Tudo Normal?

Depende.

 

Se ninguém se queixar tudo está normal.

 

A próxima carta, colocada neste post, é um bom documento para servir como base de uma queixa a enviar ao Provedor de Justiça.

Com a PACC, as imensas queixas trouxeram alguns resultados.

Podem deixar na caixa de comentários os mails dos vários órgãos de comunicação social para se demonstrar que nada está normal.

 

Carta à Comunicação Social Portuguesa.

Estimados
jornalistas, repórteres, técnicos de informação da televisão, rádio, jornais,

Como cidadãos portugueses, vimos por este meio manifestar o nosso enorme desagrado pela forma como os professores deste país, ao longo dos últimos anos, têm sido tratados pelos sucessivos governantes e, em especial, pelo Exmo. Dr. Nuno Paulo de Sousa Arrobas Crato que anunciou recentemente que este concurso decorria dentro da normalidade, facto que não é, de todo, correspondente à realidade.

Neste último concurso de docentes, os erros e as injustiças multiplicam-se a cada segundo e apesar de o Ministro da Educação e Ciência dizer que se existirem erros no concurso, estes serão corrigidos, a verdade é que os docentes injustamente colocados estão a aceitar as colocações e a apresentarem-se nas escolas ou nos agrupamentos e, dentro em breve, começarão a trabalhar com os alunos, cumprindo um horário que indevidamente lhe foi atribuído. Tomemos como exemplo a aplicação da fórmula de cálculo da graduação para as listas da Bolsa de Contratação de Escola. Esta fórmula está incorretamente concebida porque soma uma graduação com valor absoluto que depende do número de anos de serviço e da nota de curso com uma percentagem.
Exemplo:

·
Professor
A – Terminou o curso com 16 valores e tem 10 anos de serviço o que equivale a 26 pontos

·
Professor
B – Terminou o curso com 11 valores e tem 2 anos de serviço o que equivale a uma graduação de 13 pontos

Na resposta aos subcritérios, o professor A cumpre 60% dos critérios e o professor B cumpre 100% dos critérios.

·
Graduação do Professor A = 26 x50% +60×50% = 56 pontos (repare-se no absurdo de somar valores absolutos com percentagens)

·
Graduação do professor B = 13×50% + 100×50% = 56,5 pontos (este professor passa à frente do outro!).

Segundo a lei, deveria haver uma ponderação de 50% para a graduação e 50% para a resposta aos subcritérios valendo cada uma das partes metade do valor final. Ora, se os valores da graduação são absolutos e numa escala que nunca poderá chegar aos 100, não faz qualquer sentido somar estes dois valores. Seria o mesmo que um professor avaliar um aluno em dois testes com tipos de classificações diferentes e atribuir a mesma ponderação aos dois, Por exemplo: um aluno teve 16 valores no primeiro teste, este teste vai valer 50% da nota final, logo valerá 8. No segundo teste, avalia com percentagens, o aluno tem 80%, ora 50% de 80 é 40, somando 40 a 8 dá 48…. absurda esta fórmula! A ponderação não foi feita da forma correta e é desta forma que a fórmula para calcular a graduação dos professores para a Bolsa de Contratação de escola.

Para piorar a situação, a resposta aos subcritérios terão levado alguns professores a prestar falsas declarações. As perguntas estavam mal formuladas e não especificavam a disciplina à qual diziam respeito.

Assim, e como acreditamos que merecemos ser ouvidos e denunciar publicamente algumas dessas injustiças, pedimos que nos seja concedido algum tempo de antena na vossa estação televisiva. (A título de exemplo, podemos dizer-vos que a dualidade de critérios utilizada entre o concurso para a contratação inicial e o concurso para a bolsa de recrutamento, leva a que milhares de professores, melhores colocados na lista de ordenação, estejam a ser injustamente ultrapassados por outros com menos graduação, menos tempo de serviço, menos experiência, …)

Por fim, pedimos que tenham a melhor atenção por este caso que está a inviabilizar em muito a nossa carreira profissional. Aguardando resposta o mais célere possível, dado que se aproxima o início do ano letivo,

Com os melhores
cumprimentos

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2014/09/tudo-normal/

77 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • This Mortal Coil on 13 de Setembro de 2014 at 11:11
    • Responder

    PARABÉNS POR TAL INICIATIVA. BEM HAJA!

      • Kosmo Kramer on 13 de Setembro de 2014 at 14:27
      • Responder

      Por favor vejam aqui os dados consolidados para 4 agrupamentos.

