É um alerta que parte dos próprios directores escolares. As escolas básicas e secundárias podem estar uma semana paradas. É que os professores que foram examinadores durante as provas nacionais de português e matemática vão ter direito a folgas, e por isso alguns estabelecimentos podem ficar com número reduzido de docentes.
Foi hoje aprovado, em Conselho de Ministros, o decreto-lei que regulamenta o concurso de vinculação extraordinária para docentes do ensino artístico especializado.
Este concurso tem como objetivo reforçar o quadro das escolas do ensino artístico especializado, designadamente da Escola Secundária Artística António Arroio, da Escola Secundária Artística Soares dos Reis e das escolas especializadas do Ensino da Música e da Dança, nomeadamente, do Conservatório de Música de Aveiro Calouste Gulbenkian, do Conservatório de Música de Coimbra, do Conservatório de Música do Porto, do Instituto Gregoriano de Lisboa, da Escola de Dança do Conservatório Nacional, da Escola de Música do Conservatório Nacional e do Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian de Braga.
Estas escolas apresentam características muito específicas na área das artes, com uma oferta educativa de enorme qualidade. Trata-se de mais uma medida de consolidação e de estabilização do quadro de recursos humanos do sistema educativo e das escolas envolvidas que vem complementar a vinculação, em 2013, pelo Ministério da Educação e da Ciência (MEC), de 34 docentes nas escolas do Ensino da Música e da Dança e o processo de vinculação extraordinária de professores e educadores de infância para acesso aos quadros no ano letivo 2014/2015.
A abertura destas vagas ocorre agora, num momento em que o MEC se encontra em condições de permitir de forma sustentável o acesso dos docentes aos quadros destas escolas, de acordo com as necessidades reais do sistema educativo.
Esta é mais uma fase num processo de consolidação e sustentabilidade do sistema educativo que se iniciou no princípio da legislatura. O concurso permite dar às escolas uma maior estabilidade na concretização do seu projeto educativo, e uma maior estabilidade profissional aos docentes das técnicas especiais.
Podem concorrer a estas vagas os docentes que estejam em exercício efetivo de funções à data de candidatura numa das escolas, tenham pelo menos 5 anos (1825 dias) de serviço efetivo docente e que tenham prestado pelo menos 3 anos (1095 dias) sucessivos de serviço efetivo docente com horário anual e completo nas técnicas especiais nos últimos 6 anos imediatamente anteriores à data de abertura do concurso.
Os docentes devem ter também avaliação mínima de Bom. Os candidatos só podem concorrer ao estabelecimento onde lecionam à data da candidatura. Dado que um dos requisitos de candidatura é terem 5 anos de serviço, a todos estes docentes é dispensado o período probatório.
Esta é a primeira vez, desde 2007, que as Escolas Artísticas António Arroio e Soares dos Reis integram docentes concursalmente, sendo que – naquele ano – foram abertas 13 vagas para docentes de técnicas especiais. Já as Escolas do Ensino da Música e da Dança tinham integrado cerca de 80 vagas em 2009 e 34 vagas em 2013, como já foi referido. Estas vagas complementam ainda as cerca de 600 vagas abertas pelo MEC para o ensino regular no ano passado e aquelas que irão ser abertas neste ano letivo.
Os efeitos deste concurso reportarão a 1 de setembro de 2014. Nessa data, terão sido vinculados aos quadros do MEC um total de mais de 2600 professores, num processo que poderá prosseguir em 2015 e que culminará na introdução da norma travão de acesso semiautomático aos quadros para professores com 5 anos consecutivos de serviço docente com horários anuais e completos.
De há algum tempo a esta parte o MEC tem procurado reagir ao que lhe vai correndo mal no dia-a-dia.
Sou capaz de me lembrar de algumas situações em que tal aconteceu: “permutas”, “dispensa do período probatório”, “PACC”, etc…
Em alguns destes casos tem reagido bem aos erros que cometeu, mas noutros casos o erro de planificação não consegue ter conserto a tempo, como seja a prova de Inglês ou as provas finais desta semana.
O presidente do órgão consultivo formado por directores acusa o MEC de ter assumido um despacho que pode deixar os alunos sem aulas na recta final do ano lectivo.
