dos Santos, e que o seu partido, PS, depois de ter perdido nas urnas para o PSD, na coligação geringonça, reverteu e que está custando caro ao país), há dinheiro. Sendo que aculpa política de tamanha incompetência/preconceito ideológico e monumental erro crasso não é assumida e morre solteira. Para ordenados milionários de alguns cargos públicos e “rapazolas” do partido, em início de funções ganhando mais que um professor em final de carreira, há dinheiro. Para despedimentos e indemnizações milionárias pagasdo erário público, há dinheiro. Para empresas públicas cronicamente deficitárias e a dar milhões de prejuízo ano após ano, são injectados muitos milhões e há dinheiro. Para as PPP – Parcerias Público Privadas, há dinheiro. Para a construção de altares megalómanos gastando dezenas de milhões num fim de semana para receber o Papa e as JMJ – Jornadas Mundiais da Juventude, há dinheiro. Acha assim tanto, honrar os compromissos do Estado compouco mais de 300 milhões. É o Estado a falhar.Quer que continue (…); seria fastidioso.

Joaquim Miranda Sarmento, no fórum TSF, lembra que nos últimos 27 anos, o PS (Partido Socialista) governou 20 anos. António Costa, chefe do(s)governos pós Troika afirmou categórica e inequivocamente que a Austeridade Acabou!

Afinal, Mentiu!!! A página não virou.  

O raio do problema das contas públicas certinhas e direitinhas só existe para os educadores e professores de Portugal Continental. No fim/final das contas, só estamos a exigir o que é nosso e aquilo aque temos pleno direito; trabalhamos edescontamos. Ponto final.

Em comparação, por analogia, apenas aquilo a que temos direito é não ter direito(s). Levamos com uma escola pública em colapso, com falta crónica de professores por causa de duas décadas de políticas educativas ausentes, de não existência nem assertividade nem reformas; contratação não profissionalizada de desenrasque “à Zé lusitano”(com o devido respeito a todos os colegas, que não têm culpa de nada); milhares de alunos sem professores e sem aulas; e lembrando, para não esquecer, levamos com lixo burocrático aos montes, com fartura. Tempo para preparar e dar aulas é secundário. Vamos ao acessório e deixemos o essencial.

A ajudar à festa, o Sr. Presidente da República. Esquece que é o PR de todos os portugueses.Quebrou a neutralidade e no dia 1 de fevereiro de 2023, uma quarta-feira, afirmou que: “(…) há ummomento em que a simpatia que, de facto, há na opinião pública em relação à causa dos professorespode virar-se contra eles”. Como  é que é o aviso, abreviando o sumo da coisa: “A simpatia da opinião pública pode virar-se contra os professores”. Então,e o Estado de Direito Democrático, sendo o professorado vítima de longa data de um Estado fora da lei que não cumpre com as suas obrigações e, mais grave ainda, discrimina em relação aos Açores e `a Madeira. Em que é que ficamos. Para as mesmíssimas funções critérios diferentes. Sr. Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, votei em si, mas desilude o professorado. Como diz o sábio povo: “Quem não se sente não é filho de boa gente”. Os docentes são esmagadoramente gente boa, castigada pela tutela e fartamente humilhada peloME (Ministério da Educação). Os educadores e professores portugueses estão à beira do colapso.Deixem-nos trabalhar em paz. Deixem-nos ter dignidade. Deixem o Ensino/Educação triunfar.