      VEJAM as diferentes folhas e reparem no poder dos subcritério, e como os tops 100 têm entrem 100% e 80% nos subcritérios.

      https://docs.google.com/spreadsheets/d/1cmnPLdnZUgfDVuTB_-Kpowm4d4BJvexTivtB9zacSek/edit?usp=sharing

      Isto é apenas uma amostra. Gostaria de fazer para todos os agrupamentos e grupos… mas é muito dificil. VEJAM POR FAVOR

    • carla330 on 13 de Setembro de 2014 at 11:20
    • Responder

    Bom dia Arlindo,
    Para a comunicação social temos também que dar a conhecer o conteúdo da circular, especialmente do ponto 11 que estabelece colocações baseadas na ordem do pedido de horários, indo contra o código processual dos concursos e da legislação. Deixa de importar a graduação e as preferências do candidato e sorteia-se uma escola. Se o MEC se demite das colocações dos professores, que se demita em concreto!

    • Question on 13 de Setembro de 2014 at 11:24
    • Responder

    Este procedimento concursal tem de ser impugnado!! Não vejo outra forma de existir alguma justiça!! Isto é tão revoltante, tão injusto… Nem tenho palavras para descrever …

      • Bete on 14 de Setembro de 2014 at 12:03
      • Responder

      Concordo.

    • Su 110 on 13 de Setembro de 2014 at 11:28
    • Responder

    Temos que divulgar esta palhaçada! Parabéns à Colega que redigiu esta carta!!!!

    • LMP on 13 de Setembro de 2014 at 11:32
    • Responder

    Na carta falta dizer, que cada pontuação de cada critério corresponde a 1
    ano de serviço, segundo a lógica MEC! ou seja, ter realizado 2 açoes de
    formaçao o ano passado pode valer tanto como 20 anos de serviço! É a
    loucura total!!!

    • Marmelo on 13 de Setembro de 2014 at 11:40
    • Responder

    Excelente iniciativa… Para além dos erros apontados há mais umas incoerências… Há dezenas de casos de pessoas que não obtiveram aprovação na PACC e estão nas listas! Então no concurso nacional o MEC retirou-as e aqui não? Será que responderam “sim” à pergunta da PACC? O que vai acontecer a essas pessoas se forem colocadas?

      • Cat on 13 de Setembro de 2014 at 12:44
      • Responder

      E colegas q estão excluídos da CI por falta de habilitação profissional para a disciplina e constam na BCE.

        • Bete on 14 de Setembro de 2014 at 12:04
        • Responder

        Estou a ficar enjoada com tanta trapalhada!

      • foreigneriwantoknowwhathisis on 14 de Setembro de 2014 at 15:14
      • Responder

      Vejam bem o pensamento deste Marmelo…talvez igual a muitos outros, ou seja, por um lado pede-se união e apoio aos contratados excluídos das listas para se unirem contra a BCE, mas logo à primeira oportunidade é denunciar mais situações e mais ainda para agravar, insinuam que estes contratados mentiram e responderam “sim” na questão da PACC o que é uma forma de os lixar ainda mais. Este filhos da p* perdem logo a compostura são cínicos não mereciam ensinar. Contratados excluídos abrem a pestana e não se deixem manipular.

    • Maria on 13 de Setembro de 2014 at 11:46
    • Responder

    Arlindo, com todo o respeito, sabe bem que um parecer do Provedor de Justiça não é vinculativo, ou seja não pode repor a legalidade! Precisamos de fazer algo rápido e que chame à atenção! Se quiser uma porta na Comunicação Social, envie-me um e-mail, tenho familiares na área e posso falar com eles, poderão dar contactos com quem tenha. Eu não tenho o dom da palavra, por isso não me coloco à frente.

      • Maria on 13 de Setembro de 2014 at 11:47
      • Responder

      Faltaram palavras, “com quem possa fazer reportagem ou entrevista”.

      • Maria on 13 de Setembro de 2014 at 12:54
      • Responder

      Quem tem contatos, diga-os, nomeadamente o email para todos denunciarmos esta fraude.

      • Arnesto on 14 de Setembro de 2014 at 20:12
      • Responder

      Ai, Maria, então vai meter uma “cunha” pró Arlindo?!
      Que vergonha!
      Não somos todos pela legalidade e pretendemos acabar com as “cunhas”, neste país?

    • amarac on 13 de Setembro de 2014 at 11:48
    • Responder

    Graduação do Professor A = 26 x50% +60×50% = 56 pontos (repare-se no absurdo de somar valores absolutos com percentagens)….. NÃO SE ESTÁ A SOMAR, MAS SIM A MULTIPLICAR E SIM POR 0,5.
    Professores
    A – Terminou o curso com 16 valores e tem 10 anos de serviço o que equivale a 26 pontos. ERRADO, EQUIVALE A 13 PONTOS (26X0,5=13).

    B – Terminou o curso com 11 valores e tem 2 anos de serviço o que equivale a uma graduação de 13 pontos
    ERRADO, EQUIVALE A 6,5 PONTOS (13X0,5=6,5).

