Ontem, no jornal Público, Clara Viana evidenciou as diversas reações, dos grupos parlamentares, num texto muito bem redigido. Fica o link e a parte das reações.
É hilariante lê-las… ficamos com a sensação que a AR serve para alguma coisa umas vezes e outras não serve para nada… Como primeiro exemplo temos a “anulação” dos exames do 1º ciclo sobrepôs-se ao governo e ao ministro, como último a alteração ao concurso deste ano. Parece que agora e para a contagem do tempo de serviço já não serve para nada…
Como alguém de muita sapiência escreveu: “A maioria dos professores ganha acima de 800 €, logo, pertence a uma classe alta.
Alguém estará à espera de que qualquer partido da atual maioria venha a apoiar os professores quando chegar, se chegar, o momento da verdade?
“Temos de pensar sobre o que vamos fazer e não deixaremos, pelo menos, de questionar o Governo”, adiantou a deputada do PCP Ana Mesquita, lembrando que esta semana haverá mais rondas negociais. O tema em debate nestas rondas será o projecto de despacho de organização do ano lectivo e não o tempo de serviço, embora os sindicatos já tenham anunciado que vão voltar ao assunto.
Para Ana Mesquita, na prática, o Executivo “está a assumir que se prepara para não cumprir a lei do OE, o que é gravíssimo”. “É incumprimento duplo porque não será feita a contabilização do tempo de serviço para efeitos de negociação, nem haverá negociações sobre esta questão, como tinha sido determinado pelo Parlamento”.
Tanto o BE, como o PCP referiam-se ao artigo 19 da lei do OE que foi proposto pelo PS na sequência de negociações com estes seus aliados e onde se determina que “a expressão remuneratória do tempo de serviço nas carreiras (…) em que a progressão e mudança de posição remuneratória dependam do decurso de determinado período de prestação de serviço [como é o caso dos professores] é considerada em processo negocial com vista a definir o prazo e o modo para a sua concretização, tendo em conta a sustentabilidade e compatibilização com os recursos disponíveis.
O PSD também não vai “para já” apresentar nenhuma proposta alternativa à do Governo, adiantou o antigo ministro da Educação e actual vice-presidente da comissão política do PSD, David Justino. “Se houver uma solução que possa satisfazer [os professores] eventualmente vamos pensar nisso, mas não compete ao Parlamento substituir-se ao Governo na gestão da coisa pública”, disse, frisando que o PSD “recrimina o Governo por não ter tratado todos os profissionais da Administração Pública de igual forma”, o que considera ser “uma falha grave”.
“A nossa posição de princípio mantém-se. Se os outros funcionários públicos recuperam o tempo de serviço prestado durante o congelamento, os professores também deveriam recuperar”, reitera a deputada do PSD Margarida Mano, que acusa o Governo de estar a produzir “manobras de diversão” promovendo reuniões sem que esteja disposto “a que nada avance”.
“Perplexa”, é como a deputada do CDS Ana Rita Bessa diz que ficou ao ter conhecimento da posição do Governo, vincando que houve uma “alteração total do discurso do ministro”. A deputada centrista lembra que o Governo tem avançado com várias posições sobre a matéria: “primeiro ao negar contabilizar o tempo de serviço, depois a aceitar, para que o OE passasse, a seguir só dando um pouco e agora nada”. “É uma situação que cria imensa instabilidade”, acusa.
Ana Rita Bessa não acredita, face ao que se passou até agora, que “qualquer outra iniciativa legislativa que o Parlamento possa adoptar tenha alguma capacidade de influenciar o Governo”. Por agora, o CDS “vai ver o que se passará nos próximos dias”
Numa aparição, que me pareceu muito bem encenada, Tiago Brandão prometeu, a um profissional da luta, defender radicalmente os professores. Por radical ele deve entender um qualquer desporto (já que também tutela essa pasta), mas os professores estão cansados de praticar um certo tipo de desporto, o do aperta o cinto…
Havia quem defendesse que o que estava escrito no Orçamento de Estado era lei.Nem o escrito no O.E. serve para alguma coisa (como se algum dia o O.E. tivesse sido cumprido na sua integra), nem o compromisso, assinado de madrugada, serve para coisa alguma. No final de toda esta dança, serão os professores a ficar, mais uma vez, à rasca…
Hoje o primeiro ministro veio em defesa do governo e do ministro, acusando os sindicatos de falta de propostas. Bem!… Quantas propostas apresentou o governo? Que eu saiba, foram tantas como as que os sindicatos apresentaram, UMA.
Este tipo de negociações, (eu já expliquei como se preconizam) são dignas de um país que dizem já ido, mas que ainda tem reminiscências quando se trata de funcionalismo público “moderno”… Ou é isto, ou não é nada. Quem se lembra da negociação do diploma dos concursos? Foi assim. Sindicato nenhum estava de acordo, nenhum assinou o acordo, a vontade do governo prevaleceu. No caso da recuperação do tempo de serviço, vai ser exatamente igual. Será a vontade do governo, na voz do Tiago Brandão, do Centeno ou do António, que prevalecerá e que fará lei.
Ou os professores se unem, mais uma vez, e mostram na escola, através da greve às avaliações, a sua força, ou nada conseguirão. ORGANIZEM-SE…
Este governo, assente numa coligação tímida, pouco ou nada fez na área da educação. A verdade é que, nesta legislatura, além de medidas avulsas tomadas pela A.R. pouco ou nada foi ainda feito. Se não forem os professores a forçar uma mudança, seja a que nível for, nunca a educação sairá da cepa torta…
Eu tenho uma teoria sobre o destaque que lhe dão no grupo do Balsemão, mas, ficamos por aqui…
Como diz o outro “ou está mal informado e, portanto é um péssimo jornalista, ou está bem informado e desinforma a opinião pública, o que o torna ainda pior jornalista”:
Professores: Braço de ferro pode abrir crise política | TVI24 – O braço de ferro entre Governo e professores pode abrir uma guerra no sector da educação, mas, mais do que isso, pode levar a uma crise política. Os partidos de esquerda acusam o Governo de fazer chantagem com os professores e de violar o que está contemplado no orçamento do estado
Conflito Governo/professores. “Fraude”, dizem PSD, CDS e BE – Renascença – PSD, CDS e Bloco e PS reagiram esta terça-feira ao falhanço nas negociações sobre o descongelamento das carreiras dos professores, com os partidos à direita e o Bloco de Esquerda a acusarem o executivo de estar a defraudar as expectativas dos professores e com o PS a apelar ao diálogo.
CDS acusa Governo de conduta “errática, inconsistente e desonesta” com os professores – Política – Correio da Manhã – “Depois ter aprovado no Orçamento do Estado uma abertura para determinar o tempo e a forma como ia ser calculado o descongelamento, depois de o PS aprovar um projeto de resolução dos Verdes a dizer que todo o tempo seria contado (…), o ministro que disse que defenderia radicalmente os professores é o mesmo ministro que retira a proposta em cima da mesa”, criticou a deputada do CDS-PP Ana Rita Bessa, em declarações aos jornalistas no parlamento.
Colegas, a quem interesse…o Estatuto da Carreira Docente na redação de 2007 não acautelou a transição entre o sistema de creditação académica pré e pós Bolonha.
Por isso, os graus académicos obtidos antes de 2007, agora, não contam para nada em termos de reposição de carreira.
Este enquadramento legal é discricionário e discriminatório e deve ser corrigido.
Naturalmente uma pessoa nem dá conta destas “perplexidades” até que precisa delas….portanto, foi apresentado um protesto, com o texto AQUI que se disponibiliza para quem quiser utilizar ou adaptar às seguintes entidades:
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/06/divulgacao-peticao-sobre-a-nao-creditacao-academica-dos-mestrados-e-doutoramentos/
Divulga-se o Relatório Nacional das Provas de Aferição – Resultados 2016 e 2017 – e o respetivo apêndice Metodológico.
Nestes documentos é feita a apresentação dos resultados desagregados por domínio e subdomínio, nas diferentes disciplinas, bem como caraterização do desempenho dos alunos ao nível do item.
No apêndice metodológico apresenta-se o racional teórico que sustenta a conceção das provas, explicitando também o processo de concetualização e conceção dos relatórios individuais e de escola (RIPA e REPA, respetivamente).
Ficam aqui umas dicas para, a Joana Mortágua, quando estiver frente a frente com o sr. ministro… Quem quiser acrescentar mais alguma, deixe-a nos comentários deste post.
Pode-se começar por perguntar:
Como pode o governo equiparar a carreira docente às carreiras gerais da função pública?
Se o ECD determina que cada escalão da carreira docente tenha, no máximo 4 anos (o 5º escalão tem apenas 2 anos de permanência) com que base foi realizada a equiparação entre carreiras para contagem do tempo ?
Em relação a “esta” comparação entre carreiras, pode-se dizer que:
Não são os professores que são beneficiados com a carreira que têm, são os funcionários públicos que estão no regime geral que não trabalham, nem vivem, 120 anos para conseguir chegar ao topo da carreira.
Sobre a injustiça a que os professores estão sujeitos:
São dezenas de milhares os professores que se verão impossibilitados de alcançar o topo da carreira, ou sequer os 2/3 da mesma. Como podem aumentar as competências profissionais aos docentes?
Sobre o futuro:
É com atitudes destas que, no futuro, querem ter bons profissionais na educação?
Sobre um corpo docente motivado:
Nunca, o Sr. ministro, ouviu falar em motivação? Aos trabalhadores não se motiva com workshops, motiva-se com remunerações e carreiras atrativas.
Qual a percentagem de professores, julga o sr. ministro, estar motivada para dar tudo de si dentro de uma sala de aula, dentro de uma escola?
O tudo ou nada do Governo com os professores tem até o potencial para abrir uma crise política. Será o maior teste à “geringonça” até ao fim da legislatura.
Nem nove, nem dois, nem nada? Oito meses depois do Orçamento, sete depois de um semiacordo, um mês depois de uma manifestação e já depois de um pré-aviso de greve, o ministro da Educação saiu de um longo período de não negociação para fazer um ultimato aos sindicatos de professores: ou aceitam ficar apenas com os dois anos, nove meses e 18 dias de tempo de carreira que lhe tinha oferecido, ou ficam sem nada. Se foi assim, como relatado pela Fenprof e não desmentido pelo Governo, a reunião de ontem não foi uma negociação, foi um tiro na conversação.
Desde o início que o temos dito aqui: o Governo só tem um argumento para recusar a contagem de tempo de carreira aos professores: é o de que há mais de 100 mil docentes nos quadros do Ministério da Educação e o de que a contagem do tempo de carreira na íntegra custaria (cálculos por alto) mais de 600 milhões de euros ao Orçamento do Estado. O número peca por defeito: custaria pelo menos isso ao Orçamento em curso, mais o equivalente a cada um dos próximos, mais uns tantos milhões em pensões, à medida que estes docentes entrassem na reforma. O argumento tem peso – só tem o problema de ser injusto.
É injusto por comparação, já que o Governo tem conseguido, sector a sector, negociar uma contagem do tempo de carreira congelado em vários sectores da administração pública.
Um grupo de colegas, lesados na contagem de tempo de serviço contado para a Segurança Social, elaborou um inquérito para aferir de que forma os Agrupamentos de Escolas e a S.S. estão a contabilizar o dito…
Com este Inquérito pretendem fazer o levantamento do número de dias, declarados pelos agrupamentos de escolas à segurança social, dos horários incompletos dos professores contratados.
O Blog DeAr Lindo em colaboração com esses colegas publica aqui o inquérito e apela à tua colaboração, uma vez, que, também, tu podes beneficiar deste estudo.
A primeira, a pedido de alguns utilizadores, é que foram acrescentadas as colocações dos concursos internos de 2013, 2015 e 2017.
A segunda, se calhar a mais interessante para quem é do quadro, é que quando colocam as vossas preferências vão passar a saber também quantos contratados ficaram em 2017/2018 colocados em horário anual até à RR2 nas vossas opções.
Para além de saberem quantos contratados ficaram colocados também podem ver em que escolas essas colocações foram feitas e em que altura aconteceu (CI, RR1 ou RR2) e para que número de horas.
Se acham que novas funcionalidades podem ser acrescentadas nesta aplicação podem enviar e-mail a explicar o que gostariam de ver na aplicação. O e-mail encontra-se na página da aplicação.
As injustiças dos despachos da OAL anteriores mantêm-se e, nalguns casos, até são agravadas
O projecto de despacho Organização do Ano Letivo e a reiteração da injustiça para os coordenadores de estabelecimento do 1.º ciclo e do pré-escolar.
Ao fazermos uma análise do projecto da Organização do Ano Lectivo, constatámos que são poucas as propostas de alteração. As injustiças dos despachos da OAL anteriores mantêm-se e, nalguns casos, até são agravadas.
Poderia discriminar aqui os aspectos injustos, mas muitos deles já foram tão rebatidos, tanto por entidades representativas dos professores, pelo Conselho de Escolas ou por professores individualmente que recorrem às redes sociais para manifestarem o seu desagrado, que entendo não ser necessário estar a repetir. Vou centrar este texto apenas no assunto em epígrafe, por considerar uma enorme injustiça ao que se faz aos docentes que exercem este cargo e constatar que este assunto está a ser ignorado. Já fui coordenador de escola e sei muito bem as horas que um coordenador de estabelecimento despende por dia após o término das aulas, variando entre uma a três horas e por vezes, até mais, além de reuniões frequentes com a direcção e à noite com a associação de pais na qualidade de coordenador de estabelecimento.
Observemos o que se passa na Madeira, em que a junção de escolas do pré-escolar com escolas do 1º Ciclo tem um coordenador de estabelecimento que tem o mínimo de 10 horas para esse cargo e não terá turma atribuída. Não é concebível no mesmo país haver leis tão díspares, De realçar que este caso é um excelente exemplo para o pôr em prática no continente.
Passemos ao que se passa por cá e, não precisamos de recuar muito no tempo, basta verificar o que se passou há três anos. Relembremos o que a este respeito estipulava o despacho normativo 10-A/2015, no artigo 10.º, ponto 5: “O tempo sobrante da componente letiva dos coordenadores de estabelecimento do 1.º ciclo pode ser utilizado na titularidade de uma turma, desde que fique garantido um mínimo de três horas para o exercício do cargo.” O posterior despacho 4-A/2016, já apresentado por este ministério, revogou injustificadamente e injustamente este justo direito do coordenador de estabelecimento. Senhor ministro e senhores secretários de estado, para mostrarem algum respeito pela sobrecarga de trabalho dos coordenadores de estabelecimento do 1.º Ciclo e Pré-escolar, no mínimo, vejam o que o anterior ministério fez relativamente a esta matéria e, por favor, reponha esta elementar justiça para estes docentes.
Por último, gostaria de fazer um apelo a todos os sindicatos, que na reunião agendada para os dias 5 e 6 de junho, para negociação da Organização do Ano Letivo focassem este tema, lhe dessem a ênfase que merece e pressionassem a tutela para reverter a sua posição e retificassem a injustiça que cometeram.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/06/opiniao-as-injusticas-dos-despachos-da-oal-anteriores-mantem-se-e-nalguns-casos-ate-sao-agravadas-jose-carlos-campos/
O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, comunicou nesta segunda-feira à Federação Nacional de Professores (Fenprof) que nenhum do tempo de serviço prestado pelos professores durante o período de congelamento será contado para efeitos de progressão na carreira, informou Mário Nogueira, secretário-geral da estrutura sindical, à saída de uma reunião no Ministério da Educação.
Se os sindicatos não aceitarem o que o Goveno propõe (contabilizar dois anos, nove meses e 18 dias que estiveram congelados), a proposta é retirada. Anúncio foi feito nesta segunda-feira, indicou Mário Nogueira. Fenprof admite agora greve à vigilância dos exames nacionais. Diz que o tempo proposto pela tutela não é aceitável.
O Conselho Nacional de Educação (CNE) é um órgão superior independente com funções de natureza consultiva, que tem por missão proporcionar a participação das várias forças científicas, sociais, culturais e económicas, tendo em vista a concertação social necessária à formação de consensos em matéria de educação. A sua independência e autonomia, consagradas na Lei Orgânica, expressam-se, sobretudo, no estabelecimento de uma agenda própria, através da definição de áreas de intervenção consideradas fundamentais para a melhoria da Educação e da elaboração de recomendações por sua iniciativa.
Para além da emissão de pareceres, que respondem a solicitações do Governo e da Assembleia da República, e de recomendações, a sua missão cumpre-se através de um conjunto de outras atividades, designadamente organização de seminários e colóquios, realização de estudos, audição de especialistas e a publicação dos documentos produzidos no âmbito da sua ação.
O novo sindicato docente S.TO.P. apresentou pré-aviso de greve às avaliações para os períodos de 4 a 15 de junho de 2018. Este pré-aviso abrange todo o território nacional. A greve está convocada conforme os trâmites legais e as entidades patronais (Ministério da Educação e direções regionais) sabem-no. Legalmente quem define os serviços mínimos e/ou se uma greve é ilegal são os tribunais e legalmente teriam que o fazer até 48 horas do início desta greve (convocada já para 4 junho). Nenhum tribunal e/ou o ME notificaram o S.TO.P. de qualquer ilegalidade e pelo contrário, fomos convidados a reunir com este como estão os outros sindicatos docentes. É lamentável que alguns associados ou dirigentes de outros sindicatos estejam a assumir o papel de entidade patronal (ou de tribunais) para virem dizer ou insinuar que a greve convocada pelo sindicato S.TO.P. seria ‘ilegal’ e estarem a amedrontar alguns professores com ‘eventuais represálias’. O momento deve ser de UNIDADE dos professores e dos seus sindicatos e não de lançar confusão, desmobilização e calúnia a quem também quer lutar. AINDA É TEMPO de todos os sindicatos apoiarem uma greve eficaz e mobilizadora a favor de toda a nossa classe docente. É o repto que o S.TO.P. lança a todos os sindicatos dos professores para os dois ciclos de greve, com o primeiro a ter início dia 4 de junho e o outro a 18 de junho.
Na próxima lista aparecem todos os candidatos opositores ao Concurso Externo Ordinário, coloridos de acordo com a lista já divulgada aqui no blogue.
O que esta lista acrescenta de novo?
Aqui, para além de conseguir perceber quem vinculará (já sabem que é um exercício de previsão), também conseguem perceber quem (não reunindo condições para o Concurso Externo Extraordinário) pode vincular com as poucas vagas da Norma-Travão não preenchidas pelos candidatos em 1ª prioridade. Para além disso, previsivelmente entende-se que muitos dos que não estão pintados e têm grande graduação provêm do ensino privado.
Nasceu o 23.º sindicato de professores. Chama-se Stop e está farto da “luta mansinha”
Estrutura criada no início deste ano convocou a sua primeira greve para as próximas duas semanas. A recuperação do tempo de serviço ?é uma das preocupações.
Samuel Silva
3 de Junho de 2018, 7:00
“Vamos fazer luta a sério”, repete várias vezes André Pestana enquanto apresenta o novo Sindicato de Todos os Professores (Stop), de que é o principal dirigente. Formalizada no início deste ano, a estrutura convocou a partir desta segunda-feira a sua primeira greve nacional, contestando a forma como o Governo está a contabilizar o tempo de serviço dos docentes após o descongelamento das carreiras. Mas no centro das preocupações do novo sindicato está sobretudo uma crítica à forma como tem sido feito o sindicalismo nos últimos anos.
FNE e Fenprof agregam quase dois terços dos sindicatos de professores
Há 14 estruturas federadas na FNE e na Fenprof e ainda oito sindicatos independentes, metade dos quais nasceram nos anos 1990.
Samuel Silva
3 de Junho de 2018, 7:00
O Sindicato de Todos os Professores é o 23.º sindicato de professores legalizado. Além das 14 estruturas reunidas na Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e Federação Nacional de Educação (FNE), há ainda oito sindicatos independentes que têm assento nas reuniões com o Governo e têm o poder de convocar plenários de trabalhadores ou greves.
A próxima listagem é um mero exercício de previsões de quem em 2018 vai vincular e em que concurso o docente vai vincular.
Lembro que ao mesmo tempo existem dois concursos, o externo ordinário e o externo extraordinário.
Este estudo parte do princípio que a primeira lista a ser lida para o ingresso na carreira é feito para o concurso externo ordinário e nesse caso os docentes que ingressam por este concurso deixam de ser opositores ao concurso externo extraordinário.
Assim, estão pintados a verde os docentes que entram pelo concurso externo ordinário (Norma-travão) e a azul os que entram pelas vagas do concurso externo extraordinário.
Para o concurso externo ordinário existem 1.236 vagas e para o concurso externo extraordinário existem 2.084 vagas.
Uma nota importante que pode alterar algum destes dados. O estudo baseia-se numa lista provisória que pode ter alterações em função das reclamações apresentadas pelos professores que não se encontram na lista ou que estão com dados errados nesta listagem..
Mesmo assim a lista apresentada hoje deve ter, para a vinculação de 2018, uma certeza superior a 95%.
Encontra-se assinalado a verde as vagas abertas que coincidem com o número de candidatos em 1.ª prioridade nas listas provisórias do concurso externo ordinário.
Existem apenas 11 grupos de recrutamento que têm menos candidatos do que as vagas que abriram e nenhum grupo tem mais candidatos em 1.ª prioridade do que as vagas que abriram.
…sendo 11537 Anuais. O Quadro seguinte apresenta essa distribuição.
Se quiserem informação mais detalhada (até para pensarem na manifestação de preferências do próximo ano), basta clicarem na imagem. Se juntarem essa informação com aquela que é disponibilizada na Nova Versão da Ferramenta de Apoio ao Concurso, terão uma ideia mais clara de quem são de facto os vossos opositores para determinada região e fazer um concurso mais informado.
Publicitação das listas definitivas de graduação dos docentes candidatos às vagas para a progressão aos 5.º e 7.º escalões da carreira, nos termos da Portaria n.º 29/2018, de 23 de janeiro.
Lista Colorida atualizada com colocados e retirados da RR33. Como esta foi a última reserva de recrutamento a lista deste ano letivo encontra-se assim encerrada.
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa dos Docentes de Carreira – 33ª Reserva de Recrutamento 2017/2018.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 4 de junho, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 5 de junho de 2018 (hora de Portugal continental).
Foram colocados 159 docentes contratados na Reserva de Recrutamento 33 de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração do contrato e número de horas.
14.000 Assinaturas. Muito, Pouco ou Qualquer Coisa?
Maio 31, 2018 ~ Paulo Guinote
A ILC para recuperar o tempo de serviço docente vai, agora mais devagar do que antes, fazendo o seu caminho de acumular assinaturas para que, no Parlamento, em devido tempo, antes da campanha eleitoral, se esclarecer ao que andam todos aqueles que assinam resoluções inconsequentes ou agitam inócuos artigos em legislação com validade reduzida.
Este quadro mostra quais os grupos de recrutamento para onde os docentes dos quadros pretendem mudar.
O maior fluxo de tentativas de mudança acontece nos docentes do grupo 110 – 1.º Ciclo. Existem 1.381 docentes do quadro do grupo 110 que pretendem mudar para outro grupo de recrutamento. É para o grupo 910 que mais pretendem mudar (404) seguindo-se para o 260 – Educação Física com 373 tentativas de mudança.
Neste momento já existem 144 docentes dos quadros do grupo 910 que pretendem mudar novamente para o seu grupo de origem. Sinal que o 910 não foi a melhor escolha para uma boa parte destes docentes que vincularam no 910.
Depois de já termos as listas tratadas podemos dizer que existem situações que podem parecer estranhas, mas podem também não ser.
Se o tempo de serviço nas AEC deu que falar, assim como a prioridade onde estavam inseridos o que reparo agora é que nas listas de ordenação provisórias existem 924 candidaturas ao concurso externo ordinário que estão inseridas na segunda prioridade sem que a contabilização do tempo de serviço após a profissionalização seja superior a 365 dias.
Mas lembro que a prioridade de um docente é aferida para um grupo de recrutamento e alargada a todos os restantes grupos.
Por isso existem 205 docentes no concurso externo que concorrem ao grupo 910 sem qualquer dia de serviço após a profissionalização no 910.
Mas estranho é que existam 28 docentes que não têm os 365 após a profissionalização, mas que também não o tenham antes da profissionalização. E até existem 4 docentes que não tendo qualquer tempo de serviço antes ou após a profissionalização encontram-se na segunda prioridade.
Não entendo como estes alertas não existem quando da validação de uma candidatura.
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2018/05/existem-924-candidaturas-com-menos-de-365-dias-de-servico-apos-a-profissionalizacao-na-segunda-prioridade/
São 39.252 as candidaturas válidas ao concurso externo extraordinário de 2018 distribuídos da seguinte forma entre a segunda e a terceira prioridade.
Existem 11.775 candidaturas ao concurso externo extraordinário em terceira prioridade, isto é, docentes que têm pelo menos um contrato com o ME mas que não tem 365 dias de serviço em escolas do ME.
Os 66 docentes do recém criado grupo de Língua Gestual Portuguesa (360) ainda não têm prioridades, mas 11 têm o tempo de serviço previsto até 31/08, por isso deverão estar na 1ª prioridade. Os restantes foram contabilizados como estando na 2ª prioridade.