Dia 2 de fevereiro de 2023, uma quinta-feira, reunião do ME com todas as organizações sindicais(associações, sindicatos e federações), em mesa negocial única. A agenda negocial é que não lembra ao diabo. Não descurando as matérias agendadas, nada disso, falou-se/ME entregou documentaçãosobre a formação continua de professores e regime de concursos, confirmando a intencionalidade de passar a haver instabilidade para os docentes de carreira em lugar de quadro, que encontrando-se em situação de DACL, passam a “viajar” dentro dos limites geográficos dos novos QZP: “ No sentido de mitigar o problema da falta de professores” (ME/sic); a gestão dos recursos humanos docentes passa a ser uma gestão local, efectuada por um Conselho composto pelos Directores dos respectivos AE/ENA,e (…). Nada de nada sobre as linhas vermelhas. Zero. Os representantes destestrabalhadores/funcionários públicos da Educação,nem sequer tiveram a honra da presença do Sr. Ministro da Educação João Costa, há 7 anos no ministério e que conhece sobejamente os reais problemas da classe docente, que urge resolver sem delongas e demora. Fez-se representar pelo secretário de Estado da Educação, António leite, que presidiu, alegando/justificando o ME a ausência do Sr. Ministro com a presença   numa  reunião no Conselho de Ministros. Donde, o Sr. Ministro da Educação mostrou a mais total e absoluta indisponibilidade/covardia para falar olhos nos olhos, cara a cara com os professores. Mais culpados sãoMedina/Finanças e Costa/Primeiro. Não há vontade política negocial. Ponto.

A estratégia do Governo/ME é vencer/sujo os professores e educadores, por cansaço, desistência,conformismo, desincentivando em forma de litigância, e sobretudo ser insuportável monetariamente manter a luta e as greves, cujo dinheiro sai do bolso dos professores, para quem ganha o que os professores ganham e com toda a perda de poder de compra. É pena, é lamentável. É frustrante. Mas desta vez vai ser diferente porque o professorado está mais unido que nunca, determinados estamos a vencer esta justa, justíssima causa que abraçamos. Não vergamos nem partimos. Estamos de pé e em verticalidade.

Um esclarecimento. Há uma grande confusão nainformação e conversas, nas notícias e comunicação social, jornalistas, comentadores e opinião pública, a misturar escola, alunos, professores em greve, põe e tira apoio(s), etc. O problema do professorado é laboral. Donde, os educadores e professores portugueses têm direito a defender os seus direitos e legítimos interesses, por todos os meios legais, incluso o direito inalienável à greve. Donde, as tentativas de limitar tal direito e qualquer manigância/artimanha, são feias, golpes baixos, atentatórios do bom carácter. Haja bom senso e impere a vontade em resolver. Falemos franco,francamente e frontalmente, com verdade e coragem política.

Obrigado.

“Fizeram chegar a Ele o grito (…) e Ele ouviu o clamor do necessitado” (Bíblia Sagrada, Livro de Jó, capítulo 34, verso 28).

 

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A História Repete-se

E em breve vamos entrar na fase em que o Ministério da Educação vai tentar vergar os professores, com protagonistas muitos semelhantes.

 

 

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Os avanços “poucochinhos” nas negociações

 

Os professores contratados, que tenham 1095 dias de serviço ( três anos) e que estejam colocados, mesmo em horário incompleto, e tenham cumprido no mínimo 180 dias de serviço em cada um dos dois anos letivos anteriores, poderão vincular em QZP. 

O  ME garante, segundo números avançados aos sindicatos, que 10.700 docentes vão vincular a 1 de setembro deste ano. 

E ainda não deixaram cair o CLD… está difícil!

 

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Percebi Bem???

Se é verdade isto está ao nível de um Mohammad al-Sahaf ou de um Dmitry Peskov.

Governo fala em “avanços” nas negociações. Vão ser vinculados 11 mil professores

 

Ao contrário do que dizem os sindicatos, o Governo considera que as negociações desta tarde foram “positivas”. O secretário de Estado da Educação garante que o objetivo é “combater a precariedade dos professores”.

 

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Declarações de Mário Nogueira À Saída da Reunião com o ME

 

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Fenprof aberta a acordo de legislatura com faseamentos

Fenprof aberta a acordo de legislatura com faseamentos

 

Sindicatos não desistem de recuperar o tempo integral de serviço dos professores. Fenprof reconhece “a situação em que o país vive” e diz estar aberta a negociar acordo de legislatura.

 

O secretário-geral da Fenprof disse que perdeu “a fé” nas negociações com o Ministério da Educação, mas reitera que está disponível para continuar “a discutir e negociar prioridades e faseamentos”. Mário Nogueira reconhece “a situação em que o país vive” e diz-se aberto a negociar acordo de legislatura.