Eduardo Lemos diz não ter dúvidas sobre a forma como os directores devem agir, em relação ao problema mais recente. “Sendo o serviço de exames, por norma, prioritário, devem garantir as dispensas. Se depois houver professores com componente não lectiva disponíveis para substituir os docentes dispensados muito bem, se não houver, infelizmente os alunos terão de ficar em suas casas, os pais terão de perceber”, disse.
O Despacho da Organização do Ano Letivo, segundo informação da Secretaria-Geral do MEC, já foi enviado para publicação em Diário da República no dia 14 de Maio de 2014. Não se justifica o atraso na publicação ou o desconhecimento da versão final do diploma, visto que este atraso prejudica a preparação do ano letivo 2014/2015. E a cada dia que passa sem se conhecer a versão final tornará mais difícil o arranque do ano letivo com normalidade.
Apesar do elevado número de vagas nos grupos 300 – Português e 500 – Matemática não creio que vá haver candidatos em número suficiente para ocupar estas vagas. Se tal se confirmar, acredito que os horários não preenchidos possam vir a ser lançados numa fase seguinte para contratação.
Já se encontra na aplicação SIGRHE a manifestação de interesse para o IEFP para o ano 2014, sem que exista qualquer aviso prévio no site da DGAE.
De acordo com a aplicação, só podem ser candidatos os docentes QA/QE ou QZP e é-lhes perguntado se: “Declara aceitar, caso venha a ser selecionado (a), cumprir um horário de 22/25 horas letivas semanais independentemente de estar obrigado(a) ao cumprimento de menor carga letiva nos termos do artigo 79.º do ECD?“
Também não existe qualquer informação sobre as vagas a concurso, nem se esta manifestação de preferências privilegia quem está com ausência da componente letiva tal como aconteceu com a candidatura ao Plano Casa.
Para se saber se existe vaga para determinado grupo de recrutamento teremos de preencher a aplicação e quando dissermos qual o grupo de recrutamento em que nos encontramos providos é que ficamos a saber se existe algum horário disponível para esse grupo. Desde já informo que não há qualquer lugar para o grupo 240.
ADENDA: Depois da publicação deste post já surgiram mais informações no site da DGAE
A Aplicação encontra-se aberta desde o dia de hoje e até ao dia 28 de Maio
Inquirida como arguida em julgamento por suspeita da prática do crime de prevaricação, por alegadamente ter favorecido o jurista João Pedroso numa contratação feita, por ajuste direto, pelo Ministério da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues rejeitou totalmente a acusação.
“Nunca tomei uma decisão para beneficiar João Pedroso”, salientou a ex-ministra da Educação, sublinhando que a sua “motivação” foi sempre a defesa do “interesse público, do sistema educativo e dos alunos”.
Apesar de admitir que conhecia Paulo Pedroso do ISCTE e que se aproximou mais dele após o “processo penoso” de que foi alvo no caso Casa Pia, Maria de Lurdes Rodrigues insistiu que nunca tomou qualquer decisão ministerial para beneficiar o irmão, João Pedroso.
“Nunca vivi de favores, de lealdades ou de trocas”, observou.
Tendo em conta quer a afluência de docentes contratados, quer a necessidade de darem entrada nos tribunais portugueses as primeiras ações individuais pela vinculação, a ANVPC informa que as consultas jurídicas decorrentes da 1ª fase deste processo terminarão já no próximo dia 6 de Junho.
Nessa medida, e tal como referenciado nos links abaixo disponibilizados, os professores interessados deverão contactar, com carácter de urgência, os gabinetes de advogados referenciados, para procederem a uma consulta inicial tendo em vista o arranque do seu processo individual.
… é a justificação que o MEC dá para não haver um limite de 25 provas a cada classificador enquanto decorrem as atividades letivas.
Já suspeitava no ano anterior desta possível justificação, mas agora é confirmada com as declarações do MEC ao jornal Público. No entanto, como podem ver aqui o despacho 18060/2010 também se refere aos exames nacionais do ensino básico.
E vir argumentar que uma prova final não é o mesmo que um exame nacional é o mesmo que vir dizer que estas provas finais não têm o mesmo valor dos exames nacionais. E assim, cai por terra a fundamentação do rigor tanto apregoado por Nuno Crato.
João Silva Bento, 12 anos, estudante do 6.º ano na Escola Secundária Manuel Fernandes, em Abrantes, sagrou-se este ano campeão mundial de cálculo mental, entre mais de 36 mil participantes de 61 diferentes países
A minha interpretação não mudou do que disse há um ano, apesar de este ano ter sido atribuída uma dispensa de dois dias na componente letiva aos professores classificadores.
