É exequível. Se reunirem todos os recursos humanos necessários, que não são muitos, o parco equipamento necessário, que não é dispendioso, e uma equipa que saiba o que está a fazer. Não são necessários grandes profissionais, os professores são capazes de o fazer, até a partir de suas casas. E quem melhor que os professores, que sabem o que se passa no campo para o fazer? Já testei a teoria e qualquer um o conseguirá fazer com o mínimo de conhecimento informáticos.
Numa entrevista ao programa “Gente que conta” do Porto Canal, transmitida esta noite, questionado sobre como vai o Governo garantir que todos os alunos terão acesso aos conteúdos educativos durante o terceiro período, nomeadamente os que não têm acesso à Internet, o ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, adiantou que estão a ser estudadas várias soluções, que podem passar por canais “do estilo youtube”, que permitem a transmissão de vários conteúdos em simultâneo ou também por fazer chegar os conteúdos pela televisão por cabo.
“83% dos lares em Portugal têm TV cabo. Podemos fazer chegar conteúdos às crianças também por essa via”, referiu o ministro, acentuando que não será um regresso à “Telescola” (até porque a quantidade de anos letivos em causa não permute replicar um modelo que em tempos foi aplicado apenas aos 5.º e 6.º anos), mas um modelo mais próximo de canais do estilo do Youtube.
Na entrevista conduzida por Paulo Baldaia, o ministro foi confrontado com as críticas que se fizeram ouvir nestes últimos dias, pelo facto de os alunos sem acesso à Internet não terem possibilidade de manter o contacto com os professores e continuarem a ter aulas.
Na resposta, o ministro referiu que várias hipóteses estão a ser estudadas, que esta é também uma realidade “que nos mostra como temos de ser rápidos” e garantiu que o Ministério da Educação “está muito focado nesta situação”´.
Sobre as duas últimas semanas de aulas, Pedro Siza Vieira referiu que foi “muito impressionante” verificar como as escolas, os diretores de turma e os professores se mobilizaram para, “de um momento para o outro, conseguirem manter o apoio pedagógico”, recorrendo a meios cuja utilização, em circunstâncias normais, ainda há pouco tempo “teria criado resistência”.
Os professores nunca o deixaram de ser. Com os parcos meios que cada professor tem, começaram a dar resposta a esta crise no último dia em que as escolas estiveram abertas. Ao longo destas duas semanas reinventaram as suas aulas e formas de continuar a chegar aos seus alunos. Mesmo depois de se sentirem “magoados” com as suas declarações de que “ninguém estava de férias”, continuaram a realizar o seu trabalho, nunca o deixaram de fazer, uns de uma forma outros de outra. Os contactos com os alunos não foram interrompidos. Nunca deixamos de ser uma referência… nem deixaremos, surjam as contingências que surgirem. (Nós não temos por hábito desaparecer de cena quando dá jeito e aparecermos quando dá…)
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O termo proposto internacionalmente para o que estamos a fazer: Emergency Remote teaching. A situação que estamos a viver na educação não pode ser tratada levianamente com instruções pouco claras e que dêem a impressão que são um entretém, um passar de tempo ou uma ocupação de tempos livres de enclausuramento.
Experiências de aprendizagem on-line bem planeadas são significativamente diferentes dos cursos oferecidos online em resposta a uma crise ou desastre. Escolas e universidades que trabalham para manter a instrução durante a pandemia COVID-19 devem entender essas diferenças ao avaliar esse ensino remoto de emergência.
Devido à ameaça do COVID-19, escolas e universidades enfrentam decisões sobre como continuar o processo de ensino/aprendizagem, mantendo os seus professores, funcionários e alunos a salvo de uma emergência de saúde pública que se está a mover rapidamente e não é bem compreendida. Muitas instituições optaram por cancelar todas as aulas presenciais, incluindo laboratórios e outras experiências de aprendizagem, e ordenaram que os professores transfiram as suas aulas para o online ajudando a evitar a propagação do vírus que causa o COVID-19. A lista de instituições de ensino superior que tomaram essa decisão está a crescer todos os dias. Instituições de todos os tamanhos e tipos — escolas e universidades estatais e particulares, e outros — estão a transferir as suas aulas para o online.1 Bryan Alexander fez a curadoria do status de centenas de instituições.2
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Afinal, a quarentena também pode ser uma oportunidade. Por muito que custe, temos agora de ficar confinados, tanto quanto possível, aos contactos virtuais. Já estamos há uma semana em estado de emergência e ninguém sabe quanto tempo vai durar de facto. Em França já se fala de 5 a 6 semanas suplementares de confinamento, o poderá significar para nós uma extensão até Maio. A hora é grave. As empresas estão em risco e até já se fala em nacionalizações.