“Já perdi a fé sobre estas questões da negociação com o Ministério há uns tempos. Quando entro para lá não vou crente em coisa nenhuma, quando sair de lá logo direi”, disse o secretário-geral da Fenprof, a estrutura mais representativa do setor da Educação, à entrada da quarta ronda negocial com o Ministério da Educação.

Mário Nogueira adianta que para esta reunião na ordem de trabalhos está a discussão dos “concursos e a formação de professores”, mas vai fazer questão de colocar “em cima da mesa” outras questões, nomadamente relacionadas com os quadros de zona pedagógica (QZP) e a contagem integral do tempo de serviço dos professores. “O Ministério sabe que permitir que aquilo que é dos professores, o tempo de serviço que foi cumprido for contado ainda que seja de forma progressiva e faseada, é outra linha vermelha”, elencou.

“Reconhecemos a situação em que o país vive”, diz o secretário-geral da Fenprof, admitindo que não se possa “resolver de um momento para o outro os problemas todos”.Por isso, estamos disponíveis para ter um protocolo de legislatura com prioridades e faseamentos. Já o dissemos até, que em relação ao tempo de serviço admitimos, como aconteceu na Madeira e Açores, que possa ir além [ou seja], que se possa passar um ano ou dois legislatura”, admitiu.

Esta quinta-feira, o PSD anunciou que marcou um debate sobre educação para 22 de fevereiro, e vai recomendar ao Governo que inicie um processo negocial com os professores “para que seja recuperado o tempo de serviço em falta”.

Entre as oito recomendações (sem força de lei) que os sociais-democratas fazem ao Governo, pede-se que o executivo inicie “um processo negocial com as organizações representantes dos docentes para que seja recuperado o tempo de serviço em falta” e crie condições “para eliminar as vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões, um garrote que não existe noutros escalões”, disse o líder parlamentar do PSD, Joaquim Miranda Sarmento, citado pela Lusa.

Já coordenador nacional do Sindicato de Todos os Professores (Stop) diz-se “otimista por natureza”, mas admite que as expectativas são baixas, face à informação prévia enviada por email aos sindicatos. “O Ministério continua a insistir neste erro de não negociar”, afirmou André Pestana, à entrada da reunião.

O Stop elencou três cedências que “podiam acalmar a luta” dos professores, nomeadamente haver “equidade” entre os professores do Continente e os da Madeira e dos Açores, que já recuperaram a totalidade do tempo de serviço congelado; um aumento do número de profissionais não docentes nas escolas, dado que estes estão “subcarregados” e um aumento salarial de, pelo menos, 120 euros para todo o pessoal docente e não docente, de modo a compensar a escalada da inflação.

Questionado pelos jornalistas sobre o impacto financeiro que este aumento salarial poderia ter para os cofres do Estado, André Pestana não avançou com um valor concreto. “Tenho ideia que é uma ínfima parte do que já foi injetado para buracos de banqueiros, uma ínfima parte do que está a ser injetado para as PPP ruinosas e claramente uma ínfima parte do que o Estado arrecadou em receita fiscal extra devido à inflação“, sublinhou.

Já sobre as declarações do Presidente da República, — que avisou que a “simpatia” que os professores têm obtido junto da opinião pública “pode virar-se contra eles” –, o líder do Stop voltou a citar Desmond Tutu, referindo que “neutralidade perante uma injustiça, é escolher o lado do opressor”. Por isso, esperamos que o Presidente da República mude de atitude”, afirmou.

As negociações entre Governo e sindicatos dos professores arrancaram em setembro, sendo que na última reunião o ministro da Educação apresentou um conjunto de medidas, que rondam os 100 milhões de euros e onde se incluem a reconfiguração dos quadros de zona pedagógica de dez para 63, a integração de mais de dez mil docentes nos quadros ainda este ano e o aumento das vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões da carreira. Esta é a primeira ronda negocial que junta os 12 sindicatos numa mesa única.

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As explicações de Paulo Prudêncio sobre as causas da greve

 

 

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“Essencial”: Os motivos da revolta dos professores

 

 

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Paulo Prudêncio na SICN

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Definição de serviços mínimo para dias 6 e 7 de fevereiro de 2023

 

Definição de serviços mínimos na sequência dos avisos prévios de greve decretada pelo Sindicato de Todos os Profissionais do Educação (S.TO.P.), o todo o serviço, durante o período de funcionamento correspondente nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2023, paro os trabalhadores docentes, e, trabalhadores não do docentes.