Esta quarta-feira cerca de 220 mil alunos do 4.º e 6.º ano fazem a prova nacional de Matemática. De manhã, em Camarate os meninos do 4.º ano entraram ensonados e saíram entusiasmados.
Rodrigo não foi o único aluno do 4.º ano a achar o exame fácil. À saída da prova, a maioria das crianças respirava de alívio e, à excepção de um ou outro problema ou conta, acharam as questões fáceis.
Concordam com a facilidade do exame de Matemática? Qual foi a vossa opinião sobre as Provas Finais de Matemática do 4º e do 6º ano?
Mais ao final da tarde serão colocadas as provas de hoje aqui
Encontra-se disponível na aplicação SIGRHE a funcionalidade para ser pedida a Licença sem Vencimento/Sem Remuneração.
Os tipos de licença que podem ser requeridos são os que se encontram na imagem de baixo.
Fica a informação disponível no menu Licença Sem Vencimento (Pessoal Docente)/Sem Remuneração (Pessoal Não Docente):
Antes de iniciar o preenchimento deste formulário aconselha-se a leitura dos seguintes documentos:
Docentes
– Pedidos de Licença Sem Vencimento: art.s 106.º e 107.º do ECD e art.s 234.º e 235.º da Lei nº 59/2008, de 11 de setembro
– Pedidos de Licença Especial para Macau: Decreto-Lei n.º 89-G/98, de 13 de abril
Não Docentes
– Pedidos de Licença Sem Remuneração: Lei n.º 59/2008, de 11 de setembro, art.s 234.º e 235.º.
Em caso de dúvida ou de dificuldade de preenchimento tem ao seu dispor os seguintes recursos:
– Loja – Atendimento presencial da DGAE, situado na Av. 24 de julho, n.º 142, Lisboa. Este serviço está disponível todos os dias úteis, das 10h às 18h nos meses de fevereiro, março, abril, maio, junho e setembro e entre as 9h30m – 12h30m e as 14h – 17h, nos meses de janeiro, julho, agosto, outubro, novembro e dezembro.
– CAT – Centro de Atendimento Telefónico da DGAE, 213 943 480, disponível todos os dias úteis, das 10h às 18h nos meses de fevereiro, março, abril, maio, junho e setembro e entre as 9h30m – 12h30m e as 14h – 17h, nos meses de janeiro, julho, agosto, outubro, novembro e dezembro.
Desde hoje e até ao dia 29 de junho de 2014, encontra-se aberta a aplicação para os Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo e respetivas Entidades Titulares procederem ao seu registo no SIGHRE de forma a darem cumprimento às atribuições e competências da DGAE, definidas pela portaria nº 30/2013, de 29 de janeiro, em harmonia com o Decreto-regulamentar nº 25/2013, de 17 de fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei nº 266-F/2012, de 31 de dezembro, nomeadamente a promoção da gestão e acompanhamento da execução dos contratos de financiamento dos EEPC e, na prossecução de uma perspetiva integrada do processo, de forma a agilizar e simplificar os procedimentos, pela Direção-Geral da Administração Escolar/Direção de Serviços do Ensino Particular e Cooperativo (DGAE/DSEPC).
Tal como a esperança, a Educação deverá ser a última a perder!
O calendário escolar é dos diplomas legais mais desejados pelas escolas, pois é com base nele que se define a estrutura de um ano letivo. O deste ano não agradou a muitos agentes educativos, sobretudo devido à diferença desproporcional de duração dos períodos letivos.
… já foi enviada para promulgação e será a nova “bíblia” dos funcionários públicos, visto que compila num único diploma muita legislação que se encontra dispersa.
Clicar na imagem para ver o documento com 305 páginas e que foi enviado dia 19 de Maio para promulgação.
Foi autorizada a dispensa da componente letiva e não letiva aos professores supervisores e classificadores das provas finais do 4º e do 6º ano, sendo dois dias dentro da componente letiva e na componente não letiva durante todo o período em que decorre a classificação da prova.
No entanto, para compensar a dispensa de dois dias dos professores supervisores e classificadores as escolas devem assegurar a continuidade das atividades letivas dos alunos.
Ver o despacho completo publicado no site do IAVE.