    A graduação pouco ou nada conta, os critérios é que sim.

      • Marmelo on 13 de Setembro de 2014 at 12:04
      • Responder

      Como é possível um erro de matemática de 6º ano!

      Com esta fórmula, se a média das graduações ronda os 20 valores, então a graduação conta 10% (20×0,5) e não 50%!!!

      Só havia duas formas de “alisar” esta treta:

      1) ou ia-se ao candidato mais graduado de cada grupo e a esse correspondia 100% e depois fazia-se uma regra de 3 simples para os restantes graduados (nenhuma graduação é igual a 100!!!);

      2) Ou então multiplicava-se a graduação por 0,5 mas os critérios teriam de ser ponderados por essa graduação (ou seja, para uma graduação de 20 os critérios teria de valer no máximo 10 pontos… regra de 3 simples entre a percentagem obtida nos critérios e a graduação profissional de cada docente). Ou seja, cada docente teria uma pontuação total que não podia ser inferior a metade da sua graduação nem superior à sua graduação (se tivesse 100% nos critérios ficava exactamente com a sua graduação).

      Exemplo prático:
      graduação 30 e critérios 80%

      50%x 30 = 15 pontos

      15 pontos —- 100%
      x —————- 80%

      x = 12 pontos

      Pontuação total = 15 +12 pontos = 27!

    • prof de Música 2 on 13 de Setembro de 2014 at 11:57
    • Responder

    Bom dia a todos, penso que estes exemplos que já tinha deixado no outro post são bem claros e mais fáceis de entender.

    Vejamos um caso concreto com dois professores:

    Professor A – Nota de curso 20 valores e 20 anos de tempo de serviço após a profissionalização, mais 50% na pontuação dos sub-critérios (que deverão ser convertidos em 10 valores)
    Cálculo correto da nota final: (20 valores + 20 valores) x 50% + (10 valores) x 50% = 20 valores + 5 valores = 25 valores de pontuação final
    Cálculo do MEC da nota final: (20 valores + 20 valores) x 50% + (50 %) x 50% = 20 valores + 25% = 45 valores de pontuação final

    Professor B – Nota de curso 10 valores e 10 anos de tempo de serviço após a profissionalização, mais 100% na pontuação dos sub-critérios (que deverão ser convertidos em 20 valores)
    Cálculo correto da nota final: (10 valores + 10 valores) x 50% + (20 valores) x 50% = 10 valores + 10 valores = 20 valores de pontuação final
    Cálculo do MEC da nota final: (10 valores + 10 valores) x 50% + (100 %) x 50% = 10 valores + 50% = 60 valores de pontuação final

    Estes exemplos ilustram claramente que, segundo os cálculos do MEC, o professor A, mesmo tendo o dobro da nota de curso e o dobro do tempo de serviço após a profissionalização em relação ao professor B, nunca conseguirá obter uma nota final melhor por ter metade da nota deste na avaliação dos sub-critérios.

    Então como se pode compreender que alguém que tem o dobro da pontuação em dois factores e metade noutro não consiga obter uma melhor pontuação? Só porque não têm na realidade a mesma ponderação. Certo?

    • Vítor on 13 de Setembro de 2014 at 11:57
    • Responder

    Tenho graduação superior a 29 e vejo-me ultrapassado por colegas centenas de lugares pior graduados. Vou apresentar queixa. Os sindicatos têm a obrigação de impugnar estas listas e exigir de imediato o respeito pela graduação. Mais, as escolas TEIP e com autonomia têm de entrar na contratação inicial e na RR já no próximo ano letivo. Isto é uma vergonha!!

      • Vítor on 13 de Setembro de 2014 at 12:01
      • Responder

      Acrescento que também estou melhor classificado em certas listas do que alguns colegas melhor graduados que eu, situação também inaceitável. O que vale para mim, vale para os outros.

      • amarac on 13 de Setembro de 2014 at 12:05
      • Responder

      Os colegas têm de assinar a petição que anda por aí. è uma das medidas.

        • Vítor on 13 de Setembro de 2014 at 12:49
        • Responder

        Eu fiz queixa ao Provedor de Justiça.

        • AL on 13 de Setembro de 2014 at 13:07
        • Responder

        onde está a petição? ob

        • Bete on 14 de Setembro de 2014 at 12:06
        • Responder

        onde está a petição?

          • amarac on 14 de Setembro de 2014 at 18:47

          http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT74541

      • Bete on 14 de Setembro de 2014 at 12:06
      • Responder

      Apresente também à Comissão Europeia da Educação. é o que eu vou fazer…

    • Sol on 13 de Setembro de 2014 at 12:12
    • Responder

    E é para cada um de nós proceder ao envio ou já foi enviada? Elucidem-me por favor…

      • Vítor on 13 de Setembro de 2014 at 12:49
      • Responder

      Envie. Eu acabei de o fazer. Cumprimentos.