Acórdão

 

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Decretados serviços mínimos nos dias 6 e 7 de fevereiro

Reunido hoje, o Colégio Arbitral para apreciação do pedido de prestação de serviços mínimos nos dias 6 e 7 de fevereiro para o pessoal docente e não docente deliberou fixar os seguintes serviços mínimos:

 

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2º CORDÃO HUMANO E MARCHA PELA EDUCAÇÃO EM OLHÃO –  dia 04 de fevereiro de 2023

 A CAPEEAECO – Círculo das Associações de Pais e Encarregados de Educação dos Agrupamentos de Escolas do Concelho de Olhão vem convidar toda a comunidade educativa do concelho de Olhão e de todo o Algarve, a juntar-se ao 2º CORDÃO HUMANO E MARCHA PELA EDUCAÇÃO, que se realizará no dia 04 de fevereiro de 2023, pelas 10 horas, na EN 125, em Olhão. 

Ponto de Encontro:

Rotunda do Cubo (EN125 ) às 10h

Início da Marcha: 10h 15 min

 

Percurso:

* Avenida Dr. Bernardino da Silva

* Avenida da República

* Praça de Restauração ( Rua do Comércio )

 

Iremos formar o CORDÃO HUMANO PELA EDUCAÇÂO, com início no mercado do peixe até ao hotel Real Marina.


A luta por um ensino de qualidade, justo e equitativo não é só dos profissionais da educação, é de todos nós. Demonstre o seu apoio a esta causa, participando no Cordão Humano.

 

Público alvo: toda a comunidade educativa do concelho de Olhão (Profissionais da Educação, Alunos, Encarregados de Educação, familiares e simpatizantes).

 

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Não recebi o tal documento

O ministério da Educação já respondeu às dúvidas colocadas pelos diretores em relação à operacionalização dos serviços mínimos nas escolas. No documento, ao qual o JN teve acesso, a tutela esclarece que os serviços mínimos determinados pelo Tribunal Arbitral têm de ser cumpridos, “independentemente do número de pré-avisos de greve”. Confirma ainda que cabe aos dirigentes escolares a convocação dos professores e funcionários.

 

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Se o Ministro da Educação não estiver Presente Amanhã na Reunião…

… as doze organizações sindicais vão manter a reunião agendada para as 10 horas?

 

 

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A Medida Universal Foi Suficiente ao ME

E já subiu uns pontos na avaliação intercalar.

 

Ministério da Educação esclarece: serviços mínimos são apenas para a greve convocada pelo Stop

 

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O equilíbrio das nossas contas públicas depende dos professores?

Com assessores acabados de sair do Ensino Superior com salários superiores a um professor e final de carreira, indeminizações e prémios milionários em empresas públicas que dão prejuízo, altares de milhões, derrapagens em obras públicas… não me parece que o problema de equilíbrio das contas públicas sejam os professores ou qualquer outra classe profissional do sector público.

Medina trava professores com “equilíbrio” das “contas públicas”

 

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Ouve-se o Grito do Ipiranga que Une Profissionais da Educação da Póvoa do Varzim e de Vila do Conde.

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Respostas do ME, Algumas Erradas

Com a transferência de competências do pessoal não docente para as autarquias deixou de ser competência do Diretor ( A não ser que a mesma esteja delegada) em distribuir o pessoal não docente.

Por aqui bastava a autarquia recusar-se a  decretar os serviços mínimos para o Pessoal Não Docente, tal como muitas recusaram a ficar com essa competência.

Depois parece completamente ilegal ficar serviços mínimos para as greves que o ME considera não haver dúvidas em que se façam.

Daqui a uns meses vamos todos perceber que estes serviços mínimos são ilegais, mas o que lá vai, lá vai.