A não ser que o ministro se referisse à introdução de uma segunda língua estrangeira a partir do 5º ano. Mas se assim for, então porque eliminou das novas habilitações profissionais para a docência qualquer formação inicial para uma segunda língua estrangeira no 2º ciclo do ensino básico?
O ministro da Educação admitiu que o ensino de uma segunda língua estrangeira possa vir a ser obrigatório. A posição de Nuno Crato foi assumida em declarações aos jornalistas em Bruxelas, à margem da reunião do Conselho de Educação.
O governante português adiantou que a introdução de uma segunda língua estrangeira obrigatória nas escolas é uma hipótese em cima da mesa entre os 28 Estados-membros e admitiu a possibilidade de o ensino de inglês ser alargado de cinco para sete anos.
Sobre a possibilidade de ser introduzida uma segunda língua estrangeira entre as disciplinas obrigatórias, Nuno Crato afirmou que os ministros europeus têm a ambição de estender a medida “a todos os países”.
“Temos a possibilidade de estudar alemão, estudar espanhol, estudar francês, como segunda língua e surgiu recentemente a possibilidade de estender o mandarim como uma das disciplinas opcionais a ter no ensino secundário e talvez mesmo no ensino básico”, disse.
Outros dos pontos de discussão foi “o reforço da internacionalização das universidades europeias”, especialmente com “vários países africanos e asiáticos com os quais a Europa tem preocupação especial de cooperação, nomeadamente com a China”. Neste ponto, o ministro da Educação sublinhou a importância da recente viagem do Presidente da República à China.
“Por outro lado, pretende-se valorizar especialmente a ligação objetiva dos candidatos ao sistema público de educação, concretizando no exercício do seu trabalho nas escolas, tornando a oposição ao concurso extraordinário condição obrigatória de acesso à posterior contratação a termo resolutivo para a satisfação de necessidades temporárias que entretanto surjam no ano letivo 2014-2015.”
Na minha opinião, salvo interpretação diferente, quem reúne condições de admissão a este concurso (artigo 2º) só pode concorrer à contratação para 2014/2015 caso seja opositor ao concurso externo extraordinário.
Contudo, tendo em conta que os requisitos de admissão ao concurso externo extraordinário e ao concurso de contratação são diferentes acho bastante difícil que seja possível controlar esta obrigação determinada no preâmbulo do Decreto-Lei nº 60/2014.
Quanto a datas dos concursos ainda nada se sabe, mas continuo a apontar para o final do mês de Maio a abertura do concurso externo extraordinário e do concurso de contratação para 2014/2015.
Especialistas da Universidade de Coimbra defendem que a quebra da natalidade se deve a obstáculos económicos, rejeitando “o mito” de uma crise da família e da “questão motivacional”.
“A quebra de natalidade não tem que ver com o desejo de não se ter filhos, mas com a impossibilidade de os ter”, considerou Graciete Borges, investigadora na Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra, referindo que “há uma série de obstáculos para a parentalidade”, entre os quais “a não conciliação da vida profissional com a familiar e a falta de rendimentos suficientes para serem pais“.
Num estudo realizado pela investigadora, esta demonstra que 85,8% dos jovens adultos entrevistados (entre os 17 e os 37 anos) expressa o desejo de vir a ser pai ou mãe num futuro próximo, sendo o papel social futuro mais valorizado o da parentalidade (55%), acima dos 38% para a conjugalidade e 33% para o papel profissional.
“A natalidade tem vindo a descer acentuadamente e mostra que este rumo tem muito a ver com as condições de vida das pessoas”, assim como com a saída de “muita gente do país em idade fértil”, alertou.
Em Portugal, “quem tem filhos é muito penalizado. Entende-se que ser pai ou ser mãe é um problema pessoal e que não tem que ver com a sociedade”, criticou.
Segundo Graciete Borges, “as políticas não atendem, muitas vezes, ao papel essencial da natalidade para a sustentabilidade do país”, sendo esta “essencial para se manter a sociedade a funcionar de forma equilibrada”.
O direito do trabalho “não pensa nos pais”, frisou.
A quebra da fecundidade é “um sinal dado há muito tempo”, sendo necessário “inverter o modelo de desenvolvimento sócio-económico”, defendeu Sílvia Portugal, socióloga e investigadora no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.