    • Marmelo on 13 de Setembro de 2014 at 12:13
    • Responder

    Não há ninguém que conheça um bom “professor catedrático” de matemática para envergonhar o Crato na comunicação social com a ponderação dos 50-50? É que a comunicação social não percebe nada de matemática e é preciso alguém que dê credibilidade e a única forma de enxovalhar o Crato é com as contas erradas na ponderação…

    • Joana on 13 de Setembro de 2014 at 12:25
    • Responder

    Bom dia!Parabéns pela iniciativa!Todavia é necessário dar mais ênfase e visibilidade na comunicação social às atrocidades que estão a ser cometidas através desta BCE. Os subcritérios não foram validados por nenhuma entidade. A ponderação atribuída a estes é completamente insensata. A BCE é surrealista! O que seria mais correto era abolir, ainda este ano, os subcritérios e proceder à colocação por graduação profissional. Mais, o diploma que rege os concursos tem que ser alterado porque senão para o ano acontece mais palhaçada. Para 2015/2016, todas as escolas devem ir a concurso nacional, independentemente de serem Teip ou de autonomia. Chega de promiscuidade…

      • duskinha on 13 de Setembro de 2014 at 13:58
      • Responder

      Concordo perfeitamente e aproveito para felicitar e agradecer à colega ou ao colega que redigiu a carta. Esta bolsa de contratação nasceu “torta” e com regras pouco claras e que foram apenas definidas no final do concurso. Deu nestas listas, que, tal como o concurso são tudo menos claras. Não podemos deixar que isto siga em frente, afinal, temos aqui um concurso que vale tanto como o concurso nacional na carreira de um professor. Só que para o concurso nacional temos que apresentar comprovativos, estes têm que ser validados e só depois sai a lista de ordenação, que pode ser contestada e só depois saem as colocações. Na bolsa de contratação, não há comprovativos e como tal não são validados, saem as listas, que pouca informação têm acerca de como se chegou aquela graduação e ao que parece o professor é logo informado da sua colocação. Não sou entendida em leis, mas isto não é nada rigoroso e concerteza inconstitucional. Concordamos todos que se tratam ambos de concursos públicos, não?

    • amarac on 13 de Setembro de 2014 at 12:28
    • Responder

    Tem impacto na comunicação social. exemplo:
    Título: Professores com 20 anos de serviço são ultrapassado por outros candidatos com 2 anos de serviço mas com 25 horas de formação.

    • Ana on 13 de Setembro de 2014 at 12:28
    • Responder

    Felizmente não estou envolvida diretamente nesta palhaçada que foram e estão a ser estes concursos… no entanto considero que algo tem de ser feito. Os sindicatos, PAGOS por mim, por muitos outros e pelo estado português que somos todos, têm a OBRIGAÇÃO de reagir enérgica e atempadamente contra este estado de coisas. É a bolsa, são as prioridades, são as aplicações que não funcionam, é a vinculação extemporânea……
    O mesmo se passa com as rescisões amigáveis. Daquilo que sei, as pessoas foram aconselhadas a não pedir a rescisão mesmo que fosse óbvio que para algumas seria uma óptima opção. A partir daí, os que pediram, mesmo que sindicalizados, tornaram-se uns proscritos para as ditas organizações. O pessoal dos sindicatos nem quer ouvir falar do assunto. Para que servem os inúmeros sindicatos que temos???
    Se estes dois processos (concursos e rescisões) não constituem matéria de contestação séria e ORGANIZADA por parte dos sindicatos, o que os vai motivar???? Onde está aquele senhor professor que vai à minha escola de vez em quando fazer umas reuniões para falar mal dos governos e beber um café????
    Arlindo, com certeza que já indagou o que se passa. Agora… ORGANIZEM-SE!!! E façam-no depressa. É para isso que pago cotas.

      • Joana on 13 de Setembro de 2014 at 12:34
      • Responder

      Concordo plenamente!Os sindicatos estão muito silenciosos e as ínfimas vezes em que abordam estes assuntos fazem-no de forma pouco incisiva.

      • duskinha on 13 de Setembro de 2014 at 14:02
      • Responder

      Pois, foi por achar que nada faziam em defesa dos contratados que deixei de ser sindicalizada, devemos exigir que resolvam esta situação ou então deixamos todos de ser sindicalizados. Acho que eles estão à espera que as escolas verifiquem a veracidade das declarações!!! E isso não é solução…

    • Pedro Sousa on 13 de Setembro de 2014 at 12:39
    • Responder

    É o que acontece quando se usam escalas diferentes para avaliar itens diferentes. Já postei a esse respeito o ano passado.
    É um processo demasiado vergonhoso para a classe e que atesta a (in)competência do ministro ao nível da matemática elementar.