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O ruído e a verdade – Santana Castilho

 

1. “É fundamental que o Presidente da República, que deve ser o principal defensor da nossa Constituição, diga de uma vez por todas qual a sua posição clara sobre os ataques que têm degradado a escola pública e o atentado ao direito à greve”, desafiou André Pestana. O Presidente da República, que fala sobre tudo a todo o tempo e até “demite” ministros via comentário político, afirmou desta feita não querer intrometer-se no diálogo entre Governo e professores, para não introduzir ruído no processo. Mas Isabel Alçada falou por ele, numa altura em que devia ficar calada. É ouvi-la na entrevista que concedeu à RTP, entre as duas audiências sindicais. Tomou partido na contenda, louvou o ministro e o Governo e diabolizou os sindicatos. Teceu loas aos países onde não há greves e teve o topete de elogiar o seu próprio talento negocial quando, com a Fenprof, foi protagonista do acordo de 2010, que tanto contribuiu para a desgraça em que os professores foram caindo. Não haveria na casa civil do Presidente um mediador mais prudente?
2. O Colégio Arbitral, que não Tribunal Arbitral, como reverencialmente tantos lhe chamam, é um órgão acolitado numa repartição do Governo. Funcionou como parte interessada, a coberto de um falso manto de competência técnico-jurídica. Como entender que o representante de um sindicato, que recusou desde o primeiro momento serviços mínimos, votasse ao lado do patrão, traindo os trabalhadores? Esta subversão do direito de representação de uma das partes em conflito e esta unanimidade de pacotilha são a miserável exibição do estado para que caminha a nossa democracia e a ética que a guia.
António Costa ficará para a História como aquele que, em sete anos de governo, recorreu mais vezes a mecanismos de excepção para impedir greves do que todos os outros, nos restantes 42 da nossa democracia. É mestre em serviços mínimos e requisições civis, talhadas para servir os seus interesses políticos e os interesses do patronato, que atestam bem a qualidade do socialismo que defende e a sua aversão ao diálogo e à negociação par resolver conflitos laborais.
3. A comunicação social fala profusamente das rondas de negociação com os sindicatos. A opinião pública conhece bem as reivindicações dos professores. Mas desconhece a natureza de negociações flácidas, cujo prolongamento é favorável ao Governo, que aposta em cansar os docentes. Sabe o leitor que assuntos o Ministério da Educação impôs, até agora, para serem negociados nas quatro rondas já havidas? Em digo-lhe: regime jurídico de recrutamento, contagem do tempo de serviço prestado em creches, valorização dos doutorados para acesso aos 5º e 7º escalões e concursos extraordinários para duas escolas de ensino artístico. Falta tudo o resto, que é o mais importante e que ainda não foi objecto de qualquer negociação: contagem de todo o tempo de serviço prestado, salários, quotas de acesso aos 5º e 7º escalões da carreira, sucata burocrática, mobilidade por doença, etc.
4. Dados recentes revelaram que os professores só conseguem entrar na carreira aos 46 anos de idade e depois de 16 de trabalho precário. O Ministério da Educação anunciou que ia permitir que todos os que completem 1095 dias de serviço a tempo integral entrem na carreira. Mas não disse que o fará, não por sua vontade, mas por imposição da Comissão Europeia, sob ameaça de Portugal ser levado ao Tribunal Europeu de Justiça, por incumprimento de uma antiga directiva da Comissão. Mesmo assim, não resistiu a mais uma artimanha, para tornar perene a iniquidade: no momento do concurso, os docentes terão de estar contratados em horário completo. A consequência pode ser esta:
O professor A tem cinco mil dias de tempo de serviço, mas no momento do concurso não tem horário completo. O professor B tem metade desse tempo e horário completo. A é mais graduado que B. No entanto, B adquire vínculo e A continua precário.
5. Foi atentatório ao mais elementar bom senso que, em pleno litígio, tenham saído anúncios de uma empresa contratada pela Direcção-Geral de Estabelecimentos Escolares para recrutar médicos que, em Fevereiro, irão fiscalizar baixas por gravidez de risco. Está aqui bem evidente a sanha persecutória e a inabilidade política do um ministro incendiário, manifestamente incapaz de contribuir para a resolução dos problemas da Educação.
In “Público” de 1.2.23