Os serviços presenciais estão a parar, e vão parar por muito tempo. Pessoalmente, estou preocupado com o ensino (em particular o universitário, por ser a minha profissão).
Se as salas de aula deixam agora de ser possíveis por algum tempo, será que o ensino on-line é a solução? Não creio. Assim como também não me parece que a solução seja replicar os conteúdos tradicionais à distância. Passo a explicar.
Todos acreditamos no poder das tecnologias de comunicação para substituir de alguma forma o encontro em sala entre professores a alunos. Só que agora a mudança é urgente, caso contrário o corrente ano letivo pode correr sérios riscos. É essa a oportunidade! Como todos acreditamos na necessidade de mudança imediata, se bem que temporária, não é preciso convencer ninguém. É uma situação rara. Somos mesmo impelidos a mudar. A questão é como.
…
Para não pararmos as aulas, vamos todos ter de utilizar o on-line, com todo o seu potencial, e experimentar novas soluções. Depois da tempestade, ficam as experiências e o enriquecimento dos modelos de ensino com a utilização das novas tecnologias. E o mais interessante é que podemos fazer todas estas experiências sem risco, devido à situação de urgência que estamos a viver. Podemos e devemos explorar, testar e experimentar. Há um sem número de plataformas disponíveis e os alunos, sendo mais novos, têm com certeza uma palavra a dizer sobre o que funciona e o que pode ser melhorado.
Depois desta experiência, acredito que as aulas presenciais vão ser as melhores de sempre. Por causa do on-line.
Página desenvolvida pela equipa de Educação da Microsoft Portugal, com guias simples e exemplos práticos aplicados ao contexto do ensino: https://sway.office.com/GOBoqSZQJ8agZ5te
Com um limite de envio máximo de 100 GB, o Filesender assume-se como a melhor opção para a partilha segura de ficheiros. O Filesender foi desenvolvido tendo em conta requisitos específicos da comunidade académica e científica, permitindo, contudo, que qualquer pessoa possa receber os ficheiros. Esta é a melhor opção para aqueles ficheiros que são demasiado grandes para ser enviados por email.
E quando a troca de uma letra num email se transforma num agradecimento… Bela surpresa!…
“Boa noite Sr.ª Professora,
Recebi as soluções da ficha de gramática nº 1 que a Sr.ª Professora enviou e apesar das mesmas serem bastante elucidativas e de fácil perceção, eu não sou aluno da Sr.ª Professora e a minha filhota também não!
No entanto, como pai que sou, dou-lhe desde já os parabéns pelo esforço que a Sr.ª Professora e os Professores em geral estão a fazer no sentido de continuarem a ministrar aos nossos filhos e vossos alunos, a matéria que foi por vós delineada no início do ano letivo, sob condições que ninguém imaginaria e utilizando para isso plataformas e meios para os quais, nem os professores, nem os alunos, incluindo os pais estavam preparados.
ESTÃO DE PARABÉNS PELO VOSSO ESFORÇO, SRS. PROFESSORES!
Não me querendo alongar, Sr.ª Professora, reveja por favor o email… (3 “m”) pois este email é meu (“menino já crescido”) e o conteúdo do mesmo deve, com certeza fazer falta a algum menino/menina que eventualmente deve estar ansioso por receber as soluções da Ficha de Gramática nº 1.
Professores, estudantes e pais têm trabalhado juntos para encontrar alunos excluídos, os que faltam às aulas por falta de equipamentos para acompanhar o ensino, que agora se faz à distância, ou porque “nunca gostaram da escola”.
A vida estudantil mudou radicalmente há duas semanas, quando as escolas fecharam as portas para tentar conter a disseminação do novo coronavírus, que já infetou mais de quatro mil pessoas e provocou 76 mortes em Portugal.