    Acresce que no 83-A/2014 diz expressamente, no art.º 41º, qual a prova documental a apresentar na altura da celebração do contrato. Ora nenhuma das quatro alíneas refere ter que se provar a veracidade das respostas aos critérios definidos pela escola pelo que, é óbvio, o crime compensa, neste caso, mentir nos critérios.

    • eternamentecontratada on 13 de Setembro de 2014 at 12:48
    • Responder

    Comigo aconteceu a mesma coisa! Estou a ser ultrapassada por centenas de candidatos com graduação muito inferior a minha. Não tenho culpa de não ter experiência nas TEIP, pois só recentemente nos deixaram concorrer para estas Escolas. Isto é brincar com a vida das pessoas. Também quero apresentar reclamação. Abraço a todos!

    • susy on 13 de Setembro de 2014 at 12:52
    • Responder

    Obrigada, também vou enviar.

    • caditonuno on 13 de Setembro de 2014 at 12:53
    • Responder

    Só um aparte… “que indevidamente lhe foi atribuído” deverá ler-se “lhes”; “a resposta aos subcritérios terão levado alguns professores” é “terá”; “leva a que milhares de professores, melhores colocados na lista de ordenação”, “melhor”, não “melhores”.

    • AL on 13 de Setembro de 2014 at 13:05
    • Responder

    alguém sabe qual o Decreto Lei que expõe a ponderação 50%-50% ?

    • 110 on 13 de Setembro de 2014 at 13:11
    • Responder

    O Marcelo Rebelo de Sousa ainda responde às questões no comentário semanário da TVI?
    Seria boa ideia enviar a carta para ele, para que falasse do assunto no próximo domingo.Eu vou enviar para ele também (perguntasamarcelo@tvi.pt).

      • Celitacoimbra on 13 de Setembro de 2014 at 18:25
      • Responder

      Com alguma sorte irá remeter-se ao silêncio, como quAndo as equipas dos CNO foram despedidas em Abril, tendo contrato assinado até Dezembro… E a educação de adultos em Portugal finou-se na praia.

    • Revoltada on 13 de Setembro de 2014 at 13:25
    • Responder

    Isto é uma vergonha. Vou pedir a impugnação de todas as listas aonde consta o meu nome. Estou a preparar um recurso hierárquico que dará entrada na DGAE, na IGE e aonde mais puder na próxima semana. Por ter dito a verdade nos sucritérios, vejo-me ultrapassada por dezenas de pessoas menos graduadas que eu. Os sindicatos agora estão caladinhos. É por isso que nunca usufruíram nem hão-de usufruir do meu dinheiro.

      • Bete on 14 de Setembro de 2014 at 12:07
      • Responder

      Concordo. Vou fazer o mesmo.

    • JFP on 13 de Setembro de 2014 at 13:25
    • Responder

    Sem querer roubar as palavras ao autor deste texto, acabei de aproveitar o mesmo para enviar uma queixa online para a provedoria de justiça. Penso que toda a gente deveria fazer o mesmo, pode não dar em nada, é um facto, mas pelo menos fizemos alguma coisa.

    • Bruno Reis on 13 de Setembro de 2014 at 13:27
    • Responder

    A solução para esta trapalhada é relativamente simples e de rápida aplicação, se assim a DGAE/MEC o desejarem.

    Basta que a pontuação dos subcritérios seja dividida por 5 para converter os valores enquadrados numa escala de 0 a 100 numa escala de 0 a 20. E por que é que esta conversão faz algum sentido? Porque a nossa graduação profissional, embora esteja enquadrada numa escala aberta (sem máximo) teve origem numa escala fechada de 0 a 20, que foi a escala utilizada pelas universidades/ESES para nos atribuírem a classificação de curso/profissionalização.

    No sentido de corrigir em tempo útil a trapalhada e profunda injustiça criada pelo MEC defendo que é esta solução que devemos exigir ao ministro.

      • Impaciente on 13 de Setembro de 2014 at 15:13
      • Responder

      Concordo que é a única forma de resolver o problema de uma forma simples e eficaz, independentemente das parvoíces e mentiras contidas nos sub critérios.

      • prof de Música 2 on 13 de Setembro de 2014 at 17:01
      • Responder

      Também concordo com esta solução que acho mesmo que repunha muitas situações no seu devido lugar e é fácil de aplicar.

      Como complemento, julgo que era necessário as escolas, antes de seleccionarem qualquer professor, comprovarem se as informações dados no preenchimento dos subcritérios está correta e, se não, pedir a retificação nos casos em que essa situação seja possível.