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Daqui a Pouco…

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O Polígrafo Diz que o António Costa Mente com Quantos Dentes Tem na Boca

(…)

Continua aqui:

António Costa à RTP: “Creio que nunca tivemos cinco anos consecutivos sem qualquer congelamento na carreira” – Polígrafo

 

 

 

 

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Viana do Castelo – Distrito em Greve

 

 

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E mais não digo sobre o estado deste país…

 

Juiz Presidente de Lisboa Substitui Grevistas

 

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Professores de gente livre

Hoje sou livre porque tive professores que me ensinaram a questionar, a duvidar, a olhar para o mundo com sentido crítico. É disso que o poder tem medo, de gente livre e de gente que ensina os outros a serem livres.

Professores de gente livre

 

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Porque não faço greve no dia 3….SERVIÇOS MÍNIMOS – Luís Sottomaior Braga

(texto longo porque o caso é mesmo grave)
A polémica dos serviços mínimos prossegue.
Vai haver dias (e esse vai ser um deles) em que quem vai impor os serviços mínimos a quem os tiver de fazer vão ser a FENPROF e suas adjacências.
OS NÃO DOCENTES E OS SERVIÇOS MÍNIMOS
No dia 3, Viana vai estar no centro do problema.
Para os não docentes, faz-se uma lista de trabalhadores em serviços mínimos e os que nela forem incluídos têm de trabalhar. Os outros podem fazer greve.
Mesmo que a decisão dos serviços mínimos venha a ser, daqui a uns meses, ilegal (com fundamento, no limite, em iliteracia dos autores, acho eu – até a eutanásia lá voltou para trás por causa de uma copulativa….).
Só o STOP tem greve para eles. Não há que relacionar com outros pré-avisos coincidentes.
A FENPROF E OS SERVIÇOS MÍNIMOS. ENTERRAR A FACA EM QUEM FAZ SOMBRA
No caso DOS DOCENTES, a FENPROF e suas ilhotas adjacentes vieram com uma doutrina, num comunicado, absolutamente bizarro, que já não esconde a intenção de punir os sindicalizados e simpatizantes do STOP.
Essa doutrina diz assim, passo a citar, “Ao serem elaboradas listas de docentes afetos aos “serviços mínimos” para a greve que a eles está sujeita, deve ter-se em conta que não podem ser incluídos os associados das organizações que convocaram a greve que não tem “serviços mínimos” (FENPROF e etc, nota minha), bem como os não sindicalizados que a ela pretendam aderir.”
Ora, isto, significa que, estando nesse dia 2 greves de um dia a decorrer simultaneamente no distrito de Viana (decorrem nas mesmas escolas, para o mesmo universo de profissionais, para o mesmo dia) teriam os dirigentes escolares de, perante a decisão prévia de escolher quem faz serviços mínimos, fazer duas ilegalidades (perguntar, a todos os que prestem serviço nesse dia, que greve fazem – pergunta ilegal e punível – e questionar a sua sindicalização – outra coisa ilegal e impossível de apurar com rigor sem perguntar).
SER DO CLUBE FENPROF DÁ DISPENSA DE SERVIÇOS MÍNIMOS, PORQUÊ?
Quem for do clube FENPROF está dispensado, dizem os dirigentes do clube.
Os outros, sindicalizados ou não, têm sido maus meninos e ficam de castigo. No ensino especial, dizem eles, livram-se do castigo se alinharem com a FENPROF e renegarem as más companhias.
Eu não renego os que lutam comigo. Quem esteve na concentração de Viana um destes sábados sabe que, a dada altura, perguntei quem não era do STOP e estava ali em nome da unidade. A maioria não era. Mas eu sou e não o renego. Porque escolhi ser.
Assim, se a FENPROF quer, para si, um direito de greve premium com cartão passe atribuído pelo governo por bom comportamento, que me nega a mim, eu não estou lá.
Quero manter-me com os malcomportados que foram às 3 manifestações destes meses.
E não me importo nada de ir contra o grande dogma da “unidade a toda a brida”. Os nazis indubitavelmente uniram a Alemanha e vejam no que deu. Eu sei que a comparação exagera, mas o argumento tem base lógica, salvo a escala da coisa.