Uma das novas rotinas passou a ser procurar colegas que não “aparecem nas aulas” ou que não se consegue contactar, segundo relatos de encarregados de educação, alunos e professores.
Na primeira semana de aulas à distância muitos alunos faltaram às aulas, mas a maioria das escolas não baixou os braços e conseguiu trazê-los de volta, a pouco e pouco, muitas vezes com o envolvimento de toda a comunidade escolar.
A mãe de um aluno do 1.º ciclo de Lisboa contou à Lusa que recebeu emails da professora a pedir ajuda para encontrar alguns meninos. Os mails são enviados para todos os encarregados de educação e alunos na esperança de haver quem conheça os faltosos.
Mariana, uma adolescente do ensino secundário de Lisboa, também recebeu essas mensagens na primeira semana de aulas à distância.
Numa turma com menos de 30 alunos “faltavam cinco ou seis colegas”, disse à Lusa. Na lista de nomes estava uma amiga sua, que vive numa instituição de acolhimento.
Mariana fez tudo para falar com a colega que não tem telemóvel nem computador. Foi através de uma outra rapariga, também institucionalizada, que conseguiu.
“No início eu mandava-lhe as fichas através da colega que tem telemóvel, mas depois ela começou a usar o computador da instituição e agora já acompanha as aulas”, que chegam por email, contou a adolescente.
…
Depois de muito trabalho, Antonino voltou a ter as turmas compostas, mas ainda é normal faltarem “dois ou três alunos”.
“Dizem que foram visitar a avô, outros que foram às compras com a mãe”, contou. Uns justificam-se pessoalmente, outros mandam recados pelos colegas. Antonino vai avisando: Quem não estiver na aula tem falta.
Como é que sabe quem está? “Quando chegam à aula têm de cumprimentar”. A aula é agora numa plataforma de e-learning, onde Antonino consegue manter algumas rotinas mas também já disse aos alunos que “podem aparecer despenteados, de pijama e até sem lavar os dentes. Mas têm de aparecer!”.
Os alunos de Antonino são do 3.º ciclo, têm entre os 13 e os 14 anos. Nesta faixa etária, os pais são fundamentais para controlar a assiduidade dos filhos, alertou.
Estudo sobre o Impacto do COVID19 na atividade turística desenvolvido pela Universidade de Coimbra e Instituto Politécnico de Viseu
Está em curso um estudo sobre os impactos do CIVD19 na atividade turística, uma das atividades económicas mais drasticamente afetada. Pedimos-lhe para cooperar no preenchimento do questionário durante 2 minutos. Os dados são exclusivamente para uso científico e são estritamente confidenciais.
Os leitores perdoar-me-ão se deixar a análise aos números de hoje para segundo plano. Porque venho trazer-lhes uma mensagem de esperança que pode salvar muitas centenas ou milhares de vidas — mas exige acção imediata.
Muitos conhecerão de nome Maria Manuel Mota. Investigadora de primeiro plano mundial na área das Biociências e doenças infecciosas, em particular malária. Directora do Instituto de Medicina Molecular, onde trabalham mais de 600 pessoas. Prémio Pessoa em 2013.
Mais importante do que qualquer elemento curricular, a Maria Mota tem na mão uma chave para o problema da falta de testes COVID em Portugal. Conheço-a há muitos anos, falei com ela há pouco. Aqui segue o relato.
Os testes de detecção ao COVID são fabricados essencialmente por duas empresas, a Roche e a Qiagen. Os kits de teste contemplam duas fases: extracção e amplificação por processo PCR, sendo os reagentes bem conhecidos. O problema, claro, já se sabe qual é: nós não produzimos estes reagentes, fomos ao mercado tarde, já não encontramos à venda e agora estamos a racionar (ou a “racionalizar” – neste momento os malabarismos retóricos são o que menos importa) os poucos que temos e a fazer muito, MUITO menos testes do que devemos. A Alemanha, cuja indústria produz os reagentes necessários, faz 500.000 testes por semana. Portugal esta semana fez 17.000. Tendo em conta que a população alemã é 8 vezes maior, temos um nível de testes que é 20% do alemão.
Que entre a Maria Mota.
