Notícia do Jornal de Notícias com alguns dados do blog.
Aposentações de professores disparam este ano

Desde 2016 que não se aposentavam tantos professores. Na anterior legislatura, com o acentuar dos cortes que agravaram o fator de sustentabilidade, os pedidos dispararam, explica Mário Nogueira. De acordo com dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação, em 2018, havia 1271 docentes com menos de 30 anos a dar aulas – no início do século eram quase 30 mil. Já com mais de 60 anos são quase 13 mil a dar aulas.
Para Mário Nogueira, as medidas em vigor, que permitem a aposentação antecipada e a reforma aos 60 anos com 40 de serviço, não passam de “faz de conta”. “Os milhares” de docentes que terão pedido a negociação da antecipação não receberam qualquer resposta e são muito poucos os que fazem 40 anos de serviço no ano em que completam 60 anos.
Horários por preencher
A reivindicação de um regime especial de aposentação para os professores é uma das principais batalhas dos sindicatos para a próxima legislatura. Os líderes da Fenprof, Federação Nacional da Educação (FNE) e Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SIPE) consideram a medida essencial para provocar o rejuvenescimento da classe.
“Na maioria das salas de professores, os mais novos têm cerca de 45 anos”, frisa Júlia Azevedo, presidente do SIPE. João Dias da Silva, líder da FNE, considera o rejuvenescimento “essencial” e “incontornável” na próxima legislatura.
A falta de professores é a principal consequência do envelhecimento, já que também provocado pela desvalorização da classe e das condições de trabalho. Daqui a seis anos, garantem, vai começar a sentir-se de forma mais evidente mas, este ano, já há horários por preencher desde o arranque das aulas. Informática, Geografia e Inglês são os grupos de recrutamento mais carentes, sendo que dos 123 horários que continuam vagos a Informática, 50 são completos, segundo as contas de Arlindo Ferreira, do blogue De Ar Lindo, especialista em estatísticas da Educação.
Os três dirigentes concordam com a criação de um subsídio para apoiar as despesas com alojamento. “Ninguém se candidata quando sabe que irá ficar 15 ou mais anos no 1.º escalão”, frisa Júlia Azevedo. A valorização da carreira, a melhoria das condições de trabalho, a recuperação do tempo de serviço e o regresso de alguns dos 12 mil que desapareceram dos concursos, nos últimos anos, frisa Nogueira, são medidas essenciais para evitar a rutura.
Maior disparidade salarial entre países europeus
Na Europa, Portugal tem a maior diferença salarial (116%) entre um professor do 3.º Ciclo no início e no fim da carreira docente, revelou na sexta-feira um relatório da rede Eurydice, relativo a 2017-2018. A Lituânia apresenta a menor diferença entre salários (7%). No relatório é sublinhado o facto de o acesso ao topo da carreira ter sido descongelado em 2018, o que levou a um aumento de 9% nos salários de topo. A rede Eurydice salienta que o salário de um professor do 2.º Ciclo do Secundário que inicia a sua carreira é baixo, em Portugal, e a progressão é lenta – 35 anos até chegar ao topo -, sendo que a maior subida de salário é concedida após mais de 15 anos de ensino.
Portugal está ainda entre os 11 países da rede – ao lado da Bulgária, Grécia, França, Letónia, Polónia, Roménia, Eslovénia, Reino Unido, Montenegro e Turquia -onde o salário base dos professores do pré-escolar, do ensino básico e do secundário é igual e as qualificações para ingressar na carreira genericamente semelhantes.




9 comentários
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Inqualificável que os professores só possam aposentar-se aos 67 anos! Uma retaliação vergonhosa engendrada pelos socráticos que continuaram no poder. Falta dinheiro?! Se faltava porque deram a possibilidade de classes profissionais de menor desgaste se aposentarem aos 55 anos? Vão dar música para outro lado!
Fui à manif e vi muita gente revoltada com esta situação, gente que certamente irá penalizar quem os tramou de modo descarado.
As notícias que abordam a crescente falta de professores continuam… mas acho que ainda poucos se deram conta da verdadeira dimensão do problema. E não será preciso esperar 5 anos como se refere no artigo, fossem os portugueses bem mais exigentes com a sua classe política e já muitos pais e encarregados de educação se teriam manifestado de outra forma, quando os seus educandos não têm aulas desta ou daquela disciplina durantes meses, porque não haver professor… assim, só mesmo quando acontecer algo completamente fora do imaginável a sociedade acordará para a verdadeira dimensão do problema…
Aguardamos que o labrego do Pardal faça o contraditório!
Colega, tudo na vida só terá a importância que nós lha dermos.
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O actual Governo está atento e, a partir do passado dia 1 OUTUBRO de 2019 qualquer trabalhador (professor ou não) pode requerer a aposentação antecipada, sem penalização pelo “factor de sustentabilidade (14,7%), se aos 60 anos de Idade tiver pelo menos 40 anos de descontos (de trabalho).
Para que seja possível beneficiar deste Regime Especial de aposentação antecipada, a pessoa devia ter começado a trabalhar com menos de 21 anos de idade.
Há milhares de professores nestas circunstancias (educadoras de infância, professores primários e professores que fizeram as suas Licenciaturas a trabalhar). São Milhares…
Ver aqui:
https://www.noticiasaominuto.com/economia/1304246/novo-regime-de-aposentacao-aproxima-funcionarios-publicos-e-privados
https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/123930786/details/maximized
https://eco.sapo.pt/2019/08/13/alivio-dos-cortes-em-alguns-pensoes-da-cga-chega-em-outubro/
Esta é uma boa iniciativa do Governo e beneficia todos aqueles que iniciaram o trabalho relativamente cedo.
Além destes normativos e para quem não preenche estas condições foi mantido o anterior Regime de Aposentação Antecipada na Função Pública. A partir dos 55 anos de idade e 30 anos de serviço podem aposentar-se, embora este regime tenha as duas penalizações – o factor de sustentabilidade e os 0,5% por cada mês em falta para a idade legal de aposentação.
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O crescimento das aposentações entre os professores apenas vai ter um efeito positivo que tem a ver com o rejuvenescimento desta classe profissional. Continuo a afirmar (com toda a segurança) que quer actualmente, bem como nas próximas décadas não existirá qualquer falta de professores porque a Oferta destes profissionais é superior à Procura o que, neste momento provoca, situações de subemprego e desemprego. Além disto ainda temos gente com licenciaturas em educação a trabalhar em caixas de supermercado, em call center, em empregados de balcão, em empregados administrativos…..enfim…uma desgraça. Triste….
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Se se alguém ainda tinha dúvidas sobre a tua ligação ao partido do governo, ficámos completamente esclarecidos. Já que tens uma ligação tão privilegiada com este governo podias explicar aqui porque é que não estão a aprovar os pedidos de reforma antecipada com penalização que muitos professores solicitaram?
E continuas convicto de algo que todos os dias notícias negam… continuo à espera que me respondas às perguntas:
1. Não há falta de professores em algumas zonas do país em alguns grupos de recrutamento?
2. A falta que se sente já vem de há muitos anos ou aumentou significativamente nos últimos anos e está a agravar-se?
Tu és aquele condutor que vai na autoestrada em sentido contrário e está plenamente convencido de que os outros estão todos em contra-mão!!! Tens de parar de beber essas coisas… ou será que te tens esquecido de tomar a medicação? 🙂
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Caro Colega Paulo Anjos
Eu julgo que estou a dialogar com alguém informado, mas sou levado a concluir que não.
Vamos por partes:
1º) É MENTIRA que tenha existido um só pedido de Reforma Antecipada indeferido;
2º) O que tem sido indeferido são pedidos de PRÉ-REFORMA que é um instrumento de gestão de recursos humanos que qualquer empresa possui e não é para DEFERIR À BALDA;
3º) Há faltas (PONTUAIS) de professores em algumas zonas do país em alguns grupos de recrutamento. Porquê?…porque são horários muito reduzidos e que não compensam a deslocação do professor (custo da habitação como em Lisboa, Porto e região do Algarve). É mais rentável ao Professor ganhar o Subsidio de Desemprego ou estar num Centro de Explicações a fazer umas horas;
4º) As faltas pontuais de professores sempre existiram e acentuaram devido ao enorme Boom turístico a que o País está a assistir que inflaciona o custo da habitação (e não só).
Penso ter clarificado as ideias do Paulo.
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Não esclareceste grande coisa, e não preciso de te atacar pessoalmente, o que escreves chega e fala por si…
1 e 2) Em relação aos dois primeiros pontos, sim estava a reverir-me aos pedidos de pré-reforma. E dizes que não é para aprovar à balda, se não aprovaram nem um para que é que legislaram nesse sentido?! Ridículo…
3) Continuas a fingir que não vês certo? O ano letivo ainda nem há um mês começou e já há 50 horários completos de TIC em oferta de escola, o que significa que já foram a duas reservas de recrutamento e não havia ninguém para eles… e este é apenas o exemplo mais extremo, há muitos mais horários noutros grupos, completos e/ou quase completos… mas se queres continuar a fingir que não vês, isso é contigo.
Se há professores que preferem fazer outras coisas estão no seu direito, cada um faz o que quer… será que os diversos cortes em rendimentos e regalias que tornaram a carreira bem menos atrativa não têm também alguma influência? O que achas? E se dizes que o governo está atento, não deveria já ter criado um subsídio de deslocação como têm muitas outras profissões?
4. Registo que pela primeira admites que o fenómeno se tem acentuado, finalmente parece que estás finalmente a aperceber-te que és tu que estás a conduzir em sentido contrário… mas, como penso que estou a falar com uma pessoa informada, diz-me lá se acreditas mesmo que o turismo é o único fator que explica isto?! Vá lá não me obrigues a dizer-te o que me disseste no início do teu post!
Senhor Arlindo
A sua moderadora Sorceress anda a banir participantes do chat porque não gosta de ser chamada a atenção.