(Recordo que agora que já li a decisão toda da arbitragem e a incrível base da fundamentação dos serviços mínimos que é “tem havido greves a mais”, o que devia por os velhos sindicalistas alerta para a reação a ter e como gerir com inteligência isto tudo. Mas não, tinham de ir com sede ao pote).
Em vez de pedirem reuniões com a vítima, espetam mais a faca.
Calculo que a fantasiosa isenção de serviços mínimos para os seus, seja só para os dias em que haja greves da Fenprof.
Logo, nos dias em que não haja greves da Fenprof e anexos, já podem ser convocados para serviços mínimos. O que mostra o absurdo da coisa e de como isto é tudo divisionismo puro e duro.
MAS ISTO TEM ALGUMA LÓGICA, ALÉM DE TENTAR ATACAR O STOP?
Qual é a lógica legal, constitucional, moral ou, até simplesmente lógica, de um disparate destes?
Há grevistas que podem no mesmo dia, com sanções legais, à mesma hora e na mesma escola, ser obrigados a não poder exercer o seu direito a um dia de greve se forem (e se declararem) da greve do STOP.
Mas se forem da greve da FENPROF (e o declararem) já podem. Porque o governo escolheu uma greve e não outra para atacar.
E a Fenprof alinha?
Anos a dizer que não se pode perguntar por greves (como a lei dispõe) para acabarem assim?
O SIGNIFICADO PROFUNDO DISTO TUDO
O que a FENPROF quer provar é que não tem direito a existir quem não esteja no seu redil e não se sujeite à sua forma interna de funcionar.
E isso para mim é inaceitável.
Foi uma das causas da criação do STOP e continua válida.
A unidade não se faz a espezinhar os divergentes, que é o método Mário Nogueira e CDMPC (quem quiser, depois explico a sigla).
Eu, no dia 3, ía fazer greve e ajudar a mobilizar (há testemunhas e coisas escritas) em Viana. A da Fenprof que, na prática, era a mesma que a do STOP nesse dia.
Com este comportamento da FENPROF, que insiste nestas distinções divisionistas entre sindicatos e greves e constatando a manhosice, disfarçada de juridiquês, já não faço.
E podem vir com a conversa seráfica da unidade. Não há unidade com gente que funciona assim.
O QUE VOU FAZER DIA 3…..VOLUNTARIAR-ME PARA SERVIÇOS MÍNIMOS.
Vou oferecer-me ao meu diretor para serviços mínimos e nesse dia vou ficar numa biblioteca a vigiar crianças.
Considerem que é o meu ato de solidariedade com todos os colegas que declararem a greve do STOP, que vão ter o seu direito à greve perturbado em todo o país, só para a Fenprof provar nesses dias que ainda mexe, que tem uma relação especial com o Governo e só ela tem o direito hereditário de ser o sindicalismo docente.
E que serão esmagados todos os que se rebelarem.
MAS ESTE ATO IGNÓBIL DE AJUDAR A CASTIGAR GREVISTAS VALE A PENA?
A FENPROF quer ver os que a afrontaram com greves à séria a assistirem no banco de castigo à sua greve fofa?
Não me digam que ainda vão visitar os colegas do STOP ou que não adiram à sua greve, que condenam aos serviços mínimos, de que exigem libertar os seus e vão fazer caretas como as criancinhas?
Ou querem só mostrar a sua especial relação com o Governo que até os supostamente isenta de serviços mínimos no dia em que os outros estão de castigo? É preciso um golpe destes para mostrar que ainda mexem?
No dia em que houver greve só do STOP já podem cumprir serviços mínimos, é isso?! Aí são para todos. Portanto, nos outros dias manda a FENPROF. No dia do passe premium é só para a malta que alinhar com o STOP.
E no dia da “sua” greve não cumprem a lei de todos os outros, porquê?
O que tem um pré-aviso de um dia de diferente de outro pré-aviso de um dia?
…………
Saí de 4 dias de tosse. A única vantagem da imoralidade e lata extrema vertidas neste comunicado foi tirar-me a tosse com a incredulidade.

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SOU TEACHER! E ESTOU HOME ALONE!

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