      No caso de critérios mais ambíguos, teremos que “nos aguentar à bronca”, pois não acho que seja possível fazer alguma coisa.

      SERÁ JUSTO?

      • Pedro Sousa on 14 de Setembro de 2014 at 23:35
      • Responder

      Não é assim tão fácil porque a nossa graduação profissional não varia entre 0 e 20 mas entre 10 (professor com 10 de média e 0 de tempo de serviço, valores mínimos) e 70 (professor com 20 de média e 50 de tempo de serviço, valores máximos), sendo que a moda (não a média) é de cerca de 30 (15 de média de curso e 15 de tempo de serviço).

      O ideal seria harmonizar ambas as escalas, por exemplo, convertendo a graduação profissional (que varia entre 10 e 70, digamos) para uma escala entre 0 e 100, proporcional através da seguinte fórmula

      GPN (graduação profissional ‘nova’) = (GP-10)/60*100

      Isto permitiria que um professor com 10 de média de curso e sem tempo de serviço tivesse, numa escala de 0 a 100, 0%.
      Um professor com 20 de média e 50 anos de tempo de serviço teria 100%.

      A moda da amostragem (um professor com média de curso de 15 valores e 15 anos de tempo de serviço) obteria 33,33%.

      Pode não parecer justo nem razoável porque apenas exemplifico com os dois extremos e um caso intermédio. Mas se aplicarmos esta fórmula a 1000 candidatos para uma determinada oferta, será possível ver que é inteiramente justo e razoável (é a minha opinião).

      Obrigado!

    • Mina Roque on 13 de Setembro de 2014 at 13:38
    • Responder

    Obrigada, as injustiças têm de ser denunciadas e o mais breve possível!

    • Carlos f. on 13 de Setembro de 2014 at 13:39
    • Responder

    Ao haver erros no cálculo das graduações e, eventualmente, algumas falsas declarações nas respostas aos subcritérios, alguns docentes e respetivas famílias vão sofrer gravíssimas consequências por terem sido honestos.
    Na minha perspetiva a melhor solução era reativar a plataforma do ano passado, embora fosse mais morosa.

    • Cardoso on 13 de Setembro de 2014 at 14:30
    • Responder

    O que resultou, no ano passado, para “parar” a PAAC foi este tipo de iniciativas, nomeadamente ao provedor de justiça. Pela minha parte é o que farei, e para além do provedor aos elementos da comissão de educação da assembleia da república e ao presidente do Conselho Nacional da Educação…

    • Marcelo Sousa on 13 de Setembro de 2014 at 14:32
    • Responder

    perguntasamarcelo@tvi.pt

    • Luís on 13 de Setembro de 2014 at 15:07
    • Responder

    Comparando o número de ordem dos candidatos na BCE de um qualquer Agrupamento (como exemplo, basta também uma qualquer página de um qualquer grupo de recrutamento), com o número de ordem nas listas nacionais desses mesmos candidatos, rapidamente se entende o quanto este sistema de colocação errou e criou injustiças, proporcionando ultrapassagens de centenas e, em vários casos, na ordem do milhar de lugares. Não é lógico e muito menos aceitável. Custa-me a crer que tenha havido tanta gente a prestar falsas declarações e acredito no mais óbvio, erro grosseiro da DGAE e incapacidade (humildade) de aceitá-lo.

      • Ana on 13 de Setembro de 2014 at 16:58
      • Responder

      Concordo. O facto de alguns colegas menos graduados terem passado à frente não significa que tenham prestado falsas declarações. Eu respondi aos subcritérios com toda a veracidade e encontro-me à frente de colegas mais graduados (o que é de facto injusto).

      • Sol on 13 de Setembro de 2014 at 15:52
      • Responder

      Já enviei mas muitos dos mails não são entregues… Certamente não estarão corretos

      • Sol on 13 de Setembro de 2014 at 16:08
      • Responder

      Outros não são entregues pois a caixa do destinatário está cheia… Vou recolher outros e-mails dos que não são entregues e daqui a pouco coloco aqui…

      • Sol on 13 de Setembro de 2014 at 16:14
      • Responder

      Estes foram todos entregues…

      dnot@dn.pt
      jornal@abola.pt
      ipublishing@impresa.pt
      visao@impresa.pt
      visaoagendaporto@impresa.pt

    • Rodrigues on 13 de Setembro de 2014 at 15:24
    • Responder

    Já enviei a minha denúncia para o Provedor de Justiça. Não se esqueçam de enviar a vossa! Não se esqueçam de alertar, também, para o facto de vários professores estarem a ser colocados em vários horários, alguns em seis horários em simultâneo, o que é denunciador dos diversos erros de programação que esta plataforma informática apresenta. Cumpram o vosso dever cívico, denunciando estas injustiças/erros/fraudes!

