Da saga… Professor sem casa.

As autarquias já se começam a movimentar…

Custo das rendas deixa 20 mil alunos sem professores

Lisboa, Oeiras e Faro são três câmaras com moções aprovadas sobre o alojamento dos professores. As dificuldades das escolas em preencher os horários começa a preocupar as autarquias que pedem apoio ao Governo na disponibilização de imóveis a custos controlados.

A um mês do final do primeiro período, estavam por preencher, no final desta semana, 244 horários em contratação de escola – “são entre 750 e 800 turmas, o que pode penalizar entre 19 e 20 mil alunos”,

 

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Chumbar ou não chumbar, eis a questão – Helder Ferraz

 

Chumbar ou não chumbar, eis a questão

Confesso-vos, a bem da verdade, que estava aqui sossegado com os meus botões a pensar nos últimos grandes desafios da nação e desígnios do grande povo português, e eis que surge a notícia de que vão proibir os chumbos até ao 9.º ano. Garanto-vos que não foi por querer, mas provavelmente por influência da minha vizinha deu-me aquela gana para cuscar as opiniões dos meus conterrâneos, e lá comecei a ler. Li a indignação do Manel, que escrevia que esta medida era uma vergonha, fui ver o perfil dele e era capaz de apostar convosco que chumbou pelo menos três vezes. Depois, apareceu o comentário do Joaquim Jorge, “Sixto Kmça a BIRAR moda e Bai pa frente, o país nunka mais s alebanta. Ca Bergonha”. Nem precisei de ver o perfil do Joaquim Jorge para perceber que também ele deve ter chumbado umas três vezes já depois de ter completado 18 anos.

Ainda li mais alguns comentários, mas entretanto decidi reflectir sobre as motivações que levaram os meus compatriotas, que foram alvo de chumbos (provavelmente vários), a mostrarem-se contra a abolição das retenções até ao 9.º ano. Pensei bastante e tive dificuldade em encontrar um argumento racional, até que me veio à memória, fez-se luz. E aqui vai a minha melhor explicação. O Manel e o Joaquim Jorge estão indignados com este ataque vil à população portuguesa, uma das recordistas de chumbos entre os países da Europa. Já não existe orgulho patriótico.

É ainda preciso lembrar que esta é uma medida necessária. Eu que de vez em quando leio imprensa internacional vejo que Portugal continua a fazer omeletas sem ovos em quase tudo, até na educação, e é a BBC que nos dá créditos, temos que estar orgulhosos e continuar a meter inveja aos outros. Claro que há sempre aquelas instituições estrangeiras ranhosas, como a OCDE, que vêm dizer que temos uma população docente envelhecida e espeta com Portugal no fundo da tabela dos países com piores percentagens de conclusão do ensino secundário. Mas esta perseguição deve-se ao facto de estamos sempre atrasados, porque chumbar os estudantes é uma medida ilegal em vários países e há muito tempo. Temos que mudar a mentalidade do nosso povo e aproveitar estes bons ventos da educação.

Claro que mudar mentalidades é difícil, ainda por cima quando há encarregados de educação que insistem em caluniar as escolas públicas, quando todos sabemos que as escolas públicas nunca estiveram tão bem e apetrechadas, bem melhor do que no tempo do Salazar e tomara o meu avô escrever em papel e não em lousa.

Claro que isto traz chatices e até perdemos amigos, ainda no outro dia o meu amigo Ricardo pediu-me para assinar uma petição: “Em resposta à falta de assistentes operacionais nas escolas – pela segurança das nossas crianças”, e eu que já ando farto destes pais que não têm nada que se intrometer nos assuntos das escolas, disse-lhe: ouve lá, a Associação de Pais da Escola Básica de Gervide também ganhou o orçamento participativo em 2017 para o recreio da escola (10 mil euros) e continua tudo na mesma, e ainda na semana passada fui levar a minha filha à escola e estavam duas salas inundadas, além disso o aquecimento não funciona e o Inverno está à porta. Mas vocês nunca estão satisfeitos. Lá porque há uma escola ou duas, ou três, que têm problemas, não quer dizer que seja em todo o lado, em todo o país.

 

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MOOC Tecnologias para a Inclusão e Acessibilidade

Tecnologias para a Inclusão e Acessibilidade é o tema do MOOC (Massive Open Online Course), desenvolvido pela Direção-Geral da Educação, com início a 13 de janeiro e término a 1 de março de 2020.
O curso pretende promover a utilização de tecnologias educativas e de acessibilidade junto dos professores e da comunidade educativa em geral.
O curso correspondendo a 30 horas de trabalho.
O MOOC Tecnologias para a Inclusão e Acessibilidade está estruturado em cinco módulos nucleares e incide nas seguintes temáticas: Desenho Universal para a Aprendizagem – Acessibilidade Digital – Tecnologias e Produtos de Apoio – Software e Recursos Livres – Tecnologias Móveis e APPs.
Esta formação não está acreditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua de Professores, sendo que a sua conclusão permite a obtenção de um Certificado de Conclusão do Curso.
Inscrições: até dia 17 de janeiro 2020, link para ficha de inscrição.
Fonte: DGE 

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40% a 60% dos professores dos Açores sofre de “burnout”

Depois admiram-se com o número de baixas e com a falta de docentes…

Professores dos Açores sofrem de “burnout”

Entre 40% a 60% dos professores dos Açores sofre de “burnout” – o esgotamento é provocado pela proximidade com os alunos.

A conclusão decorre de um estudo desenvolvido pelo investigador do ISCTE, Francisco Simões.

De acordo com o académico, mais de metade dos professores da Região sofre de “burnout”.

A média regional é semelhante à verificada no continente, o que difere são as causas: nos Açores, o esgotamento é provocado, sobretudo, pela proximidade entre alunos e professores.

 

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A aposentação docente, razões e consequências com os números do Blg DeAr Lindo

As noticias dão enfase ao trabalho feito pela equipa do Blog DeAr Lindo e mais uma vez vemos os problemas dos docentes serem discutidos.

