Considera a reabertura das creches e JI uma atitude economicista?
As Creches e JI apenas abrirão por pressão economicista por parte das empresas para libertar os pais trabalhadores para regressarem aos postos de trabalho?
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2 comentários
Sem Economia não há dinheiro, sem dinheiro não há saúde.
Desde o inicio que defendo que as pessoas devem ser informadas, e não deixadas ao desbarato dos media que só lançaram o pânico e que são um dos sectores que mais lucrou com este assunto.
O dinheiro que temos não é eterno, o que faltar será pedido emprestado e sobre esse teremos que pagar juros. Quando isso acontecer, vamos aumentar os impostos e diminuir a oferta de educação e de saúde.
Neste momento temos os serviços de saúde parados para “tudo” o que não seja Covid. Para se ter disponibilizados 700 ventiladores de repente no SNS foi necessário libertar todos os blocos operatórios e salas de recobro, para que fossem transformadas em UCIs com os ventiladores que tipicamente são usados em cirurgias e no seu recobro e, desde o inicio da pandemia, o pico de aparelhos usados foram ~270. Então nem fazemos cirurgias nem estamos a ganhar imunidade de grupo ao ritmo para o qual nos preparamos.
Em qualquer família, se lhe tirarem os rendimentos, também o pai ou a mãe vão ter que fazer a escolha entre o risco do covid ou a certeza da fome…
Precisamos urgentemente de ganhar imunidade de grupo e isso só se faz com infecções. Está estudado que quanto mais novo se é, menor é o risco do grupo em que se insere, por isso é óbvio que o ideal é começar por aí.
Acabando como comecei:
Sem Economia não há dinheiro, sem dinheiro não há saúde.
“Sem Economia não há dinheiro, sem dinheiro não há saúde”.
Compreendo o seu argumento, numa perspectiva de sustentabilidade do SNS .
Contudo, no limite, o problema também pode ser visto por outro prisma:
– Sem pessoas não há Economia, sem pessoas não há SNS (nem sob a forma de utentes, nem sob a forma de contribuintes).
A que custo humano se vai conseguir alcançar a tão desejada imunidade de grupo? Quantos têm que morrer para que isso aconteça? Quem decide/escolhe os que vivem e os que morrem? Com que legitimidade e com que critérios?