    • a stressada on 13 de Setembro de 2014 at 16:38
    • Responder

    Boa tarde, louvou estas ações, devemos mexer-nos.
    No meu caso, estou inconsolável pois tinha condições para renovar e tenho todas as provas. Já entreguei junto do sindicato que está a tratar do meu caso e já fiz o recurso, falta submeter mas a aplicação ainda não deixou. Todos estes erros crassos devem ser imediatamente corrigidos. O que é certo é que estou à beira de um esgotamento, se ficar colocada irei iniciar um ano muito atribulado. Espero que estas injustiças e erros sejam rapidamente corrigidos.
    Mais uma vez, obrigada Arlindo.

    • PL on 13 de Setembro de 2014 at 16:38
    • Responder

    M E X E – T E ! ! ! . . .

    O presidente do Conselho das Escolas (CE) e director de um estabelecimento de ensino com autonomia, José Eduardo Lemos, escusou-se a comentar a situação, limitando-se a registar “um facto”. “Pelos vistos o trabalho está a ser feito pelo MEC, E NÓS, NA ESCOLA, NÃO TEREMOS DE FAZER ABSOLUTAMENTE NADA – os professores que faltam acabarão por ser aqui colocados”…

    In:
    http://www.publico.pt/sociedade/noticia/professores-contratados-dizem-que-a-bolsa-de-contratacao-e-o-mais-obscuro-dos-concursos-1669489?page=1#/follow

    • J on 13 de Setembro de 2014 at 16:47
    • Responder

    Um
    extremamente burro e extremamente mal intencionado cRatino tinha de
    formar uma equipe com pessoas do sexo masculino e feminino, na proporção
    de 50% para cada género. Contava com duas mulheres e 100 homens.
    Dividiu cada grupo ao meio (50% de cada grupo) e formou uma equipe com
    uma mulher e 50 homens.

    OBS: Aqui demos apenas um aperitivo. Mas
    temos noção de que os problemas da fórmula usada pelo MEC para a
    “elaBURRação” das listas de ordenação da BCE (Bolsa de Contratação de
    Escola) são ainda mais complexos. Têm a ver com o facto de haver um
    diferencial na facilidade de progressão em cada uma das “metades” (25
    horas de formação podem acabar por valer mais do que 20 anos de ensino
    embora não exijam o mesmo trabalho e entrega), de não haver valores
    máximos na Graduação Profissional e haver nos subcritérios (pretenderam
    calcular 50 % de um número indeterminado?), de se somarem valores
    absolutos com percentagens, etc.

    Toda esta trapalhada é estúpida demais
    para ser apenas fruto da incompetência. É que, apesar de também promover
    ostensiva e descaradamente as cunhas, o objetivo maior do cRato é (e
    continuará a ser) o de subverter quaisquer mecanismos rigorosos de
    funcionamento das escolas e de seleção de docentes (como a Lista
    Graduada), dando com isso uma decisiva contribuição para a implosão do
    ensino público de qualidade em Portugal. Tudo fará, a bem da privataria,
    dos negócios privados de que ele tanto gosta. Em certos e determinados
    casos, a incompetência, a burrice e a trapalhada são lucrativas. Se não
    acreditam, perguntem ao David Injustino…

    http://olhequenao.wordpress.com/2014/09/13/as-estupidas-e-absurdas-contas-do-extremamente-burro-e-mal-intencionado-cratino/

    • Maria Gomes on 13 de Setembro de 2014 at 16:58
    • Responder

    Vou apresentar queixa ao provedor de justiça, será que posso/devo anexar documentos que comprovam a minha situação? Nas poucas listas a que já tive acesso verificam-se situações escandalosas, em algumas listas estou no topo, noutras tenho uma posição menos confortável, sendo a posição mais baixa o nº 51. Curiosamente, já trabalhei na escola em que eu ocupo esta posição e fui avaliada com Muito Bom. Mas de que serviu o tempo de serviço e as avaliações, se até o nº 496 me ultrapassou na lista?

      • xxxx on 13 de Setembro de 2014 at 21:52
      • Responder

      Acho que sim, acabar com esta palhaçada e já!