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Valorizar os Assistentes Operacionais nas escolas – Carlos Cunha – Rua Direita

Valorizar os Assistentes Operacionais nas escolas

Porque é que os funcionários das escolas fazem greve?

Porque são profissionais que à semelhança dos professores estão a ficar envelhecidos, por isso, ficam mais vezes doentes e têm de meter mais vezes baixa médica. Para além disso, ganham muito mal para o trabalho que fazem e para as responsabilidades cada vez maiores que lhes são exigidas. Não existe uma carreira e a antiguidade é muito pouco valorizada à semelhança da formação inicial de cada assistente operacional. A formação profissional ao longo da carreira também é escassa ou inexistente.

Um assistente operacional traz hoje para casa limpos no fim de cada mês cerca de 630/640 euros. Conseguirá viver com dignidade e pagar as suas contas e despesas com os filhos? Tem de conseguir, mas para o conseguir necessita de recorrer a apoios e subsídios estatais. Não devia ser assim, mas é assim que acontece na maior parte dos casos.

Os assistentes operacionais são uma espécie de parente pobre da educação, no entanto, quando não estão presentes deixa de haver aulas e os alunos têm de ir para casa. A sua ação e o seu trabalho são essenciais na implementação da escola a tempo inteiro, mas o Ministério da Educação quer continuar a fazê-lo sem lhes assegurar as devidas condições de trabalho e financeiras.

A regularização dos assistentes operacionais precários foi um passo importante, mas como se vê há ainda muito caminho a percorrer para se valorizar a profissão.

Carlos Cunha

 

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O nosso colega Paulo Guinote vai estar no Expresso da Meia Noite

As (Não) Retenções No Expresso Da Meia Noite | O Meu Quintal

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Cinema Sem Conflitos: “A Night At The Cleaners”

Título:  “A night at the cleaners” | Autores: “Two Penguins

Mark Smith e Oskar Enander passaram quatro anos filmando e fotografando invernos no Alasca como parte do Projeto Norte. Aventureiro? Absolutamente.

Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos

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Lista Colorida – RR11

Lista Colorida atualizada com Colocados e Retirados da RR11, numa altura em que 427 professores estão no seu segundo contrato.

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415 Contratados colocados na RR11

Foram colocados 415 Contratados na Reserva de recrutamento 11, distribuídos de acordo com a seguinte tabela:

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Reserva de recrutamento n.º 11

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 11.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 18 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 19 de novembro de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa

Listas

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O Tiago quer mais professores nas escolas

Será esta a solução que a equipa ministerial tem em mente? Não haverá derrapagens orçamentais se tal for levado a cabo? O Centeno sabe disto? Se assim for…

Ou será de outra forma?

Não haverá “eliminação administrativa” de chumbos, mas haverá aplicação exaustiva de medidas universais e especificas até ao limite (testes com consulta, testes de “cruzinhas” com, apenas, uma hipótese de resposta…). Será ter imaginação!

Fica uma dica:

O 1.º ciclo é o ciclo crucial das aprendizagens, se os alunos não apreenderem os conceitos essenciais nunca conseguirão prosseguir os seus estudos de uma forma pró-ativa e autónoma. O investimento nos dois primeiros anos deste ciclo é crucial. Se querem optar pela coadjuvação, que seja nesses dois anos, principalmente no 1.º ano, quando se adquire os conceitos da leitura, da escrita, do cálculo…

Sem umas boas fundações, nunca uma casa poderá crescer de uma forma uniforme.

Menos chumbos só com mais professores, diz Tiago Brandão Rodrigues

Mais professores, menos chumbos. Esta é a lógica de Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, quando ao futuro do ensino. “Temos de encontrar medidas que possam coadjuvar o trabalho dos professores e, sempre que necessário, que possam robustecer o corpo docente, mas, acima de tudo, também (queremos) poder estabilizar esse corpo docente”, disse, em entrevista à agência Lusa, na quinta-feira.

Segundo o ministro, a medida prevista no Programa do Governo – de eliminar os chumbos até ao nono ano – não é uma “eliminação administrativa das retenções”.

“Não queremos administrativamente diminuir as retenções. Queremos fazer aquilo que é mais difícil, que é agarrar em cada um dos nossos alunos, principalmente aqueles que estão em meios sócio-economicamente mais desfavorecidos, com famílias com menos capacidade, para os ajudar no seu trabalho”, explicou.

Tiago Brandão Rodrigues considera que “as retenções nunca levam esses alunos a bom porto. Muito provavelmente levam ao abandono escolar ou uma nova repetição de ano”.

As taxas de retenção – quase 35% dos alunos com 15 anos contam com pelo menos um “chumbo” no seu currículo – fazem com que Portugal seja “um dos grandes totalistas em percentagem de retenções” da Europa.

É entre as famílias com menos recursos e menos qualificações académicas que se encontram mais problemas de insucesso escolar. Por isso, será dada prioridade às escolas de “meios sociais e economicamente marginalizados ou mais complexos”.

Para ver e ouvir:

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Concurso de Contratação de Escola-Dança-SUBSTITUIÇÃO

 

Encontra-se aberto o concurso de contratação de escola para a Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra com o horário de substituição para contrato de trabalho a termo resolutivo certo, de duração temporária de D01-Dança Clássica.

 
Download this file (EDITAL_Dança-2019-20-Concurso de Contratação de Escola-Substituição.pdf)EDITAL_Dança-2019-20-Concurso de Contratação de Escola-Substituição [EDITAL_Dança-2019-20-Concurso de Contratação de Escola-Substituição]
Download this file (Regulamento Prova Prática de Aptidão Técnica e Pedagógica (D01-Dança Clássica).pdf)Regulamento Prova Prática de Aptidão Técnica e Pedagógica (D01-Dança Cláss [Regulamento Prova Prática de Aptidão Técnica e Pedagógica (D01-Dança Clássica)]

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O aluno não sabe e passa? A responsabilidade é do professor – João André Costa

 

O aluno não sabe e passa? A responsabilidade é do professor

Infelizmente, é verdade. A responsabilidade é do professor. Mas almejar que o aluno adquira as competências básicas, ano após ano, num sistema de ensino onde os professores não têm condições para trabalhar equivale a querer construir uma casa pelo telhado. 