Há 17 dias, alertada para o problema por dois médicos de Santa Maria, a Maria Mota colcoua a sua equipa no IMM a desenvolver uma alternativa portuguesa ao kit de teste. Foi, num certo sentido, muito simples: em vez de desenvolver um processo a partir do início, a Maria Mota pegou no protocolo publicado pela OMS e pelo CDC americano para os testes ao COVID e adaptou-o à realidade portuguesa. Identificou os reagentes críticos em falta em Portugal para produzir um teste e concebeu alternativas. A alternativa existe em Portugal; a empresa que a produz, a NZY Tech, pode produzi-los em quantidade virtualmente ilimitada para todos os efeitos práticos.
Neste momento a Maria Mota já dispõe de um kit testado, que funciona perfeitamente na identificação quer de casos positivos quer de casos negativos. Há uma semana contactou a DGS por escrito, não tendo ainda obtido resposta. Felizmente para nós tem linha aberta para o Ministro da Ciência, Manuel Heitor, que compreende bem a urgência destes tempos, e que desbloqueou a situação. Obrigado por todos nós, amigo Manuel. Quando os tempos forem outros dar-te-ei um abraço muito apertado.
O kit foi testado e está certificado pelo Instituto Ricardo Jorge no sábado passado. Há dois dias foi validado pelo mesmo Instituto. Está pronto a ser aplicado em quantidades virtualmente ilimitadas. As limitações para a Maria Mota não são de número de testes disponíveis: são de mão de obra humana. O seu IMM tem neste momento capacidade para administrar 300 testes por dia, podendo talvez chegar aos 900 a 1000.
Isto são notícias extraordinárias. Temos um teste português, validado e certificado, que pode começar a produção em massa ONTEM. Podemos abrir centros de testes por todos o País e começar finalmente a política de testes massivos e rastreios sistemáticos recomendada pela OMS, que nunca seguimos. De que estamos à espera?
Dizia-me a Maria Mota que cada dia que passa conta. Se tivéssemos começado há uma semana tínhamos salvo muitas vidas. Já não vamos a tempo. Mas vamos a tempo de salvar muitas mais nas semanas que se avizinham e vão ser terríveis.
Ainda vamos a tempo de salvar milhares de vidas (e estou a medir as palavras). Mas temos de agir JÁ.
Senhores do Governo, do Ministério da Saúde, da DGS, de tudo quanto manda neste País: larguem os vossos papéis e agarrem na Maria Mota. Não interessam agora os vossos erros de avaliação do passado: não cometam agora o maior de todos. Dêem à Maria Mota tudo, TUDO o que ela pedir. E peguem nos kits dela, comecem a produção em massa daqui a uma hora, organizem a abertura urgente postos de teste de emergência nos pavilhões multiusos em todos os concelhos daqui a duas horas. Não queiram ser responsáveis por tudo: mobilizem a sociedade civil. Recrutem voluntários para administrar testes e realizar análises laboratoriais (que demoram 4 a 5 horas) entre estudantes de Medicina e Farmácia. Usem os estádios de futebol, os pavilhões desportivos, façam o que quiserem. Mobilizem as empresas para donativos, as indústrias para produzir, mexam-se. Organizem, não é para isso que servem os Governos? Mas DESPACHEM-SE! Não é para amanhã, é para ONTEM!
Porque cada dia conta, e cada hora perdida hoje representa mais mortos daqui a 15 dias.
A Revista Forum Estudante inaugurou esta quinta-feira, 27 de março, o sitío na Internet estudanteemisolamento.pt, que quer ser um ponto de encontro para toda a comunidade educativa. “Estudar em isolamento não é estudar sozinho” é o lema da plataforma, que reúne dicas de estudo, ferramentas úteis e recursos complementares ao estudo a distância.
Temas ligados à vida dos estudantes em isolamento, destacando vertentes indiretamente ligadas ao estudo, como a cultura, o lazer ou a atividade física serão também focados no site.
Serão também publicados testemunhos de vários intervenientes do sistema educativo, destacando os principais desafios, dificuldades e soluções num contexto de ensino a distância. “Acreditamos que dar eco às vozes dos vários intervenientes da Educação em Portugal será uma forma de aumentar a motivação e o conhecimento mútuo, neste contexto tão desafiante”, refere em comunicado de imprensa Gonçalo Gil, o diretor da revista.
