Depois do coronavírus, a escola nunca mais vai ser a mesma

E não será…

Depois do coronavírus, a escola nunca mais vai ser a mesma

 

A pandemia de covid-19 está a mudar as escolas. E talvez seja para sempre. Mas os ritmos e as formas a que professores e alunos se estão adaptar às aprendizagens à distância são muito diferentes. Se há casos de sucesso e docentes motivados com a oportunidade de usar novas tecnologias, também há muita incerteza.

A pandemia de covid-19 está a mudar as escolas. E talvez seja para sempre. Mas os ritmos e as formas a que professores e alunos se estão adaptar às aprendizagens à distância são muito diferentes. Se há casos de sucesso e docentes motivados com a oportunidade de usar novas tecnologias, também há muita incerteza sobre a forma como alguns alunos carenciados estão a ser acompanhados. E o receio de que haja um agravamento das desigualdades sociais quando a escola depende do acesso a bens como telemóveis, computadores e ligação à internet.

Para os alunos do Colégio Vasco da Gama, em Belas (Sintra), esta foi só mais uma semana de aulas. Mesmo em casa, em isolamento social, cerca de 200 estudantes desta escola privada usaram as plataformas a que estão habituados, como a Iclass. Normalmente, usam-na em sala de aula, beneficiando de ferramentas digitais que permitem, por exemplo, que o professor entre diretamente no tablete de cada um para acompanhar o que estão a fazer. Agora, estão a fazê-lo em casa. Mas não se trata de território desconhecido.

Vítor Bastos, professor de Geografia do 3,º ciclo, trabalha com o Iclass há 4 anos e, quando soube que o Estado ia fechar todas as escolas do país por causa da pandemia do novo coronavírus percebeu que podia usar a sua experiência para ajudar outros colegas. Criou o grupo de Facebook e-learning-apoio com o objetivo de partilhar experiências e dar alguma formação.

Numa semana, o grupo ultrapassou os 18 mil membros: todos professores à procura de ajuda, a partilhar experiências, a tentar perceber como podem continuar a ajudar os alunos em plena quarentena.

19 mil professores à procura de ajuda online

In SÁBADO

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Em Espanha já se atua para colmatar o encerramento das escolas

Na vanguarda…

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Vai correr tudo bem? Opinião de uma professora…

Percebi pela imagem que o título é irónico. Na verdade, desculpem-me o desabafo, já estou farta desse slogan enganoso. “Vai correr tudo bem” para quem? Milhares de pessoas morreram, milhares de pessoas infetadas, milhares de pessoas a lutar para manterem milhares de pessoas vivas, arriscando as suas próprias vidas com espírito verdadeiro heroico (tenho-os na minha família e tremo por eles, mas continuo a apoiar as suas decisões). Vêm-me com a conversa de “vai correr tudo bem”, quando milhares de pessoas estão sem apoio, fechadas em casa, quiçá com fome, quiçá doentes, quiçá a chorarem a solidão e a saudade. “Vai correr tudo bem” quando as pequenas e médias empresas fecham, lançando milhares de pessoas no desemprego e na incerteza… NÃO! Não vai correr tudo bem! Não me mintam, não mintam às nossas crianças, não mintam aos nossos velhinhos. NÃO MINTAM! Digam a verdade, deem orientações sobre como todos nos adaptarmos e todos sermos melhores seres humanos (viram os velhinhos abandonados no lar, que as famílias não quiseram ir buscar, mesmo sabendo que estavam em risco?) Abanem as consciências, dêem-lhes umas bofetadas com palavras sábias. Mas não digam “Vai correr tudo bem!” O mundo não será mais o mesmo; o 11 de setembro foi um grão de areia ao pé deste terremoto mundial. E a Humanidade não precisa de areia para os olhos; precisa de saber e de se adaptar, pelo bem de todos. (Atenção que com esta revolta não me estou a referir ao artigo, mas a essa conversa da treta que anda por aí, em certas televisões e em certas redes sociais. Obrigado!)

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E quando voltarmos à escola, como vai ser?

A história do ser humano está cheia de epidemias, esta é só mais uma. Desde o nosso ano 0, esta é a vigésima grande epidemia. Desde a Peste Antonina, entre 168 e 180 DC, assistiram-se a mais 18 “pestes” até à Covid 19. A mais mortífera foi, sem duvida alguma, a Peste Bubónica ou Peste Negra que causou 200 milhões de mortos por todo o mundo ao longo de todos os seus ressurgimentos. Todas estes “pestes” têm uma coisa em comum, fizeram-nos avançar. Os historiadores defendem que a Peste Negra foi um momento de viragem no desenvolvimento económico europeu. A gripe pneumónica levou à estruturação de sistemas de saúde por todo o mundo. O que sairá desta epidemia além do medo que se repita?

Mas voltemos ao assunto do título, como voltaremos e em que condições voltaremos para as escolas e salas de aula? Na China, esse processo começa a dar os primeiros passos.

Mais de mês e meio de isolamento, as perto de 2500 escolas do ensino secundário da província de Guizhou, na China, voltaram a abrir portas. Cerca de um milhão de alunos regressou às aulas. Mas com todas as cautelas.  

“Os estudantes são divididos em atividades diferentes e em horários diferentes para evitar novos focos de infeção”, explicou uma professora de um colégio local à Euronews. O dispositivo de segurança não fica por aqui: além da desinfeção de todo o equipamento está também previsto o controlo da temperatura corporal repetido ao longo do dia. Nos dormitórios, para os alunos internos, está implementado uma medição por infravermelhos. Ou seja, não é necessário o contacto com o aluno. Além disso, cada sala de aulas pode receber, no máximo, 30 estudantes. Os autocarros escolares transportam grupos pequenos, de forma a assegurar a distância de segurança. Professores, funcionários e alunos mantêm a máscara, distribuída gratuitamente. Há rotas designadas para as salas de aula. As refeições passaram também a ser servidas individualmente.  

A mensagem é clara: é preciso continuar a evitar a multidão e manter a etiqueta respiratória dos últimos tempos quando se está em público.  “Demoro mais tempo a chegar à minha mesa. Mas sinto-me mais seguro e menos ansioso”, assumiu Mao Yongli, estudante da Escola No.6 de Guiyang, capital da província, ao China.org.  

In Visão

Em Portugal e na Europa, como vai ser o retorno à escola? Que lições iremos tirar desta situação? Como iremos evoluir?

Como bons portugueses, pensaremos nisso no momento em que o “problema” se puser, ou planearemos com antecedência para que num futuro, muito próximo, não vivamos um situação idêntica pelos mesmos erros?

Quem sabe a evolução não venha a ser essa, estar preparado com antecedência e deixarmos de pensar que o que acontece do outro lado do mundo não nos diz respeito. Uma coisa pode vir a ser certa, nada será como ontem. O medo vai permanecer para sempre escondido no subconsciente desta geração e talvez seja esse o motor de alguma mudança, seja na escola ou na sociedade.