Num mundo ideal, não haveria chumbos. Ao longo da história, nunca um aluno repetiria um ano por não saber; se não sabe, o professor ajuda e o professor explica, promove-se um ensino prático, visual, desenvolvem-se actividades de grupo, fazem-se pequenos intervalos a meio da aula, incentiva-se o debate, promove-se a aprendizagem individual onde o professor é apenas o guia, muda-se a disposição das mesas e cadeiras, livramo-nos das mesas e cadeiras, livramo-nos da escola, saímos da escola, vamos aprender lá para fora. 

Num mundo ideal, um professor teria a liberdade de dar asas à imaginação e ensinar como lhe ensinaram a ensinar, discutindo os grandes temas da actualidade, promovendo debates políticos, levando os alunos a manifestações, a usar a sua voz e os seus direitos, o direito de voto e a cor do sangue para lá chegar, a fazer parte da sociedade, a melhorar a sociedade como futuros adultos, como adultos. 

Num mundo ideal, um professor não teria de pagar as fotocópias do seu bolso, nas salas de aula não morreríamos de frio durante o Inverno e de calor no Verão, os professores não teriam medo de entrar na sala sob risco de serem agredidos pelos alunos e respectivos pais, isto para não falar dos insultos diários, o pneu do carro furado e a colega de Ciências que ainda na semana passada acabou no hospital. 

Já o disse, e repito, o corpo docente nas escolas seria estável e os professores sempre os mesmos do 7.º ao 12º anos, de modo a promover a relação entre o professor e o aluno, entre o professor e os pais, entre a escola e a comunidade em redor. Estabilidade rima com continuidade, mas também com segurança, confiança, conforto, com ter alguém sempre presente com quem podemos partilhar as nossas vitórias e derrotas, os nossos anseios e preocupações, o passado e o futuro, alguém para nos levar pela mão, ano após ano até à conclusão do ensino secundário.

Os professores nunca estariam por sua conta enquanto a direcção se tranca a sete chaves, independentemente dos repetidos casos de polícia dentro das escolas a fazer manchete nos jornais. Ao invés, os professores seriam apoiados e ajudados a apoiar alunos e famílias, a ir mais além, para lá das paredes da escola.

Os salários seriam o reflexo das centenas de horas de trabalho levadas a cabo todos os meses por quem, longe de casa e dos seus, muitas vezes do lado de lá do país, nas ilhas ou em Timor, trabalha por carolice, para não dizer desespero, quando, ao fim de vinte ou mais anos, a precariedade é sempre a mesma.

Num mundo ideal, e voltando ao início, os professores seriam os motores do futuro, capazes de dotar os alunos, as crianças, os futuros adultos, a sociedade do amanhã, com as competências necessárias para a evolução da sociedade, eliminando para sempre os erros do passado e a toda a brida em direcção às estrelas. Os alunos nunca teriam de repetir um ano porque tudo quanto é necessário para a aprendizagem estaria garantido à partida. 

Quando este dia chegar, não teremos problema nenhum em assumir as responsabilidades se um aluno repetir um ano. Mas sem estas premissas, implementar, pura e simplesmente, a progressão automática é criar uma mentira, uma fantasia, daquelas para mostrar lá fora, daquelas para inglês ver.

 

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Coimbra recebe Encontro de Ensino e Divulgação de Química

Coimbra recebe Encontro de Ensino e Divulgação de Química | Notícias de Coimbra

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Perguntas e respostas para perceber porque é perigoso o amianto nas escolas (e não só)

Expresso | Perguntas e respostas para perceber porque é perigoso o amianto nas escolas (e não só)

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Vamos lá Ensinar o Ministro da Educação a Contar…os Casos Residuais

Aluna Puxa Cabelo A Professora E Professor De 62 Anos Leva Uma Chapada | ComRegras

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A Ler – O senso comum é populista?

(…)

Continua aqui:

Visão | O senso comum é populista?

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Candidatos Não Colocados

A tabela seguinte apresenta o número de candidatos não colocados por grupo de recrutamento.
A vermelho aparecem aqueles com uma percentagem de não colocados inferior a 25%. Destes, destaco os grupos 290 e 550 com percentagens inferiores a 10% onde a falta de professores poderá ser uma situação preocupante na generalidade do território.

Contudo, do ponto de vista global, uma percentagem de 37%  de não colocados, não permite concluir que há falta de professores… poderá acontecer a médio prazo se a carreira não for valorizada. Neste momento é a má distribuição dos recursos que faz com que, no último terço do 1º período, ainda haja alunos sem aulas.

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O Ministro não desespera… espera que passe!

A propósito do artigo de opinião da Joana deixo aqui uma das muitas mensagens que nos têm chegado, consequência da falta de AO nas escolas e que o ministério tende a minimizar.

“Uma docente será obrigada a mudar a fralda a um aluno com mobilidade reduzida (cadeira de rodas) e a transferi-lo de sala para sala empurrando a cadeira de rodas?”

Se houvesse AO suficientes nas escolas os professores não seriam teriam de efetuar tarefas que nada têm a ver com a docência…

E mais não digo.

 

O rácio do desespero nas escolas

Uma escola sem funcionários não abre. E nem é preciso faltarem todos, basta faltarem os poucos que fazem a diferença entre o funcionamento normal e a rutura. O problema, demonstrado à exaustão nas últimas semanas, é que se o funcionamento “normal” já é um exercício de gestão de crise, a rutura está mesmo ao virar da esquina, para desespero de pais, alunos, diretores e trabalhadores.

“Normal” é um agrupamento não conseguir garantir a cada aluno com deficiência, ou necessidade educativa especial que o exija, um assistente operacional especializado para o acompanhar. “Normal” é a biblioteca não abrir nas horas em que o bar tem maior afluência, o ginásio fechar nos intervalos e os pavilhões ficarem desertos nos picos de entrada e saída. “Normal” é a mesma trabalhadora ser jardineira, porteira, empregada de limpeza, animadora social, responsável pelo bar e, às vezes, enfermeira.

Quando uma escola está em funcionamento “normal”, diz-se que cumpre o rácio. Ou seja, que está dentro da “fórmula de cálculo para a determinação da dotação máxima de referência do pessoal não docente”. Uma fórmula que, embora às vezes pareça indecifrável, peca sobretudo por ser insuficiente.

Esta fórmula contabiliza como 1,5 um aluno com necessidades educativas especiais, mesmo que este precise de uma assistente operacional dedicada; a fórmula ignora a existência de espaços verdes ou laboratórios que precisam de manutenção; a fórmula ignora a existência de refeitórios não concessionados a privados; a fórmula não conta os alunos do pré-escolar e 1.o ciclo para a atribuição de assistentes técnicos (pessoal de secretaria).

O problema, como está bom de ver, é que a diferença entre o “funcionamento normal” e a rutura é mínima. Num corpo não docente cansado e envelhecido, é preciso ter em conta que nem todos os funcionários estão aptos para todas as funções. Que 10% estão de baixa, o que agrava a sobrecarga dos que ficam. Que muitos saíram em mobilidade para outros serviços. Que 5 mil se reformaram nos últimos nove anos.

Há dezenas de exemplos. Mas tomemos o da Escola de São João da Madeira, 1400 alunos, três grandes blocos de vários pisos cada, área total de 40 mil metros quadrados. Mesmo que estivessem os 21 funcionários previstos, já seria necessário um grande malabarismo. Quando faltam quatro, a escola entra em rutura mesmo que o Ministério continue a teimar que “estão no rácio”.

Durante anos, e apesar de tantas propostas e insistências, o Ministério da Educação recusou-se a criar um sistema de substituição dos funcionários ausentes. Durante meses ignorou as queixas dos agrupamentos que diziam não ter capacidade técnica para lançar os poucos concursos autorizados. Ainda hoje recusa-se a admitir que a portaria de rácios está mal dimensionada.

Não ouviu os diretores quando disseram claramente que faltam 4 mil funcionários. Não ouviu os encarregados de educação, que protestaram no final do ano letivo anterior. Não ouviu os trabalhadores, que fizeram greve para exigir mais condições. Que oiça pelo menos os alunos da Escola José Afonso, do Seixal, que acabaram o primeiro período em protesto pelo direito a ter aulas. Eles poderiam com muita facilidade ensinar-lhe uma nova equação para atribuir às escolas os funcionários necessários, muito menos complexa do que a existente, mas que o ministro da Educação teima em não aprender.

Tudo se encaminhava para um primeiro período muito conturbado. Por muito que se faça de espantado ou se entretenha a atirar culpas como estilhaços, a perturbação do início deste ano letivo deve-se a Tiago Brandão Rodrigues. Com ou sem ordem de Centeno, preferiu fazer as contas do superávite e assobiar para o ar à espera da municipalização em vez de ouvir os avisos que chegavam. Irresponsabilidade sua, para desespero das escolas.

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Diz, mas não explica operacionalização.

Neste discurso político falta muita explicação. Neste momento, anda-se a tentar convencer o público de medidas ainda incompletas com meios discursos.

O que se passará quando um aluno, no final do 9.° ano, não tiver adquirido todas as aprendizagens? Chumba? Encaminham-no para o ensino profissional, ou haverá outra solução?

Constroem casas a começar pelo telhado…

 

Ministro da Educação diz que não haverá “eliminação administrativa” de “chumbos”

 

Tiago Brandão Rodrigues defendeu que o plano passa por fazer um maior acompanhamento dos estudantes que revelam mais dificuldades, não eliminar administrativamente a figura da “retenção”.

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Se não sabe passa e se sabe passa também… as explicações de Costa

Ficamos à espera de um debate sobre a matéria.

 

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1.409 Docentes Aposentados em 2019

Com a publicação do dia de ontem da listagem mensal de aposentações da Caixa Geral de Aposentações já consigo fechar o número de docentes da rede do MEC que se aposentaram em 2019 por este sistema de aposentações.

Continuo a partir ainda do princípio que a quase totalidade dos docentes são aposentados pela CGA, mas existe outro sistema de aposentações que ao longo dos próximos tempos vai continuar a crescer e que não consigo saber os dados, falo dos aposentados pela Segurança Social.

O Número de aposentados em 2019 supera largamente os dados desde 2014 a 2018 e fica muito acima da previsão do Ministério das Finanças que apontava existir 995 docentes aposentados em 2019.

Como o Diário da república continua a separar o género do trabalhador, o quadro mostra que desde 2012 só se aposentaram Educadores de Infância do género feminino e em todos os anos “As professoras” estão em larga maioria no número de aposentados. Curiosamente em 2019 foi a primeira vez que a taxa de aposentações do género masculino não foi inferior a 50% (456 contra 902). Nos anos anteriores a taxa de aposentados do género masculino situava-se na ordem do 1/3.

Tendo em conta as previsões para os próximos anos em que vai existir um aumento sempre crescente do número de aposentados, urge pensar numa solução que atraía os jovens para a formação inicial de professores.

Caso não se promova o respeito pela classe docente, em todos os níveis, podemos entrar a curto prazo num colapso do sistema de ensino com uma enorme falta de professores qualificados para a profissão.

E se isto já se sente, imaginem dentro de alguns anos.

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“Muitos de nós andamos na mineração pura e dura”…pois

Rui, O Problema Maior Foi Aquele Da “Não-Indignação” | O Meu Quintal

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Horários Completos e Anuais por Agrupamento

O mapa interativo abaixo apresenta a distribuição dos horários completos e anuais pelos diferentes agrupamentos até à RR10. Há vários agrupamentos em Lisboa e Algarve com mais de 50 horários completos. Ao clicar em cada agrupamento poderão perceber em que grupos de recrutamento esses horários saíram.

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Opinião/Paulo Ferreira – Os tiques fascistas estão em todo o lado

Os tiques fascistas estão em todo o lado – ECO

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O rácio dos AO na boca de um cientista…

Temos um rácio de 1 Assistente Operacional por cada 22 alunos…

“Temos mais assistentes operacionais nas nossas escolas do que tivemos no passado recente. Em 2011/2012 tínhamos cerca de 28 alunos por cada assistente operacional. Neste momento estamos com 22 alunos e meio por cada assistente operacional”.

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Aditamento à Nota Informativa de 07.11 – Substituição de AO’s – Reserva de Recrutamento

Exmo.(a) Sr.(a) Diretor(a) / Presidente da CAP,

Informa-se V. Exa. de que para colmatar eventuais necessidades de pessoal em regime de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado da carreira e categoria de assistente operacional, que se encontrem ausentes do serviço por mais de 12 dias, devem as Unidades Orgânicas recorrer, obrigatoriamente, ao preenchimento do pedido de substituição disponibilizado eletronicamente no Sistema Interativo de Gestão de Recursos Humanos da Educação – SIGRHE > Situação Profissional > PND – Procedimentos concursais > Substituição, no portal da Direção Geral da Administração Escolar.

Remete-se em anexo o Aditamento à Nota Informativa anteriormente enviada sobre o assunto.

Com os melhores cumprimentos,

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2019/11/ADITAMENTO-À-NI-DE-7.11.-SUBSTITUIÇÃO-POR-DOENÇA_12-11-2019.pdf”]

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Os “meninos” grunhos e os pedagogos do regime – Santana Castilho

Os “meninos” grunhos e os pedagogos do regime

1. Longe de ser exaustivo, recordo o que foi possível ler na imprensa dos últimos dias: uma estudante de 16 anos deu entrada no hospital de Portalegre, em estado grave, depois de ter sido agredida por um colega; aluno de 15 anos foi hospitalizado, em estado grave, depois de ter sido agredido à facada em escola de Matosinhos; homem de vinte anos foi detido por ter agredido um agente da PSP no interior de uma escola, em Viseu; pai agrediu professora no Entroncamento; duas alunas foram agredidas por um colega em Benavente; aluno agrediu três professoras em Coimbra. Tudo isto poderá ser estatisticamente residual. Mas é humanamente intolerável.

O programa Prós e Contras de 3 do corrente, supostamente sobre a indisciplina e a violência que reina nas escolas, mostrou que há muitos professores que aceitam como coisa sua aquilo que é coisa das famílias, dos políticos e do Estado. Quando o programa ia a meio e o objecto do debate se perdera nas retóricas retorcidas e nos egos inchados dos participantes (excepção feita à objectividade digna de Luís Sottomaior Braga), já o meu enjoo superava a dor da “barriguita” da filha do “professor do ano”, muito culto e erudito, mas com alguma dificuldade em distinguir a obra-prima do mestre da prima do mestre-de-obras.

Apesar da função dos professores ser promover o conhecimento, ensinando com independência, o programa mostrou ainda que a propaganda oficial os coloniza e leva demasiados a aceitarem que os “meninos” são grunhos e violentos porque as aulas não são motivadoras, “flexíveis” e as escolas não têm teatro.

2. A inutilidade dos “chumbos” voltou a ser tema (chumbar um aluno “não serve para nada”, disse em entrevista a presidente do CNE). A presidente do CNE ajudou a confundir planos de análise que não podem ser confundidos. Se as suas proclamações ficassem sem contraditório, a diletância poderia ser tomada por realidade. E a realidade é bem diferente. Maria Emília Brederode está certa na proposição (fácil é reprovar os alunos, difícil é criar condições para que aprendam) mas erra, com dolo, quanto à solução. Porque sabe bem que as condições não estão nas mãos dos professores mas nas decisões políticas de quem a elegeu. Porque sabe bem que acabar com os chumbos só se consegue baixando o nível de exigência ou criando medidas sociais de erradicação da pobreza e de apoio à destruturação das famílias e medidas educativas sérias (mais tutores, mais professores de apoio, mais psicólogos e técnicos especializados, redução do número de alunos por turma e mais meios e materiais de ensino). A alternativa que implícita e hipocritamente sugere é a primeira. Porque sabe bem que as outras, as sérias, são incompatíveis com as mentes captas dos seus prosélitos e com a limpeza do balanço do Novo Banco (mais 700 milhões).

A “escola-alfaiate” (chavão “neo-eduquês” do Governo) torna-se risível quando o dono do boteco quer que o costureiro faça fatos, sem linhas nem fazenda, a partir do mesmo molde, para 30 corpos diferentes.

O sistema de ensino, tal como está organizado, destina-se, a partir de determinada fase, a manter na escola jovens que lá não querem estar. Em vez de diabolizar as reprovações, seria mais interessante questionar a legitimidade do Estado para obrigar um cidadão de 16 anos a frequentar a escola contra sua vontade e a vontade dos pais. Porque, por muito que esperneiem os pedagogos do regime, sem mudança radical de políticas, a única alternativa ao chumbo é passar sem saber.

3. Na violência, como no insucesso, os pedagogos do regime escondem e desvalorizam as causas e persistem em apontar o dedo aos mesmos de sempre, os professores. Hipocritamente, em nome de uma “autonomia” superiormente autorizada, orientam-nos para uma flexibilidade insensata, uma inclusão forçada e um sucesso a qualquer preço.

Se nas escolas continuarmos a preterir o que verdadeiramente importa a favor de trivialidades aparentemente livres e avançadas, estaremos a breve trecho face a uma sociedade com duas escolas: uma, que valoriza o conhecimento e premeia o estudo e o esforço, para os que a possam pagar e para os filhos e netos dos governantes e dos pedagogos do regime; outra, para o povo, “flexível”, manicomial, carregada de planos e projectos, onde só chumbarão (e cada vez mais) os professores/escravos.

In “Público” de 13.11.19

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FNE rejeita que ano lectivo esteja a funcionar normalmente

FNE rejeita que ano lectivo esteja a funcionar normalmente | Educação | PÚBLICO

A Federação Nacional da Educação (FNE) aprovou nesta terça-feira uma resolução em que rejeita a visão de tudo estar a funcionar normalmente este ano lectivo, exigindo do Governo medidas concretas.

“Este programa do Governo é pobre em ideias e em ambição”, disse à Lusa o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, no final de uma reunião do secretariado nacional, em que o documento foi aprovado por unanimidade.

Para os sindicatos da FNE (afecta à UGT), falta ao programa do Governo especificar como vão ser concretizadas as medidas elencadas e quais os recursos a afectar.

“Há ambiguidades. Diz que é preciso valorizar a profissão docente, mas logo a seguir tem uma visão economicista”, afirmou Dias da Silva.

A estrutura sindical quer saber, nomeadamente, como vai ser valorizada a profissão e como vai ser combatida a violência nas escolas.

Já em relação aos trabalhadores não docentes, há “uma completa escuridão”, criticou o dirigente da FNE, avançando outro exemplo: “Em relação ao ensino do Português no estrangeiro também não há uma única palavra”.

“Não podemos aceitar que se considere normal um ano que está a funcionar anormalmente”, sublinhou João Dias da Silva, numa alusão às declarações do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. “Não pode haver professores desempregados em casa e alunos sem aulas. Não é normal que não haja funcionários nos recreios”, referiu.

A posição da FNE é de alerta e disponibilidade para negociação, segundo o dirigente sindical, que espera da tutela abertura para ouvir as propostas da federação e encetar um diálogo com os parceiros.

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Iniciativa ComRegras – O Desastre Do 54 Com O 116…. Recolha De Informações

O Desastre Do 54 Com O 116…. Recolha De Informações | ComRegras

Na verdade DA 116, porque é uma Lei (a letra maiúscula justifica-se porque é uma lei em sentido estrito).

O Decreto-lei 54/2018 (54 só é um número de um autocarro… e, a ser isso, este seria muito desgovernado), da chamada educação inclusiva, foi um ato legislativo do Governo.

A Lei 116/2019, vigente, que o altera e republica, com as alterações votadas pelo Parlamento, resulta de apreciação parlamentar.

O Governo pode fazer leis (e impô-las, sem muito debate e sem atender muito ao choque do real). A Constituição assim lhe deu poder legislativo. E bem.

E os nossos governantes da Educação andam nessa onda trapalhona. Enterrar as escolas em normas legais e regulamentares, desconexas e em catadupa, e que se lixe se os “desnortearmos”, como reconhecia estes dias a ilustre Presidente do Conselho Nacional de Educação, perante o caos evidente.

Enlevado pelos cantos de fantasia de uns entusiastas, que como não tem que pôr nada em prática, podem fazer manuais de apoio às práticas impraticáveis, o Governo pode dizer, “é assim e prontos”…

Mas a virtude maior de uma Democracia é que o poder legislativo do Governo é sempre subordinado à correção pelo detentor principal: a Assembleia da República. Que debateu e fez mudanças. E pode fazer mais. Até o Presidente parece que andou com dúvidas em promulgar, em algumas fases deste processo legislativo.

Insuficientes e superficiais mudanças fez o parlamento,em muitos aspetos. Mas vale a pena ver o debate e suas nuances no site do Parlamento.

A versão final do Decreto lei 54/2018, com a redação que lhe foi dada pela Lei 116/2019, publicada no Diário da República está aqui .

Perante as trapalhadas interpretativas dos manuais de apoio às práticas não jurídicos e o efetivo descalabro que o “autocarro 54” anda a causar e, nomeadamente, o prejuízo imediato que tem causado a alguns alunos (curiosamente, alguns dos que têm mais problemas), um grupo de cidadãos (que inclui pais e encarregados de educação de alunos abrangidos) pondera e estuda peticionar ao Parlamento nova intervenção parlamentar (agora não apreciação, mas alteração da lei).

Para estudar o assunto (que, como sabem, dá trabalho e exige esforço de mobilização e estudo) e decidir, ou não, a eventual colaboração com essa ideia peço que os que tenham algo a dizer enviem para o mail do blogue ou para o messenger na página de Facebook, as suas notas, opiniões e informações sobre este assunto. A saber:

Qual o impacto positivo ou negativo das mudanças trazidas pelas alterações da Lei 116/2019 (vigente), na lei que vigorava desde 2018?

Qual o sentido de mudança futura da lei vigente,  face à prática que vem sendo verificada nas escolas desde há um ano?

(Endereço: [email protected])

Apela-se ao poder de síntese dos que nos escreverem para facilitar o nosso estudo. Se quiserem deixar contacto telefónico tentaremos o contacto. Pedia ainda que, se pudessem, ao referirem o seu ponto, nos indicassem o artigo ou alínea da lei implicado e que mudança concreta acham que precisa.

Numa democracia, os sábios, mesmo quando têm poder de influência hipertrofiado nas leis, sempre têm de ouvir os “rasteiros”, se estes se mobilizarem e participarem.

PS: E para aqueles que acharem que isto é uma fantasia clandestina deste autor de blogue recordo que, para que uma petição seja discutida no Parlamento, só precisa de 4000 assinaturas. Para aqueles que acham que a lei está mal, e parecem ser muitos, esta pode ser uma oportunidade de agir e mudar. Pessoalmente, nunca fico só pelas palavras e estou disponível para dar energia e parte do meu tempo livre. Alguns casos que ouvi comoveram-me e revoltaram-me e acho que este é o caminho de dar utilidade à minha vontade de não ficar indiferente.

 

PS:

Esta é dedicada ao pai da criança:

A Minha “Imaginação Sociológica” – 1 | O Meu Quintal

 

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Cartoon do Dia – Sobre os chumbos… – Paulo Serra

 

 

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Sindicatos reivindicam um aumento de 3,5% em 2020 para os funcionários públicos

“Depois de uma ausência de aumentos durante 10 anos, um aumento em linha com a inflação não faz qualquer sentido.”

Fesap reivindica atualização salarial no Estado de 3,5% em 2020

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PS Madeira defende o fim da cotas para aceder ao 5.º e 7.º escalões

Sendo continental, dá-me vontade de rir e chorar ao ler este tipo de discurso. É pena que o governo PS do continente se limite a não ter dinheiro para acabar com as injustiças que o PS Madeira alvitra.

Olga Fernandes considera injustas as quotas para os professores acederem aos 5° e 7° escalões

Olga Fernandes, do PS, questionou Jorge Carvalho sobre as quotas estabelecidas para o acesso dos professores aos 5° e 7° escalões. Uma situação que considera “injusta” e uma forma de “governar de costas para os professores”.

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A violência nas escolas tem muitas caras…

São muitos os testemunhos de violência que ouvimos todos os dias de colegas e alunos. Nem sempre a violência é física e acaba na urgência de um qualquer hospital, a maior parte da violência é psicológica e sistemática, de tal forma que deixa cicatrizes muito mais profundas que um bom ar de lambadas na cara.

Que sociedade estamos a permitir que se crie?

Fica o testemunho de uma colega…

 

Tenho a certeza que haverá por aqui alguém que consegue perceber como me sinto.
Faltam 2 meses para fazer 60 anos, já fiz 38 de serviço e hoje, ouvi um puto de 11 anos me apelidar de P_ta!
Outro, tentou dar uma cotovelada à auxiliar da minha idade, de serviço no recreio. Mas não se passa nada! Eu só não chorei porque ando bastante medicada!…
ATÉ QUANDO VOU TER QUE VIVER ESTE PESADELO?

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A culpa não é minha. Eu só sou o ministro…

As escolas! Essas malandras! Prejudicam-se a elas próprias. Não querem ver qua agora a culpa era do ministro e do seu ministério…

O rei e o seu reinado…

 

Ministro responsabiliza algumas escolas por atraso no processo de contratação de funcionários

Contratação de mais de 1000 assistentes operacionais demorou a ser iniciada, lembra Tiago Brandão Rodrigues: “Chegámos a pôr em causa se eles tinham necessidade real de os contratar”.

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Violência nas Escolas – RTP acompanha operação do programa Escola Segura

 

Durante uma operação do programa Escola Segura a PSP apreendeu armas encomendadas pela Internet por um aluno de 16 anos. Uma operação acompanhada pela reportagem da RTP numa altura em se registam vários casos de agressões nas escolas.

Violência entre alunos mas também contra professores, como foi o caso de Carla, uma professora que não esquece o dia em que a sua vida mudou para sempre.

 

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Testemunho de uma professora: O rei vai nu – Carmo Machado

Testemunho de uma professora: O rei vai nu

a passada terça de manhã, mal cheguei à escola, ouvi o meu colega Hugo (que habitualmente tem sobretudo turmas do ensino básico) afirmar com espanto e alguma ironia: Ah, ouviram? O melhor professor de Portugal diz que nunca teve um dia em que pusesse um aluno na rua. Já eu, não tenho um dia na vida em que isso não me aconteça… O meu colega Hugo é um excelente profissional. Dedicado. Aplicado. Assíduo. Sensível. Amigo dos alunos. Solidário. Bom colega. E ainda jovem, o que lhe concede uma enorme paciência, por mim já várias vezes testemunhada. Porém, ensina Matemática e, como se tal não bastasse, numa escola de território educativo de intervenção prioritária.

Todo este intróito para fazer uma breve apreciação ao debate sobre Educação do passado dia 12, moderado pela jornalista Fátima Campos Ferreira, no Canal 1, apregoado e realizado com pompa e circunstância, num auditório repleto de professores. Pretendia-se discutir as causas e as consequências da violência nas escolas mas também a urgência em dignificar a profissão docente, à mistura com o que deve ser hoje a aprendizagem, a polémica das notas e dos exames bem como o atual ponto de saturação de professores e alunos, entre outros assuntos sem dúvida importantes. Comecei por ouvir com atenção, não sem considerar que talvez se estivesse a meter o Rossio na Rua da Betesga.

O depoimento de um professor, Luís Sottomayor Braga, antecedeu o debate. O colega confessou ter sido agredido várias vezes. Sete, em bom rigor. Numa escola de um agrupamento T.E.I.P., como a minha. Outros casos de violência foram narrados, como o caso da agressão de um pai de uma aluna a professores e a auxiliares de ação educativa. Ali estava, pensei, um importante tema de interesse público, com grande atualidade, urgente e necessário. Segundo dados do Ministério da Educação, os casos de violência nas escolas têm vindo a diminuir (1500 casos de violência escolar em 2018, mas números estão a diminuir, avança a SIC). Será mesmo assim? Pela minha vivência diária numa escola T.E.I.P., tenho dúvidas. Acredito que a maior parte dos casos de indisciplina e de violência nas escolas fica em silêncio. Existe também a hipótese de muitas vezes se desincentivar a queixa uma vez que pode estar em causa a imagem da instituição, caso o número de casos de indisciplina / violência se revele elevado. Outros casos haverá em que os prazos para a participação disciplinar foram ultrapassados, a aplicação das penas demorou ou não chegou a acontecer, etc. Certo é que, quer sejam casos de bullying, injúrias, atentados à nossa integridade ou meros atos de indisciplina com que lidamos numa base diária, a maior parte destas situações são geridas em sala de aula pelos professores, com graves consequências para a sua saúde mental. Mas com tudo isto já nós vivemos há muito tempo e quase que estamos habituados. O que me preocupa é a afirmação de que haverá professores por esse país fora com medo de dar aulas.

Também eu já fui injuriada. A minha experiência profissional com três décadas de escola pública mostra que os alunos dos cursos profissionais são, em regra, mais indisciplinados do que os alunos dos cursos do ensino regular e que os do ensino básico provocam mais problemas do que os do secundário. Porém, é tudo uma questão de sorte. Já me chamaram “filha da puta”. Já entraram e saíram da sala com estrondo, aos pontapés e aos palavrões. Já me ameaçaram. Já amarrotaram e rasgaram testes corrigidos, atirando-os para o caixote do lixo, ali mesmo à minha frente. Todos os dias, dia após dia, há professores a passar por alguma situação de violência. São atos contínuos que vão corroendo a mente e o corpo. Num dia normal de trabalho, um professor lida com cerca de 90 a 120 alunos. Todos diferentes, sim! Mas também todos iguais na sua adolescência, na sua atribulada vida familiar, no seu (des)interesse pela escola, na sua (des)preocupação com as notas, na sua obsessão pelo telemóvel, na sua descoberta da sexualidade, na sua atitude de revolta.

Que razões levam os professores a não marcarem faltas disciplinares amiúde ou, em casos mais trágicos, a não denunciar os alunos à polícia? Medo? Vergonha? Sensação de impunidade? No meu caso, é cansaço. É sobretudo cansaço, como diz o poeta. Há dois anos, um aluno do 11º ano de escolaridade, não só filmou as aulas de uma colega minha como fez uma montagem com o meu rosto no corpo de uma modelo em biquíni natalício – obviamente reduzido – que divulgou pelos colegas, acabando tal graça por chegar ao conhecimento de uma auxiliar de ação educativa que de imediato nos informou. Da participação disciplinar, nada resultou. Era necessário apresentar queixa na polícia e aí, mea culpa, demasiado ocupada com cento e vinte seres para ensinar (e perante a garantia de que o aluno abandonaria a escola), não agi. Nem o aluno mudou de escola nem nós fomos poupadas ao encontro com ele nos corredores, sem ter sido alvo de qualquer tipo de sanção.

Voltando ao debate, preocupou-me a ausência de um representante do Ministério da Educação, não menos do que a solidariedade pública perante os professores agredidos. Citando o professor Luís Sottomayor Braga, o mundo de sonhos em que alguns vivem é o pesadelos de outros. Tanto o professor do ano como a investigadora e o economista – que fizeram parte do painel – mostraram-nos uma triste realidade: os verdadeiros especialistas em educação, os professores, foram remetidos ao papel de meros papagaios relatores das suas experiências a peritos que vão explicando aquilo que não viveram. Tudo isto me fez recordar um professor de Mestrado na Universidade Católica, nome conhecido na praça que, sem nunca ter entrado numa sala de aula do ensino básico ou secundário, nos pedia semanalmente narrativas de casos por nós experienciados na escola (com os quais nos avaliava) e que depois transformava em crónicas semanais num conhecido jornal da nossa praça pagas a peso de ouro e em livros que vendiam como castanhas no outono.

O Inquérito Nacional a 16 mil docentes sobre as Condições de Vida e de Trabalho na Educação em Portugal, uma encomenda da Fenprof à Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, é revelador do estado em que nos encontramos. Quando cerca de nove em cada dez professores admitem querer reformar-se de imediato, se tal oportunidade lhes fosse proporcionada, pouco mais há a dizer. Lidar com turmas de trinta alunos indisciplinados é, sem qualquer sombra de dúvida, difícil e penoso. Pela exaustão emocional que nos provoca e que vai aumentando à medida que as nossas capacidades de resiliência vão diminuindo. Existe uma forte correlação entre esta exaustão em que nos encontramos e os níveis de desejo de reforma que todos os colegas com quem falo me manifestam. Se os políticos e as políticas de educação continuarem a ignorar esta situação, preparemo-nos para o descalabro que se avizinha.

A sensação de impotência e de vazio espalha-se pelas salas de professores. Lidamos diariamente com comportamentos de baixo impacto mas de elevada frequência. E, pouco a pouco, dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano, o reflexo destes comportamentos aliado à urgência em apagar tantos fogos ao mesmo tempo vão-se acumulando dentro de nós. Eis-nos chegados a um ponto em que a nossa caixa de ressonância começa a vibrar cada vez menos com a escola. Vivemos as semanas de trabalho na esperança de que os meses e os períodos se sucedam rapidamente e o ano letivo termine. Por tudo isto, considero urgente um debate honesto sobre o cansaço, a exaustão e a desilusão dos profissionais de ensino em Portugal. Neste contexto, dificilmente conseguiremos chegar aos 66 anos e muitos meses na posse de plenas capacidades mentais. Eu por mim falo!

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A Dúvida Que Existe. Vai Haver Concurso Interno em 2020?

O último concurso interno realizado foi no ano letivo 2018/2019 para dar resposta aos erros do concurso interno 2017/2018 quando na mobilidade interna apenas se entregou aos docentes dos quadros os horários completos.

O diploma de concursos determina que os concursos internos são quadrienais, podendo no entanto por despacho do governo ser antecipado caso se verifique a necessidade de proceder a um reajustamento na afetação de docentes às necessidades dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas.

E para haver concurso interno em 2020 não é necessário mudar qualquer ponto da lei para o fazer, tendo em conta que se prevê a redução dos QZP (programa do governo) e se verifica um desajustamento das necessidades das escolas.

No entanto, para ajustar um novo concurso às necessidades das escolas é mais que certo que o diploma de concursos terá de ser revisto. A ANVPC já começou a recolher contributos, mas até agora nenhuma organização sindical avançou com este pedido de revisão do diploma de concursos.

Poderia antecipar aquilo que pode ser pretensão do governo para uma revisão ao diploma de concurso, mas não havendo qualquer certeza que o fará para 2020 vou deixar para uma outra oportunidade aquilo que prevejo.

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A falta que faz a gente inteligente…

 

 

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