A Forum Estudante nasceu em 1991, assumindo a missão de levar aos estudantes informação sobre cursos, escolas e profissões. É a segunda publicação para estudantes mais antiga da Europa.
As aulas à distância no ensino superior têm cada vez mais alunos, segundo dados do Governo que indicam que uma das plataformas acolheu num dia quase 200 mil participantes e permitiu cerca de nove mil aulas e reuniões.
As aulas presenciais no ensino superior estão suspensas desde 16 de março para tentar conter a disseminação da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus, mas o ensino continua a fazer-se à distância, segundo dados hoje divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).
Uma das plataformas usadas no ensino à distância é a COLIBRI, que foi disponibilizada pela Unidade de Computação Científica Nacional da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT-UCCN) em que em 19 de março, por exemplo, “195.504 participantes estiveram em 8.895 aulas e reuniões à distância”.
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O aviso de abertura do concurso 2020/2021 não teve a publicação habitual do anexo V (calendário do concurso) que foi tão saudada quando saiu pela primeira vez em 2017.
Já que referem novamente o meu estudo da semana passada, atualizo-o em baixo com novos dados que representam 90% de respostas de todos os alunos do meu agrupamento. Não me posso esquecer que os 10% em falta poderão não ter qualquer dos recursos perguntados e que podem fazer aumentar os “não” em vez dos “sim“.
As escolas estão desde o início da suspensão das atividades letivas presenciais, devido à pandemia covid-19, a identificar os alunos sem acesso à Internet nem computador em casa para acompanhar aulas à distância, anunciou esta sexta-feira o Ministério da Educação.
Sem conseguir ainda adiantar quantos alunos estão nesta situação, a tutela afirma em comunicado que está em processo um levantamento pormenorizado, para o qual conta com o apoio das próprias escolas, do número de estudantes sem acesso às aulas.
Desde a suspensão das atividades letivas presenciais em todos os estabelecimentos de ensino, em 16 de março, os alunos trocaram as salas de aula pelas suas casas e têm prosseguido os estudos à distância, através de conteúdos e plataformas digitais, mas nem todos têm como aceder aos materiais.
Enquanto é feito este levantamento, o Ministério da Educação está também a definir as melhores soluções, com o apoio de operadoras de telecomunicação e empresas de ‘hardware’, e a estabelecer prioridades na disponibilização de meios, tendo em conta a urgência e o grau de vulnerabilidade dos alunos.
Segundo a tutela, a prioridade é “garantir que todos os alunos estejam ligados à escola”, uma vez que as dificuldades de ligação têm implicações na participação dos alunos nas aulas e do seu aproveitamento escolar, mas representam também o isolamento das crianças desde logo mais vulneráveis.
Cerca de 5% das famílias com crianças até aos 15 anos não têm Internet em casa, segundo dados de 2019 do Instituto Nacional de Estatísticas, e um em cada cinco estudantes não tem computador em casa, segundo um estudo realizado na semana passada por Arlindo Ferreira, especialista em Estatísticas da Educação, que foi publicado na terça-feira no blog do Arlindo.
Esta situação em que alguns alunos se encontram impede realizar alguns dos trabalhos pedidos pelos professores durante a suspensão de aulas presenciais determinada pela pandemia de Covid-19, uma realidade que tem sido denunciada por pais, professores e diretores escolares.
Apesar dos problemas já detetados, todos são unânimes em considerar que o ensino à distância é, neste momento, a melhor solução.
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Para os devidos efeitos e face às dúvidas levantadas, esclarece-se que os docentes contratados a termo incerto com vista à substituição de docentes que estiveram temporariamente ausentes por motivo de doença ou outro e que entretanto se apresentaram ao serviço, poderão manter-se em funções, nesta fase de encerramento de aulas presenciais, desde que o Sr. Diretor considere necessária a sua permanência de forma a garantir a boa continuidade pedagógica.
Com os melhores cumprimentos e votos de boa saúde,
8 Princípios Orientadores para a Implementação do Ensino a Distância (E@D) nas Escolas numa população tão diversa, oriunda de tantos grupos sociais, de tantas regiões, hábitos e pouca heterogenia só pode vir a dar uma grande confusão. Será que ainda não lhes disseram que o Reino Unido saiu da UE? Já não se faz trabalho para inglês ver. As estatísticas que vão sair deste plano vão ser giras de analisar… Também vou querer “ver” os meios que vão disponibilizar para o ensino à distância dos alunos sem meios informáticos e que mecanismos se desenvolverão.
Queiramos ou não, as desigualdades de oportunidades vão-se aprofundar, a equidade não se vai concretizar. O nosso sistema não estava preparado para o que se está a viver, a sociedade não estava, não está, nem estará nos próximos anos. Por isso, tudo o que se tente fazer que não envolva toda a comunidade de alunos e lhes dê as mesmas oportunidades, que contribua para a igualdade e equidade, vai ser alvo de critica, se não hoje, no futuro.
Isto foi o melhor que conseguiram? Mitigar as consequências? Para quem não conhece a pirâmide invertida da mitigação, saibam que o passo seguinte é a recuperação e por fim a compensação, para isso será necessário muito mais do que estarão dispostos a oferecer e disponibilizar no futuro.
Este roteiro vai exacerbar as diferenças de uma sociedade já tão heterogénea como a nossa. Não me admirarei que nuns próximos relatórios da OCDE isso se faça bem notório.
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NEG - 19 MAIO 2015 - EXAME DE PORTUGUES NA ESCOLA ANDRE SOARES
Em Conselho de Ministros ficou determinado que:
Foi aprovado o decreto-lei que cria um regime excecional e temporário de faltas justificadas motivadas por assistência à família, reforçando as medidas já tomadas, para melhorar a sua adequação à realidade, e passando a acautelar as situações em que se verifica a necessidade de assistência a parente na linha reta ascendente que se encontre a cargo do trabalhador e que frequente equipamentos sociais cuja atividade seja suspensa.
Fica estabelecido o funcionamento durante o período de interrupção letiva da rede de estabelecimento de ensino que promove o acolhimento dos filhos ou outros dependentes a cargo dos profissionais de saúde, dos serviços de ação social, das forças e serviços de segurança e de socorro, incluindo os bombeiros voluntários, e das forças armadas, os trabalhadores dos serviços públicos essenciais, cuja mobilização para o serviço ou prontidão obste a que prestem assistência aos mesmos.
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O estado de emergência não revogou o RGPD. Nem todas as plataformas que são usadas para partilha de documentos, retirar duvidas, videoconferência, aplicações de telemóvel, etc… protegem os dados dos seus utilizadores.
Na frenética procura por respostas ao afastamento a que estamos obrigados dos nosso alunos, os professores têm tentado por todos os meios, mais alguns, chegar aos seus alunos. Mas é necessário terem cuidado, basta uma falha, um engano, o uso de uma plataforma que não proteja os dados dos alunos, para que uma queixa possa ser feita e o professor responsabilizado. As coimas são bastante pesadas para os nossos vencimentos.
O conselho que fica para quem o quiser. Não inventem mais, esperem por indicações superiores para continuar o trabalho que têm desenvolvido com os vossos alunos. Deverão ser os agrupamentos a construir plataformas onde todos os docentes dos agrupamentos trabalhem, de forma controlada e em uníssono. Não podemos continuar a arriscarmo-nos. Neste momento, interessa preparar a avaliação do 2.º período e darmos tempo a quem de direito e dever tem que nos apresentar uma solução, a direção.
Deixo aqui algumas indicações que vos podem ser uteis sobre este tema. Não sejam inocentes, pois ninguém se compadece com esse estado.
Eis as orientações técnicas a seguir, aquando da implementação, escolha ou contratualização em matéria de arquitetura de segurança das redes e sistemas de informação relativos a dados pessoais (e sim a imagem de um aluno, o seu vídeo de alta definição numa conferência, são dados pessoais)
Leiam e garantam que as aplicações que estão a utilizar cumprem este normativo emanado do Conselho de Ministros para o estrito cumprimento do RGPD (bem como tudo o resto!)
NOTA: Se não percebem completamente a componente técnica deste normativo, então talvez não sejam a pessoa adequada para escolher aplicações e definir segurança de redes e aplicações informáticas para a vossa escola pública.