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Vai correr tudo bem

 

Miguel Rebelo

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Professora de escola em Leiria infetada com coronavírus

 

Professora de escola em Leiria infetada com coronavírus

 

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Saí de casa e fui caçar

Saí de casa e fui caçar.

Era madrugada, pelo que considerei que a hipótese de ter outros predadores por perto seria menor. Armei-me com luvas, máscara, chapéu, óculos e álcool e coloquei o pé fora da porta.

Porém, mal o fiz, já a minha vizinha me chamava da janela. Encarecidamente, pediu-me que lhe trouxesse umas coisinhas, já que ia às compras. Tive de assentir, percebendo agora a razão da velhaca, que nem sequer está no grupo de risco, me ter oferecido limões na semana passada.

De modo que não tive alternativa a não ser dizer-lhe que me enviasse a lista para o telemóvel.

Mal cheguei ao local avistei apenas outros quatro caçadores e animei-me com a perspetiva de a manhã decorrer tranquila.

Contudo, sorrateiramente, posicionaram-se atrás de mim, matreiros e expectantes, outros dez caçadores ávidos de presas. Para piorar o cenário, recebi a lista de compras da vizinha.

Não eram umas comprinhas, era um tratado de bens que me obrigaria de revirar todas as prateleiras, marca por marca.

Respirei profundamente, tentando memorizar as necessidades que me levavam ali e aguardei pacientemente a abertura de portas, a 3 metros de distância do caçador da minha frente. Na minha imaginação, a coisa resolver-se-ia desde que eu organizasse o percurso sem recuos ou detenças.

Abriram-se, então, as portas e seguimos ordeiramente.

Primeira secção: frutas e legumes. Atiro nas maçãs, pêras, perscruto as mangas encomendadas pela vizinha e eis, então, que um desgraçado se cola a mim para revirar as laranjas uma por uma. Dou um salto para trás com o susto da excessiva proximidade e reposiciono-me na zona das batatas.

Respiro fundo, mantenho-o debaixo de olho, e volto a disparar nas cebolas que caiem certeiramente no meu carrinho.

Inexplicavelmente, uma mulherzinha cola-se em perigosa proximidade ao meu corpo, raios parta isto, nem tem máscara, nem luvas, nem o diabo, sinto-lhe o bafo a menos de um metro, vai dar-me uma síncope cardíaca!

Ai deus do céu, se me fino nos legumes já não chego aos congelados…

Arranco dali disparada com o carrinho, perscrutando os intervalos dos transeuntes para passar incólume, como se isto fosse uma corrida de obstáculos.

E é, porque mal chego aos iogurtes, deparo com um casal entretido a lamber rótulos e a discutir animadamente qual a marca que deve levar. Agarro velozmente os primeiros que o meu olhar alcança e sinto o suor a escorrer fininho pela testa.

Prossigo para as bolachas, a cabrona da vizinha quer umas de chocolate branco da marca “Cupita”. Perscruto à esquerda e à direita das prateleiras: uma selva de bolachas, é o que isto é. Há bolachas da marca branca, marca azul, com pepitas, sem pepitas, com recheio duplo e duplicado, bolachas roscas e bolachas espalmadas. Há tudo, tudo, menos as p#€@s das bolachas da marca “Cupita”.

Aproxima-se um repositor, dou três passos para trás, vai de retro que nem máscara, nem luvas, tens sorte ó desgraçado que és chavalo e de ti não quer o Coronavirus saber. Grito-lhe da outra ponta do corredor se me sabe dizer onde encontro as “Cupitas”. Aponta com um dedo simpático e arranco a toda a brida para as agarrar numa penada, antes que chegue o senhor obeso que tem ar de quem vai açambarcar a prateleira toda.

Sigo para o leite, agarro numa embalagem e perscruto a vizinhança. Está livre, posso passar, avanço para as bebidas alcoólicas. Na lista da outra estão três garrafas de vinho do Douro. Três garrafas de vinho do Douro! Não pode ser alentejano, nem ribatejano, é fina na pinga que toma, a desgraçada. Nova selva de garrafas. Vejo tudo menos o Douro.

Da esquerda, aproxima-se uma mulherzita a tossir. Ainda vem longe, dá tempo de encontrar o Douro, o meu olhar saltita, mas o suor abunda e, agora, fiquei com os óculos todos embaciados. Não vejo nem o norte, nem o sul, apenas um vulto que se acerca a tossir. A tossir, mãe do céu!!!! O Coronavírus a andar sobre pernas, meu Deus, vou morrer aqui e agora toda contaminadinha, é agora que vou encomendar as minhas últimas preces.

Agarro uma garrafa qualquer, álcool é álcool, a p#€@ da vizinha nem sequer pode reclamar que eu estou a arriscar a minha vida nesta caçada, e atiro-a com vigor e de forma certeira no carrinho, acelero, o carro desliza.

Está tudo bem, estamos bem, a gaja que tosse ficou nas minhas costas, tiro os óculos para os desembaciar.

Carago, acabei de mexer na cara.

Acabei de mexer na cara.

ACABEI DE MEXER NA CARA!!!!!!

Perscruto no bolso a micro embalagem de álcool que me há de salvar a vida, besunto as lentes, besunto as luvas… f#€@-se!! A embalagem escorregou-me para o chão: eclipsou-se debaixo da última prateleira. Corro desalmadamente para os produtos de higiene, vasculho o álcool, onde está o álcool? Agarro na última garrafa com vida, despejo-a em cima de mim, mais valia imolar-me aqui e agora, p#€& que pariu esta m#€&@ toda!!!!

Regresso ao carrinho, conduzo-o velozmente para a caixa de pagamento, consigo miraculosamente ficar numa fila veloz, e atiro energeticamente toda a caça para o tapete rolante.

Olho em redor, todos aqueles rostos, com e sem máscara, com e sem luvas, um deles, um deles vai estragar esta gaita toda, um deles, vai tocar, vai tossir, vai conspurcar isto tudo… Benzo-me com mais um pouco de álcool, a menina da caixa sorri, até me enerva com tanta simpatia, esfrega álcool à sua volta como se se estivesse a embrulhar numa bolha e eu fujo dali para fora à velocidade máxima com o carrinho a abarrotar de nervosismo.

Mais álcool no puxador do carro, toca a despejar tudo lá para dentro, sento-me quietinha ao volante, respiro fundo. Lentamente recupero a tranquilidade, cheguei inteira, o vírus ficou do lado de fora, se entrou já o suei em pinga.

É, então, que começo a descalçar as luvas e, estupefacta, reparo: tenho um rasgão na luva direita.

TENHO UM RASGÃO NA LUVA DIREITA!!!!!

Despejo mais álcool nas mãos, meto álcool na embalagem de álcool que também deve estar contaminada, mais álcool outra vez no volante que deve estar contaminado, mais álcool no banco porque a roupa está contaminada, mais álcool nas calças porque toquei com as mãos que tinham luvas rasgadas nas calças, mais álcool… . Não pode ser… acabou-se a embalagem. Caraças, pá!! Que chumbada! Saí de casa, fui caçar e esqueci-me de encher a caçadeira??????

Nota – o presente texto, de caráter irónico não pretende iludir a gravidade dos acontecimentos que vivemos presentemente. Acima de tudo, deseja que o leitor adquira consciência e não saia de casa apenas por um pacote de batatas fritas, avaliando os bens que são supérfluos ou de primeira necessidade.

Fica, igualmente, aqui o profundo agradecimento aos funcionários deste e de todos os serviços que asseguram o nosso bem-estar no presente momento.

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A LEGO Group e a Plataforma Bricklink “Studio 2.0”

A LEGO Group adquiriu a plataforma BrickLink que possui mais de um milhão de membros e compreende um mercado on-line de mais de 10.000 lojas de 70 países; um software de construção digital onde os construtores podem projetar e exibir suas criações; e uma vibrante comunidade on-line onde os fãs compartilham idéias desenvolvidas. Uma boa forma de desenvolver o racicionio lógico em crianças e adultos.

 

 

 

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Somos todos SNS – Alberto Veronesi

Somos todos SNS

…

Vivemos num mundo de grande hipocrisia social. Não há muito tempo víamos, aqueles que hoje batem palmas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), a criticarem a greve dos enfermeiros, que reclamavam melhores condições de trabalho, seja financeiro, seja de meios, para evitar a debandada em massa, emigrando, que existe na classe.

Perceba-se que as condições dos profissionais de saúde, sejam médicos, enfermeiros ou auxiliares, são as condições do próprio SNS que está em causa. Mas na altura ninguém veio à janela aplaudir as reivindicações. Vieram, isso sim, criticar e até chamarem-lhes “assassinos” por estarem a brincar com a saúde dos portugueses.

Pode ser que esta crise provocada pelo coronavírus nos leve a todos a uma profunda reflexão sobre a sociedade global e que nos faça entender o que de facto é essencial para a nossa sobrevivência em comunidade.

Deveremos colocar no topo das prioridades nacionais, em conjunto com outras áreas, como a educação, as que mantêm a sociedade em funcionamento fazendo com que no meio de uma crise mundial possamos ter, saúde, educação e bens de primeira necessidade!

Temos de ser, hoje e sempre, todos SNS!

In Público

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Estes São os Estúpidos da Nação – Marginal cheia na Póvoa de Varzim e Vila do Conde em tempos de isolamento

Estúpidos e burros, não têm outro nome…

Como é que se pode ser tão ignorante?

Como?

Marginal cheia na Póvoa de Varzim e Vila do Conde em tempos de isolamento

 

PS:

Leitura aconselhada aos ignorantes da Póvoa de Varzim e Vila do Conde – eu se morasse lá morria de vergonha:

A Direção-Geral da Saúde (DGS) avisa que o novo coronavírus pode ficar em superfícies durante algumas horas e até 6 dias, razão que levou a emitir uma orientação de limpeza e desinfeção específica aos estabelecimentos de atendimento ao público ou similares que continuam abertos.

São 14 páginas que detalham todos os cuidados mais apertados de limpeza a ter nestes tempos de pandemia.

Aqui:

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/03/i026046.pdf”]

 

 

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Declarações do Tiago na RTP sobre o novo paradigma da Educação

Estas forma as principais ideias, que  ditas em catadupa provocando alguma dificuldade em acompanhar, se conseguiram apanhar:

“Este é o maior desfia, na Europa, para o sistema de ensino.”

“Parece que já passaram 5 semanas mas passaram apenas 5 dias.”

“Seria totalmente errado dar instruções sobre o que se irá passar daqui a um mês.”

“Palavra de reconhecimento aos professores por tudo que têm feito.”

“Todos estão a dar o seu melhor, a escola tem estado a trabalhar para se adaptar.”

Datas dos exames: “não vamos criar nenhum alarmismo social”

“O que sabemos agora é que se deu uma grande transformação num curto estado de tempo.”

“Sabemos que temos uma significativa parte dos alunos que não têm acesso ao digital e estamos a trabalhar com várias entidades para lhes fazer chegar em suporte físico material para estudar.”

“O terminus do 2.º Período é, neste momento, o grande objetivo.”

“Estamos muito centrados nestes 15 dias que aí vêm. Temos que ir dando passos em relação ao que aí vêm. É um novo paradigma o que estamos a viver e para o qual não estávamos preparados. Estamos a estudar novos cenários para o que aí vem.”

“Temos estado a estudar novas formas para articular e contruir este novo paradigma. ”

A mensagem deixa no ar alguma confusão…

 

 

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Município de Gondomar empresta tablets a alunos que não têm computador em casa

É uma medida de equidade…

Alunos de Gondomar sem computador em casa recebem tablets

Os alunos de Gondomar que não têm computador em casa vão receber tablets para ser assegurado o ensino à distância, no âmbito das restrições impostas devido à Covid-19. Serão emprestados já na próxima semana pela Câmara, que tem disponíveis 800 numa primeira fase.

In JN

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Três casos confirmados em escola de Viseu (Atualizada)

Desta feita, é uma escola da cidade de Viseu que encerra para quarentena devido ao COVID 19. Durante a manhã fomos informados que o número de infetados aumentou em um docente confirmado com a infeção.

Dois casos confirmados na escola Emídio Navarro, em Viseu

Há dois casos confirmados de pessoas contaminados com o novo coronavírus na escola Emídio Navarro, em Viseu. Um dos casos está no Hospital da Guarda, o outro em isolamento em casa. As autoridades de saúde colocaram já muitas dezenas de pessoas em vigilância ativa e apelam à comunidade educativa deste estabelecimento de ensino para terem em consideração as informações que estão a ser transmitidas pela Autoridade de Saúde do ACES Dão Lafões.

Docentes, funcionários, alunos e encarregados de educação estão a ser informados da situação. Há vários testes que também estão a ser efetuados e foram enviados para o hospital da Guarda, uma vez que os professores infetados deram aulas antes da pausa decretada pelo Governo. A escola vai estar totalmente fechada nos próximos 14 dias.

Numa nota divulgada à comunidade educativa através da página online, a direção da escola escreve que na sequência da “identificação dos casos confirmados de Covid-19, cuja investigação epidemiológica está a decorrer, reforça-se a necessidade de cumprimento das medidas de prevenção”.

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Cartoon da Semana – Não mexas no computador! – Miguel Rebelo

 

 

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Até quando…? – Carlos Santos

A interrogação é esta, para a qual não há resposta num futuro que se apresenta incerto.
Reconheço ser natural que nós, professores, tenhamos preocupação com os alunos, com a sua avaliação, com os exames, com o seu futuro académico… Porém, não deixo de ficar surpreendido com tantos professores a demonstrarem espanto, tristeza e, até, alguma revolta com a informação veiculada sobre a probabilidade de não haver aulas presenciais nas escolas no 3º período, situação que não era difícil de imaginar que viesse a acontecer.
Anoto que já fora noticiado que “Cientistas alertavam para nova vaga do vírus até final do ano”.
Não posso deixar de dizer que me é difícil entender o motivo de tanto espanto na classe docente perante esta realidade, quando as entidades internacionais apontaram para a 2ª semana de maio como pico da pandemia em Portugal e o primeiro-ministro já adiantou esperar que seja para final de abril, com incidência até final de maio, e ainda ontem na comunicação ao país frisou que daqui por 3 meses (finais de junho) terá de ser feito um balanço. [para bem da verdade se diga que estas datas vão mudando de dia para dia e há pouco fiquei a saber que no dia catorze do mês vindouro iremos todos assistir ao pico da coisa que, vejam só, ninguém controla]
Referiu que ainda teremos de enfrentar esta pandemia no próximo inverno, uma vez que é previsível a vacina só estar disponível dentro de, sensivelmente, um ano devido ao período de testes e de espera para verificação da inexistência de efeitos secundários.
A princípio, víamos pela televisão diante dos nossos olhos o nosso futuro e continuámos adormecidos a agir como se não fosse nada connosco, confiando que o vírus nada iria querer de nós por sermos um pequeno país esquecido no extremo da europa. E ninguém foi capaz de dizer isso a um vírus com manifesta atitude predatória!
Somos um povo habituado a ver as coisas a acontecerem à distância confiando que, oxalá, não chegue até nós e, neste caso, mais uma vez assim aconteceu, visível no comportamento das pessoas que se manteve inalterável. Acontece que, com sinais inequívocos que há muito se evidenciavam nos milhares de seres humanos a perecerem na China e noutros países do oriente, a alastrar-se para a europa, e o nosso povo – no seu infinito provincianismo e imaturidade – andou durante semanas a sentar-se no sofá a comentar o caso do português infetado num navio de cruzeiro no outro lado do mundo, incapazes de se consciencializar do que estava para acontecer.
Os nossos governantes, longe de estarem isentos de responsabilidades, para um vírus que andava a matar há 3 meses (desde dezembro) não foi capaz de criar atempadamente um plano de contingência que envolvesse medidas de prevenção, de controlo de fronteiras e de procedimentos que chegassem às escolas antes de as terem fechado (tardiamente), nem a outros locais, nem o apetrechamento com desinfetantes, máscaras, luvas e de ventiladores para os hospitais.
Escavei no passado e redescobri o que já todos sabemos: somos um povo ímpar; não somos organizados nem precavidos; por qualquer razão somos os peritos do remedeio e do desenrascanço, pelo que, não é surpreendente o que se assistiu até aqui.Ninguém, em delírio, poderá dizer que nada fazia prever o que por aí vinha.
Mais um pormenor. A isto soma-se um risco económico difícil de calcular por economistas que garantem vir a refletir-se numa crise financeira pior do que a de 2008.
“Num gesto inédito a comissão europeia retira limitação de 3% de défice orçamental dos estados”. Equaciona igualmente a compra de dívida soberana para evitar que países como o nosso entrem em bancarrota e tenham de pedir ajuda internacional, como aconteceu em 2011.
“Carlos Costa [governador do Banco de Portugal] defende emissão de eurobonds para enfrentar crise europeia”. E os “Economistas admitem queda até 8,5% do PIB”. Toda esta situação é demasiado séria para incompetência, negligência e experimentalismos.
Sendo o país do mundo com maior percentagem de população emigrada, tendo vindo a verificar-se o regresso de muitos portugueses por falta de emprego devido à pandemia, os quais, na sua maioria, não foram examinados pelas entidades de saúde, isso deve inspirar-nos preocupações acrescidas.
E os números têm essa coisa terrível – não mentem.
Segundo os últimos dados, devido ao COVID-19, em 24 horas lamentam-se:
627 mortes em Itália num número superior a 4.000 e com uma taxa de infeção que poderá de 5 a 10 vezes superior ao oficial se se tivessem feito mais testes;
em Espanha com cerca de 300 falecimentos e mais de 4.000 novos casos nas últimas 24 horas;
e o nosso país registou mais 260 casos acrescidos de 6 óbitos.
Ora, vejamos, perante toda esta situação, continuam a considerar que o mais importante é a avaliação dos alunos?
Perdoem-me, mas não me consigo comover com alguma lacuna que venha a haver nas aprendizagens dos alunos e estar mais preocupado com a sua saúde e a de todos nós.
E não faltam coisas que me preocupam muito mais, como os excessivos comportamentos de risco para poderem ser aceitáveis: a falta de hábitos de higiene do nosso povo; a falta de civismo, de sentido coletivo e de cidadania; os ajuntamentos nas praias, pubs e noutros locais de portugueses mandados para casa para cumprir isolamento quando a morte inundava a europa, estava a invadir Espanha e o vírus já morava entre nós; os porcos que cospem, atiram lixo e beatas para o chão, ou deitam as luvas descartáveis para a rua contribuindo para a propagação do vírus; as pessoas que não cumprem a distância de segurança, os procedimentos de higiene e higienização.
As pessoas estão angustiadas com a falta de máscaras, mas o meu desassossego está mais voltado para a máscara de indiferença perante a situação que muitos ainda têm colocada na cara, revelador da nossa ignorância coletiva.
Haverá, pois, algo mais assustador do que a irresponsabilidade do homem?
E diante de tudo isto, não é aceitável haver colegas de profissão a afirmarem publicamente que não estamos a trabalhar, denotando uma falta de bom-senso que poderá prejudicar toda uma classe que – ao contrário dessas insinuações – se está a desdobrar para que o sistema ainda vá funcionando e os alunos não saiam demasiado prejudicados.
Farão, também, parte do conjunto de população que acha que os professores só trabalham na escola e nada fazem em casa?!
Neste momento estamos a trabalhar tanto como se estivéssemos na escola. Todo o dia a elaborar fichas, materiais didáticos, criar procedimentos para, à distância, chegar até aos alunos, articular com os colegas, e começamos já a acusar dores nas costas pela exigência deste trabalho que está longe de significar estarmos de férias, pelo que não se precipitem a dizer despautérios antes de abrirem a boca.
Mas ainda não há verdadeira consciência de que este inimigo invisível não escolhe as suas vítimas; de que ninguém está a salvo, independentemente da sua condição económica ou social, da sua cor de pele ou género, da sua raça, etnia, idade ou religião; de que não há nenhum sítio seguro se não cumprirmos as normas de higiene e segurança. Há muito que esta deixou de ser uma situação do “eu” para ser uma situação do “eu e os outros”. Cada um de nós deixou de ser responsável apenas pela sua vida, mas por todas as outras vidas.
Inquieta-me muito mais toda esta falta de consciência que coloca em risco a vida de todos nós. A negligência e a irresponsabilidade tão habituais na natureza humana dos latinos deixaram de ser apenas um incómodo, pois agora implicam doença e morte. Ninguém está dispensado desta guerra que só poderá ser vencida se formos mais inteligentes do que este inimigo silencioso. Nada é insignificante num tempo em que tudo importa.
A luta pela sobrevivência está aí e pode tocar a qualquer um de nós ou daqueles que nos são próximos. Na China as pessoas cumprem e estão a conseguir erradicar a doença. Por cá, isso só será possível se deixarmos de pensar tanto nos nossos umbigos e começarmos a atuar como um formigueiro, como um coletivo.
A irresponsabilidade é uma arma entre nós que respira morte, pelo que, cabe a todos e a cada um de nós o dever de cumprir e fazer cumprir o plano nacional de contingência.
Se pudéssemos não deixar entrar o vírus pelo simples ato de fecharmos a porta, era bem mais simples. Mas, a verdade é que irá requerer muito mais de nós.
Precisamente por isto e muito mais, sinto-me algo incomodado pela enorme preocupação de muitos professores pelo facto de provavelmente as escolas não abrirem no 3º período. Querem o quê? Que no pico da pandemia – momento em que é expectável que o número de infetados e de mortes esteja no auge – mandar as crianças para a escola e irmos felizes e inconscientes conviver em harmonia colocando ainda mais em risco a vida de toda a gente?
Então, façam o favor de cumprir as indicações e conselhos das autoridades e o isolamento social contribuindo assim, não só para a preservação da vossa própria saúde, mas também para a salvaguarda da saúde de todos nós.
A nós, professores, cumpre continuarmos a trabalhar à distância com os nossos alunos, mas, sobretudo, sensibilizar pais e alunos para não saírem de casa desnecessariamente e cumprirem as medidas de prevenção do coronavírus.
Não sei como dizer isto de outra forma, mas ninguém está de fora, pois todos nós nos tornámos parte do acontecimento, parte do problema, mas também parte da solução.
Aos nossos concidadãos ligados à saúde uma palavra de apreço pelo risco que estão a correr para salvar vidas na luta contra a pandemia e a todos os que diariamente, nos mais diversificados locais, estão a contribuir para o bem comum.
Se há coisa que este vírus nos ensinou foi que a nossa vida é precária e não devemos dar nada por garantido, pelo que todos vamos aprender a dar mais valor à vida e aos direitos conquistados, nem que sejam os mais simples, como poder sair à rua e andarmos em liberdade sem constrangimentos.
Eu sei que tudo isto é assustador, mas seria impossível terminar sem deixar uma palavra de esperança. Se outros estão a conseguir vencer este inimigo terrível, também está ao nosso alcance fazermos com que isso aconteça no nosso seio. Numa situação em que tudo é incomum, que em comum todo e cada um de nós tenhamos a vontade e a atitude de fazer com que a superação desta situação nos espreite de um futuro muito próximo.
Juntos vamos conseguir!
Desejo a continuação do bom trabalho a todos e, em particular, aos colegas de profissão.

Carlos Santos

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Ferramenta Colaborativa em Português “Trello”

O Trello permite que você trabalhe de forma mais colaborativa e faça mais.
Os quadros, listas e cartões do Trello permitem organizar e priorizar seus projetos de maneira divertida, flexível e gratificante.  Podemos simplesmente fazer um quadro para cada turma e colocar os conteúdos nos diversos tipos de ficheiros. A vantagem é colaboração com, Alunos,  Encarregados de Educação e outros colegas de determinada Área Curricular. Após o Registo no “Sign Up”,  é só mudar a língua para Português.

 

 

 

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A candidata portuguesa ao Global Teacher Prize

 

A mudança pedagógica desejada por Cristina Simões, 46 anos, é que professores e pais deixem de “infantilizar” e decidir pelos alunos com deficiência.

Professora portuguesa na corrida para melhor do Mundo

A mudança pedagógica desejada por Cristina Simões, 46 anos, é que professores e pais deixem de “infantilizar” e decidir pelos alunos com deficiência.

“Eles têm de ser olhados como iguais e não serem superprotegidos” para que um dia tenham o seu projeto de vida. A professora de Educação Especial, de Tondela, é uma das 50 finalistas do Global Teacher Prize mundial, equiparado ao Nobel da Educação, cujo vencedor é divulgado a 12 de outubro. Não é a primeira vez que há um finalista português.

 

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Comunicado – Afirmações sobre a avaliação final do terceiro período são extemporâneas e conjeturais

 

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No Ministério da Educação não Existe Ninguém com Dois Palmos de Testa, Por Mais Curtos que Sejam?

Phosga-se! – Série 2 | O Meu Quintal

 

Mas Quem É Responsável Por Estas Propostas? (Phosga-se!) | O Meu Quintal

 

 

 

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O Sector Bancário do Costume -Criminoso e Ganancioso

(…)

Continua aqui:

Banks Pressure Health Care Firms to Raise Prices Amid Coronavirus Crisis

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Carta Aberta ao Senhor Ministro da Educação

 

Ex.mo Senhor Ministro da Educação:

Num período tão conturbado como imprevisto, pretendo, na qualidade de docente da Escola Secundária de Ponte de Lima, manifestar as minhas preocupações e apresentar algumas sugestões para tentar atenuar os efeitos sociais e pedagógicos de um grave problema transnacional, com repercussões imediatas no nosso quotidiano, no sistema educativo e, em particular, no percurso escolar dos alunos .

Estamos confrontados com uma situação excecional, que afeta as relações interpessoais, originada pelo distanciamento forçado nas nossas comunidades educativas, com o qual todos temos de aprender a lidar, demonstrando coesão profissional, solidariedade pessoal e sentido de pertença institucional. As novas aprendizagens são caracterizadas pela incerteza, imprevisibilidade e crescente ansiedade.

Mais do que uma preocupação em cumprir programas e remediar um problema emergente (como gostaríamos de poder continuar a exercer a nossa atividade profissional em contexto escolar!), poderemos ver neste período de exceção uma oportunidade para desenvolver e consolidar determinadas competências transversais. De facto, se conseguirmos que os nossos alunos sejam mais responsáveis, autónomos e solidários, estaremos a promover uma cidadania proativa, a qual se repercutirá positivamente no sistema educativo, no percurso académico e no seu sucesso escolar.

De uma forma esclarecida, é nosso dever procurar minimizar o impacto negativo de uma pandemia que está a alterar substancialmente o “modus vivendi” e o “modus operandi” tradicionais. E não poderá ser com ansiedade, insegurança e pânico generalizado que conseguiremos criar as condições necessárias para um regime alternativo de ensino.

O ensino à distância estará condenado ao fracasso se imperar o medo e a incerteza e se a principal estratégia adotada passar pela quantidade descontrolada de recursos e trabalhos enviados aos alunos. Alguns poderão realizar (com ou sem ajuda), outros irão procurar copiar e um número indeterminado irá certamente ignorar, por não terem acesso aos meios tecnológicos, por desmotivação, opção individual, falta de apoio ou de controlo familiar.

Os resultados expectáveis de uma eventual sobrecarga de trabalhos, a realizar em contexto extraescolar, poderão ser inversamente proporcionais à dimensão dos mesmos. Além de se poderem reproduzir desigualdades socioculturais, com que critérios se irão avaliar estes trabalhos ou a falta dos mesmos?

A prioridade deverá ser a de assegurar que, num ambiente de indefinição e preocupação permanentes, os alunos consigam aprender a superar as adversidades, a serem persistentes e a manterem-se bem informados (procurando distinguir a boa da má informação), cumprindo as recomendações da Direção-Geral de Saúde e do Governo. Ao mesmo tempo, ajudá-los na gestão das emoções (é fundamental manter abertas as linhas de apoio psicológico), na organização do trabalho, no aconselhamento da prática da leitura, assim como no despertar da curiosidade por uma modalidade de ensino e aprendizagem à distância, que deverá ser garantida para todos (como pretende a recente comunicação da Área Governativa da Educação e da Presidência sobre a intervenção educativa para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade). A não ser assim, estaremos a negar os pressupostos de uma escola pretensamente inclusiva.

Com a divulgação de uma multiplicidade de recursos, disponibilizados em plataformas digitais, os alunos serão motivados para aprendizagens lúdicas de conteúdos dos programas de diferentes disciplinas.

Sob a supervisão do Ministério da Educação e a coordenação das direções escolares, das associações de pais e encarregados de educação e dos diretores de turma, o sucesso desta modalidade alternativa de ensino à distância dependerá de professores preparados (se necessário, disponibilizando-lhes formação específica online), de encarregados de educação disponíveis e de uma efetiva adesão dos alunos.

Aproxima-se mais um momento de avaliação sumativa interna. Com uma interrupção abrupta do 2.º período letivo, que terá inviabilizado a realização de alguns instrumentos de avaliação, previstos nos critérios gerais e específicos das escolas, talvez fosse sensato e oportuno equacionar a possibilidade de o Ministério da Educação determinar o caráter semestral das avaliações internas (seria uma antecipação e experimentação de uma proposta alternativa já apresentada), remetendo para o 3.º período, a avaliação final do semestre. E na eventualidade de não ser possível regressar à normalidade das nossas escolas, no próximo período letivo, os professores saberiam, antecipadamente, que esse momento de avaliação corresponderia ao final de ano ou de ciclo de estudos e ponderariam todas as implicações de uma avaliação sumativa interna, com caráter excecional.

A realizarem-se as avaliações sumativas internas neste final de 2.º período, seria recomendável que as propostas de avaliação tivessem um caráter provisório (poderiam ser finais se não houvesse novo momento de avaliação), as quais voltariam a ser analisadas, ponderadas e ratificadas em conselho de turma, no final do presente ano letivo, independentemente de as aulas terem ou não sido retomadas.

Na expectativa de que esta situação seja rapidamente ultrapassada, para voltar à normalidade e às rotinas diárias das nossas escolas, apresento os melhores cumprimentos.

Atenciosamente.

Ponte de Lima, 21 de março de 2020

Prof. Teodoro da Fonte

 

 

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As Educadoras de Infância também estão em teletrabalho

As educadoras também se esforçam-se por não deixar os seus alunos sem atividades. Usando os meios ao seu dipor, vão fazendo chegar atividades curriculares aos seus meninos e meninas que por estes dias se encontram em casa. As boas práticas de uns podem servir sempre de exemplo a outros.

Bem hajam.

 

 

 

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Publicada a atualização da base remuneratória e o valor das remunerações base mensais da Administração Pública

Publicaram, (des)publicaram e republicaram em D.R, mas aqui está. Publicada a atualização da base remuneratória e o valor das remunerações base mensais da Administração Pública. Para o próximo mês o salário vem com retroativos.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/03/Decreto-Lei-n.º-10-B-2020.pdf”]

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Notas finais do ano serão as do segundo período

Nada que não esteja previsto. O expresso de hoje traz na primeira página o título da notícia.

 

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Declarações de António Costa sobre o Decreto Lei que regula o Estado de Emergência

 

 

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A data apontada por António Costa…

 

Durante o seu discurso o primeiro ministro disse e repetiu: “em junho”. Disse também: “esta batalha será longa”, “neste período de três meses” e “e daqui a três meses”.

 

As consequências para o setor da educação desta previsão de data, irão ser analisadas por aqui durante o dia de amanhã…

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O decreto do Governo que regulamenta o estado de emergência, lê aqui.

 

Procede à execução da declaração do estado de emergência efetuada pelo Decreto do Presidente da República n.º 14-A/2020, de 18 de março

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/03/Decreto-n.º-2-A-2020.pdf”]

 

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Propostas gerais para a intervenção educativa para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2020/03/Propostas-gerais-intervencao-educativa_a.pdf”]

No site de Apoio às Escolas da DGE

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Aprendizagem de Linguas para Crianças e Adultos “MONDLY”

Através de aulas grátis diárias. Deixe o Mondly ensinar idiomas de forma rápida e eficaz. Em apenas alguns minutos, você começará a memorizar as palavras essenciais, além de formar orações, aprender a falar por meio de frases e participar de conversas. As divertidas aulas de idiomas e o Quiz Semanal melhoram seu vocabulário, gramática e pronúncia como nenhum outro método de aprendizagem de idiomas é capaz

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As RR estão suspensas? Onde está a Nota Informativa?

 

Na sexta-feira passada não houve publicação das listas de reserva de recrutamento, esta semana vamos pelo mesmo caminho. Ninguém estava à espera que tal acontecesse. A situação que vivemos não justifica a contratação de professores, as escolas estão fechadas. Chegam-nos relatos que quem terminou contrato, não consegue efetuar o retorno à reserva de recrutamento na plataforma, isto, julgo que poderia estar ativo. A reserva de recrutamento está suspensa, e muito bem mas, nada impediria que, quem o desejasse, regressasse já à reserva .

Era de bom tom emanar informação e oficializar esta suspensão. Nem que fosse só para informar que a publicação das listas de Reserva de Recrutamento estão suspensas por tempo indeterminado.

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Escolha os Aplicativos que Deseja “Ninite”

Colegas de acordo com o compromisso que assumi, partilho hoje este recurso. É  livre, basta selecionar o que pretendemos e carregar no botão “Get Your Ninite” no fim do website. Empresas como a NASA, SONY, TUPPERWARE, HARVARD BUSSINESS SCHOOL, PEPSI entre outras utilizam esta aplicação.

 

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“Sentimos que temos de estar disponíveis a toda a hora” por Fátima Inácio Gomes

“Sentimos que temos de estar disponíveis a toda a hora”

Testemunho de Fátima Inácio Gomes, professora do Agrupamento de Escolas de Barcelos. “O meu princípio tem sido não sobrecarregar os alunos. Temo que muitos deles tenham, presentemente, mais trabalho do que em circunstâncias normais.”

Tantas vezes se deseja trabalhar em casa, mas fazê-lo quando estamos no epicentro de um evento tão extraordinário (e assustador) quanto uma pandemia revela ser bem menos agradável do que se anteciparia. Contudo, é muito mais tranquilizador do que ter de enfrentar transportes públicos e aglomerados de pessoas cujos hábitos de vida/higiene desconhecemos, como ainda tantos trabalhadores têm lamentavelmente de fazer (pelo menos, no momento em que escrevo).

Como tem sido a minha vida de professora à distância? Bem, em circunstâncias normais, estaria a dar as aulas e a concentrar-me na correção de testes, na preparação da reunião com os diretores de turma (sou coordenadora dos DT de secundário) e reuniões de avaliação. Como neste período antecipei (premonitoriamente?) todos os momentos de avaliação, coincidiu que, na passada quinta-feira, tivesse dado os últimos testes, além de já ter realizado a avaliação da oralidade em todas as turmas. Pretendia eu ter um fim de período mais tranquilo, poder ter tempo para a correção dos testes e restantes afazeres, numa fase em que o cansaço se acumula. Resulta agora que, desde essa quinta-feira, nem os testes consegui corrigir. Durante todo o fim de semana recebi mails da direção com procedimentos a adotar e fui contactando alunos e pais, assim como preparei os procedimentos para a semana. As aulas que daria verbalmente e já não careciam de preparação, tiveram de ser revistas para as transformar em algo que pudesse ser apresentado via digital. E, sendo diretora de turma do 12.º ano, continuei hoje [terça-feira] numa “luta” de esclarecimentos e informações, pois a tutela enviou os procedimentos a adotar para a inscrição para exames.

Pretendia, como recomendam, adotar uma rotina em casa. Até planeava fazer exercício, mas para já não tem sido possível. O “tele-trabalho” dá espaço a isso: sentimos que temos de estar disponíveis a toda a hora, os pais e alunos talvez também esperam que estejamos disponíveis a toda a hora. Recebo mails desde as 8h00 às 23h00. E tenho respondido. Talvez devesse estabelecer a tal rotina, o tal horário, mas quando lidamos com pessoas de quem somos próximos (e eu sou próxima — muitos professores o são — dos meus alunos) é difícil não responder logo. Percebemos a sua ansiedade.

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Voltaremos à telescola?

Voltaremos à Telescola?

Ainda sou do tempo da telescola, muitos de nós, a maioria, lembrar-se-ão de como funcionava. Nunca a frequentei, mas recordo-me de colegas de turma que a frequentaram e seguiram os seus estudos como qualquer outro. Eram outros tempos.

No início, quando a televisão não era o que é hoje, era emitida durante a tarde, primeiro na RTP1 e mais tarde na RTP2. Esta modalidade de ensino arrancou a 6 de janeiro de 1965 para permitir o cumprimento da escolaridade obrigatória o 5.º e 6.º ano. Mais tarde, 1987, com a vulgarização dos leitores de video, passou da televisão para as cassetes de video que eram um dos principais instrumentos do professor que, presencialmente, acompanhava os alunos. A telescola esteve em funcionamento até à entrada do milénio.

A tecnologia evoluiu muito dessa altura. Se perguntarmos a qualquer aluno de hoje se sabe o que é uma cassete de video, poucos saberão de que falamos. Mas todos eles sabem o que é um computador, um smartphone, um tablet, a internet, um browser, um motor de pesquisa, um email, uma rede social… se não todos, a grande maioria e os que não sabem já ouviram alguém falar de tudo isso.

Na quinta-feira passada, todos ninguém se apercebeu que a escola, tal como a conhecemos, estava prestes a mudar, a evoluir para novos campos impensáveis até então. na sexta-feira os professores começaram a aperceber-se que, pelo menos, durante duas semanas a escola ia ser diferente. No sábado e no domingo deram-se conta que tinham de apoiar os seus alunos o melhor que podiam, tinha começado a corrida contra o tempo. Uns de uma forma outros de outra corresponderam ao que lhes estava a ser pedido, não abandonar os seus alunos, mesmo que eles os quisessem abandonar. Na segunda-feira, enviaram emai’s, prometidos na sexta-feira, com fichas e mais fichas de consolidação de aprendizagens, o suficiente para 15 dias. Outros houve que foram mais além, não desmarcaram testes, através de plataformas que já usavam enviaram trabalho para ocuparem os primeiros dias dos seus alunos em casa. Na terça-feira dão-se conta que têm que se preparar para fazer algo mais, começa a corrida às plataformas de ensino. Esta corrida foi de tal forma desenfreada que as próprias plataformas não aguentaram tantos utilizadores.

Neste momento, na infinita procura de evoluir, começa-se a procurar perceber como se poderá utilizar a videoconferência com plataformas como o Zoom ou ClassDojo. Os professores aperceberam-se que tão cedo não voltarão ao ambiente de sala de aula e tentam procurar a melhor solução para transpor esse obstáculo, pelos seus alunos. A maioria, se não todos, não saberá para onde vão, mas sabem que não vão ficar quietos à espera que alguém lhes diga para fazer isto ou aquilo, vão fazer o melhor que sabem com os meios disponíveis que têm ao seu alcance.

Voltemos à tetescola. Durante 30 minutos, um professor dissertava sobre um assunto na televisão, dando exemplos nas disciplinas em que era necessário ou demonstrando como se realizava este ou aquele exercício, nos 30 minutos restantes de aula os alunos exercitavam o que tinham acabado de ouvir através de trabalho pré-preparado e com o acompanhamento do professor presente na sala de aula. Com a tecnologia que temos hoje em dia podemos fazer bem melhor do que nessa altura, mas nada substituirá uma sala de aula com todos os seus intervenientes. O contacto de um olhar, por vezes ensina mais que qualquer palavra.

Um destes dias os professores volatrão às suas salas de aulas que são mais dos alunos que deles.

Professor, colaborador do Blog DeAr Lindo

In Ímpar, Jornal Público

 

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Google Play “EvoBooks”

Fica mais um Conjunto de Recursos Digitais Abertos para nós e para os nossos Alunos.

Diversas Aplicações 3D para telemóveis, Tablets e Smartphones, para quase todas as Áreas Curriculares Disciplinares de Download livre, disponivel para iOS e Android. Na minha opinião ferramentas que poderão fazer toda a diferença nos tempos que correm.

Ao longo dos próximos dias partilharei outros…

Estejam atentos e protejam-se!

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Mapa de Recursos Digitais Abertos

 

 

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COMUNICADO CNIPE – ESTADO DE EMERGÊNCIA NA ESCOLA EM PORTUGAL

 

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Mesmo Sem o Orçamento de Estado (Manuais Escolares)

… que vem dispensar a entrega dos manuais reutilizados no 1.º Ciclo será de bom senso que estes alunos possam fazer uso dos manuais escolares com menor cuidados do que o que terão tido no 1.º e no 2.º período.

 

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Videoconferência. Como destruir o trabalho dos colegas.

Vai entrar na moda a videoconferência. Já ninguém necessitará de se deslocar. (será bom para o ambiente uma vez que não se deslocarão 10 professores em 10 carros para um só sitio) Há por aí imensas plataformas de videoconferência, as empresas usam-nas com frequência, o PR usou uma ontem, os municípios estão a adotar esta modalidade para reunir e, queiram ou não, teremos que acompanhar a moda. (venham com a treta de que não usam o vosso PC e a vossa internet para os comentários… com a qualidade de diretores que por aí andam, num instante vos oferecem uma sala de aula com um computador, lá na escola, para seguir a reunião. Lá se vai o isolamento e o ambiente…)

Para quem, e eu sei que há quem me esteja a dar nas orelhas, não seja muito adepto, ficam umas dicas…

Autoria de Luís Gonçalves

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Mensagem de uma Mãe Professora

Bom dia Arlindo, queria pedir-lhe um favor, para alertar os senhores professores dos alunos e jovens de portugal, estes na ânsia de se convencerem a eles próprios de que estão a trabalhar e ocupados estão a sobrecarregar crianças e jovens com fichas de trabalho.
Os professores estão a acentuar as desigualdades sociais e a nivelar tudo pelo máximo. Se na sala de aula têm um grupo com o mesmo acesso aos recursos que disponibilizam, em casa não. Lembrem-se que o ensino à distância é possível e exequível quando previamente se criam as condições técnicas. Parem de disputar quem manda mais fichas e melhor domina as ferramentas digitais. A maioria dos vossos alunos não vive na vivenda confortável com wi-fi potente. A maioria não tem computador e impressora, nem tem pais calmos e a gerir bem esta fase (alguns pais estão aflitos não sabem se vão ter ordenado nos próximos tempos).
Muitos alunos estão com tarefas em casa a cuidar de irmãos pequenos e ajudar, no campo resguardados sim, mas a ajudar os pais com o gado e outras tarefas agrícolas. Dominar as redes sociais não significa que se domine o Word ou pdf. E o Trabalho de grupo para crianças de 9 anos??  Não entendi. Vão usar as ferramentas colaborativas?
Estamos em estado de emergência o nosso cérebro também tem de estar ativo para o que realmente importa agora que é executar as recomendações  e cuidados básicos para sobreviver.
Sejam a voz  amiga que não abandona o aluno e a família e não o mestre a exigir o conhecimento académico  diário. Se contribuírem para que as crianças e jovens cumpram as recomendações da DGS terão feito um excelente trabalho.
Atenciosamente
Lúcia
(Uma encarregada de educação e professora a ver situações exageradas que fazem da escola uma instituição insensível  que começa a humilhar à distância e mostra  estar desatenta à realidade social de cada um).

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1/5 dos alunos não tem computador em casa

Um em cada cinco estudantes não tem computador em casa e por isso “dificilmente se conseguirá pedir a todos os alunos trabalhos que impliquem a necessidade de um computador”, revela estudo.

Covid-19: Alunos sem Internet nem computador em casa excluídos das aulas à distância

Milhares de alunos começaram esta semana a ter aulas à distância, para tentar controlar a disseminação da Covid-19, mas nem todos têm computadores e Internet em casa, alertam pais e professores.

Um em cada cinco estudantes não tem computador em casa e por isso “dificilmente se conseguirá pedir a todos os alunos trabalhos que impliquem a necessidade de um computador”, revela um estudo realizado esta semana por Arlindo Ferreira, especialista em Estatísticas da Educação, que foi publicado na terça-feira no blog do Arlindo.

Esta é esta realidade que não escapa a quem trabalha diariamente nas escolas. Os dois presidente das associações de diretores escolares – Filinto Lima (ANDAEP) e Manuel Pereira (ANDE) – alertaram desde o início para o impacto das desigualdades sociais nas aulas à distância.

Também o representante dos pais e encarregados de educação salientou as diferenças entre famílias. “Há sempre desigualdades entre os alunos: uns têm chalés e outros têm casebres”, lamentou Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), em declarações à Lusa.

Sem computadores, há quem esteja a acompanhar as aulas pelos telemóveis ou ‘tablets’. Mas para isso é preciso Internet e nem todos a têm no lar.

No ano passado, 80,9% dos agregados familiares tinham acesso a internet em casa. Nas famílias com filhos até aos 15 anos a percentagem subia para 94,5%. Ou seja, mais de 5% dos estudantes com menos de 15 anos viviam em casas sem Internet, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O problema também atinge os alunos do ensino superior. O presidente do Sindicato Nacional de Ensino Superior (SNESup), Gonçalo Leite Velho, lembrou que “há muitos alunos que têm dificuldades de acesso à Internet”.

Os dados do INE indicam que entre os estudantes com mais de 16 anos é raro encontrar quem não tenha Internet: são 0,4%. “Basta haver um aluno para ser razão para nos preocuparmos”, defendeu recentemente em declarações à Lusa o presidente da ANDAEP, Filinto Lima.

Gonçalo Leite Velho lembrou que também há problemas nas famílias onde há equipamentos. Neste momento estão todos em casa, alguns em teletrabalho, e pode tornar-se difícil gerir quem tem prioridade no seu uso: os filhos que estão em aulas ou os pais que estão a trabalhar?

A Lusa contactou cerca de duas dezenas de famílias com filhos do pré-escolar ao ensino superior e a maioria disse ter equipamentos para todos.

Entre os pais que se aperceberam que teriam de partilhar computadores, começam a inventar-se soluções, como definir horários de uso.

“Temos dois computadores em casa, sendo que um deles é o meu que preciso para trabalhar. Se tiverem de fazer buscas será cada uma no seu horário”, contou à Lusa a mãe de duas adolescentes de escolas de Lisboa.

Trabalhar em casa com a família pode ser complicado para todos: alunos e pais. “O ambiente é muito diferente de uma escola. Há mais confusão”, alertou Gonçalo Leite Velho.

As aulas à distância exigem um conhecimento e uma técnica por parte dos professores que é muito diferente das aulas presenciais.

Já quando estão na escola é, por vezes, difícil manterem-se concentrados, imaginemos agora em casa”, disse Gonçalo Leite Velho.

O inquérito realizado pelo professor Arlindo Ferreira mostra que 11,6% dos pais não tem disponibilidade para acompanhar o filho pelo menos uma vez por dia nos estudos.

Do lado dos adultos, trabalhar de casa também “é muito mais “difícil porque é preciso conjugar a atenção dada ao trabalho e aos filhos, lembrou o presidente do SNESup.

O docente do ensino superior lembrou que, neste momento, há muitos professores em casa, com filhos pequenos, a tentar dar aulas a outras crianças.

Apesar dos problemas já detetados, todos são unânimes em considerar que o ensino à distância é, neste momento, a melhor solução.

In TVI24

 

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