    • MIGAS on 13 de Setembro de 2014 at 17:02
    • Responder

    Vejam e chorem como é que se calcula classificação final… Isto é surreal !!
    Mistura-se alhos com bugalhos !!
    http://site.aveparedes.net/images/stories/BCE2014/BR_avep_2014.xls

    • prof de Música 2 on 13 de Setembro de 2014 at 17:10
    • Responder

    Colegas, não estou nessa situação porque sou PQND, mas tenho acompanhado esta trapalhada e manisfetado a minha opinão.
    Volto a dizer aqui que o melhor seria o MEC anular estas listas e fazer sair outras com a proposta do Bruno Reis.
    Dividir o valor obtido nos subcritérios por 5 para converter a percentagem em valores e depois somar metade desse valor (os tais 50% dos subcritérios) a metade do valor da Graduação profissional com que concorreram à Contatação Inical (50% da Graduação).
    Parece-me justo e uma proposta que não beneficia nem prejudica ninguém.
    Julgo que era isso que todos deveriam pedir para ser feito urgentemente.
    Estou solidário com todos os colegas que estão a passar por esta situação.
    Um abraço e não desistam de lutar por aquilo que é vosso por direito e pelo qual se têm vindo a sacrificar ao longo destes anos…

    • alecrom on 13 de Setembro de 2014 at 17:34
    • Responder

    A vergonha foi revelada. Agora estou curioso em ver a reação dos Senhores Diretores. Ministro para lá, Passos para cá? Têm de surgir textos pequenos e que deixem claro que um professor com 20 ou 30 anos de serviço é imediatamente ultrapassado por um com dois ou três anos de serviço se essa for a vontade de um qualquer senhor diretor. Agora, grandes parágrafos de… ideologia(?), ainda que pertinente, só serve para ofuscar e distorcer o essencial.

    • alecrom on 13 de Setembro de 2014 at 17:58
    • Responder

    Tem de ser um texto simples. Dar exemplos que ocupam 60% do texto e que são incompreensíveis para qualquer jornalista, não serve para nada. Dois ou três pontos: vergonha/estupfação; professores com 20 ou 30 anos de serviço ultrapassados por professores com 2 ou 3 anos de serviço; colocações dependentes da vontade discricionária dos diretores das escolas. O resto é conversa, distração e tiros nos pés.

      • Sapinho Verde on 13 de Setembro de 2014 at 21:26
      • Responder

      Tens razão, e alem do mais posso colocar graduações profissionais sem as ter, depois vou à entrevista, se colar fixe, se não colar como não assinei nada nem entreguei papelada nenhuma tento “colar” noutra escola 🙂
      GRADUAÇÃO PROFISSIONAL = Media de curso + Tempo de serviço (antes profissionalizado *0.5).

    • aida on 13 de Setembro de 2014 at 19:04
    • Responder

    Obrigada, Arlindo!

    • Manuela on 13 de Setembro de 2014 at 19:47
    • Responder

    O Observador publicou há pouco um comunicado do MEC (http://observador.pt/2014/09/13/bolsas-de-contratacao-de-escola/). Parece que pelo MEC alguém se finge de morto ou, na melhor das hipóteses, de autista…
    Será que por lá ainda não perceberam a burrada? O decreto-lei é claro: 50%-50%. Mas a magnitude das escalas tem que ser a mesma, caso contrário esse equilíbrio não é respeitado.

    Ora um ministro que tantos glorificaram como matemático e divulgador da ciência, que tantos aplaudiram como o arauto do rigor e da exigência, permite um erro grosseiro destes no seu currículo? Alguém que lhe explique, devagarinho, que estas continhas não se podem fazer assim.
    Segunda feira, todos à 5 de Outubro!

    • Sapinho Verde on 13 de Setembro de 2014 at 21:16
    • Responder

    Esta palhaçada só acaba quando não se puder prestar falsas declarações.
    Tive que anular (ou melhor não validar os dados de um candidato numa determinada escola quando fui júri de seleção) ao que o candidato me respondeu que tinha consciência do que tinha feito, mas era para ver se “colava”.
    GRADUAÇÃO PROFISSIONAL – SEM CRITÉRIOS E FALSAS DECLARAÇÕES

    • AF on 13 de Setembro de 2014 at 22:06
    • Responder

    É isso mesmo! É um excelente exemplo do qual eu própria padeço. Nos resultados da BCE tenho colegas que na lista graduada estão mais de 400 lugares atrás de mim e que nas diversas listas da BCE estão vários lugares… à minha frente! No mínimo curioso!

    • mat on 14 de Setembro de 2014 at 4:27
    • Responder

    Graduação do Professor A = 26 x50% +60×50% = 56 pontos (repare-se no absurdo de somar valores absolutos com percentagens)
    ERRADO —— =43 pontos

    • mat on 14 de Setembro de 2014 at 4:28
    • Responder

    Quem pensou nestes cálculos não teve aprovação na PACC

    • EncarregadodeEducação on 14 de Setembro de 2014 at 20:47
    • Responder

    de todos os comentários ainda não li nenhum referente aos alunos que muitos começam amanhã as aulas no meu desta instabilidade toda. Não há preocupação neste sentido. Por isso, quem é contra o regulamento sobre os critérios de colocação e insatisfeito com as regras como em qualquer empresa, têm a possibilidade de colocar seu lugar à disposição e encontrar emprego noutra área de serviços.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores: