A próxima carta, colocada neste post, é um bom documento para servir como base de uma queixa a enviar ao Provedor de Justiça.
Com a PACC, as imensas queixas trouxeram alguns resultados.
Podem deixar na caixa de comentários os mails dos vários órgãos de comunicação social para se demonstrar que nada está normal.
Carta à Comunicação Social Portuguesa.
Estimados
jornalistas, repórteres, técnicos de informação da televisão, rádio, jornais,
Como cidadãos portugueses, vimos por este meio manifestar o nosso enorme desagrado pela forma como os professores deste país, ao longo dos últimos anos, têm sido tratados pelos sucessivos governantes e, em especial, pelo Exmo. Dr. Nuno Paulo de Sousa Arrobas Crato que anunciou recentemente que este concurso decorria dentro da normalidade, facto que não é, de todo, correspondente à realidade.
Neste último concurso de docentes, os erros e as injustiças multiplicam-se a cada segundo e apesar de o Ministro da Educação e Ciência dizer que se existirem erros no concurso, estes serão corrigidos, a verdade é que os docentes injustamente colocados estão a aceitar as colocações e a apresentarem-se nas escolas ou nos agrupamentos e, dentro em breve, começarão a trabalhar com os alunos, cumprindo um horário que indevidamente lhe foi atribuído. Tomemos como exemplo a aplicação da fórmula de cálculo da graduação para as listas da Bolsa de Contratação de Escola. Esta fórmula está incorretamente concebida porque soma uma graduação com valor absoluto que depende do número de anos de serviço e da nota de curso com uma percentagem.
Exemplo:
·
Professor
A – Terminou o curso com 16 valores e tem 10 anos de serviço o que equivale a 26 pontos
·
Professor
B – Terminou o curso com 11 valores e tem 2 anos de serviço o que equivale a uma graduação de 13 pontos
Na resposta aos subcritérios, o professor A cumpre 60% dos critérios e o professor B cumpre 100% dos critérios.
·
Graduação do Professor A = 26 x50% +60×50% = 56 pontos (repare-se no absurdo de somar valores absolutos com percentagens)
·
Graduação do professor B = 13×50% + 100×50% = 56,5 pontos (este professor passa à frente do outro!).
Segundo a lei, deveria haver uma ponderação de 50% para a graduação e 50% para a resposta aos subcritérios valendo cada uma das partes metade do valor final. Ora, se os valores da graduação são absolutos e numa escala que nunca poderá chegar aos 100, não faz qualquer sentido somar estes dois valores. Seria o mesmo que um professor avaliar um aluno em dois testes com tipos de classificações diferentes e atribuir a mesma ponderação aos dois, Por exemplo: um aluno teve 16 valores no primeiro teste, este teste vai valer 50% da nota final, logo valerá 8. No segundo teste, avalia com percentagens, o aluno tem 80%, ora 50% de 80 é 40, somando 40 a 8 dá 48…. absurda esta fórmula! A ponderação não foi feita da forma correta e é desta forma que a fórmula para calcular a graduação dos professores para a Bolsa de Contratação de escola.
Para piorar a situação, a resposta aos subcritérios terão levado alguns professores a prestar falsas declarações. As perguntas estavam mal formuladas e não especificavam a disciplina à qual diziam respeito.
Assim, e como acreditamos que merecemos ser ouvidos e denunciar publicamente algumas dessas injustiças, pedimos que nos seja concedido algum tempo de antena na vossa estação televisiva. (A título de exemplo, podemos dizer-vos que a dualidade de critérios utilizada entre o concurso para a contratação inicial e o concurso para a bolsa de recrutamento, leva a que milhares de professores, melhores colocados na lista de ordenação, estejam a ser injustamente ultrapassados por outros com menos graduação, menos tempo de serviço, menos experiência, …)
Por fim, pedimos que tenham a melhor atenção por este caso que está a inviabilizar em muito a nossa carreira profissional. Aguardando resposta o mais célere possível, dado que se aproxima o início do ano letivo,
Como já várias vezes referi, não me é possível saber se os docentes que foram colocados em escolas TEIP ou com Autonomia, nos PALOP, no EPE ou em EMRC reúnem condições para a vinculação semiautomática por este ano entrarem no 5º contrato anual, completo e consecutivo no mesmo grupo de recrutamento. Já aqui elaborei dados com os colocados pela DGAE e se constarem desta lista escusam de preencher este formulário.
Pedia a todos aqueles que estão este ano no 5º contrato anual, completo e consecutivo e que não constam da lista que linkei em cima que preencham o formulário que se encontra por baixo da barra horizontal do menu.
É pedido o número de candidato, a data de nascimento (para despistar falsos dados inseridos), o grupo de recrutamento, as colocações de 2010/2011, 2011/2012, 2012/2013, 2013/2014 e 2014/2015 e onde prestaram funções (TEIP, Autonomia, DGAE, Outro), também é pedido o código da escola onde foram colocados este ano letivo e o QZP dessa escola.
Desta forma será possível ter uma noção mais exata do número de docentes que poderão vincular no próximo ano. Pelas minhas contas existem 461 docentes nessas condições, mas eu sei que existem muitos mais, resta saber quantos mais.
Se foram colocados em horário incompleto, ou a colocação não teve efeitos ao dia 1 de setembro de algum dos anos em cima descritos agradeço que não preencham o formulário. A colocação tem corresponder exatamente a 365 dias ou 366 no ano letivo 2011/2012 e tem de ser sempre no mesmo grupo de recrutamento.
Ligou-me o Nuno C(astanheira, não o rato) com a fórmula.
E fez-se novamente luz.
Quando eles dizem que a graduação vale 50% é literalmente isso, vale 50%.
Quem tem uma graduação de 22, vale 11, quem tem 25 de graduação vale 12,5.
E depois somam no máximo 50 pontos para quem reúne a pontuação máxima de 100 nos critérios.
Ou seja a fórmula é algo como:
50% da graduação + 50% dos subcritérios
Tal e qual como manda a lei há muito tempo.
Um docente com 25 de graduação tem 12,5 e se tiver respondido a 60 pontos nos subcritérios fica com mais 30 pontos.
Ficaria com 42,5 de classificação.
O que quer dizer também que ninguém pode ter menos de 5 pontos e o máximo pode chegar aos 70 se o docente tiver 40 de graduação profissional, no caso de ultrapassar os 40 de graduação profissional somará mais um ponto por cada dois valores da sua graduação.
Que este regresso ao passado, das colocações serem apenas dadas a conhecer ao candidato que também é para eu não ter acesso às colocações dos professores e ao número de necessidades do sistema.
Quero ver como vai ser a segunda-feira com a apresentação dos candidatos nas escolas. As escolas vão verificar as resposta dos docentes aos subcritérios?
O que vai acontecer se as escolas vierem a descobrir que as respostas não se confirmam? Vão despedir o docente, depois dele aceitar a colocação na aplicação? Vão “mandar a DGAE” chamar o segundo da lista?
É a segunda vez que vejo um concurso público sem que se cumpram as regras do código do procedimento administrativo, em que os prazos para reclamações não existem.
Tudo isto é ilegal e espanta-me que alguém possa dizer isto.
Vejam este pormenor recuperado do tempo de Maria de Lurdes Rodrigues
Colocação – Os horários serão atribuídos por ordem do pedido efetuado pela escola, sendo a colocação feita automaticamente ao minuto. Esta é efetuada pela aplicação eletrónica, não sendo necessário que o órgão de direção efetue qualquer seleção. O candidato será automaticamente notificado via email, tendo o diretor conhecimento do mesmo.
Diretor(a) de Agrupamento de Escolas/Escola não Agrupada.
A fim de satisfazerem as necessidades de recrutamento de pessoal docente, surgidas após os concursos de mobilidade interna e de contratação inicial, informa-se V. Ex.ª que foi disponibilizada a plataforma de pedido de horários. Assim, deve aceder à aplicação SIGRHE » Situação profissional » Pedido de horários.
Foi criado um novo motivo para o pedido de horários intitulado, “Rescisão por mútuo acordo”.
Os horários pedidos pelas escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) e/ou com contrato de autonomia que criaram oferta na bolsa de contratação de escola (BCE) e que não foram ocupados por docentes de carreira em sede do concurso de mobilidade interna, serão recuperados automaticamente para a BCE sem necessidade de um novo pedido por parte destas escolas. Contudo, devem pedir os horários resultantes de novas necessidades que não foram pedidas anteriormente.
Os agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas, incluindo as escolas TEIP e/ou com contrato de autonomia, que não criaram ofertas, no grupo de recrutamento, na BCE, ou que não criaram qualquer oferta na BCE, devem pedir os horários tendentes a satisfazer as suas necessidades, nomeadamente, as resultantes de horários não ocupados no concurso de mobilidade interna ou as decorrentes de novas necessidades.
Agradecemos a colaboração de V. Ex.ª na concretização desta tarefa.
E não deixa de ser profundamente estranho que o próprio presidente do Concelho das Escolas (ÓRGÃO CONSULTIVO DO MEC?!?!?) apenas constate esse facto no próprio dia em que são mandadas publicar pela DGAE as listas de ordenação.
Porque a DGAE terá ela próprio alterado as ponderações que as escolas previamente anunciaram.
A escola de Mogadouro tem estes subcritérios. Em várias questões são estabelecidas pontuações para determinados intervalos:
”
Menção Qualitativa da última Avaliação de Desempenho – 20 pontos
Muito Bom – 8,9 – 20 pontos
Muito Bom – 8,5 / 8,8 – 18 pontos
Muito Bom – 8 / 8,4 – 16 pontos
Bom – 7,5 / 7,9 – 14 pontos
Bom – 7,1 / 7,4 – 12 pontos
Bom – 6,5 / 7 – 10 pontos
Regular / Sem avaliação – 0 ponto “
Contudo, na aplicação da DGAE só poderíamos responder: Mto Bom/Bom/Regular/Não avaliado/… sem mencionar NUNCA ponderações quantitativas. Como é que a escola tratou deste caso? Mas existem muitos mais exemplos…
Por muitas voltas que dê para a descobrir, sem conhecer a ponderação dos subcritérios acho que nunca o vou conseguir.
Alguém conhece a ponderação dada aos subcritérios numa única escola?
Assim seria mais fácil descobrir essa fórmula mágica, apesar de eu achar uma coisa completamente absurda querer descobrir a classificação da soma entre uma cebola e uma batata.
Para ficarem a perceber mais ou menos as diferenças entre a graduação dos docentes na lista de Contratação Inicial e na Bolsa de Contratação de Escola deixo aqui disponíveis duas listas que já estão comparadas.
Aconselho a verificarem no recibo de candidatura à BCE se os subscritérios foram todos submetidos.
Porque se tiverem alguns que não foram será normal que baixem imenso na lista de graduação.
O peso dos subcritérios é de 50% e assim só deverá estar contabilizada a graduação profissional, mais a majoração da avaliação se colocaram sim na Avaliação.
Nenhum candidato pode ser excluído das listas se não preencheu os subcritérios ou os preencheu, visto que a ponderação vale 50% e a graduação da BCE não é composta apenas pela ponderação dos subcritérios.
Esta é a razão que vejo para haver imensas alterações dos candidatos comparativamente com a lista da contratação inicial.
Agora como reclamar de tudo isto?
Não sei, nem imagino como seja possível.
Presumo que as escolas só tenham acesso aos subcritérios preenchidos pelo professor se a DGAE colocar esse professor na escola. Ou alguém imagina ser possível que as escolas consigam verificar as respostas dos candidatos sem documentação que comprove as respostas?
Volto a perguntar o que já o tenho feito por várias vezes.
Vale a pena tudo isto, quando a única coisa pedida à escola é que escolham no mínimo 3 subcritérios?
Quando começarem a ser colocados os docentes através da BCE é que as escolas finalmente vão perceber o erro de tudo isto.
Teríamos colocações em TEIP e em Autonomia lá para o Natal com os atrasos que o MEC teve na Contratação Inicial.
É mais uma prova que as colocações na BCE vão ser feitas pela DGAE.
A DGAE tem os subcritérios e as ponderações das escolas.
A DGAE tem as vossas preferências a horários que já ordenaram na candidatura.
A DGAE tem as necessidades pedidas até final de Agosto pelas escolas.
As escolas a única coisa que têm são os subcritérios que pediram e as necessidades de horários que faltam dos pedidos de Agosto (algumas nem isso têm visto que a DGAE trocou as voltas a muitos horários pedidos e não pedidos)
E a autonomia das escolas para a contratação passa a ser:
Ter a possibilidade de definir três subcritérios de uma lista de 149.
Depois das declarações de hoje do secretário de estado fiquei a perceber como será este processo de colocações pela BCE.
Se o secretário de estado garante que 2500 professores serão colocados na escolas na segunda-feira isso quer dizer que o resultado das colocações da BCE serão conhecidos hoje. E se são conhecidos hoje e as escolas TEIP e com Autonomia não têm acesso aos candidatos que para lá concorreram isso também quer dizer que a colocação será feita pela DGAE, sem qualquer intervenção das escolas.
Os critérios já foram definidos, bem como as ponderações.
Afinal para que serve dizer que as escolas têm autonomia para contratar se a única coisa que fizeram foi escolher o mínimo de 3 subcritérios de um cardápio de 149?
Vale a pena tudo isto para quase nada?
E as colocações apenas serão dados a conhecer aos candidatos que concorreram, ou vai haver uma lista de colocações publica?
Porque se apenas os candidatos que concorreram podem saber quem ficou com o horário então teríamos um retrocesso ao tempo de Maria de Lurdes Rodrigues em que as colocações ficavam no segredo dos concorrentes à escola e ao grupo de recrutamento.
Secretário de Estado Casanova de Almeida afirma que nos últimos anos “não foram retirados recursos às escolas”.
O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, garantiu esta quinta-feira que a maioria dos mais de 3 mil professores ainda por colocar no primeiro dia definido para arranque do ano letivo estarão nas escolas já na segunda-feira, colocados através da Bolsa de Contratação de Escola (BCE): “Na segunda feira, dos 3473 horários por preencher, cerca de 2500 já estarão ocupados nas 288 escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) e com autonomia que têm o grosso destes horários em falta”.
Ficarão então por preencher cerca de mil horários. “A maioria são horários incompletos, é uma questão residual”, disse o governante, reiterando que com a criação este ano da BCE, que centraliza numa plataforma informática o processo de contratação direta pelas escolas, o prazo de colocação é encurtado: “A escola vai buscar o horário e o professor é imediatamente colocado. Os pais vão perceber, quando for preciso substituir o professor, que o prazo de colocação que era de 23 dias passa para 4 dias”
Mas quando assinaram os contratos de autonomia deviam-no ter feito com a condição de não fazerem a contratação dos professores.
Mas não é isso que querem, o que pretendem é que o processo se inicie mais cedo.
E o erro das colocações não é apenas a sua antecipação, é o emaranhado de regras e concursos que dificultam a vida a todos.
Um único concurso anual ou bianual com uma adaptação do cálculo da graduação profissional (que podia ser discutido entre todos MEC/Escolas/Sindicatos para que não fosse apenas o tempo de serviço e a classificação profissional) seria mais do que suficiente para terminar com este caos que se vive todos os anos.
Um concurso bianual tinha a vantagem de pelo menos um ano em cada dois não se pensar nos concursos e nas colocações. E isso trazia muita paz a todos.
As principais queixas dos diretores que me chegaram por mail:
1 – os prazos foram sempre muito curtos e avisados em cima da hora;
2 – não houve manual das Necessidades Temporárias, a aplicação utilizava dois princípios diferentes (um para o pré-escolar e 1º ciclo, outro para os outros ciclos), causando muita confusão, não conseguindo as escolas e os seus diretores obter quaisquer esclarecimentos em tempo útil, com as nefastas consequências daí advindas (as dúvidas colocadas em 21 e 22 de agosto apenas foram esclarecidas durante o dia 25 de agosto, tendo a aplicação encerrado às 24H00 de 22/08);
3 – não houve comunicação às escolas sobre a divulgação das listas de mobilidade estatutária, tendo estas sido colocadas numa zona recôndita do portal da DGAE, sem que muitos dos diretores se tivessem apercebido a tempo (eu soube através do teu blog);
4 – houve mobilidade estatutária concedida cujas listas não foram divulgadas no portal da DGAE, não tendo as escolas sido informadas das mesmas;
5 – no caso Agrupamento XXX, além da colocação de diversos docentes em mobilidade, houve várias renovações, mas houve 3 situações incompreensíveis: tendo indicado para renovação 1 docente do grupo 350, 1 do 400 e 2 do 520, e carregado, respetivamente, 2 horários, 1 horário e 3 horários, apenas foi renovado 1 dos contratos do grupo 520 (correspondente à candidata com pior graduação) ficando os restantes 5 horários vagos, enquanto 2 das docentes foram colocadas noutras escolas na CI e uma não foi colocada;
6 – além disto, muitas escolas TEIP ficaram quase desertas de colocações, sem renovações. O Agrupamento xxx tem 43 horários vagos (não teve renovações pois em 2013/2014 já não teve e a CE foi após 16/9), o Agrupamento Professor xxx , 47, etc;
7 – num Agrupamento, um docente do quadro que se candidatou à mobilidade interna (não por ACL) foi retirado do concurso por atribuição de componente letiva (que sempre tinha tido), tendo apresentado a consequente reclamação, e tendo o diretor confirmado a validação do concurso.
Omiti o nome das escolas mas estão devidamente identificadas no mail, como o problema é geral é escusado a referência explicita a essas escolas.
E nesse caso as vagas serão abertas nestes grupos de recrutamento e nestes QZP
E estes são os docentes que cumprem as condições para concorrerem a essas vagas na 1ª prioridade.
A maioria ainda deve andar a pensar como vai ser esta vinculação semiautomática e a lista publico-a hoje, dia 10 de Setembro de 2014.
Alguém precisa da DGAE para alguma coisa?
Mais para a frente falo sobre o que acho desta vinculação e dos erros que ela tem. Mas como quis cumprir a publicação deste post para as 20 horas deixo então essa análise para mais tarde.
NOTA: Faltam ainda as colocações da BCE que produzam efeitos ao dia 1 de Setembro de 2014 para fechar este quadro.
Para este trabalho tive de novo a colaboração do Davide Martins
ADENDA: Foi alterado o título e os dois documentos deste post.
Mas como foi para melhorar os números ninguém me vai bater, pois não?
IMPORTANTE: Os dados que apresento são retirados das listas de colocações feitas pela DGAE em horário anual e completo (22 ou 25 horas) da primeira lista do ano letivo. Existem docentes que não estão aqui e foram colocados em escolas TEIP e com Autonomia que podem entrar no limite dos 5 contratos anuais. As listas de colocações nessas escolas não eram públicas e por conseguinte não as posso juntar aqui. O mesmo acontece com o grupo 290 que só este ano teve as colocações feitas pela DGAE.
Se quiserem acrescentar o vosso nome a esta lista podem indicar na caixa de comentários o seguinte:
5 contratos anuais mas em escola TEIP no ano xxx ou 5 contratos anuais no grupo 290.
Apenas desde 2013/20134 foram conhecidas as renovações nas escolas TEIP e em escolas com autonomia. Mas as colocações em horário anual nestas escolas ainda não são publicas, nem nuca foram.
Por isso se quiserem posso mudar o título do post para “Pelo Menos461 Docentes Que Cumprem em 31/08/2015 os Limites” para não haver dúvidas.
Estão a ser detectados “erros aparentes na colocação de docentes nas escolas” em cima da abertura do ano lectivo. Presidente do Conselho das Escolas diz que a confusão está lançada e teme que se esteja “perante a parte visível do icebergue”.
Será que nem uma vez na vida são capazes de admitir um erro?
Senhor Professor
Em resultado do elevado número de acessos ocorridos aquando da entrada de V. Ex.ª na aplicação destinada à aceitação da colocação, verificou-se, em algumas situações, uma desconformidade entre o número de horas visualizadas na aplicação da aceitação e o horário de colocação.
Assim, informa-se que é válido o horário constante nas listas de colocação, estando a sua ordem de aceitação perfeitamente validada no sistema, independentemente do horário visualizado na aplicação da aceitação.
Mais se informa, não ser necessária qualquer intervenção da parte de V. Ex.ª relativamente à aceitação.
O MEC a semana passada informou as organizações sindicais que os docentes colocados em horário anual e completo seriam retirados da BCE.
Presumo que essa retirada seja automática e se assim for impossibilita que um docente possa ser colocado através da BCE numa escola mais próxima.
Discordo que assim seja por duas razões:
O docente não teve possibilidade de optar por uma colocação em BCE por ter ficado na CI/RR, quando poderia ter ficado numa escola TEIP ou com Autonomia; mais próximo de casa
Não foi dado a conhecer esta informação antes da manifestação de preferências para a CI/RR.
O que devia o MEC fazer para resolver este conflito?
Permitir que enquanto durasse o período experimental (todos os docentes foram ontem colocado em horário anual) possam estar em concurso à BCE.
Após o dia 30 de Setembro, fim do prazo do período experimental, o MEC poderia tirar os docentes da BCE colocados ontem.
… para os docentes contratados deve ter a ver com a oferta espantosa da DGAE de atribuir horários de 22 horas a quem ficou em horário incompleto.
Mas ficam também a saber que a aceitação não tem obrigatoriamente de ser feita pelo docente na aplicação e que as escolas têm um prazo de 24 horas para o fazer se os docentes se apresentarem na escola.
O prazo para os docentes aceitarem na aplicação termina às 23:59 horas, do dia 11 de setembro de 2014 (hora de Portugal Continental), e as escolas podem fazer essa aceitação pelo docente até às 23:59 horas, do dia 12 de setembro de 2014 (hora de Portugal Continental).
Venho por este meio solicitar ajuda para o seguinte:
Não consigo aceitar a colocação na plataforma, pois não aparece aceitação de colocação. Consultando a colocação do ano letivo 13-14, verifico que o meu contrato que terminou a 31/08/2014, ainda se encontra válido. Será por este motivo que não aparece a aceitação de colocação?
Já me apresentei no agrupamento onde fui colocada ontem, expliquei à funcionária que me atendeu o que se passava, até estive a mostrar à srª da secretaria, para que pudesse verificar que, o que eu estava a dizer era verdadeiro. Esta srª tentou contactar a DGAE para ver como é que se devia proceder, inclusive eu também estive a tentar ligar e não consegui. Liguei para a escola onde estive colocada o ano passado, mas não consegui falar com a funcionária da secretaria que tem os processos dos professores, porque estava em reunião com a direção.
Estou preocupada, porque com este MEC nunca se sabe com o que se pode contar, pode dizer-me o que é que posso fazer mais?
Na plataforma está escrito o seguinte:
Colocação obtida em sede de Concurso Contratação Inicial 2014 – AceitaçãoNos termos do n.º 2.º do artigo 16.º do Decreto-Lei do Decreto-Lei n.º 132/2012, na redação conferida pelo DL n.º 83-A/2014, de 23/05, em conjugação com o art.º 8.º do DL n.º 70/2013, de 23 de maio, os candidatos colocados no concurso de contratação inicial devem aceitar a colocação na aplicação eletrónica disponibilizada pela Direção-Geral da Administração Escolar, no prazo de 2 dias úteis (48 horas), correspondentes aos dois primeiros dias úteis seguinte à publicitação das listas de colocação.
Conforme estipulado no n.º artigo 18.º, o não cumprimento dos deveres de aceitação é considerado, para todos os efeitos legais, como não aceitação da colocação e determina a anulação da respetiva colocação e a impossibilidade de os docentes não integrados na carreira serem colocados em exercício de funções docentes, nesse ano, através dos procedimentos concursais regulados pelo presente diploma.
Nos termos do n.º 3 do artigo 16.º, para o concurso de contratação é dada a faculdade de, dentro dos prazos indicados, os candidatos poderem aceitar a colocação de modo presencial na sede do agrupamento ou na escola onde foram colocados.
Verificando-se esta condição cabe à escola informar eletronicamente a DGAE da aceitação / apresentação do docente devendo para tal utilizar as funcionalidades disponíveis.
Pelo que refere no 3º paragrafo, não terei nenhuma penalização de não realizar a aceitação na plataforma. A minha interpretação está correta?
Na plataforma aparece-me o seguinte, fiz um printscreen
Aguardo uma resposta a este meu pedido de ajuda.
Desde já um muito obrigada pela atenção dispensada e continuação de um bom trabalho.
Assunto: irregularidades detectadas na lista 350 – Espanhol
Exs. Srs.,
Envio-lhe a lista das situações irregulares detectadas nas listas de CI do grupo 350 até ao momento:
– há um número considerável de candidatos, a nível nacional, excluídos do concurso por, supostamente, não terem requisitos habilitacionais para a docência. Esses candidatos têm provas legais do contrário e a grande parte estava em condições de vinculação semi-automática (aliás, trabalharam, no mínimo, 5 anos sucessivos para o MEC com horário anual e completo e só este ano foram excluídos…estranho…);
– há vários colegas que são casos de renovações que não aconteceram, mesmo não havendo colegas da mobilidade interna para os mesmos. Ficaram colocados, a grande parte em horários anuais e completos, mas alguns a uma distância muito maior. As escolas que manifestaram a intenção de renovar estão, neste momento, com um horário anual e completo em suspenso, sem professor atribuído…;
– há outros colegas que afirmam que deveriam ter renovado mas, com a saída das listas, constataram que ficou lá outro candidato, não havendo a hipótese dessa recondução;
– há pelo menos um caso de um candidato ter ficado, nas listas, num horário de 13 horas, mas na escola esse horário é completo e anual (comprovadamente).
O ficheiro em pdf que se encontra na imagem ou aqui apresenta um estudo das renovações das listas publicadas ontem pela DGAE. Para a realização deste estudo contei com a ajuda do Davide Martins.
Importante ler a explicação do Davide Martins:
Fui fazendo um estudo às renovações e pode-se concluir que NENHUM candidato colocado o ano passado em OE teve renovação.
Todos os candidatos que renovaram OU já tinham renovado o ano passado OU ficaram colocados na CI.
Exclui-se o grupo de EMRC onde houve dezenas de renovações de candidatos que não estavam incluídos em nenhuma das situações anteriores…
Mas ainda vou retificar os meus dados e confirmar se errei mesmo por um ou se foi o MEC que se enganou.
Tendo em conta os erros que existem nestas listas acredito mais que tenha sido o MEC a errar. 🙂