“A incerteza é a palavra que os jovens mais escolhem quando falam do seu futuro”, apontou, salientando que “a incerteza é muito má para a fecundidade”.
De acordo com a socióloga, as pessoas “não podem planear o futuro. E ter filhos implica planear o futuro”.
“O que é dramático é que as pessoas querem realmente ter filhos”, mas “as condições económicas não o permitem”, observou.
Sílvia Portugal considerou que a “família não está em crise” e é esta que serve de “almofada de protecção social com que as pessoas contam, porque com o Estado podem contar cada vez menos”.
Mas, “se por um lado a crise fortalece laços na família, porque é a única coisa que resta, por outro, a crise também está a debilitar as solidariedades familiares, porque retira recursos económicos às famílias”.
Para a socióloga, a crise põe também em causa “os ganhos da autonomia individual face à família”, em que “as pessoas têm vontade de terminar relações mas não o fazem porque não têm condições para o fazer e os jovens têm cada vez mais dificuldade em serem autónomos e saírem da casa dos pais”.
As duas investigadoras vão estar presentes no seminário “A família e o trabalho em tempos de crise”, promovido pela União Geral de Trabalhadores (UGT), que se realiza na tarde de quarta-feira no auditório da Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra e que conta com a participação do secretário-geral da UGT, Carlos Silva.
Cerca de 110 mil alunos do 4.º ano fizeram esta segunda-feira a prova nacional de Português, com menos surpresas do que no ano passado, quando a prova foi reintroduzida no 1.º ciclo.
Mais logo devem ser colocados neste espaço as provas de Português do 4º e 6º ano, bem como os critérios de classificação.
Enquanto não são conhecidos estes exames gostava de saber a vossa opinião sobre o grau de exigência das provas de hoje.
O quadro seguinte apresenta a diferença do valor de pagamento para a ADSE por índice de vencimento, em função da alteração do desconto de 2,5% para 3,5%.
A última coluna apresenta o valor pago para a ADSE em função de 14 meses de vencimento. Retirando os descontos para o IRS e a CGA/SEG SOCIAL cada docente quase paga um vencimento líquido para beneficiar deste sub-sistema de saúde ao longo do ano.
Muitos docentes vão fazer contas a estas despesas e é quase certo que o saldo final das receitas da ADSE com este aumento vão cair em relação a anos anteriores, o que pode vir a tornar insustentável a própria ADSE.
Foi publicado hoje em Diário da República a Lei 30/2014 que procede à alteração dos descontos para a ADSE de 2,5% para 3,5% a partir do dia de amanhã.
Acredito que esta enorme alteração dos descontos para a ADSE possa mais cedo ou mais tarde acabar com este sub-sistema de proteção na saúde dos funcionários públicos. Não fossem os meus descontos para a ADSE ainda incluir os meus filhos como beneficiários e neste momento não tinha qualquer dúvida em optar por sair da ADSE e fazer um seguro de saúde privado.
No site do GAVE informa-se que foram ontem disponibilizados para as escolas os relatórios técnicos dos resultados das provas finais de ciclo e dos exames finais nacionais realizados em 2013.
Os relatórios técnicos contêm informação estatística relativa aos resultados globais e por item, ao nível da escola/agrupamento, das NUTS II, das NUTS III e do país, das provas finais de ciclo realizadas em 2013.
Seria interessante que estes relatórios fossem tornados públicos e não apenas reservados às escolas.
O Diário Económico destaca, na edição desta segunda-feira, que serão os salários mais elevados a beneficiar com a nova tabela remuneratória na Função Pública. Se aos rendimentos mais elevados são os que sofrem mais cortes, a reposição de 20% dessa tesourada será proporcionalmente mais significativa do que nos salários mais baixos.
A conclusão, diz hoje o Diário Económico, está implícita no caminho definido pelo Governo para os próximos anos e que prevê que “as medidas que vierem a ser adotadas pretendem racionalizar e valorizar a Administração Pública”.
Esse objetivo será concretizado, de acordo com o Executivo, através “da revisão da tabela remuneratória e dos suplementos remuneratórios, com base num estudo independente que envolveu uma análise comparativa das remunerações praticadas no setor público e no setor privado”.
Esse estudo, revela hoje o Diário Económico, prende-se com uma avaliação levada a cabo pela Mercer e que concluí que os quadros mais qualificados da Função Pública têm salários mais baixos face ao privado.
Posto isto, conclui a mesma publicação, a reposição em 20% dos cortes aplicados aos funcionários públicos, nos últimos três anos, beneficiará os rendimentos mais elevados que serão proporcionalmente mais aliviados face aos salários mais baixos.
O mesmo sucederá com a nova CES (Contribuição Extraordinária de Solidariedade), cujas pensões mais beneficiadas serão as mais altas, entre 3.750 e 4.611 euros.
Quem abrir hoje a 2ª Série do Diário da República vai ver umas não sei quantas Promoções no Ministério da Defesa Nacional, em contraste, resta à educação o consolo dos tributos públicos de apreço e reconhecimento através do “Prémio de Escola – Mérito Institucional 2013“.
Da parte da manhã para os alunos do 4º ano e da parte de tarde para os alunos do 6º ano. E quem os convence que após os exames de matemática de quarta-feira as aulas continuam?
Há meses que cerca de 220 mil crianças se preparam para as provas de segunda e quarta-feira, com uma intensidade que não agrada a todos. Professores defendem que os exames obrigam a pôr de lado conteúdos e actividades importantes para a formação integral dos alunos.
A próxima edição do curso para jovens licenciados que permite entrada directa na administração pública tem 100 vagas, contra as habituais 80 vagas verificadas em anos anteriores.
O valor da propina do Curso de Estudos Avançados em Gestão Pública (CEAGP) do INA – Direcção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas é de 5 mil euros mais inscrição, sendo garantido o acesso directo à carreira geral de técnico superior da administração pública, desde que tenha uma avaliação superior a 12 valores e que fique entre os 100 melhores candidatos.
A remuneração de um técnico superior no início de carreira é de 1.201,48 euros brutos.
Podem candidatar-se licenciados com ou sem experiência profissional e com ou sem vínculo à administração pública. Está é já a 15ª edição do CEAGP.
A nova edição ainda está a ser programada pelo INA, não estando ainda agendadas as datas para o arranque do CEAGP. A informação será disponibilizada no site do INA.
FNE defende a harmonização entre escolas e poder local
As relações entre as escolas e o poder local não foram esquecidas pelo líder da FNE, com João Dias da Silva a defender uma alteração do regime de transferência de competências para as autarquias na área da educação, mostrando-se disponível para contribuir para a solução que venha a ser encontrada e que integre a exigência de clarificação da distribuição de competências que devem pertencer ao Município e de competências que devem pertencer às Escolas, com respeito por aquilo que é a autonomia profissional dos docentes, pela racionalização de gestão de recursos humanos, pela agilização de procedimentos para garantir uma escola de qualidade com equidade.
Quanto ao papel dos sindicatos e para os próximos 4 anos, o secretário-geral da FNE defende uma articulação entre a contestação e a participação.” O sindicalismo em que temos de continuar a apostar é o que, tendo consciência das dificuldades de sucesso para a intervenção sindical, se posiciona flexivelmente na contestação e na participação, é o que se afirma pela sua independência e pelo protagonismo claro que assume na defesa dos Trabalhadores que representa”, afirmou.
Num claro recado para o exterior, o secretário-geral da FNE manifestou uma posição firma contra mais medidas de austeridade. “Defendemos claramente o modelo social europeu e por isso rejeitamos políticas de austeridade que minam a humanização das relações laborais, a justiça social e a coesão da sociedade e que desresponsabilizam o Estado em relação à promoção de uma Sociedade mais culta e mais justa”, defendeu.
Carlos Silva da UGT reconhece e valoriza o papel dos trabalhadores da Educação
“Eu sou mais um que se junta a vós”, a frase foi atirada no início do discurso por Carlos Silva na sessão de encerramento do XI Congresso Nacional da FNE. O líder da UGT valorizou o papel dos professores e dos sindicatos dos trabalhadores da educação no seio da central sindical e saudou a nova equipa hoje eleita. “ Eu sou um adepto incondicional da luta dos professores”, sustentou Carlos Silva para, mais à frente, garantir que a UGT não vai permitir que os trabalhadores voltem a ser penalizados por este, ou por outros governos, que se pautem por políticas de empobrecimento. “Se for preciso a UGT sairá para a rua”, garantiu o secretário-geral da UGT.
O XI Congresso Nacional da FNE terminou com uma sala a aplaudir a nova equipa que vai liderar os destinos da FNE nos próximos 4 anos.